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sábado, 31 de dezembro de 2011

2012 desejado por Neusah Cerveira

OS DESAPARECIDOS
De repente, naqueles dias, começaram
a desaparecer pessoas, estranhamente.
Desaparecia-se. Desaparecia-se muito
naqueles dias.

Ia-se colher a flor oferta
e se esvanecia.
Eclipsava-se entre um endereço e outro
ou no táxi que se ia.
Culpado ou não, sumia-se
ao regressar do escritório ou da orgia.
Entre um trago de conhaque
e um aceno de mão, o bebedor sumia.
Evaporava o pai

ao encontro da filha que não via.
Mães segurando filhos e compras,
gestantes com tricots ou grupos de estudantes
desapareciam.
Desapareciam amantes em pleno beijo
e médicos em meio à cirurgia.
Mecânicos se diluiam
- mal ligavam o tôrno do dia.

Desaparecia-se. Desaparecia-se muito
naqueles dias.
Desaparecia-se a olhos vistos
e não era miopia. Desaparecia-se
até a primeira vista. Bastava
que alguém visse um desaparecido
e o desaparecido desaparecia.
Desaparecia o mais conspícuo
e o mais obscuro sumia.
Até deputados e presidentes esvaneciam.
Sacerdotes, igualmente, levitando
iam, arefeitos, constatar no além,
como os pescadores partiam.

Desaparecia-se. Desaparecia-se muito
naqueles dias.
Os atores no palco
entre um gesto e outro, e os da platéia
enquanto riam.
Não, não era fácil ser poeta naqueles dias.
Porque os poetas, sobretudo
- desapareciam.
Se fosse ao tempo da Bíblia, eu diria
que carros de fogo arrebatavam os mais puros
em mística euforia. Não era. É ironia.
E os que estavam perto, em pânico, fingiam
que não viam. Se abstraíam.
Continuavam seu baralho a conversar demências
com o ausente, como se ele estivesse ali sorrindo
com suas roupas e dentes.

Em toda família à mesa havia
uma cadeira vazia, a qual se dirigiam.
Servia-se comida fria ao extinguido parente
e isto alimentava ficções
- nas salas e mentes
enquanto no palácio, remorsos vivos boiavam
- na sopa do presidente.
As flores olhando a cena, não compreendiam.
Indagavam dos pássaros, que emudeciam.
As janelas das casas, mal podiam crer
- no que viam.
As pedras, no entanto,
gravavam os nomes dos fantasmas
pois sabiam que quando chegasse a hora,
por serem pedras, falariam.

O desaparecido é como um rio:
- se tem nascente, tem foz.
Se teve corpo, tem ou terá voz.
Não há verme que em sua fome
roa totalmente um nome. O nome
habita as vísceras da fera
Como a vítima corrói o algoz.

E surgiam sinais precisos
de que os desaparecidos, cansados
de desaparecerem vivos
iam aparecer mesmo mortos
florescendo com seus corpos
a primavera de ossos.

Brotavam troncos de árvores,
rios, insetos e nuvens em cujo porte se viam
vestígios dos que sumiam.

Os desaparecidos, enfim,
amadureciam sua morte.

Desponta um dia uma tíbia
na crosta fria dos dias
e no subsolo da história
- coberto por duras botas,
faz-se amarga arqueologia.

A natureza, como a história,
segrega memória e vida
e cedo ou tarde desova
a verdade sobre a aurora.

Não há cova funda
que sepulte
- a rasa covardia.
Não há túmulo que oculte
os frutos da rebeldia.
Cai um dia em desgraça
a mais torpe ditadura
quando os vivos saem à praça
e os mortos da sepultura.
Affonso Romano de Sant'Anna

O ANO EM QUE AS MÁSCARAS DO TERROR CAPITALISTA CAÍRAM - AS CARETAS DO FILHO DO SENADOR

O ANO EM QUE AS MÁSCARAS DO TERROR CAPITALISTA CAÍRAM – AS CARETAS DO FILHO DO SENADOR


Laerte Braga


Retrospectivas de um ano, de um modo geral, são marcadas por uma estrita observância ao tempo cronológico. Janeiro, fevereiro, março e vai assim. É possível no entanto fugir desse modo usual de relacionar catástrofes, fatos de maior ou menor importância a critério de quem escreve, evidente.

Janeiro de 2011, por exemplo, a posse de Dilma Roussef. Prefiro olhar o fim dos dois mandatos de Lula, é inevitável o confronto com os oito anos de FHC – quatro por eleição e mais quatro num golpe branco –. A história começa a mostrar que Lula não trouxe avanços reais e efetivos para os brasileiros à medida que no afã de se equilibrar no fio da navalha aberta por Fernando Henrique fez de seu governo um exercício de malabarismo incrível. O resultado? Dilma era a figura que estava à mão, mostra-se, até agora, menor que o cargo.

O Brasil dança segundo as regras da “globalitarização”, de vez em quando emite mugidos de reações que Getúlio Vargas chamava de “guampada de boi manso”. Está assentado à mesa de negociações para a partilha do botim chamado Líbia. Devastada e com centenas de milhares de mortos pelo terror capitalista travestido de “ajuda humanitária” na preocupação democrática do terrorista Barack Obama, através do braço OTAN. Foram 20 mil bombardeios aéreos para “libertar” o país.

O ano em que o PT – Partido dos Trabalhadores – acentua e acelera seu processo de transformação em PSDB alternativo, pelas mãos de uma cúpula de “consultores”, no desespero da militância histórica que tenta evitar o naufrágio. Alternativo costuma ser pior que o original. Quem anda em companhia de Orlando Silva, Wellington Moreira Franco, Carlos Alberto Luppi, Paulo Bernardo e Fernando Pimentel não pode pretender respeito, ou ser aquinhoado com o epíteto de governo sério. É claro que a presidente não mete a mão em grana pública, nem de ninguém. Mas isso é outra história. Itamar não fazia isso. Enriqueceu boa parte da chamada “república de Juiz de Fora”.

O ano marca também a presença viva e nociva da quadrilha Sarney. O controle do Maranhão, do Amapá e toda a sorte de trapaças cometidas pelo “coronel” e seu séquito de filhos, cunhados, noras, sobrinhos, netos, amigos, etc. Sobrevive mais um ano sem que nada se lhes aconteça. Exceto, evidente, a impunidade.

Já no final do ano os tucanos se percebem devastados com as revelações do livro do jornalista Amaury Ribeiro mostrando que o processo de privatizações foi um grande negócio de quadrilhas que entre outros, envolvia desde o presidente de então, FHC, passando pelo candidato eterno José Serra e sua família, Tasso Jereissati, Aécio Bafômetro Neves, Daniel Dantas, Gilmar Mendes, uma extensa quadrilha com ramificações internacionais e que mesmo fora do poder central, detém o poder em algumas regiões, ou estados.

