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sábado, 23 de outubro de 2010

Depois da falsa agressão, cai também o dossiê









Depois da armação das bolinhas agressoras, outro tema da mídia tucana vai pelo ralo. A Carta Capital, em matéria de Leandro Fortes, mostra que a quebra do sigilo da turma do Serra é fruto de uma luta fratricida entre os próprio tucanos, com Aécio Neves tentando se salvar da sanha destruidora do colega paulista.
A vasta investigação feita pelo jornalista Amaury Ribeiro Júnior, a partir de Minas, recebeu até o nome de Operação Caribe, em referência a supostas remessas ilegais a paraísos fiscais, como conta Leandro.
Como toda história de subterrâneos, envolve lances sórdidos, traições e desmentidos, que podem ser constatados na leitura da íntegra da matéria, que transcrevo abaixo.

Violação da lógica

Leandro Fortes
A mídia rebola para esconder o fato: a quebra do sigilo da turma de Serra é fruto de uma guerra tucana
Apesar do esforço em atribuir a culpa à campanha de Dilma Rousseff, o escândalo da quebra dos sigilos fiscais de políticos do PSDB e de parentes do candidato José Serra que dominou boa parte do debate no primeiro turno teve mesmo a origem relatada por CartaCapital em junho: uma disputa fratricida no tucanato.
Obrigada a abrir os resultados do inquérito após uma reportagem da Folha de S.Paulo com conclusões distorcidas, a Polícia Federal revelou ter sido o jornalista Amaury Ribeiro Júnior, então a serviço do jornal O Estado de Minas, que encomendou a despachantes de São Paulo a quebra dos sigilos. O serviço ilegal foi pago. E há, como se verá adiante, divergências nos valores desembolsados (o pagamento­ ­teria ­variado, segundo as inúmeras versões, de 8 mil a 13 mil reais).
Ribeiro Júnior prestou três depoimentos à PF. No primeiro, afirmou que todos os documentos em seu poder haviam sido obtidos de forma legal, em processos públicos. Confrontado com as apurações policiais, que indicavam o contrário, foi obrigado nos demais a revelar a verdade. Segundo contou o próprio repórter, a encomenda aos despachantes fazia parte de uma investigação jornalística iniciada a pedido do então governador de Minas Gerais, Aécio Neves, que buscava uma forma de neutralizar a arapongagem contra ele conduzida pelo deputado federal e ex-delegado Marcelo Itagiba, do PSDB. Itagiba, diz Ribeiro Júnior, agiria a mando de Serra. À época, Aécio disputava com o colega paulista a indicação como candidato à Presidência pelo partido.
Ribeiro Júnior disse à PF ter sido escalado para o serviço diretamente pelo diretor de redação do jornal mineiro, Josemar Gimenez, próximo à irmã de Aécio, Andréa Neves. A apuração, que visava levantar escândalos a envolver Serra e seus aliados durante o processo de privatização do governo Fernando Henrique Cardoso, foi apelidada de Operação Caribe. O nome sugestivo teria a ver com supostas remessas ilegais a paraísos fiscais.
Acuado por uma investigação tocada por Itagiba, chefe da arapongagem de Serra desde os tempos do Ministério da Saúde, Aécio temia ter a reputação assassinada nos moldes do sucedido com Roseana Sarney, atual governadora do Maranhão, em 2002. Naquele período, a dupla Itagiba-Serra articulou com a Polícia Federal a Operação Lunus, em São Luís (MA), que flagrou uma montanha de dinheiro sujo na empresa de Jorge Murad, marido de Roseana, então no PFL. Líder nas pesquisas, Roseana acabou fora do páreo após a imagem do dinheiro ter sido exibida diuturnamente nos telejornais. Serra acabou ungido a candidato da aliança à Presidência, mas foi derrotado por Lula. A família Sarney jamais perdoou o tucano pelo golpe.
Influente nos dois mandatos do irmão, Andréa Neves foi, por sete anos, presidente do Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas) de Minas Gerais, cargo tradicional das primeiras-damas mineiras, ocupado por ela por conta da solteirice de Aécio. Mas nunca foi sopa quente ou agasalho para os pobres a vocação de Andréa. Desde os primeiros dias do primeiro mandato do irmão, ela foi escalada para intermediar as conversas entre o Palácio da Liberdade e a mídia local. Virou coordenadora do Grupo Técnico de Comunicação do governo, formalmente criado para estabelecer as diretrizes e a execução das políticas de prestação de contas à população. Suas relações com Gimenez se estreitaram.
Convenientemente apontado agora como “jornalista ligado ao PT”, Ribeiro Júnior sempre foi um franco-atirador da imprensa brasileira. E reconhecido.­ Aos 47 anos, ganhou três prêmios Esso e quatro vezes o Prêmio Vladimir Herzog, duas das mais prestigiadas premiações do jornalismo nativo. O repórter integra ainda o Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos e é um dos fundadores da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji). Entre outros veículos, trabalhou no Jornal do Brasil, O Globo e IstoÉ. Sempre se destacou como um farejador de notícia, sem vínculo com políticos e partidos. Também é reconhecido pela coragem pessoal. Nunca, portanto, se enquadrou no figurino de militante.
Em 19 de setembro de 2007, por exemplo, Ribeiro Júnior estava em um bar de Cidade Ocidental, em Goiás, no violento entorno do Distrito Federal, para onde havia ido a fim de fazer uma série de reportagens sobre a guerra dos traficantes locais. Enquanto tomava uma bebida, foi abordado por um garoto de boné, bermuda, casaco azul e chinelo com uma arma em punho. O jornalista pulou em cima do rapaz e, atracado ao agressor, levou um tiro na barriga. Levado consciente ao hospital, conseguiu se recuperar e, em dois meses, estava novamente a postos para trabalhar no Correio Braziliense, do mesmo grupo controlador do Estado de Minas, os Diários Associados. Gimenez acumula a direção de redação dos dois jornais.
Depois de baleado, Ribeiro Júnior, contratado pelos Diários Associados desde 2006, foi transferido para Belo Horizonte, no início de 2008, para sua própria segurança. A partir de então, passou a ficar livre para tocar a principal pauta de interesse de Gimenez: o dossiê de contrainformação encomendado para proteger Aécio do assédio da turma de Serra. O jornalista tinha viagens e despesas pagas pelo jornal mineiro e um lugar cativo na redação do Correio em Brasília, inclusive com um telefone particular. Aos colegas que perguntavam de suas rápidas incursões na capital federal, respondia, brincalhão: “Vim ferrar com o Serra”.
Na quarta-feira 20, por ordem do ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, a cúpula da PF foi obrigada a se movimentar para colocar nos eixos a história da quebra de sigilos. A intenção inicial era só divulgar os resultados após o término das eleições. O objetivo era evitar que as conclusões fossem interpretadas pelos tucanos como uma forma de tentar ajudar a campanha de Dilma Rousseff. Mas a reportagem da Folha, enviezada, obrigou o governo a mudar seus planos. E precipitou uma série de versões e um disse não disse, que acabou por atingir o tucanato de modo irremediável.
Em entrevista coletiva na quarta-feira 20, o diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa, e o delegado Alessandro Moretti, da Divisão de Inteligência Policial (DIP), anunciaram não existir relação entre a quebra de sigilo em unidades paulistas da Receita Federal e a campanha presidencial de 2010. De acordo com Moretti, assim como constou de nota distribuída aos jornalistas, as provas colhidas revelaram que Ribeiro Júnior começou a fazer levantamento de informações de empresas e pessoas físicas ligadas a tucanos desde o fim de 2008, por conta do trabalho no Estado de Minas. A informação não convenceu boa parte da mídia, que tem arrumado maneiras às vezes muito criativas de manter aceso o suposto elo entre a quebra de sigilo e a campanha petista.
Em 120 dias de investigação, disse o delegado Moretti, foram ouvidas 37 testemunhas em mais de 50 depoimentos, que resultaram nos indiciamentos dos despachantes Dirceu Rodrigues Garcia e Antonio Carlos Atella, além do office-boy Ademir Cabral, da funcionária do Serpro cedida à Receita Federal Adeildda dos Santos, e Fernando Araújo Lopes, suspeito de pagar à servidora pela obtenção das declarações de Imposto de Renda. Ribeiro Júnior, embora tenha confessado à PF ter encomendado os do­cumentos, ainda não foi indiciado. Seus advogados acreditam, porém, que ele não escapará. Um novo depoimento do jornalista à polícia já foi agendado.
De acordo com a investigação, a filha e o genro do candidato do PSDB, Verônica Serra e Alexandre Bourgeois, tiveram os sigilos quebrados na delegacia da Receita de Santo André, no ABC Paulista. Outras cinco pessoas, das quais quatro ligadas ao PSDB, tiveram o sigilo violado em 8 de outubro de 2009, numa unidade da Receita em Mauá, também na Grande São Paulo. Entre elas aparecem o ex-ministro das Comunicações do governo Fernando Henrique Cardoso, o economista Luiz Carlos Mendonça de Barros, e Gregório Preciado, ex-sócio de Serra. O mesmo ocorreu em relação a Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-diretor do Banco do Brasil e tesoureiro de campanhas de Serra e FHC.

