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sábado, 18 de dezembro de 2010

Arraes e o Natal de 1964

De: Urariano
Publicado no Jornal do Commercio, Recife,
http://jc3.uol.com.br/jornal/2010/12/18/not_404907.php


Arraes e o Natal de 1964 Publicado em 18.12.2010
Ítalo Rocha Leitão


A tarde do dia 24 de dezembro de 1964 se mostrava bastante melancólica para um preso ilustre do Quartel do Corpo de Bombeiros, na Avenida João de Barros, no bairro da Boa Vista, no Recife. Deposto oito meses antes do cargo de governador de Pernambuco pelo militares que haviam golpeado o País e se apoderado dos destinos da nação, Miguel Arraes de Alencar fora obrigado a trocar o endereço nobre do Palácio do Campo das Princesas, na Praça da República, área central da capital pernambucana, por uma cela de quartel.
E foi naquela tarde, quando o sol já dava sinais de despedida, que um homem de estatura mediana se apresentou ao sentinela de plantão para visitar o ex-governador de Pernambuco. Trazia nas mãos não só a disposição e a coragem de afagar o amigo Arraes, mas também um embrulho e nele um presente para alguém que iria passar dali a poucas horas uma insólita e amargurada noite de Natal.
O militar logo desfez o pacote e depois de examiná-lo minuciosamente viu que se tratava de uma obra de arte. Num período de trevas, de tão pouca rutilância, como diria Augusto dos Anjos, visitar Miguel Arraes, um dos inimigos de primeira linha dos militares, não era tarefa para qualquer mortal. A repressão, o medo, a insegurança, a angústia estavam em toda esquina. Mas os pés que pisavam a portaria daquele quartel para ver um dileto amigo eram de um homem de bem, de um homem destemido. Integrante da comunidade judia do Recife, Salomão Kelner era um homem com o sentimento do mundo, intransigente na defesa dos princípios humanitários. A todos acolhia, independentemente de credo religioso ou político. Professor da cadeira de cirurgia geral da UFPE, foi responsável pel a formação acadêmica de várias gerações de médicos em Pernambuco.
Dentro daquele embrulho tão esmiuçado, estava um quadro do artista plástico pernambucano Cícero Dias, já radicado em Paris. E quem o levava tinha o desejo não só de se solidarizar com o amigo preso, mas também desfazer um grande mal entendido. Poucos anos antes, quando era prefeito do Recife, Arraes havia comprado em um leilão de artes um quadro de Cícero Dias. Uma semana depois, seu motorista foi buscá-lo e um dos coordenadores da mostra pediu para transmitir a Arraes que, por um equívoco de um dos vendedores, o quadro teria ido parar nas mãos do professor Salomão Kelner, que tivera o mesmo gosto de Arraes e pagara pelo quadro sem saber que o mesmo havia sido adquirido antes pelo prefeito do Recife. Esclarecido depois o mal entendido, Kelner ainda tentou consertar a situação, mas Arraes fez questão que a obra ficasse com o amigo: “Está em boas mãos”, teria dito na ocasião.
Pois foi exatamente num momento tão adverso para o ex-governador Miguel Arraes, onde quase ninguém se atrevia a desafiar a ditadura militar para visitá-lo, com exceção de pouquíssimas pessoas, a exemplo da sua mulher, dona Magdalena Arraes e dos seus filhos, que estava ali o amigo Salomão Kelner. Pouca importava pra ele se iria ser investigado, ou se iria fazer parte da lista negra dos militares, só queria mesmo era chegar perto do amigo, dizer-lhe que não estava só e lhe devolver aquilo que Arraes um dia tanto desejara ter tido: o tal quadro de Cícero Dias. Não conseguiu entrar, mas o presente foi entregue ao seu destinatário. Ao reconhecer o quadro e saber quem o havia enviado, Arraes se sentiu profundissimamente feliz, como nos versos de Cecília Meireles. E, de dentro da prisão mesmo, escreveu uma carta ao amigo: “A sua e outras demonstrações de amizade, de apoio e dedicação que tenho recebido, se não apagam as marcas da injustiça, criam a compensação necessária para que possamos suportá-la”.
O ex-governador de Pernambuco passou aquela noite de Natal sozinho, na escuridão fria de uma cela de quartel. Mas aquele gesto humanístico e destemido do saudoso professor Salomão Kelner ficou marcado para sempre no coração e na mente de Miguel Arraes, que morreu no dia 13 de agosto de 2005, aos 88 anos.
» Ítalo Rocha Leitão é jornalista
 Enviado por Rede Castor e Urariano

"VENEZUELA ENTRA EM FASE DE RADICALIZAÇÃO", DIZ VICE-PRESIDENTE

Por essa entrevista sabe-se para onde quer chegar a revolução bolivariana da Venezuela. E para atingir aos seus nobres objetivos essa revolução se mantém dentro dos limites da Constituição, dentro da legalidade democrática.   
Jacob Blinder 
 
 
18/12/2010 - 12h45
 
"VENEZUELA ENTRA EM FASE DE RADICALIZAÇÃO", DIZ VICE-PRESIDENTE
 
DA BBC BRASIL
A aprovação da lei habilitante que concede plenos poderes ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez, para governar por decreto até meados de 2012, representa uma "nova etapa" que determina a "radicalização" da revolução bolivariana, de acordo com vice-presidente da Venezuela, Elias Jaua.
 
Em entrevista à BBC Brasil, Jaua -- que é visto como o representante do núcleo de esquerda do chavismo -- defende os "super-poderes" concedidos à Chávez como um instrumento para corrigir as falhas do governo, há 11 anos no poder.
 
O sociólogo que passou a ser o único vice-presidente que Chávez permitiu maior protagonismo na cena política venezuelana e se converteu em um de seus homens de confiança.
 
O ex-ministro de Agricultura e de Economia Popular advertiu que a radicalização da revolução prevê uma aceleração na expropriação de terras e no combate aos monopólios no país. " Os recursos estratégicos devem ser controlados pelo Estado".
 
LEIA A ENTREVISTA NA ÍNTEGRA
 
BBC BRASIL-- A oposição afirma que a lei habilitante, recém aprovada, anula a atividade legislativa da próxima Assembleia e representa um desrespeito ao voto popular. Como o senhor responde à essas críticas?
JAUA-- A atual Assembleia Nacional, também eleita pelo povo, decidiu conceder a lei habilitante ao presidente da República devido a situação de emergência que estamos enfrentando. Mais de 40% do país foi afetado e a oposição tenta minimizar este fato e capitalizar a situação a seu favor. É a oposição quem deve aprender a respeitar a Constituição. Os deputados que estarão na Assembleia até a meia-noite do dia 4 de janeiro têm o direito legal de conceder a habilitante ao presidente e o presidente tem o direito de solicitá-la. Isso está previsto na Constituição.
 
BBC BRASIL-- Chávez ganhou poderes para legislar também na economia. A lei fala do combate aos monopólios e latifúndios. Haverá novas nacionalizações?
JAUA-- Sim. Há uma política contínua de desenvolvimento que inclui as nacionalizações e o governo está na obrigação de cumprir com isso. Não temos nenhuma intenção de estatizar toda a economia, como nos acusa a oposição. Defendemos um modelo econômico misto, no qual os recursos estratégicos, como petróleo, telecomunicações, siderúrgica, eletricidade, alimentação, água, bancos, devem ter o controle do Estado. O restante deve estar sob controle privado. Não queremos e não podemos assumir o controle de toda a economia.
 
