Como participar da campanha pela DEMOCRATIZAÇÃO DA MÍDIA?

Como participar da campanha pela DEMOCRATIZAÇÃO DA MÍDIA?
LEI DA MÍDIA DEMOCRÁTICA KIT COLETA Todo cidadão/cidadã pode buscar voluntariamente as assinaturas para o projeto. Disponibilizamos abaixo um kit com o material necessário para o diálogo nas ruas.

Seguidores

#naovaitergolpe

#naovaitergolpe
Acesse Frente Brasil Popular

sábado, 25 de setembro de 2010

Quilapayun - El pueblo unido jamas sera vencido


Cantaremos: O Povo Unido jamais Será Vencido

E faltam menos de 24 hs para comemorarmos mais uma vitória do POVO contra a opressão em Nuestra America. HASTA LA VITORIA, comandante! E juntos, dia 04 de outubro, após outra vitória outra vit, cantaremos: Juntos Somos Fortes



"Prometemos que venceriamos e venceremos".
Especialmente hoje, 7 dias após...:

JOJOY, PRESENTE!

até fhc não consegue mais esconder: Dilma é a proxima presidente do brasil

LONDRES - O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso admitiu em entrevista ao jornal britânico Financial Times que a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, deverá sair vitoriosa das eleições marcadas para o próximo dia 3 de outubro. Mas alertou que essa vitória representará um desenvolvimento mais lento do País. "Isso vai nos impedir de nos desenvolvermos mais rapidamente. Mas não vai levar o Brasil para trás. A sociedade é muito forte para isso."

linkLeia o artigo do FT (em inglês)


Enviado por Vilemar Costa

Se precisa de dois, pra que existe TE?

blog do zé
O melhor é apenas um documento para votar
Publicado em 25-Set-2010
Todo apoio à ADIN que pede só um documento para votar...

Perfeita e mais do que necessária - pena que até tenha ingressado tarde, tão em cima da eleição - a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) a que o PT deu entrada no Supremo Tribunal federal (STF) contra a exigência de dois documentos para votar, o titulo de eleitor e mais um documento com foto.

O PT tem razão, apenas um documento - como era exigido até agora - é suficiente e a exigência de dois pode aumentar a abstenção nesta e nas outras eleições o que nunca é bom para a democracia e o processo de participação política da cidadania.

A exigência de dois documentos - um, e mais o título de eleitor - além da inconstitucionalidade alegada pelo PT é outra mudança introduzida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que deveria valer apenas para as próximas eleições. Era o mínimo.

A DEMOCRACIA fajuta do DEMo/Tucano. Brasil: O museu da tortura

OS VÂNDALOS - JUIZ DE FORA NÃO É CURRAL DE ITAMAR

OS VÂNDALOS – JUIZ DE FORA NÃO É CURRAL DE ITAMAR


Laerte Braga


Aécio Neves, Antônio Anastasia (inventor do fator previdenciário), Itamar Franco e um monte de candidatos a deputado federal ou estadual, cabos eleitorais, puxa sacos (Marcelo Siqueira, ex-deputado de um mandato só comprado com dinheiro da COPASA), Suely Reis (operadora junto com Vitor Valverde do caixa dois da Prefeitura de Custódio Matos/Bejani – a quadrilha que governa a cidade), a fina flor da bandidagem tucano/DEM/PPS tomou a principal rua da cidade mineira de Juiz de Fora, sábado, dia 25, na tentativa desesperada de garantir por aqui votos capazes de manter intacto o esquema corrupto que governa Minas.

Uma criança de doze anos teve arrancada de suas mãos uma bandeira com o nome da candidata Dilma Roussef. De forma violenta e brutal.

São os democratas.

O ex-presidente Itamar Franco, patético e caquético em sua desesperada tentativa de chegar ao Senado, com aquela história que sou pobre, não tenho nada, imagina e trata a cidade mineira de Juiz de Fora (Zona da Mata, cerca de 700 mil habitantes, menos de 200 quilômetros do Rio, pouco mais de 200 quilômetros de BH) como seu curral eleitoral.

Não mete a mão no bolso de ninguém. Mas é só um projeto pessoal. Nada além disso. Toda a empáfia do topete, neste momento, é apenas uma tragi/cômica e desesperada tentativa de chegar ao Senado pelas mãos de Aécio Neves.

E cercado de... Putz! Como tinha bandido no evento. Vale o lugar comum, “se gritar pega ladrão não sobra um meu irmão”.

A forma autoritária, violenta (a bandeira arrancada) imobilizou a secretária Suely Reis, que chamada de ladra por pessoas revoltadas com o ato de um dos esbirros do atual governo da cidade (o prefeito é um pilantra, um milhão por mês de propina que divide com o anterior, Bejani). Sequer reagiu. Sabe que é.

Não se pode aceitar esse tipo de campanha, nada tem de democrática. E nem de cívica como gostam de dizer. Estava mais para rave diurno, festas regadas a droga e capitaneadas por um DJ pra lá de Bagdá.

Ao jogar sua história no lixo, foi um excelente prefeito, derrotou oligarquias, um presidente equilibrado num momento difícil, ao tentar voltar ao Senado engolindo todos os sapos possíveis, Itamar trata a cidade e os seus cidadãos como gado num festival de autoritarismo e pior, cercado de políticos da pior espécie.

Quando Benedito Valadares ameaçou ficar contra Getúlio o presidente disse ao seu interlocutor, o que fora levar-lhe a notícia. “Guampada de boi manso”.

Supunha-se que Itamar fosse um touro. É boi manso. Arrasta-se aos pés de Aécio e leva consigo estranhas figuras que nada têm a ver com o que ex-presidente busca aparentar ser.

Se aceita é cúmplice. Por omissão ou o que seja, mas é cúmplice.

Há um episódio que ilustra bem isso. A personalidade ou a falta de do ex-presidente.

Quando Tancredo candidatou-se a presidente da República, em 1984, Itamar, rompido com o então governador de Minas, disse que não iria dar-lhe apoio, pois seu compromisso era com as eleições diretas.

Aquele negócio de atirar no verde para chegar ao vermelho.

Começa a campanha (eleições indiretas) e num dado momento a vitória de Tancredo estava líquida e certa. Itamar procura Hélio Garcia, que havia assumido o governo de Minas com a saída de Tancredo e pede um encontro para anunciar que vai votar em Tancredo.

Tancredo o recebe, em menos de dois minutos, no aeroporto da Pampulha, aperta a mão de Itamar e diz-lhe o seguinte – “obrigado senador, mas o senhor me desculpe eu tenho um compromisso em Brasília”. Itamar engoliu o topete e pediu os sais.

Lambe os passos de Aécio nesse momento. Lambeu nos últimos oito anos.

Não é justo que Juiz de Fora seja tratada como curral eleitoral.

Que a democracia dessa gente arranque uma bandeira de outro candidato, no caso uma candidata, das mãos de uma criança.

É o Brasil que querem, que imaginam. Estão acostumados a isso. Agem como donos do eleitorado.

A cidade que já teve momentos históricos desde a campanha legalista de Rui Barbosa, viveu hoje um dia de “burgo podre” como dizia Tancredo Neves ao referir-se àqueles lugares controlados por coronéis.

No caso o coronel Itamar Franco.

E não pode ser outra coisa que não burgo podre uma cidade governada por Custódio Matos, operador de Eduardo Azeredo no mensalão. Parceiro de Bejani na grana da Queiroz Galvão.

Há quem diga que, no último minuto o ex-presidente vai anunciar apoio a Marina da Silva naquela característica hipócrita do falso moralismo.

Arruda Serra não veio. É que ontem foi à missa numa cidade do interior de São Paulo e revoltou os fiéis que criticaram o padre por ter se referido a ele como “futuro presidente”.

“Aqui não é lugar disso” disse uma senhora ao sair da igreja (portal IG).

Nem Juiz de Fora é curral de Itamar ou quem quer que seja.

Ziraldo

Ziraldo Alves Pinto


Factotum
Num mundo de quatro dimensões, Ziraldo é apenas alto e magro. Nasceu em Caratinga, cidade mineira de 1 milhão de habitantes (em toda a sua história). Desde menino perseguiu o sucesso até que o sucesso passou a só frequentar os mesmos locais que ele. Hoje, os dois são assim, ó! Ziraldo é tão pra frente que às vezes é multado por excesso de velocidade. Aos dez anos fazia versos, mas aos quinze, arrependido, já fazia humor, que é o reverso. Aí fundou um circo, donde era o principal palhaço, cuja entrada (a do circo) custava dois paus de fósforo, e acabou desenhando para a Fiat Lux, aquela firma que fez a primeira iluminação do mundo.
Sua roupa de palhaço era toda de jornal, donde afirmarem os críticos de Caratinga que ele tinha o físico do papel. Quando terminava de trabalhar no circo, limpava a tinta da cara com o máximo cuidado, mas o palhaço nunca saiu de todo. É casado há mais de dez anos, mas, quando Dona Vilma está perto, diz sempre que nem parece. Há dois filhos atrás tinha um só. Acha viver uma coisa muito prática, mas não precisava ser todo dia. Sofre muito do coração, embora, do ponto de vista físico, tenha um coração extremamente sadio. Não tem qualquer deformação profissional. Pelo contrário suas deformações são todas de amador. Tem uma queda por viajar de avião, mas não usa essa frase por superstição. Durante anos fumou cigarro Odalisca, não pelo cigarro, sim pela odalisca. É a favor da circuncisão, mas sem exageros (tem médico que corta exageradamente). Bebe como um gambá, mas o gambá que eu conheço bebe muito pouco.
De sua formação católica ficou-lhe apenas a vingança de não pagar nada religiosamente. Numa estatística que fizemos entre seus leitores, 65 por cento acham tudo que ele faz sensacional. Os outros 35 por cento não responderam por uma questão ética pertencem à família. Dorme tarde e acorda ainda mais tarde, pois ninguém pode acordar mais cedo do que dorme. Cantor frustrado (o que, segundo ele, tem seu mérito: evita inúmeros ouvintes frustrados), sua frustração maior é, porém, não ser nem um escândalo nem uma calamidade. Acha, como eu, que merecia ser muito mais incompreendido. Pois sempre quis ser um ator dramático. E a vida o transformou num crítico cômico. É pela livre iniciativa, pela livre expressão, pela livre locomoção, mas está preso a seus compromissos, preso a seus objetivos, preso a suas convicções enfim, preso.
19.3.1969
(Millôr, gênio de direita, em seu saite)

Petróleo

Nas mãos de Eike Batista
• Nacional
Homem mais rico do país contrata ex-funcionários da Petrobras para concorrer com ela
17/09/2010

Leandro Uchoas e
Alessandra Murteira
do Rio de Janeiro (RJ)

