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sábado, 11 de dezembro de 2010
O LITLLE CLUBE E BENTO XVI - MUÇULMANOS NEVER - ARIANOS FOREVER
Laerte Braga
Bento XVI é daqueles que prega a paz em público e nos bastidores fulmina os “inimigos”. O WIKILEAKS mostra que o papa não queria a Turquia na Comunidade Européia. Um país de população esmagadoramente muçulmana não interessa a “sua santidade” (epa!) e fere as “raízes cristãs da Europa”.
O perigo é uma nova cruzada, aí dana tudo.
O papa é acusado diretamente de não permitir a punição de sacerdotes e freiras irlandeses envolvidos em crime de pedofilia. A “santa sé” pressionou até obter imunidades para os envolvidos nos escândalos, de proporções imensas para a Irlanda e todo o mundo. Ou seja, garantir que não seriam punidos.
Todo esse arsenal de “papices” está revelado em documentos do site WIKILEAKS. Troca de telegramas entre diplomatas do Vaticano, norte-americanos, autoridades européias (a maior colônia dos EUA fora das Américas. Quase toda a Europa Ocidental).
A mídia brasileira, a grande, a privada, não mostra os protestos em Londres contra a prisão de Julian Assange, fundador do WIKILEAKS e nem mostra as reações no resto do mundo contra o atentado à liberdade de expressão.
É cúmplice da política de mordaça. Verdade só aquela dita por William Bonner ou William Haak. São os agentes norte-americanos autorizados a falar por Washington.
Os documentos envolvendo o Vaticano possivelmente levarão o papa a excomungar Julian Assange.
Tenho a impressão, num sei porque, que o quarto do “sumo pontífice” é decorado com suásticas, recordações do período da Inquisição, um quadro de Hitler falando ao povo alemão, isso ao lado do crucifixo que é para não pegar mal.
Pode juntar com Edir Macedo, farinha do mesmo saco.
Numa sociedade democrática, falo de democracia e não de farsa, Bento XVI poderia sofrer uma condenação leve, mas capaz de pelo menos tentar fazer com que possa se recuperar e voltar à convivência dos seres normais. Isso pelos crimes de cumplicidade e omissão diante da pedofilia.
Um ano ouvindo Jimi Hendrix, Dizzie Gillesppie e Ray Charles. Iria ter a oportunidade de entender a Deus de um jeito bem mais humano, mais íntegro. Se não conseguisse, caso perdido, não tem jeito e particularmente acho que não tem. Como diz um amigo meu tem “lugar reservado ao lado esquerdo de Lúcifer”.
O preconceito do “sacerdote de Roma” contra o povo muçulmano está explícito na posição do papa contrária à Turquia.
Basta um preconceito para que todos os outros sejam percebidos como implícitos no caráter a na natureza de Bento XVI. Contra os excluídos, por exemplo. Cristãos puros e aptos ao paraíso passam pelos palácios de Berlusconi, é sua visão mais imediata, aquela ao alcance de sua janela.
Onde já viu aceitar um país de maioria muçulmana na Comunidade Européia (colônia européia)? Esse pessoal não tem noção do que seja “harpic”, que limpa os vasos matando os germes mais insistentes. E muito menos usa “Omo” para lavar mais branco, agora então com o perfume da natureza aprisionado em frascos para levar felicidade à família é que Bento XVI vai ficar impossível.
No antigo Little Club, na Duvivier, em Copacabana, onde Rogéria praticamente começou sua carreira – e cantando – a tarefa das meninas era levar os clientes a consumir, de preferência uísque – até um determinado momento, década de 60, foi honesto –. Uma delas, 1968, se opunha tenazmente – vale o termo – à guerra do Vietnã.
Como os caras que lá estavam não estavam nem aí para a guerra do Vietnã, pelo menos naquele momento, acabou demitida. Não cumpria a cota mínima estabelecida pela casa.
Ao invés de pedir uísque ou induzir os clientes a tal, recomendava que não se pedisse coca cola por conta dos vínculos terroristas da empresa. Defendia o antigo e extinto guaraná Brahma e se recusava a fumar Kingston, o primeiro cigarro brasileiro com filtro (o filtro segundo ela era tecnologia norte-americana, tudo bem que o cigarro fosse da British Tobbaco, mas aí era outra coisa, exigir demais, quase que santidade, isso hoje tem outros sinônimos assim como hipocrisia, perversão).
