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sábado, 7 de agosto de 2010

Mais DDD - Diário de um Deus em profunda Depressão

“Ontem sonhei com ‘ela’. No sonho ‘ela’, peralta como sempre fingia-se triste, suas unhas, finas e delicadas, enfiadas num lenço branco amassado. Dentro do lenço algumas ilusões da véspera. Chegou-se ao ‘nosso’ bosque sombrio e atirou-se a escuridão, braços abertos como um nadador. Mas aquela era uma escuridão rasa e precária – como nós dois, correto – e ‘ela’ apenas afundou na lama, no poço, no lodo escuro de minha existência. E aquele imenso e exuberante bosque, alto como a cúpula de uma catedral, repleto de estranho movimento e agitação – como num frenesi – pois o bosque exibia uma luz baça e tímida, hesitante, plena de angústia e ansiedade, a minha angústia, não a sua alegria, pois era um bosque do meu mundo, não do seu universo. Alguém, displicente, espalha inadvertidamente sobre todo o bosque pétalas úmidas de um choro falso e precoce, pois eu ainda não havia chorado. Aliás, Deus não chora nem soluça (as vezes eu suspiro, mas aí sei disfarçar). ‘Ela’, agachada, cabeça encoberta, encolhida a um canto do bosque, aparentemente triste, finge soluçar. Eu me aproximo, altivo e soberbo, e toco-a com o indicador direito, como a conforta-la. (Na realidade, diga-se, gostaria de beija-la e acaricia-la, tê-la em meus braços naquele instante, mas algo me retém o gesto, alguma coisa segura os meus desejos e ânsias) Você é infeliz?, alguém lhe pergunta, em sussurro íntimo. Sou, porquê? Observo a distância o estranho diálogo (pois eu sei de suas mentiras e logros, ‘ela’, curiosamente, pode e quer ser feliz, ela consegue ser feliz; daí pergunto-me o motivo daquela farsa, daquele embuste), no entanto mantenho um discreto e talvez porisso mesmo, incompreensível ‘ciúme’ e ‘zanga’. (No bosque, em um certo momento inesperado, surge uma gigantesca teia de aranha, com um pequenina e graciosa mosca aprisionada. A mosca, desesperada e impotente, debate-se, tentando em vão desvencilhar-se. Solidário com a sua impotência, chego receoso a esboçar a inevitável pergunta ‘Devo liberta-la? Devo deixar que a devorem?’. ‘Ela’, fêmea e receptiva, sempre aberta as incursões em seu ‘território’, disfarça uma ilusória dúvida e apenas sorri, travessa e desdenhosamente. Penso em recrimina-la – com uma dureza artificial – mas a menina já se afasta, a brincar com uma faca que de fato era-uma-faca. E eu, penso, inquieto, que nem sou um-Deus-que-sabe-ser-Deus?) Todos os meus navios são rosados, ‘ela’ me diz, referindo-se talvez a sua longa e comprida saia azul. E acrescenta em tom de inquirição ‘Os seus navios têm cor?’. Você fuma?, pergunto, reticente (eu queria a todo custo disfarçar a minha terrível dor no peito, a minha opressão e inação). Daí olho para a sua saia, de um verde inusitado, imaginando-a sem. É linda, penso ternamente. Suas pernas, seios, sua pequena cintura, tudo esfuma-se em uma só imagem de mulher desnuda. Doce e lindamente desnuda. Se eu morresse aqui onde você me enterraria?, ‘ela’ indaga, com uma tristeza que não lhe é peculiar. Você jamais morreria num bosque, digo-lhe. E acrescento, irônico, ‘Além do mais, você está com o seu Deus!’ ‘Ela’ sorri, bela e terna, e me beija a face (tinha os olhinhos fechados). E sussurra-me comunicando que quase todos os seus navios afundaram. Resta-lhe apenas a mim, apenas um Deus navegante, não naufragável (‘ela’, felizmente, ainda não me conhece). Num momento, no sonho, ‘Ele’ surge, inesperado, ameaçando toma-‘la’. Tira-‘la’ de mim!! Estremeço, amedrontado. ‘Ele’ aproxima-se, arrastando lentamente seus pés, pés gigantescos, como patas de elefante. Mas, engraçado, olha-me, terno e apaixonadamente, imaginando-me aventuras e loucuras, ‘todo um mundo de prazer e luxúrias’, parece querer insinuar. ‘Ele’ olha-me, insistente. É um olhar lúbrico e insinuoso. Tento imaginar algo rijo, um obstáculo qualquer, poderoso o suficiente para contrapor-se ao seu olhar, mas em vão. Ambos somos deuses, ambos onipotentes. Que fazer, como diria o revolucionário? No entanto não devo chorar. Eu também sou Deus! ‘Ela’ desaparece, como por encanto. Estávamos ali, agora, apenas nós dois: ‘Ele’ e eu, dois deuses, um conquistador, outro, tentando evitar a conquista (mas quem seria o objeto da conquista, ‘ela’ ou eu?). Mas esqueço o desenrolar... Mais adiante, no sonho, lembro, ‘ela’, deslumbrante e maravilhosa, ajuda-me a desvendar os meus ‘desfiladeiros’, meus ‘transes’ e ‘inseguranças’. Fala-me com uma meiguice/rude tão sua ‘O segredo, meu caro Deus, reside em ignorar os mistérios das coisas. Em (a)trair e evocar os nossos transes. Em resumo, meu Deus: bastaria preencher de tempo os nossos ocos. E nunca me deixe a margem de seu tempo, suplico-lhe’, finaliza, com um suspeito e repentino brilho nos olhos. Passa-se mais tempo de onirismo... ...pois é, durante todo o sonho eu fingia dores que não tinha, amores e sentimentos que jamais existiram e exagerava muitas ilusões do dia seguinte... Meu Deus, ela me diz, eu sempre tento ver a nossa vida apenas através dos teus olhos, mas infelizmente eu tento, tento e nunca consigo ver a sua imagem. Tento mil e uma vezes mas tudo se torna opaco e, curioso, dentro dos teus olhos, torno-me cega...Será, meu Deus, que o nosso amor seria inexeqüível? No entanto, quando fumo os meus cigarros, eu te vejo na fumaça subindo, ao beber um chope, é você que aparece na espuma, ao chorar, as vezes, você se esconde nas gotinhas de minha lágrima, Deus, isto é amor!! Odeio andar por aí misturando coisas, proclama, quase rindo de seus chinelos (pois estava a observar o chão, a observar os seus pés) e em seguida diz-me ‘Desejo tudo, todas as coisas, mas aos poucos, sem pressa...’, ‘Deus, eu te amo!!!’, grita, quase histérica.” “De onde eu venho, afinal? Qual a minha origem, o meu ponto de partida? Pois ao criar-me, criei-me certamente de algo, de alguma coisa primordial e básica. Em que tempo então eu existiria, ao criar-me? O meu tempo ou o dos que me antecederam? O meu espaço, a minha dimensão ou... Enfim, de que baú ou arca antiga retirei a substância para a minha criação?” “...todos dizem ‘ela’ me quer. Será?...” “Nietzsche só acreditaria num Deus que soubesse dançar. Mas eu também sei dançar! E eu não creio em mim! (como também não creio em Nietzsche)” “Ele retornou. Estivera ‘por aí’, diz, resmungando (está de mau humor). Sempre elegante, com sua bengalinha, o lenço no bolso. Não tocou em ‘nosso’ assunto, nada insinuou sobre ‘nós’, nosso ‘caso’ (nosso caso???). Perguntou-me, misterioso, sobre ‘ela’. (quais suas intenções?), onde ‘ela’ estará, o que faz, onde vive. Envelheceu, reparo. Apresenta rugas e cabelos brancos (pintura?). Está mais sério, mais sisudo, aparenta mais responsabilidade (ilusória?). Indagou-me, quase insinuando, tatibitate, se eu realmente gosto d’ela’. Disse-lhe a verdade. A minha verdade (pois eu, (in)felizmente a amo). Despachei-o, alegando ‘compromissos inadiáveis’. Que triângulo: dois deuses e uma mulher! Que loucura!!” “Foi no carnaval, ‘ela’ me disse ‘tire a máscara. Quero te ver, tocar em seu rosto, mexer em seus cabelos, quero me ver nos seus olhos, beber seu suor, chupar sua alegria’. - Assim termina o encanto e você não me emprestaria o rosto que gostaria que eu tivesse. Além do mais nunca seria um rosto de alegria. Daí ‘ela’ chorou no terceiro dia de carnaval (...logo depois veio o tempo que assanhou o seu cabelo e depois nos roubou uma paz que nós não tínhamos).” “Chamou-me a um canto, misteriosa: - Tenho uma filha - Dizem que eu também tenho um filho, brinquei - Sério Pensei. Olhei-a de viés. Vinte aninhos, se tanto. Corpo de menina. - Mora com a tia... Olhou-me como a pedir, a implorar ajuda. Disfarcei o meu sem jeito e fui cuidar de minhas ‘coisas’ (amanhã eu penso n’ela’ e em sua filha. Aliás, pode um Deus adotar garotas?)”. “...pois é, é uma interessante (e um pouco desagradável) sensação de ‘déjà vu’, algo como se eu em algum (longínquo?) passado, eu já houvesse me encontrado e conhecido, entabulado intermináveis papos comigo mesmo e, no final, brigado irremediavelmente comigo. Despeço-me então com um gostinho amargo na boca, mescla de fel e uma estranha (e deliciosa) lembrança de rapadura. Despeço-me tristemente, com um discurso severo e áspero, decidido a nunca mais ver-me. Pois é, é um fato, nunca gostei-me, nunca simpatizei comigo mesmo (sempre tive minhas ressalvas e discretas restrições. Embora, diga-se, conservo algumas poucas e agradáveis experiências e ‘aventuras’ no convívio e conluio com a natureza, o ‘mato’, o ‘selvagem’, o ‘belo’, o ‘inóspito’ e...comigo). discordava-me discretamente de minha existência, é um fato. Convenci-me um dia de que eu não poderia ser factível, eu não poderia – melhor: eu não deveria – existir ou sequer cogitar, imaginar (sonhar) essa possibilidade. Descarto-me, portanto. Na realidade falta-me algo, alguma coisa, talvez apenas um detalhe, uma pequena – ou grande? – minúcia para completar-me, tornar-me factível e palatável a mim mesmo. Não, eu não busco, como talvez aparente, a simples e frugal perfeição, o topo do mundo: eu sou humilde e ínfimo – eu, (in)felizmente, sei – eu quero ir apenas um pouco alem do infinito, talvez uns 2 metros e meio. Daí eu paro – devo parar, é a regra - e olho-me e decido. O quê? Não sei, realmente não sei.”