Oposição acusa Chávez de concentrar poderes
BBC BRASIL-- A revolução bolivariana entra em uma nova etapa, de radicalização?
JAUA-- Sem dúvida. A resposta que obtivemos das urnas nas eleições legislativas é de que é preciso radicalizar o processo, corrigir os erros, melhorar a gestão. As chuvas se encarregaram de colocar em evidência que tínhamos que acelerar o passo na construção de moradias (o déficit é de 2 milhões de casas). Por isso a urgência de elaborar leis que permitam isso.
 
BBC BRASIL-- Em que consiste essa radicalização?
JAUA-- Significa aplicar a Constituição. Ir à raiz da democracia. Radicalizar significa restituir o poder ao povo, tanto no plano econômico como no social. Significa colocar na prática o poder popular, que deve exigir do Estado maior eficiência para combater as causas da desigualdade social.
 
BBC BRASIL-- A oposição afirma que Chávez pretende centralizar o poder por meio das comunas socialistas, cuja legislação foi recém aprovada, e reduzir o papel dos governos e prefeituras. Isso vai acontecer?
JAUA-- Não é o objetivo eliminar prefeituras e governos, isso não está colocado. Está prevista na Constituição a ideia de a população exercer o autogoverno. Para restituir os direitos à saúde e educação não há que fazer uma revolução socialista. Isso a democracia burguesa pode fazer. Agora, uma revolução socialista é a autêntica democracia e nela os meios de produção têm de ser coletivizados, assim como o exercício da política não pode ser controlado por uma só pessoa, deve ser de todos.
 
BBC BRASIL-- As comunas serão financiadas diretamente pelo Executivo. Não há risco de se transformarem em corrente de transmissão do governo?
JAUA-- Sempre será o Executivo quem transferirá os recursos. O autogoverno não se trata do desmantelamento do Estado nacional. Mas a legislação agora prevê que a transferência de recursos aos conselhos comunais já não depende da vontade do governo e sim de um mandado da Constituição. A autonomia dependerá da conscientização das comunidades.
 
BBC BRASIL-- O presidente governará por decreto até cinco meses antes das eleições presidenciais. Há preocupação quanto à reeleição de Chávez?
Jaua - Mais do que a preocupação com a reeleição, há um problema ético. Temos 133 mil pessoas desabrigadas em consequência das chuvas, além dos outros problemas já existentes antes da emergência. O governo tem que ser submetido aos três erres que o presidente Chávez fala. Retificação, revisão e reimpulso ao quadrado. Em um governo neoliberal, no qual impera a lógica do Estado mínimo, seria impossível solucionar esses problemas
 
BBC BRASIL-- Chávez fala da construção de um projeto hegemônico, porém, mais de 5 milhões de pessoas não votaram a favor do chavismo nas eleições legislativas. A polarização não impede a construção dessa hegemonia?
JAUA-- A polarização é um instrumento de avanço da democracia. Qual é a armadilha da burguesia? Fazer ver que o sistema democrático tem que ser consensual. Para nós, as ditaduras é que são consensuais. As democracias são o espaço para a divergência, para a batalha das ideias. Isso é o que fazemos todos os dias. A polarização e a confrontação são necessárias para alcançar a real unidade. Unidade não é que governo e elite façam parte do mesmo pacto e não digamos coisas duras um para o outro.
 
BBC BRASIL-- Então nessa lógica é positivo para o governo que a oposição tenha voltado à Assembléia Nacional?
JAUA-- É o que tem que ser. Há uma parte da população que se opõe ao projeto da revolução bolivariana e deve ter uma representação na Assembleia Nacional. É bom que a tenha. É bom que usem esse espaço para o debate e que defendam ali seus projetos de privatização do país. Nós já tivemos a esses parlamentares ali e não precisamente apresentaram um debate de ideias. Queimaram as leis. Chegaram a levar porcos em uma sessão na Assembleia. Tomara que venham de verdade defender o projeto neoliberal que eles acreditam e nós responderemos, a partir de uma visão socialista, o projeto de país que queremos.
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Tendrá duración de 18 meses
 
PRESIDENTE CHÁVEZ PROMULGÓ LEY HABILITANTE
Diciembre 17, 2010 - 21:45 (sbustios)
 
"A nombre del Pueblo Bolivariano voy a promulgar la Ley Habilitante", destacó el Jefe de Estado / Reconoció el debate emprendido y los argumentos de los diputados revolucionarios / Pido que trabajemos juntos la Habilitante, solicitó al pueblo
 
El primer mandatario nacional, Hugo Chávez Frías, firmó la noche de este viernes el decreto de promulgación de la Ley Habilitante, sancionada en la tarde por la Asamblea Nacional, la cual le autoriza por 18 meses dictar Decretos con Rango, Valor y Fuerza de Ley en las materias que se delegan, en este caso, para enfrentar la emergencia causada por el fenómeno climatológico, que dejó en Venezuela más de 134 mil personas damnificadas.
 
"Yo pido que la trabajemos (la Ley Habilitante) juntos, Gobierno y el Bloque de los Diputados Revolucionarios (...) a nombre del Pueblo Bolivariano voy a promulgar la Ley Habilitante", destacó durante un encuentro con los diputados electos del Partido Socialista de Venezuela (PSUV) en el hotel Alba Caracas.
 
"Yo había pedido la habilitación por un año (...) Agradezco mucho a la AN que hayan debatido y hayan decidido lo siguiente: La habilitación al Presidente de la República para dictar decretos con rango valor y fuerza de ley en las materias que se delegan tendrá un lapso de duración de 18 meses", puntualizó.
 
LEY HABILITANTE EN NUEVE ÁMBITOS:
 
- Atención a las necesidades vitales que se han generado por las lluvias: Modos de proceder de entes públicos y privados ante desastres naturales, con la participación de las organizaciones populares.
 
- Infraestructura, transporte y servicios públicos: Dictar o reformar normas que regulen la actuación de entes públicos y privados en la construcción y optimización de obras de infraestructura. Igualmente, legislar en torno al sector de telecomunicaciones.
 
- Vivienda y Hábitat: Construcción de viviendas en general y acceso de las familias a mecanismos que faciliten adquisición, ampliación y remodelación.
 
- Ordenación territorial, desarrollo integral y uso de la tierra urbana y rural: Diseñar una nueva regionalización geográfica del país, con la finalidad de reducir los altos niveles de concentración demográfica en algunas zonas del territorio nacional. Dictar o reformar normas para regular la creación de nuevas comunidades y la conformación de comunas, atendiendo la realidad de cada espacio, especialmente en los territorios habitados por pueblos indígenas.
 
- Financiero y tributario: Creación de fuentes y fondos especiales a fin de atender la contingencia por las lluvias. Modernizar el marco regulatorio de los sectores tributario, impositivo, monetario y crediticio del mercado de valores, de la banca y los seguros.
 
- Seguridad ciudadana y jurídica: Habla de los sistemas de seguridad ciudadana, policial y de protección civil, además de los procedimientos relativos a identificación y control migratorio.
 
- Seguridad y defensa integral de la Nación: Normas relativas a la Fuerza Armada Nacional Bolivariana (FANB) y al sistema de protección civil; disciplina y carrera militar y atención integral a las fronteras.
 
- Cooperación internacional: Competencias del Ejecutivo Nacional para la celebración de contratos de interés público de carácter bilateral o multilateral, destinados a desarrollar sectores estratégicos y a atender las consecuencias de desastres naturales.
 
- Sistema socioeconómico: Todo lo relativo al título VI de la Constitución (sistema socioeconómico, fiscal, monetario y presupuestario). Menciona el interés por erradicar desigualdades que se derivan de la especulación, usura, acumulación de capital, monopolios, oligopolios y latifundios.
 
