Como participar da campanha pela DEMOCRATIZAÇÃO DA MÍDIA?

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sábado, 16 de outubro de 2010

uma igreja DEMO/Panfletaria Fascista vai ver o sol nascer quadrado

Ou a Igreja Católica como instituição toma uma atitude, ou vai pelo ralo no esgoto de bispos com D. Luís Gonzaga Bergonzini.
 
Neste momento militantes petistas e policiais estão numa gráfica em Cambuci, São Paulo, onde 18 milhões de panfletos estavam sendo impresso para difamar a candidata Dilma Roussef.
 
Ter uma posição contra o aborto, o divórcio, o que quer que seja, é da natureza de todas as religiões. Do contrário não seriam religiões.
 
Ter em seus quadros padres como o padre Augusto, ou o bispo Luís Gonzaga é abrigar criminosos que usam o sacerdócio para iludir, mentir e atingir a fins outros que não os desejados pela Igreja.
 
Os militantes petistas ficam em vigília em frente à gráfica para evitar que a polícia de Serra suma com o material enquanto aguardam a decisão da justiça, a expedição de um mandado de busca e apreensão.
 
É preciso que a Igreja esclareça para além de notas qual o papel desse bispo e outros, de padres como padre Augusto, até em respeito a bispos e sacerdotes dignos, fiéis aos seus princípios e que não podem ser misturados nesse balaio de podridão de bispos e padres corruptos. 
 
Uma coisa é idéia, outra coisa é bandidagem. D. Luis é bandido.
 
A Igreja não pode ser conivente com essa prática.
 
Em contrapartida, em Canindé, perto de Fortaleza, em típica atitude de "coronel", o senador derrotado Tarso Jereissati, conhecido como CORRUPTASSO JEREISSATI, tentou agredir um padre que disse ao celebrar a missa em sua igreja, que eram mentiras as calúnias feitas contra Dilma e criticou o candidato José FHC Serra por usar esse expediente.
 
CORRUPTASSO foi para cima do padre, José FHC Serra disparou besteiras e mentiras e o padre, em sua cidade, teve que sair escoltado para não ser agredido pelos defensores da tal liberdade.
 
São bandidos que tentam tomar o País a qualquer custo.
 
Não têm honra, não têm princípios, não têm caráter.
 
São bandidos, iguais a qualquer Beira-mar, iguais a qualquer traficante, a qualquer criminoso comum.
 
Vamos ver como a GLOBO noticia os fatos, se é que vai noticiar. Se vai distorcê-los na mentira diária dessa quadrilha da família de mafiosos Marinho.  
 
Abaixo a notícia no site TERRA sobre o incidente em Canindé.
 
Desesperados tentam ganhar no grito e com atos criminosos. É típico deles.
 
Neste momento sai a informação que o mandado de busca e apreensão saiu e está a caminho com policiais e oficiais de justiça para apreensão do material e providências cabíveis.
 
Cadeia para o bispo bandido.
 
Laerte Braga 
 
 
A visita do candidato José Serra (PSDB) à cidade de Canindé, a cerca de 120 km de Fortaleza, acabou em confusão na tarde deste sábado (16). Depois de se reunir com alguns prefeitos e o senador Tasso Jereissati (PSDB), o tucano foi hostilizado por um grupo de militantes do PT.
Durante a missa celebrada na Basílica de Canindé, o padre disse que eram mentirosos os panfletos que circulavam na igreja afirmando que a candidata petista, Dilma Rousseff, era a favor do aborto e tinha envolvimento com grupos terroristas como as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), e ainda criticou a postura dos tucanos. Foi o suficiente para se instaurar a confusão.
O senador Tasso se exaltou e foi tomar satisfação do padre, afirmando que era um "padre petista" como aquele que estava "causando problemas à igreja". Alguns partidários do tucano também se exaltaram e o padre saiu escoltado por seguranças. Nenhum membro da administração da paróquia confirmou o nome de padre. Disseram apenas que ele não era da cidade.
Militantes do PT, com bandeiras como nome de Dilma, estavam na porta da basílica na saída da missa. Houve um princípio de briga entre eles e os militantes do PSDB.
Após a confusão durante a missa, em homenagem à Romaria de São Francisco de Assis, quando a cidade recebe pelo menos 100 mil visitantes durante todo o mês, José Serra deu uma rápida entrevista aos jornalistas.
"Vou fazer muito pelo Nordeste e pelo Ceará. Vou terminar as obras que este governo deixou pela metade", frisou o tucano dizendo-se devoto de São Francisco de Assis e da própria cidade, Canindé.

policia faz vigilia em frente grafica que fez panfletos golpistas, aguardando alvará da Justiça

PT entra com representação para apreender material contra Dilma

Caso o juiz acate o pedido, panfletos produzidos por gráfica no Cambuci serão recolhidos pela PM


André Magnabosco, da Agência Estado
SÃO PAULO - O Partido dos Trabalhadores (PT), representado pelo escritório Bottini & Tamasauskas Advogados, está entrando na tarde deste sábado, 16, com representação no Tribunal Superior Eleitoral em Brasília para tentar impedir a distribuição de material contra a candidata Dilma Rousseff.
A representação, segundo o advogado Pierpaolo Cruz Bottini, pede a busca e apreensão do material produzido pela Editora e Gráfica Pana, instalada no bairro do Cambuci, em São Paulo. Segundo o advogado, caso o juiz acate o pedido, os panfletos serão apreendidos pela Polícia Militar, para posterior avaliação acerca de sua legalidade. Para evitar a distribuição do material, militantes do PT prometem fazer campana em frente à gráfica. Não há, entretanto, qualquer decisão judicial que impeça o transporte dos panfletos.
Veja também:

PT encontra gráfica com panfletos contra Dilma em SP

O escritório de advocacia que assessora o PT na campanha política também apresentou queixa formal no 5o. Distrito Policial da capital paulista. Segundo o delegado de plantão, Alfredo Jang, o boletim de ocorrência lavrado na tarde deste sábado a pedido da advogada Ana Fernanda Ayres, também do Bottini & Tamasauskas Advogados, tinha como finalidade apenas o registro da denúncia. Segundo a advogada, o documento propõe a averiguação de crime eleitoral e propaganda eleitoral.
A advogada argumentou que o panfleto não possui o CNPJ do autor, o que caracterizaria crime eleitoral, passível de apreensão do material. Paulo Ogawa, pai de Alexandre Takeshi Ogawa, proprietário da gráfica, estava presente no local no Sábado à tarde e disse que não havia qualquer sinalização de que o conteúdo tivesse cunho eleitoral, por isso não haveria irregularidade em sua impressão.
Segundo Ogawa, a gráfica produziu cerca de 2,1 milhões de panfletos, dos quais 1 milhão de unidades ainda estão no local - os 1,1 milhão restantes foram distribuídos antes do 1º turno da eleição presidencial. A encomenda da impressão foi feita por uma pessoa chamada Kelmon Luis, a pedido do bispo da Diocese de Guarulhos (SP), Dom Luiz Gonzaga Bergonzini. Ogawa informou que, em um primeiro momento, a gráfica fora consultada a respeito da possibilidade de impressão de 20 milhões de unidades do material.
O panfleto, que reproduz suposta nota da Comissão Episcopal Representativa do Conselho Episcopal Regional Sul 1 - CNBB, tem assinatura de representantes da Regional SUL I, entre eles o presidente regional, o bispo Nelson Westrupp. Ao longo do texto, há uma série de considerações sobre medidas tomadas pelo atual governo e a recomendação para que os brasileiros "deem seu voto somente a candidatos ou candidatas e partidos contrários à descriminalização do aborto".


--
 
Em João 8:32, ele disse:
"E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará .
... Jesus acrescentou: "A verdade vos libertará".


Em 2002: A Esperança Venceu o Medo -
Em 2010: A Verdade Vencerá a Mentira
 
 


Enviado por Nata de Guarulhos

A Boa Fé do Povo Brasileiro igreja manda fazer 2 milhões de santinhos caluniando Dilma








Amigxs,
Euclides é professor universitário e um dos mais competentes ativistas da Economia Solidária. Recomendo com veemência a leitura do seu artigo!
Abraços,
Marcos
 
http://www.solidarius.com.br/mance/biblioteca/a_boa_fe_do_povo_brasileiro.pdf

A Boa Fé do Povo Brasileiro

Euclides Mance*

Dois milhões de santinhos religiosos com a imagem de José Serra e com as frases 'Jesus é a verdade e a justiça' e 'Serra é do Bem' foram impressos pelo comando da campanha tucana para serem distribuídos nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste [1]. E outros milhões serão impressos em São Paulo para distribuição em todo o país, segundo os jornais. A utilização política de igrejas e religiões para a eleição de Serra segue em frente, após o êxito obtido com a exploração eleitoral do aborto junto a igrejas evangélicas e católicas que levou o candidato ao segundo turno manipulando cinicamente a boa fé das pessoas desinformadas [2], pois foi o próprio Serra, quando Ministro da Saúde, quem aprovou e assinou a norma técnica para a realização de abortos, legalmente autorizados, no SUS [3]. Mas o candidato agora foi além: estampou milhões de panfletos com uma frase que proferiu sobre Jesus, impressa acima de sua própria foto e do número do PSDB, como colinha para os eleitores levarem às urnas no dia da eleição [4].

A luta do bem contra o mal, encarnada por Serra, recoloca a política na esfera do maniqueismo, da luta dos santos contra os pecadores. A sua atitude messiânica, com as frases que se concluem sempre em eu sei, eu posso, eu farei, eu garanto, reforçam a ideia do homem salvador que remirá o Brasil de todo o mal da corrupção, daquele que será o eleito, para que se cumpram as promessas do bem que ele enuncia. Conectado com o sagrado, lê a bíblia na propaganda eleitoral - com os cortes de imagens e enquadramentos adequados, para que se veja o brilho nos olhos do escolhido para propagar a verdade e a justiça. E na medida em que as pessoas votam em Serra por sua oportunista pregação sobre Jesus, distribuída em milhões de santinhos pelo território nacional, vai sendo sepultada em nosso país a democracia e a própria liberdade religiosa. Mas por que digo isso? Porque em um Estado Democrático não se pode confundir a moral religiosa, com a ética e o direito. Me explico.