A prova dos nove> APAE e a mentira de Serra

No 1º debate realizado na última quinta-feira (5) pela Band, ao mesmo tempo em que críticava comentários de Dilma sobre ações e resultados dos governos FHC, Serra, qdo lhe pareceu conveniente, não se acanhou em comentar e criticar, de forma enviesada, ações e resultados dos governos Lula. 
 
 
 
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Sáb, 07 de Agosto de 2010

 
Sobre Apaes, MEC corrige Serra e informa repasses às entidades especializadas em alunos com deficiência
 
 
MEC divulga repasses para a APAE
 
O Ministério da Educação divulgou na noite dessa sexta-feira uma nota com informações sobre a política de atendimento às crianças portadoras de defiência praticada pelo governo.
 
Durante o primeiro debate entre os candidatos à Presidência da República, realizado na última quinta-feira pela Band, o candidato José Serra (PSDB) disse que as Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAEs) haviam sido perseguidas pelo atual governo e que o Ministério teria tentado proibir as APAEs de funcionar como escolas.

José Serra (PSDB) atacou Dilma Rouseff (PT) questionando sobre a falta de apoio e recursos às Associações de Pais e Amigos Excepicionais (Apaes). Serra acusou o governo do PT, afirmando que há "discriminação" e "perseguição" à esse tipo de instituição por ter feito cortes no transporte escolar e ter proibido a entidade de atuar como centro de ensino. Porém, Dilma retrucou dizendo que a política do governo federal era de defesa nessa questão, elogiando o trabalho realizado pelas entidades. Serra insistiu. "Sugiro que diga isso ao ministro Haddad (Educação) que ele fez uma maldade. Cortaram equipamentos, cortaram tudo para as entidades num governo de que a senhora faz parte", provocou o candidato.
Após a acusação, o Ministério da Educação publicou um texto informativo em sua página na internet. De acordo com o conteúdo, o governo teria destinado R$ 293 milhões à entidade neste ano, informando que "o repasse de recursos destinados a melhorar as condições das instituições especializadas em alunos com deficiência aumentou nos últimos anos. O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) passou a contar em dobro as matrículas das pessoas com deficiência que estudam em dois turnos, sendo um na escola regular e outro em instituições de atendimento educacional especializado", afirmou o ministério no texto publicado no site.
 
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07/08/2010
Ministério da Educação- Assessoria de Comunicação Social
 
Apaes e instituições especializadas recebem R$ 293 milhões em 2010   O repasse de recursos federais destinados a melhorar as condições das instituições especializadas em alunos com deficiência aumentou nos últimos anos. O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) passou a contar em dobro as matrículas das pessoas com deficiência que estudam em dois turnos, sendo um na escola regular e outro em instituições de atendimento educacional especializado.
Isso significa que as instituições públicas ou privadas sem fins lucrativos – como as Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) – que oferecem atendimento educacional especializado para alunos matriculados nas classes comuns do ensino regular também recebem recursos do Fundeb. O antigo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Fundef) não destinava verba para essas instituições.
Este ano, o valor total repassado por meio do Fundeb ao atendimento educacional especializado em instituições privadas será de R$ 293.241.435,86. Em 2009, foram encaminhados R$ 282.271.920,02. O número de matrículas atuais nessas unidades conveniadas é de 126.895.
Além disso, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) envia recursos às instituições filantrópicas para merenda, livro e aqueles originários do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE). Nos últimos três anos, foram repassados R$ 53.641.014,94, destinados a essas ações.
Hoje, a rede pública contempla 454.927 matrículas de estudantes com deficiência. Mais alunos da educação especial estão em classes comuns do ensino regular em relação a 2003, quando havia 145.141 matrículas. Dados do Censo Escolar da Educação Básica de 2009 já apontam 387.031 estudantes incluídos.
O crescimento na quantidade de estudantes com deficiência que estudam em classes regulares é resultado da política do Ministério da Educação a favor da inclusão. Apoio técnico e financeiro do MEC permite ações como a adequação de prédios escolares para a acessibilidade, a formação continuada de professores da educação especial e a implantação de salas de recursos multifuncionais. Estas salas foram implantadas em 24.301 escolas públicas, de 2005 a 2010, em 83% dos municípios e 41% das escolas com matrícula de alunos que são público alvo da educação especial.
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Editado de:

Enviado por Meireles

*(LITERATURA CLANDESTINA REVOLUCIONÁRIA)*MICHEL FOUCAULT LIBERTE-ME.

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Construindo um Novo Brasil | Notícia

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Cuba

Cuba passa por “mudanças relevantes”, diz escritor Leonardo Padura, crítico do regime
“Um segundo, por favor, Leonardo acaba de entrar em casa”. Silêncio, vozes ao fundo e um chiado no telefone. A voz de Leonardo Padura Fuentes surge doce e logo de início ele já pede desculpas pela falha na ligação: “É época de muita chuva aqui em Havana, teremos alguns problemas na linha”. Padura é cubano, nasceu em 1955, trabalhou quinze anos como jornalista e depois de 1995 conseguiu dedicar mais tempo à literatura.

“Considero-me um sujeito feliz, consigo sobreviver da literatura, que é o que gosto, ainda faço alguns artigos como jornalista, mas é pouca coisa”, declara o escritor. Seus romances, protagonizados pelo detetive cubano Mario Conde, renderam-lhe diversos prêmios locais e no exterior, entre eles, duas vezes o Prêmio Internacional Dashiell Hammett de melhor romance policial em língua espanhola.

Opera Mundi

Padura: Cuba seguiu variante “tropical” do stalinismo, de “baixa intensidade”

“Esse reconhecimento é uma honra para qualquer escritor, aqui em Cuba principalmente”, afirma Padura. “O país vem crescendo culturalmente nos últimos anos, politicamente também, apesar da situação econômica delicada, mas é um momento promissor para a arte e literatura.”

O criador de Mário Conde não esconde sua satisfação com as notícias recentes sobre a libertação de dissidentes. “Acredito que é um passo muito importante e benéfico para Cuba, e muito provavelmente outros virão”, ressalta. “O mais interessante é que são mudanças relevantes, mas que não alteram o sistema cubano. O país precisa disso.”.

Padura é um crítico do governo comunista. Suas opiniões sobre os problemas econômicos e políticos do cotidiano são o tempero dos livros que escreve. Não se alinha, porém, com os grupos de oposição. “Precisamos de reformas que destravem a economia e a burocracia”, ressalta. “Não se trata de andar para trás ou jogar fora as conquistas.”

O escritor lamenta que a revolução cubana tenha copiado, em muitos aspectos, o modelo soviético, com excessiva centralização do Estado. Mas registra que seu país seguiu uma variante “tropical” do stalinismo, de “baixa intensidade”. “Não somos uma sociedade reprimida, mas controlada”, analisa. “Há forças vivas e criativas capazes de impulsionar mudanças sem destruição.”

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Padura destaca que, com o colapso do socialismo no leste europeu, nos anos noventa, Cuba passou a viver uma primavera cultural. Proibições e limites para a atividade artísticas caíram, segundo o escritor. “Claro que as dificuldades econômicas afetaram a produção de livros e filmes, por exemplo. Mas passamos a viver um clima de liberdade e tolerância”, ressalta.

Todos os seus livros foram publicados, sem restrição ou censura. Também tem o direito de viajar irrestritamente ao exterior. “Meu passaporte, como os dos meus colegas, tem visto de saída válido por dois anos”, afirma. “Vou para onde quiser, ninguém mais me pergunta ou controla.”

Gênese

Foi nesse novo ambiente que nasceu a literatura de Padura Fuentes. O escritor lidera a renovação do gênero policial cubano e se destacou principalmente com a tetralogia As quatro estações, composta de Paisagem de outono (ainda não traduzido no Brasil), Passado perfeito, As máscaras e Ventos de Quaresma, livros editados no Brasil pela Companhia das Letras.

O personagem central, Mario Conde, é policial que vive em Cuba e passa por várias situações que o aproximam de seu inventor. “Mario Conde é meu velho companheiro, tem a minha idade e estudou nos mesmos lugares que eu. A diferença é a profissão. Aliás, como está nos livros, ele gostaria de ser escritor”, diverte-se.