Finalidad de la Ley Habilitant:
La Ley Habilitante tiene la finalidad de "dar atención a las más de 33 mil familias, 250 vialidades, 36 puentes derribados, tres embalses de agua destruidos y más de 46 mil hectáreas de cultivos dañados, de manera que estamos ante una profunda crisis que amerita la solicitud que ha hecho el presidente de la República", explicó en su momento el vicepresidente Ejecutivo, Elías Jaua, cuando hizo entrega del instrumento legal a la Asamblea Nacional para su discusión y aprobación el pasado lunes.
 Enviado por Jacob Blinder

"... CEM MILHÕES DE IMPOTÊNCIAS"

“... CEM MILHÕES DE IMPOTÊNCIAS”


Laerte Braga


No melhor estilo baby Johnson um cão foi fotografado por Vadin Ghirda, da Agência France Press, num carrinho de bebê nas ruas de Bucareste, capital da Romênia. Pomposo, senhor de si, soberano e absoluto.

Na antiga Europa Ocidental, a maior base norte-americana fora do território continental, a galeria Jack Bell, da colônia britânica, mostrará em Londres caixões dos mais variados formatos, todos fabricados em Gana, África.

Caixões em forma de peixes, aviões, monstros pré-históricos, vão tentar atrair o mercado funerário para essa nova atração. São fabricados por Paa Joe e em Gana são símbolos de status.

Segundo as agências de notícias, com freqüência homens de negócios são enterrados em caixões com a forma do carro Mercedes Benz.

O caixão que guardou o corpo do suposto assassino do presidente John Kennedy, Lee Harvey Oswald foi vendido num leilão por pouco mais de 87 mil dólares. O anúncio foi feito pela casa de leilões Nate D. Sanders. O comprador não teve seu nome revelado.

Um dos diretores da casa de leilões afirmou que o estado de conservação da peça é ruim. Oswald passou dezoito anos nesse caixão e só foi possível a venda por conta de uma exumação feita em 1981. É que foram feitas denúncias que lá não estava o corpo de Lee Oswald, mas de um espião soviético. À época, aproveitaram e trocaram o caixão.

Como norte-americanos não dormem sem antes olhar debaixo das respectivas camas e conferir se por lá não estão antigos espiões soviéticos, ou agentes da AL QAEDA, a exumação não foi difícil. Um juiz, patrioticamente, autorizou o ato.

No Brasil está confirmada a presença de Paris Hilton no carnaval. A moça vem assistir ao desfile das escolas de samba do Rio e pretende dar um pulo a Salvador. Não está acertado um encontro com Caetano Veloso no trio elétrico do dito cujo. Deve acontecer, faz parte do show.

Hamid Karzi é o presidente escolhido pelos norte-americanos para governar o Afeganistão. É lá que os soldados dos EUA treinam torturas com requinte e perversidade digna do maior arsenal do mundo. Praticam o esporte de tiro ao alvo em cidadãos inocentes. Estupram mulheres afegãs. Saqueiam o país e vendem desde tênis de marcas diversas (com imprimatur de trabalho escravo), a drogas, além de transferir custos dessas ações democráticas para governos das colônias britânica, etc, etc.

O presidente Karzi chegou a um desses protetorados árabes (ligados aos EUA), com 52 milhões de dólares na bagagem. Explicou direitinho do que se tratava, foi liberado, lógico, é presidente. é amigo e ficou com o dinheiro. Faz parte do “processo democrático” sendo levado aos rincões vários do mundo pelos “nossos rapazes”, na definição de George Walker Bush, terrorista posto em descanso no seu rancho no Texas.

Deixou John McCain no Senado. Perdeu as eleições para Barack Obama, mas governa de seu gabinete. Obama serve cerveja na Casa Branca.

O Sudão é um dos países mais pobres do mundo. Por incrível que possa parecer, antes de ser chamado a colaborar com os norte-americanos contra os soviéticos na guerra do Afeganistão (a travada e perdida pela extinta URSS), Osama bin Laden exercia o ofício de engenheiro e dono de uma grande empreiteira naquele país.

Foi responsável pela construção de portos, aeroportos, estradas e outras coisas menores. Aumentou sua fortuna e partiu, fundamentalista islâmico, ajudar o Talibã contra os soviéticos. Financiado e treinado pelos “aliados”, os norte-americanos.

Tal e qual Saddam Hussein. Saddam usou armas químicas e biológicas contra soldados e civis do Irã na guerra montada pelos EUA para tentar por fim à revolução islâmica e popular daquele país. As armas saíram dos arsenais controlados por Washington. O Kwait, um pedaço do Iraque arrancado pelos britânicos (quando ainda existiam como nação soberana, independente e não como agora, base militar dos EUA) em função do petróleo, foi um presente à época.

Presente de Reagan, confirmado por George Bush pai.

Ao perceberem que Saddam passava a cavalgar reservas petrolíferas sem tamanho e podia virar um complicador, estava desenvolvendo tecnologia nuclear para a construção de armas desse calibre, resolveram por fim a aliança e “libertar” o Kwait.

Saddam quando deposto, aí já por Bush filho, nem tinha armas nucleares e nem tinha armas químicas e biológicas, tinha petróleo.

Voltando ao Sudão, o presidente do país, Omar el-Bashir tem nove bilhões, repito, nove bilhões de dólares em bancos britânicos. Quem diz isso? Os norte-americanos em telegrama diplomático vazado pelo WIKILEAKS. O documento cita o argentino Luis Moreno Ocampo, promotor da Corte Penal Internacional, como responsável pelas investigações.

Bashir tem ordem de prisão emitida pela Corte por crimes de guerra e contra a humanidade em Darfur, região oeste do seu país. A guerra civil por ali, começou em 2003, matou 300 mil pessoas e deixou um rastro de dois milhões e setecentos mil desabrigados. Dados das Nações Unidas.

O dinheiro está a salvo no Lloyds Banking Group, da base militar Grã Bretanha, que nega ter informações sobre o paradeiro do money. É que nem o dinheiro do “deputado” Paulo Salim Maluf. A identidade é a mesma de Maluf, o CPF ídem, mas segundo o paladino da moral e da defesa do dinheiro público (com aval da Justiça Eleitoral), trata-se de “homônimo”.

É aí que a porca torce o rabo no caso WIKILEAKS/JULIAN ASSANGE. As acusações de “crime sexual” contra o fundador do site não subsistem segundo um sem número de entrevistas concedidas por advogados britânicos e suecos e divulgadas por todos os cantos. Nem as feitas pela promotoria de Estocolmo em agosto (e abandonadas por falta de provas) e as de agora, feitas pela promotoria de Gotemburgo (desde novembro e a determinação de Washington aos colonos suecos). Pelas leis suecas Assange não seria preso.

Os Estados Unidos querem a extradição de Assange, o “crime” é espionagem e a intenção é colocá-lo numa das masmorras norte-americanas semelhantes ao campo de concentração de Guantánamo, ou prisões como a que está encarcerado o soldado Bradley Manning, acusado de ser o responsável pelos vazamentos dos documentos secretos. Manning teria passado esses documentos a Assange.

O advogado de Manning, em entrevista ao jornal THE DAILY BEAST, afirma que seu cliente está em uma solitária, há 200 dias, sem qualquer respeito aos seus direitos básicos. A entrevista foi concedida ao jornalista Denver Nicks e traduzida para o português pelo Coletivo da Vila Vudu (grupo de resistência democrática com atuação na rede mundial de computadores).

Manning completou 23 anos de idade no dia 17 de dezembro. Suporta as duras condições carcerárias por conta do carinho de sua família, afirma David Coombs, seu defensor.

Está preso na base dos Fuzileiros Navais em Quântico, estado da Virgínia, passa 23 horas por dia sozinho numa cela com pia, vaso sanitário e cama. Não dispõe de lençóis ou travesseiro e segundo um carcereiro, o tenente Brian Villiard o material rasgável que dispõe é “macio, eu dormiria com ele”.