A liberdade religiosa em nosso país é assegurada pelo Estado. Em nosso país cada pessoa pode viver segundo suas crenças e valores, segundo a moral de sua religião, conquanto suas práticas não violem as liberdades públicas e privadas protegidas pela lei. E do mesmo modo que nenhum crente gostaria que as normas morais de uma religião estranha lhe fossem impostas como leis pelo Estado ou propagadas por este com recursos públicos - como ocorre nas teocracias -, do mesmo modo nenhuma pessoa religiosa pode pretender impor as suas crenças aos demais, muito menos através do Estado. Isto seria a morte da democracia. Pois a lei, num Estado democrático, deve ser expressão da ética e deve proteger o ético exercício das liberdades públicas e privadas, assegurando-se iguais direitos a todas as pessoas, independentemente das confissões religiosas que possam ter. A diferença entre ética e moral religiosa é que, no plano ético, somente podem ser aceitas como defensáveis as posições racionalmente fundamentadas e dialogicamente argumentadas. Trata-se da esfera do consenso em favor de bem-viver de todos e não da defesa dos valores de uma religião contra outra. Houve uma época em que o Rei de Portugal, pelo direito de padroado concedido a ele pelo papa, era considerado representante de Deus no Brasil, com poder de definir quais sacerdotes seriam sagrados como bispos e onde seriam erigidas as dioceses[5]. Houve um tempo em que um ministro, o Marquês de Pombal, teve o poder de expulsar os jesuítas do Brasil [6]. De fato, quando se confunde a religião com o Estado ou quando não se respeita a liberdade religiosa, o resultado é a negação da democracia. E, para a fragilização da democracia brasileria, em 31 de outubro de 2010, alguns milhões de brasileiros de boa fé levarão o santinho religioso de José Serra para as seções eleitorais, não para eleger um projeto de país, mas para cumprir uma orientação de fé.

Considero essa manipulação religiosa da boa fé das pessoas para eleger-se José Serra à presidência não apenas um golpe na democracia brasileira, mas igualmente na própria liberdade religiosa no país, consagrada em nossa Carta Constitucional. Não se pode manipular a religião, partidarizando-se as igrejas, negando-se o sentido maior das religiões em sua prática de religar as comunidades humanas na experiência transcendente do amor e do perdão, semeando-se, pelo contrário, a discórdia e a intolerância dentro das próprias igrejas e entre as religiões, manipulando-se a boa-fé das pessoas, veiculando-se falsidades sobre temas polêmicos no seio das comunidades. O Brasil necessita preservar o respeito à sua pluralidade religiosa, manter o Estado laico e fortalecer o Poder Público democrático, baseado em valores éticos, racionalmente argumentados e dialogicamente legitimados, única forma de preservar-se as liberdades públicas e privadas em nosso país, multi-étnico, multi-cultural e multi-religioso.

A campanha eleitoral de José Serra, infelizmente, é um retrocesso na história democrática e religiosa do país; é um desrespeito às religiões e às instituições republicanas. Para muitos cristãos, o nome de Jesus é sagrado e não pode ser usado em vão. Para estes, é triste ver o nome Jesus usado para fazer propaganda eleitoral daquele que se auto-proclama o candidato do bem, o que deve ser eleito para que se cumpram as promessas. E é mais triste ainda ver lideranças religiosas serem coniventes com essa conduta.

* Euclides Mance é filósofo e escritor, autor de Redes de Colaboração Solidária, publicado pela Editora Vozes. 

Enviado por Marcos Arruda

ISTOÉ : paulo preto e a verdade sobre a corrupção

PAULO PRETO. O HOMEM ACUSADO PELO PSDB DE DAR SUMIÇO EM R$ 4 MILHÕES DA CAMPANHA TUCANA FAZ AMEAÇAS E PASSA A SER DEFENDIDO PELO SERRA  


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 Enviado por e-mail por Rogério Martins                                                                 
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A HIPOCRISIA NAS SACRISTIAS PAULISTAS

A HIPOCRISIA NAS SACRISTIAS PAULISTAS


Laerte Braga


Paulo Ogawa, contador de uma gráfica no bairro Cambuci, região sudeste da capital paulista disse ao site UOL que os panfletos que estavam sendo impressos ali contra a candidata Dilma Roussef foram encomendados pelo bispo de Guarulhos, D. Luís Gonzaga Bergonzini.

Os prospectos são idênticos aos distribuídos em Aparecida no dia 12 e Contagem, em Minas Gerais. O ponto principal dos panfletos é a crítica à descriminalização do aborto.

A notícia foi divulgada no site do UOL – UNIVERSO ON LINE – do grupo que edita FOLHA DE SÃO PAULO.

A colunista Mônica Bergamo, também da FOLHA DE SÃO PAULO, revela que “o discurso do candidato à Presidência José Serra (PSDB), de que é contra o aborto por valores cristãos, que impedem a interrupção da gravidez, em quaisquer circunstâncias, é questionado por ex-alunas de sua mulher Mônica Serra. Num evento no Rio, há um mês a psicóloga teria dito a um evangélico, segundo a Agência Estado, que a candidata Dilma Roussef (PT), que já defendeu a descriminalização do aborto é a favor de matar criancinhas”.

“Segundo relato feito à Folha por ex-alunas de Mônica no curso de dança da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) a então professora lhes contou em uma aula, em 1992, que fez um aborto quando estava no exílio com o marido”.

A colunista revela ainda que “a Folha tentou falar com Mônica Serra durante dois dias para comentar o relato das ex-alunas, sem sucesso”.

“Quando engravidou, teria relatado Monica à então aluna, o casal se viu numa situação muito vulnerável. "Ela não confessou. Ela contou", diz Sheila Canevacci. "Não sou uma pessoa denunciando coisas. Mas [ela é] uma pessoa pública, que fala em público que é contra o aborto, é errado. Ela tem uma responsabilidade ética.”

Seria um equívoco julgar a atitude de Mônica Serra no caso do aborto. É um tema delicado, complexo e as responsabilidades de uma decisão dessas, no caso da mulher de José FHC Serra, são dela e dele.

Ao contrário, não é um equívoco chamar Mônica Serra de mentirosa e destituída de respeito por si própria, a partir das declarações que fez no Rio sobre Dilma Roussef. Ou ao candidato José FHC Serra, seu marido, de mentiroso e hipócrita ao defender uma idéia que não é a sua, mas presta-se apenas a fins eleitorais.

O Brasil, com certeza, não quer um presidente mentiroso. José FHC Serra é mentiroso. Pior que isso, é cínico, parte do princípio que o fim justifica os meios, ou seja, faz qualquer coisa, ele e sua mulher, para alcançar o poder.

Como fica o bispo de Guarulhos nessa história toda?

De onde saiu o dinheiro para imprimir um milhão de prospectos no primeiro turno e mais um milhão no segundo turno, como revela o contador da gráfica (que aliás recusou parte da encomenda por não ter capacidade para atender o pedido no prazo exigido pelo bispo)?

Resultado da contribuição de fiéis para obras sociais, ou outras da Igreja, ou das igrejas sob a responsabilidade de D. Luís Gonzaga?

Por que de tal atitude se a CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – em nota reiterada em diversas oportunidades condenou esse tipo de decisão?

Seria equivocado chamar o bispo de mentiroso? De cínico? De partidário? De usar o dinheiro de sua diocese para fins outros que não os anunciados? Nesse caso o bispo é honesto?

É claro que não. Nem o candidato José FHC Serra, nem sua mulher Mônica Serra, muito menos o bispo D. Luís Gonzaga.

Mentem, são hipócritas ao usar a religião e a fé do povo como instrumentos para alcançar objetivos eleitorais, ludibriam, enganam.

Qual o propósito do bispo de Guarulhos? Consciente, não é um idiota, que está mentindo, está enganando fiéis?

Usando a Igreja como disfarce para atividades no mínimo equivocadas, na verdade, criminosa.

O que há por trás de todo esse revoltante cinismo?

Quais interesses o bispo representa? Por que o candidato José FHC Serra é apoiado por um bispo num tema em que ilude a boa fé das pessoas? Por que Mônica Serra usou de um expediente tão baixo quando disse no Rio que Dilma “mata criancinhas”.

E ela?

Há algo mais que hipocrisia nas sacristias paulistas. Há corrupção. Há fascismo. Há um sórdido e mentiroso complô que nada tem a ver com fé, mas com interesses subalternos, mesquinhos, criminosos, tanto do bispo, como do candidato e sua mulher.

Não basta uma nota da CNBB sobre o assunto. Há um bispo mentiroso, usando a Igreja para fins outros que não os que lhe dão sentido.

Há um candidato e sua mulher que não mostram o menor respeito pelos brasileiros, por fiéis católicos, na mentira e no engodo de tentar o voto de qualquer forma.

D. Luís Gonzaga integra um braço da CNBB chamado de CNBB Regional Sul. É presidida por outro bispo, o de Santo André, D. Nelson Westrupp e o panfleto contendo a mentira está publicado no site da regional da CNBB.

Como escrevi acima não se pode julgar Mônica Serra pelo aborto. Quem presta contas de suas atitudes é ela. Mas perde ela o direito de falar o que tem falado e seu marido de defender o que tem defendido, até porque, o fato só veio a público através de uma terceira pessoa, terceiras, aliás, são ex-alunas dela. Por eles, na intenção que se mostra dolosa, criminosa, teria ficado oculto.

São uma espécie de resto podre da espécie humana. Não mostram respeito por nada que não seja a ambição política que nutrem. Para alcançar seus objetivos jogam foram vestígios de dignidade, todos eles, se transformam em pústulas lato senso.

Há alguns anos atrás ouvi que a Igreja Católica Romana sobrevivia há dois mil anos montada em princípios éticos que, malgrados erros confessos – a Inquisição, por exemplo – lhe davam força e presença entre os cristãos.

Há cerca de trinta anos existe um processo de desmonte da Igreja na ação de bispos como esses.

Saem figuras grandiosas como Hélder Câmara, Leonardo Boff, D. Demétrio, tantos que tombaram vítimas da brutalidade da ditadura militar, entram bispos destituídos de honra e respeito que com certeza não têm nada a ver com a cruz de Cristo.