Mario Conde é um anti-herói, não resiste a uma mulher bonita e não vive sem seu rum, a aguardante dos cubanos. “Seu método não é científico, mas baseado em sua inteligência, em suas fobias, em suas manias, em seus erros, que o levam a comandar uma investigação mais pelo olfato que pelos fatos, mais pelo instinto que pela certeza oferecida pelos laboratórios criminais”, orgulha-se de sua criação.

Além dos traços de personalidade, Padura não esconde que utiliza Mario Conde para expressar questionamentos próprios sobre o país em que vive. “Se fosse explicar a uma pessoa que nunca ouviu falar de Cuba, seria uma das maiores dificuldades, precisaria de muitas páginas. Cuba é um país complexo, difícil de explicar para quem vive fora e até para quem vive dentro”.

Padura chama seus livros de “falsos policiais”, porque são um pretexto, um meio para chegar a um fim que não é a descoberta do assassino. Nos livros existem muitas outras perguntas, e quase todas se referem a uma Cuba atual. “Uso o romance policial como um veículo de indagação social.”

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Além do gênero policial, o escritor estreou recentemente no romance histórico. O homem que amava os cachorros, livro publicado em 2009 na Espanha, aguardado para setembro nas livrarias cubanas e ainda sem previsão de edição no Brasil, reconta a história dos últimos anos de Leon Trotsky, até seu assassinato.

A obra parte do encontro de Ivan, um jovem cubano, com um espanhol que passeava seus cachorros, em 1977. Esse homem misterioso, doente e abandonado, aos pouco vai entregando sua identidade: Ramón Mercader, o assassino de Trotsky, que passou vinte anos preso no México antes de imigrar para a União Soviética e refugiar-se na ilha caribenha em meados dos anos setenta. Depois de sua morte, em 1978, o corpo foi levado secretamente para Moscou com o nome de Ramón Ivanovich Lopez.

Padura, no momento, dedica-se a um novo romance, o sétimo protagonizado por Mario Conde, que mistura três espaços temporais: a Holanda no século xvii, cenário de uma história que envolve a figura e a obra de Rembrandt; Cuba do período entreguerras e Cuba atual.

Uma família judia é o fio condutor, da qual é membro o personagem central do romance, refugiado político. Um assassinato ocorrido nos anos trinta permeia a narrativa, levando o detetive Mario Conde a reabrir o arquivo do crime nos tempos atuais. “O país mudou muito no século xx, e isso é uma das questões que quero explorar”, conta Padura. “O conceito de liberdade está por trás da trama.”

Assim que terminar este romance, o escritor cubano pretende vir ao Brasil. “Nunca visitei o país, me encantaria conhecê-lo”, declara. “Aliás, posso eu fazer uma pergunta? Quem ganha as eleições presidenciais em outubro?”
(Opera mundi)

Hiroxima

Socorro Gomes: "O que os EUA fizeram em Hiroxima não tem perdão"
A presidente do Conselho Mundial da Paz, Socorro Gomes, encontra-se no Japão, onde participa da Conferência Mundial contra as Armas Nucleares, na cidade de Hiroxima, e dos atos oficiais organizados por ocasião do 65º aniversário da explosão da bomba atômica, que transcorre em 6 de agosto. Ela também visitará Nagasaki,a outra vítima de bombardeio nuclear.
A ativista brasileira do movimento pela paz reuniu-se com dezenas de organizações estrangeiras, participa de diversas solenidades em memória das vítimas da bomba, depositou flores em um monumento no parque da paz e visitou o museu do genocídio.

Em artigo para o site do Cebrapaz e o Vermelho, Socorro Gomes comenta o episódio histórico, homenageia os mártires e analisa as ameaças de guerra e propõe a eliminação de todas as armas de destruição em massa.

Por e-mail endereçado à redação do Vermelho, ela declarou: "O que os EUA fizeram não tem perdão. As pessoas derretiam literalmente. Não é aceitável o imperialismo continuar cometendo crimes contra a humanidade, como fez em Hiroxima e Nagasaki há 65 anos e recentemente em Faluja, no Iraque".

"O uso das armas de destruição em massa, além das mortes instantâneas, faz com que até a terceira geração as pessoas nasçam com mutações genéticas, sem olhos, sem órgãos, outros com cancer generalizado", relatou.

"É incrível que os EUA continuam impunes e falando em combate ao terrorismo! Os maiores terroristas da humanidade são eles! Eu fiquei estarrecida, só de ver as fotos. É inesquecível!" protestou Socorro.

Leia abaixo a íntegra do artigo de Socorro Gomes:

Desarmamento nuclear é indispensável à paz mundial

Hoje, quando 65 anos nos separam de uma marcante e inesquecível tragédia para a humanidade, algumas simbólicas reminiscências brilham em nossa memória sob os céus da cidade de Hiroxima.

Acompanha-nos, em sonora e solene circunstância, uma composição musical do ex-embaixador e poeta brasileiro Vinícius de Moraes, já falecido, ao lado de outro patrício, Gerson Conrad, sob o título "Rosa de Hiroxima".

O dramático apelo, que ganha substância nos versos do poeta, tornou-se emblemático em inúmeros países. E também ofereceu sua singela contribuição, entre as muitas manifestações do espírito humano ofendido pelo genocídio atômico, para que se criasse uma consciência universal em oposição ao uso destrutivo da energia nuclear e ao seu monopólio pelas potências armadas, hegemonizadas pelos Estados Unidos da América.

E foi essa crescente consciência universal que conduziu a luta dos povos, ao longo de décadas, pela paz mundial, em oposição às guerras imperialistas promovidas em todos os continentes e movidas sobretudo pelos interesses econômicos particularistas dos EUA e às hostilidades políticas econômicas e militares a diversas nações. Isso foi marcante na segunda metade do século passado e cresceu, numa frequência amiúde, na primeira década do atual século 21, sobretudo com as invasões de países como o Afeganistão e o Iraque.

Em todos esses momentos, a chantagem nuclear teve seus desdobramentos, desde os ataques massivos genocidas sobre Hiroxima e Nagasaki. Em resposta a essa violência, também cresceu no mundo o clamor pelo desarmamento nuclear. O Conselho Mundial da Paz e o Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz), entidades com atuação internacionalista que tenho a honra de presidir, estão engajadas neste clamor e nesta luta.

Empreendemos hoje intensa atividade pelo desarmamento nuclear. Tais armas ameaçam a paz mundial, a soberania e a autodeterminação dos povos em todos os quadrantes do planeta. Adotamos iniciativas e nos associamos a outras, voltadas para a consumação dessas metas.

Há objetivos efetivamente possíveis. Os países podem realizar o desarmamento nuclear e efetivar o Artigo 6 do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), que conclama às negociações para a completa eliminação dessas armas entre os países que possuem arsenais; e persistir no cumprimento dos 13 passos para alcançar o desarmamento, acordados pelos Estados Parte do Tratado na Conferência de Revisão de 2000.

Nosso propósito, ao promover atividades em conjunto com organizações nacionais e internacionais que se voltam para a não-proliferação e para o desarmamento, consiste em ampliar a discussão sobre o assunto com a sociedade e conquistá-la para as atuais e futuras batalhas.

Vive em nossa memória o Apelo de Estocolmo, lançado pelo Conselho Mundial da Paz há 60 anos, quando ocorreu uma expressiva mobilização do movimento pacifista e alcançou-se 600 milhões de assinaturas, das quais quatro milhões no Brasil. Hoje, consideramos que não é factível a não-proliferação sem desarmamento, visto que já existem os instrumentos para a não-proliferação sem que se tenham afirmado as medidas para o desarmamento. Assim posto o problema, a não-proliferação tem servido para intimidar os países que buscam desenvolver a tecnologia nuclear para fins pacíficos.

Com essa percepção, tratamos a Revisão do Tratado de não Proliferação Nuclear sob dois enfoques: "O desarmamento e a não- proliferação nuclear frente à Conferência de revisão do TNP" e "O desenvolvimento científico e tecnológico da energia nuclear e seu papel no cenário internacional". Entendemos, desse modo, que é necessário corrigir um desvio da missão do Tratado, no aspecto que estratifica o status dos países signatários em relação ao armamento nuclear, admitindo que as nações detentoras de ogivas nucleares ignorem o desarmamento através da "não-proliferação".

Nesse ambiente, os EUA, com a pretensão hegemonista que consiste em estabelecer draconianas regras apenas para os demais países do planeta, se afirmam como o maior entrave ao desarmamento. Ao tempo que vedam a outros países os avanços tecnológicos, elevam seu orçamento militar para manter e modernizar suas armas nucleares.

A humanidade terá sempre as tragédias de Hiroxima e Nagasaki como espadas cravadas em seu espírito e na espinha dorsal do processo civilizatório, nos únicos ataques onde se utilizou armas nucleares. Prevalece a consciência de que, naquele momento, os povos foram abalados pela eclosão sem paralelos da destruição em massa. Historicamente, não se apresentou, até a atualidade, nenhum episódio que, de longe, fosse comparável a tanto terror. As estimativas do total de pessoas executadas em massa ultrapassam em muito as avaliações de 140 mil em Hiroxima e 80 mil em Nagasaki — em sua maioria, civis. São consideravelmente mais elevadas, essas estimativas, quando se contabiliza as mortes e mutilações congênitas posteriores, devidas à exposição à radiação.