Não está autorizado a fazer exercícios, faz ioga e alongamento a revelia da decisão dos carcereiros e durante uma hora por dia pode assistir televisão. O advogado assinou para o soldado a revista SCIENTIFIC AMERICAN para ajudá-lo a suportar a carga na prisão. É a revista favorita de Manning.

As condições em que se encontra são consideradas sub-humanas, capazes de gerar traumas, usa algemas quando fora da cela e as visitas conversam com ele com um vidro a separá-las. O advogado afirma que tais condições estão “pesando sobre o psique do cliente”. O psicólogo que examinou e atende Manning afirma que não se justifica esse nível de encarceramento e vigilância, pois o preso é saudável e não tem tendências suicidas.

Manning vai enfrentar a corte marcial pelas acusações de “vazamento de informações secretas ao WIKILEAKS em violação ao Código Uniforme da Justiça Militar”. Vai declarar-se inocente no julgamento.

John Conyers, deputado democrata pelo estado de Michigan disse na quinta, 16 de dezembro, que há necessidade de “calma e resposta equilibrada aos novos desafios que o site representa”. “Quando todos nesta cidade se unem pedindo a cabeça de alguém é sinal de que precisamos desacelerar e pensar melhor”.

Já o deputado texano, Ted Poe, montado num alazão branco e com dois colts em sua cartucheira, afirma que o soldado deve ser punido

Ao contrário do que aconteceu com Brian Minkyu Martin, especialista em inteligência naval que teria tentado vender segredos militares a um agente disfarçado do FBI, as condições de Manning na prisão são diversas. Sem provas, Manning enfrenta privações que Martin não enfrenta.

Os milhares de documentos secretos revelados pelo WIKILEAKS mostram o caráter doentio e terrorista do governo dos EUA, como um todo, o Estado norte-americano. Seqüestros, tortura, assassinatos seletivos, compra de governantes, parlamentares (Eduardo Azeredo no Brasil), funcionários públicos de outros países (Nelson Jobim e Juniti Saito no Brasil), ações terroristas em todo o mundo e guerras sujas em função de interesses políticos e econômicos.

A mídia privada, podre e venal, tenta, o Brasil é exemplo, realçar as acusações contra Assange, dar destaque aos fatos tais como ida ao tribunal, cortes, etc, que noticiar o conteúdo dos documentos.

O objetivo é demonizar o fundador do WIKILEAKS, transformá-lo em bandido, anjo do mau e encarcerá-lo em prisão perpétua, para que dois objetivos sejam atingidos. O primeiro deles tirar Assange de circulação, o óbvio e o segundo, intimidar os que combatem o conglomerado terrorista EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A, agora sem defesa diante dos fatos contidos nos documentos vazados.

Existem milhares, talvez milhões de Assanges mundo afora e o WIKILEAKS não é só Assange. A quotização que permitiu o pagamento da fiança de Assange teve doadores norte-americanos, caso do cineasta Michael Moore, mostra e prova essa afirmação.

No Brasil a mídia privada ignora o conteúdo dos documentos esquecida a defesa feita durante a campanha eleitoral quando o presidente Lula criticou os excessos de denúncias dessa mídia. Falou em liberdade de expressão. Pois, vamos colocar aspas. A tal liberdade de expressão termina naquela frase de William Bonner, agente estrangeiro, a estudantes e professores de uma faculdade de comunicação de São Paulo sobre determinada notícia que estava vetando para a edição daquele dia do JORNAL NACIONAL (porta-voz da alienação, mentira, do Pentágono do Departamento de Estado e do esquema FIESP/DASLU – o que não gosta de nordestinos).

Bonner, como denunciaram em documento público os professores e alunos, disse que “o nosso telespectador é como Homer Simpson, não quer saber dessas coisas (a verdade, os fatos) e essa noticia contraria os nossos amigos americanos”.

O próprio governo brasileiro através do Itamaraty teria que interpelar o governo dos EUA sobre as ações de interferência em negócios internos de nosso País, contato com funcionários, ministros, parlamentares, militares e líderes políticos e religiosos para obtenção de informações (Jobim teria que ser demitido do Ministério da Defesa e alvo de inquérito para apurar suas ligações com o conglomerado EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A). Lula solidarizou-se com Assange publicamente, deveria completar a tarefa perguntando aos norte-americanos o que fazem com ações dessa natureza no Brasil. O que pretendem. Há uma clara violação da soberania nacional com a cumplicidade do ministro da Defesa.

Defesa de quem, é o caso de perguntar.

Há uma cortina de silêncio em torno do assunto, uma tentativa de desviar o foco principal, o conteúdo dos documentos vazados pelo WIKILEAKS, para espetacularizar a prisão de Assange e transformá-lo num criminoso.

Isso não é liberdade de expressão. E muito menos questão de dignidade. A mídia privada não os tem.

Nos próximos documentos a serem trazidos a público pelo WIKILEAKS podem aparecer as relações podres da mídia com os norte-americanos, com empresas do conglomerado terrorista, tal e qual as negociações que Serra fez para “garantir” o pré-sal aos donos do mundo e FHC foi ajudar a vender o País em Foz do Iguaçu junto a investidores e captadores estrangeiros.

Entendo assim o que Millôr Fernandes quis dizer, entre outras e muitas coisas, que


“Democracia – extraordinário modelo de organização social, composto de Três Poderes e cem milhões de impotências”

São bilhões diante do terrorismo nuclear dos norte-americanos. As milhares de ogivas espalhadas pelo mundo inteiro, prontas a cortar a cabeça de Julian Assange.

É uma luta de resistência e sobrevivência a de Assange e dos povos do mundo. A uma horda de bárbaros montados em tecnologia de destruição.

E não se esgota em Assange, ou em Manning, símbolos da coragem de repudiar a ordem de ficar de quatro. Azeredo adora, sobretudo quando se trata de calar a rede mundial de computadores, o único meio de comunicação que ainda consegue escapar ao controle terrorista do império.

Essa é outra luta, pois é outro objetivo dos terroristas sem aspas.

O maior feito do WIKILEAKS foi e está sendo mostrar ao mundo que aos olhos dos norte-americanos não somos nada e ninguém.

É preciso mostrar que somos tudo.

















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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Abaixo-assinado Manifesto da Sociedade Brasileira por Protógenes Queiros Presidente da Camara Federal

Abaixo-assinado Manifesto da Sociedade Brasileira por Protógenes Queiros Presidente da Camara Federal

http://www.peticaopublica.com.br/?pi=Empodera

companheiros, amigos e cidadaos em tempos de ruralistas estarem trocando nossas matas pela presidencia da camara(codigo Florestal) vamos NÓS mesmo mobilizar para que PROTOGENES seja o PRESIDENTE DA CAMARA do POVO, nele confiamos, ASSSINE E DIVULGUE Juntos somos Fortes. Abraços.

COMO LESAR O CIDADÃO, O PAÍS E SAIR IMPUNE





COMO LESAR O CIDADÃO, O PAÍS  E SAIR IMPUNE


Laerte Braga


O exemplo maior é Daniel Dantas. É costume da mídia norte-americana escolher o chamado “inimigo público número um”. Al Capone era chamado assim. Por aqui não haveria dificuldade alguma em colocar a coroa, a faixa e entregar o cetro a Daniel Dantas.

Um dos responsáveis pela condução das privatizações no governo FHC (e um dos principais beneficiários), conseguiu a proeza de colocar um dos seus funcionários no STF (Supremo Tribunal Federal) – o “ministro” Gilmar Mendes – e no inquérito policial conduzido pelo delegado Protógenes Queiroz em que era indiciado e foi preso e solto duas vezes (solto por Gilmar), o delegado acabou condenado.