Carregam a suástica, a mentira e em seus bolsos o dinheiro de fiéis ludibriados em sua fé. Se não existir outro dinheiro, o do caixa dois do engenheiro Paulo, o tal do apartamento de milhões que comprou por trezentos mil.

Gandhi quando perguntado sobre Cristo respondeu assim – “aceito o Cristo de vocês, mas não o cristianismo que praticam”.

Esses bispos, José FHC Serra e Mônica Serra são repugnantes.

A CNBB deve mais que uma nota desautorizando os bispos da Regional Sul.

É caso de Polícia.

Náufrago da Utopia: A COMPANHEIRA ANA PEDE AJUDA

Náufrago da Utopia: A COMPANHEIRA ANA PEDE AJUDA: "A companheira Ana de Cerqueira César Corbisier, que lutou contra a ditadura militar como militante da ALN de Carlos Marighella, acredita que..."


ESTA LUTA é em defesa do Brasil. Lutemos juntos.

Náufrago da Utopia: A COMPANHEIRA ANA PEDE AJUDA

Náufrago da Utopia: A COMPANHEIRA ANA PEDE AJUDA: "A companheira Ana de Cerqueira César Corbisier, que lutou contra a ditadura militar como militante da ALN de Carlos Marighella, acredita que..."


ESTA LUTA é em defesa do Brasil. Lutemos juntos.

somos construtores da Mudança.

Amigos TODOS: Os perfis de ORKUT que atuam pro campanha de
conscientização popular, promovendo levante, estao sendo gradativamente
BLOQUEADOS, DELETADOs pelo GOOGLE ( Que é empresa da CIA). O meu mesmo,
com 1000 amigos foi deletado. Este novo mail, as msgs que mando, são
encaminhadas para   SPAM. Solicito que olhem com frequencia o SPAM e
repassem as msgs da Campanha que visam reverter a criminalização social
feita por fascistas. SOMOS A BASE DA PIRAMIDE se UNIDOS, derrubamos o
topo ou não permitimos que este topo nos massacre.


Tb. peço aos amigos do Orkut que entendam: Não estou no Orkut para
passar tempo, tenho vida social ativa, casa, filho, companheiro e
amigos, portanto, amo o mundo virtual, mas minha finalidade e prioridade
aqui é fazer o trabalho de ativista/humanista. Considero que só
modificaremos realidades se participarmos da construção e/ou mudança.
Portanto desculpe os que não gostam, mas participar é construir 
cidadania.



Bjao pra todos,


E vamos observar e militar.Vamos repassar msgs e ou pautar em blogs. Vamos cumprir  nosso dever para exercer nossos direitos Somos construtores desta mudança. Ela, a mudança, será a cara de nossa luta.


Com carinho Nanda Tardin

O BEATO JOSÉ FHC SERRA

O BEATO JOSÉ FHC SERRA


Laerte Braga


O pastor Silas Malafaia, um dos entusiastas do beato José FHC Serra (usou o disfarce Marina da Silva), começa a dar uma guinada para não ir a lugar nenhum, mas ficar livre do ônus de carregar o peso da cruz tucana. Olhou melhor e percebeu que a tal cruz é nada mais, nada menos que uma suástica estilizada em baba peçonhenta que escorre do candidato.

Deve ter se orientado com o Padre Augusto, um dos porta-vozes do beato e percebido que o “rebanho” não é tão bobo assim. De qualquer forma a palavra final sobre como as forças dessa cruzada irão se movimentar vai depender do que acha o arcebispo da Paraíba, revoltado com as sanções aplicadas a Cássio Cunha Lima, seu pupilo na política daquele estado (apareceu no horário eleitoral do candidato dizendo que Deus mandou votar nele).

O que líderes religiosos sensatos e íntegros sabem é que o envolvimento descarado, partidário, de qualquer religião ou seita numa campanha política pode trazer em curto e médio prazo prejuízos que, em longo prazo, serão irrecuperáveis.

E ainda mais se o santo a ser vendido tiver os pés de barro. Caso do beato José FHC Serra, ateu de carteirinha.

Neste momento alguns começam a orientar as secretárias ou secretários para o clássico diga que sai e não você não sabe a hora que volto. Quando o beato José FHC Serra liga.

Das tumbas emerge o faraó Fernando Henrique Cardoso e assombra o Brasil com um desafio ao presidente Lula para um debate. Deve ter olhado no espelho mágico (corrupto como ele) e perguntado se existe algum presidente melhor e mais inteligente que ele. Como ouviu não o senhor é o maior de todos, acredita piamente que assim o seja.

Já convocou o secretário Itamar Franco para ajudá-lo a carregar as pastas da verdade divina. No caso de FHC ele imagina que Deus seja ele.

A palavra do beato José FHC Serra é complicada, não vale nada. A assinatura? Menos ainda.


A PALAVRA DO BEATO

Um dos fundadores do PSBD, o ex-governador do Pará Almir Gabriel declarou apoio a candidata Dilma Roussef em seu estado. Segundo ele José FHC Serra é um ególatra. Ou seja um sujeito doente consigo mesmo e sua convicção que para além dele não existe nada. Mais ou menos isso.

Não chega a ser um Narciso, lhe falta poesia. E principalmente um dilema. O que sobra é hipocrisia.

Candidato a prefeito de São Paulo em 2004 começou a ser questionado se não estava usando a perspectiva de vir a ser prefeito para ter um trampolim com vistas às eleições presidenciais de 2006. Negou de pés juntos, jurou que iria cumprir o mandato até o final.

Esse juramento, essa promessa virou mote de campanha. Os marqueteiros do beato perceberam que o eleitorado da capital paulista temia um prefeito transitório, alguém que fosse apenas servir-se da Prefeitura da cidade para chegar a cargos mais elevados.

Em cada comício, em cada reunião, reiterava o compromisso de cumprir o mandato integralmente.


A ASSINATURA DO BEATO

Vai daí que numa entrevista concedida ao jornalista Boris Casoy surgiu o tema. Ser ou não ser prefeito por quatro anos caso fosse eleito. Em setembro de 2004, encontro patrocinado pelo jornal FOLHA DE SÃO PAULO, hoje um dos templos do beato.

Para que não pairassem dúvidas sobre a palavra do beato José FHC Serra, Casoy perguntou ao dito cujo se ele assinaria um termo se comprometendo a cumprir o mandato na sua totalidade.

Pego de surpresa, sem ter como sair. José FHC Serra disse que não via necessidade daquilo, que sua palavra era o bastante, mas que assinaria se isso ajudasse ao povo paulista a ter certeza que, eleito, seria prefeito por quatro anos.

Dito e feito. Assinou. É sé ir procurar na FOLHA. Está lá o documento com firma reconhecida.

Em 2006, derrotado dentro de seu partido na pretensão de vir a ser o candidato a presidente, renunciou ao cargo de prefeito para disputar o governo estadual. Ao ser questionado sobre a promessa e a assinatura disse que poderia fazer “muito mais por São Paulo sendo governador do que prefeito”.

Nem a palavra vale nada, nem a assinatura, aliás, muito menos.

Fala e assina qualquer documento, qualquer negócio, o que quer que seja, para alcançar seus objetivos.

Não tem escrúpulos nem em fazê-lo e nem em voltar as costas ao que falou e assinou.

Essa característica é da natureza tucana. O cinismo.


A CAMPANHA DE 2010

Num dado momento da disputa interna em seu partido, ele o beato José FHC Serra e o ex-governador de Minas Aécio Neves disputavam a indicação como candidato a presidente da República. Aécio começou a percorrer o País visitando diretórios e seus integrantes do partido. Foi ao exterior jurar submissão aos grandes empresários norte-americanos, enfim, começou a colocar em risco o projeto presidencial do beato.

José FHC Serra chamou um dos seus diáconos, o jornalista Juca Kfhoury e encomendou-lhe missa especial de réquiem para a pré-candidatura de Aécio. O jornalista em sua coluna noticiou que o governador de Minas, à época, em estado lamentável (drogado e bêbado), havia dado um tapa em sua namorada num evento num hotel no Rio de Janeiro e causado espécie entre os presentes. E alertou os brasileiros sobre os riscos de eleger políticos assim.

Aécio tirou o time de campo, mas lógico, muniu-se de documentos através de um jornalista e ficou pronto para o embate, caso o beato encomendasse outra missa, essa de sétimo dia.

Ao contrário, o beato tentou seduzir Aécio de todas as formas para que aceitasse vir a ser o vice presidente em sua chapa.

Aécio sumiu para a Europa, mas antes de viajar declarou que “o primeiro compromisso que eu tenho é com Minas e os mineiros”.

Instalou-se em Minas o DILMASIA, mistura de Dilma com Anastasia (candidato a governador de Aécio). E de quebra Aécio ainda pegou o mala Itamar Franco, próximo da auto comiseração absoluta e elegeu-o senador.

Reiteradas vezes o beato e seus seguidores reclamaram do tratamento dado à sua campanha em Minas Gerais. A um ponto tal que o presidente do PSDB mineiro irritou-se e mandou um recado. “Se querem melhor que venham fazer”.

Terminado o primeiro turno o ex-governador mineiro, naturalmente em viagem nos moldes denunciados por Juca Kfhoury correu a São Paulo e disse que “agora é Serra”. A reboque Itamar Franco (havia feito duras críticas a Serra ao longo dos últimos anos a propósito dos genéricos e do plano real).

O tal compromisso com Minas e os mineiros terminou no dia seguinte ao três de outubro, o negócio no dia quatro passou a ser “o que eu levo”.

Deve receber o chapéu cardinalício em Minas Gerais, só pode. Itamar vai ser cardeal in pectori, em segredo.

Enfiaram a viola no saco, não tinha e não têm compromisso com ninguém que não com seus interesses políticos e pessoais e integram a corte do beato José FHC Serra, na santa pregação de nos levar ao estágio de Terra de Vera Cruz, só que dessa vez a colonização será feita pelos norte-americanos.

Nem paulistas, nem mineiros, muito menos brasileiros merecem uma quadrilha nesse nível.