Bento XVI não tem a menor noção da importância do Little Club (e outros por ali), na vida de uma ou duas gerações na cidade do Rio de Janeiro. Nem pode, só conhece aquele negócio de parada militar, tudo certinho, passo sincronizado e de ganso.
Quando passam pelo palanque todos erguem as mãos (direita evidente) e saúdam “Heil Hitler”. E alguns, ainda hoje, para disfarçar, continuam saudando, só que com anauê.
Ganham direito a uma prece de Marcelo Rossi em culto ecumênico com Macedo, Malafaia, etc, etc, chegada em “cadillac” da década de 50, tudo original, placa preta e blindado, óbvio.
O bispo de Guarujá abençoa e a OPUS DEI proclama a ordem soberana.
Muçulmanos não. Brancos arianos sim.
Vai daí que se Julian Assange escapar da “justiça” da base militar Grã Bretanha, corre o risco de ter que enfrentar Bento XVI e sua fúria “cristã”.
No fim vai tudo terminar em “exorcismo”. Haja demônio a ser expulso.
Bendito seja o WIKILEAKS (bem que poderia, sugestão apropriada de Sílvio Tendler, pegar os documentos da ditadura, a turma da tortura, os mortos do Araguaia e esse mundão da Operação Condor afora).
O troféu, no entanto, vai para o senador Eduardo Azeredo, parceiro de Aécio Neves na “reconstrução” do PSDB. Segundo o dito cujo Azeredo, Assange é um “hacker”. E dizem que o cara tem diploma de qualquer coisa de informática.
É o pastel pronto e acabado da política brasileira. Vai virar deputado, não tinha votos para se reeleger senador, vai continuar a luta para censurar a rede mundial de computadores.
Deve ter pego uma grana do Departamento de Estado e ganho uma bênção única de Bento XVI. Em si e por si não anda e fala ao mesmo tempo, tropeça, cai, enrola a língua e fica.
E se dizia que o Little Club era lugar de pecado.
Ex-agente da ditadura pode ter forjado discurso, diz procuradora
Ex-agente da ditadura pode ter forjado discurso, diz procuradora
O Ministério Público Federal (MPF) quer obrigar o militar reformado Maurício Lopes Lima, de 75 anos, a depor em juízo sobre ação chefiada por ele que resultou na morte de dois militantes da luta armada contra a ditadura, em 1970. Ele admitiu ter comandado a operação que resultou na morte de Antônio dos Três Reis de Oliveira, de 21 anos, e Alceri Maria Gomes da Silva, 26, em São Paulo.
A procuradora Eugênia Augusta Gonzaga pretende usar o depoimento na ação que acusa o militar de praticar atos de violência contra 20 presos políticos. Na polêmica versão de Lima sobre o episódio, os militantes teriam sido atingidos depois de Antônio disparar contra ele. Mas Eugênia diz que o relato de uma cena de tiroteio pode ser apenas para se eximir de culpa pelas mortes.O MPF também tenta localizar os restos mortais dos militantes, que foram enterrados clandestinamente no cemitério de Vila Formosa, em São Paulo. "Sabemos que eles foram enterrados lado a lado, mas a quadra foi descaracterizada nos anos seguintes", diz Eugênia. "Será uma tarefa muito difícil."
Irmã de Antônio, a jornalista Maria do Perpétuo Socorro de Oliveira disse desconfiar do militar. "Não acredito na versão de que ele reagiu. Não queremos revanche — mas a história precisa ser passada a limpo. Se houve tiroteio, é preciso saber se também houve algum ferido do lado dos militares", afirmou ela.
Estudante de economia, Antônio permaneceu na lista dos desaparecidos políticos até 1991, quando foi localizado o laudo do IML. Apesar da desconfiança, a irmã dele disse estar aliviada com o depoimento do ex-oficial. "Passei a vida esperando o dia em que isso ia ocorrer. Nunca fomos atrás dele, mas agora queremos saber a verdade.”
A ação do Ministério Público Federal pede que Lima e outros três agentes da repressão sejam declarados responsáveis por torturas contra presos políticos. Na lista de supostas vítimas do militar reformado estão a presidente eleita, Dilma Rousseff, e Virgílio Gomes da Silva, o Jonas. Ele foi morto sob tortura em 1969.