Dantas contribuiu decisivamente para a campanha de José Serra (amigo e pai de uma de suas sócias) e pelo sim e pelo não doou um milhão e meio de reais para a campanha de Dilma Roussef.

Imagino que cada político/corrupto neste País tenha o retrato de Daniel Dantas entronizado no ambiente de trabalho como forma de inspiração e busca de proteção.

É o caso de Paulo Hartung, governador do extinto estado do Espírito Santo, hoje conglomerado VALE/ARACRUZ/SAMARCO/CST e outras menos votadas, mas não menos perigosas.

Hartung eleito e reeleito passou os oito anos de seu “governo” nadando na piscina do dinheiro público. Lesou e vai continuar lesando até 31 de dezembro um povo inteiro e sai impune, numa antiga unidade da Federação onde meio Tribunal de Justiça foi parar na cadeia por trapaças e tramóias dignas dos velhos gangsters.

Precatórios são como se fossem títulos de dívida pública junto a cidadãos de uma determinada categoria prejudicados num direito líquido e certo e assim denominado por decisão judicial que os reintegra em seus direitos.

Diferenças salariais, descumprimento de decisões judiciais, etc, etc.

A Constituição Federal trata do assunto e dá prioridade aos credores de precatórios, com ameaça inclusive de intervenção em governos que não cumpram tais decisões. Nenhum cumpre e fica por isso mesmo.

O Judiciário no Brasil funciona sem que se produzam efeitos de suas decisões, exceto se for um cidadão comum. Ou se as decisões forem para arrebentar o cidadão comum e beneficiar o “cidadão” Daniel Dantas, ou o cidadão Cacciola.

E se existem no meio do caminho juízes íntegros a desafiarem essa “ordem”, acabam punidos, prejudicados em suas carreiras, ou estigmatizados com o epíteto de “honestos”. Sem ironia. Pura realidade. Isso quando não acabam mortos como aconteceu com o juiz Alexandre de Castro Martins Filho, assassinado à luz do dia na Grande Vitória, por ter o desvio conhecido como honestidade.

Para ser ter uma idéia, o Banco Itaú promove anualmente um regabofe com juízes num resort na Bahia para “troca de idéias”. Tem de tudo e entre os mimos até eventuais acompanhantes se o magistrado assim o desejar. Uma boa parte deles vai lá discutir a inocência dos bancos diante dos clientes.

Professores do Espírito Santo são credores de um precatório.  O número do processo é 2418/19, lote 100 950 010 e o SINDIUPES – Sindicato dos Professores – e o advogado do sindicato, quando do início da ação contra o governo estadual era representado pelo advogado Alexandre Zamprogno.

Por incrível que possa parecer os professores ganharam a ação na Justiça, razão pela qual se constitui a figura do Precatório. Prioridade no pagamento das responsabilidades do governo do estado (extinto estado).

Como se vê, até aí tudo bem. Mais ou menos como o cara que pula do centésimo andar e ao passar pelo qüinquagésimo diz que “até agora não aconteceu nada de ruim”. À altura do terceiro andar, digamos, o carro do advogado Alexandre Zamprogno cai de uma ponte e os documentos do Precatório “somem”.

Professores lambem com os olhos e olham com testa.

O dito advogado que nada sofreu no acidente vira Procurador do Município de Cariacica e fica o dito pelo não dito, tudo perdido no Canal de Vitória, na ponte que liga Camburi à Praia do Canto. Fato noticiado no ES/TV, noticiário da GLOBO, isso à época evidente.

Há quem diga que o Precatório já foi “pago”, recebido por “procuradores”, há quem diga que não, que não poderia ter sido pago o que sumiu, enfim, trampo em cima de trampo.

Os professores... Bem, continuam lambendo com os olhos e olhando com a testa.

O fato dos documentos terem se perdido num acidente (que nem incêndio para receber seguro) não significa que todo o processo não pudesse vir a ser restaurado. Mas, o governador é Paulo Hartung, uma espécie de Daniel Dantas regional, pode ter certeza, algo bem pior que Beira-mar e Elias Maluco, até porque não corre o risco de vir a ser preso, é “amigo dos homens da lei”.

O atual presidente da OAB no estado, Homero Mafra, ao contrário do geral, trabalha o assunto com seriedade e tem buscado formas de assegurar que o direito dos professores, os credores do Precatório sejam assegurados e o pagamento efetuado. Encontra barreiras é lógico, afinal, não custa repetir, o governador e Paulo Hartung.

Em todo esse processo, que já dura anos, vários personagens protagonizaram histórias no mínimo intrigantes sobre a matéria, vamos usar essa expressão.  A vitória de Homero Mafra nas eleições da OAB restou sendo um transtorno para os bandidos, à medida que pauta sua conduta pela dignidade no trato da coisa pública e da coisa pessoal.

Denúncias já foram feitas das mais variadas formas, mas o processo “sumiu”. Os documentos “sumiram” e nenhum dos implicados na história desde o “sumiço” se deu mal. Pelo contrário.

Paulo Hartung termina seu segundo assalto, quer dizer mandato, no final deste mês e passa o governo a Renato Casagrande, eleito em outubro. Tudo indica que os documentos vão continuar “sumidos”, os professores lesados em seus direitos e Paulo Hartung amparado pela impunidade que beneficia figuras desse jaez, gozando os benefícios dos documentos que, nesses oito anos, “sumiram.

Uma das novelas da GLOBO transcendeu no seu capítulo final à própria emissora e passou a simbolizar a impunidade no Brasil. O personagem interpretado por Reginaldo Faria, em seguida a capítulos e mais capítulos de ações hoje consagradas por Dantas, Hartung, etc, foge num helicóptero e dá uma banana para o Brasil ao som de Cazuza.

“Não me convidaram para essa festa pobre/que os homens armaram pra me convencer/ a pagar sem ver toda essa droga/ que já vem malhada antes de eu nascer/ não me ofereceram nenhum cigarro/fiquei na porta estacionando os carros/não me elegeram chefe de nada/o meu cartão de crédito é uma navalha/Brasil, mostra a sua cara/quero ver quem paga pra gente ficar assim/Brasil qual é o teu negócio/o nome do teu sócio/confie em mim/não me sortearam a garota do Fantástico/não me subornaram/será que é o meu fim?/ver tevê a cores na taba de um índio/programada para só dizer sim sim.../grande pátria desimportante/em nenhum instante eu vou te trair/não não vou te trair”.

Hoje mudou um pouco. Avanços “tecnológicos” no componente impunidade. Não há necessidade de fugir. A justiça garante através de figuras como Gilmar Mendes e que tais.

Basta fazer alianças a palavra chave.

Ou usar azeite especial. A GLOBO por exemplo adora. No caso do Espírito Santo, extinto estado, através da Rede Gazeta, subsidiária de Marinho/Capone&Hartung. 

Ao final e à guisa de esclarecimento, o Tribunal de Justiça, acuado pelas denúncias que repercutiram nacionalmente, reconheceu como legítimos os documentos apresentados por reclamantes e autenticados, conferindo legitimidade ao Precatório.

O Conselho Nacional de Justiça também.

Mas e aí? Paulo Hartung é integrante de uma sub-quadrilha da grande quadrilha nacional que já não foge de helicóptero porque não precisa. Mas não deixa de dar a clássica banana para o cidadão lesado.

