Estamos abrindo este espaço para promover o URGENTE DEBATE sobre Banda Larga .
Entendemos que Banda Larga tem que ser com independência comunitaria.
JSF, procurou e conheceudiversas propostas e dentre todas as propostas estudadas (muitas conhecidas de perto), julgamos e adotamos para batalhar esta:
http://juntosomos-fortes.blogspot.com/2010/09/empoderamento-popular-via-internet.html
Precisamos dar prioridade a este programa
BANDA LARGA. Convidamos
Marcelo Saldanha, para vir fomentar o debate. Vamos ao debate? bjao
( Em tempo: O link que serve para referencia ao projeto acima, é apenas para divulgar e defender o que após procurarmos adotamos como modelo. Esclarecemos que ninguem do JSF ganha um centavo por adota-lo. Simples ideal de luta ver incluidos nosso pares- o POVO)
Nanda Tardin
Parte I
O debate sobre o STFC recai sobre a questão de infra que está fadada a morrer, ou pelo menos, se transformar, pois, se o PNBL colocar internet em todo o Brasil até 2014, se o UCA, Computador para Todos, Telecentros e demais iniciativas do governo e do 3º Setor em massificar o acesso de internet derem certo a telefonia será convergida para VoIP, fato este que as próprias teles já o estão fazendo a tempo.
Um assunto interessante que percebi no texto abaixo é o seguinte : Nos contratos de concessão não é fato que a infra estrutura física (fibras e cobre) da telefonia fixa voltará para o governo em 2025 ? E somente a telefonia móvel é que fica como patrimônio da tele ?
Na questão de banda larga, o ponto chave é o seguinte : Se o PNBL foi decretado e a banda larga se tornou um assunto de estado como política pública, acredito que é imperativo que a internet no Brasil se tenha gestão popular, através de conselhos locais, para fins de controle social e garantia da participação popular sobre as decisões de utilização deste meio, inclusive para a facilitação do exercício da cidadania, como por exemplo a participação na criação e votação de políticas de interesses populares.
Neste ato, aí sim, a banda larga se tornará uma verdadeira política pública, caso contrário, o governo deveria retirar este título e criar um programa de desenvolvimento econômico para provimento de acesso a internet, já que até agora só se debate meios comerciais e com uma pontinha de e-Gov sobre o PNBL.
Ontem tivemos o 3º FBC (ao qual pleiteio um vaga e de forma muito estranha, não obtenho respostas de nenhuma das partes) (segue o link para quem quiser comprovar os fatos :
http://www4.planalto.gov.br/brasilconectado/forum-brasil-conectado/documentos ). Estou lendo trechos do 3º FBC e de pronto já encontro alguns comentários relevantes : sendo assim vamos nós :
Como sempre, nos textos produzidos pelos encontros, procuro por palavras chaves, afim de não ficar mais irritado J e estas são : controle social, participação, gestão, controle, popular e última milha. Caso não venha a achar nada daí faço uma leitura dinâmica para ver se algo disponta.
No 3º encontro achei este parágrafo (inédito) que diz :
“O conceito de acesso em banda larga adotado pelo PNBL é propositalmente fluido,
definido pelo conjunto das aplicações disponíveis em dado momento, e não por uma
capacidade pré-estabelecida. A banda larga deve ser o serviço capaz de dar suporte
a essas aplicações. O conceito é indiferente à tecnologia utilizada e não faz restrição
quanto à mobilidade e à portabilidade, incentivando o desenvolvimento de aplicações,
conteúdos e serviços interativos que favoreçam a participação coletiva, colaborativa e
democrática da população, seja ela urbana ou rural.
