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sábado, 9 de outubro de 2010

fhc garante: serra foi o maior defensor da privatização no Brasil

De cara com a Verdade Juntos Somos Fortes 08/10/2010

"Não é hora de discutir Código Florestal". O ditador Serra anuncia em Santa Catarina

http://noticias.terra.com.br/eleicoes/2010/noticias/0,,OI4726403-EI15315,00-Para+Serra+nao+e+hora+de+discutir+o+Codigo+Florestal.html
Em visita a Chapecó, em Santa Catarina, o candidato à presidência José Serra (PSDB) afirmou que não é o momento de discutir mudanças no Código .... Foto: Petra Sabino/Futura Press

Em Chapecó (SC), José Serra defendeu adiar discussão sobre Código Florestal para 2011
Foto: Petra Sabino/Futura Press


Em visita a Chapecó, em Santa Catarina, neste sábado (9), o candidato à presidência pelo PSDB José Serra afirmou que não é o momento certo de discutir o projeto do Código Florestal que está em revisão no Congresso.

"Vamos pegar isso no ano que vem e discutir com todos, tendo em mente a necessidade de proteger o ambiente e ter incentivos econômicos pra desenvolver nosso País", afirmou.

No que tange às mudanças, Serra declarou ser importante considerar as particularidades de cada região brasileira para contribuir no desenvolvimento e proteger o meio ambiente ao mesmo tempo.

"É diferente o problema da Amazônia do problema de Santa Catarina, que é um Estado de pequenas e médias propriedades já ocupadas há muitas décadas. A questão do Código Florestal tem que permitir algum peso para as condições regionais", ressaltou.

O tucano disse que as diferenças regionais também devem ser consideradas na criação de obras de infraestrutura para melhorar o País, fortalecendo as economias regionais e a pequena agricultura. Segundo ele, é preciso haver melhores condições de crédito, juros mais acessíveis e assistência técnica, além de acontecer uma renegociação das dívidas que os agricultores já criaram.

"Geramos mais emprego com isso e mais desenvolvimento, ajudando, inclusive, com mais exportações, que são importantes não só para trazer dólares e outras divisas estrangeiras, como também para gerar empregos. Muitas regiões do Brasil dependem disso hoje", disse.

Focando na geração de empregos, o candidato afirmou que vai apoiar a produção, a indústria e a agricultura para alavancar o consumo interno. Para dar suporte a essas áreas em Santa Catarina, Serra quer melhorar a condição das estradas que dão acesso ao litoral e ao Vale do Itajaí, em parceria com o governador eleito catarinense Raimundo Colombo (DEM) e os prefeitos da região. O apoio das lideranças locais deve ser considerado também, segundo ele, para a construção de policlínicas, ambulatórios médicos de especialidades para consultas e exames.

Quanto à indecisão da ex-candidata Marina Silva (PV), já fora da disputa presidencial, sobre quem apoiará no segundo turno, o tucano ressaltou a importância de que ela tenha liberdade para escolher o candidato que quiser, sem pressões externas.

"No que se refere ao meio ambiente, temos propostas muito avançadas e eu acredito que pode ter uma grande convergência, independentemente de quem a Marina vai apoiar. Não é meu papel assediar e constranger". Quanto às supostas declarações da adversária petista Dilma Rousseff de que boatos espalhados pelo tucano teriam prejudicado o desempenho das ações da Petrobras na bolsa nos últimos dias, Serra afirmou serem delírio.

"Eu não sei se ela disse isso porque é uma afirmação tão delirante que eu não acredito que ela esteja em situação de tanto delírio", disse.

Mudanças do Código Florestal
A revisão do Projeto de Lei do Código Florestal, relatado pelo deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB) e em tramitação no Congresso, foi considerado um "retrocesso" pela ex-candidata verde à presidência, Marina Silva.

Entre outras mudanças, o novo documento prevê a redução de 30 metros para 7,5 metros da área mínima de preservação às margens de rios, a isenção de produtores rurais em cumprir percentuais de reserva legal e a legalização de 90% dos produtores brasileiros, que estariam ilegais segundo o novo Código.

O projeto em discussão entrou na pauta do PV e faz parte da lista de propostas liberadas pelo partido que servirão de base para a discussão de um eventual apoio às candidaturas de José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) no segundo turno da eleição.

O documento apresentado pelo PV pede "veto a propostas de alteração do Código Florestal que reduzam áreas de reserva legal, preservação permanente ou promovam anistia a desmatadores".

como deputado , em 88 serra foi dePUTAdo: Reprovado pelo DIAP.

l DESTAQUES, ELEIÇÕES 2010 l 09/10/2010

Na TV, Serra se diz ‘o melhor deputado da Constituinte de 1988. A verdade: Serra votou contra os trabalhadores e por isso foi reprovado pelo Diap, com nota 3,75

No primeiro programa de TV do segundo turno, exibido nesta sexta-feira (8), o candidato José Serra (PSDB) se declara, entre outras coisas, "o melhor deputado da Constituinte de 1988". Você acreditou?

Aos fatos. Conforme análise do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), entidade que há três décadas analisa o Congresso Nacional, José Serra votou contra os trabalhadores em uma série de discussões importantes ao longo da Constituinte de 88.

Numa escala de zero a 10, o então deputado federal José Serra tirou uma nota de apenas 3,75 no que se refere à defesa de posições que diziam respeito aos interesses nacionais e dos trabalhadores. Lula, por outro lado, tirou nota máxima.

Confira alguns dos motivos para José Serra ter sido reprovado pelos trabalhadores na Constituinte de 1988:

- Serra votou contra a redução da jornada de trabalho para 40 horas;

- Serra votou contra mais garantias ao trabalhador de estabilidade no emprego;

- Serra negou seu voto pelo direito de greve (isso explica o forma ditatorial e violenta com que ele trata o funcionalismo quando recorre à greve);

- Serra negou seu voto pelo abono de férias de 1/3 do salário;

- Serra negou seu voto pelo aviso prévio proporcional;

- Serra negou seu voto pela estabilidade do dirigente sindical;

- Serra negou seu voto para garantir 30 dias de aviso prévio;

- Serra negou seu voto pela garantia do salário mínimo real;

- Serra votou contra a implantação de Comissão de Fábrica nas indústrias;

- Serra votou contra o monopólio nacional da distribuição do petróleo;

Abaixo, a avaliação de Serra (nota 3,75) feita pela publicação "Quem foi quem na Constituinte", do Diap:

E aqui, a avaliação de Lula (nota 10), também deputado federal na época:

Na foto abaixo, Euclides Scalco (à esq.), Fernando Henrique Cardoso, José Serra e Geraldo Alckmin, no plenário da Câmara dos Deputados, durante a Constituinte de 1988.

(Foto: Luciano Andrade/Folha Imagem | 23.06.1988)

Pescado no Site do Companheiro Rosinha
http://drrosinha.com.br/serra88reprovado/

Manifesto das centrais sindicais contra Serra por mentiras e te Golpe

http://www.diap.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=13634&Itemid=83
Lis Chaves
Alexandre Padilha @ Prof @ é o contato do p/grande ato c/intelectuais no RJ dia 18/10 Lindbergnarede

Centrais acusam Serra (PSDB) de impostura e golpe contra trabalhadores PDF Imprimir E-mail
Seg, 12 de Julho de 2010 - 12:27h

As centrais sindicais lançaram manifesto conjunto, na última quarta-feira (7), em que alertam a população para que não se deixe enganar pelas mentiras veiculadas na rádio e na televisão por José Serra, candidato de Fernando Henrique e do PSDB à Presidência da República, a respeito de pretensas medidas que teria proposto em prol da classe trabalhadora. Serra age como um verdadeiro lobo vestido em pele de cordeiro.

Sob o título "Serra: impostura e golpe contra os trabalhadores", CUT, Força Sindical, CTB, CGTB e Nova Central denunciam que "o candidato José Serra (PSDB) tem se apresentado como um benemérito dos trabalhadores, divulgando inclusive que é o responsável pela criação do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) e por tirar do papel o Seguro-Desemprego. Não fez nenhuma coisa nem outra. Aliás, tanto no Congresso Nacional quanto no governo sua marca registrada foi atuar contra os trabalhadores". De acordo com as centrais, "a mentira tem perna curta e os fatos desmascaram o tucano".

Falsificando a história
A nota assinada pelos presidentes das centrais - Wagner Gomes, da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil; Artur Henrique, da Central Única dos Trabalhadores; Miguel Torres, em exercício, da Força Sindical; Antonio Neto, da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil e José Calixto Ramos, da Nova Central Sindical dos Trabalhadores - ressalta é fundamental que a população seja bem informada a respeito dos fatos para que dimensione o tamanho da falsidade que vem sendo divulgada pelo PSDB.

"A verdade", esclareceram, é que "o seguro-desemprego foi criado pelo decreto presidencial 2.284, de 10 de março de 1986, assinado pelo então presidente José Sarney. Sua regulamentação ocorreu em 30 de abril daquele ano, através do Decreto 92.608, passando a ser concedido imediatamente aos trabalhadores".

Da mesma forma, "o FAT foi criado pelo Projeto de Lei 991, de 1988, de autoria do deputado Jorge Uequed (PMDB/RS). Um ano depois Serra apresentou um projeto sobre o FAT (2.250/1989), que foi considerado prejudicado pelo plenário da Câmara dos Deputados, na sessão de 13 de dezembro de 1989, uma vez que o projeto de Jorge Uequed já havia sido aprovado".

Reprovado pelo DIAP
Na Assembleia Nacional Constituinte (1987/1988), o candidato tucano votou reiteradamente contra os trabalhadores, assinala o manifesto: "Serra não votou pela redução da jornada de trabalho para 40 horas; não votou pela garantia de aumento real do salário mínimo; não votou pelo abono de férias de 1/3 do salário; não votou para garantir 30 dias de aviso prévio; não votou pelo aviso prévio proporcional; não votou pela estabilidade do dirigente sindical; não votou pelo direito de greve; não votou pela licença paternidade; não votou pela nacionalização das reservas minerais".

Por isso, conforme recordam os sindicalistas, José Serra foi reprovado pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), que conferiu aos parlamentares uma nota entre zero a dez de acordo com a posição assumida na votação dos temas de interesse da classe trabalhadora, em particular o capítulo sobre direitos sociais.