Carta de manifesto da sociedade Civil a Presidência da Câmara Federal

Esta carta expressa o desejo da maioria da sociedade brasileira, ávida em ver moralizada a maior casa de leis do país.
Posto-a aqui certa que chegará aos deputados, partidos e principalmente ao DELEGADO/ DEPUTADO FEDERAL Protógenes Queiroz. Segue com pedido de mobilização e repasse:
Agradecida
Fernanda Tardin

Carta  de manifesto da sociedade Civil a Presidência da Câmara Federal

Artigo 1 parágrafo Único da CF/88 –


TODO O PODER EMANA DO POVO e EM SEU NOME  DEVERÁ SER EXERCIDO


A CÂMARA DOS DEPUTADOS é, por excelência e conceito, a representação popular no aparelho estatal.

Na escola aprendemos que o Governo, como um todo, é composto pelos três poderes. Executivo, Legislativo e Judiciário.

Como nos é ensinado que a DEMOCRACIA “é o governo do povo, pelo povo e para o povo”.

Saudamos há oito anos a eleição de um operário para a presidência da República e fomos testemunhas nesses anos todos do preconceito instalado nas elites e mais que isso, do poder e da força dessas elites, perceptíveis nas várias dificuldades enfrentadas nesse período.

Vencemos as eleições presidenciais de 2010 e obtivemos avanços expressivos na composição do Parlamento, tanto quanto conquistas inegáveis ao longo de todo o governo Lula.

Isso não significa que estejamos no poder, ou que sejamos, o poder.

Luís Carlos Prestes (transcende a partidos por sua dimensão), numa frase afirmava, ainda antes do golpe de 1964.

“NÓS ESTAMOS NO PODER, MAS NÃO SOMOS O PODER”.

Hoje sabemos que há um imenso caminho a ser percorrido e a eleição e os dois governos de um operário, o presidente Lula, nos remete a necessidade de ampliar a luta em todos os segmentos criando e fomentando canais de participação popular e processos de formação e conscientização.

As forças conservadoras estão vivas e atuantes.

Há desafios imensos a serem vencidos na tarefa diária de cada parlamentar, de cada cidadão e desafios que se impõem aos partidos de esquerda, à chamada sociedade civil organizada e ao movimento popular.

O processo democrático não termina no exercício do voto e a delegação outorgada a eleitos não confere valores absolutos. Não é um cheque em branco

A luta de classes exige mais, bem mais que isso. Não se mobiliza apenas em cada eleição, mas a todos os dias.

É dever dos partidos de esquerda, dos setores organizados da sociedade civil e comprometidos com a luta popular, dos movimentos sociais,da igualdade e inclusão social , a tarefa da organização popular e a busca de canais que exprimam a vontade popular.

Não podemos nos deixar cooptar por um jogo institucional que termina sendo de um clube de amigos e inimigos cordiais.

Temos que ter em mente que a correlação de forças ainda nos é desigual. Não quer dizer que tenhamos que aceitar acordos espúrios, entrar no jogo da classe dominante.

Ao contrário, o desafio que nos é posto é o de avançarmos democraticamente sobre o modelo político vigente, o arcabouço jurídico institucional e buscarmos pela força da pressão popular as conquistas que o processo em seu momento coloca como imprescindíveis.

Nessa medida a eleição da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, particularmente do presidente da Casa do Povo, é de suma importância para todas essas forças.

Cabe-nos o direito e se nos impõe o dever de nos fazermos ouvir junto a deputados.

A luta por mudanças estruturais na política, na economia que possam gerar avanços sociais pelos quais historicamente lutamos é a nossa bandeira.Organizar  a sociedade para que ela seja autora de sua história Urge.

A Câmara não pode ser uma espécie de igreja com um sino de madeira, que bate e não ecoa, cumprindo um papel muitas vezes lastimável (por boa parte dos seus integrantes) e frustrando lutas dos trabalhadores brasileiros. O POVO não é detalhe.

É por esse motivo que uma grande e intensa mobilização de partidos, sindicatos, sociedade civil organizada e movimentos populares se torna fundamental no processo de luta como um todo, para que tenhamos um presidente da Câmara comprometido com o todo desse processo.

Capaz de abrir e ampliar canais já existentes de participação popular, de alargar os debates, de buscarmos formas de manifestação viva e aguda em cada momento junto à Casa do Povo.

É hora pois de rejeitarmos os tradicionais acordos feitos em conversas sigilosas onde o povo não se faz presente e muita vezes é lesado em seus interesses.

É hora pois de mudar a história até aqui protagonizada por uma elite opressora ou , como o foi em poucas vezes na história da República, por parlamentares comprometidos com esta causa, mas sem força de mobilizar todos da sociedade e assim com obstáculos grandes para fazer avançar a legislação em prol dos verdadeiros interesses desta sociedade.

São muitas as ameaças aos brasileiros.

O projeto de lei do atual senador Eduardo Azeredo que cria mecanismos de censura na rede mundial de computadores.

O código florestal que escancara os limites do suportável por nossas matas, florestas, em beneficio de um latifúndio, dominado pelo controle exercido por multinacionais do agronegócio e significa um retrocesso sem tamanho em nossa marcha para a consolidação da independência e da soberania nacional. Sem falar dos graves crimes ambientais

As políticas de integração latino-americana num mundo aterrorizado pelas políticas imperiais norte-americanas como mostram os documentos vazados pelo site WIKILEAKS e acenam para uma realidade diversa daquela vendida pela mídia privada.


Senhores, nós , POVO, movimentos organizados de lutas deste POVO, não podemos mais pagar esta conta.

Um amplo debate sobre os veículos de comunicação no Brasil, a própria comunicação, enfim, toda uma jornada que tem sido historicamente das forças populares e agora se revestem de condições objetivas para um salto numa nova etapa do processo político e econômico.

É dessa maneira que o delegado e agora deputado Protógenes Queiroz simboliza essa luta e traz a garantia que esses compromissos e esses caminhos serão seguidos e trilhados. Protógenes é unanimidade  e capaz de mobilizar esta sociedade e seu conjunto de força para que ao exercer seu Dever de cidadania, crie condições de que se Promova estas mudanças, estas reformas.

POR UMA CÂMARA DOS DEPUTADOS POPULAR!
POR AMPLA PARTICIPAÇÃO DOS VÁRIOS SEGMENTOS DA SOCIEDADE NO PROCESSO POLÍTICO!
PELO RECONHECIMENTO DA VONTADE DE TODA SOCIEDADE, é que encaminhamos a expressão escrita desta :

PROTÓGENES QUEIROZ PRESIDENTE DA CÂMARA/2011”

Então, como iniciado no artigo 1 da Constituição Federal Brasileira:

CUMPRA-SE!

http://protogenescontraacorrupcao.ning.com/profiles/blogs/ac-protogenes-queiros-carta?xg_source=facebookshare

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Quem tem medo do Lula?: Para a Presidenta Dilma, urgente

Quem tem medo do Lula?: Para a Presidenta Dilma, urgente: "Só me resta esperar que este apelo chegue à Presidenta Dilma, que você leitor também ajude nesse sentido e que a imprensa brasileira descu..."

Quem tem medo do Lula?: ''Tomar o poder não é construir poder'', diz vice ...

Quem tem medo do Lula?: ''Tomar o poder não é construir poder'', diz vice ...: "O vice-presidente da Bolívia, em palestra no Rio: 'A sociedade inteira precisa se unir' Foto: Ana Helena Tavares/Opera Mundi Por Ana ..."

SENTENÇA HISTÓRICA PULVERIZOU FALÁCIAS DAS VIÚVAS DA DITADURA

Cezar Peluso, presidente do Supremo Tribunal Federal, desconversou que a condenação do Brasil na Corte Interamericana de Direitos Humanos "não revoga, não anula e não cassa" a decisão grotesca e aberrante do STF -- a que outorgou aos carrascos de ditaduras o direito de anistiarem previamente a si próprios.