Da Redação, com informações da Folha de S.Paulo
3 comentários
Ex-agente da ditadura pode ter forjado discurso, diz procuradora
Ex-agente da ditadura pode ter forjado discurso, diz procuradora
O Ministério Público Federal (MPF) quer obrigar o militar reformado Maurício Lopes Lima, de 75 anos, a depor em juízo sobre ação chefiada por ele que resultou na morte de dois militantes da luta armada contra a ditadura, em 1970. Ele admitiu ter comandado a operação que resultou na morte de Antônio dos Três Reis de Oliveira, de 21 anos, e Alceri Maria Gomes da Silva, 26, em São Paulo.
A procuradora Eugênia Augusta Gonzaga pretende usar o depoimento na ação que acusa o militar de praticar atos de violência contra 20 presos políticos. Na polêmica versão de Lima sobre o episódio, os militantes teriam sido atingidos depois de Antônio disparar contra ele. Mas Eugênia diz que o relato de uma cena de tiroteio pode ser apenas para se eximir de culpa pelas mortes.O MPF também tenta localizar os restos mortais dos militantes, que foram enterrados clandestinamente no cemitério de Vila Formosa, em São Paulo. "Sabemos que eles foram enterrados lado a lado, mas a quadra foi descaracterizada nos anos seguintes", diz Eugênia. "Será uma tarefa muito difícil."
Irmã de Antônio, a jornalista Maria do Perpétuo Socorro de Oliveira disse desconfiar do militar. "Não acredito na versão de que ele reagiu. Não queremos revanche — mas a história precisa ser passada a limpo. Se houve tiroteio, é preciso saber se também houve algum ferido do lado dos militares", afirmou ela.
Estudante de economia, Antônio permaneceu na lista dos desaparecidos políticos até 1991, quando foi localizado o laudo do IML. Apesar da desconfiança, a irmã dele disse estar aliviada com o depoimento do ex-oficial. "Passei a vida esperando o dia em que isso ia ocorrer. Nunca fomos atrás dele, mas agora queremos saber a verdade.”
A ação do Ministério Público Federal pede que Lima e outros três agentes da repressão sejam declarados responsáveis por torturas contra presos políticos. Na lista de supostas vítimas do militar reformado estão a presidente eleita, Dilma Rousseff, e Virgílio Gomes da Silva, o Jonas. Ele foi morto sob tortura em 1969.
Da Redação, com informações da Folha de S.Paulo
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Blog do Instituto Zuzu Angel: Um passado que não pode ser esquecido...
uinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Um passado que não pode ser esquecido...
Stuart Angel JonesLá estavam presentes autoridades como Paulo Vannuchi, Ministro da Secretaria Nacional de Direitos Humanos; Franklin Martins, Ministro da Secretaria de Comunicação Social; Carlos Alberto Muniz, Vice-Prefeito do Rio de Janeiro; Patrícia Amorim, vereadora e Presidente do Flamengo; Hildegard Angel, jornalista, Presidente do Instituto Zuzu Angel e irmã de Stuart, além de amigos e companheiros de militância do homenageado.
A cerimônia foi aberta com um lindo texto do jornalista Antonio Maria Filho em que citava a curta, porém vitoriosa, trajetória do amigo como remador do Flamengo, um lado que poucos conheceram do jovem militante, filho de Zuzu Angel. Inclusive, na época em que estava sendo perseguido pela ditadura militar, Stuart contou com o apoio de seus amigos do remo, refugiando-se na garagem do clube. Mas o jornalista contou que o amigo não se escondeu lá por muito tempo, pois não queria que seus companheiros do remo fossem prejudicados ou considerados suspeitos. Isso prova que Stuart tinha um enorme coração e estava sempre pensando no próximo. Entre outras características, Antonio descreveu Tuti, como era chamado pela família, como um menino carismático e namorador, como todo rapaz de sua idade...
Patrícia Amorim, Presidente do Flamengo, contou que para o clube é uma honra prestar essa homenagem a pessoas como Stuart. E destacou que a formação de atleta deve ir muito além do esporte, refletindo-se no dia a dia, como foi o caso de Stuart, que não só havia sido um líder no remo, um voga (que dita as regras no esporte), como, também, um líder estudantil, sem medo de enfrentar a realidade, um vencedor convicto.