Caso do Rio Grande do Norte, João Faustino, ex-sub-chefe da Casa Civil de José Serra no governo de São Paulo, foi pego com a mão na grana no negócio de terceirização das vistorias de automóveis. Kassab está no meio e o plano era irradiar o “negócio” para todo o País.

Sobre o livro de Amaury Ribeiro – A PRIVATARIA TUCANA – nem um comentário da mídia podre. GLOBO, VEJA, FOLHA DE SÃO PAULO, ESTADO DE MINAS, RBS, ÉPOCA, etc. São os paladinos da “liberdade de expressão” segundo suas conveniências e interesses, pautados pelo número de zeros à direita nas faturas.

Foi um ano muito bem pago a gente como William Waack, agente preferido de Hilary Clinton, mas dançou Fátima Bernardes, na disputa pelo poder na maior empresa de comunicações/mentira do Brasil. Uma dúvida! Será que o programa MANHATTAN COLECTION continua com os mesmos cinco telespectadores ou caiu para quatro, quem sabe subiu para seis? O desespero de arranjar um novo Paulo Francis continua aterrador para a rede e o programa. Junta mediocridades absolutas e incorpora agora a turma de VEJA que foge do risco de cadeia por aqui, por conta das mentiras de toda semana.

Nem tudo, no entanto, tem cara daquele personagem que chamam de Funério. Helena Tavares do blog QUEM TEM MEDO DA DEMOCRACIA realizou uma entrevista histórica e extraordinária, fundamental, com o brigadeiro Moreira Lima, um militar em extinção. Sério, comprometido com a democracia e a legalidade constitucional e que por isso mesmo foi posto à margem dentro das forças armadas que permanecem agarradas ao golpe de 1964, temerosas da Comissão da Verdade (estão escondidos, torturadores “valentes” dentro de câmaras de repressão e covardes diante da história, escondidos atrás da saia da anistia).

O câncer acometeu Hugo Chávez, Fernando Lugo, Lula e agora Cristina Kirchner. Um paranóico diria que isso é coisa da CIA. Paranóia mesmo, recheada de cinismo, é coisa de norte-americanos e sionistas, naquela história de poder divino sobre o resto do mundo. Os caras, antes de dormir, olham embaixo da cama. É para ver se lá não está algum “terrorista” árabe.

O ano em que a Comunidade Européia afunda e se transforma numa grande base militar do complexo ISRAEL/EUA TERRORISMO S/A e a sede do IV Reich deixa de ser, como seria natural Berlim, para dividir-se entre Washington e Tel Aviv. Tiro nos palestinos, líbios, afegãos, iraquianos e colombianos, além de alguns eventuais por outras plagas, é o esporte preferido do complexo.

Beth Carvalho numa entrevista concedida em seu apartamento no Rio explicou tim por tim tudo o que acontece e fez renascer a saudade de Leonel Brizola, o líder indispensável que a morte levou. Fica, no entanto, a imagem de Cid Moreira lendo a nota do ex-governador, em pleno JORNAL NACIONAL – o da mentira – e engolindo a saliva, a boca seca, na raiva do puxa saco eterno. A entrevista de Beth Carvalho foi outro acontecimento memorável. E nem importa que a nota de Brizola tenha sido em anos passados. Está viva na luta pelo marco regulatório da mídia.

Não há desnutrição infantil em Cuba. Único país do mundo onde isso acontece segundo a Organização Mundial de Saúde e a FAO, braços da ONU. Nos EUA o OCUPA WALL STREET, movimento destinado a buscar junto a bancos e especuladores o dinheiro que foi e continua sendo roubado aos trabalhadores, revela que existem no país 40 milhões de indigentes.

E perto de cinco mil ogivas nucleares para garantir a “democracia”.

Um desses boçais que pontificam na tevê brasileira em programas de boçalidades, desejou boa sorte ao líder norte-coreano no “inferno”. Vai esperar a chegada de Bush, pai e filho, de Clinton, de Obama, de Netanyahu, de tantos outros. O perigo vai ser quando FHC chegar. Vai descer em carruagem iluminada e em forma de pirâmide, afinal é o último faraó, isso segundo sua própria concepção. “FhC pensa que é superlativo de PhD”, definição precisa do gênio de Millôr Fernandes. E lógico, para um quitinete apertadinho nos domínios do demo, do próprio cara da tevê.

Duas grandes pragas assolam o Brasil. A bancada evangélica com o senador Magno Malta (pedófilo) e a bancada ruralista, pronta para desmatar toda a Amazônia e substituí-la por gado e transgênicos recheados de agrotóxicos, no Código Floresta do deputado Aldo Rebelo, hoje ministro dos Esportes e um dos sócios de PC do B S/A. Empresa de porte médio que atua no setor de partidos políticos.

Tem a Primavera Árabe. Derrubou Mubarak, o presidente da Tunísia, mas nem tem rumo e nem tem direção, do que se aproveitam militares norte-americanos, quer dizer, egípcios, para manter uma junta governando o país de Cleópatra. Enrolaram-se, como fez a imperatriz diante de Júlio Cesar, em tapete especial e se desnudaram em Washington e Tel Aviv.

Não têm os encantos de Cleópatra e cedo ou tarde acabarão sumindo.

O capitalismo em crise não significa necessariamente o fim. Crise e capitalismo estão associados, um não vive sem o outro. As crises são necessárias e fazem parte do processo de exploração do homem pelo homem. Os gregos sabem disso e estão nas ruas, com rumo e direção, protestando contra um governo títere de banqueiros. É como a corrupção. É fundamental para o capitalismo. Corruptores montam congressos, montam tribunais e ocupam executivos. Transformam nações em grandes corporações, é um fenômeno que se mostra claro neste ano, rateiam o controle acionário e deixam o óleo vazar por todas as baías enquanto em nota oficial se mostram preocupados com o meio-ambiente. Tem gente que acredita. Sérgio Cabral, que não é bobo, bota a boca no trombone pelos royalties enquanto embolsa no canto escuro da casa do sogro os “royalties” do bem fazer pelos donos. Tem outro nome, propina.

Os royalties são desculpa para entregar o petróleo do pré-sal para empresas que remuneram bem a governadores, deputados, senadores, prefeitos, etc, os que se dispõem a isso, inclusive ministros de cortes superiores.

Cabral, Eduardo Paes, Antônio Anastasia, Paulo Hartung, Renato Casagrande (faz o papel de banana) e Geraldo Alckimin são outros que se associaram aos “negócios” da política. Beira-mar preferiu o das drogas. São iguais, diferem no ramo. No caso de Alckimin tem a bênção da OPUS DEI, quadrilha que se arvora a voz de Deus. É a principal controladora de Vaticano S/A. Uma espécie de parafernália Edir Macedo com tradição e mais sofisticação.