Ao adotar esse conceito, o objetivo é que o PNBL se constitua como uma política
pública que privilegie a igualdade de oportunidades. Mais importante do que a
velocidade do acesso em regiões urbanas ou rurais, centrais ou periféricas, ricas ou
pobres, é que o acesso possibilite as mesmas chances de se comunicar, de acessar
e/ou produzir conteúdos digitais, de realizar transações ou de interagir no mundo
virtual. A banda larga, portanto, será aquela suficiente para que as oportunidades
sejam isonômicas em todo o País.”
Me ajudem caso tenha entendido errado : Aqui diz que o PNBL (meio físico de fibras que permitirá interligar a última milha de empresas e/ou governos à internet) deverá ter recursos (aplicativos de controle acredito) que permitira que independente de quem esteja disponibilizando a internet na última milha o povo poderá usar esta banda para fins de interesses coletivos como o controle social nas cidades, o exercício da cidadania fiscal dentre outros assuntos como poder fazer denuncias de crimes contra a humanidade, contra o abuso de poder público etc. A análise aqui é a seguinte : quem deterá controle sobre estes aplicativos, pois, tecnicamente esta aplicação deverá ser algo parecido com aqueles autenticadores de internet que existem ainda nas famosas internets grátis por linha discada (lembram) ou então haverá um portal dinâmico que fará a autenticação. Nas duas hipóteses existirá um controle, como por exemplo onde este autenticador irá se conectar (logar) e a partir daí vem a seguinte pergunta : o PNBL tornou a banda larga uma política pública, ou seja, teremos que pagar o custo + o lucro dos provedores (caso seja feito por uma empresa com fins lucrativos), mas como o povo poderá usar esta banda para fins sociais ? Imaginem que uma associação de moradores queira montar um canal de WebTV, por si só isso consome mais do que 512 kpbs e é um serviço de utilidade pública, será que o provedor dará mais banda para eles poderem fazer um serviço de qualidade ? Ou então vamos mais fundo, será que é fato que teremos que pagar a internet para fazer trabalhos que são feitos sem fins lucrativos e de relevância popular ? O PNBL é uma política pública ou um programa de incentivos comerciais ? Podemos dizer que é melhor ter acesso a internet onde o controle é feito por empresas privadas ou onde o controle é popular ? Oque é uma política pública afinal ? É levar e-Gov ? Ou é permitir interação com total participação popular sobre um serviço intitulado como política pública ?
Eu acredito que criar mecanismos para agradar gregos e troianos será meramente uma forma de continuar dando controle para poucos sobre um serviço, que é patrimônio da humanidade, de vital importância para se debater direitos do cidadão, ou seja, é o único meio de comunicação com interatividade (me perdoe a TVDigital, que tem seu canal de retorno a internet) e que é de amplitude planetária. Daí fica a seguinte pergunta : Se a última milha for de controle de uma prefeitura ou estado será que poderemos fazer uma página de reivindicação popular, que possa ser amplamente difundida na rede, que conflite com os interesses políticos destes governos ? E se for empresas privadas, será que poderemos usar a banda deles de forma gratuita para fins sociais e de interesses coletivos e ainda mais, será que não estamos ajudando a massificar ainda mais o consumo irresponsável e insustentável (vejam matéria sobre neuromarketing) ?
“O PNBL se estrutura em três pilares: redução de preço, aumento de cobertura e
de velocidade. Com esses três pilares, busca-se ampliar o número de cidadãos que
dispõem de acesso a infraestrutura capaz de prestar o serviço e possibilitar a fruição
de aplicações, conteúdos e serviços avançados, que demandam maior capacidade de
transmissão de dados.”
Sugestão de mudança de texto : A Anatel não permite que cidadãos ainda prestem serviços de Telecom, diga-se de passagem que é uma tortura conseguir uma licença. Além disso, vejam o foco, os pilares do PNBL : preço, cobertura e velocidade... isso não pode ser uma política pública e sim um plano de negócios. Gente me perdoem e não quero tirar o mérito do governo em massificar a internet, mas erraram e feito até agora em dizer que isso é uma política pública. Vamos continuar a análise para ver se muda.