Que Eike Batista é o homem mais rico do Brasil, e oitavo no ranking mundial, todos sabem. A revista Forbes já havia anunciado em março. No entanto, o que poucos sabem é que o bilionário é também o maior magnata de petróleo do país. Através dos leilões realizados nos campos brasileiros, com auxílio direto de ex-diretores e ex-gerentes da Petrobras, contratados por ele, sua empresa, a OGX, tornou-se o maior grupo privado de exploração marítima do Brasil – em termos de áreas de exploração de petróleo em mar, a companhia de Eike só perde para a Petrobras. Entretanto, a atuação do bilionário no setor é polêmica. Além das contratações de ex-integrantes da Petrobras, que estariam usando informações privilegiadas a favor do empresário, a OGX ainda tem se envolvido em problemas de segurança do trabalho.
Os negócios no setor do empresário são bilionários. Em junho de 2008, quando a OGX fez sua primeira oferta pública de ações, Eike lucrou cerca de R$ 25 bilhões. Ao estrear no mercado, antes de furar seu primeiro poço de petróleo, a empresa já valia R$ 35 bilhões – 40% a mais do que a quantia anterior. Aos executivos que arremataram a oferta, o empresário retribuiu de forma muito generosa: foram pagos 8% do capital da empresa, cerca de R$ 3 bilhões. Em seguida, Eike anunciou à imprensa que está negociando com transnacionais do setor – que chamou de “big boys” – a venda de 20% de suas áreas de exploração na Bacia de Campos.
Eike não esconde que a exploração do petróleo na camada do pré-sal tende a ser a sua menina dos olhos. Para isso, conta com uma carta na manga de peso. Os ex-diretores e ex-gerentes da Petrobras contratados por ele para a OGX teriam acesso a informações privilegiadas sobre áreas de exploração e produção do Brasil e do exterior. Rodolfo Landim e Paulo Mendonça, hoje presidente e diretor de operações da OGX, respectivamente, têm em seu setor sete ex-gerentes e dois ex-consultores da Petrobras. Não é por acaso que a estatal passou a considerar a OGX uma de suas principais concorrentes.
“Nós levantamos suspeitas sobre a atuação deles. Não cumpriram sequer uma quarentena para atuar fora da Petrobras. Agora, utilizam informações privilegiadas. Não é por acaso que este empresário se tornou um dos homens mais ricos do mundo”, protesta Emanuel Cancela, do Sindicato dos Petroleiros (Sindpetro-RJ). “É preciso que se diga que isso só se deu porque houve a quebra do monopólio estatal do petróleo. E, no mundo, o controle estatal é cada vez maior – 70% das reservas estão nas mãos dos Estados nacionais. É preciso retomar o monopólio, para que os brasileiros tenham controle”, completa.
Em 2007, a OGX arrematou, na 9ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo (ANP), 21 blocos em áreas potencialmente produtoras de petróleo – algumas delas localizadas na franja do pré-sal. A empresa estima que estas reservas contenham, em média, cinco bilhões de “barris de óleo equivalente” (boe). Em seu portal, na internet, a OGX informa: “os Recursos Potenciais Riscados da OGX consideram uma probabilidade média de sucesso de 27%. No entanto, a equipe de exploração da Companhia, enquanto atuava na Petrobras, obteve um índice médio de sucesso de 53% nos últimos quatro anos”.

Lei de iniciativa popular
Os salários dos ex-diretores e ex-gerentes são considerados faraônicos. Critica-se o fato desses profissionais utilizarem informações privilegiadas e conhecimento estratégico, adquiridos nos anos em que trabalharam na Petrobras, para beneficiar a empresa de Eike. Além disso, o bilionário ainda é investigado por denúncias de irregularidades de licitações nos processos. A Federação Única dos Petroleiros está realizando uma ampla campanha de coleta de assinaturas. A intenção é apresentar no Congresso Nacional um projeto de lei de iniciativa popular que garanta o controle estatal e social sobre as reservas brasileiras.
A OGX foi a empresa que, durante a 9ª Rodada de Licitações, mais investiu em compras de blocos de exploração do mineral. Foram R$ 1,4 bilhão – 66% de toda a arrecadação do leilão. Na ocasião, o governo federal havia retirado, na véspera, o pré-sal da negociação. Ao todo, são 29 blocos exploratórios nas Bacias de Campos, Santos, Espírito Santo, Pará-Maranhão e Parnaíba. Apenas na Bacia de Campos, a OGX tem sete blocos, e já descobriu petróleo em cinco deles. Segundo a empresa, ali já foram encontradas reservas que variam de 2,6 bilhões a 5,5 bilhões de barris. Como a maior parte das empresas do grupo EBX, a OGX ainda não está em fase de produção. A previsão é que ela comece a produzir em 2011, a um ritmo de 20 mil barris por dia, alcançando 730 mil barris diários em 2015 e 1,38 milhão de barris por dia em 2019.
Em 2009, Eike adquiriu participação de 70% em sete blocos terrestres na Bacia do Parnaíba, Maranhão. A compra foi feita junto à empresa Petra Energia. A bacia é considerada uma nova fronteira de grande potencial na produção terrestre de gás. Os blocos BT-PN-4, BT-PN-5, BT-PN-6, BT-PN-7, BT-PN-8, BT-PN-9 e BT-PN-10 estão localizados em uma área que se estende por 21 mil quilômetros quadrados. O grande potencial para produção de gás, segundo afirma a OGX, foi confirmado através de um poço perfurado em 1987, onde foram constatados indícios de hidrocarboneto.

(Leia mais na edição 392 do Brasil de Fato
(Brasil de Fato)

Cuba

¿Qué pasa en Cuba?
• Análise
São os cubanos que sabem de seus problemas e são eles os que encontrarão as formas de superá-los
23/09/2010

Elaine Tavares


Cuba é mesmo uma gigantesca pedra no sapato do sistema capitalista. Tanto que qualquer coisa que por lá acontece, vira logo manchete da CNN, braço propagandístico do governo estadunidense. Agora, a bola da vez são as demissões que foram anunciadas por Raúl Castro. Histericamente, as jornalistas bem apessoadas da Venus de Atlanta falam em derrocada do sistema cubano. É o fim do socialismo, guincham, aliviadas. É, porque o tal do regime cubano é uma excrescência que sobrevive há mais de 50 anos a todos os ataques do sistema capitalista e do governo mais armado do mundo. Não é sem razão que os suspiros aliviados sejam uma constante na mídia mundial, que reproduz acriticamente as histerias “ceeneanas”. Mas, para quem consegue enxergar além da ideologia, a questão cubana pode ser explicada de forma menos simplista.

Em primeiro lugar, como bem lembra o professor Nildo Ouriques, do IELA, em entrevista à CNN, Cuba nunca foi um país congelado. A cada aperto da conjuntura o país se analisa e inventa saídas econômicas e políticas para suas crises. Foi assim quando ruiu o sistema soviético. Todo mundo capitalista apostava na derrocada das conquistas da revolução. Não haveria saída para Cuba. Mas, num esforço descomunal a ilha se refez e seguiu em frente. Naqueles dias, a abertura para o turismo acabou sendo uma resposta eficaz para garantir ingressos ao país. Muitas foram as críticas e boa parte do mundo apostava que esta abertura iria levar o país para a órbita do sistema capitalista. É certo que vieram muitos problemas com esta medida, mas as conquistas básicas da revolução seguiram existindo. Saúde, educação, cultura, moradia, comida e, fundamentalmente, soberania nacional. Depois, com a doença de Fidel, nova gritaria geral. “Agora acabou”, vaticinavam as harpias (aves de rapina das mais ferozes).

Hoje Cuba enfrenta novos problemas conjunturais. Há uma grande parcela da população que não viveu a revolução e que, de certa forma, vive apática diante das conquistas. Isso é um problema e tanto para o governo. Há que imprimir horizontes na rota da juventude. Além disso, há um crescimento e congelamento da burocracia estatal, o que dá mais imobilidade o sistema. Um pouco é isso que Raúl Castro quer desfazer com essa proposta de demissão de 12% dos funcionários públicos. Segundo o presidente cubano, essas demissões não afetarão os serviços estratégicos que se configuram as conquistas da revolução. Existem critérios muito claros para as demissões e elas serão feitas em setores onde a máquina está definitivamente inchada e inerte.

A proposta do governo é permitir e incentivar que os trabalhadores cubanos possam investir em outros tipos de negócios que vão desde propostas de trabalho privado a cooperativas. No geral, os cubanos estão gostando desta iniciativa, uma vez que sempre houve reclamações com relação aos salários, considerados baixos, apesar de todos terem garantidos os serviços de educação, saúde e moradia. “Eu estive em Cuba há pouco tempo e pude ver e ouvir das pessoas o apoio a estas medidas. Há uma discussão pesada sobre a questão moral que é central neste momento: há gente roubando do estado e isso não pode acontecer. Porque roubar o estado é roubar toda a gente. E também há um desejo das pessoas por mudanças na economia. A maioria apoia essa proposta de se criar pequenos negócios”, diz Nildo Ouriques, professor e economista.

Agora, o governo quer descongelar a máquina estatal e isso também é saudado por uma parcela do povo que sempre se ressentiu dos burocratas encravados na máquina governamental. Os trabalhadores, há tempos, buscavam abertura no governo para trabalharem fora do Estado e isso aparece agora como uma boa oportunidade. E, na verdade, já se formava em Cuba uma espécie de mundo paralelo, no qual os trabalhadores usavam seu tempo vago para arranjar alguma coisa “por fora”. E esse “por fora”, além de envolver trabalho privado, também funcionava como um mercado igualmente paralelo, formado por coisas roubadas do estado, como já relatou e analisou em seus textos semanais o próprio Fidel Castro. Esse trabalho ilegal agora não mais o será. Assim como tende a desaparecer o mercado paralelo. Pelo menos é o que pretende o governo com essas medidas.

Por outro lado, na camada de trabalhadores que sempre esteve nos quadros do Estado, há um grande medo com relação ao futuro. Muitos deles não saberiam o que fazer longe da máquina estatal. Mas, o próprio governo cubano já deixou claro que vai ajudar aos trabalhadores a encontrarem um caminho nesta nova conjuntura, inclusive garantindo o crédito. A maioria, que segue acreditando no processo revolucionário, sabe que muito do que hoje têm de conquistas devem à revolução e estes seguirão fazendo aquilo que é melhor para Cuba. Raúl Castro tem dito que o regime cubano haverá de encontrar os caminhos para resolver seus problemas como sempre fez. Mais de 100 novas atividades, antes só permitidas no âmbito estatal, poderão ser realizadas por pessoas fora da máquina. Será necessário criar toda uma nova infraestrutura para esta gente, mas o grupo governante acredita que, coletivamente, o povo cubano pode encontrar as respostas.