Ana Cristina Angel, irmã de Stuart que mora na França, não pôde estar presente, mas escreveu um texto ressaltando que a busca da verdade deve ser uma exigência para a história do Brasil, que jamais deve ser esquecida.
Hildegard Angel, irmã de Stuart, emocionou a todos com seu discurso, ao dizer que, talvez, muitos amigos não tenham comungado das ideias de seu irmão na política, mas que, hoje, estavam ali presentes porque são brasileiros e sabem que um país deve ser livre e democrático. Hilde descreveu Tuti como um líder manso, não só no remo, como na política, sempre de coração aberto.
Já o jovem Gabriel Zelesco, representante do Centro Acadêmico de Economia da UFRJ, mesmo não tendo vivido os anos de chumbo da ditadura militar, fez questão de afirmar sua admiração por aqueles jovens que, como Stuart, lutaram por um país mais justo. Gabriel relembrou que Stuart e sua mulher, Sônia Maria Lopes de Moraes, foram estudantes de Economia da UFRJ e que, naquela época, o campus da Praia Vermelha era um turbilhão de ideias. Ali, jovens estudantes, como Stuart e Sônia, se reuniam, debatiam e planejavam ações que pudessem transformar e mudar aquela realidade do Brasil. Era ali que funcionava o teatro de arena, sendo, também, um ponto de encontro de todos os jovens engajados. Em 2006, os estudantes de Economia da UFRJ resolveram prestar uma homenagem a Stuart e a todos os jovens militantes, dando ao centro acadêmico o nome de Stuart Angel Jones.
Gabriel disse ainda que o memorial inaugurado hoje é uma forma de fazer presente esse período que não foi vivido pelas novas gerações, propagando a mensagem de que, assim como aqueles jovens, a juventude de hoje deve transformar seus sonhos em ideais.
O Vice-Prefeito do Rio, Carlos Alberto Muniz, que, na época, foi companheiro de Stuart na militância, destacou a importância do resgate e da busca pela verdade da história recente do país. Disse que o DOPS não pode ser transformado em um arquivo morto...Que ele possa ser aberto e possa ser do conhecimento de todos, quem sabe, em um museu para que essa memória não se perca. E que a semente deste memorial a Stuart Angel Jones plantada hoje, no Clube do Flamengo, se espalhe...Que esta homenagem nos faça enxergar que, hoje, independente de nossa escolha política, o Brasil é um país melhor, graças aqueles que um dia lutaram para isso.
O Ministro Franklin Martins, visivelmente emocionado, disse que o memorial inaugurado celebra não só a memória de Stuart como a de sua mãe, Zuzu Angel e Sônia, mulher de Stuart, ambas mortas pela ditadura militar, além de todos aqueles que lutaram por um país mais justo.
Zuzu, guerreira, lutou até o fim para reaver o corpo do filho, encontrando na Moda uma maneira de protestar e expressar sua angustia...
Franklin, que também foi companheiro de militância de Stuart, compartilhou o orgulho de ter pertencido a uma juventude maravilhosa como aquela, que segundo ele, também errou, pois era humana, mas que em duas coisas, de fato, não errou: não apoiou a ditadura e não esperou o Carnaval chegar para fazer isso. Ele ainda ressaltou que, se pudesse, faria tudo outra vez...
O Ministro Paulo Vannuchi disse que não se deve empregar a jovens como Stuart a posição de vítimas da ditadura e sim, de heróis. Ressaltou que o torturado é que derrota invariavelmente o seu torturador, e a prova disso é este monumento em homenagem ao companheiro.
Paulo ainda falou da importância da criação, pelo Presidente Lula, da Comissão do Direito à Verdade, destinada a apurar casos de violação de direitos humanos ocorridos no período da ditadura militar, e disse: “Esse passado é um tesouro cheio de energias. Deve-se garantir que o povo brasileiro seja portador dessa energia...”
E para fechar, com muita emoção, Hildegard Angel retirou a bandeira do Brasil que cobria o memorial em homenagem a seu irmão e foi saudada com gritos de militantes, amigos de Stuart, que pronunciavam os nomes daqueles que também foram mortos e torturados pela ditadura. O nome de Zuzu Angel ecoou e todos disseram em coro: “Presente!”...