“Não basta, porém, reduzir o preço. É necessário implantar infraestrutura que
possibilite o acesso, independentemente da localização geográfica do usuário.
Conforme já apontado, apenas 63,5% dos municípios possuem acesso em banda
larga por meio de tecnologias fixas. Quanto ao acesso móvel, a licitação das faixas
de frequência para serviços 3G previu obrigação de cobertura para 67% dos
municípios até 2016.”
Lembrem-se que a infra móvel em 2025 é patrimônio das teles até o momento, ou seja, será que teremos serviços parecidos com as concessões de TV (imaginem uma tele com concessão Ad Eternum)
“Aumentar a velocidade da banda larga é medida urgente
para colocar o País em condições de igualdade com o resto
do mundo”
Concordo. O Japão já tem internet na casa dos giga. L
“A criação humana voltada a representar ou expressar o real, a partir de identidades,
modos de vida, motivações, desejos, valores, costumes, crenças e práticas, está no cerne
de qualquer produção de conteúdo. Troca de diálogo, de opinião, relacionamentos,
participação social, acesso ao conhecimento, à educação, à saúde, à cultura, à informação
e a todas as dimensões da cidadania são a razão de existir de uma rede de telecomunicações.
Tudo que transita nela, sob a forma de bens culturais, serviços, aplicações, potencializa e
dá sentido à existência da própria infraestrutura. Chegando aos rincões do Brasil, o PNBL
passa a ter um grande desafio: colocar em circulação toda a demanda reprimida de um
país amalgamado nas últimas décadas a partir de representações simbólicas unilaterais.
Mais do que um canal de retorno, é preciso conquistar a bidirecionalidade da capacidade
de simbolizar.”
Um serviço de t-Gov, super bacana, mas se a infra de última milha poderá ser coisa privada, vai ter que impor regras para que a divulgação destes serviços, inclusive os de e-Gov sejam feitos, daí caímos na mesma armadilha que todo blogueiro sabe : tem que se fazer muita divulgação e ter um conteúdo que realmente seja interessante para que muitos acessem. É evidente que isso é utópico, mas a coisa caminhará por ai...
“Dimensão cidadã
Quem não está incluído digital, social e politicamente dificilmente terá condições
de se colocar como produtor de aplicações e conteúdos.”
Responde parte da questão de cima. Na verdade isso implica exatamente no sentimento popular de pertencimento não só a internet, mas a rede, que por sinal são coisas distintas, digo isso porque acesso a internet é entrar no mundo e acesso a rede é estabelecer comunicação com seu “vizinho” e se estas redes forem pulverizadas ou desconexas, como teremos esta sensação ? Se o autenticador do governo criar VPNs (assim como o Hamachi por exemplo) já temos um começo, porém, ainda batemos na questão de quem tem o controle da rede de ultima milha.
Irei parar por aqui, porém, peço que todos contribuam com suas visões e continuemos o debate... irei fazer a analise do resto do texto e enviar uma 2ª parte ok.
Abraços a todos e acredito que sem debate não há democracia, vamos em frente companheiros....
Atenciosamente,
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Marcelo Saldanha
Parte II
Nesta segunda parte continuaremos a debater o documento base do 3º FBC. É importante suscitarmos a discussão sobre o assunto, pois, deste que teremos as regras de uma política pública de acesso a internet no Brasil e caso, ainda, não tenham percebido, este será o meio de comunicação do futuro, onde todas as mídias irão convergir para ela, sendo assim, a atenção dada agora, nos permitirá não sofrer no futuro, assim como estamos sofrendo com as concessões de rádio e Tv.
Debater pontualmente e agirmos de forma uníssona neste momento é vital para que a internet banda larga no Brasil, tenha o toque popular, verdadeiramente democrático. Nosso convite é para que todos tenham a conscientização da importância deste momento e que no final, consigamos obter os resultados desejados, de forma a manter esta política pública e ao mesmo tempo termos efetivamente atendido a todos anseios populares sobre este patrimônio da humanidade.