Sugiro que as últimas frases da coluna de Juca Kfhoury sobre Aécio, recomendando cautela ao eleitorado em escolher candidatos assim, seja lida, relida, para que se compreenda o que de fato está por trás do beato José FHC Serra e toda a corja – opa, toda a corte celestial – que o circunda.

O tesoureiro é o tal Paulo que com 300 mil reais emprestados pelo senador eleito Aloisio Nunes conseguiu comprar um apartamento de milhões de reais, chega de helicóptero e deixou claro ao beato que se for abandonado no meio do caminho abre o bico. Uma investigação atenta mostraria que o Padre Augusto deve ter abençoado e multiplicado os tais 300 mil reais.

Foi abençoado pelo beato. Ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão.

Nem a palavra, nem a assinatura do beato valem coisa alguma.

Um detalhe, a assinatura do beato está com firma reconhecida.

Olhe, o Brasil é um país com dimensões continentais, peça decisiva no contexto latino-americano, de extrema importância em todo o mundo e principalmente, protagonista da história de nossos dias.

Não pode virar coadjuvante por conta de um beato falsificado, um político corrupto.

Há que se ter consciência do que é ser brasileiro.

O beato José FHC Serra é um embuste em tudo e por tudo. Em sua trajetória brigou até com Xuxa, chamando-a de pecadora por ser mãe solteira.

a verdade é esta - JSF 15/10/2010

Atualização Blog Juntos Somos Fortes - 15/10/2010


Serra contra as mães solteiras e produçõesindependentes

Assistam na comunidade!
http://www.youtube.com/watch?v=uGS1HX9x-F0
Profundo desrespeito as mulheres. Sejam casadas, solteiras, divorciadas. Ele culpa a apresentadora Xuxa que teve direito de resposta no Jornal Nacional.
Eu não quero um homem que julgue as mulheres. Sendo presidente ele irá mandar as mães solteiras para a cadeia?
E as lésbicas?
E os gays?
Tão preconceituoso que chega a dar nojo.
Assista até o final.
Parabéns Xuxa por ter respondido e colocado este carinha no lugar.
Nem todas as mulheres tem Jornal Nacional para responder.
Se sentiu ofendida por ele? Desabafe aqui.
Concorda com ele? Defenda seu ponto de vista.
Mas aqui pra nós este cara é a cara do século XIX
ops! estamos no XXI.


Enviado por Renato Machado

EDUCAÇÃO - O BRASIL NO RUMO CERTO

Bom, pra quem reclama dos ILETRADOS que recebem o BOLSA-FAMÍLIA e que
votaram na DILMa, segue abaixo o manifesto dos reitores -  MUITO
LETRADOS - elogiando o atual governo no quesito que lhes compete.

http://www.ufal.edu.br/ufal/utilidades/com-a-palavra/educacao-2013-o-brasil-no-rumo-certo-manifesto-de-reitores-das-universidades-federais-a-nacao-brasileira

Abraços, Ana Gama

EDUCAÇÃO - O BRASIL NO RUMO CERTO

Manifesto de reitores das universidades federais à Nação brasileira

Da pré-escola ao pós-doutoramento - ciclo completo educacional e
acadêmico de formação das pessoas na busca pelo crescimento pessoal e
profissional - consideramos que o Brasil encontrou o rumo nos últimos
anos, graças a políticas, aumento orçamentário, ações e programas
implementados pelo Governo Lula com a participação decisiva e direta
de seus ministros, os quais reconhecemos, destacando o nome do
Ministro Fernando Haddad.

Aliás, de forma mais ampla, assistimos a um crescimento muito
significativo do País em vários domínios: ocorreu a redução marcante
da miséria e da pobreza; promoveu-se a inclusão social de milhões de
brasileiros, com a geração de empregos e renda; cresceu a autoestima
da população, a confiança e a credibilidade internacional, num claro
reconhecimento de que este é um País sério, solidário, de paz e de
povo trabalhador. Caminhamos a passos largos para alcançar patamares
mais elevados no cenário global, como uma Nação livre e soberana que
não se submete aos ditames e aos interesses de países ou organizações
estrangeiras.

Este período do Governo Lula ficará registrado na história como aquele
em que mais se investiu em educação pública: foram criadas e
consolidadas 14 novas universidades federais; institui-se a
Universidade Aberta do Brasil; foram construídos mais de 100 campi
universitários pelo interior do País; e ocorreu a criação e a
ampliação, sem precedentes históricos, de Escolas Técnicas e
Institutos Federais. Através do Prouni, possibilitou-se o acesso ao
ensino superior a mais de 700.000 jovens. Com a implantação do Reuni,
estamos recuperando nossas Universidades Federais, de norte a sul e de
leste a oeste. No geral, estamos dobrando de tamanho nossas
Instituições e criando milhares de novos cursos, com investimentos
crescentes em infraestrutura e contratação, por concurso público, de
profissionais qualificados. Essas políticas devem continuar para
consolidar os programas atuais e, inclusive, serem ampliadas no plano
Federal, exigindo-se que os Estados e Municípios também cumpram com as
suas responsabilidades sociais e constitucionais, colocando a educação
como uma prioridade central de seus governos.

Por tudo isso e na dimensão de nossas responsabilidades enquanto
educadores, dirigentes universitários e cidadãos que desejam ver o
País continuar avançando sem retrocessos, dirigimo-nos à sociedade
brasileira para afirmar, com convicção, que estamos no rumo certo e
que devemos continuar lutando e exigindo dos próximos governantes a
continuidade das políticas e investimentos na educação em todos os
níveis, assim como na ciência, na tecnologia e na inovação, de que o
Brasil tanto precisa para se inserir, de uma forma ainda mais
decisiva, neste mundo contemporâneo em constantes transformações.

Finalizamos este manifesto prestando o nosso reconhecimento e a nossa
gratidão ao Presidente Lula por tudo que fez pelo País, em especial,
no que se refere às políticas para educação, ciência e tecnologia. Ele
também foi incansável em afirmar, sempre, que recurso aplicado em
educação não é gasto, mas sim investimento no futuro do País. Foi
exemplo, ainda, ao receber em reunião anual, durante os seus 8 anos de
mandato, os Reitores das Universidades Federais para debater políticas
e ações para o setor, encaminhando soluções concretas, inclusive,
relativas à Autonomia Universitária.

Alan Barbiero - Universidade Federal do Tocantins (UFT)

José Weber Freire Macedo - Univ. Fed. do Vale do São Francisco (Univasf)

Aloisio Teixeira - Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Josivan Barbosa Menezes - Universidade Federal Rural do Semi-árido (Ufersa)

Amaro Henrique Pessoa Lins - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)

Malvina Tânia Tuttman - Univ. Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio)

Ana Dayse Rezende Dórea - Universidade Federal de Alagoas (Ufal)

Maria Beatriz Luce - Universidade Federal do Pampa (Unipampa)

Antonio César Gonçalves Borges - Universidade Federal de Pelotas (UFPel)

Maria Lúcia Cavalli Neder - Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)

Carlos Alexandre Netto - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

Miguel Badenes P. Filho - Centro Fed. de Ed. Tec. (Cefet-RJ)

Carlos Eduardo Cantarelli - Univ. Tec. Federal do Paraná (UTFPR)

Miriam da Costa Oliveira - Univ.. Fed. de Ciênc. da Saúde de POA (UFCSPA)

Célia Maria da Silva Oliveira - Univ. Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)

Natalino Salgado Filho - Universidade Federal do Maranhão (Ufma)

Damião Duque de Farias - Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD)

Paulo Gabriel S. Nacif - Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB)

Felipe .Martins Müller - Universidade Federal da Santa Maria (UFSM).

Pedro Angelo A. Abreu - Univ. Fed. do Vale do Jequetinhonha e Mucuri (UFVJM)

Hélgio Trindade - Univ. Federal da Integração Latino-Americana (Unila)

Ricardo Motta Miranda - Univ. Fed. Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)

Hélio Waldman - Universidade Federal do ABC (UFABC)

Roberto de Souza Salles - Universidade Federal Fluminense (UFF)

Henrique Duque Chaves Filho - Univ. Federal de Juiz de Fora (UFJF)

Romulo Soares Polari - Universidade Federal da Paraíba (UFPB)

Jesualdo Pereira Farias - Universidade Federal do Ceará (UFC)

Sueo Numazawa - Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra)

João Carlos Brahm Cousin - Universidade Federal do Rio Grande - (Furg)

Targino de Araújo Filho - Univ. Federal de São Carlos (UFSCar)

José Carlos Tavares Carvalho - Universidade Federal do Amapá (Unifap)

Thompson F. Mariz - Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)

José Geraldo de Sousa Júnior - Universidade de Brasília (UnB)

Valmar C. de Andrade - Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)

José Seixas Lourenço - Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa)

Virmondes Rodrigues Júnior - Univ. Federal do Triângulo Mineiro (UFTM)

Walter Manna Albertoni - Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)



Enquanto isto em Sampa:

www.youtube.com
Em 26 de março de 2010, o então governador de São Paulo José Serra mandou a Polícia Militar reprimir violentamente manifestação dos professores do estado que reivindicavam melhores salários e condições de trabalho.

Mario Vargas Llosa, Nobel de Literatura

Mario Vargas Llosa, Nobel de Literatura

As primeiras notícias não podiam ser mais alentadoras: “Mario Vargas Llosa vence o Prêmio Nobel de Literatura”. Faz bem, é um bem saber que um escritor latino-americano recebe um reconhecimento mundial, quase digo, um concerto, uma concertação mundial. Ele não é um daqueles ilustríssimos desconhecidos, sobre quem, assim que recebemos a notícia de que ganharam o Nobel, perguntamos quem?

Por Urariano Mota*

Mario Vargas Llosa fez parte, junto à estrela máxima Gabriel García Márquez, mais Cortázar, Carlos Fuentes e outros, a quem a pressa do texto evoca em memória de flash, do boom da ótima literatura latino-americana dos anos 70. Viva. E por isso continuamos a ler a notícia, pois este momento do Nobel é a única ocasião em que a literatura ganha espaço nos jornais brasileiros:

“O escritor peruano Mario Vargas Llosa é o vencedor do Prêmio Nobel de Literatura 2010, anunciou hoje a Academia Sueca em sua sede, em Estocolmo. Como prêmio, vai receber 10 milhões de coroas suecas (US$ 1,5 milhão).