Segundo dados da PF, todas as quebras de sigilo ocorreram entre setembro e outubro de 2009. As informações foram utilizadas para a confecção de relatórios, e todas as despesas da ação do jornalista, segundo o próprio, foram custeadas pelo jornal mineiro. Mas o repórter informou aos policiais ter disposto de 12 mil reais, em dinheiro, para pagar pelos documentos – 8,4 mil reais, segundo Dirceu Garcia – e outras despesas de viagem e hospedagem. Garcia revelou ao Jornal Nacional, da TV Globo, na mesma quarta 20, ter recebido 5 mil reais de Ribeiro Júnior, entre 9 e 19 de setembro passado, como “auxílio”. A PF acredita que o “auxílio” é, na verdade, uma espécie de suborno para o despachante não confessar a quebra ilegal dos sigilos.
A nota da PF sobre a violação fez questão de frisar que “não foi comprovada sua utilização em campanha política”, base de toda a movimentação da mídia em torno de Ribeiro Júnior desde que, em abril, ele apareceu na revista Veja como integrante do tal “grupo de inteligência” da pré-campanha de Dilma Rousseff. Embora seja a tese de interesse da campanha tucana e, por extensão, dos veículos de comunicação engajados na candidatura de Serra, a ligação do jornalista com o PT não chegou a se consumar e é um desdobramento originado da encomenda feita por Aécio.

A vasta apuração da Operação Caribe foi transformada em uma reportagem jamais publicada pelo Estado de Minas. O material, de acordo com Ribeiro Júnior, acabou por render um livro que ele supostamente pretende lançar depois das eleições. Intitulado Os Porões da Privataria, a obra pretende denunciar supostos esquemas ilegais de financiamento, lavagem de dinheiro e transferência de recursos oriundos do processo de privatização de estatais durante o governo FHC para paraísos fiscais no exterior. De olho nessas informações, e preocupado com “espiões” infiltrados no comitê, o então coordenador de comunicação da pré-campanha de Dilma, Luiz Lanzetta, decidiu procurar o jornalista.
Lanzetta conhecia Ribeiro Júnior e também sabia que o jornalista tinha entre suas fontes notórios arapongas de Brasília. Foi o repórter quem intermediou o contato de Lanzetta com o ex-delegado Onézimo Souza e o sargento da Aeronáutica Idalberto Matias de Araújo, o Dadá. O quarteto encontrou-se no restaurante Fritz, localizado na Asa Sul da capital federal, em 20 de abril. Aqui, as versões do conteú­do do convescote divergem. Lanzetta e Ribeiro Júnior garantem que a intenção era contratar Souza para descobrir os supostos espiões. Segundo o delegado, além do monitoramento interno, a dupla queria também uma investigação contra Serra.
O encontro no Fritz acabou por causar uma enorme confusão na pré-campanha de Dilma e, embora não tenha resultado em nada, deu munição para a oposição e fez proliferar, na mídia, o mito do “grupo de inteligência” montado para fabricar dossiês contra Serra. A quebra dos sigilos tornou-se uma obsessão do programa eleitoral tucano, até que, ante a falta de dividendos eleitorais, partiu-se para um alvo mais eficiente: os escândalos de nepotismo a envolver a então ministra da Casa Civil Erenice Guerra.
O tal “grupo de inteligência” que nunca chegou a atuar está na base de outra disputa fratricida, desta vez no PT. De um lado, Fernando Pimentel, ex-prefeito de Belo Horizonte que indicou a empresa de Lanzetta, a Lanza Comunicações, para o trabalho no comitê eleitoral petista. Do outro, o deputado estadual por São Paulo Rui Falcão, interessado em assumir maior protagonismo na campanha de Dilma Rousseff. Essa guerra de poder e dinheiro resultou em um escândalo à moda desejada pelo PSDB.
Em um dos depoimentos à polícia, Ribeiro Júnior acusa Falcão de ter roubado de seu computador as informações dos sigilos fiscais dos tucanos. Segundo o jornalista, o deputado teria mandado invadir o quarto do hotel onde ele esteve hospedado em Brasília. Também atribuiu ao petista o vazamento de informações a Veja. O objetivo de Falcão seria afastar Lanzetta da pré-campanha e assumir maiores poderes. À Veja, Falcão teria se apresentado como o lúcido que impediu que vicejasse uma nova versão dos aloprados, alusão aos petistas presos em 2006 quando iriam comprar um dossiê contra Serra. Em nota oficial, o parlamentar rebateu as acusações. Segundo Falcão, Ribeiro Júnior terá de provar o que diz.
As conclusões do inquérito não satisfizeram a mídia. Na quinta 21, a tese central passou a ser de que Ribeiro Júnior estava de férias – e não a serviço do jornal – quando veio a São Paulo buscar a encomenda feita ao despachante. E que pagou a viagem de Brasília à capital paulista em dinheiro vivo. Mais: na volta das férias, o jornalista teria pedido demissão do Estado de Minas sem “maiores explicações”.
É o velho apego a temas acessórios para esconder o essencial. Por partes: A retirada dos documentos em São Paulo é resultado de uma apuração, conduzida, vê-se agora, por métodos ilegais, iniciada quase um ano antes. Não há dúvidas de que o diá­rio mineiro pagou a maioria das despesas do repórter para o levantamento das informações. Ele não é filiado ao PT ou trabalhou na campanha ou na pré-campanha de Dilma.
Ribeiro Júnior pediu demissão, mas não de forma misteriosa como insinua a imprensa. O pedido ocorreu por causa da morte de seu pai, dono de uma pizzaria e uma fazenda em Mato Grosso. Sem outros parentes que ­pudessem cuidar do negócio, o jornalista decidiu trocar a carreira pela vida de pequeno empresário. Neste ano, decidiu regressar ao jornalismo. Hoje ele trabalha na TV Record.
Quando o resultado do inquérito veio à tona, a primeira reação do jornal mineiro foi soltar uma nota anódina que nem desmentia nem confirmava o teor dos depoimentos de Ribeiro Júnior. “O Estado de Minas é citado por parte da imprensa no episódio de possível violação de dados fiscais de pessoas ligadas à atual campanha eleitoral. Entende que isso é normal e recorrente, principalmente às vésperas da eleição, quando os debates se tornam acalorados”, diz o texto. “O jornalista Amaury Ribeiro Júnior trabalhou por três anos no Estado de Minas e publicou diversas reportagens. Nenhuma, absolutamente nenhuma, se referiu ao fato agora em questão. O Estado de Minas faz jornalismo.”
No momento em que o assunto tomou outra dimensão, a versão mudou bastante. Passou a circular a tese de que Ribeiro Júnior agiu por conta própria, durante suas férias. Procurado por CartaCapital, Gimenez ficou muito irritado com perguntas sobre a Operação Caribe. “Não sei de nada, isso é um absurdo, não estou lhe dando entrevista”, disse, alterado, ao telefone celular. Sobre a origem da pauta, foi ainda mais nervoso. “Você tem de perguntar ao Amaury”, arrematou. Antes de desligar, anunciou que iria divulgar uma nova nota pública, desta vez para provar que Ribeiro Júnior, funcionário com quem manteve uma relação de confiança profissional de quase cinco anos, não trabalhava mais nos Diários Associados quando os sigilos dos tucanos foram quebrados na Receita.
A nota, ao que parece, nem precisou ser redigida. Antes da declaração de Gimenez a CartaCapital, o UOL, portal na internet do Grupo Folha, deu guarida à versão. Em seguida, ela se espalhou pelo noticiário. Convenientemente.
O que Gimenez não pode negar é a adesão do Estado de Minas ao governador Aécio Neves na luta contra a indicação de Serra. Ela se tornou explícita em 3 de fevereiro deste ano, quando um editorial do jornal intitulado Minas a Reboque, Não! soou como um grito de guerra contra o tucanato paulista. No texto, iniciado com a palavra “indignação”, o diário partiu para cima da decisão do PSDB de negar as prévias e impor a candidatura de Serra contra as pretensões de Aécio. Também pareceu uma resposta às insinuações maldosas de um articulista de O Estado de S. Paulo dirigidas ao governador de Minas.
“Os mineiros repelem a arrogância de lideranças políticas que, temerosas do fracasso a que foram levados por seus próprios erros de avaliação, pretendem dispor do sucesso e do reconhecimento nacional construído pelo governador Aécio Neves”, tascou o editorial. Em seguida, desfiam-se as piores previsões possíveis para a candidatura de Serra: “Fazem parecer obrigação do líder mineiro, a quem há pouco negaram espaço e voz, cumprir papel secundário, apenas para injetar ânimo e simpatia à chapa que insistem ser liderada pelo governador de São Paulo, José Serra”. E termina, melancólico: “Perplexos ante mais essa demonstração de arrogância, que esconde amadorismo e inabilidade, os mineiros estão, porém, seguros de que o governador ‘político de alta linhagem de Minas’ vai rejeitar papel subalterno que lhe oferecem. Ele sabe que, a reboque das composições que a mantiveram fora do poder central nos últimos 16 anos, Minas desta vez precisa dizer não”.
Ao longo da semana, Aécio desmentiu mais de uma vez qualquer envolvimento com o episódio. “Repudio com veemência e indignação a tentativa de vinculação do meu nome às graves ações envolvendo o PT e o senhor Amaury Ribeiro Jr., a quem não conheço e com quem jamais mantive qualquer tipo de relação”, afirmou. O senador recém-eleito disse ainda que o Brasil sabe quem tem o DNA dos dossiês, em referência ao PT.
Itagiba, derrotado nas últimas eleições, também refutou as acusações de que teria comandado um grupo de espionagem com o intuito de atingir Aécio Neves, no meio da briga pela realização de prévias no PSDB. “Não sou araponga. Quando fui delegado fazia investigação em inquérito aberto, não espionagem, para pôr na cadeia criminosos do calibre desses sujeitos que formam essa camarilha inscrustada no PT.”