Irei grifar as partes que merecem debate e comentá-las.
“De outro lado, uma significativa fatia da população ainda não tem acesso às TIC, inclusive
à banda larga. No futuro, o acesso a meios avançados de comunicação, em seus diferentes
suportes tecnológicos, será ainda mais relevante. A disponibilidade da banda larga, em
particular, determinará a inserção do cidadão na sociedade. O brasileiro sem acesso à banda
larga terá menos emprego, cultura, educação e participação democrática. E a velocidade do
acesso que for disponibilizado será uma importante medida de inclusão social do cidadão.
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A massificação da banda larga deve ser vista como um instrumento de efetivação de
direitos dos cidadãos da era digital. Disponibilizar infraestrutura de banda larga que
permita acesso em alta velocidade é fundamental. Não é, contudo, suficiente. É necessário
garantir que essa banda larga disponibilizada se traduza em acesso à informação por
meio de conteúdos relevantes, independentemente de localização geográfica ou nível de
renda da população, que, ao agregar valor à informação, tal processo traga frutos para
quem mais precisa. A questão social não pode ser o resultado marginal da política de
telecomunicações do Brasil: deve ser o objetivo primeiro e último, sua razão de ser e seu
principal destino. A inclusão digital apenas servirá ao País se for pensada, planejada e
executada como meio de inclusão social, e não apenas como um fim em si mesma.”
Uma pergunta que nos acompanha desde quando iniciamos esta cruzada é : Como o governo poderá garantir a participação democrática se a infraestrutura for coisa privada ? Ou ainda ficar em poder de um governo estadual ou municipal ? Esta reflexão nos traz um desafio e um desafio ao próprio governo federal, que para garantir isso eles teriam que colocar regras ao uso desta internet e mesmo assim, ficaria difícil de fiscalizar, ou seja, sem controle social ou gestão participativa dentro das cidades sobre a banda larga do PNBL, a ausência destas regras deixam claras as evidentes ações de como o uso da internet será, ou seja, continuaremos usando uma internet através de provedores com fins lucrativos e sem finalidades sociais explicitas e se for no caso de gestão por governos sobre a infraestrutura, corremos o risco da alienação da rede, pois, não acredito que uma prefeitura colocaria em seu portal, os problemas sociais identificados pelos seus munícipes, pelo menos nunca vi isso.
Quanto a velocidade, a regra é o uso dos famosos 512 kbps, porém, e para àqueles que desejarem usar mais ? O preço continuaria proporcional ? Acho pouco provável, pois, como se trata de um modelo de negócios, será ali, no aumento de link, que eles continuariam ganhando. Nada contra um provedor ganhar dinheiro, sou contra é disso estar sendo usado com nosso dinheiro. Mas esta resposta do aumento de link ainda não achei a resposta, então fica somente a pergunta mesmo.
Massificar a internet sem esta garantida dita acima, realmente não garante o uso da rede para efetivação dos direitos dos cidadãos, pois, estamos pressupondo que estas redes serão uníssonas/integradas e que os portais/aplicativos de autenticação de acesso serão democráticos, transparentes e com fins realmente sociais, e caso não sejam onde estará o direito do cidadão ? Provavelmente em um blog/site onde todos terão que entrar para se fazer exercer a “democracia”.. rede não é isso, rede é vc estar em contato direto, sem intermediários, é vc viver e respirar a colaboração, é prossumir, ajudar, compartilhar... pode ser opcional ? Pode, pois, tem que ser democrático, porém, conscientizar o cidadão que isso faz parte do seu dia-a-dia é importante; e como ele poderá se sentir parte disso se a rede é coisa privada ? Mesmo ações de prefeituras ou estados, não causam sentimento de pertencimento, pois, geralmente são ações transitórias, que quando se muda a gestão, os projetos se acabam ou se modificam a tal ponto de se desalinharem com os anseios populares ou simplesmente são colocados como um serviço público sem expressão. Temos vários exemplos de municípios que se dizem “Cidades Digitais” que usam a rede somente para distribuir sinal de internet, nem e-Gov tem e mesmo assim se intitula uma Cidade Digital !!!