Entretanto, ao longo das décadas que nos separam das tragédias assinaladas de Hiroxima e Nagasaki, os EUA demonstraram — do Vietnã ao Iraque e Afeganistão, entre as inúmeras guerras que engendrou de modo ostensivo e devastador — que não houve nação mais agressiva e desumana ao longo do processo do desenvolvimento social. Suas vítimas no mundo inteiro se contam aos milhões. Cresce também sua capacidade em criminalizar as nações vitimadas, desde as versões fantasiosas e caluniosas sobre "ameaças" que se inspiram no seu próprio terrorismo de Estado, a exemplo do que ocorre hoje em relação ao Irã.

Se não está posta para a humanidade, no atual momento, a perspectiva do enfrentamento armado com os "falcões" do Pentágono e da indústria bélica, é hoje questão de significativa atualidade a ampliação do conhecimento científico e tecnológico da energia nuclear, desde a certeza propiciada pelos países que, bem sucedidos nesta conquista, lograram avanços em todas as demais disciplinas e setores econômicos que interagem com a ciência, tecnologia e inovação.

A humanidade deve conhecer plenamente as expressivas contribuições da tecnologia nuclear em seus fins pacíficos na indústria, agricultura, no meio ambiente, na saúde e numa infinidade de aspectos sensíveis que contrariam a feição destrutiva das ocorrências verificadas, na 2ª Guerra Mundial, em Hiroxima e Nagasaki.

Partimos dessa certeza para compartilhar o consenso de que os países devem investir em seu programa nuclear para fins pacíficos e não devem assinar o Protocolo Adicional ao TNP que confere mais poderes à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) em suas inspeções às atividades nucleares.

Os países não podem se submeter às pressões, ameaças ou chantagens que acenam com a possibilidade de uso da arma atômica contra quem não for signatário do tratado de não-proliferação em função de sua cláusula adicional, nos moldes do que foi estabelecido em dezembro de 2008. E devem se pronunciar criticamente quanto ao anúncio das novas orientações dos EUA sobre sua política nuclear. No TNP, o desarmamento é declaratório e, no caso da não-proliferação é mandatório, realçando desequilíbrio quanto aos interesses do conjunto dos 172 Estados-Parte.

O ambiente em que vivemos hoje esclarece nitidamente que as potências nucleares não se voltam para a proteção da humanidade, mas para a defesa dos seus interesses próprios quando anunciam — no caso dos Estados Unidos e Rússia — um acordo de redução dos arsenais nucleares. E são crescentes as evidências de que os tratados acerca das armas nucleares alcançam tão somente um desequilíbrio destinado a preservar a posição dos possuidores de poderosos arsenais, à frente os EUA, capazes de destruir a humanidade, tornando a vida mais vulnerável e o mundo mais perigoso e inseguro.

A manutenção dos grandiosos arsenais nucleares representa igualmente imensas despesas voltadas para a miniaturização, a alta precisão e a produção de cargas variáveis dessas armas para que sejam operacionais em guerras localizadas — único tipo de guerra imaginável desde a perversa destruição de Hiroxima e Nagasaki.

A 8ª Conferência de Revisão do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares – TNP, mostrou resistência à agenda das potências armadas contra a humanidade, mas os estados nucleares membros da OTAN (EUA, Reino Unido, França), com o apoio ocasional da Rússia, reafirmaram, de modo arrogante, que a dissuasão nuclear persiste como especial estratégia de defesa das grandes potências.

Este bloco confirmou a manutenção do uso bélico da energia nuclear oriundo de seu "Novo Conceito Estratégico". As potências nucleares, especialmente os EUA, procedem a uma manipulação de números que sabota a real possibilidade do desarmamento, buscando legitimar artificialmente a agenda para revigorar as restrições científicas e tecnológicas; impedir a realização de acordo sobre prazos para o desarmamento; proibir aos mais fracos a modernização dos atuais arsenais e a criação de novos tipos de armas; vender a fantasiosa noção de que as potências nucleares um dia iniciarão o desarmamento.

Não obstante a reafirmação da política hegemonista na 8ª Conferência de Revisão do TNP, destacamos quatro aspectos sensíveis da resistência mundial entre as suas decisões, que, ainda acanhadas, exigem maior atenção:
1. O debate do desarmamento nuclear persistirá, nos termos da correlação já desenhada, na Comissão de Desarmamento da ONU.
2. A elaboração, ainda em perspectiva, de um instrumento juridicamente vinculante de garantias do não-uso ou ameaça de uso de armas nucleares contra os países desprovidos dessas armas.
3. Uma resolução que convoca a realização de uma conferência, postergada para 2012, destinada a debater a implementação de uma Zona Livre de Armas Nucleares no Oriente Médio.
4. Uma ainda tímida e insuficiente demanda para que Israel — o maior obstáculo à construção da paz na região, que chegou a vender armas nucleares ao regime do apartheid da África do Sul — se incorpore ao TNP e coloque seus arsenais sob vigilância da AIEA.
5. Neste concerto da resistência mundial, consideramos, enfim, que deve persistir a luta pelo direito inalienável de cada Estado-Parte de desenvolver tecnologia nuclear para fins pacíficos e em defesa da completa eliminação dos arsenais nucleares.
Nossa fraternal presença no Japão, na passagem do 65º aniversário dos bombardeios nucleares é um ato de solidariedade internacionalista e uma homenagem à memória das vítimas de Hiroxima e Nagasaki. Os atos que aqui se realizam permitem uma consistente reflexão que apresenta o fundamental sentido da esperança de que conquistemos, no presente, o futuro da paz, harmonia e prosperidade social no Japão e em todo o mundo.

Socorro Gomes, presidente do Conselho Mundial da Paz e do Cebrapaz, de Hiroxima, especial para o site do Cebrapaz e o portal Vermelho.

Índios

"Você quer saber o que é um homem de medicina real? Ele é o único que não diz 'Eu sou um homem de medicina'.
Ele não pede que você venha com ele. Você tem que ir e perguntar a ele.
E você descobrirá que ele está sempre lá, entre seu próprio povo. "


O homem de medicina é um modelo de como é viver em harmonia e equilíbrio com o Criador. É preciso um longo tempo, muito sacrifício e disciplina para se tornar um homem de medicina. Um homem de medicina é humilde e nunca grosseiro sobre qualquer coisa. Ele sabe que vive para fazer a vontade do Grande Espírito. Ele sabe que deve ajudar as pessoas. Ele vive de maneira muito humilde- na humildade em que ele vive, é que as pessoas devem procurá-lo - e essa é a vida. Quanto mais se serve o povo e está tranquilo quanto a isso, mais ele é procurado. Quanto mais quieto ele for á respeito de seus poderes, mais poderoso é o seu medicamento.

Grande Espírito, permita-me este dia ser humilde.
Permita-me este dia não procurar a atenção, mas viver em calma e manter meu foco e atenção em atender você.

"Quando nós queremos falar com Ele nós queimamos tabaco que eleva nossas orações até o mundo do céu".

Nossas ervas e nossas medicinas estão todos aqui com o propósito de servir. A oferta do tabaco como um dom do Criador é o uso adequado da nossa medicina. Desta forma, somos capazes de comunicar-se do mundo físico com o mundo espiritual. Às vezes temos dificuldade em subir com as palavras certas quando oramos, especialmente se estamos realmente confusos. O significado por trás das palavras são mais importantes.O Criador sabe sempre a nossa intenção. O tabaco nos ajuda a chegar ao mundo do céu.

Hoje, meu Criador, eu Vos ofereço este tabaco. Eu quero lhe agradecer por estar na minha vida.
Eu quero te dizer o quanto eu aprecio a honra de estar aqui para vos servir.
Diga-me esta manhã o que eu posso fazer por você. Você é a razão do meu viver.

Nós temos que ter uma mente para as Quatro Direções"

As pessoas idosas têm nos ensinado a equilibrar nossas vidas emocionalmente, mentalmente, fisicamente e espiritualmente. Se eu estou fora de controle emocional, fico com raiva, duvidoso ou irregular, estou fora de equilíbrio. Se eu provocar más imagens mentais dos meus irmãos e irmãs, estou fora de equilíbrio. Se eu chegar com muita fome, irritado, solitário ou cansado, estou fora de equilíbrio físico. Se eu não rezar e falar com o Criador diariamente, estou fora do equilíbrio espiritual. Para ser centrado, eu devo estar em equilíbrio. O Criador fala para mim no lugar calmo e quieto. Então, se eu ficar com raiva, o que eu deveria fazer primeiro é dar uma pausa e assim eu posso ouvir a orientação dos avôs.

Oh Grande Espírito, cuja voz ouço nos ventos, proteja-me e mantenha-me seguro hoje - ouça minhas orações.

Artes Xamânicas
http://artesxamanic as.blogspot. com

Email - nativepipee@ gmail.com






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(Literatura Indígena)

Rui Martins: Síndrome de Estocolmo e Zombie no Festival de Locarno

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Síndrome de Estocolmo já teria ocorrido na França

Rui Martins* - do 63° Festival de Locarno, Suíça

O filme do cineasta francês Benoit Jacquot conta uma história, na região de Ardeches, na França, que revela já ter existido no passado uma espécie de Síndrome de Estocolmo, a atração dos sequestrados pelos seus sequestradores, após um período como reféns.