  Enviado Por Marcelo Dorneles

Cordel da Bolinha de Papel -


Cordel da Bolinha de Papel

Enviado por : Zé Heródes Rojas limpando o salão
A bolinha de papel

Zé do Agá



Quem não tem proposta

Pro Brasil oferecer

Procura criar um fato

Em que possa aparecer

Mas não sendo bom ator

Não consegue fingir dor

Não consegue convencer

#

Não deu certo outra vez

Não foi possível enganar

Ficou feio o que se fez

Tentando ludibriar

O povo que não é bobo

Não crê mais na rede globo

Não dá mais pra acreditar



O SBT desmentiu

E a mentira não cola

A bobina de papel

Que quase Serra esfola

Era só uma bolinha

De papel, pequeninha,

Que se joga na escola

#

A indústria que montou

Pra boatos construir

O PSDB acionou

E ligou logo a seguir

Levou Serra pro Hospital

Pra fingir que tava mal

Não podia mais sorrir

#

Quem tem o mel dá o mel

Quem tem o fel dá o fel

É um verso popular

Mas não tiro meu chapéu

Nem joga na minha cancha

O homem que se desmancha

Com uma bolinha de papel

s apoiadores de serra:USA, Monarquistas, latifundiarios,integralistas e militares torturadores da ditadura brasileira


Monarquistas do panfleto gostam de Índio

publicada quarta-feira, 20/10/2010 às 14:43 e atualizada quarta-feira, 20/10/2010 às 14:43

Índio com vocação para rei dos integralistas
O candidato José Serra teria escolhido Índio da Costa como vice numa aparente tentativa de fazer pirraça com os velhos cardeais do PFL. No entanto, Índio tem papel fundamental na campanha e na organização da rede de boatos das eleições.
O blog “NaMaria”  já contou uma parte dessa história. Vou contar o resto.
Esse texto é fruto de apuração colaborativa. O tuiteiro “@paginadois” (ele trabalha numa grande corporação de mídia, e por isso não pode se identificar) passou-me a maior parte dos links.
Vamos lá. Vocês lembram quem encomendou os panfletos contra Dilma - que foram apreendidos pela PF na gráfica da tucana Kobayashi? Foi o bispo de Guarulhos (um sujeito, aliás, com uma história atribulada – mas essa fica pra depois), Dom Luiz Gonzaga Bergonzini.
E quem intermediou a encomenda entre o bispo e a gráfica de Kobayashi/PSDB? Foi o Kelmon Luis da S. Souza.
O Kelmon é presidente de uma tal “Associação Theotokos”. O vice do Kelmon é Victor Emanuel Vilela Barbuy e o secretario geral é Lucas P. de Carvalho.
Victor e Lucas militam também na Frente Integralista Brasileira. Victor é presidente dos sucessores dos “galinhas verdes” (http://integralismo.org.br/?cont=876&vis=) e Lucas é apontado pelo registro.br como responsável pelos domínios (integralismo.org.br; pliniosalgado.org.br; theotokianos.org.br). (http://integralismo.org.br/?cont=876&vis=); (http://www.megaupload.com/?d=MG4IO08I) .
 Até aí nenhum problema se Lucas também não fosse o responsável pelo rousseff.net.br. O site foi um dos primeiros a divulgar o manifesto dos bispos da Sul 1, da CNBB, contra Dilma.O dilma.rousseff.net.br prega o voto cristão contra a candidata do PT e a acusa de ser anti Deus e anti família, favorável ao aborto, de ter ligação com as Farcs e com o narcotráfico.
Agora, o mais interessante: Sergio Vasconcellos, secretário Nacional de Doutrina e Estudos dos integralistas (http://integralismo.org.br/ead/mod/resource/view.php?id=14) aparece como doador da campanha de Índio da Costa a deputado federal. Aqui uma captura de tela da declaração de Índio da Costa apresentada ao TSE em 2006. O nome de Vasconcellos aparece grifado (http://yfrog.com/n57j4wj)
Curiosamente, o primeiro a relacionar a candidatura do PT às Farcs e ao narcotráfico foi o vice de Serra, Índio da Costa.
Ou seja, o círculo se fecha: o vice do Serra tem ligações reais (monetárias, até) com a turma que encomendou os panfletos contra Dilma. Índio também emprestou a cara e a voz para servir de corrente de transmissão dos boatos como os que ligam Dilma às Farcs.
Índio é um garotão esssperrrrrrrrto.  Talvez, sonhe em ser rei. Amigo dos monarquistas ele já é.
 O companheiro de chapa do Índio também é rei. Das trevas. Rei das jogadas sombrias. Conseguiu unir, numa só campanha: católicos extremistas, monarquistas, a Opus Dei, a TFP, a turma de pijama do Clube Militar, integralistas, garotões esssperrrrrrrrtos e jornalistas de caráter duvidoso.
Serra é do Dem. Os monarquistas-integralistas de panfleto, também!
publicada quarta-feira, 20/10/2010 às 14:43 e atualizada quarta-feira, 20/10/2010 às 14:43
Enviado por Mara Pandolpho

O Brasil Mudou pra melhor. Compare

Olá boa tarde caros amigos, estamos vivenciando um período eleitoral ao qual o verdadeiro debate, se trava entre dois projetos diferentes para o país e nossa região.
Vejamos as principais diferenças:


Enviado pelo companheiro e Deputado Estadual Jorge Boeira

Em depoimento à PF, jornalista afirma que dossiê era “fogo amigo” entre tucanos

sábado, 23 de outubro de 2010
 
 

publicado em 23/10/2010, às 10h53:
Do R7
 
 
Em depoimento à PF, jornalista afirma que dossiê era “fogo amigo” entre tucanos
 
 
Líderes do PSDB tentavam culpar PT por quebra de sigilo de pessoas ligadas a Serra
 
 
 
A quebra dos sigilos fiscais de Luiz Carlos Mendonça de Barros, Verônica Serra, Eduardo Jorge Caldas e outros tucanos, ligados ao candidato José Serra, havia sido atribuída ao PT por líderes do PSDB. Nesta semana, porém, as apurações da Polícia Federal conduzem a um caso de investigação interna no partido por motivação política.
 
O jornalista Amaury Ribeiro Júnior confessou ter contratado o serviço ilícito de investigação. E em depoimentos à Polícia Federal, afirmou que um grupo ligado a José Serra procurava montar dossiê contra Aécio Neves, que à época do pedido, em dezembro de 2007, era governador de Minas Gerais e travava uma disputa interna com Serra para definir quem seria o candidato do PSDB à Presidência.
 
Leia trecho do depoimento:
depoimento, amaury
 
 
A declaração foi dada no último dia 15 em depoimento e o documento foi obtido pelo jornal O Estado de S.Paulo. O depoimento do jornalista indica que, ao contrário das acusações feitas por Serra, o dossiê contra pessoas ligadas ao tucano nasceu após uma disputa interna dentro do próprio PSDB. A campanha de Serra acusava o PT e pessoas ligadas à campanha de Dilma de ter encomendado a quebra de sigilo de tucanos e de familiares de Serra.
 
 
Amaury disse que decidiu, por conta própria, elaborar um dossiê. À época, ele trabalhava no jornal O Estado de Minas. Segundo ele, após obter informações de suas fontes jornalísticas, ele conseguiu descobrir que se tratava de “grupo que trabalhava pra José Serra, sob o comando do deputado federal Marcelo Itagiba [PSDB-RJ]”.
 
 
Segundo ele, no grupo havia pessoas ligadas ao SNI (Serviço Nacional de Investigação).
 
O pedido teria partido de Itagiba, delegado e à ocasião deputado tucano carioca, muito ligado a Serra e comandante do serviço de inteligência da Polícia Federal durante o mandato de Fernando Henrique Cardoso na Presidência.
Itagiba teria montado, então, ação com ex-agentes da Polícia Federal e da Abin (órgão central do Sistema Brasileiro de Inteligência) para vasculhar ações de Aécio e procurar supostas irregularidades.
 
 
Aécio tinha interesse em ser candidato do PSDB à Presidência e, como tem alto índice de aprovação principalmente em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral e decisivo na disputa presidencial, era uma barreira para Serra.
Em abril, o jornalista fez chegar aos ouvidos petistas a apuração, pois tinha interesse em participar da campanha de Dilma Rousseff. Mas o grupo que procurou não foi contratado pela campanha do PT.
 