A Central de Trabalhadores Cubanos fez um pronunciamento a todos os cubanos onde conclama para a unidade e para manter em marcha os ideais da revolução: “A unidade dos trabalhadores cubanos e de nosso povo tem sido chave para materializar a gigantesca obra edificada pela Revolução e, nas transformações que agora empreendemos, ela continuará sendo nossa mais importante arma estratégica”. Segundo a CTC, o Estado não pode mais continuar com o mesmo modelo de empresas ineficazes, com quadros inflados. Assim, respalda a proposta governamental de ampliar e diversificar as opções que resultam em novas formas de relação trabalhista. A Central acredita que tudo isso vai ser bom para Cuba e para os cubanos.

Fidel Castro sempre disse e continua afirmando isso: as saídas encontradas por Cuba ao longo destes anos todos são as saídas cubanas. Não adianta a esquerda mundial se escabelar querendo que a ilha permaneça imutável diante das mudanças do mundo. São os cubanos que sabem de seus problemas e são eles os que encontrarão as formas de superá-los. Como lembra Raúl, Cuba está frequentemente mudando para tentar seguir sempre a mesma: aquela que garante ao seu povo as conquistas da revolução.

Analistas do mau agouro insistem em dizer que o regime faliu, que está se entregando ao capitalismo, que o povo cubano não quer mais viver à margem do sistema capitalista, que as gentes querem poder comprar coisas bonitas e viverem em liberdade. Mas, para os dirigentes cubanos há uma grande distância entre o sistema privado capitalista (no qual um empresário é dono da força de trabalho e da mais-valia de milhares) e o chamado “trabalho por conta própria”, o que está sendo agora incentivado. Este é o pequeno negócio, em nada parecido ao sistema de exploração capitalista. Nos seus discursos e nas conversas com a população Raúl Castro tem dito que o estado cubano precisa melhorar sua produtividade, inclusive, para seguir garantindo os serviços públicos de qualidade ao povo. Nas vozes que se podem escutar em outras fontes que não as da CNN há uma boa expectativa. Os trabalhadores sabem que o número soa alto demais quando se fala em 500 mil despedidos, mas por outro lado, dizem que boa parte destes trabalhadores já tinha trabalhos paralelos. O governo cubano vai amparar quem tiver dificuldade. Assim diz Raúl em diversos comunicados divulgados pela televisão, pelos jornais e pelo rádio.

As mudanças em Cuba apontam para cenários múltiplos, é certo. Pode acabar o socialismo, pode crescer a iniciativa privada, pode mudar a mentalidade do povo, pode crescer a idéia do consumo, podem ruir as conquistas da revolução, pode fortalecer ainda mais o sistema, pode avançar no socialismo. Sim, tudo está aberto. Na verdade, sempre foi assim. O horizonte, desde a heroica conquista em janeiro de 1959, tem se apresentado como um quadro a ser pintado, permanentemente, porque a revolução não é uma coisa cristalizada. Ela é um processo. Para os velhos militantes, a esperança é que estes 50 anos de educação, cultura e luta pela soberania nacional façam valer o que já foi conquistado. Eles fazem questão de lembrar que nestes mais de 50 anos houve um bloqueio feroz e, por vezes, desumano, contra o país e contra o povo cubano. E Cuba sempre conseguiu se reinventar. Agora, a ilha passa por nova onda de mudanças. Haverá de encontrar seus caminhos. A diferença, creem, é que o governo e o povo fazem isso juntos e de forma soberana.

Enfim, Cuba segue seu caminho, com todas as suas limitações, seus erros, mas também seus acertos. O povo cubano responderá à história.

Elaine Tavares é jornalista
(Brasil de Fato)

É HOJE: TV LEVA AO AR 1ª ENTREVISTA DE VANDRÉ DESDE 1973!

Neste sábado (25), às 21h05, o canal por assinatura Globo News apresentará uma atração imperdível:
"Depois de quatro décadas de isolamento, o cantor e compositor que se transformou em um dos maiores enigmas da MPB resolve finalmente quebrar o silêncio (...). Geraldo Vandré deu uma entrevista ao repórter Geneton Moraes Neto no dia em que completava 75 anos de idade. Desde que voltou do exílio, no segundo semestre de 1973, ele não falava para a TV".
O Dossiê Globo News com Geraldo Vandré será reprisado no domingo (26), às 04h05 e às 12h30; e na 2ª feira (27), às 15h30.
HOMENAGEM
Para dimensionar a importância de Geraldo Vandré na música e na sociedade brasileira, recomendo dois diferentes enfoques de sua trajetória:
Quem tiver interesse, encontrará também no meu blogue o teleteatro que criei a partir de uma das composições do Vandré: Geração Maldita.

os USA que nos usa

http://www.youtube.com/watch?v=mrJgYwIlG0Y

EIS OS EUA QUE MUITOS...
TANTO ADMIRAM SEM NEM SEQUER SABER QUEM SÃO ESSES CRIMINOSOS QUE JÁ INVADIRAM TANTOS PAÍSES COM INTERESSES PRÓPRIOS, INERENTE AO CAPITALISMO(LIBERALISMO) QUE HOJE VEM COM O NOME DE NÉO-LIBERALISMO SE IMPLANTAR EM NOSSO PAÍS COM O APOIO DE HOMENS COMO JOSÉ SERRA, FHC E CIA ILIMITADA. O CAPITALISMO SEPARA AS PESSOAS, CRIANDO UMA CONCORRÊNCIA DESLEALE DESUMANA, QUANDO SÓ OS "FORTES" TEM DIREITO À VIDA E O RESTANTE, À SOBREVIDA. SÃO HOMENS COMO ESSES QUE MATAM CRIANÇAS QUANDO PERMITEM A INTERVENÇÃO NORTE-AMERICANA AQUI E FACILITAM A ROBALHEIRA NOS ÓRGÃOS PÚBLICOS, SEM NEM SEQUER PENSAREM NAS CRIANÇAS, NAS MULHERES QUE NÃO TEM COMO SOBREVIVEREM PORQUE VEM MARCADAS PELA DISCRIMINAÇÃO AO LONGO DE MILÊNIOS E MUITAS AINDA HOJE NÃO TEM A OPORTUNIDAE QUE AS JÓVENS "ESTÃO TENDO". QUE PAÍS É ESSE ONDE PREDOMINA O INTERESSE PELO CONSUMISMO, DEIXANDO JÓVENS BABANDO POR NÃO PODEREM CONSUMIR E, PARTEM PARA O MUNDO DO CRIME, ENCONTANDO NOS TRAFICANTES O PATERNALISMO, OBRIGAÇÃO GARANTIDA PELA CONSTITUIÇÃO E QUE DEVERIA SER DADA PELO ESTADO? É O PAÍS DE FHC DE SERRA, MARCO MACIEL E DE EX-TORTURADORES DA DITADURA MILITAR. UMA ENORME ABRAÇO DO CAMARADA DE SEMPRE!
J.VIDAL

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

a IGNORANCIA DEMOcrata de Paulo Hartung com a Caravana da Anistia



24/9/2010

Reitor da Ufes ignora passagem da Caravana
da Anistia e frustra vítimas da ditadura militar


Lívia Francez


A ausência do reitor no ato foi o fato negativo que marcou a passagem da Caravana da Anistia por Vitória, nesta sexta-feira (24). A Caravana, organizada pelo Ministério da Justiça, passou pelo Estado para analisar 22 recursos relacionados a casos de pessoas perseguidas durante o período da ditadura militar, entre os anos de 1964 e 1985. O ato teve lugar no Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas (CCJE) da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), com a presença de todos aqueles que entraram com recursos.

Estiveram presentes ao ato o prefeito de Vitória, João Coser (PT), o presidente da seccional capixaba da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-ES), Homero Mafra, o deputado estadual Cláudio Vereza (PT) e o subsecretário da Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH) da presidência da República, Perly Cipriano. Sem dar explicações sobre sua ausência, o reitor da Ufes, Rubens Rasseli, mandou em seu lugar o pró-reitor de Pesquisa e Graduação, Francisco Vieira Lima Neto, que em seu discurso provocou desconforto entre alguns dos presentes ao atribuir os erros do julgamento ao governo Fernando Henrique Cardoso.

O governo do Estado também não se fez representar, nem enviou representantes, atitude que gerou críticas entre aqueles que tinham os recursos julgados. Os julgamentos foram realizados em duas sessões simultâneas com a apresentação do parecer pelo conselheiro-relator, o pronunciamento dos anistiados e o voto do conjunto dos conselheiros em seguida.

Ao prefeito de Vitória foi sugerida a construção de um monumento em homenagem às vítimas do regime militar no Estado. A resposta de João Coser não foi imediata, mas a crença dos anistiados e perseguidos políticos presentes na sessão é de que a ideia possa ser levada adiante.

O presidente da OAB-ES também discursou ao término da sessão e lembrou que no Estado ainda não vivemos em uma democracia, apontando como comprovação desse fato a situação dos presídios e delegacias capixabas, onde, lembrou, ainda se tortura e até se mata.

Durante a ditadura militar, 25 alunos da Ufes foram presos, entre eles os hoje jornalistas de projeção nacional Miriam Leitão, colunista do jornal O Globo e que nos anos de 1971 e 72 era estudante de filosofia; e Marcelo Netto, na época estudante de Medicina.

Pela Lei de Anistia, caso o requerimento de anistia política seja deferido, poderão ser feitos dois tipos de reparação econômica: ou prestação única, cujo teto está fixado em R$ 100 mil, ou prestações mensais, permanentes e continuadas, quando o valor for maior. Há ainda a possibilidade da simples declaração de anistiado político, que não prevê indenização.





REFLEXÕES SOBRE O GOLPISMO E A HIDRA

Para que não pairem dúvidas, esclareço: meus alertas sobre a montagem de cenário para nova quartelada apenas colocam em evidência uma das tendências do quadro político atual -- e que não é a dominante neste momento.

Percebe-se claramente que a extrema-direita não acredita mais em reação dos seus candidatos na eleição presidencial do mês que vem. Dá a derrota como inevitável e já trabalha para uma virada de mesa.

Alguns textos publicados na imprensa também são, nitidamente, direcionados para o que virá depois da eleição de Dilma Rousseff. Caso do famoso editorial no qual a Folha de S. Paulo exortou a que se dê  paradeiro  no lulismo.

Entretanto, vale repetir mais uma vez, tudo isso só se tornará ameaça real se os eternos conspiradores conseguirem convencer os realmente poderosos de que poderão perder seus privilégios.

Sem o apoio do grande capital e dos EUA não se derruba governo no Brasil.

Quanto à caserna, também não mostra entusiasmo por aventuras que terminaram muito mal no passado, quando o poder usurpado teve de ser devolvido sob a vara da execração popular.