No finalzinho do ano mais três entraram no “negócio” de “gratificações indevidas”. Um, para ajudar os que receberam, Marco Aurélio Mello. Dois, que embolsaram 700 mil, César Peluso – presidente da dita suprema corte – e Ricardo Lewandowsky. E mais a turma do STJ, um número expressivo de “abnegados” com o tal “auxílio moradia”. É o Judiciário indo para o esgoto a despeito de muitos de seus integrantes honestos. Já os funcionários ganharam uma big banana no final do ano, no orçamento neoliberal de D. Dilma Roussef.

Vai emprestar dinheiro para o FMI e 49% das receitas vão servir para pagar a dívida pública, a tal que foi paga no governo Lula, mas está aí vivíssima.

De qualquer forma é um ano em que os robôs que acham que automóvel é Deus, começam a sair do tacão alienante da mídia e perceber que apenas mudamos a forma de ditadura. Sai a borduna, entra a mídia de mercado e suas “verdades”. Mas é também o ano em que a classe média – mérdia – se perde na crença que caviar iraniano é o bom gosto supremo e que VEJA tem alguma coisa a dizer além de mentiras.

No fim de tudo a culpa é da Síria, do Irã, dos palestinos. Uma esplendida festa de fogos de artifícios e a contagem regressiva feita pelo Faustão – no caso do Brasil – ainda faz com que muitos acreditem que tudo vai ser diferente a partir do dia seguinte.

Dia de começar regime e parar de fumar.

Vai daí que ou acordamos e vamos para as ruas lutar pela construção de uma democracia em todos os sentidos, plena, sem Sarney, sem essa gente toda, ou vamos naufragar nas explicações inebriantes de Miriam Leitão e nas receitas de Ana Maria Braga. Mudar o modelo roto e opressor.

A panqueca de Dilma, até agora, só causou uma baita indigestão. E tem Obama. Protagonista do CANTOR DE JAZZ, célebre filme dos tempos de antanhos em Hollywood. O cantor original era negro, engraxaram o ator branco para ficar negro. Obama é remaker.

O gangster Jáder Barbalho foi empossado no Senado em pleno recesso. Salva um “dinheirinho” sem trabalhar. No ato seu filho fez caretas para os fotógrafos. Estendem-se a todos os brasileiros. Setecentos mil alguns ministros do STF e do STJ podem embolsar também sem trabalhar e ao mesmo tempo têm o poder de paralisar as investigações sobre essa irregularidade. Já ficha limpa não.

Fica no arquivo das vistas, mantém impunes bandidos como Barbalho. É amigo e aliado de outro dos muitos gangsters de nossa política. O presidente do Senado José Sarney. Se a turma não abrir os olhos, os senadores sérios – menos de 20% - a chamada Câmara Alta vira um daqueles cassinos de Las Vegas com shows explícitos de sem vergonhice política. É outra marca de 2011.

DITADURA: A FOTO DA DILMA E O TEATRINHO MILITAR

Já que fui citado na imprensa como um dos réus fotografados no mesmo lote da imagem de 1970 da presidente Dilma Rousseff, vale a pena falar um pouco sobre como, durante a ditadura de 1964/85, encenavam-se julgamentos nas auditorias militares para justificar as sentenças que os serviços de Inteligência e o comando das Forças Armadas previamente estipulavam.

Deu n'O Globo (vide íntegra aqui): 
"No começo de 2011, quando o país assistia meio incrédulo à festança de chegada ao poder de uma mulher e ex-guerrilheira, caíram nas mãos do pesquisador Vladmir Sachetta, por acaso, três fotos que revelavam um dos momentos mais marcantes da 'terrorista' Vanda. As fotos são da presidente Dilma Rousseff no frescor de seus 22 anos, com ar rebelde, e de seu ex-marido Carlos Araújo, em depoimento na Primeira Auditoria Militar do Rio, em novembro de 1970.
 Sachetta (...) procurava imagens de militares da Aeronáutica envolvidos no sequestro, desaparecimento e morte de Rubens Paiva. Caiu nas mãos dele uma pasta com o título Justiça Militar. Na última página, encontrou as fotos de Dilma, Araújo e do estudante Celso Lungaretti, feitas por um fotógrafo da Última Hora (...) e publicadas uma só vez, na capa do jornal, em 18 de novembro de 1970.
...no arquivo do jornal, no dia da publicação, a foto de Dilma recebeu a seguinte identificação no verso: '1 Auditoria do Exército (Julgamento dos terroristas Celso Lungaretti, Carlos Franklin Paixão de Araújo e Dilma Rousseff Linhares). Na foto a estudante terrorista Dilma Rousseff Linhares quando era sumariada'".
A foto da Dilma foi espalhadíssima na internet; a minha, que está acima, acabo de receber do companheiro Ricardo Amaral, autor do livro sobre a trajetória da presidente, A vida quer é coragem; e a do Max (Carlos Franklin Paixão de Araújo), aparentemente, só pode ser encontrada em tal livro.

Respondi a quatro processos, os da VPR e da VAR-Palmares, em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Isto porque ingressei na VPR em abril/1969, a organização se fundiu com o Colina no meio do ano (formando a VAR) e em outubro reconstituímos a VPR, depois de  racharmos  no Congresso de Teresópolis.

No fundo, os militares não fizeram direito a lição de casa, pois eu militei na VPR nos dois Estados, mas só militei na VAR em SP. Deveria ter ficado de fora do processo da VAR no RJ --exatamente aquele de que a notícia trata.

Eu só me lembrava da  Vanda  no Congresso do racha, quando nos colocamos em campos opostos. Mas, como vários jornalistas andaram me ligando para saber se eu tinha algo de interessante a relatar sobre a nova presidente --não tinha--, cheguei a pensar que provavelmente nos haveríamos reencontrado como réus de um ou dos dois processos da VAR. Agora isto está confirmado.

Apesar de já se terem passado mais de quatro décadas, fico meio perplexo por haver esquecido tão completamente muito do que rolou nas auditorias.

Talvez porque aquele jogo de cartas marcadas me entediasse mortalmente: graças às informações que reunira como comandante de Inteligência da VPR e da VAR, eu tinha absoluta certeza de que as sentenças eram previamente definidas pelo alto comando, a partir das avaliações da 2ª Seção do Exército, do Cenimar e do Cisa, só cabendo àqueles figurantes simularem que estavam nos julgando.

Foi mais um descalabro da ditadura, submeter civis à Justiça Militar, com oficiais da Arma respectiva e um juiz auditor fazendo as vezes de jurados isentos.

Se fosse para valer, que chance teríamos? Nenhuma, nossa condenação seria inevitável segundo as leis de exceção impostas pelos que haviam estuprado a liberdade.

E, não sendo para valer, eles eram obrigados a obedecer às ordens recebidas.

Era tudo tão patético que, certa vez, em pleno julgamento, o advogado de ofício começou a não falar coisa com coisa. Percebendo que ele estava bêbado, o juiz auditor o expulsou e designou outro, que foi obrigado a improvisar a defesa... em cerca de dez minutos! 