 
Para o presidente do PT, José Eduardo Dutra, o resultado das investigações “comprova o que dizíamos desde o início” sobre o suposto dossiê, de que “não houve solicitação, encomenda, ou ligação do PT ou da campanha” [de Dilma] relativa à quebra de sigilo de pessoas ligadas a Serra.
 
- O que podemos constatar é que caiu por terra qualquer tentativa do candidato Serra de dar forma de estrela a esse episódio, a esse bicho. Esse bicho tem perna, pena e bico de tucano.
Dutra afirmou que ainda falta descobrir o “motivo”, daí o pedido de investigação sobre a suposta central de espionagem de Serra.
 
- Não temos nem tivemos qualquer responsabilidade nesse episódio. Pedimos o primeiro inquérito, fizemos aditamento e agora a partir do que foi informado hoje estamos solicitando investigação dessa central de espionagem comandada pelo deputado Marcelo Itagiba, que além de tucano é araponga contumaz.
 
 

Democracia brasileira tem de enfrentar monopólio da mídia, diz jurista

Democracia brasileira tem de enfrentar monopólio da mídia, diz jurista

Gilberto Bercovici, da USP, critica investida contra a "Revista do Brasil". Ele avalia que PSDB defende liberdade apenas dos que os elogiam e lamenta falta de equilíbrio nas decisões do TSE
Publicado em 22/10/2010, 13:20
Última atualização às 16:49
São Paulo – O professor titular de Direito Econômico e Economia Política da Faculdade de Direito da USP, Gilberto Bercovici, vê exagero na decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de proibir a circulação da edição 52 da Revista do Brasil. Ele critica a postura do PSDB e da mídia no período eleitoral e defende a necessidade de os governos democráticos enfrentarem a concentração dos meios de comunicação.
A edição de outubro da publicação, fechada no dia 5 de outubro, já estava impressa e a distribuição já havia sido concluída. O TSE determinou também a supensão da distribuição do Jornal da CUT e, ainda, a não divulgação dos dois conteúdos na internet. Bercovici lamenta que o Judiciário esteja a tratar de maneiras diferentes os temas relacionados ao PSDB e ao PT.
A Revista do Brasil foi proibida de circular por trazer em sua capa uma foto de Dilma Rousseff, candidata petista à Presidência da República. A coligação “O Brasil pode mais”, de José Serra (PSDB), entende que a revista é financiada por sindicatos. No entanto, a publicação mensal é um produto da Editora Gráfica Atitude Ltda., que tem endereço, CNPJ e núcleo editorial próprios. “Por mais que seja distribuída por órgãos sindicais, ela (a revista) não é do sindicato, é um órgão de imprensa, que pode e deve manifestar opinião”, lembra Bercovici.
Em entrevista à Rede Brasil Atual, o professor pondera que Serra é conhecido por não aceitar críticas e tentar interferir em redações e no trabalho de jornalistas. “Isso mostra que embora eles (PSDB) posem de defensores da liberdade de imprensa, não sei se são tão defensores assim. São a favor da liberdade de imprensa desde que a imprensa os elogie.”
Confira a seguir os principais trechos da conversa realizada esta semana no centro de São Paulo.
Rede Brasil Atual - Qual sua opinião sobre a restrição à circulação da Revista do Brasil?
Gilberto Bercovici - O fundamento da alegação é de que os sindicatos não podem atuar no financiamento de campanha eleitoral de maneira ostensiva, como obviamente a Igreja também não poderia.
Ocorre que a Revista do Brasil é um órgão de imprensa. Por mais que seja distribuída por órgãos sindicais, ela não é do sindicato, é um órgão de imprensa, que pode e deve manifestar opinião. Claro que pode declarar sua opinião, como, aliás, o Estado (de S.Paulo, jornal paulista) fez isso em editorial, como a Veja faz isso em toda capa, a Folha (de S.Paulo) e a TV Globo fazem todo dia.
Houve um exagero na decisão da Justiça Eleitoral sobre a Revista do Brasil. Lógico que há uma linha tênue, mas há exagero nessa interpretação. O que a gente acha estranho é que há tanto rigor para um lado e menos rigor para o outro. Há um certo desequilíbrio em determinados julgamentos, mas depende também de como as coisas são instruídas, como elas chegam para serem julgadas. Ou seja, não necessariamente é culpa do julgador.  Mas, obviamente, um órgão de opinião não pode ser impedido de circular. Uma coisa é o sindicato e outra coisa é a revista.
Rede Brasil Atual - O candidato José Serra tem chamado alguns veículos de "blogs sujos" e órgãos a serviço do PT. Até mesmo o Valor Econômico, do Grupo Folha, foi acusado disso. Em que medida essa relação com a mídia e com as críticas por parte do candidato são normais? Isso pode ser entendido como um um sinal de como seria a relação dele com os meios de comunicação caso seja eleito?
Gilberto Bercovici - É lógico que em campanha todo mundo fica com os ânimos exaltados. Mas acho que ele não está acostumado a ser criticado. Passou quatro anos no governo de São Paulo sem que saísse uma crítica contra ele. Claro que tem seus méritos. Agora, parece que fica irritado com qualquer crítica, parece que não está acostumado a isso, o que é um problema. Numa democracia, você tem de se acostumar a ser criticado e não levar para o lado pessoal.
Aliás, é conhecido o caso de ele mandar demitir jornalista da TV Cultura, de tentar interferir em redação de jornal com aquele que eventualmente tenha criticado. Isso mostra que embora eles (membros do PSDB) posem de defensores da liberdade de imprensa, não sei se são tão defensores assim. São a favor da liberdade de imprensa desde que a imprensa os elogie. Quando a imprensa os critica, não gostam tanto assim.
Os grandes meios de comunicação costumam ter essa relação dúbia com o poder. Também não gostam de ser criticados. Qualquer crítica aos meios de comunicação é vista como uma ameaça à liberdade de imprensa. O que não é verdade. É uma retórica para assustar a opinião pública.
Rede Brasil Atual - Apesar do sentimento de que o cumprimento dos artigos da Constituição de 1988 aumentou, o professor Fábio Konder Comparato ingressou com ação no Supremo Tribunal Federal sobre a falta de regulamentação no que diz respeito à comunicação social. É possível o Congresso mexer nisso?
Gilberto Bercovici - É um desafio o monopólio dos meios de comunicação. Os governos democráticos, mais cedo ou mais tarde, vão ter de enfrentar esse desafio. A Constituição é expressa em proibir o oligopólio e o monopólio dos meios de comunicação de massa. E nós vivemos esse monopólio.
O que se está vivendo nessa campanha particular é uma coisa escancarada. Os meios de comunicação passaram de todo e qualquer limite no partidarismo e na tentativa de ganhar de qualquer jeito, no tapetão. Criando manchetes falsas, notícias falsas. Abusaram do direito de desinformar.
Talvez isso leve a uma pressão dos setores mais organizados da sociedade civil para repensar como vai ser a relação e regulamentar esses artigos da Constituição. Não se é a favor da censura, do controle do conteúdo da comunicação. Trata-se de impedir que o direito à informação seja negado, manipulado por interesses econômicos e empresariais que são legítimos dentro da lei.
Rede Brasil Atual - O senhor se manifestou neste processo eleitoral a favor de Dilma Rousseff. Por que a opção pela continuidade?
Gilberto Bercovici - Acredito que boa parte da intelectualidade tem se manifestado a favor do presidente Lula porque é um projeto de inclusão social. Primeiro porque valoriza educação, ao contrário do governo de Fernando Henrique, em que a gente viu o desmonte do sistema público de ensino, o privilégio à criação de cursos privados sem nenhum critério. Ninguém é contra a ampliação do sistema privado, mas com critérios.
As (universidades) federais de Minas Gerais e do Rio de Janeiro chegaram a não ter dinheiro para pagar as contas de água e luz. Era um nível de sucateamento extremo. Não tinha concurso para professor. Aliás, muito do que se diz sobre ampliação dos gastos com funcionalismo diz respeito aos cargos de professores de universidade pública. No governo Fernando Henrique Cardoso cortaram as bolsas de pesquisa.
Além disso, tem toda a questão de uma maior preocupação com as condições da melhoria de vida da população. Há criação de emprego, distribuição de renda. Claro que não é o ideal, e nem sei se algum dia vamos chegar ao ideal, mas houve uma tentativa de diminuir a desigualdade. E foi pela primeira vez desde que se promulgou a atual Constituição.
Além de restruturar o Estado, e não simplesmente destrui-lo, privatizá-lo, como foi no governo Fernando Henrique, em que venderam a Vale a preço de banana e até hoje não conseguiram explicar. Destruíram a Petrobras e o Banco do Brasil.
Rede Brasil Atual - Há mesmo abuso na participação do presidente Lula na campanha, como alega a oposição?
Gilberto Bercovici - O presidente pode fazer campanha normalmente. Qualquer governante pode. José Serra, como governador, fez campanha para eleger Gilberto Kassab prefeito de São Paulo. Aliás, contra a decisão do partido dele, que tinha Geraldo Alckmin como candidato. Fernando Henrique fez de tudo para ajudar a fazer José Serra como sucessor. Todo governante tenta apoiar dentro dos limites que a lei permite.
Isso é legítimo. A questão é que o atual presidente é muito popular. Então, ele tem essa vantagem. Que outros também têm, como Aécio Neves em Minas Gerais. Só o que não pode é usar a máquina em termos ilícitos. Tirando isso, pode se manifestar como quiser. É uma democracia. Ou não é?

o que está atras da mídia golpista. Entenda tudo aqui.



cê sabe pq. a midia é golpista?: http://juntosomos-fortes.blogspot.com/2010/09/marqueteiro-de-bush-e-fhc-sustenta.html eLLes ganham pra isto Vamos fazer as relações?