Fotos de Sebastião Marinho
Min.Paulo Vannuchi, Hildegard Angel, Min.Franklin Martins, Vice-Prefeito Carlos Alberto Muniz e Patrícia Amorim
Min.Paulo Vannuchi e Hildegard Angel
Patrícia Amorim
Hilde em seu discurso
Vice-Prefeito Carlos Alberto Muniz
Min.Paulo Vannuchi
Gabriel Zelesco, do Centro Acadêmico de Economia da UFRJ
Hilde segura placa em homenagem a Stuart Angel Jones, presente da Federação de Remo do Estado do Rio de Janeiro

Memorial em homenagem a Stuart Angel Jones
Detalhe do memorial
Hilde com remadores do Clube de Regatas do Flamengo
Reunião de Cancún termina com acordo não-vinculante
Reunião de Cancún termina com acordo não-vinculante

Sob aplausos, a 16ª Conferência das Partes (COP 16) da Convenção-Quadro das Nações Unidas para Mudança Climática terminou pouco depois das 4h da manhã deste sábado em Cancún, no México, com uma série de acordos que retomam a direção do processo internacional.
Representantes de 194 países aprovaram - apesar da oposição isolada da Bolívia - acordos que incluem os pontos mais importantes do Acordo de Copenhague, a carta de intenções que foi produzida na reunião de 2009, e introduzem avanços importantes.
Com o Acordo de Cancún, crescem as expectativas de que a próxima reunião do clima, em Durban, na África do Sul em 2011, possa produzir um tratado legalmente vinculante, capaz de obrigar a comunidade internacional a cortar emissões de gases do efeito estufa e combater os efeitos das mudanças climáticas.
Pela primeira vez, a manutenção da elevação da temperatura global a 2ºC, com previsões de revisão deste objetivo entre 2013 e 2015 para 1,5ºC - como recomendam cientistas - entrou em um documento internacional.
O texto também estabelece a operação de um Fundo Verde que até 2020 deverá liberar US$ 100 bilhões por ano, administrado pelas Nações Unidas, com a participação do Banco Mundial como tesoureiro.
O conselho administrativo deverá ser composto por 40 representantes: 25 de países em desenvolvimento e apenas 15 dos países ricos. Os Acordos de Cancún não especificam, entretanto, a origem das verbas que deverão alimentar o fundo.
Florestas
Foi aprovado também, embora ainda sejam necessários ajustes para garantir o início de funcionamento, o mecanismo de conservação das florestas apelidado de REDD (sigla para redução de emissões por desmatamento e degradação).
O financiamento das ações de REDD - especificamente se os fundos poderão ser provenientes de mercados de carbono ou não - ficou adiado para discussões no ano que vem.
O acordo, no entanto, encontrou críticas de organizações não-governamentais sobre as chamadas salvaguardas dos projetos REDD, para garantir, entre outros, a defesa de direitos indígenas e da biodiversidade, que acabaram incluídas em um anexo ao documento.
Apesar dos avanços, o acordo ficou aquém do que se esperava antes de Copenhague, quando existia a expectativa de um acordo legalmente vinculante, com metas ambiciosas de redução de gases para países ricos e pacotes de financiamento para países em desenvolvimento.
Talvez a maior pedra do caminho em Cancún, a continuação do Protocolo de Kyoto, que expira em 2012, foi habilidosamente removida por representantes brasileiros e britânicos, de forma a evitar que o Japão, seguido pela Rússia e pelo Canadá, abandonassem o instrumento.
Na primeira semana do encontro, o Japão anunciou que não participaria mais do protocolo, ameaçando o futuro da conferência, uma vez que para países em desenvolvimento, Kyoto, que prevê cortes de emissões dos países ricos, é considerado fundamental.
Surpresa
A solução encontrada foi deixar para uma reunião 'o mais cedo possível' a discussão sobre os detalhes do segundo período do tratado, a partir de 2012.
Diante das baixas expectativas que cercavam o encontro desde o fracasso marcado em Copenhague no ano passado, o resultado chegou a surpreender.
Nos últimos dias, até mesmo ativistas como o líder do Greenpeace, Kumi Naidoo, já admitiam que um acordo sobre florestas seria um resultado positivo para Cancún.
'Temos de reconhecer que um quinto do pacote, se fosse fechado, seria um avanço significativo', disse o ambientalista na quinta-feira.