Suspenderam a sessão para o cafezinho e ele passou os olhos pelo processo. Na reabertura fez sua arenga,  apelando para generalidades e platitudes, já que não conseguira inteirar-se das especificidades do caso.

A lembrança mais nítida que conservo é a de Matos (Cláudio de Souza Ribeiro) com olhar perdido, parecendo nem reconhecer os antigos companheiros.

Ele vinha dos movimentos da marujada que antecederam o golpe e chegou até a ser comandante da VPR e da VAR. Mas, entrou em crise, afastou-se da militância e foi levar vida de civil numa aldeia de pescadores, montando casa com uma militante de base que desistiu da luta por ele.

Traído (sexualmente...) por ela e diante da perspectiva de ser abandonado, assassinou-a e foi entregar-se à polícia. Acabou no DOI-Codi, suplicando para que o matassem e ouvindo a resposta de que lá só morria quem eles queriam, não aqueles que queriam morrer. 

Vê-lo reduzido a trapo me chocou e consternou. Era o único de nós que estava algemado em plena auditoria, sentado com um agente de cada lado --temiam que ele realmente desse cabo da vida. Sua história (mais detalhes aqui) é dilacerante.

Por último: muitos internautas comentaram que, na foto da Dilma, os militares escondiam a cara por vergonha. Não, era por paúra mesmo. Temiam ser retaliados, como se não soubéssemos que seu papel era  decorativo.

Se havia contas a acertarmos, era com os torturadores, com seus mandantes, com os financiadores da repressão, etc. Não com esses atores de quinta categoria.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Honduras: Final de mais um ano de DITADURA

El año 2011 se fue acelerado, bueno los segundos que trancuerrieron siguiendo siendo iguales, los minutos siguieron teniendo sesenta segundos, igual que otros años, las semanas igual tuvieron siete dias; fue la voragine de la crisis y la intensificacion de la miseria lo que nos hizo sentir que el reloj se movia mas a prisa. La situacion economica es grave, y el problema de la policia no esta resuelto ni por asomo, eso quiere decir que la inseguridad continua. El año que viene la mision es que cada movimiento de LIBRE tenga organizado un grupo, una pequeña celula en cada cabecera municipal, aldea, caserio, barrio y colonia. Todos ellos armados de ideas, de convicciones, de una nueva vision. Es muy probable que ya no tengamos medios para pagar propaganda en ningun medio de comunicion, esto nos obliga a redoblar esfuerzos en el trabajo de persona a persona, en todos los rincones del pais. tendremos que hacer montañas con las manos, para esto necesitamos ser mas LIBRES que nunca, estar convencidos de que vamos a rectificar el camino del pais, a refundarlo. Es tiempo de trabajar intensamente por recuperar a Honduras para nosotros, y para nuestros hijos. Hasta la victoria siempre!

Sim nós temos PeTistas na Camara - Assinaram a CPI da Privataria os seguintes deputados:

21 de dezembro de 2011 às 19:20 do VI O MUNDO

A lista dos deputados que assinaram a CPI da Privataria Tucana

por Conceição Lemes
O pedido da CPI da Privataria Tucana entregue hoje pelo deputado
Protógenes Queiroz (PCdoB) a  Marco Maia (PT), presidente da Câmara
dos Deputados, tinha 206 assinaturas.
“Acontece que cinco assinaturas estavam repetidas e sete não conferiam”, 
informou-nos Calebe Pacheco, assessor de imprensa de Protógenes. 
“Número final de assinaturas válidas: 185.”
Eram necessárias, no mínimo, 171.
O problema de  repetição de nomes e assinaturas que não conferem sempre ocorre. 
Por isso, os parlamentares batalham para que o número seja maior.
Exatamente para compensar essas “perdas”.
“Quem fez uma assinatura que não conferiu, paciência”, observa Pacheco.
“Não dá para assinar mais.”
Na coletiva aos jornalistas, em Brasília, o deputado Marco Maia
prometeu instalar a CPI da Privataria Tucana no próximo ano. 

Vamos cobrar.







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Willian Waack, da TV Globo, aplica conto do vigário no telespectador

http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2011/12/willian-waack-da-tv-globo-aplica-conto.html  enviado por PauloAvila

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Willian Waack, da TV Globo, aplica conto do vigário no telespectador


Clique nas imagens para ampliar
Dados do FMI: http://goo.gl/C6RVL
Definitivamente, os pais que quiserem dar uma boa educação para os filhos devem orientá-los para ficarem longe dos telejornais da TV Globo, pois além do péssimo jornalismo, faz mal até para o aprendizado na escola. As crianças e jovens que assistem aprendem errado fatos da História do Brasil.

O Brasil cresceu mais rápido do que os países ricos e se tornou a 6ª economia do mundo, ultrapassando o Reino Unido (Inglaterra + Escócia + Irlanda do Norte + País de Gales, juntos).

Isso aconteceu, incontestavelmente, no governo Lula e no governo Dilma, segundo dados do próprio FMI.

Só no dia 26/12/2011, dez dias depois de nosso blog noticiar, o Jornal da Globo resolveu dar a notícia. Ancorado pelo informante da embaixada estadunidense (segundo o wikileaks), Mr. Bill Waack (William Waack) quis contrabandear o FHC para dentro desta história, dizendo que "...desde os anos 1990, com a implantação do Plano Real e o controle da inflação, isso já era previsto...".

Uma ova! Isso é querer aplicar o conto do vigário no telespectador. É um estelionato noticioso. É falsear a história. O Brasil é o "país do futuro" há décadas, mas desde que FHC quebrou o Brasil de vez para se reeleger em 1998, ninguém apostava que iria ultrapassar o Reino Unido tão cedo, como em 2011. Havia previsões lá para 2030, quando criaram a sigla BRICS em 2001.

O que a TV Globo fez é como dizer que a seleção brasileira de Felipão foi campeã do mundo em 2002 graças ao técnico Lazaroni (que perdeu a copa de 1990 na segunda fase).

Vamos recontar essa história, restabelecendo a verdade dos fatos, para impedir que as crianças e os jovens aprendam coisas erradas da história do Brasil por culpa da partidarização da TV Globo.

O Plano Real foi o entreguismo ao consenso de Washington, sob uma reforma monetária, nem tão boa assim, pois o mérito de fato foi estabilizar a inflação, mas em contrapartida implantou-se de vez uma dependência da ditadura dos bancos privados e do capital estrangeiro, que saquearam as riquezas nacionais e suor dos trabalhadores durante a roubalheira da Privataria Tucana, seja através da venda de patrimônio público, seja através da especulação com a dívida pública.

Além de promover o entreguismo, sucateou o Brasil, entregando todas as nossas riquezas e planejamento para a "mão invisível do mercado", que levou à coisas absurdas como o apagão elétrico de meses de racionamento, e entregou o próprio mercado interno para exploração pura e simples por estrangeiros sem compromisso de gerar empregos e riquezas aqui.