Frase simples, quem controla a infra controla o conteúdo...ponto final. A relevância do conteúdo será ditada por quem controlar a rede, está é uma tendência, pois, qual empresa com fins lucrativos irá ficar passando em seu portal, informações de utilidade pública se ele pode vender espaço de marketing (neuromarketing)... porque deixar de ganhar uma grana, crescer e vendar mais acesso ? O desenvolvimento do negócio depende muito mais disso do que ficar fazendo ações sociais. A não ser que a empresa esteja implantando NBR ISO 26000.
Até agora não vi alinhamento entre as questões sociais e a política pública de telecomunicações; estamos debatendo de forma marginal ainda as questões de liberação para o 3º setor poder realizar serviços de telecomunicações, ligados a internet, pois, hoje só rádios e TV comunitárias são licenciadas, a idéia é que o 3º setor possa criar provedores comunitários, são as chamadas comunidades digitais, mas esta idéia vai contra um monte de burrocracias e como sempre um jogo pesado de interesses tanto das teles quanto dos pequenos provedores, sendo assim, cadê a isonomia sobre a política pública de banda larga ? Favor me respondam se puder.
A inclusão digital é um dos pontos, a analogia é como se fosse ensinar um bebê a andar, depois disso a integração social é que é o objetivo maior, pois, incluídos todos estamos, o que diferencia é o grau de inclusão, sendo assim, oque precisamos é integrar e nivelar os graus sociais.
Infelizmente terei que dar uma pausa, para compromissos ligados a este assunto, porém, vamos em frente... e espero que este debate não termine aqui. No próximo email irei enviar os contatos do governo e de algumas entidades que estão tratando destes assuntos e caso vcs achem interessante fazer um pressão virtual eu apoio 200% ok.
Abraços a todos e vamos continuar debatendo o futuro deste meio de comunicação ímpar em nosso planeta.
Atenciosamente,
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Marcelo Saldanha
parte III
“O Programa Nacional de Banda Larga possui como foco inicial a disponibilidade
de infraestrutura e o desenho de uma política produtiva e tecnológica compatível.
Por outro lado, o PNBL possui a estrutura de continuidade desse processo, que
deve aprimorar as medidas ora previstas e ainda lidar com novos focos, dentre eles
conteúdos, aplicações e serviços, dos quais se destacam propostas para governo
eletrônico, educação, saúde, segurança pública, comércio e serviços, informação e
entretenimento, conforme esquema a seguir.”
A rede tem um fundamento ainda maior que disponibilizar tais serviços citados, e é lógico que estes Tb são importantes, porém, o controle social, a garantia de participação popular na sua rede (Tb interligada com outras) é essencial para o exercício plena da democracia. Estou sendo as vezes repetitivo, porém, é importante frisar este conceito em toda a parte deste documento, ou seja, temos que induzir que o governo respeite este direito do cidadão de poder usufruir do dos benefícios do PNBL com estas diretrizes tão essenciais à cidadania.
“Dados o foco e os fundamentos apresentados, o desafio do PNBL é traduzi-los em
ações capazes de promover, direta ou indiretamente, em um primeiro momento, o
desenvolvimento da infraestrutura nacional e uma maior oferta do serviço, a preços
mais baixos. Para isso, nessa primeira fase do Programa constam quatro grupos de
ação: 1. ações regulatórias que incentivem a competição e normas de infraestrutura que
induzam à expansão de redes de telecomunicações; 2. incentivos fiscais e financeiros
à prestação do serviço de acesso em banda larga, com o objetivo de colaborar para
o barateamento do custo à população; 3. uma política produtiva e tecnológica
capaz de atender adequadamente à demanda gerada pelo PNBL; e 4. uma rede de
telecomunicações nacional, com foco de atuação no atacado, neutra e disponível para
qualquer prestadora que queira prestar o serviço de acesso em banda larga.”