O passado nos ensina que os fardados são sempre a última e decisiva peça a ser colocada no quebra-cabeças golpista. Nada existe a temermos, por enquanto.

A faina manipulatória da grande imprensa serve tanto para ajudar os demotucanos a tentarem ainda virar a disputa eleitoral, como para enfraquecer previamente o governo de Dilma Rousseff e também para lastrear recaídas totalitárias. É de espectro amplo.

Da mesma forma, por trás do tal "Manifesto em Defesa da Democracia" estão tanto as figurinhas carimbadas da direita troglodita (Reinaldo Azevedo à frente), como os serristas.

Assim, o secretário de Relações Institucionais do governo paulista, Almino Affonso, está convocando um ato para a próxima 4ª feira (29), na Praça da República (capital paulista), de repúdio às declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a imprensa e de apoio ao candidato demotucano.

Candidamente, admitiu:
"[o manifesto dos notáveis] não faz referência a Serra, mas reforça sua candidatura. Vamos dar continuidade, com outra cara".
Aliás, a mesma duplicidade se verificava no Cansei!: havia também os legalistas, claro, mas a rede virtual neofascista apoiou em peso o movimento, na esperança de que se tornasse uma nova Marcha da Família, com Deus, pela Liberdade.

A burguesia, como a hidra, tem muitas cabeças.

A pior delas, com certeza, vai se tornar bem visível após a proclamação do resultado das urnas.

Os reacionários mais empedernidos não deixarão de tentar qualquer coisa, face à perspectiva de outros oito anos de lulismo no poder (os quatro de Dilma, seguidos da volta de Lula em 2014). E o mais provável é que fracassem de novo.

Trata-se de algo que não nos deve assustar nem deter, mas contra o qual precisamos nos precaver, para não sermos apanhados de pijama, como fomos em 1964 ou como Zelaya foi no ano passado.

A TURMA DA "LIBERDADE DE EXPRESSÃO"

A TURMA DA “LIBERDADE DE EXPRESSÃO”


Laerte Braga


Março de 2002. Líderes de oposição ao presidente Hugo Chávez fecham com a CIA, o Departamento de Estado e aval do presidente George Bush, um golpe para derrubar o líder bolivariano. Um dos pontos principais foi incluir a mídia privada no processo, parte decisiva, em duas pontas.

A primeira delas, a venezuelana, fabricando notícias falsas e a latino-americana, demonizando Chávez e transformando-o em “ditador sanguinário. A preparação da opinião pública com um objetivo muito simples. O que foi uma tentativa fracassada de golpe pretendia ser uma “retomada da democracia”.

Lá, esqueceram-se de combinar com o povo e milhões de pessoas recolocaram Chávez no governo três dias após o golpe.

Aqui, um mês antes, a GLOBO, parte do esquema, enviou Miriam Leitão à Venezuela para uma série de reportagens exibidas no JORNAL NACIONAL mostrando a “insatisfação popular” contra o governo Chávez e na última delas, o arremate da jornalista – “a Venezuela e os venezuelanos não agüentam mais Chávez” –.

Estava feita a cama para o golpe. Evitar que a opinião pública fosse “contaminada” pela idéia que elites militares, políticas e econômicas rechaçadas nas urnas fossem as autoras de um golpe de estado.

Vender a “democracia”.

Derrubaram e prenderam Chávez na quinta, no sábado e no domingo milhões de civis desarmados ocuparam as ruas das principais cidades do país, militares legalistas se levantaram e no domingo à noite Chávez retornou ao palácio Miraflores.

Agosto de 2002. Como não suportaram o revés sofrido no golpe fracassado, os adversários de Chávez, com apoio norte-americano, se valeram de um dispositivo constitucional criado no processo bolivariano, que permite uma espécie de recall do presidente da república e de todos os que detêm mandatos eletivos.

Um referendo para determinar se Chávez deveria ou não continuar presidente. Uma infinidade de organizações internacionais monta bases na Venezuela para “fiscalizar” a votação e impedir “fraudes”. Dentre as entidades e figuras de peso internacional, o ex-presidente dos EUA Jimmy Carter.

Chávez toma uma atitude inusitada até então. Para assegurar a transparência no processo de votação, nos locais onde os eleitores votam em urnas eletrônicas brasileiras, determina que haja também o voto impresso. Ou seja, se alguma suspeita surgir, é só contar o voto impresso. O processo eleitoral não se resume a um amontoado de disquetes.

Chávez vence o referendo com mais de 50% dos votos e Jimmy Carter declara aos jornalistas que cobriam o acontecimento – “os venezuelanos mostraram que desejam o presidente Chávez como seu governante, espero que ele tenha juízo” –. O morde e assopra.

Não conseguiram derrubar Chávez num golpe montado pela mídia e generais caquéticos subordinados a Washington, nem num referendo popular.

Chávez é reeleito e a oposição, nas eleições parlamentares anteriores, decide não concorrer.

A mídia privada continua a chamar o presidente da Venezuela, eleito, reeleito, confirmado pelo voto popular, de “ditador”. Miriam Leitão, lógico, não apareceu para explicar porque a “Venezuela e venezuelanos não agüentam mais Chávez” –. Isso não é problema dela, como “profissional”, foi lá, falou o que o patrão mandou, recebeu e pronto.

E continua fazendo tudo igual, mesmo depois que Requião, ex-governador do Paraná, chamou-a publicamente de “mentirosa” e a moça teve que engolir em seco, ela e Pedro Bial, o tal dos “meus heróis”. Mentiram, não tinham como negar, mentem sempre.

No governo do presidente brasileiro João Goulart não existia ainda o Ministério das Comunicações. O setor era objeto de competência de vários ministérios e a Casa Civil era a última palavra sobre o assunto.

Jango, através de Darcy Ribeiro, entendeu que era hora de ampliar os canais de participação popular no processo político como um todo. Nada melhor, àquela época, que emissoras de rádio para sindicatos, associação de moradores, entidades da chamada sociedade civil organizada, enfim, voz para todos os segmentos sociais no Brasil.

A mídia privada reagiu de forma insana. Onde já se viu uma rádio para bancários discutirem questões pertinentes à categoria? Ou o cidadão do bairro X em todos os bairros ou comunidades do Brasil expor pubicamente os problemas de sua comunidade e cobrar providências desde consertar uma rua a questões como saúde, educação, lazer, transportes públicos, etc? Saber onde estava indo o dinheiro do imposto?

Um professor, uma professora, através de uma emissora de rádio, poder criticar desde a falta de condições mínimas nas escolas públicas estaduais e municipais até o salário de fome, ou o aposentado debater critérios e leis que dissessem respeito à sua sobrevivência?

Como é que ia ficar o deputado tal, o vereador xis, vai por aí afora, expostos e vulneráveis à opinião pública que não fosse aquela veiculada pela mídia privada?

Como é que iam vender sabão que tira todas as manchas se de repente um cidadão, uma cidadã poderia mostrar uma camisa que teimava em ficar manchada?

Danaria tudo.

Liberdade de expressão para a mídia privada é simples. Tocar a opinião pública como gado.

O maior grupo privado de comunicação no Brasil, GLOBO, constituiu-se fora da lei, a partir de capitais estrangeiros, fato denunciado até por Carlos Lacerda, golpista de carteirinha, dentro do processo que montou o golpe militar de 1964.

Quando, em 2006, no dia da eleição presidencial (foram eleitos também governadores, senadores, deputados federais e estaduais), logo que conhecidos os resultados, o governador reeleito do Paraná, Roberto Requião, disse diante de jornalistas que Miriam Leitão era “mentirosa”, Pedro Bial idem e que a mídia privada de seu estado ibidem, um boy chamado de jornalista de um jornal daquele estado levantou-se e tentou defender o “patrão”. Requião foi curto e grosso. “Assenta aí puxa saco”. O cara assentou.

Na Argentina de Perón se costumava dizer que o argentino podia votar em quem quisesse desde que fosse à Mariazinha. Eram dois os principais jornais de circulação nacional àquela época. LA DEMOCRACIA e LA NÁCION. Os argentinos gostavam de dizer que Perón pregava a democracia e vendia a nação.

Os norte-americanos perceberam a importância da comunicação de massas via grandes conglomerados privados a partir da derrota militar no Vietnã. Ou por outra, sabiam do papel da comunicação, mas foi a partir daquele conflito que aceleraram o controle sobre a mídia como um todo em vários países do mundo, inclusive o Brasil. Com o fim da chamada guerra fria estenderam seus tentáculos a todos os cantos do mundo.

No Brasil detêm o controle de grupos como GLOBO, FOLHA DE SÃO PAULO, ESTADO DE SÃO PAULO, VEJA, etc. Não necessariamente o controle acionário, mas sustentam essas empresas. De forma direta ou indireta através de empresas que aqui se encastelam no esquema FIESP/DASLU (contrabando, sonegação, entreguismo e corrupção).

Quando a Polícia Federal prendeu uma das donas da DASLU o senador Antônio Carlos Magalhães considerou um “ultraje” que aquela senhora elegante, dona de uma das lojas mais refinadas do País sofresse o mesmo tratamento que qualquer “bandido comum”.

Quando, neste ano, em Santa Catarina, o filho de um dos diretores da RBS, amiga, afiliada, com dois amigos estuprou uma jovem, silêncio, total absoluto. Coisa de garoto devem ter pensado.

A mídia privada só se estendeu no noticiário dos fatos envolvendo a DASLU quando a Polícia Federal exibiu as provas incontestáveis da pilantragem (a mulher de Alckimin fazia parte do esquema).

Funciona mais ou menos assim, todo mundo sabe. Se é negro, p.. e pobre, cadeia. Foi o que ACM quis dizer. Mas se é dona da DASLU, luvas de pelica.

Daniel Dantas silenciou a mídia privada no episódio de sua prisão pelo delegado Protógenes Queiroz e deve ter pago uma nota, pois a GLOBO estava meio que de nariz torcido com o banqueiro e as coisas se ajeitaram. Questão de preço.

O Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo foi protagonista de um evento a favor da liberdade de imprensa. Uma resposta à reação da mídia privada quando pega no contrapé da mentira costumeira, diária e em berros histéricos pela “democracia”. A tal que pregam, enquanto entopem o cidadão comum de anestesia para que a Nação possa ser vendida por pilantras como Arruda Serra, assim como o foi por “doutores” como FHC.

Há um dado novo, um elemento como qual não contavam – os bandidos – no processo eleitoral deste ano. Não basta contratar marginais e montar dossiês como o fizeram em 2006, ou antes, em 2002, na necessidade de arranjar 250 milhões de dólares para não ir à falência (GLOBO).

A INTERNET, a BLOGSFERA.

Sai uma pesquisa montada como a do DATAFOLHA (DATAFALHA) e em menos de meia hora os dados falsos estão desmontados.