Em comunicado, o comitê informou que Llosa recebeu o prêmio ‘por sua cartografia de estruturas de poder e suas imagens vigorosas sobre a resistência, revolta e derrota individual’.
Nascido em 1936, o novelista e ensaísta é tido como um dos maiores nomes da literatura em língua espanhola. Seu tema central é a luta pela liberdade em seu país. Entre as principais obras estão ‘A Casa Verde’, ‘Lituma nos Andes’ e ‘A Cidade e os Cachorros’. Em 1981, Llosa publicou ‘A Guerra do Fim do Mundo’, sobre a Guerra de Canudos, que dedicou ao escritor brasileiro Euclides da Cunha, autor de ‘Os Sertões’".

Opa, já aqui paramos. A justificativa de escolha, feita pelo júri sueco, é muito imaginosa. “Cartografia de estruturas de poder”.... “imagens vigorosas sobre a resistência”. Depois, não sabemos se por reprodução do release de Estocolmo, a notícia acrescenta que “seu tema central é a luta pela liberdade em seu país” e que “A guerra do Fim do Mundo é uma de suas obras principais”. Vejamos, melhor, olhemos:

Pelo menos “A guerra do fim do mundo” é um portentoso fracasso, um livro falho, indigno de um criador um pouquinho acima da média. Apesar de Nélida Piñón afirmar, naquele velho hábito de boas maneiras e diplomacia entre os nobres que ascenderam à academia, que A Guerra do Fim do Mundo é o melhor romance do peruano, “que fez um levantamento detalhado sobre o levante monarquista de camponeses nordestinos liderados por Antônio Conselheiro, duramente reprimido pelas forças republicanas”, etc., esse livro não se sustenta em vários níveis: a) pela criação mesma de personagens – e olhem que um deles é nada mais, nada menos, que Antonio Conselheiro; b) pela desproporção de abismo entre a dimensão humana/política de Canudos e o livrinho realizado; c) pela aviltação de Euclides da Cunha, esse intelectual de honestidade absoluta, que só é recuperado para o grande público em recriações constrangedoras.

E se desejam um argumento de autoridade, eis o que sobre A Guerra do Fim do Mundo declarou Walnice Nogueira Galvão, uma das maiores estudiosas do legado de Euclides da Cunha:

“Não penso que tenha sido uma homenagem a Euclides da Cunha. Vargas Llosa pegou Os Sertões, uma obra de arte, um monumento, uma coisa complexíssima, e transformou num best-seller, tirando toda essa complexidade, tornando-a uma coisa banal, e vendeu montanhas. O imperdoável é que ele tenha colocado Euclides, enquanto personagem de seu livro, como um jornalista míope e que perde os óculos na guerra. Isso é demais! É fácil proceder a uma análise psicanalítica: penso que ele tinha tanta inveja de Os Sertões que diminuiu o autor, tornando-o simbolicamente um míope sem óculos”.

Mas há que continuar a pesquisa das notícias, Mario Vargas Llosa é mais que Os Sertões, desculpem, devo e quero dizer, mais que A Guerra do Fim do Mundo. E continuando, lemos:

“Peruano Vargas Llosa é um intelectual engajado”... Ham? Hum...

“Mario Vargas Llosa, o escritor peruano que ganhou o Prêmio Nobel de Literatura 2010, ajudou a colocar a literatura latino-americana em destaque na década de 1960. Ele fascinou os leitores com uma série de best-sellers internacionais nas últimas quatro décadas, o que não o impediu de se envolver com a política do seu país.

De origem esquerdista, o escritor gradualmente se tornou um conservador, o que ficou claro nos seus influentes artigos políticos e na sua fracassada candidatura a presidente do Peru em 1990”. Ah...

A primeira coisa que a experiência nos ensina é que ao ler um texto onde apareça a palavra “esquerdista”, esquerdista aí é insulto. É algo como um desenvolvimento involutivo de esquerdismo. Nesses textos, “esquerda” é palavra morta, porque, a priori, quem passa por ela é “esquerdista”. A frase citada acima não podia ser mais clara: vindo de uma posição política nada séria, marginal, transformou-se com o tempo em um conservador, a ponto de escrever influentes artigos políticos. Por supuesto, as pessoas, até os escritores, evoluem. Quando deixam de ser esquerdistas, melhoram muito mais e melhor, deveriam dizer.

O diabo é que a história,a própria história de vida literária e pessoal de Mario Vargas Llosa desmente semelhante melhora. Os jovens de todo o mundo leram e leem até hoje com prazer “A cidade e os cachorros”, um livro da velha convicção do autor. Uma rápida busca na web ajuda a nossa memória humana:

“Romance que revelou o talento de Mario Vargas Llosa no início dos anos 60, "A Cidade e os Cachorros" é hoje considerado um clássico da literatura latino-americana.

O livro relata uma experiência traumática em um colégio militar. Nele se conta a história de jovens internos vindos de todos os pontos do Peru, a maioria de origem humilde. Todos eles vêm com problemas familiares e inseguranças, mas mesmo assim são obrigados a sobreviver em meio a um ambiente brutal e hostil, onde a justiça quase nunca prevalece e os superiores sequer sabem o que ocorre nos alojamentos. Mas, longe da vista dos oficiais, os alunos fazem coisas que eles nem imaginam: se embebedam, jogam cartas e brigam entre si. Os mais velhos humilham os novatos e criam um círculo vicioso de dominação e crueldade. Em meio a esse contexto, alguns rapazes irão se reunir e formar um grupo para banir a ameaça dos veteranos: o Círculo”.

Depois, ainda na fase esquerdista, vêm A Casa Verde (1966), Conversa na Catedral (1969), Pantaleão e as Visitadoras (1973), Tia Júlia e o Escrevinhador (1977)... Ainda que em 1971 tenha subscrito um abaixo-assinado com críticas a Fidel Castro, ainda nesse tempo ele estava no campo da esquerda, como diríamos hoje. Então ele assinou um manifesto que exigia socialismo com liberdade e respeito às diferenças. Em 1981 é que vem o desastre literário de A Guerra do Fim do Mundo, que coincide com a sua nova fase de homem ajuizado, sensato e bem posto contra esquerdismos e esquerdistas. Ora, estava escrito: fracasso.

Entendam, por favor, para que se evite uma redução empobrecedora e ligeira. As opiniões e prática política de um escritor não lhe garantem, jamais garantiram, qualidade literária. De um ponto de vista simples, factual, poderiam ser lembrados inúmeros casos de escritores de opiniões reacionárias, mas senhores de uma obra fecundante. Balzac é o mais eloquente. Mas para não ir tão longe no espaço, podemos lembrar Machado de Assis que, não sendo propriamente um homem reacionário, jamais entrou no corpo-a-corpo do enfrentamento, como foi o caso de Lima Barreto e Graciliano Ramos. Por outro lado, (ou do mesmo lado?) a opinião e prática de esquerda não garantem qualidade a priori a qualquer escritor ou artista. O que importa, sempre, é o ponto de vista alcançado, a revolta contra o puto mundo realizada em destinos de pessoas/personagens.

A coincidência de Vargas Llosa acima, entre suas práticas políticas que foram até a candidatura à presidência do Peru por um partido de direita e a realização que desaba em um livro que seria homenagem a Euclides da Cunha, por exemplo, atinge uma ontologia, se me permitem tentar engabelar com uma palavra difícil, ou dizendo de outra maneira: o escritor cai, quando esgota o seu fogo íntimo, criador, para ceder lugar ao escritor de sucesso aceito pelo grande mundo, pequeno mundo. Hoje, Mario Vargas Llosa é mais personagem político que critica em entrevistas, sempre bem-vindas na mídia, Fidel Castro, Hugo Chávez e Lula, que o escritor do boom maravilhoso explodido em Barcelona.

Gabriel García Márquez em uma de suas falas brilhantes, que são tão boas quanto frases escritas dos seus romances, declarou em setembro de 1981 que ele, Márquez, “era mais perigoso como escritor que como político”. Magnífico, para dizer o mínimo. O mesmo não se pode dizer de Mario Vargas Llosa neste ano da graça do seu Nobel.


*Jornalista e escritor, colunista do Vermelho

O Bem e o Mal

O Bem, o Mal e o Neoliberal — 2a parte
A tendência da defesa contínua, como a defesa necessária dentro de um ambiente de trabalho, é a de se cristalizar, gerando a banalização da injustiça, da humilhação, da violência cotidianas. Caso contrário os trabalhadores enlouqueceriam diante das pressões criadas pelo sistema neoliberal de organização, ou de desorganização premeditada e lucrativa, do trabalho.

Nem Eros nem Thanatos, trabalho.
Em sua última teoria das pulsões Freud designa Eros como a totalidade das pulsões de vida em oposição a Thanatos, as pulsões de morte. Superficialmente comentando, esses impulsos delimitariam as razões por trás das ações humanas. E é desses impulsos ou desse impulso único, situado no limbo entre o sofrimento e o prazer, que leva o homem a executar trabalho, que esta segunda e modesta parte do artigo intitulado “O Bem, o Mal e o Neoliberal” trata.
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“Quando se pede a Deus o sofrimento, tem-se sempre a certeza de ser bem atendido” — Leon Bloy