Por isso, o resultado de Cancún foi considerado um sucesso - ainda que modesto - até por ambientalistas.
'Depois de Copenhague, governos chegaram em Cancún feridos e sob pressão pública para agir contra a mudança do clima. A expectativa era de que se pudesse firmar uma plataforma para o progresso, e agora, os países voltam com uma sensação renovada de boa vontade e algum senso de finalidade', afirmou o diretor da iniciativa de clima do WWF, Gordon Shepherd.
Elogios
Ao fim da sessão plenária que aprovou o acordo, ministros e negociadores não pouparam elogios ao resultado.
A presidente do encontro mexicano, a ministra do Exterior Patricia Espinosa, foi muito elogiada por proporcionar um processo marcado por transparência.
O encontro anterior, em Copenhague, foi marcado por desconfianças entre blocos de países, alimentados pela circulação de documentos 'secretos' que não haviam sido negociados por todos os participantes.
Em Cancún, Espinosa acabou adiando o prazo de negociações para tentar apresentar um documento que refletisse da melhor maneira possível as opiniões díspares dos 194 países.
A estratégia funcionou, já que quando o documento foi divulgado, já no último dia do encontro, apenas a Bolívia apresentou ressalvas maiores.
A tática, entretanto, deixa para 2011 diversas questões importantes que precisam ser decididas até o encontro de Durban.
'Fiquei positivamente surpresa em adaptação, acho que avançou muito mais do que eu esperava quando cheguei aqui. REDD, ficou bom. Transferência de tecnologia tem que decidir como avançar com as prioridades nacionais, é um dever de casa para os países elegerem os focos', afirmou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.
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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
"LIBERDADE DE EXPRESSÃO" É FALAR O QUE O DONO QUER
Laerte Braga
O Departamento de Estado, a secretária de Estado para ser mais preciso, Hilary Clinton, ficou maravilhada com o relatório do agente William Haak sobre as possibilidades do candidato José Serra. Haak, que faz plantão na GLOBO no estilo sério – não sabe o que é isso – fez uma análise pré-eleitoral onde afirmava que Serra iria vencer. O comunicado aos patrões, os donos, foi feito via embaixada dos EUA no Brasil.
Deu tudo errado.
Um dos grandes problemas da mídia norte-americana é evitar que venham a público as brigas do casal Obama. Michele não agüenta mais, dizem uns poucos jornais e assim mesmo de periferia, as escapadas do marido com atrizes. Tentativa de imitar John Kennedy, pena que falte Marilyn Monroe.
Seguram as pontas também no que diz respeito aos documentos secretos revelados pelo site WIKILEAKS.
No Brasil então nem é preciso recomendar à mídia privada que faça isso. É só estalar o chicote que William Haak sai pressuroso a fazer essas análises perfeitas onde tudo acontece ao contrário. A mesada deve diminuir, só essa conseqüência.
Haak cumpre um papel importante em mentir diariamente através dos telejornais da GLOBO e iludir uma parcela ponderável da opinião pública com aquele jeito de jornalista. Não é. Mande ele recitar o código de ética da profissão. É agente estrangeiro numa empresa que funciona como laranja do governo dos EUA.
E assim vai a FOLHA DE SÃO PAULO, VEJA, ESTADO DE SÃO PAULO, ESTADO DE MINAS (o controle acionário não sei de quem é, mas da vergonha dos caras é de Aécio e sua turma, cortam até vírgula).
As últimas revelações do site WIKILEAKS falam em pedido de um general Padilha, colombiano, traficante, no governo do narcotráfico, o de Álvaro Uribe, para que o presidente da Venezuela seja espionado, o do Equador idem e as informações coletadas repartidas com a Colômbia.
Em troca o general dava a mãe, a mulher, os filhos, as forças armadas colombianas e a própria Colômbia.
Os EUA, lógico, não aceitam de primeira para regatear, tomam conta na segunda.
São os tentáculos da elite como disse Julian Assange.
Silêncio total da mídia privada/vagabunda que vive pedindo e clamando por liberdade de expressão.
Quem é que vai dizer que os norte-americanos, está nos documentos, consideram que militares latino-americanos são susceptíveis de serem cooptados (comprados com brinquedinhos que soltam fogo) e golpistas.
Todo mundo sabe disso. A imensa e esmagadora maioria das forças armadas de países latino-americanos bate continência para Washington e se a turma exigir cai de quatro.