Veja( só depois de reparar o link acima, ok? http://juntosomos-fortes.blogspot.com/2010/10/as-fotos-do-leilao-de-fhc-com.html que é complementado pelas informações e MODUS OPERANDI aqui: FHC ESTÁ ACERTANDO A VENDA DO BRASIL EM FOZ DO IGUAÇU
Hotel Confirma Reunião com Investidores
http://juntosomos-fortes.blogspot.com/2010/10/globo-e-fhc-vendem-o-brasil-em-foz-do.html
Jornal Americano confirma esquema em artigo denuncia detalhado
http://juntosomos-fortes.blogspot.com/2010/10/cerca-de-meio-milhao-de-brasileiros-e.html


E de quebra se informe como funciona e a quens serve as Privatizações tucanas:
http://juntosomos-fortes.blogspot.com/2010/10/condenados-diretores-da-investvale-os.html

A FARSA DESMASCARADA!!!

O dia em que até a Globo vaiou Ali Kamel Passava das 9 da noite dessa quinta-feira e, como acontece quando o “Jornal Nacional” traz matérias importantes sobre temas políticos, a redação da Globo em São Paulo parou para acompanhar nos monitores a “reportagem” sobre o episódio das “bolinhas” na cabeça de Serra. A imensa maioria dos jornalistas da Globo-SP (como costuma acontecer em episódios assim) não tinha a menor idéia sobre o teor da reportagem, que tinha sido editada no Rio, com um único objetivo: mostrar que Serra fora, sim, agredido de forma violenta por um grupo de “petistas furiosos” no bairro carioca de Campo Grande. Na quarta-feira, Globo e Serra tinham sido lançados ao ridículo, porque falaram numa agressão séria – enquanto Record e SBT mostraram que o tucano fora atingido por uma singela bolinha de papel. Aqui, no blog do Azenha. você compara as reportagens das três emissora na quarta-feira. No twitter, Serra virou “Rojas”. Além de Record e SBT, Globo e Serra tiveram o incômodo de ver o presidente Lula dizer que Serra agira feito o Rojas (goleiro chileno que simulou ferimento durante um jogo no Maracanã). Ali Kamel não podia levar esse desaforo pra casa. Por isso, na quinta-feira, preparou um “VT especial” – um exemplar típico do jornalismo kameliano. Sete minutos no ar, para “provar” que a bolinha de papel era só parte da história. Teria havido outra “agressão”. (Leia mais)

ATINGIDO POR CHUVA DE PAPEL PICADO SERRA É HOSPITALIZADO

ATINGIDO POR CHUVA DE PAPEL PICADO SERRA É HOSPITALIZADO


Laerte Braga


O ex-governador São Paulo José FHC Serra foi hospitalizado hoje e vai ser submetido a uma tomografia detalhada depois de ter sido atingido por uma chuva de papel picado.

O jornal FOLHA DE SÃO PAULO afirmou que a Polícia paulista encontrou 500 folhas de papel A4 e um comitê da candidata Dilma Roussef. O candidato tucano José FHC Serra está exigindo que qualquer cidadão que seja pego portando papel seja indiciado por porte ilegal de armas.

O primeiro boletim médico liberado pelo ex-secretário de Saúde de César Maia indica que José FHC Serra não tem nada na cabeça. Já o rolo de fita crepe nega qualquer envolvimento na fraude da REDE GLOBO e diz não conhecer a bolinha de papel.

O militante que atirou a bolinha de papel no candidato foi condenado a uma semana sem recreio e a CHAMEX está sendo intimada pela Polícia Federal sob a acusação de dar suporte para ataques terroristas.

O PT, por sua vez, de olho no apoio de Marina da Silva, disse em nota oficial que doravante só serão usadas bolas de papel reciclado.

Segundo a nota as bolas de papel estão sendo vendidas a cinqüenta centavos. O preço de uma tomografia é de setecentos reais e ver a verdade vencendo mentira não tem preço.

O candidato José FHC Serra foi o primeiro ser humano a ser avisado por telefone que está “sentindo-se mal”, a revelação é de VEJA, porta-voz da verdade absoluta. A FOLHA DE SÃO PAULO garante (tem até infográfico) que o papel que deu origem à bola de papel foi comprado com cartão de crédito da ex-chefe do Gabinete Civil Erenice das Quantas.

A FOLHA garante ainda que o candidato José FHC Serra vai processar o papel higiênico. É que foi ao banheiro e em seguida percebeu crime de “violento atentado ao pudor”.

Informações conseguidas junto às autoridades policiais dão conta que na bolinha de papel que atingiu o candidato José FHC Serra estava escrito “não se abandona um líder ferido na estrada”. A assinatura era de Paulo Preto, engenheiro e assessor de José FHC Serra no governo de São Paulo.

O caso ganhou proporções internacionais e o governo dos EUA convocou o Conselho de Segurança das Nações Unidas para aprovar sanções contra o Irã. O país está desenvolvendo projetos de enriquecimento de celulose.

Na área do Judiciário o TSE – TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL – braço da campanha de José FHC, Serra absolveu o rolo de fita adesiva e aceitou a denúncia contra a bola de papel. Essa, por sua vez, nega qualquer vínculo partidário.

Em estado de perplexidade e ao mesmo tempo irado, o candidato José FHC Serra prometeu um tomógrafo para cada escola pública do País. O temor é que as crianças ao perceberem que bolinhas de papel garantem 24 horas de repouso, deixem as escolas vazias.

Por outro lado, as investigações se concentram num veio importante. José FHC Serra teria sido atingido por um pacote de papel A4 contendo o dossiê Aécio Neves.

A ANAC – AGÊNCIA NACIONAL DE AVIAÇÃO CIVIL – determinou que em todos os aeroportos do Brasil sejam presas as pessoas que tentam embarcar com papel ou bolinhas de papel. José FHC Serra vai acusar o governo de Lula de estar desenvolvendo projetos secretos de enriquecimento de celulose. A dúvida é que de que organização terrorista partiu a bola que atingiu José FHC Serra. Segundo as autoridades as investigações preliminares permitiram descobrir que como foi bola a AL QAEDA não tem nada a ver com o atentado. Se fosse aviãozinho de papel estaria comprovada a participação da organização de Osama bin Laden.

Por outro lado ficou certo que José FHC Serra é lerdo. Bush escapou da sapatada e Serra não conseguiu evitar a bolinha de papel.

O exame de balística do projétil determinou que bolinha/bala saiu de um chumaço de MAXPRINT, calibre A4, o que levou a ONU a interditar as fábricas da CHAMEX e da TILIBRA.

Segundo um porta-voz do Pentágono ainda bem que o ataque às torres gêmeas foi com aviões de verdade e não de papel, do contrário o estrago teria sido maior e sabe-se lá o que teria acontecido com o povo norte-americano

O bispo de Guarulhos D. Luís Gonzaga Bergonzini mostrou-se horrorizado com o ataque e recomendou a padre José Augusto a dizer aos fiéis que o mundo está perdido. “Hoje bolinha de papel, amanhã confete e serpentina, onde vamos parar?”

Cientistas de todo o mundo afirmaram em nota oficial que as academias de ciências e universidades de todo o planeta perceberam agora o que causou a extinção dos dinossauros. Uma super bola de papel que veio do espaço.

Um militante do PT, vizinho do primo da cunhada da filha da Dilma foi preso nas últimas horas e apontado como principal suspeito do atentado contra José FHC Serra.

Obama já disse que não vai tolerar programas de enriquecimento de celulose em qualquer país, exceto os EUA. Ermírio de Moraes entrou em desespero com a medida do presidente dos EUA, teme o risco de ir a falência.

A REDE GLOBO de televisão destacou vários de seus jornalistas para apurar a fabricação clandestina de bolas de papel. Quer que a Polícia suba os morros e detenha quem esteja portando papel. O jogo do bicho, tradicional instituição brasileira está sob ameaça de extinção.

Onde anotar os palpites?

O governador eleito do Paraná, Beto Richa, em estrita observância à liberdade de expressão, proibiu a divulgação de pesquisas de intenção de votos que mostrem José FHC Serra em queda, atribuindo os números ao papelório dos principais institutos de pesquisas no Brasil.

Segundo o governador eleito, tucano, é para preservar a moral e os bons costumes.

Um novo boletim médico sobre o estado de saúde de José FHC Serra, atingido por uma chuva de papel picado, deve ser emitido antes das 22 horas.

Observação – esse artigo foi escrito em cima de dados passados por uma guerreira histórica da luta popular no Brasil.