Aqui se reafirma uma posição de venda de link a preços baixos e venda de link para provedores ou governos, sendo assim, em primeiro momento, já estará definido como a internet vai ser, ou seja, coisa privada ou uma rede de gestão municipal ou estadual. É PRIMORDIAL QUE ESTE DEBATE SOBRE GESTÃO DE ULTIMA MILHA SEJA DEBATIDO ANTES QUE AS CIDADES SEJAM ALIMENTADAS PELO BACKHAUL DA TELEBRAS, pois, caso contrário, depois que as redes de ultima milha estiverem usando o link público da Telebrás, ficará mais difícil de se debater algo sem envolver a justiça, pois, estaremos mexendo com compra de serviços, que são regidos pelas leis de direito do consumidor (no caso dos provedores que comprem estes links) ou licitações (no caso das prefeituras e estados que comprarem estes links).
“Para alcançar a redução do preço, propõe-se conferir incentivos fiscais aos
pequenos e microprestadores de serviços de telecomunicações, promover a
desoneração fiscal dos modems, na medida em que são essenciais para o acesso
em banda larga, incentivar a oferta de planos de serviço a preço reduzido, além de
possibilitar que prestadores de serviços de telecomunicações e lan houses tenham
financiamento para desenvolver suas atividades.”
Pelo que eu saiba só quem tem SCM (empresas privadas) ou SLP (prefeituras) podem fornecer serviços de provimento a internet e uma licença de SCM envolve os seguintes custos : pagamento do PDDESS (uma ajudinha a Anatel) R$ 9.000,00; tem que ter um engenheiro de telecom, elétrica ou eletrônica assinando o projeto e se vc não for um ou não tiver uma alma caridosa, terá que pagar este cara por mês e o valor de praxe é 1 salário mínimo, tem que ter suporte 24h, 0800 e caso sua cidade seja maior que 500 mil habitantes cada torre sua tem um custo de R$ 1.800,00 se não me engano e este pagamento tem que ser anual para cada torre Tb se não me engano. Daí uma conta básica para quem é pequeno provedor e precisa se legalizar junto a Anatel.
Custo aproximado de uma ERB (torre de distribuição) = R$ 9.000,00
150 clientes (uma média de usuários cadastrados por torre, com 4 antenas) a 29,00 (valor proposto sem pagamento de impostos) por mês com link de 512 kbps = 4.350,00 bruto.
Custo de link para atender este povo todo = R$ 1.150,00
Custo do engenheiro de telecom = 510,00
Custos operacionais do provedor, vou colocar bem baixinho (luz, água, tel 0800, 1 técnico (lembrando suporte 7x24), 1 secretária, 1 contador) = R$ 2.310,00
Quanto sobra = 380,00 para vc.
É lógico que vc irá concorrer e daí vc pode ter certeza que todo mundo vai estar com preços e serviços sempre melhores para poder ganhar o marcado das ninharias. Já os grandes provedores (as teles principalmente), vão deitar os cabelos, como diriam aqui, lavar a égua, pois, elas irão agregar todos os serviços (TV por assinatura, voip etc) e botar a internet lá em baixo.
Uma boa notícia é que a Anatel está querendo aliviar um pouco estas dores, porém, as teles e algumas associações de provedores não querem.