Serra, que a esta altura já tinha se bandeado para o lado da direita, teve nota 3,75 pelo desempenho na Constituinte. Vale lembrar que no primeiro turno da Constituinte, o atual candidato tucano tirou nota 2,50 e, no segundo turno, por se ausentar em várias votações em que havia votado contra, levou nota 5,0 - o que lhe elevou a média para 3,75.

Homem do capital financeiro
Já em 1994, diante da proposta de Revisão Constitucional, lembram as centrais, "Serra apresentou a proposta 16.643, para permitir a proliferação de vários sindicatos por empresa, cabendo ao patrão decidir com qual sindicato pretendia negociar. Ainda por essa proposta, os sindicatos deixariam de ser das categorias, mas apenas dos seus representados. O objetivo era óbvio: dividir e enfraquecer os trabalhadores e propiciar o lucro fácil das empresas. Os trabalhadores enfrentaram e derrotaram os ataques de Serra contra a sua organização, garantindo a manutenção de seus direitos previstos no artigo 8º da Constituição".

Conforme o manifesto, "é por essas e outras que Serra, enquanto governador de São Paulo, reprimiu a borrachadas e gás lacrimogêneo os professores que estavam reivindicando melhores salários; jogou a tropa de choque contra a manifestação de policiais civis que reivindicavam aumento de salário, o menor salário do Brasil na categoria; arrochou o salário de todos os servidores públicos do Estado de São Paulo".

"As centrais sindicais brasileiras estão unidas em torno de programa de desenvolvimento nacional aprovado na Conferência Nacional da Classe Trabalhadora, em 1º de junho, com mais de 25 mil lideranças sindicais, contra o retrocesso e para garantir a continuidade do projeto que possibilitou o aumento real de 54% do salário mínimo nos últimos sete anos, a geração de 12 milhões de novos empregos com carteira assinada, que acabou com as privatizações, que descobriu o pré-sal e tirou mais de 30 milhões de brasileiros da rua da amargura", conclui o documento assinado pela CUT, Força Sindical, CTB, Nova Central e CGTB.

Enfim, Serra é um homem do capital financeiro e, como tal, já se revelou inimigo da classe trabalhadora. Definitivamente não merece a confiança das centrais sindicais. (Fonte: Vermelho, com agências)


O deputado eleito Gabriel Chalita fala sobre a onda de boatos e mentiras...

VIDEO DE MARINA: " O Brasil tá preparado para ter uma presidenta". REPASSEM

Quem Marina apoia?

O que Marina afirmou nem dá prá caracterizar como uma mensagem subliminar, aquilo foi praticamente, uma declarração de voto.

Só não entendi pq a Globo, na reportagem do JN mostrou a imagem da coletiva, sem audio.

Muito significativo, não?

http://www.youtube.com/watch?v=EsaXiZDvDeM&feature=player_embedded


vou adiantar no final da declaração ela diz: O Brasil está preparado para uma mulher na presidência!


--
Maurício Vieira de Andrade

Chico de Oliveira

''Tudo é um nevoeiro muito pesado''. Entrevista especial com Francisco de Oliveira


Enquanto declara o voto consciente no primeiro turno em Plínio de Arruda Sampaio e confessa que anulará o voto no segundo turno, o sociólogo Francisco de Oliveira acredita que a articulação de Dilma Rousseff com os movimentos sociais, caso eleita, será nenhuma. “Ela não é dos movimentos sociais. Os movimentos estão muito retraídos e sem âmbito de ação. Ela vai seguir um programa e uma tentativa de articulação sustentada pelo Lula. Ela mesma não tem voo próprio. Espera-se que tenha, porque ninguém quer uma presidente que seja um fantoche”, explica, na entrevista que concedeu por telefone para a IHU On-Line. Para ele, sai das eleições um Brasil com um cenário que reafirma a polarização. E conclui: “a política brasileira está indo para um lado muito conservador”.
Francisco de Oliveira formou-se em Ciências Sociais pela Faculdade de Filosofia da Universidade do Recife, atual Universidade Federal de Pernambuco – UFPE. É professor aposentado do Departamento de Sociologia da Universidade de São Paulo – USP.
Confira a entrevista.
IHU On-Line – O senhor esperava segundo turno nas eleições presidenciais?
Francisco de Oliveira – Não foi uma surpresa total, porque as últimas pesquisas indicavam já uma perda de intenção de votos da candidata do governo. O que é surpreendente é a subida, quase um foguete, da Marina Silva. De modo que algumas das tendências já estavam sendo detectadas.
IHU On-Line – Como compreender as alianças políticas na conjuntura atual? O que explica e justifica alianças como PT e PMDB no cenário presidencial?
Francisco de Oliveira – São alianças táticas, não programáticas. Não há nenhuma identificação de programas, mesmo porque não há mais programas. O programa do PT, segundo os jornais, depois da queda de votos da candidata Dilma Rousseff, vai retirar a descriminalização do aborto, por exemplo. Na verdade, trata-se de uma estrutura política que se converteu numa oligarquia parlamentar e os partidos fazem o que querem, qualquer aliança. É uma salada russa. Não tem nem ideologia, não tem mais nada.
IHU On-Line – O senhor disse em uma entrevista que a candidatura de Marina poderia murchar na reta final. Como o senhor reage diante do resultado das urnas?
Francisco de Oliveira – Reajo bem. Foi muito importante ela ter alcançado isso e mostra que mesmo a melhor sociologia, às vezes, não capta bem a realidade. Ela é realmente a surpresa e que fez a diferença. Eu pensei que ela murcharia devido à radicalização. Como não houve radicalização nem do lado do Serra e nem do lado da Dilma, a candidatura dela cresceu ao invés de murchar. De modo que a minha sociologia não estava tão ruim. Mas é que, de fato, os dois candidatos principais mais convergiram do que se opuseram. E aí a candidatura da Marina subiu como uma alternativa muito complexa, de insatisfação, de tentar um caminho alternativo, sem nunca ameaçar os dois principais.
IHU On-Line – Caso for eleita, que articulação Dilma deve fazer com os movimentos sociais?
Francisco de Oliveira – Nenhuma, ela não é dos movimentos sociais. Os movimentos estão muito retraídos e sem âmbito de ação. Ela vai seguir um programa e uma tentativa de articulação sustentada pelo Lula. Ela mesma não tem voo próprio. Espera-se que tenha, porque ninguém quer uma presidente que seja um fantoche. Eu não votei nela, nem votarei no segundo turno, nem no José Serra. Tudo é um nevoeiro muito pesado.
"O que é surpreendente é a subida, quase um foguete, da Marina Silva"
IHU On-Line – Que Brasil se configura a partir do resultado das eleições?
Francisco de Oliveira – Um Brasil com um cenário que reafirma a polarização. Espera-se que a tendência expressada pela Marina Silva possa se robustecer no curto e no médio prazo. Não há nenhum Partido Verde com êxito eleitoral em todo o mundo, salvo na Alemanha, onde o PV começou como uma alternativa de meia-esquerda (no futebol existia essa posição) e foi ficando cada vez mais para a direita. Em nenhum outro país existe Partido Verde, a não ser de forma muito simbólica. Se o PV tiver substância, consistência de crescer no Brasil, será uma bela surpresa política e fará bem para o sistema político brasileiro, mas não é provável. Assim como a Heloísa Helena, que parecia uma alternativa quando chegou a ter 8% de votos e agora sumiu, coitada, nem senadora por Alagoas conseguiu se eleger. Às vezes, na conjuntura política, pode haver uma irrupção inesperada, mas depois essa poeira baixa. De modo que no quadro partidário, no meu modo de ver, não se verá substanciais alterações. A não ser que, de fato, o partido da Marina tenha mais consistência e saiba aproveitar essa conjuntura. Do ponto de vista econômico, o Brasil ingressou no que chamamos de teoria capitalista e monopolista de Estado. E o Lula foi o maior impulsionador disso, para a surpresa de todos que esperavam uma tendência mais à esquerda. Lula firmou uma tendência muito forte de alta concentração e centralização dos capitais. Ele será lido, no futuro, como o sujeito que consolidou o capitalismo no Brasil.
IHU On-Line – Como avalia a atuação da esquerda a partir do resultado das eleições?
Francisco de Oliveira – A atuação da esquerda está sendo completamente ofuscada pela popularidade do Lula. É difícil apresentar um programa de esquerda novo e consistente, sendo que o programa da esquerda é sempre de longo prazo. De modo que, para ser radical, a esquerda está sem programa hoje no Brasil, embora o sistema seja todo furado, mas isso não se transforma em programa político eleitoralmente viável. De modo que estamos à deriva. Estou nesse barco e tenho medo que ele se choque com um iceberg.
"Os dois candidatos principais mais convergiram do que se opuseram"
IHU On-Line – O PSDB e o PT elegeram governadores no primeiro turno vários estados brasileiros, como, por exemplo, São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Bahia. O que isso demonstra em relação ao eleitorado brasileiro?
Francisco de Oliveira – Demonstra, no caso do PSDB, que vai governar os quatro estados principais do ponto de vista econômico e demográfico, que a política brasileira está indo para um lado muito conservador. Enquanto que a eleição dos governadores do PT não é propriamente uma novidade muito promissora. São estados de pouco peso econômico, salvo a Bahia, que não têm muita capacidade de influir em outras diretrizes para o sistema brasileiro. Fico satisfeito de que tenha havido eleições, que tenha havido alternâncias em muitos estados, mas o quadro não é promissor do ponto de vista de que estamos em uma democracia que sonhamos. Não é bem assim.
IHU On-Line – Por que Marina foi eleita apenas em Brasília, centro da política brasileira?
Francisco de Oliveira – Isso já tinha se apresentado com outra pessoa, no caso, Cristovam Buarque, que se elegeu governador lá duas vezes e é senador há vários mandatos. Brasília tem uma constelação de estrutura social muito peculiar de votos, devido à forte presença do funcionalismo público e é aí que ela recolhe votos. Porque a periferia de Brasília é tão miserável quanto a de São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre.
"Às vezes, na conjuntura política, pode haver uma irrupção inesperada, mas depois essa poeira baixa"
IHU On-Line – Em quem o senhor votou no primeiro turno? Apoiará algum candidato no segundo turno?
Francisco de Oliveira – Votei no Plínio conscientemente. Sabia que ele jamais ganhará uma eleição no Brasil, porque é uma proposta socialista. Nós queremos tentar construir uma nova esquerda consistente, moderna e preparada não para surfar em ondas de popularidade, mas para fornecer ao Brasil uma nova alternativa política. É um projeto de muito longo prazo. Eu votei nele, não perdi meu voto, porque é preciso reafirmar essas posições, fazer a crítica ao capitalismo tal como ele está no Brasil e no mundo. E no segundo turno eu vou anular meu voto.
IHU On-Line – O senhor vislumbra alguma perspectiva de uma possível candidatura de Marina em 2014? Ou acontecerá com ela o mesmo que ocorreu com Heloísa Helena?
Francisco de Oliveira – Pode acontecer. Daqui até 2014 não acho que ela crescerá suficientemente em consistência. Basta ver os resultados nos principais estados, mais fortes economicamente: a predominância é tucana. Nos outros estados há uma regionalização muito forte e não creio que o PV ou o partido que a Marina vier a encarnar tenha mensagens muito especiais para esse quadro muito regionalizado que sai do lado do PT e dos partidos que o apóiam.
"A atuação da esquerda está sendo completamente ofuscada pela popularidade do Lula"
IHU On-Line – O PT emplacou a maior bancada no congresso. O que isso significa?
Francisco de Oliveira – Nada muito especial. Espero que não tentem reformular e emendar a Constituição alegremente. Não muda essencialmente a força do Congresso no conjunto dos três poderes, não tem nenhuma plataforma muito especial a partir da qual os deputados eleitos pelo PT tenham apresentado ao eleitorado. De modo que não espero nada de novidade política muito extraordinária.
Para ler mais:
• Conjuntura da Semana. Balanço parcial das eleições 2010
• 'Uma paisagem promissora para que a novidade se expresse'. Entrevista especial com Luiz Werneck Vianna
• Marina e o PV, apêndice do PSDB. Entrevista especial com Maria Inês Nassif
• Os movimentos sociais e o segundo turno. Possibilidades e limites. Entrevista especial com Ivo Poletto
• Eleições 2010: o voto conservador e os temas ocultos. Entrevista especial com Ivana Bentes
• “O voto evangélico vai decidir o 2º turno”. Entrevista especial com Rudá Ricci
• (Inst. Humanitas Unisinos)