Nos Fundos dos Bosques foi o filme de abertura do Festival de Locarno e conta a história de uma jovem da classe média alta, no interior da França, em l865, violada por um vagabundo de passagem pela região, vivida pela atriz e também cineasta Izild Le Besco. Era um falso surdo-mudo, dotado – ao que parecia – do poder de magnetismo pelo qual teria subjugado e hipnotizado a jovem e a sequestrado, fazendo-a viver, durante algum tempo, sua vida de andarilho e vagabundo, papel vivido na tela pelo ator argentino Nahuel Perez Biscayart.

O filme com excelentes imagens confunde também os espectadores, pois o vagabundo consegue se infiltrar na casa da jovem, mostrando-se capaz de certos passes magnéticos ou de magia, que impressionam o anfitrião e sua família. Retornando no dia seguinte, quando a jovem está só, ele utiliza da hipnose para submetê-la aos seus desejos.

Violada diversas vezes, a bela e cultivada jovem não se revolta, mas segue o andarilho, dando mostras de ser subjugada pela sua força mental, como possuída, porém, mais tarde, quando seu sedutor corre o risco de gangrena na mão, por um ferimento, é ela quem sai à busca de médico e socorro.

Localizada pela polícia, que a procurava desde seu desaparecimento, a jovem seduzida, grávida, explica ter ficado o tempo todo sob o poder mental do vagabundo, que acaba sendo condenado à prisão. A jovem acaba se casando e vai viver em Paris, mas antes de partir com seu bebê, quer visitar seu sedutor na prisão, onde fica evidente existir um amor impossível entre os dois.

Benoit Jacquod desenvolve no filme a transformação da jovem seduzida em apaixonada pelo sedutor, que aceita deixar sua boa condição social para viver de maneira primitiva.

A razão principal seria o mundo fechado das mulheres de família da época e uma ignorância sobre seu corpo. A descoberta do sexo cria uma relação sadomasoquista, ela se satisfazendo em se submeter mesmo com a perda do seu status social. Encontrada pela polícia, colocada diante do pai, a jovem percebe ser impossível justificar sua atração pelo andarilho e simula ter sido hipnotizada por ele e deixado de ser dona de seus atos.

Jacquot diz ter feito pesquisa no hospital Salpetrière de Paris, onde existem muitos casos de simulações e as chamadas «histerias» femininas, provocadas geralmente pela abstenção sexual. São conhecidos casos, que já inspiraram filmes, com a histeria de mulheres em conventos, transformada em transes e alucinações, provocadas pela reclusão.

«Um dos grandes traços da histeria é o de ser difícil de diagnosticar, diz Jacquot, tanto que as histéricas da época do filme (l865) eram chamadas de simuladoras. Essa ambiguidade constante é interessante para o cinema e ainda mais para uma atriz. Para a atriz, que é também diretora de filmes, dei alguns fotos de ‘histéricas’, colhidos no hospital de Salpetrière, em Paris. Ela se inspirou nessas fotos para viver seu papel».

«A sociedade era de tal maneira, na época, que as mulheres interiorizavam seu desejo a ponto de apresentar comportamentos ‘histéricos’. Nessa época tratava-se tudo isso como fenômenos de histeria, como Charcot, e outros. Era uma questão de comportamento social, utilizava-se mesmo a hipnose para tratar a histeria.»

«Pode-se falar em histeria e tudo o mais, porém, no caso da época que encontrei nos arquivos, diz Benoit Jacquod, trata-se, sem dúvida, de uma história de amor, muito estranha, mas uma história de amor.»

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FILME RETIRADO DA AUSTRALIA, POR PORNOGRAFIA, COMPETE EM LOCARNO


Liberdade de expressão exige, o filme gay, Zombie (de Los Angeles) compete na seleção internacional do Festival de Cinema de Locarno, mesmo se foi retirado do Festival de Cinema de Melbourne por pornografia.

Para incluí-lo na seleção, o novo diretor do Festival de Locarno abriu duas exceções – limitou o público a maiores de 18 anos em exibições noturnas em salas menores.

O enredo do filme, bastante simples, pode provocar repulsa e mal-estar nos expectadores, pois as principais cenas do zumbie, vindo do oceano e que perambula por Los Angeles, o revelam como detentor de um poder mágico – possui um enorme pênis com o qual copula com mortos, trazendo-os à vida, uma versão diferente, portanto, dos snuff-films, do mercado negro criminal, no qual são filmadas pessoas sendo assassinadas.

Bruce LaBruce, cineasta canadense, já foi premiado no Festival de Sundance, em 91, com um longa No Skin of My Ass. O provocador Hustler White foi exibido, em 96, no mesmo Sundance. Seu primeiro filme pornográfico, em 98, feito em Londres, mostra um grupo de neozistas invadindo a casa de um casal gay burguês.

Comentando a proibição do filme na Austrália, depois de já programado, Bruce LaBruce diz haver «um novo conservadorismo que está levando a própria comunidade gay a aceitar instituições como o casamento e o serviço militar» E diz que os escritores Poe e Baudelaire já haviam também se servido do romatismo necrófilo.

Explicando seu roteiro, um zombie vagabundo, triando coisas tiradas do lixo que coloca num carrinho de supermercado, Bruce LaBruce diz que a maioria dos vagabundos de Los Angeles, segundo pesquisa, apresenta distúrbios mentais e que 70% deles têm distúrbios esquizofrênicos. Bruce diz que viveu em Los Angeles e fez mesmo um filme sobre prostituição masculina. Ao retornar a Los Angeles percebeu que o número de vagabundos, pessoas sem abrigo e sem domicílio fixo e pessoas com comportamentos extravagantes, que vivem em barracas, mobil-homes, tinha dobrado, a maioria circulando com um carrinho de supermercado carregado de bugigangas retiradas do lixo, de onde a ideia do zombie. O cineasta cita uma sua amiga que, depois de ver o filme, declarou-o moralmente indefensável, mas com direito de ser projetado por ser uma obra artística.

Diante do tamanho do pênis, o diretor explicou ter sido feito uma prótese com efeito especial dotado de uma bomba para a ejaculação.

Explicando sua reação diante da proibição na Austrália, Bruce disse ter ficado surpreso, pois seu outro filme, Hstler White, recebera boa aceitação e chegou mesmo a ter sucesso. Ele acha que, mesmo moralmente indefensável, existem muitos filmes com cenas de tortura sem qualquer proibição em filmes de terror. Para ele, a proibição deu publicidade ao filme e será positiva.

«A pornografia é uma arte, diz Bruce, acho artificial a separação entre arte e pornografia. O que existem são filmes pornográficos mais ou menos artísticos, bem feitos ou mal feitos. A arte é uma criação. A versão proibida na Austrália é a versão soft, imagine-se como seria com a versão hard ».

Por sua vez, o novo diretor do Festival de Locarno, Olivier Père, afirmou não haver qualquer problema em mostrar um filme em competição em horário diferente e com restrição aos menores de idade.

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*Ex-correspondente do Estadão e da CBN, após exílio na França. Autor do livro “O Dinheiro Sujo da Corrupção”, criou os Brasileirinhos Apátridas e propõe o Estado dos Emigrantes. Vive na Suíça, colabora com os jornais portugueses Público e Expresso, é colunista do site Direto da Redação. Colabora com o Correio do Brasil e com esta nossa Agência Assaz Atroz.

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sexta-feira, 6 de agosto de 2010

O MAESTRO E A SOPRANO: Uma Ária de EMPODERAMENTO


"...Neste dia inaugural de meu novo mandato, não peço a ninguém que abandone suas convicções. Não desejo que a oposição deixe de cumprir o papel que dela esperam os que por ela livremente optaram.
Quero pedir-lhes, apenas, que olhemos mais para o que nos une do que para o que nos separa. Que concentremos o debate nos grandes desafios colocados para o nosso País e para o mundo. Que estejamos à altura do que necessita e deseja o nosso povo.
Só assim poderemos estar todos a serviço deste País que tanto amamos...."
                                                                                                 Discurso de Lula 01/01/2007

Empoderamento do POVO é a mensagem deixada por Dilma e Plínio

Foi gratificante e motivo de muita alegria aqui em casa ver um partido de companheiros , se representar com tão ilustre e importante candidato: Plinio de Arruda Sampaio.

“ O PLINIO DEU SHOW”

Sim, nada como um dia após o outro.

Depois de uma desastrada campanha em que a candidata Heloisa Helena faz uma pergunta para a cadeira no debate da Globo(2006), eis que chega o PSOL ( de barba, cabelo e bigode feitinhos) , partido de luta de Hermanos e companheiros, Isto que é uma volta  magistral. Bom te ver companheiros.

"Há um muro neste país. Um muro que divide a realização da realidade. Só superaremos isto com LUTA, FORÇA e PARTICIPAÇÃO SOCIAL"
 conclamou Plinio, o maestro.

 Dilma -  a minha presidenta, mulher guerreira, guerrilheira resistente do período NEGRO de nossa história- a ditadura - que "foi traída mas não traiu jamais" , nem sob tortura, também , embora menos direta, questionada sobre reforma agrária e trabalhista ( limite de terra e jornada de trabalho) responde ao mesmo Plínio:

- Esta luta é do POVO, dos movimentos sociais. Se os movimentos sociais lutarem , temos que fazer.OS MOVIMENTOS PRECISAM LUTAR. Repetiu Dilma.

E "Foi isto que vim fazer aqui " afirmou Plínio , "falar da necessidade de igualdade e Justiça Social" finalizou o mestre.