Crescimento econômico consistente só veio a acontecer de novo no governo Lula, com investimentos estatais, tais como na Petrobrás e na infra-estrutura, com política industrial, com o consequente aumento do emprego. Outra causa desse crescimento foi a distribuição de renda e inclusão social, além da expansão do crédito, expandindo o mercado interno.

Em 1994, Itamar Franco (o verdadeiro comandante do Plano Real) entregou o país na 7ª posição (segundo o FMI). É verdade que a moeda brasileira (o Real) sobrevalorizado, valendo mais do que o dólar estadunidense, inflava um pouco o PIB (Produto Interno Bruto) computado em dólar, a ponto de colocar o Brasil à frente da China. Mas mesmo se a moeda não estivesse com um valor artificialmente forçado é provável que o país fosse a 8ª ou 9ª economia naquela época.

FHC recebeu o país nessas circuntâncias favoráveis, e não soube aproveitar a oportunidade. Em seus 8 anos de desgoverno demo-tucano, o Brasil só desceu ladeira abaixo, sendo ultrapassado não só pela China (o que era esperado e natural), mas também por países como México, Espanha, Coreia do Sul, Canadá e Índia. Há estudos em que o PIB da Austrália e da Holanda superou o brasileiro em algum trimestre, durante o governo demo-tucano.

O PIB caiu por culpa direta das decisões e escolhas do governo demo-tucano, pouco tendo a ver com conjunturas desfavoráveis.

Quando a Privataria Tucana entregou a Telebras e a Embratel para espanhóis, portugueses e mexicanos, foi o PIB daqueles países que cresceram.

Quando a Petrobrás encomendava plataformas em Singapura e outros países, era o PIB de lá que crescia.

Quando o populismo cambial era usado para reeleger FHC, até coca-cola em lata era importada do México e dos EUA, e era o PIB de lá que crescia, enquanto aqui afundava e gerava desemprego.

Em 2002, FHC entregou o país à Lula rebaixado para a 13ª economia do mundo.

Lula recebeu a herança maldita de FHC, na 13ª posição, quebrado, e entregou para Dilma em 2010 na 7ª posição, com uma economia saneada e sólida, ultrapassando de novo México, Espanha, Coreia do Sul, Canadá, Índia e, pela primeira vez na história, ultrapassou a Itália.

Agora Dilma recebeu a herança bendita de Lula, e também está sabendo conduzir o país, levando-o para a inédita posição de 6ª economia do mundo, em plena crise internacional.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

O CAPITALISMO NOS OBRIGA A FLERTAR COM A MORTE


É de Norman O. Brown a tese de que o capitalismo, em sua fase terminal, tornou-se agente da destruição da humanidade.

A teorização dele em Vida contra morte (1959) é tão complexa que os resumos se tornam inevitavelmente reducionistas e empobrecedores. É melhor mesmo enfrentarmos a obra, uma das poucas que trazem reais subsídios à compreensão do nosso tempo... mesmo meio século depois!

O certo é que, indo além do óbvio ululante de que o capitalismo já esgotou sua função histórica e está prenhe de revolução, O. Brown dissecou com ferramentas freudianas, exaustivamente, as características que o vampiro assume em sua sobrevida artificial, concluindo que ele cataliza as energias destrutivas dos homens, voltando-as contra eles.

Fantasioso? Se pensarmos na destruição e no caos que estão à nossa espera nas próximas décadas, decorrentes das agressões insensatas ao meio ambiente, perceberemos que ele foi, isto sim, profético.

Vide, p. ex., esta notícia da Agência Brasil, assinada pela repórter Renata Giraldi, que aproveitou despachos da BBC e de outras agências internacionais:
"O mundo está 'perigosamente' despreparado para lidar com futuros desastres naturais, advertiu a agência de desenvolvimento internacional da Grã-Bretanha. A agência britânica informou que o despreparo é causado pela ausência de contribuição dos países ricos ao fundo de emergência mundial.

O fundo de emergência é uma iniciativa da Organização das Nações Unidas, criada como resposta a tsunamis, com o objetivo de auxiliar regiões afetadas por desastres naturais.

De acordo com informações de funcionários da ONU, o fundo emergencial sofre com um déficit equivalente a R$ 130,5 milhões para 2012.

A escassez do fundo, segundo especialistas, tem relação direta com a série de tragédias naturais que ocorreram ao longo de 2011, como o tsunami seguido por terremoto no Japão; a sequência de tremores de terra na Nova Zelândia, enchentes no Paquistão e nas Filipinas e fome no Chifre da África.

Ontem (26) peritos japoneses e estrangeiros concluíram que medidas de precaução adequadas poderiam ter evitado os acidentes radioativos, na Usina de Fukushima Daiichi, no Nordeste do Japão, em 11 de março deste ano...

...Segundo eles, houve falhas no que se refere às influências de terremotos e tsunamis na estrutura física da usina".
Resumo da opereta: o lucro é a prioridade máxima, dane-se a nossa sobrevivência! A mesma lógica   perversa se constata numa infinidade de outras ocorrências. O capitalismo nos obriga a flertar com a morte.

O pensador nascido no México, filho de um casal estadunidense, apostava na  ressurreição dos corpos, na liberação do erotismo para derrotarmos a repressão e a morte --um pouco na linha de Wilhelm Reich, só que com argumentação bem mais sofisticada.

Contudo, deve ser também considerada a tese de Herbert Marcuse sobre a  dessublimação repressiva  sob o capitalismo, ou seja, uma dessublimação meia-boca, que não extingue a repressão.

É como pode ser considerada a atual banalização do sexo como descarga física, sem real envolvimento amoroso.

Ou seja, o sexo casual, coisificado, em que os parceiros usam um ao outro para obterem seu prazer egoísta, sem doação, sem verdadeiramente se complementarem.

Este acaba reforçando a repressão, ao deslocá-la para o outro oposto: em lugar do amor com sexo travado de outrora, o sexo animalizado de hoje, dissociado do amor.

Já encontrei moças que, nuas e oferecidas, recusavam-se a ser beijadas na boca, como antes era atitude comum das prostitutas. Só faltava repetirem a frase que Hollywood costuma atribuir aos gangstêres: "Não é pessoal, são só negócios"...

Neste sentido, acredito em O. Brown: a plenitude amorosa --em que o amor físico e espiritual são uma e a mesma coisa, com a identidade dos parceiros se dissolvendo num conjunto maior, quando um mais um soma bem mais do que dois-- continua incompatível com o capitalismo.

Transgride-o e o transcende, empurrando os domesticados seres humanos para uma convivência amorosa/harmoniosa com o(a) outro(a) --e, por extensão do mesmo clima, com todos os demais  e com a natureza.

Impelindo-os, enfim, à aventura da libertação.

uma nação se faz com consciencia: na Bolivia a rede Macdonalds não tem vez


Todos os McDonald's na Bolívia fecharam por falta de clientes.