À noite, o VOX POPULI mostra outra que retrata a realidade do momento, o papel da pesquisa, em termos de intenção de votos.

Arruda Serra, cada dia mais Maluf, vociferou contra a quebra do sigilo fiscal de sua filha Verônica Serra, sócia de Daniel Dantas, até quando percebeu que tudo não passava de “precaução” do ex-governador de Minas, Aécio Neves, seu colega de partido, em meio ao tiroteio que precedeu a indicação do candidato tucano à presidência.

Aí, diante de um grupo de jornalistas, deu um chilique, disse que não responderia a perguntas sobre o assunto, levantou-se e só não foi embora por conta de um acordo, tá, vamos perguntar sobre programa de governo. Mas, antes, só queria denunciar a tal quebra de sigilo. E no final exigiu a fita com a gravação de seu ataque histérico.

Maluf pelo menos sorri e diz que o Paulo Maluf de Jersey, com CPF idêntico, é “homônimo”. Arruda Serra ainda não atingiu esse estágio de cara de pau, mas chega lá.

A proposta de um Código Nacional de Telecomunicações é do governo do general Geisel, ditadura militar. A GLOBO mantém deputados e senadores debaixo do tacão da chantagem, nas negociatas políticas, para que matéria não seja apreciada.

Nos EUA, país que financia e sustenta – direta ou indiretamente – essa mídia venal, a legislação proíbe que grupos proprietários de tevê tenham jornais e rádios e vice versa, para evitar a concentração, o monopólio. E olhe que lá tem FOX e CNN.

Ou seja, proíbe grandes conglomerados como aqui, monopólio.

Monopólio funciona mais ou menos assim. Você está experimentando uma roupa dentro de uma cabine numa loja qualquer e descobre um trem no seu dente. Olha no espelho e vai com o dedo para tirar. Sem mais nem menos entra um batalhão de cinegrafistas, locutor, etc, para dizer a você que colgate tem um produto mágico que deixa os dentes brilhando e pronto. À saída, de esguelha, a locutora, vestida como dentista, ainda dá um leve olhar, rápido, fugaz, para você infeliz que ainda não sabia que colgate resolve doze problemas bucais.

Com uma conquista fundamental, você pode tomar água gelada sem problema.

Daí a um boy chamado de jornalista como William Bonner chamar o telespectador comum de idiota na forma de Homer Simpson, é um passo. Não que o telespectador seja um idiota (claro que os há), mas é a forma como é considerado.

É a liberdade de expressão da mídia privada.

A verdade única e absoluta. A revelação divina vinda de Washington, Wall Street, seja como sabão que limpa e tira todas as manchas, seja no creme dental, seja na pesquisa falsa, ou nas denúncias montadas e orquestradas ao final da campanha eleitoral, por um motivo simples.

Como não há tempo hábil para que sejam apuradas, a calúnia deliberada, calculada, é uma tentativa de ludibriar e enganar.

É claro que esse tipo de gente tem direito a opinião. Mas isso é outra coisa. Não é mentira. Nem notícias distorcidas, denúncias e dossiês montados.

A ira desses grupos neste momento passa pela perspectiva que a internet e a blogsfera abriram para desmontar toda essa sujeirada de VEJA, GLOBO, FOLHA DE SÃO PAULO e os delírios de seus boys.

São dois problemas. A derrota eleitoral e o medo de perder o bridão, o freio, com que tentam manipular a opinião pública.

O medo do debate, da participação popular. Do cidadão comum poder dizer que a GLOBO mente. Que VEJA é uma porcaria. Ter pena do ESTADO DE SÃO PAULO, os caras ainda acreditam que D. Pedro II governa o Brasil.

Liberdade de expressão na cabeça dessa gente, da mídia privada, é aquele negócio que a gente vê em filme, em fotografias, um monte de cidadãos em fila, marchando em passo de ganso para o matadouro e gritando Heil Hitler.

E os sacos de dinheiro continuam enchendo todo o esquema DASLU sem nota fiscal, ou sem a quinta via, como se dizia no tempo de Ademar de Barros, professor honoris causa da Universidade Paulo Maluf, onde Arruda Serra já tomou o lugar de reitor.

E haja DATAFOLHA. Haja IBOPE.

Se alguém der o azar de encontrar com Miriam Leitão e suas previsões catastróficas numa encruzilhada, não se assuste. Basta carregar um dente de alho no bolso e mostrar, foge correndo. Já William Bonner é mais complicado. Dente de alho, cruz e estaca.

É tal de liberdade de expressão, a deles. O resto? Querem que sejamos mudos.

Blog do Fajardo

Blog do Fajardo

UM ALERTA: A INTEGRIDADE INSTITUCIONAL CORRE RISCO...

Náufrago da Utopia: UM ALERTA: A INTEGRIDADE INSTITUCIONAL CORRE RISCO...: " Exemplo ..."

UM ALERTA: A INTEGRIDADE INSTITUCIONAL CORRE RISCO


Exemplo clássico de montagem
de cenário para quartelada: a Marcha da Família, com
Deus, pela Liberdade.

O colunista Jânio de Freitas lançou uma advertência que não devemos ignorar:
"Um aviso de perigo, na via política, foi ultrapassado.

"A entrada em cena de forças extrapolíticas, motivadas pelo confronto entre Lula e os meios de comunicação com maior presença, reproduz o mais conhecido dos passos que levam situações tensas a enveredar por processos que fogem ao controle com facilidade. E, se isso ocorre, põem em risco a integridade institucional - o próprio regime".
Evidentemente, por ser publicado na Folha de S. Paulo, ele não poderia reconhecer que, no fundo, o confronto lulismo x mídia está sendo instigado e magnificado com intenções golpistas, pois a extrema-direita já desistiu da eleição presidencial, cuja única incognita é se a candidata oficial ganhará no 1º ou no 2º turno.

De resto, talvez para não parecer parcial, Jânio de Freitas deu o mesmo peso a três dessas manifestações de "forças extrapolíticas".

E foi injusto com os sindicatos e jornalistas que exercerão na noite desta 5ª feira (23), em SP, seu direito de protestarem contra a tendenciosidade da grande imprensa na cobertura eleitoral e os claros indícios de participação da mídia nas conspirações em curso.

No entanto, há também na coluna do veterano jornalista muitas constatações válidas e dificilmente encontradas em outros espaços do PIG. Merecem ser reproduzidas:
"...os meios de comunicação brasileiros nunca deixaram de ser parte ativa nos esforços de conduzir o eleitorado. Sua origem e sua tradição são de ligações políticas, como agentes de facções ou partidos.

"...nenhum fato sustenta a ameaça à democracia atribuída a palavras ou atos de Lula. As reações ao que considera insultuoso, ou injusto, ou inverdadeiro são à sua maneira: com destempero deplorável, nas palavras e na teatralidade da exaltação.

"Nenhum espetáculo e nenhum ato presidencial pode ser apontado, com seriedade, como ameaça à democracia. Nem o mais acusado deles, a alegada ameaça à liberdade de imprensa. A proposta petista de criação do Conselho Nacional de Jornalismo, ou algo assim, vale mais como uma discussão do que poderia ser, a serviço de todas as partes, do que qualquer das acusações trocadas.

"Conselho de Jornalismo não é embaixada do inferno, não é chavismo, não é ditadura, necessariamente. São muitos os países 'civilizados' e democráticos em que tal conselho existe.

"Na França, por exemplo, foi criado há muito tempo, prestou muitos serviços e ninguém pensa em dissolvê-lo, assim como o da TV. A Inglaterra, os países nórdicos e outros têm as suas formas de conselho. Discuti-lo no Brasil seria difícil, mas não ameaçaria a democracia ou a liberdade de imprensa.

"A pouco mais de uma semana das eleições, professores, advogados, escritores, e outros, fazem manifestação pública e lançam um manifesto 'contra a marcha para o autoritarismo'. Haverá mesmo tal marcha, pelo fato de que Lula, nos estertores do seu mandato, rebaixa a função presidencial à de marqueteiro e cabo eleitoral? Se não está aí, o que indicaria que a prevista eleição de Dilma Rousseff é a marcha para o autoritarismo? É óbvio que o papel assumido por Lula macula a disputa.

"Mas o que mais suscita reação, parece claro, não é o papel em si, que a lei nem cuidou de restringir: é que Lula o assume do alto de uma popularidade devastadora, que cai sobre os adversários. Nem por isso, no entanto, até agora sinalizadora de ameaças à democracia.

"O Clube Militar convida para um 'painel' (...) com dois jornalistas de oposição a Lula e ao governo. Sobre nada menos do que 'A democracia ameaçada: restrições à liberdade de expressão'. Tivemos longo aprendizado do interesse militar por ameaças à democracia e pelas restrições à liberdade de expressão. O título do 'painel' não esclarece o sentido atual dado às expressões, mas tanto faz. Sua realização é sugestiva por si só".
Por último: ao contrário de cidadãos com passado glorioso, mas que não estão avaliando bem o quadro atual, o Reinaldo Azevedo e eu somos extremamente coerentes.

Ele é o porta-estandarte do manifesto "contra a marcha do autoritarismo" e participará, logo mais, do festival de alarmismo golpista no Clube Militar.

Eu denuncio há muito tempo as tramóias da extrema-direita e vou estar presente no ato contra o PIG que terá lugar às 19h no Sindicato dos Jornalistas.

Pensamentando

Paisagem com cavalo
.
Por Redação de ViaPolítica


Romance ousado, provocador e original marca afiada estreia do escritor Halley Margon no cenário da nova literatura brasileira.

Capa de Paisagem com cavalo,
de Halley Margon
Um crime, um assassinato, um mistério, num romance ousado e original, que abre as portas de uma metaficção e leva a linguagem para paisagens distantes. Transitando na fronteira do fato e da ficção, a escrita afiada de Halley Margon segue longe no tempo em busca de vestígios de um crime talvez nem acontecido.

Pontuada pelas experimentações e transgressões formais, esta narrativa instigante flerta com o gênero policial para destilar algo de filosófico ao tocar na essência e nos limites da existência. O resultado é um texto criativo, de estilo marcante, que desperta novos sentidos e novas leituras a cada página – uma obra em que ecoa uma prosa voraz que traduz a voz da própria condição humana.