Neymar

O caso Neymar
Escrito por Frei Betto
06-Out-2010

Neymar tem 18 anos de idade. É uma revelação como jogador de futebol. Joga pelo Santos, o mesmo time que projetou Pelé. E joga bem, muito bem. A diferença entre ambos é que Pelé procedia com educação em campo.

Neymar é rebelde. Não entra apenas para jogar. Entra para lutar: xinga o técnico, os adversários, até os parceiros de time. Neymar tem pavio curto. Age na base do olho por olho, dente por dente. Não se conforma de a bola não ser só dele.

O então técnico do Santos, Dorival Júnior, em seu papel de educador (como todo técnico deveria fazer), puniu Neymar por mau comportamento. Por falta de ética, suspendeu-o de jogo. De um jogo importante, contra o Corinthians, dia 22 de setembro. A diretoria do Santos, em vez de apoiar o técnico, decidiu apoiar Neymar. Foi como se a escola expulsasse o professor ofendido pelo aluno.

Dorival Júnior foi demitido e Neymar escalado para o jogo contra o Corinthians. Adiantou pouco. O Corinthians ganhou por 3 x 2.

Mano Menezes, técnico da seleção brasileira, fez o que o Santos deveria ter feito: puniu o jovem atleta. Mostrou-lhe os limites. Se Neymar quer ver seu talento brilhando nos jogos, terá que aprender a dominar sua fúria. Aprender a saber perder. E admitir que ele pode muito. Mas não pode tudo.

O futebol já foi esporte. Hoje, é competição. Já foi arte. Hoje, é violência. Já foi fator de integração social. Hoje, acirra disputas entre torcidas enfurecidas. Os estádios, em dia de jogo, parecem penitenciárias em dia de visitas. Policiais por todos os lados, torcedores revistados, armas apreendidas.

Os jogadores mais se parecem atletas de luta livre. Entram em campo para trucidar o adversário. Predomina a agressão verbal e física. As faltas não resultam da disputa de bola. São premeditadas e visam a imobilizar o adversário, de preferência mandá-lo para fora de campo ou mesmo para o hospital.

Os valores democráticos são negados pelo ethos guerreiro do futebol que se pratica hoje. Os times entram em campo imbuídos de espírito revanchista. Por trás de cada jogador há o jogo de poder dos cartolas. Os atletas valem pelo que representam monetariamente. São tratados como produtos de exportação. E, num mundo carente de heróis altruístas, eles ocupam o vácuo. São idolatrados, invejados, imitados.

Na cabeça de milhares de crianças e jovens, eis um modo de se tornar rico e famoso sem precisar dar duro nos estudos. Basta ter a habilidade de fazer a bola obedecer à vontade que se manifesta nos pés.

Gigante adormecido não é apenas o Brasil. É também a nossa seleção, desde a conquista do pentacampeonato. Agora ela acorda. Acorda para a Copa de 2014, que terá o Brasil como palco. Alguns bilhões de dólares estão em jogo. Por isso, o que parece uma simples partida entre dois times é, para cartolas e investidores, um laboratório destinado a transformar gatos em leões.

O Brasil não pode em 2014 repetir o vexame de 1950. Naquela Copa, no jogo final, em pleno Maracanã, o Uruguai ganhou do Brasil por 2 x1. Naquela época o futebol ainda era esporte. Os estádios não se pareciam a coliseus nem os atletas a gladiadores. E os cartolas torciam mais por seus times que por suas contas bancárias.

Bons jogadores não brotam de um dia para o outro. São preparados desde a infância. Os clubes mantêm escolinhas de futebol. Muitas exigem dos alunos freqüência à escola formal e boas notas. Isso é bom. Mas não suficiente. Essas crianças deveriam também aprender o que significa ética nos esportes. Valores e direitos humanos. Para que, mais tarde, alucinadas pela fama e a fortuna, não se transformem em monstros suspeitos de cumplicidade com traficantes e de homicídios hediondos.

Alguém já refletiu em que medida o bullying, que tanto assusta as escolas, é reflexo do que se passa em nossos estádios? Onde falta educação campeia a perversão. Se a lei do mais forte é o que predomina aos olhos da multidão, como esperar uma atitude diferente de crianças e jovens carentes de exemplos de generosidade e solidariedade?

Nosso futebol, tão bom de bola, não estaria ruim da cabeça? Não teria se transformado num imenso cassino monitorado por quem angaria fortunas? Faz sentido, num país civilizado, atletas, símbolos de vida saudável, posarem de garotos-propaganda de bebidas alcoólicas?

Há que escolher entre Olímpia e Roma, maratona e coliseu. E conhecer a diferença entre os verbos disputar e aniquilar.

Frei Betto é escritor, autor de "Alfabetto – autobiografia escolar" (Ática), entre outros livros.www.freibetto.org – twitter:@freibetto
(Correio da Cidadania)