Eleições não são fins, eleições são meios. A saída é o POVO.
EMPODERA POVO, vamos a luta, Um outro mundo é possível
E que venha IVAN , ZÉ Maria, Plínio pois participação é cidadania.
E só
 Juntos Somos Fortes

Morno o debate? EMOCIONANTE, RECRUTANTE, vamos a luta , JUNTOS


Serra, Marina?? figurantes , no máximo... DETALHES sem importância

Nanda Tardin

                                    
PS: Usando um dispositivo (dispositivo não é lei, dispositivo é uma desculpa esfarrapada geralmente criada para burlar a lei) de se contornar a lei da CF os candidatos a presidente Ivan Pinheiro , Zé Maria, foram excluidos do Debate. Quero colocar minha indignação e soliciatar que a lei federal seja aplicada, os direitos fundamentais garantidos e ainda que o Código Internacional de DH , que o Brasil é signatário, não seja violado 
 DIREITOS FUNDAMENTAIS NA CONTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988
http://www.direitonet.com.br/artigos/exibir/2627/Direitos-Fundamentais
- Direitos políticos: permitem ao indivíduo, através de direitos públicos subjetivos, exercer sua cidadania, participando de forma ativa dos negócios políticos do Estado. Esta elencado no artigo 14;
e- Direitos relacionados à existência , organização e a participação em partidos políticos: garante a autonomia e a liberdade plena dos partidos políticos como instrumentos necessários e importantes na preservação do Estado democrático de Direito. Esta elencado no artigo 17.

Sobre Direitos Fundamentais:
h- Interdependência: não pode se chocar com os Direitos Fundamentais, as previsões constitucionais e infraconstitucionais, devendo se relacionarem para atingir seus objetivos;
i- Complementaridade: os Direitos Fundamentais devem ser interpretados de forma conjunta, com o objetivo de sua realização absoluta.



Principalmente pelos direitos destacados abaixo, o direito a informação gerada num debate é de importancia e considero a não presença de candidatos  uma violação a este direito

Declaração Universal dos Direitos dos Povos 
Artigo 1   Todo povo tem direito à existência.

Artigo 2Todo povo tem direito ao respeito por sua identidade nacional e cultural.

Artigo 3
Todo povo tem direito de conservar a posse pacífica do seu território e de retornar a ele em caso de expulsão.

Artigo 4
Nenhuma pessoa pode ser submetida, por causa de sua identidade nacional ou cultural, ao massacre, à tortura, à perseguição, à deportação, à expulsão ou a condições de vida que possam comprometer a identidade ou à integridade do povo ao qual pertence.

Artigo 5
Todo povo tem o direito imprescindível e inalienável à autodeterminação. Determina seu estatuto político com inteira liberdade sem qualquer ingerência estrangeira.

Artigo 6
Todo povo tem o direito de se libertar de toda dominação colonial ou estrangeira direta ou indireta e de todos os regimes racistas.

Artigo 7
Todo povo tem direito a um regime democrático que represente o conjunto dos cidadãos, sem distinção de raça, de sexo, de crença ou de cor e capaz de assegurar o respeito efetivo pelos direitos do homem e pelas liberdades fundamentais para todos.

Artigo 8Todo povo tem um direito exclusivo sobre as suas riquezas e os seus recursos naturais. Tem o direito de recuperá-los se deles foi espoliado, assim como de reaver as indenizações injustamente pagas.

Artigo 9Como o progresso científico e técnico faz parte do patrimônio comum da humanidade, todo povo tem o direito de participar dele.

Artigo 10
Todo povo tem direito a que seu trabalho seja justamente avaliado e a que os intercâmbios internacionais se façam em condições de igualdade e eqüidade.

Artigo 11
Todo povo tem o direito de escolher o seu sistema econômico e social e de buscar a sua própria vida de desenvolvimento econômico em liberdade total e sem ingerência exterior.

Artigo 12Os direitos econômicos enunciados acima devem expressar-se num espírito de solidariedade entre os povos do mundo e levando em conta seus respectivos interesses.

Artigo 13Todo povo tem o direito de falar sua língua, de preservar e desenvolver sua cultura, contribuindo assim para o enriquecimento da cultura da humanidade.

Artigo 14Todo povo tem direito às suas riquezas artísticas, históricas e culturais.

Artigo 15Todo povo tem direito a que não se lhe imponha uma cultura estrangeira.

Artigo 16Todo povo tem direito à conservação, à proteção e ao melhoramento do meio ambiente.

Artigo 17Todo povo tem direito à utilização do patrimônio comum da humanidade, tais como o alto-mar, o fundo dos mares, o espaço extra-atmosférico.

Artigo 18No exercício dos direitos precedentes, todo povo deve levar em conta a necessidade de coordenar as exigências do seu desenvolvimento econômico com as da solidariedade entre os povos do mundo.

Artigo 19Quando, no seio de um Estado, um povo constitui minoria, tem direito ao respeito por sua identidade, suas tradições, sua língua e seu patrimônio cultural.

Artigo 20
Os membros da minoria devem gozar, sem discriminação, dos mesmos direitos que os outros cidadãos do Estado e participar com eles, em igualdade, na vida pública.

Artigo 21
Estes direitos devem ser exercidos mediante o respeito aos legítimos interesses da comunidade em seu conjunto, e não podem servir de pretexto para atentar contra a integridade territorial e a unidade política do Estado, quando este atua em conformidade com todos os princípios enunciados na presente Declaração.

Artigo 22Todo descumprimento às disposições da presente Declaração constitui uma transgressão às obrigações para com toda a comunidade internacional.

Artigo 23Todo prejuízo resultante de uma transgressão à presente Declaração deve ser integralmente reparado por aquele que o causou.

Artigo 24Todo enriquecimento em detrimento de um povo, por violação das disposições da presente Declaração, deve dar lugar à restituição dos lucros assim obtidos. O mesmo se aplicará a todos os lucros excessivos realizados pelos investimentos de origem estrangeira.

Artigo 25Todos os tratados, acordo ou contratos desiguais, subscritos com depreciação dos direitos fundamentais dos povos, não poderão ter nenhum efeito.

Artigo 26Os encargos financeiros exteriores que se tenham tornado excessivos e insuportáveis para os povos deixam de ser exigíveis.

Artigo 27Os atentados mais graves contra os direitos fundamentais do povos, especialmente contra o seu direito a existência, constituem crimes internacionais, acarretando a responsabilidade penal individual de seus autores.

Artigo 28
Todo povo cujos direitos fundamentais são gravemente ignorados tem o direito de fazê-los velar, especialmente pela luta política ou sindical, e mesmo, em última instância, pelo recurso à força.

Artigo 29Os movimentos de libertação devem ter acesso às organizações internacionais, e os seus combatentes têm direito à proteção das leis humanitárias da guerra.

Artigo 30O restabelecimento dos direitos fundamentais de um povo, quando gravemente desconsiderados, é dever que se impõe a todos os membros da comunidade internacional.




Hasta la vitória, JUNTOS SOMOS FORTES. Somos a base da piramide, 180 milhoes de brasileiro, só falta fazermos uso desta força .
        

PRAVDA: PHA em Sexo, droga e rock and roll. E mais: FEBRATEX 2010

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Como é fácil acusar os outros...

Eu adoro os Estados Unidos e Israel. Adoro tudo que eles fazem pelo mundo. Coca-cola, chiclete, rock, Mac Donald, Nike e tantas outras utilidades que sem elas não poderíamos viver.

Principalmente tudo que eles proporcionam aos iraquianos, vietnamitas, afegãos, palestinos, cubanos, libaneses, negros, índios, mexicanos etc. etc. etc.

Sempre, antes de dormir e para dormir melhor, eu faço votos profundos que Deus seja justo e retorne tudo a eles. Em dobro.

O respeito que eles têm pela qualidade de vida e de morte de milhões e milhões de seres humanos, não tem preço, mas receber o dobro do mesmo tratamento já seria razoável. Não?

Agora, com o vazamento de mais de 90 mil documentos e relatórios secretos sobre a guerra no Afeganistão que foram colocados na Internet pelo site 'Wikileaks', numa das maiores fugas de informações militares, vamos ter uma idéia mais real da verdadeira face dessa história, sem qualquer tipo de censura.

Peço sinceramente que Deus não exagere. Apenas seja justo.

Saiu no New York Times um conjunto de documentos que pode acabar com a guerra do Afeganistão.Uma espécie de Pentagon Papers dos novos tempos.

Os documentos do New York Times mostram a ligação entre o serviço de inteligência do Paquistão – grande amigo dos Estados Unidos – com o Talibã, no Afeganistão – grande inimigo dos Estados Unidos.

Os Estados Unidos derramam um monte de dinheiro no Paquistão e o Paquistão detona os Estados Unidos no Afeganistão.

Assim como os Pentagon Papers ajudaram a minar a legitimidade da guerra do Vietnã, o Wikileaks pode desmoralizar a guerra do Afeganistão.

O Wikileaks é um site colaborativo, postado na internet que recebe e filtra documentos confidenciais.

E foi de lá que o New York Times extraiu os documentos. De um site cooperativo!