Conexão Mineira - Dossie serra saiu daira de aecio. Dois bicudos não se bicavam

MVM==>News
De: Carceroni
 
 
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
 
Conexão mineira
Dossiê contra Serra foi tramado no jornal Estado de Minas - Jornal pagou passagens de Amaury
 
 
 
 
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Política
 
 
 
Dossiê contra Serra foi tramado no Estado de Minas
 
Pasta começou a ser montada depois que o deputado Marcelo Itagiba inicia suposta investigação sobre Aécio Neves

serra e aecio CARLOS RHIENCK
Origem do documento está na disputa entre Serra e Aécio no PSDB

 
 
Relatório da Polícia Federal (PF), divulgado na quarta-feira (20), sinaliza que a montagem do chamado “dossiê tucano” foi acertada em 2009, em Brasília, quando o jornalista Amaury Ribeiro Júnior descobriu que o deputado Marcelo Itagiba (RJ) reuniu um grupo de espionagem, a serviço de José Serra, para devassar a vida do ex-governador de Minas Aécio Neves. Mas a documentação começou a ser reunida bem antes, no início de 2008, em Belo Horizonte.
 
 
No primeiro trimestre de 2008, muito antes de se decidir sobre os possíveis candidatos à Presidência, o dossiê já era montado na capital mineira. A investigação do jornalista mirava as movimentações financeiras das empresas ‘Decidir.com’, com sede nas Ilhas Virgens, e Patagon, na Argentina.  
 
Repórter especial do jornal “Estado de Minas”, Amaury Ribeiro Júnior foi o responsável pelo levantamento, com base nos dados produzidos durante as investigações da CPI do Banestado, iniciada em 2003, sobre a evasão de divisas do Brasil para paraísos fiscais entre 1996 e 2002 – cerca de US$ 84 bilhões.
 
 
Ainda no início de 2008, durante a produção do dossiê, Amaury Ribeiro Júnior manteve contato com José Serra, em São Paulo, depois de fazer todas as apurações das movimentações das duas empresas suspeitas de lavagem de dinheiro, e que pertenciam a Verônica Serra, filha de Serra, e Verônica Dantas, irmã de Daniel Dantas, dono do Banco Opportunity. Com o conhecimento do dossiê, Serra viajou para Belo Horizonte, onde participou das comemorações dos 80 anos do jornal “Estado de Minas”, em festa no Palácio das Artes para 2 mil convidados.
 
 
Além dele, outro governador presente foi José Roberto Arruda, do Distrito Federal, cotado para ser o vice de Serra, indicado pelo DEM, numa chapa com o PSDB. Arruda acabou perdendo o seu mandato no ano passado, após série de denúncias contra seu Governo. Estava presente ainda seu vice, Paulo Octávio, que também caiu.
 
 
O assunto dominante na noite foi o recado a José Serra dado, indiretamente, em discurso pelo diretor do jornal, Álvaro Teixeira da Costa: “Não mexa com Minas, que Minas reage” – referência à possível espionagem de Itagiba contra Aécio Neves.
 
No final do ano passado, quando os nomes da corrida presidencial estavam praticamente definidos, o jornalista deixou o jornal. A notícia do dossiê chegou à cúpula tucana. O caso foi abafado.
 
 
Com a documentação em mãos, Amaury Ribeiro Júnior se encontrou com Luiz Lanzetta, responsável, até então, pela coordenação de comunicação da campanha de Dilma Rousseff à Presidência. O encontro aconteceu em abril, em Brasília.  Amaury confirmou que, durante o período em que ficou em Brasília, negociou com a equipe da pré-campanha de Dilma Rousseff. O jornalista ficou hospedado num flat e as despesas teriam sido pagas por “uma pessoa do PT” ligada à candidatura governista.
 
 
A notícia de que Lanzetta participava da montagem do dossiê fez com que a direção do PT o afastasse. Ele deixou a campanha em junho, após a revelação do caso, negando participação na reunião dos documentos, que havia começado em 2008. Até o final de 2009, o levantamento em torno da movimentação de recursos feita pelas empresas da filha de Serra e da irmã de Dantas já estava concluído. Em nota, a PF afirma que ficou constatado que os dados do dossiê foram utilizados para elaboração de relatórios, “mas não foi comprovada sua utilização na campanha política”.
 
 
Por meio de sua assessoria, o senador eleito Aécio Neves rechaçou, ontem, qualquer ligação com o episódio, e disse que a prática de quebra de sigilo nunca fez parte de sua trajetória política, “em mais de 20 anos de vida pública”. Itagiba também negou ter participado de um grupo de espionagem a serviço de Serra. O jornal “Estado de Minas” “entende que isso (denúncias) é normal e recorrente às vésperas da eleição”.
 
 
Conforme a PF, Amaury confirmou que pagou R$ 12 mil ao despachante paulista Dirceu Garcia para obter as informações sobre os tucanos entre setembro e outubro de 2009. O jornalista não revelou de onde teria saído o dinheiro.  A PF ouviu 37 pessoas. Amaury Júnior pode ser indiciado por violação de sigilo funcional e corrupção.
 
 
Dutra nega ligação com quebra de sigilo
 
 
BRASÍLIA – Presidente do PT, José Eduardo Dutra voltou a negar nesta quarta-feira qualquer envolvimento do partido e da presidenciável Dilma Rousseff na elaboração de dossiês relacionados ao caso Eduardo Jorge, vice-presidente do PSDB. Ele disse que o jornalista Amaury Ribeiro Júnior, apontado pela Polícia Federal como mandante da quebra de sigilo fiscal de Eduardo Jorge, nunca trabalhou na campanha.
 
 
“O único contrato dele era com o (Luiz) Lanzetta (dono da Lanza Comunicação), que era contratado pela campanha. Mas eu nem conheço o Amaury. A nossa afirmação é a mesma desde o início. Nunca encomendamos ou mandamos elaborar um dossiê”, disse Dutra, aproveitando para acusar o próprio PSDB. “Parece mais uma briga instalada dentro do tucanato que quiseram colocar no nosso colo”.
 
 
A investigação da Polícia Federal, praticamente concluída, informa que o jornalista levantou as informações para o jornal “Estado de Minas”. Na época, outubro do ano passado, ele trabalhava para o jornal. Amaury pagou R$ 12 mil ao despachante Dirceu Rodrigues Garcia que, a partir de uma rede de auxiliares, obteve os dados de Eduardo Jorge na Receita Federal.
 
 
Em depoimento de oito horas à Polícia Federal, Amaury disse que ano passado, quando estava no “Estado de Minas”, foi escalado para investigar um suposto esquema de espionagem, contra o ex-governador Aécio Neves (PSDB), que teria sido montado por um suposto grupo do deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ), ligado a Serra. Ele e Aécio eram potenciais candidatos do PSDB à presidência da República. O jornalista disse que, ainda em outubro do ano passado, entregou um relatório do caso ao “Estado de Minas” e deixou o jornal. As informações não foram publicadas.
 
 
No início deste ano, Amaury, que mantinha cópia do relatório em seu computador pessoal, foi chamado pelo empresário Luiz Lanzetta para montar uma equipe de inteligência da campanha de Dilma Rousseff. A tarefa seria conter vazamentos de informações do comitê central da campanha da ex-ministra.
 
 
A formação da equipe de inteligência – que contaria com a participação do sargento da reserva da Aeronáutica Idalberto Mathias, o Dadá, e o delegado aposentado da Polícia Federal Onésimo Souza – foi abortada antes da criação do grupo. Lanzetta se desentendeu com Onézimo sobre valores e o tipo de serviço que seria prestado.
 
 
Depois da briga, o caso foi tornado público e se transformou num dos grandes escândalos da campanha eleitoral. A partir daí, os deputados José Eduardo Cardozo (PT-SP) e Marcelo Itagiba pediram à PF para investigar a denúncia. Sete pessoas já foram indiciadas.
 
 
Serra atribui autoria a petistas
 
 
RIO DE JANEIRO – O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, afirmou que a quebra de sigilo de tucanos e seus familiares foi “uma ação direta ou terceirizada da campanha do PT”. “Esse cidadão (o jornalista Amaury Ribeiro Júnior) foi imediatamente contratado pelo PT para levar o seu know how, fruto das suas espionagens. Seja a que ele fez ou a que ele iria fazer”.
 
 
Por meio de nota, o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), disse que o PT, “na sua enorme arrogância, acha que o Brasil é feito de tolos”. O senador alega que, a poucos dias das eleições, “justamente no momento em que José Serra e Aécio Neves percorrem juntos o Brasil na defesa de um país mais ético e mais justo, o PT tenta ressuscitar mais um factoide que tem como único objetivo provocar a divisão das forças que se unem pela vitória de José Serra”.
 
 
Ainda na nota, o tucano afirma que a denúncia é uma “nova tentativa do PT demonstrar, na verdade, a gravidade dos fatos ocorridos no âmbito da coordenação da campanha da candidata Dilma Rousseff e, agora devidamente comprovados, merecem o repúdio das forças democráticas brasileiras”.
 
 
O presidente do PSDB garantiu que a criação de grupos de espionagem “não é prática das campanhas do PSDB em Minas, São Paulo ou de qualquer outro Estado”. Conforme Guerra, o “PT dá mais uma mostra de uso político das instituições do Estado, de como usa o Governo para atender a seus objetivos políticos”. O tucano afirmou também que, embora o depoimento não tenha sequer sido divulgado, “o PT se apressa em espalhar versões”.
 