Gaia

“Gaia sagrada”: as relações entre ecologia, feminismo e cristianismo
Os homens estão sujeitos a Deus; as mulheres, aos homens; os animais, a ambos. Os efeitos disso são as “mudanças climáticas”. “Eles também exigem uma mudança no clima religioso”, defende a teóloga inglesa Anne Primavesi
Por: Moisés Sbardelotto | Tradução Luís Marcos Sander
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A hipótese Gaia, ou a Teoria de Gaia, propõe que a biosfera e as demais esferas físicas da Terra estão intimamente integradas de modo a formar um complexo sistema interagente estável. Na visão da teóloga inglesa Anne Primavesi, a partir de seus estudos conjuntos com o autor da Teoria de Gaia, James Lovelock, Gaia (ou Mãe Terra, Pachamama etc.) é sagrada, assim como suas inter-relações, que moldam aquilo que somos.
“Uma valorização gaiana da criação vê as coisas como elas realmente são, como todos os seres vivos dependem uns dos outros tanto no tocante à possibilidade da vida quanto à sua qualidade”, afirma Primavesi. Por isso, na teologia coevolutiva, cada organismo é valorizado pelo que é em si mesmo. Porém, a partir de uma perspectiva ecofeminista, a teóloga reconhece que “as mulheres e a natureza têm sido tradicionalmente rebaixadas e ignoradas numa concepção hierárquica do mundo”. A partir dessa concepção, “todos os seres não humanos podem ser usados e abusados para esse fim”, afirma ela, em entrevista gentilmente concedida por e-mail à IHU On-Line, em um delicado período de recuperação pós-operatório. “Nós agora temos de lidar com os efeitos do patriarcado e da desvalorização religiosa dos ‘corpos’ não só sobre as mulheres, crianças e povos indígenas, mas também sobre o corpo da Terra”. Isso exige uma “mudança no clima religioso”, defende. Nesse sentido, como resposta a uma das perguntas desta entrevista, Primavesi enviou à IHU On-Line, com exclusividade, seu “Manifesto pelo Ecofeminismo”, que aqui publicamos pela primeira vez em português.
Anne Primavesi é teóloga inglesa, doutora em teologia sistemática, especializada em questões ecológicas. Membro do Centro de Estudos Interdisciplinares da Religião, do Birkbeck College, University of London, já lecionou na Bristol University. É autora de vários livros, incluindo Sacred Gaia (2000), Gaia's Gift: Earth, Ourselves and God after Copernicus (2003) e Gaia and Climate Change: a Theology of Gift Events (2009). Em português, publicou Do Apocalipse ao Gênesis: Ecologia, Feminismo e Cristianismo (Paulinas, 1996). Após conhecer o cientista James Lovelock, criador da Teoria de Gaia, Primavesi colaborou com ele no primeiro curso do Schumacher College sobre a Teoria de Gaia, em 1991.
Confira a entrevista.
IHU On-Line – Em seu livro Sacred Gaia (sem tradução para o português), a senhora discute a teologia a partir de uma perspectiva coevolutiva. A que se refere?
Anne Primavesi – A teologia tradicional classifica tudo numa hierarquia de importância, sendo que a parte superior dela está mais próxima de Deus, e a inferior, mais distante. Uma perspectiva coevolutiva surge de uma compreensão mais profunda e de uma valorização da forma como todos os seres vivos vêm a existir e mantêm sua existência através de uma interligação e interdependência ineludível.
Na teologia coevolutiva:
• cada organismo é valorizado pelo que é em si mesmo;
• o valor de cada organismo “importa” em relação ao todo;
• cada entidade é um ser singular e, por conseguinte, essencialmente inclassificável em graus;
• o valor intrínseco de cada uma se baseia na gratuidade do amor de Deus por ela;
• cada uma está presente e vívida na memória de Deus;
• o valor das criaturas não humanas não reside na forma como contribuem para a qualidade da vida humana; cada uma tem direito à sua própria qualidade de vida;
Como diz o poema, “eu pedi que a árvore me falasse sobre Deus, e ela floresceu”.
IHU On-Line – Ao analisar a relação entre as mulheres e a ecologia, a senhora apresenta as ideias de uma ordem hierárquica e de uma ordem “Gaiana”. Qual é a contribuição do feminino para o cuidado da Criação?
Anne Primavesi – Ao longo das últimas décadas, as ecofeministas expressaram claramente como as mulheres e a natureza têm sido tradicionalmente associadas ao serem rebaixadas e ignoradas numa concepção hierárquica do mundo. Nessa concepção, os homens estão sujeitos a Deus, as mulheres sujeitas aos homens, os animais sujeitos a ambos, e a própria terra é, simplesmente, o lugar onde nós, seres humanos, realizamos nossa salvação e esperamos o céu. Numa concepção hierárquica, todos os seres não humanos podem ser usados e abusados para esse fim. Esse ordenamento hierárquico valida, conscientemente ou não, relações violentas. Uma valorização gaiana da criação vê as coisas como elas realmente são, como todos os seres vivos dependem uns dos outros tanto no tocante à possibilidade da vida quanto à sua qualidade. Rotineiramente, talvez não estejamos conscientes do presentear essencial por parte dos muitos seres que possibilitam que nós tenhamos vida. Mas uma consciência mais profunda desse presentear nos refreará para não cometermos excessos de egoísmo e violência que prejudicam a terra, que é o lar de todos os seres vivos.
IHU On-Line – Qual é o impacto das mudanças climáticas sobre a fé e a prática das nossas igrejas hoje? Qual é o papel dos cristãos nesse contexto específico?
Anne Primavesi – A ciência que forma nossa compreensão da mudança climática mostra quão profundamente a humanidade afetou o equilíbrio da vida na terra. Além da perda da biodiversidade, ela adverte que a sobrevivência da própria humanidade corre risco. Isso desafia o pensamento e a prática das igrejas.
Em termos de pensamento, temos de aprender a:
• nos ver e expressar como parte de toda a comunidade da vida na terra;
• ver e tratar a terra como um lar;
• aprender e demonstrar compaixão e respeito por todas as criaturas;
• em encontros litúrgicos, responder com um agradecimento formal, gratidão e respeito pelas dádivas que nos são dadas por todos os seres vivos e tornam possível nossa vida.
Em termos de prática, temos de aprender a:
• descobrir e responder ao valor intrínseco de toda a Criação;
• resistir ao imperialismo, consumismo, colonialismo e violência em nosso pensamento;
• aprender a humildade ecológica, um reconhecimento de nossa dependência do trabalho das muitas criaturas não humanas que mantêm limpo o ar, potável a água e nos fornecem os alimentos que comemos.
IHU On-Line – Em sua opinião, por trás da crise climática, há também uma crise ética e espiritual? Perdemos a nossa capacidade de conviver com os demais seres vivos da Criação?
Anne Primavesi – Não podemos separar o espiritual do ético, ou o social do ecológico. Só podemos fazer essas separações na linguagem, não na realidade. Como pessoa, eu ajo a partir da totalidade de meu ser. As tarefas são as seguintes:
• falar sobre nós mesmas de maneiras que não pressuponham que essa espécie de separação linguística descreva as coisas assim como elas são;
• mediar entre as ideias e a ação, o abstrato e o real.
Por exemplo, quando comemos, não deveríamos simplesmente abençoar a comida. Deveríamos reconhecer que a comida abençoa a nós e responder dando graças por isso. Antes de agradecer a Deus pela comida, deveríamos identificar e estar conscientes daqueles e daquelas cujo trabalho e cuja vida tornam possível que comamos agora e agradecer a eles e elas. E isso não apenas em palavras, mas na forma como vivemos, esperando que eles e elas tenham espaço para vicejar e não os/as considerando simplesmente meios para nossos próprios fins humanos.
IHU On-Line – O “Tempo para a Criação” de 2010 está relacionado com a campanha 10:10:10, que será o dia com o maior número de ações positivas contra as ações climáticas. A partir de que motivações teológicas ou bíblicas essa relação entre fé e ecologia pode crescer ainda mais?
Anne Primavesi – Essas coisas devem ser descobertas e expressas por cada pessoa e cada comunidade. Espero ter notícias das formas de fazer isso que vocês venham a criar durante esse período! O que vocês nos disserem sobre o que encontraram será o presente que darão a todas e todos nós.
Penso que o Manifesto pelo Ecofeminismo poderá ajudar nesse sentido.
(Inst. Humanitas Unisinos)

Serra

Adesão de reacionários e TFP pode afastar eleitores de Serra
A candidatura presidencial de José Serra (PSDB-DEM-PPS) tornou-se um porto seguro para os setores mais reacionários da sociedade. Líderes religiosos obtusos, direitistas que enaltecem a ditadura militar, elitistas que disseminam preconceito contra a população pobre, além de racistas e machistas de todos os matizes correm para manifestar apoio ao candidato tucano.

Membros da TFP reunidos em São Paulo: somos a direita
Esta gente, que costuma ser apontada como os "4%" de brasileiros que não toleram o governo Lula, está ganhando espaço cada vez maior nas hostes serristas e pode acabar afastando de Serra o eleitor progressista, sem vínculos pártidários, que optou por Marina no primeiro turno e agora está em dúvida sobre em quem votar.

Panfleto pró-TFP circula em reunião de cúpula tucana

Demonstração clara desta aproximação com a extrema-direita foi relatada pelo jornalista Fernando Rodrigues, em seu blog.

Segundo ele, um texto que incita militantes a divulgar na web que plano de Dilma inclui perseguir cristãos, legalizar aborto e prostituição circulou hoje na reunião de cúpula da campanha de José Serra, em Brasília,

Os tucanos distribuíram entre si um panfleto com instruções sobre como propagar uma campanha anti-Dilma na internet. Num dos trechos, recomenda aos militantes visitarem o site do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, um dos fundadores da TFP ( Sociedade Brasileira de Defesa de Tradição, Família e Propriedade), uma das mais conservadores agremiações do país.

Esta organização prega, entre outras coisas, que seja proibido o uso de camisinha, que seja revogada a lei do divórcio, que só seja praticado sexo para fins reprodutivos, que as mulheres sejam submissas ao homem por lei, que cultos religiosos de origem africana sejam proibidos no Brasil. A TFP também dissemina preconceito contra as demais religiões não católicas, defende que o ensino religioso seja obrigatório no ensino público.

Em 1985, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) declarou que em razão das "características esotéricas e fanáticas, e da idolatria ao seu fundador" a TFP não estava em comunhão com a Igreja Católica. Os bispos pediram aos católicos que não se juntem ou colaborem com essa organização.

No campo econômico-social a TFP defende abertamente a desigualdade de classes. Eles consideram as questões quilombola, indígena e ambiental como ataques ao direito de propriedade.

Calúnias x direitos humanos

O panfleto da TFP que foi distribuído na reunião tucana basicamente se refere ao PNDH-3 (Programa Nacional de Direitos Humanos), lançado pelo governo Lula no final do ano passado. Eis um dos trechos do panfleto divulgado na reunião tucana: “O PNDH-3 é um projeto de lei que tem por objetivo implantar em nossas leis a legalização do aborto, acabar com o direito da propriedade privada, limitar a liberdade religiosa, perseguir cristãos, legalizar a prostituição (e onde fica a dignidade dessas mulheres?), manipular e controlar os meios de comunicação, acabar com a liberdade de imprensa, taxas sobre fortunas o que afastará investimentos, dentre outros. É um decreto preparatório para um regime ditatorial”.

O blog estava dentro da sala do centro de convenções Brasil 21 na qual se realizou o encontro tucano. Por volta das 16h10, antes de a imprensa ser admitida no recinto, uma mulher com adesivo de Serra colado no peito distribuiu o bilhete. “Pega e passa”, dizia.

Era do tamanho de um papel A4 dividido ao meio. Mais tarde, uma pequena pilha (cerca de 3 cm de altura) com esses panfletos foi deixada ao lado do local onde era servido café –e a imprensa teve livre acesso. Ao final, o texto recomenda: “Divulgue esta informação através das redes sociais da internet (blogs, Orkut...)”.

Segundo as assessorias do PSDB nacional e do candidato José Serra, a confecção do panfleto não tem relação com o partido nem com a campanha tucana. Ainda assim, o papel ficou à disposição de quem tivesse interesse em pegar. Os panfletos só foram retirados um pouco depois de o Blog ter perguntado à cúpula tucana a respeito do assunto.
(vermelho.org)

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Aldir Blanc declara seu voto . . .


 
http://2.bp.blogspot.com/_bdADyJ45WCE/TK3AZq0q0cI/AAAAAAAADek/Dl_W1ZLwikQ/s320/AldirBlanc.jpgdeclaração de 

voto de aldir blanc.jpg
 From: Ana Muller

 Enviado por Safrany

Os danos da privatização

AÇÕES DA PETROBRÁS DESABAM! É O PRIMEIRO PASSO DA PRIVATIZAÇÃO
Vamos esperar para ver o que a Veja vai vomitar.
Mas um estrago já foi feito. O boato que eles espalharam para vender revista levou ao desespero um número incalculável de brasileiros que confiaram no governo e colocaram suas economias nas ações da Petrobrás.
Como José Serra conta como certa a vitória nas urnas (não sei por quê?) já planejam voltar à privatização, que tanto prejuízo causou à nação e tanto lucro proporcionou aos amigos da corte de FHC. Privatizar é um dos negócios onde mais se usa o TRÁFICO DE INFLUÊNCIA. E isso eles sabem fazer como ninguém. Lembram daquelas frases: “Estamos no limite da irresponsabilidade” e “isso vai dar merda”?