Como primeiro plano deveríamos definir o que entendemos por sofrimento. Para além do sofrimento dicionarizado, do “padecimento, infortúnio, desdita, desgraça, flagelo, infelicidade”. Mencionamos anteriormente as relações entre sofrimento e emprego, referindo-nos ao sofrimento dos que não estão inseridos no mercado de trabalho. Cumpre mencionarmos as relações entre o sofrimento e o trabalho, ao sofrimento dos que estão inseridos nesse universo do labor. Afinal, sabemos que não é a entrada no cada dia mais seleto grupo dos empregados que vai garantir a satisfação de todas as nossas necessidades como cidadãos e seres humanos. A transformação da injustiça social numa banalidade reside sobre um processo de reforço recíproco de uma parte pela outra, da fuga do sofrimento – pulsão de vida ou “rejeição” da pulsão de morte – que repousa em uma condição, para a entrada no sofrimento que repousa na outra.
O sofrimento como expiação, como remissão dos “pecados” contra os “deuses” não é nenhuma originalidade católica que Nietzsche criticaria como a religião do “gado humano”, mas a tradição católica de uso da resignação e da resiliência – qualidades importantes do espírito humano – para a manutenção de poder pura e estritamente temporal ajuda muito na condição da formação da indiferença aviltante e vergonhosa da sociedade brasileira. Resistir, arriscar ser humano e não tornar-se indiferente, opaco, oco, servil, é ser chamado de fundamentalista irracional, é ser demonizado pela religião neoliberal midiotizada do bispo Bush e dos Papas Cheney e demais magnatas do petróleo.
Trabalho telecinético
A impressão veiculada pela mídia da conseqüência da mecanização do trabalho ainda reescreve o discurso do meio do século XIX, onde se acreditava que o sofrimento no trabalho fosse completamente eliminado pela mecanização e robotização, que de alguma maneira tão tecnológica que nos soa quase mágica, se teriam abolido as obrigações mecânicas, as tarefas de manutenção e a relação direta com a matéria. Sobrariam nossos cada vez mais inutilizáveis “tempos livres” para consumirmos, sendo essa a soberana vocação do hommo neoliberalis.
Turismo no inferno
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“O inferno deve ser algo assim como a América Latina, mas a sério” — Sofocleto, Sinlogismos
Lembra-se, o leitor, das imagens de uma reportagem de televisão ou retém ainda a lembrança de uma visita guiada a uma fábrica de aspecto asseado, totalmente clean? Infelizmente tudo isso não passa de clichê, o que as empresas mostram são suas fachadas e vitrines, previamente decoradas e oferecidas de bom grado aos olhares de curiosos ou visitantes. O que se efetua aí é a velhíssima piada do turista no inferno: visitar é ótimo, quero ver é morar lá.
Por trás da vitrine televisionada há o sofrimento, bem real, dos que trabalham. Dos que pretensamente nem sequer existem, da legião fantasma que assume as tarefas comprovadamente arriscadas à saúde sem qualquer sombra de direito trabalhista. Para que o texto não fique tão abstrato seguem exemplos bem físicos de onde se pode encontrar tais quadros: firmas de serviços de manutenção nuclear, firmas de limpeza (seja em indústrias ou escritórios, hospitais, trens, aviões etc.), montadoras de automóveis, matadouros industriais, empresas avícolas etc. Depois os âncoras dos telejornais quase que apocalípticos e místicos nos vêm com as “inexplicáveis” “gripe do frango”, “febre aftosa” e outras “maravilhas” (do controle populacional neomaltusiano e neoliberal) geradas por animais encaixotados do nascer ao morrer, sem nunca terem visto a luz do sol, alimentados com ração transgênica, tomando vacinas e vitaminas sintéticas goela abaixo para conseguirem (sobre)viver até o abate. Mas isso é fichinha perto das radiações ionizantes, vírus, fungos, amianto, dos que se submetem a horários alternados, a lista é quase interminável. Tais malefícios são relativamente recentes e vêm se agravando e multiplicando na lógica do todo poderoso capital.
Psicossomático ou psicoporrada?
Ali, atrás das vitrines fabris televisionadas, há o sofrimento dos que temem não satisfazer, não estar à altura das imposições da organização do trabalho: horário, ritmo, formação, informação, aprendizagem, nível de instrução, diploma, plano de carreira, experiência, rapidez de aquisição de conhecimentos teóricos e práticos, adaptação à ideologia, “cultura” ou “família” da empresa, exigências, fricotes e frescuras do mercado, relação com os clientes, particulares, público etc.
O papel(-)higiênico da imprensa.
Há mais de três décadas os jornalistas midiotizados deixaram de fazer sondagens sociais ou reportagens no mundo do trabalho comum para se dedicarem a “matérias” sobre as luzes das vitrines do progresso. Pouco ou nenhum interesse pelo sofrimento que deseja cada vez mais ver como “o outro”, o “corpo estranho”. Somente o martírio das vítimas da violência e das atrocidades bélicas, à distância, como a situação da Palestina, a neurose cobiçosa e avarenta da Casa Branca por petróleo a qualquer custo no Irã, no Iraque, na Venezuela onde quer que haja uma gota preta e seborrenta de ouro negro, se oferece à curiosidade dos nossos “telespectadores”. O sofrimento próximo é banalizado e substituído pelo sofrimento teleguiado (ou vídeoguiado), projetado em uma sensibilização cinematográfica com as questões palestina, iraquiana. É a mídia amparada nos capitais vultosos e no discurso único do neoliberalismo docilizando a reação do público (porque é muito difícil encontrar povo, com sentimento de nação e de pertencimento, com ethos, hoje em dia).
Do mundo do trabalho real, cotidiano, não banal, mas banalizado, não se ouvem senão ecos amortecidos na imprensa e no espaço público, ecos amortecidos por sindicatos completamente entregues aos interesses dos grandes capitais, o que nos leva a crer que as parcas notícias que surgem sobre escravidão, sub-empregos e violências no trabalho não passam de excepcionalidades, não tendo significado nenhum no que concerne à situação geral do mundo do trabalho hoje em dia. Chega a ser imoral a indignação afetada dos “âncoras” dos telejornais com essas matérias e a forma como eles repentinamente se riem do resultado de um campeonato de futebol recente.
O fantasma da incompetência.
O que é o “real” do trabalho? Calma, não vamos oferecer pílulas azuis ou vermelhas. A definição de “real” no estudo do trabalho está mais avançado que o mero conceito da resistência ao conhecimento. Percebe-se o “real” do trabalho muito mais como a defasagem irredutível entre a organização prescrita do trabalho e a organização real do trabalho. Explico.
Quaisquer que sejam as qualidades da organização do trabalho é impossível, no cotidiano, cumprir os objetivos da tarefa respeitando ponto-a-ponto as prescrições, as instruções e o procedimento. Basicamente veremos que, dentro da lógica neoliberal de trabalho, é mais rentável termos um manual de instruções de setecentas páginas explicando como bater um martelo sobre uma parede e colocar um prego do que executar a ação em si. Caso caiamos na tentação de agir “segundo as regras”, nos veremos na conhecida situação de “operação padrão”, também conhecida como “operação tartaruga”. É de se crer que muitas desses modus operandis das empresas tenham sido criados com o único propósito de humilhar e desencorajar funcionários que, ignorando essas culturas da incompetência empresarial ou laborial, conseguem realizar seus trabalhos com eficácia e zelo mas, por não seguirem o “padrão” da empresa na execução de suas tarefas (até porque ele é criado para ser impossível de ser executado), não conseguem um aumento ou benefício quando o requisitam.
Trabalhe mal, trabalhe muito mal
Até mesmo quando o trabalhador sabe o que deve fazer e não parece, a princípio, nada impossível, como o caso anterior, ele muitas vezes não consegue fazê-lo graças às pressões sociais do trabalho. Colegas criam obstáculos, o ambiente social é péssimo, cada qual trabalha por si, todos sonegam informações, isso sem citar o caso específico (e muito comum no Brasil) de uma funcionária ser humilhada diariamente com “cantadas”, “gracejos” e outras pérolas da sociedade machista e porco-chauvinista brasileira. Nas tarefas ditas de execução abundam esse tipo de contradições que impedem o trabalhador (e a trabalhadora) de realizar corretamente o seu trabalho.
Muitas mudanças estruturais e o processo de “enxugamento” (tratado no artigo anterior) dos quadros deixam todos tão sobrecarregados de trabalho pelo acúmulo de funções (que não inclui o acúmulo de salários, pelo contrário) que eles simplesmente “ignoram” parte do trabalho a ser realizado. É claro que, para o fantasioso sistema neoliberal de trabalho, não há qualquer chance de se admitir tal situação oficialmente e então o trabalhador mais antigo se recusa, por exemplo, a implementar a investigação proposta pelo novo colega sobre a incompetência generalizada e regulamentada que encontrou no seu novo local de trabalho, porque a investigação seria difícil e demandaria muito tempo (e trabalho).
Carne (e neurônios) tratada como massa
Não estou anulando totalmente o discurso de satanização que o neoliberalismo costuma fazer sobre as empresas e os serviços públicos. Obviamente há os funcionários indolentes e os desonestos (no âmbito público como no privado também), mas, em sua maioria, os que trabalham se esforçam por fazer o melhor, pondo nisso muita energia, paixão e investimento pessoal. É justo que essa contribuição seja reconhecida. Quando ela não é, quando passa despercebida em meio à indiferença geral ou é negada pelos outros, isso acarreta um sofrimento que é muito perigoso para a saúde mental.
O reconhecimento não é uma reivindicação secundária dos que trabalham ou uma expectativa pueril ou egocêntrica. Muito pelo contrário, mostra-se decisivo na dinâmica da mobilização subjetiva da inteligência e da personalidade no trabalho. Cortando em miúdos: obviamente quem é reconhecido trabalha melhor e o inverso também se aplica.
É necessário que haja reciprocidade nas relações do trabalho – assim como seria desejável em todas as demais. Reciprocidade é uma condição de troca em interação social, sem a qual as pessoas tendem a perder o interesse e se retrair, acumulando diversas questões, sentimentos, dúvidas, inquietações que assumirão o grau de psicopatologias crônicas.
O trabalho na (de)formação do ego
Inversamente, quando a qualidade do meu trabalho é reconhecida, também meus esforços, minhas angústias, minhas dúvidas, minhas decepções, meus desânimos adquirem sentido. Todo aquele sofrimento, portanto, não teria sido em vão, teria feito de mim um sujeito diferente daquele que eu era antes de ser reconhecido.
O trabalho se inscreve então na dinâmica de realização do ego (como dito no artigo anterior). A identidade constitui a armadura da saúde mental. Dizem os psicólogos: “não há crise psicopatológica que não esteja centrada numa crise de identidade”. Aí coloca-se a dramaticidade da questão do trabalho e do sofrimento no trabalho. Não podendo gozar os benefícios do reconhecimento de seu trabalho, nem alcançar assim o sentido de sua relação para com o mesmo, o sujeito se vê reconduzido ao seu sofrimento e somente a ele. Diante da pressão midiática para a aquisição de novos e já obsoletos produtos, diante da constante exigência familiar ou do seu círculo social, o sujeito reconhece-se como o retrato do sofrimento numa sala de espelhos.
Defesa, cristalização... banalização ou quebra
Se o sofrimento não se faz acompanhar de descompensação psicopatológica (ruptura do equilíbrio psíquico que se manifesta pela eclosão de uma doença mental), é porque contra ele o sujeito emprega defesas que lhe permitem controlá-lo. À par dos mecanismos de defesa classicamente descritos pela psicanálise ou pela psicologia analítica, existem defesas construídas e empregadas pelos trabalhadores coletivamente, sociologicamente.
A grande questão se insere quando, do resultado de pesquisas acerca das doenças mentais do trabalho, sobra a inequívoca e inquietante noção de que, em sua maioria, os trabalhadores permanecem dentro de um espectro de ações, comportamentos e reações psíquicas que poderiam ser considerados “normais”. Dessa maneira a própria noção de “normalidade” passa a ser enigmática.
A tendência da defesa contínua, como a defesa necessária dentro de um ambiente de trabalho, é a de se cristalizar, gerando a banalização da injustiça, da humilhação, da violência cotidianas. Caso contrário os trabalhadores enlouqueceriam diante das pressões criadas pelo sistema neoliberal de organização, ou de desorganização premeditada e lucrativa, do trabalho.
Perfeitamente nOrMaL
A normalidade é interpretada como o resultado de uma composição - quase como um mosaico psíquico de partes psicológicas, religiosas, culturais, familiares e educacionais completamente desconexas e intrincadas – entre o sofrimento e a luta (individual e coletiva) contra o sofrimento no trabalho. A normalidade não implica a ausência de sofrimento, a tentativa de ignorar o sofrimento ou viver sem ele introjeta um niilismo de uma vacuidade tão grande que tende a levar ao suicídio.
O que se pode propor é uma “normalidade sofrente”, sendo o estado de “normalidade” não o efeito passivo de um condicionamento social, de algum conformismo ou de uma normalidade pejorativa e desprezível, obtida pela interiorização da dominação social, mas o resultado da árdua contenda cotidiana contra a desestruturação psíquica provocada pelas pressões do trabalho.
Banalização? Do quê mesmo?
Essas estratégias de defesa social contra o inaceitável, o inescrupuloso, vergonhoso e doente da injustiça social tendem a tornar aceitável porque comum, o inaceitável, o vergonhoso e o revoltante. Assim essas estratégias de defesa, interessadas na manutenção do ego, estruturam a indiferença social. Funcionam como uma armadilha que insensibiliza contra aquilo que faz sofrer, permitem, muitas vezes, puxar para dentro do campo sempre e sempre alargado do “tolerável” o sofrimento ético, e não mais apenas o psíquico, entendendo-se por tal não o sofrimento que resulta de um mal padecido pelo sujeito, e sim o que ele pode experimentar ao cometer, por causa de seu trabalho ou dentro do ambiente de trabalho, atos que condena moralmente.
Questões para o futuro...
Teria o sofrimento no trabalho e a conseqüente luta contra esse mesmo sofrimento alguma influência sobre as posturas morais particulares e sobre as condutas coletivas no campo político? Estaríamos diante da construção, orquestrada pela sinfonia da filarmônica neoliberal e o seu pensamento único, do “público” perfeito, do público expectador, passivo, massificado, imbecilizado, indiferente, inconsciente, lesivo a si mesmo, em uma palavra: vazio?