E cooptados é um termo leve, imagine quanto o tal brigadeiro comandante da Força Aérea “Brasileira” não ganhou de mimos para defender a compra de aviões fabricados pela BOEING. Que nem o general Heleno, comandante da VALE, quando permitiu ataques a reservas indígenas.
A mídia privada no Brasil é podre, fétida e sabe disso, não liga à mínima. Importante é prestar serviços aos donos, mentir, defender de mentirinha a liberdade de expressão, a canalhice diária de jornais, rádios e tevês, semanal ou mensal de revistas.
E colocar Julian Assange contra a parede agora da tal “segurança internacional.” A não ser que façam a coisa manu militari, ou seja, percam a vergonha total, neste momento, americanos e os povos da Europa colonizada já pensam duas vezes que entraram numa fria na armação contra o fundador do site.
O curso do processo vai custar caro e muitos outros documentos.
Vai ser longo. Rápido, só se passarem por cima das leis da antiga Grã Bretanha, hoje base militar norte-americana. Os caras ainda gostam de fingir que aquilo lá é uma nação.
Pelo menos para constar ao resto do mundo que o império onde o sol não se punha virou adereço da antiga colônia da América do Norte.
Grã Bretanha hoje só em filme antigo e aqueles negócios de rainha Vitória e piratas.
Imagino general colombiano negociando com embaixador dos EUA a troca de informações sobre Hugo Chávez e a cessão de uma base militar ao irmão do norte, rico e poderoso em brinquedinhos que cospem fogo.
General colombiano é que nem viciado longe da droga quanto encontra uma graminha ali. Cai e pasta.
Quando vê F-18 voando então, aí tem orgasmo e começa a gritar que é patriota.
Lá pelas tantas não percebe que é borboleta com várias cores e matizes, tudo terminando em malas de dólares.
Os bancos? Suíços ainda são os mais seguros. O país onde Hitler guardava o seu dinheirinho não perdeu o velho cinismo.
Lula deu uma traulitada nessa dita mídia independente. Os caras nem reagiram, iriam ter que discutir o assunto e isso não interessa a eles.
O que interessa é o show e está chegando a edição de 2011 do Big Brother Brasil. Felicidade geral e alienação idem.
O prostíbulo em sua casa. Tem diferença de general colombiano e de embaixador dos EUA?
Ou de William Haak fazendo análise para o Departamento de Estado?
Queria ver como o cara, ou O Wiliam Bonner, nos documentos que constam torturas, estupros, seqüestros, assassinatos, etc, todo o repertório, como os caras iriam falar. “Fadas da liberdade”, ou terroristas?
Eles escondem, sentam em cima e ganham uma nota para fazer o leitor, telespectador, ouvinte, que distinto seja, de bobo.
É a “liberdade de expressão deles”. A expressão dos que pagam, logo, compram.
Vai um Moreira Franco aí? Tá baratinho, saiu do túmulo, está meio decomposto, muito formol, coisa de dez por cento, se quiser levar inteiro, tá soltando pedaço, faço por oito por cento.
VICEPRESIDENTES DE AMÉRICA LATINA ACUERDAN RESPETAR LA DEMOCRACIA Y TRABAJAR POR LA CONSTRUCCIÓN DE UNA “AMÉRICA SOLIDARIA Y SIN BARRERAS”(www.vicepresidencia.gob.ec)
TRABAJAR POR LA CONSTRUCCIÓN DE UNA “AMÉRICA SOLIDARIA Y SIN
BARRERAS”(www.vicepresidencia.gob.ec)
Ratifican los principios contenidos en la Convención de las Naciones Unidas sobre los Derechos de las Personas con Discapacidad, así como en otros instrumentos internacionales en la materia, en particular sobre los de la mujer, los niños y niñas, los adultos mayores y las personas con discapacidad, con énfasis en aquellas en condiciones que les tornan más vulnerables.
Saludos cordiales apreciados compas !!!
Atte.-
Fernando Yépez Rivas
UPALC-Ecuador
www.uniondelospueblos.org
A "FOLHA" E A LIBERDADE DE EXPRESSÃO: MACACO, OLHA O TEU RABO...
"Está em curso uma cruzada de governos e empresas internacionais contra o WikiLeaks...