Pois é!
Elas nos levam à lembrança do que havia de mais comum no governo FHCERRA: o TRÁFICO DE INFLUÊNCIA para obter vantagens pessoais com a PRIVATIZAÇÃO. Foram ditas em uma conversa entre o ministro das Comunicações e um diretor do Banco do Brasil quando o primeiro dava ordens ao segundo para ajudar o Grupo Oppotunity de Daniel Dantas, a comprar uma parte da Telebrás.
Aliás, só o Brasil não sabia que a telefonia já estava passando por um processo de modernização que levaria ao que temos hoje. É bem verdade que ainda tem muito por vir, mas já está tudo sendo projetado para ser oferecido ao consumo em um futuro próximo. Nada acontece de uma hora para outra. Mas os “donos do mundo” (os banqueiros) que já emprestaram o dinheiro necessário para a realização dos projetos sabem de tudo, e se antecipam aos fatos comprando governantes e seus auxiliares mais próximos.
Os danos da privatização
Vale do Rio Doce, CSN, Petroquímicas, empresas de energia elétrica, ferrovias, metropolitanos, bancos; isto sem falar nas rodovias e na Ponte Rio Niterói - os melhores e mais lucrativos negócios - foram “doados” aos amigos da corte de FHC, por preços irrisórios, e com financiamento dos bancos estatais. Uma verdadeira orgia com o dinheiro público que, se fosse agora, levaria o governo ao paredão. E eles ainda reclamam do “mensalão”.
M. Pacheco – em 08/10/2010
Conheça o blog QUEM SE OMITE, PERMITE!
 

análise do dia - Flavio Pietro

A Internet, debaixo da enxurrada de e-mails antipetistas, transformou-se numa verdadeira tribuna do ódio. Não se discute
mais política: discute-se se Dilma é ou não terrorista e lésbica, se o Lula é analfabeto ou burro, se os eleitores do PT são
ou não ignorantes, se Lula bebe muita cachaça, se a decisão de fazer aborto é ou não cristã, se ser cristão é ou não relevante para se exercer um cargo público, se liberar a maconha é errado, se união de gays é pecado ...
 
O ódio, como se vê, é dirigido a todos: aos cachaceiros, aos gays, às lésbicas, aos analfabetos, aos que abortam e aos que
não são cristãos, além de, é claro, aos militantes políticos que lutaram contra a ditadura que durou vinte anos no Brasil. Na
verdade, o discurso contra Lula e Dilma tenta atingir todas as minorias, colocando os grupos majoritários contra elas. Com
os estratos mais numerosos, são cuidadosos - mas assim mesmo, não conseguem ocultar a sua dissimulação, plantando
e-mails que indisponham outros setores ainda não mobilizados da população contra a candidata petista.
 
Diferentemente da grande mídia, onde se 'descobrem' trinta escândalos semanas antes das eleições, a ladainha da rede é por
um lado mais enfadonha, por outro, mais criativa: além das mensagens alarmistas postadas via e-mail e nos blogs, inventando
factóides que nem precisam de algum dado empírico para se comprovar (Dilma é má, é autoritária, tem raiva dos funcionários
públicos, vai passar a perna no Lula (!) ), há as charges insultuosas, as apresentações de slides apocalípticas, falsas profecias e
crises futuras gravíssimas - não sei se rio ou se choro, não sei se explodo de indignação ou em gargalhadas!
 
Acho que o Brasil é melhor que isso, melhor que as campanhas difamatórias tanto dos grandes meios como dos alternativos.
Acho que os brasileiros não são tão idiotas como os pintam, ou como supõem que sejam ao apresentar-lhes campanhas tão
sórdidas e vazias. Acho que os brasileiros estão mais preocupados com seu país e em manter a estabilidade conseguida e,
se possível, continuar melhorando sempre. Eu, pelo menos, não me vejo discutindo o direito das pessoas serem como são
ou fazerem o que gostam como 'importante tema eleitoral', enquanto pessoas ainda morrem de fome e dependem de políticas apropriadas para terem sua cidadania resgatada.
 
Saudações petistas
 
Flávio Prieto

"LUGAR DE MULHER É NA COZINHA"

“LUGAR DE MULHER É NA COZINHA”


Laerte Braga


A maneira brutal e baixa com que a extrema-direita brasileira vem tentando impor o nome de José Arruda Serra aos brasileiros revela o apetite pelo poder dessas elites. Ou pela tentativa de manter intocados seus feudos.

Mostra o preconceito dos “donos” do País contra a mulher, o que, por sua vez, se estende a todos os que nesses últimos oito anos se viram incluídos no processo político e econômico por conta de ações do governo Lula.

A presunção e a arrogância da verdade absoluta. Só disfarça o caráter perverso e escravagista das elites.

O cunho religioso que tomou conta do debate eleitoral no fundo esconde apenas busca de mais poder. De maiores privilégios. Soa chantagista, cúmplice de um modelo político que vai sendo rompido gradativamente e abrindo caminho a uma ampla e desejada participação popular no processo político e nesse caminho quebrando barreiras impostas secularmente à grande maioria dos brasileiros.

Esse debate religioso soa a falso moralismo. O maior líder religioso do Brasil nos últimos anos foi Chico Xavier. Um líder espírita (não sou espírita). Teria se transformado num dos homens mais ricos do País só com os direitos autorais de seus livros.

Vivia modestamente numa casa comum, abriu mão de todos aqueles direitos em benefício da obra religiosa e assistencial que coordenava. Sustentava-se com o básico, o indispensável.

Em tempo algum teve coleção de carros antigos, ou direitos autorais de CDs gravados por grandes multinacionais da música, muito menos programas de televisão ou aparições em shows cercados de tecnologia do embuste.

A padroeira do Brasil, que um dia teve sua imagem chutada por um tresloucado, é negra.

Chico Xavier soma-se a D. Hélder Câmara que designado arcebispo de Olinda e Recife deixou de viver no palácio episcopal e foi morar numa casa nos fundos do tal palácio, transformando-o em centro de amparo material e espiritual aos que assim o necessitavam.

Há um número expressivo de líderes religiosos com atitudes semelhantes. A imensa maioria perseguida ou ignorada pelas elites que buscam de forma desesperada recuperar o governo do Brasil e arrematar o processo de venda de todas as riquezas nacionais.

Em 1964, quando boa parte da cúpula da Igreja Católica Romana se mostrou favorável ao golpe de estado dos militares a soldo das elites e dos EUA, um cardeal, por exemplo, Carlos Vasconcelos Mota se opôs à ditadura.

E na luta contra o regime militar, bárbaro, estúpido, anti nacional, muitos sacerdotes e bispos caíram diante da tacanha e violenta “ordem” que tomou conta do Brasil durante 20 anos.

Quando havia um papa no sentido que aplicamos à palavra, ou ao título, o governo brasileiro – ditadura militar – mandou sondar Paulo VI sobre a eventual prisão do bispo Pedro Casaldáliga. A resposta foi simples – “toquem num fio de cabelo de Casaldáliga e estarão tocando em mim” –. Foi à época do assassinato do padre Burnier, vítima da ditadura.

Celso Furtado, um dos grandes vultos da História do Brasil, dizia que a maior revolução do século XX foi a “feminista”. No sentido da conquista da liberdade política e econômica da mulher. Deixa de ser coadjuvante e passa a ser protagonista.

Transformou-se em bem mais que uma simples partícipe do processo de vida de uma nação como um todo. Milhões de donas de casa se viram num dado momento com os direitos revelando novas responsabilidades e a um ponto tal que são sustentáculos da própria ordem política, econômica e social.

Tirem a mulher do cenário político, econômico e social e o País desaba.

Há dias foi veiculado pela televisão um anúncio de um determinado modelo de automóvel. No filme da propaganda a mulher presenteia o marido com aquele carro, para que ele possa cumprir suas funções domésticas. Levar e buscar os filhos na escola, fazer compras no supermercado, coisas assim. O casal vizinho, na lógica de estimular o consumo, espiando de esguelha, apresenta um marido deprimido. Pede um tempo.

É uma forma de apropriação do status da mulher, parte viva do dia a dia seja de um casal, seja de um país como o nosso.

As elites não aceitam a mulher e o tosco modo de pensar de setores da extrema-direita, rude, tosco, mas deliberado, não concorda com a hipótese que o Brasil possa ser governado por uma mulher.

Na história construída desde a chegada de Cabral, entendem que lugar de mulher é na cozinha e obrigação de mulher é dirigir-se ao seu companheiro como “senhor meu marido”, ou “senhor sei lá o que”.

Não é uma questão cultural com o aspecto que emprestam a essa palavra.

É ignorar o papel extraordinário que a mulher exerce em cada tijolinho de todo o cotidiano de todos nós.

O modelo se apropria inclusive da própria característica revolucionária dessa participação, para tentar adequá-la às suas vontades, transformando a mulher em objeto. Em melancia, pera, etc.

Objeto sexual, objeto de exploração no trabalho. É o que o modelo vende.

Milhões de brasileiras carregam em suas costas a história de violência e preconceito contra a mulher. Como milhões de negros e integrantes de minorias historicamente rejeitadas.

A perspectiva de uma presidente e não de um presidente assusta e assusta mais ainda quando essa mulher tem dentro de si as marcas da violência e da brutalidade da ditadura militar.

E traz consigo o caráter e a bravura de quem se reconstruiu em meio à barbárie de um período de boçalidade, transformando-se numa líder indiscutível e capaz. Preservou-se íntegra.

A soma dessas características é que leva setores medievais das elites políticas, econômicas e religiosas do Brasil a uma campanha baixa, repleta de chantagens, de tentativas de desqualificar Dilma Roussef.