Escritor e arquiteto, Halley Margon V. Jr. nasceu em Catalão, Goiás, em 1956. Na conturbada década de 70, durante o período do regime militar, escreveu artigos sobre política internacional no jornal Versus , em São Paulo. Hoje, reside no Rio de Janeiro, de onde colabora com ViaPolítica. Especialmente para nossos leitores, Halley Margon selecionou um trecho de Paisagem com cavalo. É o que segue:

“Depois de tê-la matado só o que desejou foi dormir. Fechar os olhos para sempre. Apenas dormir. Não é o mesmo que morrer, você pensou. E não é. Mas ter cometido o crime fez com que quisesse dormir daquela forma. Tão próxima da morte. E porque ele a encontrou (à mulher) seu corpo passou a se submeter à escravização daquele desejo compulsivo: somente dormir. Vamos ver o que acontece durante o sono, você disse como se pedisse socorro, porque na verdade não consegue ver. Os elementos se misturam e você não sabe se o anseio de dormir veio depois de ter cometido o crime/o assassinato ou se antes disso, muito antes/séculos antes, quando a encontrou pela primeira vez. O fato é que houve essa primeira vez, não houve. Você desejaria despertar porque ao abrir os olhos a verdade iria se mostrar/revelar, é o que você deveria dizer, mas não consegue abri-los. O sono é muito maior que qualquer outro desejo que ele (você) já tivera. Era o maior de todos os desejos e sufocava os demais. E à parte essa impossibilidade (dramática, você reconhece) há ainda a necessidade de relatar, necessidade cuja origem desconhece. Um impulso (nebuloso), uma atração (misteriosa), a (inexpugnável) força da gravidade atuando sobre um corpo em queda livre rumo ao fundo de um abismo, uma ocupação/atividade rotineira, mas aparentemente inevitável. Poderia testar “n” possibilidades sem que nenhuma delas lhe parecesse suficiente ou verdadeira para explicar de onde ou por que nascia. Gênese. Relatar, para quê? Para quem? Por quê? Muitos se interessariam pela história de um crime tão espetacular quanto aquele, é verdade, crimes atraem crescentemente a atenção do público – embora talvez não na acepção que estamos usando (você se recorda do nosso assunto até aqui, não é) – mas não são os outros o que interessa. O ouvinte não tem nenhuma importância. Não é para alguém que você tanto anseia contar. Você apenas conta/relata porque precisa. Não porque exista um receptáculo à espera do seu desejo ou da sua necessidade. Você deseja. Mesmo assim a questão talvez o persiga mais um pouco: por que a ele é necessário contar? Por que é preciso contar? Por que contar? Por que contar, você pergunta, se está despencando aceleradamente para o limbo desse sono irresistível e sem sonhos sem palavras sem relato, você diz.”

15/8/2010

Fonte: ViaPolítica

Paisagem com cavalo, de Halley Margon
Rio de Janeiro, Ed. 7Letras
160 páginas
R$ 33,00

Site: http://www.7letras.com.br/

Henfil

Henrique (Meandro, Berro, Atro,
Labirinto, Breu, Dilaceração, Preto e
Negro) de Souza Filho. Henfil

O Fradin interpretando "Coração Materno" de Vicente Celestino
Evidentemente um iluminado, Henfil, raivoso, lúcido, claro, foi dotado da graça especial da criação - onde apontava seu dedo de Criador fazia cair sobre os ratos o raio do riso vingador e brotar a comunhão dos injustiçados. Pagou por isso com o preço da tragédia. Os deuses, ninguém ignora, são invejosos.
A primeira vez que foi decapitado, Henfil perdeu a cabeça. Mas aí já era tarde; passava do meio-dia. Quando o indulto chegou, ele ficou amigo do carrasco, pegou a lista dos defuntos e vive disso até hoje. O futuro, para Henfil, não tem mistério, mas a recíproca é verdadeira. Por isso as lentes de contato. Que usa nos olhos como todo mundo. Estadista nato, escolheu nascer em Minas, o estado mais mineiro do Brasil. Desde cedo percebeu que berro não enche barriga mas desemprega psicanalistas. Deu o seu, tendo o cuidado de levar gravador, para a repetição sem esforço. Decidido a tirar dos ricos para dar aos pobres, acabou descobrindo que os ricos não concordavam e os pobres estavam contra por acharem que estava roubando o que um dia seria deles. Daí propor a abolição do imposto e a criação de um facultativo.
É tão liberal que, se um dia for presidente, pretende tornar a permissividade obrigatória. Humorista desde os oito anos, só descobriu isso aos catorze, quando, numa reunião de intelectuais de esquerda, conseguiu uma gargalhada estrondosa pronunciando certinho a palavra democrata. Realista, acha que os governos devem ser escolhidos por industriais, com votos duplos para os proprietários de agências de publicidade. Tem metade de 56 anos, porém ninguém lhe dá mais do que o dobro de quatorze. A julgar pelos cabelos, bigodes, sobrancelhas e outros pelos visíveis, é um animal hirsuto. Mas o corte de suas roupas mostra muito bem que o hábito desfaz o monge. Pouco se sabe a respeito dos seus primeiros anos de vida a não ser que sempre se recusou a viver cronologicamente.
Com um ano fez quatro, fez três depois, aos sete comemorou os oito e até hoje ainda tem dois não computados, dezessete e 21, que pretende comemorar aos 38 e aos 63. É gago, quer dizer, quando gagueja. Quando ri, porém, é sorridente. Técnico em antigüidades, prefere-as bem mocinhas. Mas seu preto-que-ri antes não ria. Aliás nem existia. Míope, enxerga longe e prefere olhar de perto. Como São Tomé, quer ver para crer mas quando vê, não acredita. E seu valor nem ele próprio avalia. Tem um tédio estridente, gosta de coçar a omoplata e acerta sempre no palpite triplo. Nunca esteve implicado com a lei, mas vive implicando com ilegalidades. Sua falta de adaptação condena-o definitivamente à originalidade. Qualquer de suas histórias toma dias e dias de pesquisa até não se basear absolutamente em nada. É a favor do parto masculino e da necrofilia entre adultos, desde que com consentimento mútuo. Adora poltrona, tomada de eletricidade, riso baixinho e brincadeira sem graça.
Quando nasceu, sua mãe o olhou durante muito tempo e declarou aos jornais: "Não é nada disso". Já o pai tinha ido ao Fla-Flu e só voltou seis anos depois, no fim da briga. Mas continua insistindo que não usa Henriquinho segundo o projeto original. Não fuma, não bebe, nem joga, mas não pode ver um precipício. Reage sempre, mas não na mesma noite. Sente muita saudade do futuro e acha que este país tem um enorme passado pela frente. No dia em que percebeu que o mundo era cor-de-rosa, pegou um lápis e desenhou os Fradinhos. E aí todos disseram: esse menino vai longe. Mas eu aposto que ele fica aqui. Acha que quem sai na chuva é pra se secar, que é mais fácil pegar um coxo do que um mentiroso e vive mexendo nesse mato pra ver se sai coelho. Caladão sempre que não fala, quando fala muito é até um pouco loquaz. Já tentou tudo, mas tudo não quis nada com ele. Adora uma briga, sobretudo pra apartar. De vez em quando visita um cemitério só pra ver como é que vai ser. Chegou ao Rio sem ter onde cair morto e na verdade só se salvou porque era muito vivo.
Gosta de mulher, o que se vê melhor pela raiva com que está com os homens. Acredita em open-house mas, por via das dúvidas, já comprou uma tranca. Vive brincando com o fogo e não passa um mês sem que chamem os bombeiros. Fala baixo, olha muito e seu ouvido esquerdo é mouco. O outro é de mercador. Seu sábado cai sempre antes do domingo e espera conseguir isso também da sexta-feira. Gosta de retificar, por isso usa borracha. Mas não gosta que interpretem o seu silêncio porque, quando consente, fala. Sonha com rios de dinheiro, porém continua acordando bem pobre e bem molhado. Fala pouco de si próprio, mas muito de si impróprio. E na hora de tomar banho nunca tira o corpo fora. Diz que, quando chegar o Juízo Final vai impetrar habeas corpus. Acredita em escada, avião e elevador, só na subida; na descida às vezes exageram. Mais baixo do que uns, mais alto do que outros, é médio em média. Desenha com as duas mãos, chuta melhor com o pé esquerdo e o nariz reserva para meter onde não é chamado. Respeita a meteorologia (aquela que faz 40 graus à sombra) e pretende sempre rir melhor. Ou, se não der, por último.
(Millôr, o gênio de direita, em seu saite)

Poementando

O amor que choveu
Antonio Prata

+ de 4500 Acessos
+ 15 Comentário(s)

Era uma vez um menino que amava demais. Amava tanto, mas tanto, que o amor nem cabia dentro dele. Saía pelos olhos, brilhando, pela boca, cantando, pelas pernas, tremendo, pelas mãos, suando. (Só pelo umbigo é que não saía: o nó ali é tão bem dado que nunca houve um só que tenha soltado).

O menino sabia que o único jeito de resolver a questão era dando o amor à menina que amava. Mas como saber o que ela achava dele? Na classe, tinha mais quinze meninos. Na escola, trezentos. No mundo, vai saber, uns dois bilhões? Como é que ia acontecer de a menina se apaixonar justo por ele, que tinha se apaixonado por ela?

O menino tentou trancar o amor numa mala, mas não tinha como: nem sentando em cima o zíper fechava. Resolveu então congelar, mas era tão quente, o amor, que fundiu o freezer, queimou a tomada, derrubou a energia do prédio, do quarteirão e logo o menino saiu andando pela cidade escura ― só ele brilhando nas ruas, deixando pegadas de Star Fix por onde pisava.

O que é que eu faço? ― perguntou ao prefeito, ao amigo, ao doutor e a um pessoalzinho que passava a vida sentado em frente ao posto de gasolina. Fala pra ela! ― diziam todos, sem pensar duas vezes, mas ele não tinha coragem. E se ela não o amasse? E se não aceitasse todo o amor que ele tinha pra dar? Ele ia murchar que nem uva passa, explodir como bexiga e chorar até 31 de dezembro de 2978.

Tomou então a decisão: iria atirar seu amor ao mar. Um polvo que se agarrasse a ele ― se tem oito braços para os abraços, por que não quatro corações, para as suas paixões? Ele é que não dava conta, era só um menino, com apenas duas mãos e o maior sentimento do mundo.

Foi até a beira da praia e, sem pensar duas vezes, jogou. O que o menino não sabia era que seu amor era maior do que o mar. E o amor do menino fez o oceano evaporar. Ele chorou, chorou e chorou, pela morte do mar e de seu grande amor.

Até que sentiu uma gota na ponta do nariz. Depois outra, na orelha e mais outra, no dedão do pé. Era o mar, misturado ao amor do menino, que chovia do Saara à Belém, de Meca à Jerusalém. Choveu tanto que acabou molhando a menina que o menino amava. E assim que a água tocou sua língua, ela saiu correndo para a praia, pois já fazia meses que sentia o mesmo gosto, o gosto de um amor tão grande, mas tão grande, que já nem cabia dentro dela.