Ora, aquilo nada mais foi do que um habeas corpus preventivo, uma impunidade programada, agredindo os próprios fundamentos do Direito.

Peluso, claro, está falando sozinho. Até o sujeito na esquina -- personagem tão desprezado pelo seu antecessor e companheiro de ideais Gilmar Mendes -- percebe que a corte internacional, na prática, revogou, anulou e cassou o aborto jurídico produzido pelo STF.

Sob vara, o Estado brasileiro será obrigado a fazer agora o que deveria ter feito desde que o País saiu das trevas, em 1985.

De resto, conforme esclareceu o juiz  ad hoc  da corte, Roberto Caldas, tratou-se de "uma sentença histórica, que estabelece que nenhum crime contra os direitos humanos pode ficar impune com base na Lei da Anistia".

Ou seja, afora os guerrilheiros assassinados do Araguaia, "a decisão se aplica a todos os casos de tortura, desaparecimento forçado e execução sumária ocorridos na ditadura".

Como eu ressalvei no meu artigo inicial, seria ingenuidade acreditarmos que ainda veremos os torturadores dos anos de chumbo cumprindo merecidas penas de prisão, prestando serviços à comunidade (desserviços já prestaram de sobra!) ou ressarcindo os cofres públicos pelas indenizações pagas a suas vítimas.

Os que ainda não foram acertar suas contas com o diabo têm idade avançada e dificilmente atravessarão a próxima década. Ora, a Justiça brasileira é letárgica por natureza, além de propiciar um sem-número de subtefúrgios,  jeitinhos  e manobras protelatórias para quem pode bancar os melhores advogados. Estão aí o Paulo Maluf e o Pimenta Neves, que não me deixam mentir...

Nossa grande vitória foi moral: toda a retórica falaciosa das viúvas da ditadura e dos  corvos  por elas criados, novos partidários do arbítrio, foi jogada no lixo. Prevaleceu o entendimento civilizado de que a ditadura era uma aberração e os atos que praticou contra seus opositores foram, pura e simplesmente, crimes.

O estabelecido por esta sentença realmente histórica foi o reconhecimento definitivo de que os cidadãos têm o direito e até o dever de pegar em armas contra tiranias.

Criminosos nunca foram nem jamais serão os que resistem ao despotismo, mas sim aqueles que os reprimem, massacram e exterminam para sustentar regimes totalitários, geralmente resultantes da usurpação do poder, como foi o caso da ditadura brasileira de 1964/85.

PESSOAS E FATOS DIFÍCEIS DE ENTENDER

PESSOAS E FATOS DIFÍCEIS DE ENTENDER


Laerte Braga


A mídia privada e dita grande sumiu com o noticiário sobre os documentos liberados pelo site WIKILEAKS. Não interessa contrariar os interesses norte-americanos quando essa mídia é parte do que Julian Assange chama de “tentáculos da elite norte-americana”.

É a elite que sustenta essa mídia.

A prisão de Assange é um escândalo, uma flagrante violação da liberdade de expressão. Mas, muito que a prisão o conteúdo dos documentos mostra a verdadeira face dos EUA. Um conglomerado terrorista. Chantagem, extorsão, assassinatos, torturas, estupros, a barbárie com todos os requintes da tecnologia mais avançada possível.

Os documentos vazados e que revelam uma descarada intervenção nos negócios internos do Brasil, por si só, são motivo de interpelação ao governo dos Estados Unidos sobre esse tipo de atividade.

Lobby para se apossar do pré-sal a partir de braços disfarçados em institutos, coisas do gênero, compromisso assumido pelo candidato José Serra de mudar as regras que garantem à PETROBRAS os direitos sobre o pré-sal (18 trilhões de dólares), negociações para a privatização da Previdência e outros setores do Estado, enfim, aberta e traiçoeira interferência no Brasil em função de interesses colonizadores.

Domar e dominar o País para saquear, regra geral do comportamento dos norte-americanos.

Os documentos mostram que o ministro da Defesa Nelson Jobim negociou com norte-americanos situações de privilégios na sua área, criticou ministros do governo Lula (Samuel Pinheiro Guimarães e Celso Amorim) e em várias situações telegramas de embaixadores, funcionários outros, os EUA ironizaram e criticaram posições brasileiras em organismos internacionais, a última delas na Conferência de Copenhague sobre meio-ambiente.

Motivos mais que suficientes para cobrar uma explicação sobre todas essas atividades de um país que se diz amigo.

Ao contrário, a presidente eleita substitui os ministros apontados como “anti-norte-americanos”, caso de Samuel Pinheiro Guimarães e Celso Amorim e confirma o agente dos EUA Nelson Jobim no Ministério da Defesa. Ato contínuo ao vazamento de documentos ligando Jobim aos norte-americanos a presidente eleita deixou a poeira passar e agora confirma Jobim ministro da Defesa.

De quebra critica o voto do Brasil sobre as sanções propostas contra o Irã na ONU (voto do governo ao qual ela pertenceu e do qual se beneficiou sendo eleita presidente do Brasil).

E para a Secretaria Nacional de Assuntos Estratégicos exuma o cadáver político de Moreira Franco, um político envolvido em escândalos vários, corrupção a torto e direito, para dar e vender.

É difícil entender um trem desses.

Os EUA tem sido pródigos em ações terroristas pelo mundo afora (controlam a maior parte da Europa Ocidental – transformada em bases militares –), sustentam uma guerra perdida e suja no Afeganistão, governos corruptos e ligados ao narcotráfico como foi o de Álvaro Uribe na Colômbia e ressuscitam campos de concentração onde colocam “suspeitos de terrorismo”, sem qualquer respeito aos princípios internacionais de direitos humanos que usam como escudo para jornadas de barbárie e boçalidade.

O grande feito do WIKILEAKS está sendo o de mostrar ao mundo a face real dos Estados Unidos. Seus interesses, seus objetivos, principalmente a forma como agem em função desses interesses e objetivos, sem respeito a nada e a ninguém.

Têm presença no Executivo, no Legislativo e no Judiciário, permeiam o Estado brasileiro através de figuras como Nelson Jobim, deputado Henrique Alves, senador Romero Jucá, senador Eduardo Azeredo e outros invisíveis.

Controlam o comandante da Força Aérea Brasileira, brigadeiro Juniti Saito e boa parte dos militares brasileiros (um dos documentos revelados pelo WIKILEAKS mostra que “os militares latino-americanos são de fácil cooptação).

Nada acontece, ou ao contrário, Jobim é mantido ministro da Defesa.

Nelson Jobim, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal e envolvido em escândalos no processo de privatizações do governo FHC, do qual foi ministro da Justiça e notório agente de interesses dos EUA no Brasil.

O que Dilma Roussef talvez não tenha entendido é algo bem simples. Imagine que ao invés de ter sido ungida por Lula como candidata a presidente em torno de um programa e objetivos, tivesse sido candidata a deputada federal no Rio Grande do Sul, onde tem domicílio eleitoral. Teria que brigar voto a voto para ser eleita e não seria uma eleição fácil.

Ao aceitar ser candidata a presidente, sabendo que Lula elegeria um poste (afirmação de Delfim Neto) e sabendo-se um dos postes mais pesados que o presidente poderia ter escolhido, aceitou e, implicitamente, a continuidade das políticas do atual governo.

É mais fácil, no entanto, acomodar-se aos interesses das elites conservadoras e imaginar-se capaz de vôo próprio. Não percebe que está sendo engolida antes de tomar posse.

Num plano menor, mas de grande importância, difícil entender a posição do deputado Aldo Rebelo, do Partido Comunista do Brasil (PC do B), defensor intransigente da posição da bancada ruralista (latifundiários) na questão do Código Florestal. Quer alargar as fronteiras – às custas de nossas florestas – para o agronegócio e o latifúndio, em detrimento da reforma agrária.