É como uma chicotada em cada mulher brasileira e muitas ainda não perceberam que por trás de toda a baixaria que toma conta da campanha eleitoral, bem mais que o mau caratismo do candidato José Arruda Serra, existe um projeto sinistro e cruel de dominação do Brasil e dos brasileiros.

Para essa gente lugar de mulher é na cozinha, ou então na cama, cumprindo “suas obrigações”. O medo que buscam criar nas pessoas é a maneira de tentar escravizar. Pelo medo.

Se bobearmos, em breve, vão propor algo como uma espécie de circuncisão de todas as mulheres, o corte do clitóris.

E os atrasados são os outros.

O que há por trás de toda essa canalhice é a luta para manter privilégios e deter o avanço do Brasil, hoje a oitava economia do mundo e com níveis de justiça social ainda longe dos ideais, mas bem melhores que os dos tempos de FHC e os de sua laia.

A História não se constrói num dia e nem se faz sem lutas.

A luta de Dilma é a luta de cada mulher brasileira. Seja por sua liberdade, seja para não ter que recorrer a uma delegacia por conta de violência doméstica, seja para abrigar sob o manto de mãe/mulher consciente do seu papel a Nação que se transforma em potência mundial.

Isso incomoda às elites paulistas, aos latifundiários, aos “donos” do Brasil, loucos para que as mulheres voltem à cozinha e se prestem à cama no horário desejado pelos senhores. Incomoda a mídia privada que deseja bundas imensas nas capas de revistas, jornais, nos shows de tevê, tudo em nome de um modelo podre e corrupto.

Com um detalhe. Não pode passar de quarenta anos. Do contrário, como fez Faustão, é demitida por não atender às exigências do patrocinador.

Para eles é a ordem natural das coisas. E a ordem natural das coisas, para eles, é a eterna exploração de mulheres, negros, de excluídos de um modo geral, de trabalhadores. Escondem-se no moralismo de fachada, na hipocrisia e isso tem nome.

É fascismo. A forma mais ultrajante de assédio que se pode conhecer. Se volta tanto contra a mulher, como contra qualquer cidadão consciente e decente, porque esconde propósitos e objetivos de pura dominação e exploração.

É o estilo VEJA, ou FOLHA DE SÃO PAULO, ou GLOBO. É o jeito de ser tucano/DEM. Explicita-se na campanha sórdida

Baixo, vil, covarde.

No mundo cristão duas mulheres tiveram importância capital na vida de Cristo. Maria, sua mãe e de seus irmãos e Madalena que, segundo alguns, foi sua companheira. Maria Madalena à época e como nos registros foi chamada de prostituta pelos senhores de Israel.

Ficção ou não o livro O CÓDIGO DA VINCI e o filme mostram a face real da OPUS DEI. O preconceito. Sobre lugar de mulher ser na cozinha é exatamente isso. Os “donos” as desqualificam. Em sua arrogância de senhores da verdade. Desde que a verdade seja lucrativa.

É nessa trilha covarde que querem que os caminhos caminhem. Com caminhantes sem vontade e sem vida, submissos a um processo que ultrapassa o de apenas alienação, atinge o de tentar nos transformar a todos em robôs.

fhc/serra é diferente de Lula /Dilma. - Brasil urgente é Dilma Presidente

Vídeo bastante didático com dados comparativos dos 8 anos de governo FH/Serra versus 8 anos de governo Lula/Dilma.  Para analisarmos a capacidade admisnistrativa dos dois postulantes a presidente e de seus padrinhos políticos a partir de suas opções ideológicas.
Abraços a tod@s e boa luta sempre!
http://www.youtube.com/watch?v=0P5VJDK3vKw&feature=player_embedded 


Enviado por Marcelo Dorneles

Que Deus é este DELLES?

Eu fico indignada ao ver que religiosos , usam o nome de Deus para falar do direito a vida.



 Sou filha de resistente da ditadura brasileira ,deste periodo








Defendido por religiosos  que tinham o discurso de pátria familia e propriedade,e que convocaram  a 'marcha da familia' para defender estes governos golpistas ao lado:








Ditadores, torturadores, que desapareceram com a vida de jovens , que fazem mães ainda hoje não poderem enterrar seus filhos desaparecidos,
QUE ASSASSINARAM BEBES , de mulheres que foram presas , torturadas , mesmo gravidas.


SOLEDAD, PRESENTE!
EDSON, PRESENTE!


Os milhares de desaparecidos, PRESENTE!
EU NAO CONHECI MINHA IRMÃ, ASSASSINADA no UTERO DE MINHA MÃE dia 31 de março de 1968, quando esta foi presa por lutar para que TODOS TIVESSES DIREITOS a VIDA. Estes inclusive:

 

Hoje a história se repete :
De um lado, o retrocesso
de outro a possibilidade de continuarmos a crescer.


QUE IGREJA É ESTA?

MEU DEUS não é FASCISTA. Ele sangra por

LIBERDADE, IGUALDADE e FRATERNIDADE.

Que os 'religiosos fascistas de antes, não nos manipule hoje.!"

 BRASIL URGENTE É DILMA  PRESIDENTE!

'FOLHA' PRESSIONA STM: VALE TUDO PARA DIFAMAR DILMA

Com o editorial Sigiloso tribunal militar, a Folha de S. Paulo intensifica as pressões para que o STM lhe permita devassar o processo a que a presidenciável Dilma Rousseff respondeu durante a ditadura militar. [ver também meu artigo "Folha" trava batalha jurídica para obter munição contra Dilma]

Segundo o jornal, "mesmo que tais documentos se prestassem a 'uso político', isso seria legítimo numa democracia". Editorialistas antigamente eram demitidos por afirmações menos aberrrantes...

Em nenhum momento a Folha toca no ponto que venho levantando desde 2008, quando do episódio algoz e vítima: o que esse processo contém é a versão unilateral de usurpadores do poder e terroristas de estado acerca dos que resistiam à sua tirania.

Como a tortura era generalizada e bestial, os militantes presos reservavam suas forças para evitar fornecer informações que levassem à localização de outros companheiros, da rede logística e de planos importantes.

Seria insensatez aguentar pau-de-arara, choques e espancamentos para negar que tal ou qual companheiro participara de determinada ação; a regra não escrita era confirmarmos o que os torturadores já sabiam e o que eles acreditavam ser verdade, pois, afinal, nenhum de nós estava preocupado com enquadramentos penais naquele momento.

Sabíamos que as farsas encenadas nas auditorias militares serviam apenas para dar aparência de legalidade à fixação das penas que os serviços de Inteligência das Forças Armadas previamente estipulavam. Então, de que nos adiantaria aclarar o quadro?

Os sites e correntes de e-mails da extrema-direita, evidentemente municiados por torturadores do passado como Brilhante Ustra, divulgam incessantemente esses  sambas do crioulo doido.

Sou apontado como jurado de um tribunal revolucionário que nem sei se ocorreu, como autor de um comunicado fantasioso e outras sandices.

E, mesmo sem saber quais os participantes de cada ação (era informação restrita apenas a quem precisava mesmo saber), eu conhecia muito bem a sistemática operacional e posso afirmar categoricamente que, em quase todos os relatos que a extrema-direita difunde sobre sequestros de diplomatas, expropriações de bancos, etc., são apontados muito mais autores do que os nelas efetivamente envolvidos.

Então, o que o STM está até agora negando à Folha não são informações fidedignas, mas sim disparatadas ou desconexas.

Mas, como o eleitorado brasileiro ignora tais detalhes, tenderia a tomar como verdadeiras as acusações que os serviçais da ditadura fizeram a Dilma Rousseff, sejam lá quais forem.

É uma pena que os petistas nos altos escalões governamentais não tenham se preocupado com isto em tempos mais amenos.

Cheguei a interpelar o secretário especial de Direitos Humanos da Presidência da República, Paulo Vannuchi, exatamente sobre tal assunto, recebendo a resposta de que as prioridades imediatas eram outras e isto poderia esperar.

Ou seja, não havia pressa em impedir que os fascistas continuassem nos caluniando impunemente.

Enfim, o que se vê agora é o resultado de um grave erro daqueles que tinham o dever de zelar para que heróis e mártires deste país não fossem vilmente denegridos.

Quanto à repulsiva tendenciosidade da mídia golpista, nada mais é do que aquilo que dela já esperávamos. Não surpreende nem um pouco.

AÇÕES DA PETROBRÁS DESABAM COM VISTAS À PRIVATIZAÇÃO

Sexta-feira, Outubro 08, 2010

AÇÕES DA PETROBRÁS DESABAM COM VISTAS À PRIVATIZAÇÃO
Essa gente não tem nem um pouco de amor ao Brasil. O negócio é lucrar não importa como. E privatizar é uma da formas de levar algum por fora usando o TRÁFICO DE INFLUÊNCIA para beneficiar os amigos e patrocinadores.
Lembram daquela frase: “Estamos no limite da irresponsabilidade” e “isso vai dar merda”?
Pois é!
Elas levam à lembrança do que havia de mais comum no governo FHCERRA: TRÁFICO DE INFLIUÊNCIA para obter mais lucro com a PRIVATIZAÇÃO.
(AGUARDEM O COMENTÁRIO QUE VOU POSTAR)
M. Pacheco - volto já

o ROMBO anunciado - Máfia das Placas do Detran

De: Paulo Dantas
Contato restabelecido com os internautas, após o retorno do meu computador da assistência técnica, onde ficou por uma semana.
 
A matéria abaixo constou da página C4, do Caderno Metrópole, da edição impressa do "insuspeito"  jornal O Estado de S. Paulo, desta sexta-feira, 8/10,
 
O esquema da Máfia das Placas do Detran teve continuidade durante a gestão do Serra. Com isso, o rombo é bem superior aos R$ 2 bilhões anunciados inicialmente pelo Ministério Público de SP.
 