Nota do Editor
Texto gentilmente cedido pelo autor. Originalmente publicado no blog de Antonio Prata no projeto Amores Expressos.
(Digestivo Cultural)

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

A Juventude resistente de hoje lutando contra ditadores de ontem

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Juventude enfrenta MILICANALHAS golpistas do Clube Militar



Reproduzo abaixo matéria do meu amigo e blogueiro
Theófilo Rodrigues, sobre a manifestação feita hoje pela União da Juventude Socialista (UJS) em frente ao Clube Militar, contra o golpismo da mídia e contra a conspiração entre intelectuais (?) de mídia e membros do exército. Lembremos que as Forças Armadas devem obediência ao presidente da República, que é o Comandante em Chefe; muito estranho o Clube Militar, portanto, bancar um convescote de hidrófobos da oposição midiática (Merval e Reinaldo) para falar mal do próprio Comandante, e ainda botarem soldados do Exército, como fizeram, para agredir jovens cidadãos que nada fizeram que exercer o seu direito de protestar.
Jovens fazem ato político em frente ao Clube Militar do Rio de Janeiro

O Clube Militar do Rio de Janeiro convocou hoje seus generais para uma reunião com os jornalistas Merval Pereira (O Globo) e Reinaldo Azevedo (Veja). A convocação, intitulada “Democracia ameaçada: restrições à liberdade de imprensa”, afirmava que o Brasil passa por momentos difíceis para a imprensa.

Esta foi a senha para que a União da Juventude Socialista (UJS) convocasse os movimentos sociais do Rio de Janeiro para um representativo ato na porta do Clube Militar. Cerca de 50 jovens seguravam cartazes com palavras de ordem como “Liberdade de imprensa não é liberdade de empresa” ou “Globo + Militares = Golpe”.

Segundo Monique Lemos, presidenta da UJS, “os militares não possuem nenhuma credibilidade para falar em democracia ou em liberdade de expressão”.

Já o diretor da União Nacional dos Estudantes (UNE), Daniel Iliescu, lembrou o processo de Conferência Nacional de Comunicação que ocorreu no fim do ano passado. “A Globo boicotou vergonhosamente o processo democrático de Conferência Nacional de Comunicação que pretende democratizar a mídia no país” afirmou Iliescu.

Um momento marcante se deu quando nomes de jovens mortos pela ditadura foram lembrados, como Honestino Guimarães, Helenira Rezende, Osvaldão, Mauricio Grabois, Stuart Angel e Edson Luís, entre tantos outros.

Uma das preocupações dos manifestantes é a de que não ocorra esse ano no Brasil o que já aconteceu em 1964 com João Goulart, em 1973 com Salvador Allende e em 2002 com Hugo Chavez na Venezuela. Para o Secretário de Formação da UJS, Theófilo Rodrigues, “a mídia mostra dia após dia que não está disposta a aceitar a eleição democrática de Dilma Rousseff”.

A tranqüilidade do ato foi quebrada apenas pelos empurrões dados por soldados do exército e por um revoltado advogado do Clube Militar que quebrou o microfone da caixa de som da UJS.

Publicado originalmente no blog
Fatos Sociais.


(Os jovens improvisaram hiphops na hora).


Mais tarde publicaremos um vídeo da manifestação.

CADÊ A APOSENTADORIA QUE ESTAVA AQUI? SERRA COMEU - A PRIVATIZAÇÃO DA PREVIDÊNCIA OU SERRA QUE INCORPOROU ARRUDA, INCORPOROU DANTAS E VIROU MALUF

CADÊ A APOSENTADORIA QUE ESTAVA AQUI? SERRA COMEU – A PRIVATIZAÇÃO DA PREVIDÊNCIA

OU

SERRA QUE INCORPOROU ARRUDA, INCORPOROU DANTAS E VIROU MALUF


Laerte Braga


Imagine que a Previdência Social seja privatizada. É o compromisso de José Arruda Serra com os grupos que financiam sua campanha. Ou parte dos grupos/quadrilhas.

O dinheirinho que descontam do trabalhador e do próprio empregador vai para as mãos/contas de empresas privadas de previdência. Vão tratar de fazer aquele dinheiro “crescer” e garantir o “futuro” dos milhões de brasileiros que vão se aposentando.

Aí de repente uma dessas empresas quebra. Babau. A aposentadoria foi para o espaço e no acordo feito entre Arruda Serra e as companhias (controladas por capital estrangeiro) o governo passa a pagar um salário mínimo às vítimas desse golpe.

Alucinação?

Quando Barack Obama assumiu a presidência dos EUA boa parte das companhias de previdência privada, seguradoras e muitos bancos que geriam carteiras de aposentadoria, a turma/máfia, estava quebrada.

Milhões de norte-americanos se viram naquele momento dependentes da “assistência social” do governo para poder pelo menos comer, já que muitos perderam suas casas na quebradeira geral de imobiliárias.

Se alguém se der ao trabalho de ir atrás do noticiário da época, dois anos atrás, vai encontrar ligações entre as empresas de previdência privada nos EUA e bancos e seguradoras no Brasil, todos de olho no filão da contribuição previdenciária.

Para pagar as contas de lá. Tapar os rombos de lá. Como por aqui não privatizaram, por lá quebraram.

José Arruda Serra é a garantia que o “negócio” vai ser feito.

Daniel Dantas, que atuou no governo FHC no Plano Nacional de Privatização está no meio da história e Verônica Serra, filha do candidato tucano é sócia de Dantas.

Por que a GLOBO, ou a FOLHA DE SÃO PAULO, ou VEJA, não tocam nisso?

É que de um modo geral as pessoas enxergam no grupo GLOBO apenas veículos de comunicação. Tevês, rádios, jornais e revista. Não enxergam e nem conhecem vínculos com bancos, com seguradoras, não têm a menor idéia da totalidade dos “negócios” da família Marinho.

Aí, quando a coisa aperta disparam com espingarda de cano curvo, ou seja, sugerindo uma coisa, quando na realidade é outra e querem outra.

Dilma Roussef se opôs enquanto ministra da Casa Civil à privatização da previdência.

Pô cara! São bilhões por mês.

Será que alguém se lembra de Ângelo Calmon de Sá, dono do Banco Econômico, parceiro de ACM em muitos “negócios”?

O banco quebrou, sofreu intervenção do Banco Central (não teve jeito, não dava para segurar), mas seguraram o esquema até dar um jeito de Calmon de Sá, democrata, ministro de governo ligado a ACM, ser “indenizado” por ter quebrado e lesado centenas de milhares de correntistas.

Quando FHC geria o País no esquema de privatizações, do neoliberalismo escancarado, a partir de norte-americanos como Pedro Malan e outros, o Brasil só não quebrou por conta do equilibrismo de Lula capaz de superar o terreno minado deixado pelo governo tucano.

A bomba estourar nas mãos de outro.

Velho macete das máfias.

O vice de José Arruda Serra é Índio da Costa, ex-genro de Salvatore Cacciola, aquele banqueiro amigo de FHC, que tomou dinheiro no Banco Central, deu o golpe, fugiu para a Itália e no momento cumpre pena na penitenciária da Papuda, Brasília, preso por conta do empenho do ministro de Justiça de então, Tarso Genro.

Índio da Costa aparece na lista de deputados mais faltosos da Câmara. Trabalhar prum cara desses deve ser um esforço tremendo, ainda mais sendo ex-genro de Cacciola e de César Maia (quem disse que genro não é um bom emprego?). Ter que acordar cedo, enfrentar ônibus, metrô, chegar em casa moído, tarde da noite, putz, deve ser duro prum Índio da Costa um sacrifício desses.

É melhor ser deputado, aparecer de vez em quanto e pronto.

O grupo GLOBO, a família Marinho, tem interesses para além da comunicação. A REDE GLOBO, o jornal THE GLOBE, as rádios, a revista ÉPOCA, são braços indispensáveis no sentido de mentir, desinformar e atirar prum lado para acertar noutro, oculto, escondido, porque podre.

Tem interesses diretos na privatização da Previdência Social.

As grandes empresas privadas do setor de comunicação no Brasil vivem do dinheiro público, é só olhar os contratos firmados por Arruda Serra com a EDITORA ABRIL, algo em torno de 34 milhões de reais.

Isso não é liberdade de imprensa nem aqui e nem na China. É liberdade de vender a opinião e mentir de forma deliberada. Ludibriar a opinião pública.

Pense se o estuprador de Santa Catarina fosse filho de uma figura do governo. O escândalo que o JORNAL NACIONAL faria. Mas como é filho de um diretor da RBS, a GLOBO do Sul, ficou por isso mesmo, foi jogado para debaixo do tapete.

Qualquer jornal, qualquer rede de comunicação tem o direito de ter a opinião que quiser. Mas não pode mentir. Não pode iniciar uma guerra com calúnias sabendo que esses fatos não poderão ser apurados em tempo hábil e principalmente desmentidos.

Aí, promovem esse tiroteio todo para tentar salvar José Arruda Serra e garantir os bilhões da privatização da Previdência Social.

O aposentado? Que se lasque.

Vamos lá.

O ministro Paulo Bernardo, do Planejamento, queixou-se outro dia das dificuldades para remover entraves legais e promover melhoria nas aposentadorias e pensões. PSDB e DEM se opõem sistematicamente a esse tipo de iniciativa e de quebra levam o tal partido “popular socialista” do conselheiro Roberto Freire (doze mil por mês numa sinecura em São Paulo).

Quem criou esses entraves? Antônio Anastasia, à época de FHC assessor e por um certo período ministro. Autor da fórmula que a mando do FMI e do Banco Mundial, gerou o monstrengo chamado “fator previdenciário”, que desvinculou aposentadorias e pensões do salário mínimo.

De quebra deixaram uma bomba de efeito retardado para Lula e não teve o presidente alternativa para superar a primeira trombada que tomou dessas máfias a não ser cumprir acordos assinados com os credores (donos) do Brasil.

Hoje o País só tem um dono, o povo brasileiro. Não se trata nem de ser Lula ou deixar de ser, mas admitir uma realidade. O ministro Celso Amorim, das Relações Exteriores, ao contrário de Celso Láfer, no tempo de FHC, quando chega a New York não coloca as mãos na parede, abre as pernas e tira o sapato para a revista dos “amigos”.

Não. Desce do avião e vai a ONU, OEA, o que seja. O Brasil é o Brasil, continua sendo, não o BRAZIL como querem os tucanos e DEM.

E, é claro, a turma da mídia privada, a GLOBO principalmente, com tentáculos no setor da previdência privada. FOLHA DE SÃO PAULO, VEJA, ESTADO DE SÃO PAULO, sem dinheiro público quebram no dia seguinte.

Ao vir com essa história, conversa fiada, de preservar a democracia, etc, etc, jogam apenas com os interesses próprios e os que defendem, que são, esses sim, inconfessáveis.

Os bilhões da previdência pública. Pára e pense no grande negócio que estão loucos para fazer.