( http://www.conversaafiada.com.br/ ) http://www.zenosr.com/index.php

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Programa «Via Aérea» da tevê uruguaia na feira FEBRATEX 2010 de Blumenau




A valia do famoso jornalista da tevê uruguaia, Daniel Bianchi com três decênios mostrando sua cara na telinha fez que a FCEM, organizadora da maior feira de maquinaria têxtil da América – Febratex 2010 - convidasse essa camarinha em Blumenau de 10 á 13 de Agosto. O programa «Via Aérea» da Televisão Nacional do Uruguai vai refletir na prévia e após o evento tudo quanto estiver acontecendo e você pode acompanhar mergulhando no site do canal 5 de Montevidéu.

PRAVDA: Fora que no Uruguai não precisa apresentação nenhuma, os leitores lusófonos estão querendo conhecê-lo? Inícios da carreira? Nasceu em Fray Bentos? Hoje no Jornal Meio dia da Rádio CX 12 – Oriental?

BIANCHI: Nasci na cidade de Fray Bentos, no Departamento (Estado) de Río Negro, acima da beira do Rio Uruguai na divisa com Argentina. Desde moleque, estudante ainda,fiquei atraído pelos meios de imprensa. Essa forma intrínseca da adolescência me impulsionou nas primeiras experiências nas rádios-emissoras locais. Desde os meus inícios extremamente românticos até o presente na tevê e na rádio da capital aconteceram muitos fatos marcantes. Engatinhei no ambiente profissional na cidade de Mercedes (Depto. de Soriano, apenas 23 km da minha cidade natal), logo foi a vez de Montevidéu nas rádios CX 22 - Universal, CX 30 - Nacional, CX 26 - Sodre e CX 20 – Montecarlo. Também fui correspondente de vários meios de imprensa do continente Latino-Americano e da Europa.

Hoje, sou Diretor do Programa da tevé «Via Aérea», no Canal 5 que atinge o país todo – Televisão Nacional do Uruguai e o Depto. de Notícias de Rádio Oriental de Montevidéu, uma das emissoras com histórico mais importante no dial uruguaio. Também sou responsável de um programa – tipo magazine – apontando no ambiente empresarial, intitulado «Café com FM» na emissora FM del Sol da capital. Acho importante salientar que em cada um dos ambientes que acabei desenvolvendo minha tarefa tenho ganho amigos que na grande maioria dos casos continuamos mantendo esse relacionamento de amizade sendo parte de um processo de aprendizagem e progresso constante. Um convívio legal e conhecimento aplicado á prática da comunicação são instruções básicas – no mínimo no meu caso – para se aproximar nisso tão frágil que se chama felicidade.

P: Os inícios foram no Canal 4 – Monte Carlo TV de Montevidéu, como jornalista do telejornal desde o estúdio ganhando muita experiência até que conseguiu virar independente e trabalhar de mãos dadas com a coletividade espanhola no Uruguai, não é? Nome do programa?

(Leia matéria completa clicando no título)

PRAVDA.Ru



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TEVE ATÉ ORQUESTRA

TEVE ATÉ ORQUESTRA


Laerte Braga


Do alto de seus oitenta anos Plínio de Arruda Sampaio mostrou que pé de chumbo tem o seu lugar. Pisou em vários calos. E provavelmente pode até ter sido um bom dançarino, mas isso é outra história.

Incrível a definição definitiva sobre Marina da Silva. “Você não sabe pedir demissão”.

Debate com orquestra (excelente por sinal), mas espetáculo, só isso. De alto nível o apresentador, Boechat, mas fazer o que? Azar da GLOBO.

Os índices de audiência foram baixos e perderam feio para o jogo São Paulo e Internacional, propositadamente transferido de quarta para quinta.

José Arruda Serra precisa explicar o que é aparelhar o Estado. Disse que não aparelha. Terminado o show, em entrevista e considerações sobre o dito, atrás dele Roberto Freire, um dos políticos mais repulsivos do País. Domicílio eleitoral Pernambuco, deputado em vários mandatos, senador, agora conselheiro de uma estatal em São Paulo a doze mil por mês.

Se isso não é aparelhar não sei o que é. Será que em São Paulo num tem ninguém para o tal conselho? Tem que importar Freire? Ou por que Freire é dono da companhia PPS, o preço mais baixo da praça?

E de quebra como é que conceitua investimentos em educação? PM baixando a borduna em professores que reivindicam salários decentes? Típica solução tucana. Porrete.

Foi pego pelo pé quando a candidata Dilma Roussef disse que o tal negócio da nota fiscal paga xis, recebe ipisilone serviu para prejudicar o País no período agudo da crise do capitalismo.

Má fé pura. Os caras estão uma arara com o ex-governador Minas Aécio Neves. Foram cobrar de Aecinho empenho na campanha de Arruda Serra. A resposta veio pelo presidente do PSDB mineiro. Se querem que prefeitos que apóiam Aécio e Anastasia, mas estão com Dilma, sejam excluídos?

Duvido que trabalhador estivesse assistindo ao debate. O horário já começa complicado. A turma levanta às cinco, uns até as quatro. No máximo o jogo mesmo.

É impossível apresentar ou expor um programa estratégico para o Brasil, no formato (vá lá) dos debates.

Espetáculo.

Só não contavam com Plínio. Deve ser isso que Arruda Serra chama de falta de representatividade. Pedra no sapato.

Num determinado momento, no início, Marina e Serra tabelaram e deram a sensação que iam assim até o final. No meio do caminho Marina parece ter percebido que para chegar perto da grande área precisaria de correr mais um pouco. Saiu para a balela do tal desenvolvimento sustentável, mas nos moldes capitalistas.

O Comitê Central do Partido Comunista Brasileiro decidiu que os parcos segundos que terá na propaganda gratuita poderão ser usados pelos movimentos sociais. O fato foi comunicado no lançamento da candidatura de Rafael Pimenta ao Senado, em Minas.

A idéia é criar uma Frente anti Capitalista e anti Imperialista no que diz respeito ao processo histórico neste momento. Integração latino-americana, estado palestino livre e soberano sem a barbárie de Israel, as lutas populares, fim das guerras/genocídios contra Iraque, Afeganistão, etc.

É claro que Dilma tem umas vaciladas, mas algo assim tipo achar que microfone e câmera engolem gente.

No fundo, quando Plínio falou que os três ditos grandes são “quinquilharia”, não estava ofendendo ninguém, nem querendo insinuar que o bolor e o mofo corroem José Arruda Serra e sua cara de Jânio abstêmio. Estava apenas definindo o modo de ser e o fez de forma precisa.

Tive a sensação que Arruda Serra quando falou do crack ia tocar no assunto Evo Morales. Deve ter lembrado do dossiê da CIA que acusa o colombiano Álvaro Uribe de tráfico.

O problema de Arruda Serra é que ele faz a história do patinho feio ao contrário. Pior até, acha que é cisne, não percebe que faz é quem quem (acho que é assim que escreve o grito – grito? Sei lá – do pato.

Nada a ver com aqueles que nadam na lagoa. Não têm culpa de tucano ser uma espécie predadora.

O epíteto de “hipocondríaco” que Plínio pespegou em Arruda Serra não é vicio em de Cibalena. Tem a ver com o caráter do candidato.

Inacreditável a história dos mutirões. Faltou explicar que num determinado momento os médicos dos SUS recusaram-se a operar nos moldes determinados pelo economista (economista?) José Arruda Serra.

Como era candidato em 2002, queria uma semana de cirurgias em todo o País, mas assim. O paciente/vítima internava pela manhã, era operado e liberado à tarde para o pós operatório em casa. Mesmo que cirurgias um pouco mais complexas.

Os médicos explicaram a Arruda Serra que não eram assassinos, a missão era diferente, curar.

Nisso o tucano não toca.

Se, tomando por baixo, cinco por cento de 100 mil cirurgias apresentasse algum problema, ou seja, cinco mil, os pacientes/vitimas teriam que ser socorridos em suas residências, ou levados para os hospitais. Congestionamento que nem as ambulâncias do Maluf, do Serra, dessa gente, dariam conta.

Pedágio nada. Privatizações? Só faltou dizer que no governo de FHC isso não existiu.

Pulha de carteirinha.

Num sei que efeitos especiais a GLOBO vai inventar para enfrentar a orquestra do debate da BANDEIRANTES. Imagino que antes deve fazer uma edição especial e única, mixada, de todos os BBB. E, em seguida, apresentar os heróis do Pedro Bial ao vivo e a cores como entrevistadores dos candidatos.

Sugiro que perguntem aos candidatos sobre o “drama” do goleiro Bruno.

“Posso muito bem conceber um homem sem mãos, pés, cabeça (pois a cabeça é mais necessária que os pés). Mas não posso conceber o homem sem pensamentos, seria uma pedra, ou uma besta” – Foucauld.

Arruda Serra chutou o tempo todo.

EM SP Crianças recepcionam serra com gritos de LULA! Lula!Lula

Saia justa: crianças gritam "Lula" para Serra

Depois de sumir do material de diversos aliados por todo o Brasil, Serra passa por maus-bocados em São Paulo. A campanha do PSDB enfrentou uma saia justa na última terça-feira (3). Em visita a uma escola no bairro de Heliópolis, zona sul de São Paulo, os tucanos preparavam uma cena com várias crianças, que deveriam saudar a dupla Serra/Alckmin. Mas não contavam com a sinceridade infantil. Ao primeiro sinal do candidato, as crianças berraram "Lula! Lula! Lula!" em uníssono.

As crianças só mudaram o coro quando um dos responsáveis pela atividade tomou a frente das coisas e induziu um novo grito aos pequenos. Provavelmente, veremos a cena levemente modificada em breve, quando começar a campanha política na TV. Porém, aqui você pode conferir antes um making of especial, que mostra quem realmente desperta a admiração espontânea de grande parte do povo brasileiro.