O Estado de S. Paulo - 08/10/2010
Máfia das placas do Detran SP: Rombo pode alcançar R$ 2 bilhões
Ação civil pública acusa quatro ex-diretores do Detran e um ex-secretário adjunto da Segurança Pública de fechar contratos ilegais
Quatro ex-diretores do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e um ex secretário adjunto da Segurança Pública são acusados de provocar, entre 1994 e 2006, um rombo que pode chegar a R$ 2 bilhões. A causa são supostas ilegalidades em contratos de emplacamento de carros - durante esse período, a taxa prevista em lei para lacrar veículos em São Paulo deixou de ser cobrada das empresas pelo Estado.
A acusação contra 15 empresários, delegados e o ex-secretário - além de seis empresas - consta de ação civil pública apresentada à 14.ª Vara da Fazenda Pública pelo promotor Roberto Antônio de Almeida Costa, da Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social de São Paulo. É o resultado de um inquérito que se arrastou por dez anos e a primeira ação contra a chamada máfia das placas. Delegados e empresários ouvidos pelo Estado negam as acusações.
Saiba mais
 
Para ir à página C4, do Caderno Metrópole, clique aqui
recebido via mail pela Rede do Castor

Fátima Oliveira: Começa a reação das mulheres contra o “aiatolá” Serra

8 de outubro de 2010 às 0:02

Fátima Oliveira: Começa a reação das mulheres contra o “aiatolá” Serra


Eleições presidenciais 2010:  em leilão, os ovários das mulheres!
Fátima Oliveira*
ESPECIAL PARA O VIOMUNDO

“Isso aqui”, o Brasil, não é um colônia religiosa, não é um Reino e nem um Império, é uma República! Dado o clima do segundo turno das eleições presidenciais brasileiras, parece que as urnas vão parir uma Rainha ou um Rei de Sabá, uma Imperatriz ou um Imperador, que tudo pode, manda em tudo e que suas vontades e ideias, automática e obrigatoriamente, viram lei! Não é bem assim…
Bastam dois neurônios íntegros para nos darmos conta que o macabro leilão de ovários (com os ovários de todas as brasileiras!), em que o aborto virou cortina de fumaça, objetiva encobrir o discurso necessário para o povo brasileiro do que significa, timtim por timtim, eleger Dilma ou Serra.
No tema do aborto a tendência mundial é, no mínimo, o aumento dos permissivos legais, que no Brasil são dois, desde 1940: gravidez resultante de estupro e risco de vida da gestante.  Pontuando que legalização do aborto ou o acesso a um permissivo legal existente não significa jamais a obrigatoriedade de abortar, apenas que a cidadã que dele necessitar não precisa fazê-lo de modo clandestino, praticando desobediência civil e nem arriscando a sua saúde e a sua vida, cabe ao Estado laico e democrático colocar à disposição de suas cidadãs também os meios de acessar um procedimento médico seguro, como o abortamento.
Negá-lo, como tem feito o Brasil, que se gaba de possuir um dos sistemas de saúde mais badalados do mundo que garante acesso universal a TODOS os procedimentos médicos que não estão em fase de experimentação, é imoral, pois quebra o princípio do acesso universal do direito à saúde! Eis os termos éticos para o debate sobre o aborto numa campanha eleitoral. Nem mais e nem menos!
Então, o que estamos assistindo nas discussões do atual processo eleitoral é uma disputa para ver quem é a candidatura mais CAPAZ de desrespeitar os princípios do SUS, pasmem, em nome de Deus, num Estado laico! Ora, quem ocupa a presidência da República pode até ser carola de carteirinha, mas para consumo pessoal e não para impor seus valores para o conjunto da sociedade, pois a República não é sua propriedade privada!
Repito, não podemos esquecer que isso aqui, o Brasil, é uma República que se pauta por valores republicanos a quem todos nós devemos respeito, em decorrência, não custa nada dizer às candidaturas que limitem as demonstrações exacerbadas de carolice ao campo do privado, no recesso dos seus lares e de suas igrejas, pois não estão concorrendo ao governo de um Estado teocrático, como parece que acreditam. Como cidadã, sinto-me desrespeitada com tal postura.
As opções religiosas são direitos pétreos e questões do fórum íntimo das pessoas numa democracia. Jamais o norte legislativo de uma Nação laica, democrática e plural. Para professor uma fé e defendê-la é preciso liberdade de religião, só possível sob a égide do Estado laico, onde o eixo das eleições presidenciais é a escolha de quem a maioria do povo considera mais confiável para trilhar rumo a um país menos miserável, de bem-estar social, uma pátria-mátria para o seu povo.
Ou há pastores/as e padres que insistem em ignorar a realidade? “Chefe religioso” ignorante de que a sua religião necessita das liberdades democráticas como do ar que respiramos, não merece o lugar que ocupa, cabendo aos seus fiéis destituí-los do cargo, aí sim em nome de Deus, amém!
O leilão de ovários em curso resulta de vigarices e pastorices deslavadas, de má-fé e falta de escrúpulos que manipulam crenças religiosas de gente de boa-fé para enganá-las, como a uma manada de vaquinhas de presépio, vaquejadas por uma Madre Não Sei das Quantas, cristã caridosa e reacionária disfarçada de santa, exemplar perfeito de que pessoas desse naipe só a miséria gera. Num mundo sem miséria, madres lobas em pele de cordeiro são desnecessárias e dispensáveis. É pra lá que queremos ir e o leilão de ovários quer impedir!
Quem porta uma gota de lucidez tem o dever, moral e político, de não permitir que a escória fundamentalista de qualquer religião, que faz da religião um balcão de negociatas que vende Deus, pratica pedofilia e fica impune e ainda tem a cara de pau de defender a impunidade para pedófilos e os acoberta desde os tempos mais remotos, nos engabele e ande por aí com uma bandeja de ovários transformando a escolha de quem presidirá a República num plebiscito pra definir quem tem mais mão de ferro pra mandar mais no território do corpo feminino!
Cadê a moral dessa gente desregrada para querer ditar normas de comportamento segundo a sua fé religiosa para o conjunto da sociedade, como se o Brasil fosse a sua “comunidade religiosa”? Ora, qualquer denominação religiosa em terras brasileiras está também obrigada ao cumprimento das leis nacionais, ou não? Logo o que certas multinacionais da religião fizeram no processo eleitoral 2010 tem nome, chama-se ingerência estrangeira na soberania nacional. E vamos permitir sem dar um pio?
Diante dessa juquira (brotação da mata pós-desmatamento), onde só medrou urtiga e cansanção, cito Brizola, que estava coberto de razão quando disse: “O Brasil é um país sem sorte”, pois em pleno Século 21 conta com candidaturas presidenciais (não sobra uma, minha gente!) reféns dos setores mais arcaicos e feudais de algumas religiões mercantilistas de Deus.
É hora de dar um trato ecológico na juquira que empana os ideais e princípios republicanos, fora dos ditames da “moderna” agenda verde financeira neoliberal da “nova política”, que no Brasil é infectada de carcomidas figuras, que bem sabemos de onde vieram e pra onde vão, se o sonho é fazer do Brasil um jardim de cidadania, similar ao que Cecília Meireles tão lindamente poetou.
“Quem me compra um jardim com flores?/ borboletas de muitas cores,/ lavadeiras e passarinhos,/ ovos verdes e azuis nos ninhos?/ Quem me compra este caracol?/ Quem me compra um raio de sol?/ Um lagarto entre o muro e a hera,/ uma estátua da Primavera?/ Quem me compra este formigueiro?/ E este sapo, que é jardineiro?/ E a cigarra e a sua canção?/ E o grilinho dentro do chão?/ (Este é meu leilão!)” [Leilão de Jardim, Cecília Meireles].
Em 2010 em nosso país o que está em jogo é também a luta por uma democracia que se guie pela deferência à liberdade reprodutiva e que considere a maternidade voluntária um valor moral, político e ético, logo respeita e apoia as decisões reprodutivas das mulheres, independente da fé que professam. Nada a ver com a escolha de quem vai mandar mais no território dos corpos das mulheres! Então, xô, tirem as mãos dos nossos ovários!
E-mail: fatimaoliveira@ig.com.br
* Fátima Oliveira é médica e escritora. Feminista. Integra o Conselho Diretor da Comissão de Cidadania e Reprodução (CCR) e o Conselho Consultivo da Rede de Saúde das Mulheres Latino-americanas e do Caribe (RSMLAC). Escreve uma coluna semanal no jornal O Tempo (BH, MG), desde 3 de abril de 2002. Uma das 52 brasileiras indicadas ao Nobel da Paz 2005, pelo projeto 1000 Mulheres para o Nobel da Paz 2005.
Autora dos seguintes livros de divulgação e popularização da ciência: Engenharia genética: o sétimo dia da criação (Moderna, 1995 – 14a. impressão, atualizada em 2004); Bioética: uma face da cidadania (Moderna, 1997 – 8a. impressão atualizada, 2004); Oficinas Mulher Negra e Saúde (Mazza Edições, 1998); Transgênicos: o direito de saber e a liberdade de escolher (Mazza Edições, 2000); O estado da arte da Reprodução Humana Assistida em 2002 e Clonagem e manipulação genética humana: mitos, realidade, perspectivas e delírios (CNDM/MJ, 2002); Saúde da população Negra, Brasil 2001 (OMS-OPS, 2002).
Autora dos seguintes romances: A hora do Angelus (Mazza Edições, 2005); Reencontros na travessia: a tradição das carpideiras (Mazza Edições, 2008); e Então, deixa chover (no prelo).
Belo Horizonte, 07 de outubro de 2010

http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/fatima-oliveira-comeca-a-reacao-das-mulheres-contra-o-aiatola-serra.html

AÉCIO VENCE E ENTREGA CABEÇA DE MINAS EM BANDEJA DE PRATA A SÃO PAULO - O PATÉTICO ITAMAR FRANCO

AÉCIO VENCE E ENTREGA CABEÇA DE MINAS EM BANDEJA DE PRATA A SÃO PAULO – O PATÉTICO ITAMAR FRANCO


Laerte Braga


A foto do ex-presidente Itamar Franco defendendo os valores do governo FHC e maior participação do ex-presidente na campanha de José Arruda Serra é um exercício de absoluta falta de respeito por Minas, pelos mineiros e mostra a total ausência de princípios do senador eleito.

Itamar passou a campanha inteira sem definir candidato a presidente da República. Ele e Aécio Neves (que o elegeu, não fosse isso nem síndico). Na sexta-feira, antevéspera da eleição ficou claro seu apoio não tão velado assim a candidata Marina da Silva a sua cidade, Juiz de Fora, MG.