A importância da reforma agrária não está só na divisão justa e equitativa da terra. Funde-se a aspectos maiores, à medida que anula o avanço de grandes empresas multinacionais sobre o Brasil não só na agricultura, como na tomada do subsolo rico em minerais estratégicos e fundamentais ao Brasil se é que o País tem desejo de ter futuro como nação soberana e independente.

Ou o PC do B mudou e transformou-se em sub-braço das elites que Assange fala, ou Aldo Rebelo está no lugar errado.

Fatos como esse, provocados por atitudes de pessoas que, aparentemente, estão de um lado, ou falam numa direção e agem noutra, são difíceis de compreender, sob qualquer argumento, inclusive o de comer o mingau pelas beiradas para depois alcançar os reais objetivos.

Parece aquela história surrada de meia virgindade. Não existe isso.

Há sim um processo de dolorosas concessões e submissão.

Os EUA devem explicações ao mundo inteiro sobre as práticas terroristas reveladas nos documentos vazados pelo WIKILEAKS. E ao que me consta o Brasil faz parte desse “mundo inteiro”.

Neste momento, a crise é aguda, apenas disfarçada pela mídia venal e privada, a tarefa de lutar é dos movimentos sociais (o movimento sindical está falido com raras exceções), dos partidos não comprometidos com esse processo vergonhoso que mantém uma figura repulsiva como Nelson Jobim no Ministério da Defesa (o erro começou com Lula nomeando-o).

A sobrevivência do Brasil e das conquistas alcançadas no governo Lula que permitem entrever uma nova etapa no processo político de avanços em todos os setores não passa pelo institucional, uma espécie de clube de amigos e inimigos cordiais.

Passa pela organização, formação e pressões populares, do contrário vamos mergulhar num retrocesso sem tamanho, pois os primeiros passos de Dilma começam a mostrar um grande equívoco. Ou a esperteza é tanto que escapa ao entendimento de mortais comuns.

Não se pode nem falar em PT, um partido plantado na máquina estatal e com profundas semelhanças com o PSDB (agora refundado por Aécio Neves – é verdade não é piada não).

É visível isso, Dilma não é Lula. O presidente atual é capaz de malabarismos prodigiosos em cima de seu carisma, seu prestígio, mas a presidente eleita não.

Esperar para ver? Tudo bem, vá lá um crédito de confiança. Mas com Jobim e Moreira Franco? É pouco provável.

Breve nos céus os F-18 fabricados pela BOEING e o Brasil na contramão da história. FHC vai arrancar os poucos cabelos que lhe restam ao perceber que foi eleito presidente num corpo de mulher.

Pode ser que eu esteja enganado, tomara. Mas cada dia parece mais difícil de entender.

Abaixo-assinado contra o aumento nos salários do presidente da República, ministros e parlamentares. Dezembro/2010

Abaixo-assinado contra o aumento nos salários do presidente da República, ministros e parlamentares. Dezembro/2010

PU..QUEP... DILMA< NO NOSSO TAMBÉM?


Pra que serve a Blogsfera? Lula, Dilma ... vivem agora a conceder entrevistas dando depoimentos da importancia da Blogsfera. A Blogsfera reclamou, pediu , implorou com o FORA JOBIM. E Dilma acaba de confirmar: Jobim é o ministro da defesa. SALVE TIO SAM. BIN LADEN cadê vc? E outra, mais uma vez o POVO e os movimentos ...so9ciais estarao fora do processo de construção . Não teve o espaço solicitado. MANDA QUEM PODE, obedece quem é subserviente ao império USA que nos usa.


BASTA, né?


Nanda Tardin

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blogdadilma.blog.br
A presidente eleita, Dilma Rousseff, oficializou na tarde desta quarta-feira os nomes de Antonio Patriota no Ministério de Relações Exteriores, Fernando Pimentel no Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Aloizio Mercadante na Ciência e Tecnologia, além da permanência de Nelson Jobim na Defesa. Dilma

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

ANISTIA NÃO BENEFICIOU TORTURADORES, DECIDE CORTE DA OEA

Foi exemplar a sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos (vinculada à OEA), que, 15 anos após a apresentação a denúncia por parte de ONG's defensoras dos DH, finalmente condenou o Brasil pelo "desaparecimento forçado" de 62 inimigos da ditadura militar, assassinados durante a repressão à guerrilha do Araguaia, na década de 1970.

Sabe-se que muitos foram aprisionados com vida e covardemente executados tendo as forças repressivas dado sumiço nos seus restos mortais.

Além desses 62 guerrilheiros seguramente mortos, a Corte afirmou existirem pelo menos mais oito desaparecidos no confronto.

De acordo com a sentença:
  • contrariamente à aberrante decisão do Supremo Tribunal Federal, a anistia de 1979 não desobriga o Estado brasileiro da apuração desses casos, pois suas disposições "carecem de efeitos jurídicos e não podem seguir representando um obstáculo para a investigação", "nem para a identificação e punição dos responsáveis" pelas mortes;
  • a Lei de Anistia também não garante a impunidade dos responsáveis por "outros casos de graves violações de direitos humanos" durante a ditadura de 1964/85;
  • o Estado brasileiro é "responsável pelo desaparecimento forçado" dos guerrilheiros mortos;
  • deverá, portanto, promover uma investigação sobre os desaparecimentos, "a fim de esclarecê-los, determinar as correspondentes responsabilidades penais e aplicar efetivamente as sanções e consequências que a lei preveja";
  • também lhe cabe desenvolver "todos os esforços" para encontrar ossadas dos combatentes, realizar um "ato público de reconhecimento de suas responsabilidades" e criar "um programa ou curso permanente e obrigatório sobre direitos humanos", dirigido a "todos os níveis hierárquicos das Forças Armadas".
Finalmente, a sentença estimula a implementação da Comissão Nacional da Verdade, proposta do Programa Nacional dos Direitos Humanos que até agora não saiu do papel.

O Itamaraty confirmou que, pelas regras do direito internacional, o Brasil, na condição de signatário da Convenção Americana sobre Direitos Humanos, é obrigado a cumprir a decisão.

Já o ministro da Defesa Nelson Jobim, manifestando-se sempre como representante da caserna e não do governo, levantou a possibilidade de o Brasil invocar a Lei de Anistia para continuar acobertando os culpados.

Ou seja, agora está também na contramão do Direito internacional, comprovando que sua manutenção na Pasta foi a pior de todas as escolhas ministeriais de Dilma Rousseff.

Quanto ao STF, ficou com a imagem em cacos, ao receber um puxão de orelhas explícito de uma corte internacional. Suas presidências reacionárias  -- a anterior e a atual -- o desmoralizam e nos desmoralizam aos olhos do mundo.

NA PRÁTICA, A MORTE CHEGA ANTES

Mesmo que, em termos práticos, a decisão tenha chegado tarde demais para que os homicidas e torturadores venham a ser efetivamente punidos -- os remanescentes estão no fim da vida e tendem a beneficiar-se da morosidade e infinitos recursos protelatórios possibilitados pela Justiça brasileira --, pelo menos a página da História será virada como se deve, com os culpados inculpados e as vítimas reconhecidas.

Quem sentir-se futuramente tentado a incorrer nas mesmas práticas hediondas e genocidas, vai estar sabendo que, já existindo um entendimento definitivo e inequívoco da questão, será grande a possibilidade de receber em vida o merecido castigo.

E que teses falaciosas como a da   contrarrevolução preventiva   e a da  anistia recíproca  jamais prevalecerão no longo prazo, acabando por ser varridas juntamente com o restante do entulho autoritário.