Talvez uma rede de Empanadas possam fechar todos os McDonald's do mundo...rsrsrs
Faria um bem imenso à saude no planeta.
http://elpolvorin.over-blog.es/article-bolivia-mcdonald-s-se-fundio-por-desinteres-del-publico-y-cierra-todos-sus-locales-93227753.html
Bolivia - McDonald´s se fundió por desinterés del público y cierra todos sus locales

Después de 14 años de presencia en el país, y a pesar de todas las campañas habidas y por haber, la cadena se vio obligada a cerrar los ocho restoranes que mantenía abiertos en las tres principales ciudades del país: La Paz, Cochabamba y Santa Cruz de la Sierra.

Se trata del primer país latinoamericano que se quedará sin McDonald´s y el primer país en el mundo donde la empresa cierra por tener sus números en rojo durante más de una década.

El impacto para los creativos y jefes de marketing ha sido de tal fuerza que se grabó un documental bajo el título “Por qué quebró McDonald´s en Bolivia”, donde intentan explicar de algún modo las razones que llevaron a los bolivianos a seguir prefiriendo las empanadas a las hamburguesas.

Rechazo cultural

El documental incluye reportajes a cocineros, sociólogos, nutricionistas, educadores, historiadores y más, donde hay una coincidencia general: el rechazo no es a las hamburguesas ni a su gusto, el rechazo está en la mentalidad de los bolivianos. Todo indica que el “fast-food” es, literalmente, la antítesis de la concepción que un boliviano tiene de cómo debe prepararse una comida.

En Bolivia, la comida para ser buena requiere, además de gusto, esmero e higiene, mucho tiempo de preparación. Así es como valúa un consumidor la calidad de lo que se lleva al estómago: también por el tiempo en que se hizo el manjar. La comida rápida, no es para esta gente, concluyeron los norteamericanos.
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Enviado por carlos Alberto Feitosa Perim ao Grupo "Saberpolitica" nos Grupos do Google.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

A SOCIEDADE ESTÁ COM A MINISTRA ELIANA CALMON


-  Mauro Santayana - do blog de Mauro Santayana

O Ministro Marco Aurélio de Mello contestou, em decisão liminar, os poderes do Conselho Nacional de Justiça, exatamente no último dia de trabalho normal do STF, antes do recesso de fim de ano. Se o Ministro, conhecido por suas resoluções inusitadas, escolheu esta véspera de Natal, terá tido suas razões. Em política – e é de política que se trata, porque tudo é política – não há coincidências. Há circunstâncias. Só o ministro sabe quais são as suas, e todas as especulações se fazem ociosas.

Sua excelência é daqueles magistrados que não se escondem das luzes. É de seu costume opinar sobre todas as coisas, e nisso não está só no mais alto tribunal do país. O mundo mudou, estamos na época em que todos desejam comunicar-se com todos, e a nova Babel se ergue em tijolos de quilobaites. Houve um tempo em que os juízes só se manifestavam nos autos. É certo que em todos os tempos e em todos os lugares, o ato de julgar tem sido difícil. Os juízes não são infalíveis. Nada há de perfeito no mundo, e por mais isentos queiram ser os magistrados, eles são feitos do mesmo barro de que se fazem os outros homens. De qualquer forma, com seus erros, quando os há, e seus acertos, que são mais importantes, a sociedade precisa de juízes e de tribunais. Deles não pode prescindir.

O que faz democráticas as sociedades é o sistema de múltiplo controle de seus membros e de suas instituições. A consciência da vida, de que só os seres humanos são dotados, reclama regras de convivência e sua observância, ou seja, as leis. Os homicídios, por exemplo, devem ser punidos, para impedir que o instinto de répteis, que ainda atua no fundo do cérebro, prevaleça. Em 2007, segundo dados oficiais, havia 90.000 casos de homicídios não resolvidos, ou seja, sem punição para os seus autores. Em conseqüência da ineficácia da polícia e da morosidade da justiça, somos um dos países mais inseguros do mundo. Os que furtam para comer – e os códigos penais de quase todos os países civilizados aceitam a condição atenuante – devem ser perdoados, o que não tem ocorrido aqui. O direito à vida é anterior ao direito à propriedade, como os princípios éticos reconhecem.

Os julgamentos não são equações matemáticas, em que para tais e quais fatores só pode haver uma conclusão (embora haja teorias que admitem mais de uma resposta, ou nenhuma resposta, para alguns problemas). Os juizes são pessoas que julgam atos pessoais, e julgam com seus próprios instrumentos intelectuais e éticos. A balança pode ser precisa, mas os pesos, como sabemos, costumam variar. E chegamos a uma penosa conclusão: a de que há juízes que cometem atos ilícitos. No passado, era quase impossível conhecer seus desvios e puni-los, mas nos últimos anos alguns deles foram denunciados, indiciados, processados e condenados.

Todos sabemos que há conflito entre a Ministra Eliana Calmon, Corregedora Nacional de Justiça, e alguns membros do Supremo Tribunal Federal, entre eles o Ministro Marco Aurélio, a propósito do Conselho Nacional de Justiça. É normal – e até desejável – que os altos magistrados brasileiros divirjam: na justiça, como em todas as outras atividades humanas, toda ortodoxia, todos os dogmas – mesmo os tidos como clássicos em Direito – merecem ser vistos com sábio ceticismo. O conhecimento – e nele se reúnem os do saber jurídico, o dos fatos em si, o do peso das circunstâncias – é sempre uma possibilidade, jamais uma certeza. Todos os juízes, diante dos autos, são acometidos da razão socrática: sabem que conhecem pouco do que vão julgar. Antes de uma decisão, os bons juízes refletem muito, apelam para a razão e, aqueles que nele crêem, suplicam pela ajuda de Deus.

Mas é preciso que haja instituições que zelem pela retidão dos juízes. Que o juiz se equivoque, por falta de informações completas, ou por não encontrar a relação do delito com as leis penais, não o faz passível de reparos ou punição. O que os torna delinqüentes é o dolo. Para os equívocos existem as instâncias de apelação, mas, para o comportamento doloso, devem atuar órgãos como o Conselho Nacional de Justiça. O CNJ é composto por magistrados escolhidos, em sua maioria, pelos tribunais e, em minoria, pela OAB e pelo Parlamento. Em sua composição, de 15 membros, todos são profissionais do Direito, com a exceção de “dois cidadãos”, de notório saber jurídico e reputação ilibada, conforme o artigo 102-B, da Constituição.

Os juízes, mediante sua associação corporativa, contestam esse poder do CNJ – e preferem que o órgão não avoque o exame das denúncias, antes que elas sejam investigadas no âmbito do tribunal em que ocorram. Trata-se de uma posição corporativa, que não deve prevalecer. É preciso que haja instituição distanciada das relações pessoais com os acusados, para que o exame dos atos imputados se faça com a imparcialidade possível, ainda que sujeita à condição humana dos investigadores e julgadores.