Aécio montado em seu prestígio no estado de Minas carregou dois bondes. Antônio Anastasia (eleito governador) e o patético Itamar Franco (eleito senador). Não se empenhou um só momento, exceto nos eventos oficiais, pela candidatura de José Arruda Serra.

Quando disputava a indicação presidencial pelo PSDB com o próprio Arruda Serra foi rotulado como viciado em drogas pelo rival através de terceiros e sua reação e de sua família não foi amistosa. Mandou montar um dossiê contra Arruda Serra. Isso para o caso de ter que defender-se em situações futuras.

Terminado o primeiro turno o senador eleito Itamar Franco, no papel de menino de recados de Aécio Neves, foi encontrar-se com Arruda Serra, manifestar apoio e pedir presença de FHC na campanha. Falou em legado de FHC, tal e qual o fez Aécio no dia seguinte.

Engoliu suas próprias palavras, Itamar, quando criticou Arruda Serra por ter se apropriado da lei que criou os medicamentos genéricos, de autoria de Jamil Haddad, ministro da Saúde em seu governo. Engoliu as críticas feitas a FHC sobre a autoria do plano real.

É típico de políticos que se resumem a projetos pessoais e não tem princípios. Navegam ao sabor dos ventos. No caso de Itamar não mete a mão no bolso de ninguém, mas não é nada além de um projeto pessoal. Por pouco em determinada fase de sua carreira não termina prefeito de Aracaju passando por Niterói.

Acabou vice-presidente de Collor de Mello.

Aécio e seu menino de recados pegaram Minas e os mineiros e entregaram suas cabeças em bandeja de prata a São Paulo, especificamente, a Arruda Serra, FHC e o esquema FIESP/DASLU que patrocina o tucanato.

No caso de ambos é absoluta falta de vergonha.

Quando disputava com Arruda Serra a indicação presidencial pelo tucanato o então governador de Minas ao sentir-se atingido pelo tiro do adversário – “é viciado em drogas” – rejeitou a vice de Arruda Serra, declarou alto e bom som que o primeiro compromisso que tinha era com Minas e os mineiros.

Largou Serra de lado e num dado momento da campanha críticas foram feitas pelo abandono da candidatura presidencial. Através de um porta-voz respondeu que “se quiserem melhor que venham fazer”.

Em duas oportunidades o candidato tucano a presidente marcou visita à terra de Itamar. Na primeira o mensageiro de Aécio pretextou estar viajando, na segunda acharam melhor Arruda Serra não aparecer e Marina nadou de braçadas.

Em várias oportunidades Itamar foi chamado de “provinciano” tanto por Arruda Serra, como por FHC. Insinuado seu nome para vice do tucano, diante da negativa de Aécio, foi vetado pela cúpula paulista do partido.

Nos dois dias seguintes ao domingo, três de outubro, sem qualquer pudor, sem respeito por nada, seus eleitores, o que disse, ou seja, sua própria palavra, apareceu lampeiro ao lado de Arruda Serra defendendo FHC.

Aécio veio em seguida, assim que o menino de recados entregou a mensagem a Arruda Serra.

É esse tipo de gente que quer governar o Brasil.

É esse o tal compromisso de Aécio com “Minas e os mineiros”.

É essa a dimensão política de Itamar Franco. Deve ter aprendido com Roberto Freire, conselheiro a doze mil por mês.

FHC, num dado momento da disputa entre Arruda Serra e Aécio disse que o mineiro precisava aprender a comer “virado paulista”. Em tom irônico, com Aécio já “baleado” pela acusação de ser usuário de drogas.

Não foi preciso muito tempo para que senador eleito por Minas caísse de quatro diante do tal virado e entregasse, como entregou, a cabeça de Minas e dos mineiros ao tucanato paulista.

Será que ele é neto de Tancredo mesmo? Sei lá, tenho dúvidas.

Debate produtivo e sério sobre Aborto

Aborto

Proposta de governo DILMA para a família

http://www.youtube.com/watch?v=Me5w0Ygla0Qhttp://www.youtube.com/watch?v=Me5w0Ygla0Q

Estadão demite colunista por "delito" de opinião

A psicanalista Maria Rita Kehl foi demitida pelo jornal O Estado de S. Paulo depois de ter escrito, no último sábado (2), artigo sobre a "desqualificação" dos votos dos pobres. O texto, intitulado "Dois pesos...", gerou grande repercussão na internet e mídias sociais nos últimos dias.
Nesta quinta-feira (7), ela falou a Terra Magazine sobre as consequências do seu artigo (cuja íntegra segue abaixo) e o motivo de sua demissão. A entrevista foi concedida ao jornalista Bob
?Fui demitida pelo jornal O Estado de S. Paulo pelo que consideraram um "delito" de opinião (...) Como é que um jornal que anuncia estar sob censura, pode demitir alguém só porque a opinião da pessoa é diferente da sua??, questiona.
 
 
----- O texto Original -----
 Bolsa Família e os pobres ...e a portari de condomínios.
Maria Rita Kehl - O Estado de S.Paulo (Publicado dia 02.10.2010)
Este jornal teve uma atitude que considero digna: explicitou aos leitores que apoia o candidato Serra na presente eleição. Fica assim mais honesta a discussão que se faz em suas páginas. O debate eleitoral que nos conduzirá às urnas amanhã está acirrado. Eleitores se declaram exaustos e desiludidos com o vale-tudo que marcou a disputa pela Presidência da República. As campanhas, transformadas em espetáculo televisivo, não convencem mais ninguém. Apesar disso, alguma coisa importante está em jogo este ano. Parece até que temos luta de classes no Brasil: esta que muitos acreditam ter sido soterrada pelos últimos tijolos do Muro de Berlim. Na TV a briga é maquiada, mas na internet o jogo é duro.

Se o povão das chamadas classes D e E - os que vivem nos grotões perdidos do interior do Brasil - tivesse acesso à internet, talvez se revoltasse contra as inúmeras correntes de mensagens que desqualificam seus votos. O argumento já é familiar ao leitor: os votos dos pobres a favor da continuidade das políticas sociais implantadas durante oito anos de governo Lula não valem tanto quanto os nossos. Não são expressão consciente de vontade política. Teriam sido comprados ao preço do que parte da oposição chama de bolsa-esmola.
Uma dessas correntes chegou à minha caixa postal vinda de diversos destinatários. Reproduzia a denúncia feita por "uma prima" do autor, residente em Fortaleza. A denunciante, indignada com a indolência dos trabalhadores não qualificados de sua cidade, queixava-se de que ninguém mais queria ocupar a vaga de porteiro do prédio onde mora. Os candidatos naturais ao emprego preferiam viver na moleza, com o dinheiro da Bolsa-Família. Ora, essa. A que ponto chegamos. Não se fazem mais pés de chinelo como antigamente. Onde foram parar os verdadeiros humildes de quem o patronato cordial tanto gostava, capazes de trabalhar bem mais que as oito horas regulamentares por uma miséria? Sim, porque é curioso que ninguém tenha questionado o valor do salário oferecido pelo condomínio da capital cearense. A troca do emprego pela Bolsa-Família só seria vantajosa para os supostos espertalhões, preguiçosos e aproveitadores se o salário oferecido fosse inconstitucional: mais baixo do q ue metade do mínimo. R$ 200 é o valor máximo a que chega a soma de todos os benefícios do governo para quem tem mais de três filhos, com a condição de mantê-los na escola.
Outra denúncia indignada que corre pela internet é a de que na cidade do interior do Piauí onde vivem os parentes da empregada de algum paulistano, todos os moradores vivem do dinheiro dos programas do governo. Se for verdade, é estarrecedor imaginar do que viviam antes disso. Passava-se fome, na certa, como no assustador Garapa, filme de José Padilha. Passava-se fome todos os dias. Continuam pobres as famílias abaixo da classe C que hoje recebem a bolsa, somada ao dinheirinho de alguma aposentadoria. Só que agora comem. Alguns já conseguem até produzir e vender para outros que também começaram a comprar o que comer. O economista Paul Singer informa que, nas cidades pequenas, essa pouca entrada de dinheiro tem um efeito surpreendente sobre a economia local. A Bolsa-Família, acreditem se quiserem, proporciona as condições de consumo capazes de gerar empregos. O voto da turma da "esmolinha" é político e revela consciência de classe recém-adquirida.
O Brasil mudou nesse ponto. Mas ao contrário do que pensam os indignados da internet, mudou para melhor. Se até pouco tempo alguns empregadores costumavam contratar, por menos de um salário mínimo, pessoas sem alternativa de trabalho e sem consciência de seus direitos, hoje não é tão fácil encontrar quem aceite trabalhar nessas condições. Vale mais tentar a vida a partir da Bolsa-Família, que apesar de modesta, reduziu de 12% para 4,8% a faixa de população em estado de pobreza extrema. Será que o leitor paulistano tem ideia de quanto é preciso ser pobre, para sair dessa faixa por uma diferença de R$ 200? Quando o Estado começa a garantir alguns direitos mínimos à população, esta se politiza e passa a exigir que eles sejam cumpridos. Um amigo chamou esse efeito de "acumulação primitiva de democracia".
Mas parece que o voto dessa gente ainda desperta o argumento de que os brasileiros, como na inesquecível observação de Pelé, não estão preparados para votar. Nem todos, é claro. Depois do segundo turno de 2006, o sociólogo Hélio Jaguaribe escreveu que os 60% de brasileiros que votaram em Lula teriam levado em conta apenas seus próprios interesses, enquanto os outros 40% de supostos eleitores instruídos pensavam nos interesses do País. Jaguaribe só não explicou como foi possível que o Brasil, dirigido pela elite instruída que se preocupava com os interesses de todos, tenha chegado ao terceiro milênio contando com 60% de sua população tão inculta a ponto de seu voto ser desqualificado como pouco republicano.
Agora que os mais pobres conseguiram levantar a cabeça acima da linha da mendicância e da dependência das relações de favor que sempre caracterizaram as políticas locais pelo interior do País, dizem que votar em causa própria não vale. Quando, pela primeira vez, os sem-cidadania conquistaram direitos mínimos que desejam preservar pela via democrática, parte dos cidadãos que se consideram classe A vem a público desqualificar a seriedade de seus votos.
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Reencaminhada por Mail por Vitor Buaiz