 
Dossiê tucano
 
Origem em BH 
 
 
2008
 
- Antes de se decidir os possíveis candidatos à Presidência, um dossiê começou a ser montado em Belo Horizonte. A intenção era de levantar a movimentação financeira das empresas Decidir.com., com sede nas Ilhas Virgens, e Patagon, na Argentina.
 
- Jornalista com vínculo profissional com o jornal “Estado de Minas”, Amaury Ribeiro Júnior foi o responsável pelo levantamento do material, com base na CPI do Banestado, em 2003. A CPI investigou a evasão de divisas do Brasil para paraísos fiscais entre 1996 e 2002, num total de cerca de US$ 84 bilhões. 
 
- Durante a produção do dossiê, o jornalista manteve o contato com José Serra, em São Paulo, depois de fazer todas as apurações das movimentações das duas empresas. A Decidir.com e Patagon eram das sócias Verônica Serra, filha de Serra, e de Verônica Dantas, irmã do banqueiro Daniel Dantas, dono do Banco Opportunity. 
 
- Com o conhecimento do dossiê, Serra viajou para Belo Horizonte para participar das comemorações dos 80 anos do jornal “Estado de Minas”. Além dele, outro governador presente foi José Roberto Arruda, do Distrito Federal, cotado para ser o vice indicado pelo DEM numa chapa com o PSDB. Arruda acabou perdendo mandato.
O assunto dominante na noite era o recado claro a José Serra, dado inclusive, indiretamente, no discurso de um dos diretores do jornal, que garantiu: “Não mexa com Minas, que Minas reage”.
 

Conclusões da PF
 
2009
- Os dados dos tucanos foram encomendados pelo jornalista Amaury Ribeiro Júnior.  jornalista não só fazia a encomenda dos dados obtidos ilegalmente em agências da Receita em São Paulo, mas ia a capital paulista buscar os documentos. As viagens eram pagas pelo jornal. 
 
- Amaury confirmou que pagou R$ 12 mil ao despachante Dirceu Rodrigues Garcia, que trabalha em São Paulo. A PF não sabe de onde saiu o dinheiro.  
 
- Garcia confirmou que Amaury pagou pelos dados do genro de José Serra, Alexandre Bourgeois, do dirigente tucano Eduardo Jorge, das sócias Verônica Dantas e Verônica Serra, além de outros integrantes do PSDB. 
 
- O jornalista decidiu fazer a investigação depois de descobrir que o deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ) estaria comandando um grupo de espionagem a serviço de José Serra para devassar a vida do ex-governador Aécio Neves que tinha a intenção de disputar a Presidência.  
 
- Depois de deixar o emprego no jornal, no final de 2009, o jornalista participou de uma reunião, em abril passado, com integrantes da pré-campanha de Dilma Rousseff, em Brasília.No encontro, estava presente o delegado Onésimo de Souza. 
 
- O delegado afirmou à polícia que foi chamado para cuidar da segurança do escritório do jornalista Luiz Lanzetta, responsável, até então, pela coordenação de comunicação da campanha de Dilma. Lanzetta deixou a campanha em junho, após a revelação do caso, negando que teria participado da criação do dossiê.
 
 
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PF descobre que Estado de Minas pagou passagens do jornalista do dossiê

Jornal arcou com despesas até julho de 2009, e as demais foram quitadas pelo funcionário Marcelo Augusto de Oliveira


CARLOS RHIENCK
serra e aecio CARLOS RHIENCK
Origem do documento está na disputa entre Serra e Aécio no PSDB
 
 
O Jornal Estado de Minas pagou as passagens aéreas do jornalista Amaury Ribeiro Jr., que encomendou a violação dos sigilos fiscais dos tucanos. Em depoimento à Polícia Federal, Amaury afirmou que deixou oficialmente o jornal em 16 de outubro, tendo gozado férias de 30 dias antes disso. A quebra dos sigilos fiscais dos tucanos ocorreu entre 29 de setembro e 8 de outubro. As passagens foram faturadas pela agência de viagens Primus, que presta serviços ao jornal.
 
 
De acordo com o inquérito da Polícia Federal, uma declaração da agência de turismo confirma que o Estado de Minas só pagou, em nome da empresa, viagens para Amaury até julho do ano passado. A partir de setembro, os bilhetes, inclusive os adquiridos no período da quebra do sigilo fiscal, foram faturados em nome de Marcelo Augusto de Oliveira, funcionário do jornal até hoje. Dezoito passagens emitidas em favor de Amaury, a última delas datada de 22 de dezembro de 2009, foram pagas em dinheiro ou faturada em nome do funcionário.

 
A direção do jornal negou, em nota divulgada nesta quinta-feira (21), que tenha pago viagens de Amaury durante as férias. "Amaury Ribeiro Júnior trabalhou como repórter do Estado de Minas de 25 de setembro de 2006 a 15 de outubro de 2009. No dia 25 de setembro de 2009, o jornalista entrou em férias e as gozou até o dia 14 de outubro do mesmo ano. No dia 15 de outubro, o repórter pediu demissão. Nenhuma viagem do jornalista no período em questão foi custeada pelo jornal", diz a nota.
 
 
Em depoimento à PF, o despachante paulista Dirceu Garcia admitiu que recebeu R$ 12 mil em dinheiro de Amaury para comprar as declarações de renda das pessoas próximas a Serra. Por sua vez, o jornalista confirmou que conhecia o despachante e que encomendou buscas em juntas comerciais, mas negou a compra de documentos sigilosos e desconversou sobre a forma de pagamento. Ele afirmou que levantou informações do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, e de outros tucanos e familiares de Serra, entre eles a filha Verônica, como parte de uma investigação de “mais de dez anos”, que foi concluída antes de ele pedir demissão do jornal “Estado de Minas”, em 15 de outubro de 2009.
 
 
A PF informou que Amaury Ribeiro Jr. disse que estava levantando as informações contra José Serra porque havia indícios de que um grupo de arapongagem ligado ao ex-governador de São Paulo estaria investigando Aécio Neves, à época cotado para ser o candidato tucano à Presidência. No entanto, no depoimento prestado à PF em 15 de outubro, Amaury diz que existe um grupo de inteligência tucano, comandado pelo deputado federal Marcelo Itagiba (PSDB-SP), mas não cita o nome nem faz menção ao ex-governador de Minas Gerais. Afirma que ouviu relatos de que o grupo tucano “estaria adiantado” em relação aos petistas e que, por isso, seria importante que a campanha de Dilma também tivesse seu próprio núcleo de inteligência.
 
 
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Conexão mineira
 
Portal Terra / Eleições 2010:
 
Tucano teve sigilo violado dez vezes em Minas, diz jornal
 
 
04 de setembro de 2010 • 21h10 • atualizado às 21h46
 
 
Os dados fiscais do vice-presidente nacional do PSDB, Eduardo Jorge, foram violados dez vezes na cidade de Formiga (MG), a 210 quilômetros de Belo Horizonte, segundo informações veiculadas na edição online deste sábado do jornal O Estado de S.Paulo. As violações, conforme a denúncia, ocorreram seis meses antes da série de quebra de sigilo de tucanos em São Paulo.
 
 
O jornal informou que os acessos teriam sido feitos no dia 3 de abril de 2009, por um analista tributário que trabalha na agência da Receita Federal de Formiga, de acordo com um levantamento feito pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). Todas as dez consultas foram feitas por um único computador.
 
 
As novas violações foram descobertas após um pedido de apuração da Corregedoria da Receita Federal ao Serpro. Foram relacionadas todas as consultas envolvendo o CPF do tucano Eduardo Jorge, entre os meses de janeiro e junho de 2009.
 
 
Após essas violações em Minas, foram registradas outras: a de Verônica Serra, filha do presidenciável tucano José Serra, no dia 30 de setembro de 2009, na unidade da Receita em Santo André, no ABC paulista, e, no dia 8 de outuvro do mesmo ano, as violações dos dados do economista Luiz Carlos Mendonça de Barros, do empresário Gregorio Marin Preciado, próximo de Serra; e ex-diretor do Banco do Brasil Ricardo Sérgio, além do próprio Eduardo Jorge.