Se a sociedade for consultada, ela dirá que, sim, que é preciso que os juízes sejam fiscalizados e investigados e, se for o caso, processados. Nesse caso, não há dúvida de que a opinião nacional está com a Ministra Eliana Calmon. Enfim, como advertiam os latinos, corruptio optimi pessima est.

http://www.maurosantayana.com/2011/12/justica-e-os-seus-paradoxos.html

A CEPAL Por Martín Hopenhayn, especialista en temas de desarrollo social de la CEPAL

“América Latina se ha movido respecto de la idea de modelo único neoliberal”
Entrevista a Martín Hopenhayn, especialista en temas de desarrollo social de la CEPAL
Le preguntan y responde: " ¿Qué tendencias estructurales fortalecen
las desigualdades? .... ¿Cómo se las combate?.....
Nos dice que: "Otro de los núcleos duros fue el que mostramos en el panorama social del año pasado y se trata de la segmentación educativa en la población, especialmente los que tienen entre 20 y 24 años. " 
En las políticas de inclusión social permanece inalterable la estructura capitalista de
apropiación, de producción, de distribución y de comercialización. 
Las políticas de inclusión social no plantean la participación económica en ninguna forma o modalidad -accionariado e intereses-, ni menos la reforma de la empresa capitalista. Es decir, no hay una Inclusión de Economía Solidaria ni el el campo ni en la ciudad.
Veamos lo que nos dice la entrevista.
José.
 
Martín Hopenhayn: “La reprimarización de las economías es un riesgo”
Por Cecilia Escudero Martín Hopenhayn, especialista en temas de desarrollo social de la CEPAL , analiza el 



escenario futuro de la región, los factores estructurales que generan desigualdad social y el peligro que 



implica la crisis internacional.
 
Cecilia Escudero
Revista Debate
Actualizado: 09:12 - Lunes 26.12.2011
Gracias a: Samuel Barinas V. ;
 
El año 2012 inaugurará un período de desafíos para la región. En este sentido, la Comisión Económica para América Latina (Cepal) pronosticó, el miércoles 21, una “leve disminución” del crecimiento en los países del Cono Sur. El escenario venidero responderá, según la entidad, a los efectos de un contexto internacional turbulento, con previsiones de un despegue económico menor del esperado en las economías centrales. Frente a esta situación, Martín Hopenhayn, coordinaador del Panorama Social 2011 realizado por ese organismo de las Naciones Unidas, valora la capacidad de maniobra que desplegaron hasta ahora los países de la región para enfrentar la crisis internacional, aunque advierte los retos que aún quedan pendientes, entre los que se cuenta el incremento en la diversificación de las exportaciones.
 
El pronóstico económico para 2012, ¿qué consecuencias traerá aparejadas? Por caso, según la CEPAL , este año termina con la tasa de pobreza e indigencia más baja de los últimos veinte años.
 
En este momento, vivimos un escenario de estabilidad en la región. Asimismo, no estamos desacoplados de la economía mundial que se encuentra en crisis. Entonces, ante un escenario externo incierto a futuro, los pronósticos pueden resultar más sombríos, aunque también difíciles de prever. En términos sociales, hasta ahora, dentro de lo que es previsible, estamos viendo que el problema más grave es la extrema pobreza. Resulta preocupante porque quienes integran de ese segmento destinan gran parte de sus gastos a la canasta básica alimentaria, precisamente, la más afectada por la inflación. Los aumentos son mayores en los alimentos que en el resto de los bienes y servicios. Eso hizo que, por ejemplo, este año la indigencia haya aumentado un poco, aunque la pobreza en general no se incrementó, sino que disminuyó. La indigencia en 2010 fue del 12,3 por ciento y este año es del 12,8.
 
La pobreza alcanza, según el organismo, a cerca del 30 por ciento de la población. ¿Qué estrategias recomiendan para reducir estas cifras?
 
Una de las que produce un alivio significativo es la de las transferencias directas por parte del Estado. Se trata de un paliativo temporal en tanto no promueve la inserción de las personas en el mercado de trabajo. En el caso de los pobres extremos, esta política no aumenta su capital humano, sino que aumenta sus ingresos disponibles para que estén por encima de una canasta básica. Se recomiendan políticas activas en el mercado laboral, algo que, en efecto, se ha hecho mucho en la región. Por ejemplo, políticas de apoyo a la pequeña empresa, de manera tal que la calidad del empleo vaya aumentando, un indicador que ha estado muy rígido hasta ahora. Hay un bolsón de pobres extremos enquistado en un segmento de muy baja productividad en el mercado laboral que no logra subir.
 
¿Qué tendencias estructurales fortalecen las desigualdades? ¿Cómo se las combate?
 
Hay por los menos tres núcleos duros que reproducen desigualdades. 
El primero es el que nosotros llamamos “la heterogeneidad estructural”. Significa que, en la estructura productiva, en el núcleo de nuestras economías, tenemos tres niveles productivos muy diferenciados. Un nivel alto, que es de las grandes empresas. Un segundo segmento, que está integrado por los estratos medios de productividad, con las pequeñas y medianas empresas. Y, por último, un estrato bajo donde se encuentran las microempresas, la informalidad, etcétera. Ahora bien, lo que ocurre en promedio en la región es que más de la mitad de la gente ocupada o empleada está en el tercer nivel. Entonces, hasta hoy, se sigue reproduciendo esta diferenciación en la estructura productiva, que es uno de los núcleos más importantes generadores de desigualdad social.
 
¿Y los otros dos factores?
 
Otro de los núcleos duros fue el que mostramos en el panorama social del año pasado y se trata de la segmentación educativa en la población, especialmente los que tienen entre 20 y 24 años. 
Desde una perspectiva general, en el 20 por ciento más rico de la población, más del 85 por ciento termina la secundaria; en el 20 por ciento más pobre, menos del 30. Se trata del umbral mínimo educativo para mejorar la situación laboral que permita salir de la pobreza. 
Por último, el tercer elemento clave que genera desigualdad es el acceso a las redes de protección social. Los sectores de baja productividad y menor educación son los que no tienen acceso a la seguridad social.
 
En la reciente cumbre de la Comunidad de Estados Latinoamericanos y Caribeños (CELAC) se abogó por aumentar el comercio intrarregional. ¿Qué papel cumple en este contexto?
 
La CEPAL insiste en la importancia del comercio intrarregional. Principalmente, porque América Latina, con países que han crecido mucho, como Brasil y la Argentina , concentra cerca de 600 millones de habitantes, por lo cual constituye un mercado muy grande. Entonces, hay un potencial de mercado impresionante y, muchas veces, subutilizado. Esto es clave, porque el mercado intrarregional activa obras de infraestructura y de inversión productiva. 
En este sentido, otro elemento importante, y que está latente, es el peligro de la reprimarización de las exportaciones y, por ende, de la estructura productiva. Ocurre, fundamentalmente, por la demanda china y de otros países de materias primas. Entonces, habría que ver en qué medida la profundización del comercio intrarregional estimula procesos de industrialización para un mercado local suficientemente amplio.
 