Vídeo do
Blog do Ademir Castellari, texto da UJS.

 
 

Entre "hipocondríacos" e "ecocapitalistas", aproveitou-se pouco


Plínio, em dia de grande inspiração, assuma-se, acusou o debate de “lembrar Polyana”, a eterna luta entre “o bem e o mal”. “Isso não quer dizer nada”, garantiu. Talvez não queira mesmo.


Por Ana Helena Tavares (*)


O locutor anuncia: “É um momento histórico”. Menos. Não chegou a tanto. Hoje, todos se lembram dos folclóricos debates de 89. Daqui a 20 anos, ninguém se lembrará do debate promovido ontem (05/08/2010) pela Band. Mas deixo aqui o meu registro.


Dentro de um regime democrático, a iniciativa de um debate com quatro candidatos é sempre louvável, diga-se, mas a democracia só seria plena se participassem todos. Este, do modo como foi, com as regras antiquadas de sempre, foi morno e sonolento. Cortês demais para ser real, faltou o Brizola e até o Enéias.


Plínio de Arruda Sampaio, militante político histórico, abusou do fato de ser renegado, mas conseguiu ser o Brizola da vez. Era o único com a alma presente ali. Serra nunca a teve; Marina a vendeu ao “ecocapital”; Dilma, nervosa, não conseguiu achá-la. Até os jornalistas a deixaram em casa. Confesso que dormi mais do que vi.


Mas vamos ao que ouvi que seja digno de nota.


Serra, dormindo no ponto da história, demonstrou desconhecer muitos programas do governo Lula. Indagado por Dilma sobre o “Luz para todos” (programa que leva eletricidade aos meios rurais), o tucano, do alto de seu muro, olhou para baixo, olhou para os lados, não encontrou nenhum assessor e deu branco: “Hã?”.


Dilma, robótica, falou no “Brasil Sorridente” (programa para levar tratamento dentário através do SUS), mas podia ter sorrido mais – tem motivos para isso..


Serra, que não os tem, acha que falar de saúde vai salvar sua vida. “Logo se vê porque o chamam de hipocondríaco”, atirou Plínio, em momento Enéas. O candidato tucano até tentou falar de outras coisas, educação, por exemplo. Mas só conseguiu me arrancar uma risada (preguiçosa, porque há piadas melhores) quando disse que criará “o ProTec – o ProUni do ensino técnico”. Suponho que vá usar como padrão os excelentes programas sociais aplicados em São Paulo, como o “ProPorrete”. Acusou o governo Lula de estar “perseguindo as APAES”, no que foi bem desmentido por Dilma.


Marina, morena, mas sem rima nem sal, insiste que sua candidatura representa a proposta de um “realinhamento histórico”. Quer “governar com os melhores quadros do PT e do PSDB”, como disse em outra ocasião. Chamada por Plínio de “ecocapitalista”, a nobre candidata só fala em “conciliação”: é do desenvolvimento com o meio ambiente; é dos políticos em irmandade. Utopia pouca é bobagem.


Utopia por utopia, Plínio e sua “distribuição drástica de renda” também não fica atrás. Eu também queria.


O que Serra não quer é “fazer campanha com os olhos no retrovisor”. É incrível como se entrega. Por que Dilma pode se orgulhar de ter coordenado a equipe de ministros de Lula (“uma oportunidade vigorosa”, como ela definiu), enquanto Serra foge de seu “retrovisor”? Deve ser mesmo horrorizante olhar para trás e ver FHC.


Mas horrorizada mesmo eu fiquei ao constatar que, enquanto Serra o renega, Marina simpatiza com o “príncipe da Sourbonne”. “O Brasil elegeu um sociólogo que fez importantes transformações econômicas”, disse ela, quando quase desliguei a TV.


Com muita persistência, consegui ouvir as considerações finais.


Serra só não chorou porque não tinha colírio por perto. Plínio, em dia de grande inspiração, assuma-se, acusou o debate de “lembrar Polyana” ou, em outras palavras, a eterna luta entre “o bem e o mal”. “Isso não quer dizer nada”, garantiu. Talvez não queira mesmo.


*Ana Helena Tavares, jornalista por paixão, escritora e poeta eternamente aprendiz.

Serra diz que prefere "olhar para frente a olhar pelo retrovisor"

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Clique na imagem para ampliar





Leia cobertura completa do debate dos candidatos à Presidência da República, entre outras notícias, na revista eletrônica BRASÍLIA CONFIDENCIAL, edição completa em nossa redação

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Não Olhe Pra Trás

Capital Inicial

Composição: Alvin L. / Dinho Ouro Preto

Nem tudo é como você quer
Nem tudo pode ser perfeito
Pode ser fácil se você
Ver o mundo de outro jeito

Se o que é errado ficou certo
As coisas são como elas são
Se a inteligência ficou cega
De tanta informação

Se não faz sentido, discorde comigo
Não é nada demais, são águas passadas
Escolha uma estrada
E não olhe, não olhe prá trás

Você quer encontrar a solução
Sem ter nenhum problema
Insistir em se preocupar demais
Cada escolha é um dilema

Como sempre estou
Mais do seu lado que você
Siga em frente em linha reta
E não procure o que perder

Se não faz sentido, discorde comigo
Não é nada demais, são águas passadas
Escolha uma estrada
E não olhe, não olhe prá trás



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Ilustração: AIPC – Atrocious International Piracy of Cartoons

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PressAA

Agência Assaz Atroz

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Leia e responda: Em SP a justiça é cega ou corrupta?

SÃO PAULO
SEM JUSTIÇA
Em São Paulo só a imprensa é cega. A Justiça não.
E o Presidente do Tribunal de Justiça do Estado tem olho de lince para os benefícios de seus pares. Um lince tão faminto que o Conselho Nacional de Justiça teve de conter a voracidade para evitar o desequilíbrio da cadeia alimentar. Proibiu o inconstitucional “auxílio voto”
“Ilegal?”
Sim. Quer dizer, não! Justiça ilegal não pode. Inconstitucional é mais apropriado.Pois apenas inapropriado que, sem pagar tributos, os juízes do TJ de São Paulo ganhem acima dos ministros do STJ que, pela Constituição Federal, recebem o teto do funcionalismo público de todo o país.
“Injusto! Afinal é o estado mais rico da federação e não há motivo algum de alarde pela imprensa”.
Mas o alarmante está na situação dos funcionários da Justiça de São Paulo, há 100 dias em greve. Mais de três meses a população das maiores cidades do Brasil, sem Justiça!
“Os presídios mais lotados do país?” Sem justiça! “O maior centro comercial e financeiro do continente?” Sem justiça! “O maior parque industrial da América Latina?” Sem justiça! “A 4ª ou 3ª concentração populacional do planeta?” Sem justiça!
“E a imprensa? Os jornais que se dizem de maior circulação nacional? As maiores emissoras de TV? As revistas?”
Cegos ao orgulhoso povo paulista há 100 dias, mais de um trimestre do ano, sem Justiça! Que estado é um estado sem justiça?
Cegueira ou loucura? “Saramago responderia”.
Mas Saramago não poderia acusar a Justiça Paulista de ser cega. Enxerga muito bem! Tanto que os 1.470 juízes do estado receberão suas férias em dinheiro.
“Ora! Mas qual a novidade? Isto está previsto no Código Trabalhista Brasileiro. Quem trabalha tem direito a férias e pode negociá-las em dinheiro!”
Para os juízes, sim. Apenas para os juízes que não vão trabalhar e não trabalham a 100 dias de greve dos servidores que pelo acúmulo de trabalho não tem férias. Mas por serem estatutários e não CLT, tampouco têm ressarcimento em dinheiro.
“Se os desembargadores de um estado ganham mais do que o Presidente da República e os juízes recebem sem trabalhar, estes funcionários não devem estar tão mal pagos assim!”
Isso se a Justiça Paulista fosse cega. Mas como é caolha e só enxerga um prato da balança, há dois anos esses servidores não têm reposição salarial e sequer um olhar do Presidente do Tribunal.
“Que não é cego!”
Mas é caolho. De apurado olho gordo, pois enxerga com muito apuro o prato da balança Judiciária, penso sob o peso do repasse de 4 milhões de reais no último dia 27 de julho!
“Ah! Mas com esse dinheiro logo se resolve a greve!”
Não resolve! A maior parte desses 4 milhões já está comprometida, sob o beneplácito e sagaz olhar da Justiça Paulista, com indenizações aos mesmos juízes e desembargadores.
“Então esses servidores têm de fazer mais do que greve! Tem de fazer manifestação para que a imprensa paulista veja a situação!”
Num ato simbólico, abraçaram o fórum da Praça João Mendes. Foram agredidos com bombas de efeito moral, balas de borracha e gás de pimenta. Retrospectiva de 68 que pode ser assistida pelo youtube, sob o título “greve do judiciário”.
“E a imprensa... ?”
É cega e a situação é caótica! Caótica para os brasileiros. Caótica para São Paulo Sem Justiça há Cem dias, mais de três meses!, como se  confere nos endereços:
Situação que pode ser discutida pelo orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=31082

E quando perceber que essa situação é injusta também com você que a qualquer momento e por qualquer razão pode necessitar de um São Paulo com Justiça, participe deste abaixo assinado em: http://www.cpi.br30.com/

Raul Longo