É por essas e outras que José Serra incorporou o Arruda, o Dantas e agora não é nada mais que Maluf.

Só isso. Maluf.

Já a aposentadoria que estava aqui, o gato comeu. Gato/rato GLOBO, VEJA, FOLHA DE SÃO PAULO, empresas do setor oriundas dos EUA (vamos pagar as contas e os rombos deles por lá) e muita gente escorada no dinheiro público, temendo que as perdas continuem.

Há anos atrás, numa greve de bancários, o jornalista Millôr Fernandes, em seu quadrado no extinto JORNAL DO BRASIL, perguntava aos banqueiros o seguinte, mais ou menos.

Uai, “é um absurdo os bancários pretenderem comer”?

Arruda Serra é Dantas e virou Maluf. Coitado do Maluf, aprendiz de bandido perto dessa gente.

Cloaca e Lições de Golpismo

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

LIÇÕES DE GOLPISMO - AULA MAGNA

Mestre Carlos Latuff explica o significado do PIG.


.

Ditadura de NOVO NÃO

DITADURA DE NOVO Não!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Manifesto da direita respinga ódio, rancor e preconceito

Manifesto da direita é um panfleto tucano mal escrito
Miguel do Rosário n'Óleo do Diabo

Golpista desde o século XIX
Os jornais desta quinta-feira acordaram com sangue nos olhos. O fato político de ontem, e que reverbera hoje na imprensa escrita, foi o lançamento de um manifesto antiLula por um grupo de intelectuais vinculados ao tucanato.

Trata-se de um texto sofrivelmente escrito, repleto de chavões partidários colhidos às pressas na imprensa conservadora. Em termos jurídicos, é lixo puro, por apresentar versões e denúncias não provadas para acusar autoridades constituídas.

O manifesto não tem um pingo de legitimidade, apenas respinga ódio, rancor e preconceito. Reclama das atitudes do presidente ao mesmo tempo em que o acusa de forma leviana e caluniosa. Ao falar sobre a relação entre Executivo e Legislativo, o texto busca somente intrigar dois poderes que devem conviver em harmonia.

O texto tem cores antidemocráticas do começo ao fim. E isso eu acho perigoso, essa insidiosa interpretação conservadora do regime democrático, segundo a qual a Constituição é quase um código de Hamurabi, imutável, e o povo tem mais é que se submeter em silêncio ao que diz a lei. Há uma sinistra inversão conceitual logo no início do texto:
Soberana é a Constituição, pois é ela quem dá corpo e alma à soberania do povo.
Essa frase soaria melhor em meus ouvidos se fosse lida ao contrário:

Soberano é o povo, pois ele é quem dá corpo e alma à Constituição

Nesse trecho do manifesto, encontramos um chororô tucano autoexplicativo:
É repugnante que essa mesma máquina oficial de publicidade tenha sido mobilizada para reescrever a História, procurando desmerecer o trabalho de brasileiros e brasileiras que construíram as bases da estabilidade econômica e política, com o fim da inflação, a democratização do crédito, a expansão da telefonia e outras transformações que tantos benefícios trouxeram ao nosso povo.


Leia mais em: O esquerdopata
Under Creative Commons License: Attribution

ADEUS ÀS ARMAS

Último comandante militar da ALN, Carlos Eugênio Sarmento Coelho da Paz defende socialismo, Dilma Rousseff e disputa eleição à Câmara.

Carlos Eugênio Sarmento Coelho da Paz

Movimento – Qual a sua estratégia ao disputar eleição à Câmara Federal?
Carlos Eugênio Sarmento Coelho da Paz - Minha estratégia de campanha é atingir os jovens de 16 a vinte e poucos anos. É claro que mobilizei em primeiro lugar a minha geração, que participou das diversas lutas de resistência à ditadura e conhece a necessidade de aprofundar a democracia. Dentro da conjuntura política, o governo Dilma trará novidades e considero que temos que dar sustentação à nossa companheira.
Qual o slogan de sua campanha?
Aprofundar a democracia é hoje nossa tarefa revolucionária.
O que quer dizer esse slogan?
Aprofundar e radicalizar a democracia hoje tem a mesma importância que a luta armada de resistência contra a ditadura nos anos 60 e 70.
O parlamento não é uma instituição que a geração anos 60 condenava?
Nossa geração sempre respeitou a participação dos comunistas na Assembléia Constituinte de 1946. Marighella foi eleito deputado federal, Prestes senador, para citar apenas os mais conhecidos. O que condenávamos era participar do Congresso Nacional durante a ditadura, quando ele servia apenas para legitimar o regime autoritário. Pregamos o voto nulo em 1970 porque era uma forma de protesto. Depois participamos das eleições e ajudamos a redemocratizar o país.
Quem mudou: Carlos Eugênio Sarmento Coelho da Paz ou o mundo?
Os dois. E seria triste se não tivesse acontecido. O mundo está sempre mudando mesmo quando não tomamos consciência dessas mudanças. O Brasil, por exemplo, saiu de uma ditadura civil-militar de direita, conquistou as liberdades democráticas, elegeu um torneiro mecânico do Partido dos Trabalhadores e está para eleger uma companheira resistente, Dilma Rousseff. Ainda falta muito, mas caminhamos bastante.
O que contém a sua plataforma política e eleitoral?
Minha plataforma consta dos seguintes pontos, que começam a ser divulgados numa Carta-Programa: Lutarei para aprofundar a Democracia como um valor de alcance universal e como único método legítimo de seleção e escolha dos governantes; Envidarei esforços para estender a Democracia Política para todas as outras esferas relativas aos poderes econômico, financeiro, social, educacional, cultural; Enfrentarei os desafios que as novas realidades do século XXI colocam com vistas à renovação teórica e prática do Socialismo Real do século XX; entre outros.
Qual a sua opção à presidência da República?
Dilma Rousseff. O governo Dilma será um passo adiante no sentido do aprofundamento e radicalização da democracia.
As eleições presidenciais acabarão no primeiro turno?
É difícil dizer. Há hoje uma tendência à vitória de Dilma no primeiro turno, mas ainda falta mais de um mês e muita coisa pode acontecer.
Qual a sua crítica a José Serra?
José Serra teve um passado de luta pela democracia e de resistência à ditadura. Hoje ele está capitaneando a direita brasileira. Em torno de sua candidatura aglutina-se o atraso, a reação ao processo popular que Lula e Dilma representam.
Qual a sua crítica a Marina Silva?
Marina foi uma tentativa de dividir os votos da esquerda e das camadas populares. Não deu certo, mas poderia ter causado um estrago grande. Minha pergunta é: como ela seprestou a isso?
As eleições mudam de perfil com o advento da Internet?
A democratização das informações, através da Internet, dá outra cara às eleições. Denúncias forjadas e manipulações são muito mais rapidamente desfeitas. Além disso, os candidatos, como eu, que não dispõem de máquinas e dinheiro em abundância, atingem um número de pessoas que normalmente não atingiriam. Resta saber, e essas eleições vão nos mostrar isso, se essa rede consegue transformar em ações diretas na realidade, o movimento de opinião que nela se forma.
O que o senhor achou da capa de Época sobre “O Passado de Dilma”?
Uma tentativa frustrada de semear medo. Como no caso daquela atriz que disse sobre Lula: “eu tenho medo”. Hoje, passados oito anos, quem é que vê razão naquele medo? Mesmo quem é contra o governo Lula, sabe que o Brasil andou. A mesma coisa será com Dilma, as pessoas vão saber que ela está preparada para ser a primeira mulher presidente do Brasil. Dilma, como todos os que participaram da resistência armada, deve se orgulhar de seu passado.
O socialismo ainda é uma possibilidade histórica?
Sim. Não o socialismo do século XX. Esse serviu de laboratório, queremos um socialismo em que a liberdade tem o mesmo peso da igualdade de oportunidades. A Ação Libertadora Nacional – ALN, organização da qual participei, já criticava o stalinismo e propunha para o Brasil uma Democracia Popular, não aceitando a tese de ditadura do proletariado. Hoje, propomos um socialismo do século XXI. Minhas propostas de campanha e mandato já apontam para isso. Temos também que levar em conta que o tempo histórico é muito mais longo do que o biológico, muito do que pregamos não será realizado às nossas vistas. Há que ser generoso, para lutar pelo socialismo.
Qual a sua visão sobre Cuba, hoje?
Falar de Cuba sem levar em conta o bloqueio criminoso imposto pelo imperialismo norte-americano seria tendencioso. Muitos analistas ficaram esperançosos com a eleição de Obama, mas nada aconteceu até agora. Cuba realizou proezas em vários setores da vida dos cidadãos. Saúde e educação são sempre lembradas, não sem razão. Não é pouco ter saúde e educação de qualidade e gratuita. A questão das liberdades democráticas deve ser enfrentada, mas não podemos esquecer a pressão em que os cubanos vivem devido à sua proximidade do Império que tenta a todo custo destruir a experiência de socialismo em Cuba. Defendo Cuba. Defendo o direito dos cubanos escolherem livremente seu destino.
O que o senhor acha da experiência da Venezuela e de Hugo Chávez?
A Venezuela experimenta um governo popular, com um grande apoio e tenta encontrar caminhos para resolver seus problemas estruturais: pobreza, fome, miséria, analfabetismo e desigualdade. Aqui também, a questão da soberania é essencial. Acabou-se o tempo em que intervenções não custavam nada. Deram um golpe de estado contra o governo, prenderam Chávez e ele voltou ao poder por mãos de seus seguidores das Forças Armadas. Essa é uma novidade, um líder popular que conta com o apoio do exército.
O que achastes de Cidadão Boilesen, que saiu agora em DVD?
Um filme excelente, que levanta uma questão importantíssima: o apoio do empresariado brasileiro ao golpe de direita e a sustentação que deram à montagem e manutenção dos órgãos de repressão e tortura como a Operação Bandeirantes e o DOI-CODI. Muita gente que hoje posa de democrata deu dinheiro para financiar a tortura política e eliminar os opositores do regime. O filme já deu resultados concretos, basta ver várias reportagens que começam a sair na televisão.
Tens projeto de lançar novo CD ou livro?
Estou, junto com a cineasta Isa Albuquerque, realizando um documentário e uma adaptação do livro Viagem à Luta Armada. São projetos demorados, pois o cinema é caro, mas em breve o documentário estará pronto, e depois será o longa-metragem de ficção. Tenho um livro na gaveta, pretendo lançá-lo ao mesmo tempo dos filmes.
Cesare Battisti: qual a sua posição sobre o caso?
Defendo o direito de asilo e a nãointerferência em nossos assuntos internos. O Brasil deu asilo ao General Stroessner sem julgálo politicamente. Battisti tem o mesmo direito.
http://www.movimentonoticias.com.br/?p=187