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Notas:
(1) Christophe Dejours. Psiquiatra, psicanalista, professor do Conservatório Nacional de Artes e Ofícios, e diretor do Laboratório de Psicologia do Trabalho da França.
(2) Essa disciplina – inicialmente denominada psicopatologia do trabalho – tem por objetivo o estudo clínico e teórico da patologia mental decorrente do trabalho. Fundada ao final da Segunda Guerra por um grupo de médicos-pesquisadores liderados por L. Lê Guillant, ela ganhou, há uns 15 anos um novo impulso que a levou recentemente a adotar a denominação de “análise psicodinâmica das situações de trabalho”, ou simplesmente “psicodinâmica do trabalho”. Nessa evolução da disciplina, a questão do sofrimento passou a ocupar uma posição central. Otrabalho tem efeitos poderosos sobre o sofrimento psíquico. Ou bem contribui para agravá-lo, levando progressivamente o indivíduo à loucura, ou bem contribui para transformá-lo, ou mesmo subvertê-lo em prazer a tal ponto que, em certas situações, o indivíduo que trabalha preserva melhor a sua saúde do que aquele que não trabalha. Por que o trabalho ora é patogênico, ora é estruturante? O resultado jamais é dado de antemão. Depende de uma dinâmica complexa cujas principais etapas são identificadas e analisadas pela psicodinâmica do trabalho.
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leia também
Crises ou Processo?
Novembro de 2004
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Renato César da Costa Kress está desempregado. É brasileiro, poeta, escritor e nasceu no Rio de Janeiro no ano 82. Concluiu seus estudos secundários no Colégio Cruzeiro - Deutsche Schule. Lançou em 2000, aos 18 anos, o livro Consciência, sobre impactos do neoliberalismo nos países de terceiro mundo, livro este que começara a escrever dois anos antes. É co-fundador e co-editor da revista eletrônica www.consciencia.net, e membro do I-Latina.org (www.i-latina.org). Atualmente cursa a faculdade de Ciências Sociais na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Contato por e-mail, clique aqui. Para outros textos do autor, clique aqui.
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Artigo finalizado pelo autor em 26/1/2006, publicado em 10/2/2006 e atualizado em 14/3/2006 na Revista Consciência.Net.
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(*) O título deste artigo é uma referência ao filme “O Bom, o Mau e o Feio”, dirigido pelo italiano Sérgio Leone.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Prêmio Nobel

Mario Vargas Llosa, Nobel de Literatura
As primeiras notícias não podiam ser mais alentadoras: “Mario Vargas Llosa vence o Prêmio Nobel de Literatura”. Faz bem, é um bem saber que um escritor latino-americano recebe um reconhecimento mundial, quase digo, um concerto, uma concertação mundial. Ele não é um daqueles ilustríssimos desconhecidos, sobre quem, assim que recebemos a notícia de que ganharam o Nobel, perguntamos quem?

Por Urariano Mota*
Mario Vargas Llosa fez parte, junto à estrela máxima Gabriel García Márquez, mais Cortázar, Carlos Fuentes e outros, a quem a pressa do texto evoca em memória de flash, do boom da ótima literatura latino-americana dos anos 70. Viva. E por isso continuamos a ler a notícia, pois este momento do Nobel é a única ocasião em que a literatura ganha espaço nos jornais brasileiros:

“O escritor peruano Mario Vargas Llosa é o vencedor do Prêmio Nobel de Literatura 2010, anunciou hoje a Academia Sueca em sua sede, em Estocolmo. Como prêmio, vai receber 10 milhões de coroas suecas (US$ 1,5 milhão).

Em comunicado, o comitê informou que Llosa recebeu o prêmio ‘por sua cartografia de estruturas de poder e suas imagens vigorosas sobre a resistência, revolta e derrota individual’.
Nascido em 1936, o novelista e ensaísta é tido como um dos maiores nomes da literatura em língua espanhola. Seu tema central é a luta pela liberdade em seu país. Entre as principais obras estão ‘A Casa Verde’, ‘Lituma nos Andes’ e ‘A Cidade e os Cachorros’. Em 1981, Llosa publicou ‘A Guerra do Fim do Mundo’, sobre a Guerra de Canudos, que dedicou ao escritor brasileiro Euclides da Cunha, autor de ‘Os Sertões’".

Opa, já aqui paramos. A justificativa de escolha, feita pelo júri sueco, é muito imaginosa. “Cartografia de estruturas de poder”.... “imagens vigorosas sobre a resistência”. Depois, não sabemos se por reprodução do release de Estocolmo, a notícia acrescenta que “seu tema central é a luta pela liberdade em seu país” e que “A guerra do Fim do Mundo é uma de suas obras principais”. Vejamos, melhor, olhemos:

Pelo menos “A guerra do fim do mundo” é um portentoso fracasso, um livro falho, indigno de um criador um pouquinho acima da média. Apesar de Nélida Piñón afirmar, naquele velho hábito de boas maneiras e diplomacia entre os nobres que ascenderam à academia, que A Guerra do Fim do Mundo é o melhor romance do peruano, “que fez um levantamento detalhado sobre o levante monarquista de camponeses nordestinos liderados por Antônio Conselheiro, duramente reprimido pelas forças republicanas”, etc., esse livro não se sustenta em vários níveis: a) pela criação mesma de personagens – e olhem que um deles é nada mais, nada menos, que Antonio Conselheiro; b) pela desproporção de abismo entre a dimensão humana/política de Canudos e o livrinho realizado; c) pela aviltação de Euclides da Cunha, esse intelectual de honestidade absoluta, que só é recuperado para o grande público em recriações constrangedoras.

E se desejam um argumento de autoridade, eis o que sobre A Guerra do Fim do Mundo declarou Walnice Nogueira Galvão, uma das maiores estudiosas do legado de Euclides da Cunha:

“Não penso que tenha sido uma homenagem a Euclides da Cunha. Vargas Llosa pegou Os Sertões, uma obra de arte, um monumento, uma coisa complexíssima, e transformou num best-seller, tirando toda essa complexidade, tornando-a uma coisa banal, e vendeu montanhas. O imperdoável é que ele tenha colocado Euclides, enquanto personagem de seu livro, como um jornalista míope e que perde os óculos na guerra. Isso é demais! É fácil proceder a uma análise psicanalítica: penso que ele tinha tanta inveja de Os Sertões que diminuiu o autor, tornando-o simbolicamente um míope sem óculos”.

Mas há que continuar a pesquisa das notícias, Mario Vargas Llosa é mais que Os Sertões, desculpem, devo e quero dizer, mais que A Guerra do Fim do Mundo. E continuando, lemos:

“Peruano Vargas Llosa é um intelectual engajado”... Ham? Hum...

“Mario Vargas Llosa, o escritor peruano que ganhou o Prêmio Nobel de Literatura 2010, ajudou a colocar a literatura latino-americana em destaque na década de 1960. Ele fascinou os leitores com uma série de best-sellers internacionais nas últimas quatro décadas, o que não o impediu de se envolver com a política do seu país.