A perseguição parece relacionada ao intuito de silenciar um novo meio de divulgar informações que ganhou uma inesperada projeção internacional e tornou-se um incômodo para governos de diversos países...
O caráter ambíguo do WikiLeaks, aliado à sua inexistente tradição - não há histórico consolidado de seus valores e comportamentos -, gera desconfiança sobre a possibilidade de o site vir a colocar em risco a segurança internacional e a vida de pessoas.
Essas incertezas possivelmente contribuem para as hesitações que se observam em setores que deveriam defender com vigor a liberdade de expressão e o direito da mídia, tradicional ou não, de divulgar informações reservadas...
Num mundo em que governos democráticos inventam mentiras para invadir países, vazamentos como os do WikiLeaks prestam um serviço ao esclarecimento e à verdade. Se a diplomacia exige sigilo, que seus responsáveis o mantenham com eficiência".
"...surgiu em setembro um blog chamado Falha de S. Paulo, uma paródia ao maior jornal brasileiro, a Folha de S. Paulo. (...) Era um blog recheado de fotomontagens, brincadeiras e críticas ácidas ao noticiário da Folha. Eram críticas sempre bem-humoradas, porém duras.Só me resta manifestar total solidariedade aos irmãos Bocchini, colocando-me ao seu dispor para ajudá-los nessa luta pela liberdade de expressão que nada fica a dever à travada por Julian Assange.
Para se ter uma ideia, uma das montagens de maior sucesso (e mais irônica) punha o rosto do dono do jornal, Otavio Frias Filho, no corpo de Darth Vader. Pois bem: após um mês no ar o jornal entrou na Justiça para censurar o blog. Pior: conseguiu. Ainda pior: além de conseguir cassar o endereço, a Folha abriu um processo de 88 páginas contra os criadores do site, pedindo indenização em dinheiro por danos morais.
O jornal alega 'uso indevido de marca', por causa da semelhança entre os nomes Folha e Falha e porque o logotipo do site era inspirado no do jornal. A paródia foi criada por dois irmãos (Lino e Mário Ito Bocchini) que não têm ligação com nenhum partido político ou qualquer outra entidade. São duas pessoas 'avulsas', o primeiro jornalista e o segundo, designer.
E agora os irmãos estão tendo uma dificuldade brutal (e gastando bastante dinheiro) para se defender na Justiça de uma ação volumosa do maior jornal do país. E a previsão dos advogados e professores de direito ouvidos pela dupla é a de que a Folha deve ganhar a ação, mais por ser uma companhia grande e poderosa e menos pelo mérito da questão em si.
Aqui entra o motivo pelo qual os irmãos Bocchini resolveram levar a questão para além das fronteiras do país: no Brasil, menos de 10 famílias dominam os grandes meios de comunicação. E uma dessas famílias é justamente a Frias, que ficou incomodada com a Falha de S.Paulo e suas brincadeiras como a do Darth Vader.
Por corporativismo, nunca um órgão de uma família noticia algo relacionado à outra. É uma espécie de tradição brasileira. A censura de um blog, ainda mais seguida de um pedido de indenização, é uma ação judicial inédita no Brasil.
Por conta disso, os irmãos Bocchini estão sendo chamados a diversos eventos de comunicação, convidados a dar palestras etc. Estão recebendo muita solidariedade de blogueiros e ativistas por liberdade de expressão de todo país, e figuras públicas como o ex-ministro Gilberto Gil gravaram depoimentos condenando a censura e o processo da Folha. Mesmo assim jornais rádios, TVs e revistas seguem ignorando completamente o assunto.
A preocupação geral é que, se o jornal ganhar essa ação inédita (como tudo indica que vá acontecer), um recado claro estará dado às demais grandes corporações brasileiras, sejam de comunicação ou não: se alguém incomodar você na Internet, invente uma desculpa como essa do 'uso indevido de marca'. A Justiça irá tirar o site do ar e ainda lhe conseguir uma indenização em dinheiro.
Ou seja, está nascendo um novo tipo de censura em nosso país, justamente pelas mãos de quem vive da liberdade de expressão. E não estamos conseguindo furar o bloqueio da mídia convencional, dominada pelas tais poucas famílias que já dissemos. Por isso só nos resta agora apelar para o exterior".
E lembrar que a ação contra mim movida pelo Boris Casoy é mais um marco dessa escalada de intimidações.