“O que se pretende é que o preço pago pela iniciativa privada pelas outorgas seja, em
sua maior parte ou até em sua totalidade, traduzido em investimentos ou em benefícios
de interesse coletivo. Dessa maneira, aquela empresa que oferecer as contrapartidas
mais interessantes à sociedade no caso concreto, observados os critérios dispostos
do edital de licitação, será a vencedora da licitação. Os dois fatores – preço pago
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e contrapartidas oferecidas – podem, ainda, ser compatibilizados para determinar o
vencedor do certame. A proposta, portanto, é adaptar os princípios que orientam as
licitações dos tipos “melhor técnica” ou “técnica e preço”, previstos no § 1º do art. 45
da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993, ao setor de telecomunicações, porém, com o
cuidado de se preverem mecanismos céleres, específicos e transparentes que evitem os
problemas comumente associados a esses tipos de licitação.”
Uma coisa bem legal aqui poderá ser usada pelo 3º Setor ou por uma comunidade organizada. Uma vez que se tenha alguma alma caridosa que assine o projeto de um provedor comunitário é possível vencer em qualquer certame uma licitação, pois, como a idéia não é ganhar dinheiro é lógico que o preço será melhor. Uma dica ai para quem quiser montar provedores comunitários.
“Fomento federal a iniciativas municipais: crédito para projetos de
cidades digitais que ampliem o acesso individual em banda larga,
de forma satisfatória e com baixo custo
Diante de um cenário tão favorável de melhorias, alguns municípios, e até mesmo
estados, estão desenvolvendo projetos de cidades digitais e de interconexão de seus
municípios. Em consonância com essas iniciativas, a União prevê financiamento
para projetos em cidades digitais, custeando-se a implantação de infraestrutura de
banda larga a fim de interligar os órgãos de governo locais, telecentros e acessos
gratuitos disponíveis em praças ou locais públicos com sinal aberto. Para dar força
e continuidade a essas iniciativas de cidades digitais, está prevista uma ação no
Programa Nacional de Banda Larga a fim de disponibilizar linhas de financiamento
para os municípios desenvolvedores de projetos dessa natureza. Pretende-se ainda
desenvolver ações que contribuam para a ampliação e melhoria dos serviços de
governo ao cidadão e gestão de TI, em diversas áreas, com ações de capacitação,
qualificação e uso de software livre nas administrações públicas municipais.”
Muito legal, porém, caímos na armadilha da gestão da rede. Lembrando : quem controla a infra controla o conteúdo.
“Como a última peça do PNBL, tem-se a construção de uma Rede Nacional. Ela será um
conjunto de infraestrutura e operação que suporta a formulação de políticas públicas
relativas à massificação do acesso não somente à internet, mas também a conteúdo de
governo que induza à inclusão social, ao exercício da cidadania, fomente a educação e
a cultura digital, entre outros objetivos já citados neste documento.”
A grande pergunta é como o governo vai fazer isso se uma boa parte da rede de última milha será coisa privada. E no caso de redes sob gestão de prefeituras ou estados, tudo vai depender da política, ou seja, é da coligação ou não ? Vcs imaginam o Serra fazendo propaganda de benfeitorias de Dilma num rede de internet vinda do PNBL ?
“A descrição estruturou-se em três níveis, conforme mostrado na Figura 6, sendo que o
nível da intranet do governo é considerado apenas um nível lógico.
a. Nível nacional – backbone ótico;
b. Nível regional – backhaul, que consiste na interligação das sedes dos
municípios ao backbone ótico;
c. Nível local – acesso, que consiste na infraestrutura de última milha que
possibilita a conexão do usuário final.”
Isso é só para ilustrar como funciona uma rede de internet num país. Oque nós estamos defendendo aqui é o item c. Lá é que o bicho pega. É o acesso direto com o cidadão, eleitor, consumidor, com a família e tudo isso de forma interativa direta. Pensem nos potenciais tanto para o b3em quanto para o mal. Oque nós precisamos fazer ? Pensem.
Acho que acabou, até o momento, irei dar mais uma lida no documento e se achar algo relevante voltamos a falar...
No mais, abraços a todos e vamos ao debate.
Atenciosamente,
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Marcelo Saldanha
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