¿Hasta qué punto América Latina transita una reprimarización de su economía?
 
Más que nada, es un riesgo a largo plazo. Muchas veces no se tiende -o no se lo hace suficientemente- a la diversificación del aparato productivo. Hay mucha vulnerabilidad frente al precio de unos pocos commodities en el mercado internacional. Y, en algún momento, puede haber una recaída en los valores. Sobre todo, si se desacelerara el crecimiento chino o si se profundizara la crisis en el mundo desarrollado en general. Asimismo, los países de América Latina han demostrado tener una buena capacidad de contención frente a la crisis económica mundial que se desató en 2008 y es en parte lo que explica que, este año, el Panorama Social de la CEPAL haya arrojado los mejores indicadores sociales de las últimas décadas.
 
¿Qué explica el buen desempeño de las economías de la región en el último decenio?
 
Desde la CEPAL destacamos los buenos balances, tanto comercial como fiscal, lo que da margen para políticas anticrisis, como se vino haciendo. Asimismo, los resultados positivos en la baja de la pobreza responden principalmente al aumento de los ingresos laborales. Lo que el organismo ha destacado como importante es que, claramente, la región se ha movido respecto de la idea de modelo único. Hace veinte años, en el período del boom de los ajustes, existía la sensación de que había una sola salida al subdesarrollo: la receta neoliberal. Hoy, coexisten visiones heterodoxas, diría; en más de la mitad de los países, se destaca un Estado activo en la macroeconomía del país. Por caso, a la política de inversión estatal se la consideró perversa durante 30 años. Eso ahora ha cambiado.
La región en cifras
 
-Para 2012, la CEPAL estima que América Latina y el Caribe crecerán el 3,7 por ciento. En 2011, creció en promedio el 4,3 por ciento. En 2010, esa cifra había sido del 5,9, luego de la caída en 2009 que registró el 1,9.
 
-El crecimiento el próximo año será encabezado por Haití (8 por ciento), seguido de Panamá (6,5), Perú (5), Ecuador (5) y la Argentina (4,8).
 
-Según destacó el organismo, después del repunte económico de 2010, la región volvió a crecer este año (con una mejora de un 3,2% del PBI per capita), pero a una tasa menor debido al “debilitamiento de la recuperación de la economía mundial” y “el enfriamiento de la demanda interna en el Brasil”.
 
-Los países con mayor expansión, en 2011, fueron Panamá (10,5 por ciento), la Argentina (9), Ecuador (8), Perú (7) y Chile (6,3), mientras que El Salvador creció el 1,4 por ciento, Cuba el 2,5 y Brasil el 2,9.
 
-En 1990 y 2010, la tasa de pobreza en América Latina se redujo 17 puntos porcentuales -del 48,8 por ciento a 31,4-, al tiempo que la pobreza extrema bajó 10,3 puntos -del 22,6 por ciento al 12,3.
 

Samuel Barinas Varela
Corfisocial
 
José Rouillon Delgado

Nota Oficial de apoio do PT-ES

 abaixo reproduzo a Nota do PT-ES  e coloque que eu, uma militante apenas, mesmo sem expressao  Não APOIO
'No dia de hoje, tomei ciencia da nota de apoio INCONDICIONAL ao prefeito de Vitória- Sou apenas um grao de areia neste mar petista no ES. Mas como militante e cidada manifesto que não compartilho deste apoio, se não por estes últimos episódios, por uma sucessão de fatores no decorrer dos oito anos de mandato mais da metade aliado ao ex governador paulo hartung.  Então vai aí: " E que a Liberdade Esteja Acima do Arame Farpado", mais que militante sou cidada e primo por bandeiras que nos constituiu.Sim nós temos história, apoiar a esta é desprezar as outras ideologicas. Nanda tardin
 "...E QUE A LIBERDADE ESTEJA ACIMA DO ARAME FARPADO..."
 
 
segue abaixo a Integra da Nota 
              Partido dos Trabalhadores –
                         Nota Oficial  
 
O Partido dos Trabalhadores vem a público manifestar seu incondicional apoio ao prefeito João Coser e sua equipe e fazer os seguintes esclarecimentos à população capixaba: 
• Todas as desapropriações ocorridas em Vitória desde 2005 foram realizadas com base em avaliações produzidas pela equipe técnica, bem como contou com pareceres jurídicos dos setores competentes da Prefeitura.   
• As áreas desapropriadas não foram escolhidas aleatoriamente pelo prefeito e sua equipe, mas a partir de demandas da sociedade expressas no Orçamento Participativo para construção de escolas, unidades de saúde, praças e implantação de serviços para o devido atendimento à população. 
• O denunciante, que julga e condena sumariamente o prefeito João Coser, é um ex-servidor público que teve seus interesses contrariados. Derrotado na eleição de 2008, o Sr. Geraldo Caetano Neto tentou retornar ao cargo comissionado que ocupava antes do pleito, mas não obteve êxito, mesmo a partir de conversas e anúncio de supostas denúncias feitas ao prefeito e alguns Secretários Municipais.  
• Como o ex-servidor insistia que tinha com ele documentos que comprovavam problemas nos processos de desapropriação realizados pela Prefeitura, o próprio prefeito aconselhou que o ex-servidor procurasse o Ministério Público e fizesse o que lhe aconselhava a consciência. 
• O Partido dos Trabalhadores esclarece ainda à população capixaba que todas as doações feitas às campanhas eleitorais do prefeito João Coser, bem como todas as campanhas do PT obedeceram rigorosamente ao que determina a lei e todas foram encaminhadas ao TRE dentro dos prazos legais, tendo sido todas aprovadas.  
• Consagrado várias vezes nas urnas o Partido dos Trabalhadores faz um apelo público aos jornalistas, nossos antigos aliados no processo de construção da democracia no país: Não condenem um ser humano sem antes dar a ele um amplo, total e irrestrito direito de defesa. Ouvir e considerar o que diz a outra parte, além de um direito constitucional e uma conduta profissional exemplar, é um gesto humano - atitude necessária no mundo de hoje, onde olhares apressados e julgamentos precipitados estão destruindo vidas honradas.  
• O Partido dos Trabalhadores reafirma o seu compromisso com a ética, com os compromissos republicanos de conduta e com a defesa intransigente dos preceitos constitucionais brasileiros. Dessa forma, tomará todas as medidas judiciais cabíveis contra o Senhor Geraldo Caetano Neto e exigirá retratação publica de suas acusações e inverdades. 
• Por fim, o PT faz a pergunta essencial: Se o Sr. Geraldo Caetano Neto sabia das supostas irregularidades desde 2008, por que se calou por tanto tempo? O que o motiva agora, três anos depois, às vésperas de um ano eleitoral, a ter este gesto de suposta dignidade? A quem ele serve?  
 
Vitória, 23 de dezembro de 2011 
Executiva Estadual do PT-ES 
José Roberto Dudé      
Presidente