 
 
Leia também:
 
Para "proteger" Aécio Neves, jornalista quebra sigilo de tucanoshttp://www.ogirassol.com.br/pagina.php?editoria=%C3%9Altimas%20Not%C3%ADcias&idnoticia=20211
 
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De:


O protegido Paulo Preto -by O Terror do Nordeste

http://wwwterrordonordeste.blogspot.com/2010/10/o-protegido-paulo-preto.html

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

O protegido Paulo Preto


Delegada que prendeu engenheiro por receptação de joia roubada sofreu pressões do alto escalão do governo paulista para liberar o arrecadador tucano
Sérgio Pardellas e Claudio Dantas Sequeira


Nos últimos dias, integrantes do PSDB voltaram a fazer contorcionismos verbais na tentativa de reduzir a importância do engenheiro e ex-diretor do Dersa Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, personagem revelado em agosto por ISTOÉ que tem trazido constrangimento para a campanha do candidato tucano à Presidência, José Serra. Até agora, era sabido que Paulo Preto, além de ex-diretor da estatal responsável pelas principais obras viárias de São Paulo, virou alvo de acusações de líderes do PSDB porque teria dado sumiço em R$ 4 milhões arrecadados de forma desconhecida para a campanha tucana. Sentindo-se abandonado, depois que o candidato do PSDB ao Planalto negou conhecê-lo, Paulo Preto fez ameaças públicas e passou a ser defendido por Serra. Todo esse enredo já seria suficiente para mostrar a influência do engenheiro, cuja força a campanha do PSDB insiste em tentar diminuir. Mas os bastidores da prisão de Paulo Preto, há quatro meses, por receptação de joia roubada, são ainda mais reveladores do peso do ex-diretor do Dersa nas hostes tucanas.



O engenheiro foi preso em flagrante no dia 12 de junho, na loja de artigos de luxo Gucci, dentro do Shopping Iguatemi, no momento em que negociava ilegalmente um bracelete de brilhantes avaliado em R$ 20 mil. Detido pela polícia, Paulo Preto foi encaminhado ao 15° DP, localizado no Itaim Bibi, bairro nobre de São Paulo. Por coincidência, estava na delegacia naquele momento, registrando uma ocorrência, o deputado Celso Russomano (PP-SP). Ali ele presenciou uma cena pouco usual. A delegada titular do distrito, Nilze Baptista Scapulattielo, conforme Russomano contou a ISTOÉ, foi pressionada por autoridades da Polícia Civil e do governo de São Paulo para livrar o engenheiro da prisão. “Ela recebeu ligação do Aloysio (Nunes Ferreira, ex-chefe da Casa Civil), do delegado-geral, do delegado do Decap (Departamento de Polícia Judiciária da Capital), isso tudo na minha frente, para aliviar o Paulo Preto. A pressão era para não prendê-lo em flagrante delito”, disse Russomano.

Ou seja, dois meses depois de ter sido demitido da Dersa, o ex-diretor ainda era tratado com privilégios por membros da cúpula do governo paulista. Para defendê-lo, foram capazes até de agir ao arrepio da lei, que deveria valer de maneira igualitária para todos. Mas as pressões não foram suficientes para tirar do prumo a delegada, que cumpriu suas obrigações profissionais. Nilze Baptista é conhecida no meio policial pela competência e pulso forte. Além de prender Paulo Preto, enquadrou o engenheiro como receptador de joia roubada. No boletim de ocorrência, Nilze Baptista disse que, durante a detenção, foram encontrados R$ 2.742 na calça e R$ 8.500 no bolso da jaqueta bege de Paulo Vieira de Souza. Escapou-lhe, porém, um pequeno detalhe que joga um ingrediente ainda mais peculiar no episódio. “Quando Paulo Preto foi flagrado pela polícia, também havia dinheiro nas meias”, revela Russomano. Durante a ação policial, os agentes ainda apreenderam com Paulo Preto um veículo esportivo de luxo BMW Z4 2009/2010, avaliado em R$ 250 mil. Horas depois, o veículo foi liberado. Já o engenheiro passou dois dias no xadrez.


Em breve, Paulo Preto também poderá ter de se explicar por suas estripulias na esfera administrativa. Ao rejeitar as acusações sobre a suposta atividade de arrecadador informal do PSDB, o engenheiro estufa o peito para falar de suas qualidades de administrador probo e eficiente. Mas diversas ações abertas pelo Ministério Público de São Paulo desde 2008, para investigar problemas em contratos do Dersa, sugerem um quadro bem diferente do que pinta o ex-diretor. Há, por exemplo, sete investigações em curso sobre irregularidades e superfaturamento no pagamento das indenizações de desapropriação de imóveis para obras, como o trecho sul do rodoanel. Os promotores também apuram eventual prejuízo ao erário na execução do contrato firmado com o consórcio responsável pela mesma obra, tanto na “metodologia empregada para a construção de pontes” como no “emprego de material diverso do ajustado”. O trecho sul do rodoanel custou aos cofres públicos R$ 5 bilhões.

Muitas dessas apurações partiram de processos julgados irregulares pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP), que no início de setembro condenou um contrato de R$ 1,4 milhão, firmado sem licitação pelo Dersa com o chamado Instituto Internacional de Ecologia e Gerenciamento Ambiental (IIEGA). O termo de parceria foi assinado em junho de 2007 por Paulo Vieira de Souza, então responsável pela engenharia, e o diretor-presidente do Dersa, Thomaz de Aquino Nogueira – que foi multado em R$ 16 mil. Para os conselheiros do TCE-SP, o Dersa não conseguiu justificar a escolha da contratada “em detrimento de outras instituições ou empresas habilitadas a prestar os serviços” e a “ausência de elementos utilizados para a avaliação da economicidade”. Curiosamente, o instituto de ecologia foi criado pelo cientista José Galizia Tundisi, que presidiu o CNPq durante o primeiro mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Na gestão de Tundisi, o Tribunal de Contas da União (TCU) apontou várias irregularidades e chegou a multá-lo por conta do aumento ilegal de 160% no valor de um contrato milionário firmado com a IBM.

Apesar das evidências envolvendo Paulo Preto, o PSDB e José Serra continuam a tratar o tema como um assunto de pouca importância. Embora tenha nomeado uma das filhas do ex-diretor do Dersa, Tatiana Arana Souza Cremonini, para cargo de confiança, no mês em que assumiu o governo de São Paulo, Serra disse que não teve responsabilidade pela contratação quando foi questionado sobre o indício de “nepotismo” em entrevista ao “Jornal Nacional” na terça-feira 19. Tatiana trabalha no cerimonial do Palácio dos Bandeirantes, com salário de R$ 4.595 e, segundo fontes ouvidas por ISTOÉ, era vista com frequência ao lado do então governador. Hoje, Tatiana está de férias. “Essa menina foi contratada – eu não a conhecia, não foi diretamente por mim – para trabalhar no cerimonial que faz recepções, que cuida de solenidades e tudo mais. Sempre trabalhou corretamente. Inclusive eu só vim a saber que era filha de um diretor de uma empresa muito tempo depois”, afirmou o tucano. Durante sua gestão à frente da Prefeitura de São Paulo, Serra contratou a mesma filha de Paulo Preto para um cargo de confiança na SPTuris.

As últimas revelações levaram os líderes do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo a pedir a abertura de uma CPI para apurar o caso. Em Brasília, os petistas, com o apoio de parlamentares do PDT, agiram em outra frente. Na terça-feira 19, protocolaram na Procuradoria-Geral da República representações pedindo a investigação de denúncias. A representação do PT é assinada pelos deputados Cândido Vaccarezza (SP), líder do governo na Câmara, e por Fernando Ferro (PE), líder do PT. “Ele (Paulo Preto) é réu confesso. Depois das informações sobre o sumiço do dinheiro arrecadado para a campanha, ele deu entrevista dizendo que ninguém deu mais condições de as empresas apoiarem a campanha. Além disso, há sinais claros de enriquecimento ilícito, por isso pedimos a investigação dos fatos e das confissões feitas por Paulo Vieira. É dinheiro público, há evidência de corrupção”, afirmou Vaccarezza.


ISTOÉ – O sr. testemunhou a prisão do Paulo Preto?


Celso Russomano – Foi uma coincidência. Eu tinha ido ao 15° Distrito para resolver um outro problema envolvendo um segurança particular de um condomínio, que estava determinando quem podia e não podia estacionar em um espaço público. Quando eu cheguei à delegacia, a delegada titular do distrito me contou o que estava acontecendo. Ela me disse que o Paulo Preto estava lá e vi que ela estava sofrendo uma pressão grande.

ISTOÉ – Pressão de quem?


Russomano – Ela recebeu ligação do Aloysio (Nunes Ferreira), recebeu ligação do delegado-geral, do delegado do Decap, isso tudo na minha frente, para aliviar o Paulo Preto. A pressão era para não prendê-lo em flagrante delito. E aí eu até a aconselhei, dizendo para ela agir da forma correta. Disse até que ela não poderia prevaricar, senão seria crime. Ainda perguntei para ela: “Como a senhora vai explicar para o segurança e o gerente da loja que estão aqui?”

ISTOÉ – E o que ela disse?


Russomano – Ela disse, na frente do batalhão de advogados que estava lá, que realmente não poderia fazer nada errado e que se o Paulo Preto tinha sido encontrado com joia roubada ele era mesmo receptador. Ela então me relatou que quando o Paulo Preto foi preso e conduzido para o distrito havia sido encontrado dinheiro nas meias, na calça e na jaqueta. Ou seja, em todo lugar da roupa dele tinha dinheiro.

ISTOÉ – O que aconteceu depois?


Russomano – Depois dessa história várias pessoas me procuraram dizendo “É, você estava na delegacia, tal, esse cara é um cara que você precisava conhecer...” Respondi que não precisava conhecer, não. Conhecer por quê? Aí me disseram que hoje ele tem muita força. Mais;Aqui.

Postado por TERROR DO NORDESTE às 17:47

Enviado por Paulo Avila