De origem esquerdista, o escritor gradualmente se tornou um conservador, o que ficou claro nos seus influentes artigos políticos e na sua fracassada candidatura a presidente do Peru em 1990”. Ah...

A primeira coisa que a experiência nos ensina é que ao ler um texto onde apareça a palavra “esquerdista”, esquerdista aí é insulto. É algo como um desenvolvimento involutivo de esquerdismo. Nesses textos, “esquerda” é palavra morta, porque, a priori, quem passa por ela é “esquerdista”. A frase citada acima não podia ser mais clara: vindo de uma posição política nada séria, marginal, transformou-se com o tempo em um conservador, a ponto de escrever influentes artigos políticos. Por supuesto, as pessoas, até os escritores, evoluem. Quando deixam de ser esquerdistas, melhoram muito mais e melhor, deveriam dizer.

O diabo é que a história,a própria história de vida literária e pessoal de Mario Vargas Llosa desmente semelhante melhora. Os jovens de todo o mundo leram e leem até hoje com prazer “A cidade e os cachorros”, um livro da velha convicção do autor. Uma rápida busca na web ajuda a nossa memória humana:

“Romance que revelou o talento de Mario Vargas Llosa no início dos anos 60, "A Cidade e os Cachorros" é hoje considerado um clássico da literatura latino-americana.

O livro relata uma experiência traumática em um colégio militar. Nele se conta a história de jovens internos vindos de todos os pontos do Peru, a maioria de origem humilde. Todos eles vêm com problemas familiares e inseguranças, mas mesmo assim são obrigados a sobreviver em meio a um ambiente brutal e hostil, onde a justiça quase nunca prevalece e os superiores sequer sabem o que ocorre nos alojamentos. Mas, longe da vista dos oficiais, os alunos fazem coisas que eles nem imaginam: se embebedam, jogam cartas e brigam entre si. Os mais velhos humilham os novatos e criam um círculo vicioso de dominação e crueldade. Em meio a esse contexto, alguns rapazes irão se reunir e formar um grupo para banir a ameaça dos veteranos: o Círculo”.

Depois, ainda na fase esquerdista, vêm A Casa Verde (1966), Conversa na Catedral (1969), Pantaleão e as Visitadoras (1973), Tia Júlia e o Escrevinhador (1977)... Ainda que em 1971 tenha subscrito um abaixo-assinado com críticas a Fidel Castro, ainda nesse tempo ele estava no campo da esquerda, como diríamos hoje. Então ele assinou um manifesto que exigia socialismo com liberdade e respeito às diferenças. Em 1981 é que vem o desastre literário de A Guerra do Fim do Mundo, que coincide com a sua nova fase de homem ajuizado, sensato e bem posto contra esquerdismos e esquerdistas. Ora, estava escrito: fracasso.

Entendam, por favor, para que se evite uma redução empobrecedora e ligeira. As opiniões e prática política de um escritor não lhe garantem, jamais garantiram, qualidade literária. De um ponto de vista simples, factual, poderiam ser lembrados inúmeros casos de escritores de opiniões reacionárias, mas senhores de uma obra fecundante. Balzac é o mais eloquente. Mas para não ir tão longe no espaço, podemos lembrar Machado de Assis que, não sendo propriamente um homem reacionário, jamais entrou no corpo-a-corpo do enfrentamento, como foi o caso de Lima Barreto e Graciliano Ramos. Por outro lado, (ou do mesmo lado?) a opinião e prática de esquerda não garantem qualidade a priori a qualquer escritor ou artista. O que importa, sempre, é o ponto de vista alcançado, a revolta contra o puto mundo realizada em destinos de pessoas/personagens.

A coincidência de Vargas Llosa acima, entre suas práticas políticas que foram até a candidatura à presidência do Peru por um partido de direita e a realização que desaba em um livro que seria homenagem a Euclides da Cunha, por exemplo, atinge uma ontologia, se me permitem tentar engabelar com uma palavra difícil, ou dizendo de outra maneira: o escritor cai, quando esgota o seu fogo íntimo, criador, para ceder lugar ao escritor de sucesso aceito pelo grande mundo, pequeno mundo. Hoje, Mario Vargas Llosa é mais personagem político que critica em entrevistas, sempre bem-vindas na mídia, Fidel Castro, Hugo Chávez e Lula, que o escritor do boom maravilhoso explodido em Barcelona.

Gabriel García Márquez em uma de suas falas brilhantes, que são tão boas quanto frases escritas dos seus romances, declarou em setembro de 1981 que ele, Márquez, “era mais perigoso como escritor que como político”. Magnífico, para dizer o mínimo. O mesmo não se pode dizer de Mario Vargas Llosa neste ano da graça do seu Nobel.


*Jornalista e escritor, colunista do Vermelho

Soledad

Eu conheci Soledad. Sua garra, sua ânsia por ‘mudar as coisas’, como ela dizia. Mas era triste, a Soledad, nunca descobri p q. foi antes de engravidar, antes de conhecer seu futuro algoz...saíamos pelas ruas erraticamente (ela gostava muito de sorvete...), sem destino...falávamos sobre tudo, nossa futura vida a 2 (n época tínhamos planos...)idealismo, desprendimento, seu nome...Soledad...
Era agradável, eu deixava minhas cervejas e ficávamos nos curtindo com um sorvete, olhar os passantes, pensar na vida...comentar, fofocar ‘olha q vestido + ridículo, e aquela fruteira no chapéu...eram resquícios de C. Miranda...éramos felizes – aliás, até na morte minha Soledad foi feliz...- e nos curtíamos. Nos separamos no inicio da ditadura...cada um p um lado (ás x, sem querer nos batíamos, mas fingíamos q n nos conhecíamos).
Foi chato o final...esqueçamos. eu quero ter a imagem linda de minha Soledad como eu a conheci.

Pensamentando

Diálogo entre o minusc’ulisses e a maiusc’ulisses
Posted: 11 Oct 2010 11:59 AM PDT
peguei o seu ‘
O que?
o ‘ de s’eu.
O que de meu?
o s’eu.
O meu eu?
não, o ‘ de s’eu.
Sim, meu antisoluço.
o ‘ da testa.
(Modos de Fazer o Mundo)

MILITÂNCIA! A campanha da vizinhança da SQN 2010

MILITÂNCIA!
A campanha da vizinhança da SQN 2010

Gilney Viana

Vejo e ouço relatos de iniciativas de campanha de pessoas, famílias, pequenos grupos de voluntários que saem às ruas, com a bandeira da Dilma nas costas e os ideais petistas no coração. É o ciclista solitário percorrendo as ruas com a bandeira da Dilma; o companheiro idoso, cheio de adesivos do PT, que discute calorosamente no boteco da “comercial”; o cidadão que balança a bandeira vermelha da janela do seu apartamento na Asa Norte ou a eleva acima dos barracos da Estrutural; a servidora que se dispôs e está fazendo uma conversa individual com todas as colegas da sua autarquia; os bancários que, após a jornada de trabalho, fazem bandeiraço; enfim, militantes que tomam a iniciativa sem esperar orientação da coordenação de campanha...simplesmente fazem a campanha, como a campanha da vizinhança da SQN 2010, em Brasília.

Paramos de reclamar e fomos à luta. Inicialmente montamos uma barraca no Eixão aos domingos em frente à 210. Eu, Décio e sua família (às vezes até o netinho), Allan e seu filho menor, Marina e Elvira. Ao balançar da bandeira vermelha atenderam outros e outras. Encorajados pela adesão passamos a bandeirar todas as noites no eixinho que divide a super quadra 210 da 410, das 18:15 horas às 20:30 horas. E novos militantes se juntaram: Luis, Dori, Ali, Cida, o Roberto, a gaucha, a paraibana, e assim por diante... sem medo de enfrentar os adversários, às vezes agressivos.

No dia 10 de outubro estávamos fazendo nosso primeiro bandeiraço do segundo turno no Eixão quando agregamos novos militantes e novas idéias. Aí a Lylia se adiantou: precisamos fazer algo alegre, com cantorias, eu trago o violão. Tudo bem! Então vamos nos preparar para o dia 12 que é feriado, combinado? Ah! Dia 12 é dia da criança, vamos fazer alguma coisa para as crianças, para nossos filhos e netos...e para os filhos e netos das famílias que passeiam no Eixão. Tudo certo, fulano faz isto, fulano faz aquilo. Tudo na maior improvisação, na boa vontade, na raça, como geralmente são as iniciativas da militância.

No dia seguinte fomos ao Comício da Ceilândia: Lula, Dilma e Agnelo (nosso candidato a governador). Apesar da chuva, muita animação. De repente, o locutor do comício anunciou o evento da 210. Ficamos muito agradecidos. Logo depois soubemos pela Benildes que o evento da 210 foi integrado à agenda da Dilma. Ficamos alegres e preocupados. Dilma irá à nossa atividade? Gente: o que vamos fazer? Cadê nossas crianças? Quem vai nos ajudar na organização do evento?... Ainda bem que a Arlete compareceu...

Às 9:00 horas já estávamos no Eixão, à altura da 210. Armamos nossa pequena barraca, a barraca maior da Arlete e arrumamos as mesas para as crianças; à vista da imprensa e com a ajuda do pessoal que foi chegando. De repente centenas de pessoas e variadas atividades: outras barracas foram montadas, bandeiraço no Eixinho, distribuição de adesivos, cantorias, atividades das crianças e congraçamento da militância, seguido da agitação com a chegada da Dilma. Nós, da campanha de vizinhança da 2010, alegres e satisfeitos desaparecemos na multidão...voltamos a ser o que sempre fomos, a militância anônima, autônoma e combativa do PT.

^Comentário meu Hilda Essa é a nossa maneira de ser: É por amor a essa pátria, BRASIL, que a gente segue em fileira... Vida longa GILNEY tenho orgulhode ser sua companheira de luta, vc é nosso exemplo.
GUERRILHEIROS VIRTU@IS, que estão no RS, amanhã pela manhã participarão de bandeiraço, em Camaquã, pela nossa candidata DILMA 13 PRESIDENTE! O espírito é esse: MILITÂNCIA, MOSTRA SUA CARA!