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sábado, 24 de julho de 2010

ES - O Imperador e os companheiros- vai entender esta fisiologia... Ou será projeto pessoal de companheiros?


23/7/2010
 

Boquirroto
de ocasião


Editorial


Ao abordar temas candentes da atualidade – que mobilizam corações e mentes aqui e além de nossas fronteiras –, o governador Paulo Hartung mostra ter uma visão distorcida dos fatos.

Atualmente em campanha para sair consagrado do governo, assim buscando neutralizar as críticas da futura oposição que vem por aí soltando labaredas, ele destravou a língua e, depois de anos de recolhimento e conluios de bastidores, passou a ocupar generosos espaços na mídia corporativa com sua retórica vazia.

Repentinamente, ele virou um boquirroto. Mas um boquirroto que só fala quando isto lhe é conveniente, como agora.

Transparência, ética, moralidade e, evidentemente, crime organizado – tecla obrigatória de suas falações em momentos políticos que o forçam a sair das sombras – têm sido temas de sua preferência.

De ética e moralidade, porém, falta-lhe autoridade para falar, por motivos impeditivos óbvios. Como, por exemplo, o de permanecer intimamente ligado a um homem que enriqueceu à sombra do poder que ele detém há quase oito anos no Estado.

Estamos nos referindo a Lelo Coimbra, seu ex-secretário de Educação. Lelo reúne hoje um patrimônio em imóveis de muitos milhões de reais, em grande parte construído no período em que foi secretário de Educação. Ao entrar para o governo, era remediado. Saiu rico, Como explicar isso?

E onde está a moralidade em um governo que, por meio de créditos tributários baseados na Lei Kandir, encheu de dinheiro os cofres de grandes grupos empresariais, muitos deles sujos na praça, como a turma do Palácio do Café flagrada com a boca na botija das milionárias fraudes fiscais investigadas pela Polícia Federal?

Agora o governador vem a público com a intenção de dar sentido diferente a uma expressão que lhe pespegou, tempos atrás, o confesso herdeiro de seu DNA, Luiz Paulo Vellozo Lucas: a tal unanimidade bonapartista.

Unanimidade, em regimes democráticos, é – e sempre será – sinônimo de cooptação, de dominação das instituições pelo poder do dinheiro e da máquina pública.

Aí estão, de rabo preso com ele, o Judiciário, o Ministério Público, o Poder Legislativo, a mídia corporativa – todos cooptados pelo dinheiro dos contribuintes.

Jamais, em tempo algum, se viu tanto dinheiro público utilizado para engordar orçamentos de instituições sem necessidade conhecida de lacunas que o justificassem.

Para que encher de dinheiro o Judiciário e o Ministério Público, senão para que se promovessem orgias de gastos e regalias em favor de seus membros? De onde saíram os recursos que originaram os milionários patrimônios imobiliários de juízes, desembargadores e dirigentes do MPES que daqui denunciamos com provas documentais irrefutáveis?

O governador tem contas a ajustar com a História. Diga o que disser, será sempre o governador das masmorras, da insegurança pública, da educação mal colocada em rankings nacionais de qualidade e da precariedade na saúde pública.

Seus dois governos carregam a marca de um sistema de poder montado sobre um alicerce podre em sua essência – o alicerce do autoritarismo, da perseguição mesquinha a adversários, do protecionismo e do compadrismo políticos.  Do controle, enfim, das nossas instituições Que ele reduziu a inexpressivos conglomerados de homens submissos aos seus desígnios.
 
 
NOTA Nanda Tardin:
Se alguem conseguir explicar fica aqui minha pergunta:

Onde está a ideologia dos companheiros parceiros do governador?

AMÉRICA LATINA - O PRÓXIMO ORIENTE MÉDIO DOS EUA - COLÔMBIA, A PORTA DE ENTRADA

AMÉRICA LATINA – O PRÓXIMO ORIENTE MÉDIO DOS EUA – COLÔMBIA, A PORTA DE ENTRADA


Laerte Braga


O mega traficante Álvaro Uribe encerra seu segundo mandato no dia 7 de agosto. Entrega o cargo ao novo presidente colombiano, seu aliado e de seu partido. Uribe tentou a todo custo um terceiro mandato. Não o conseguiu por duas razões simples. A primeira delas a fratura junto aos colombianos seria de tal ordem que as guerrilhas insurgente das FARCs e do ELN seriam fortalecidas pelo descontentamento popular. E segundo por conta dos documentos liberados por organismos do seu principal aliado, os EUA, ligando-o desde o início de sua carreira política ao tráfico de drogas.

Seria incômodo a qualquer presidente dos EUA ter que explicar aos acionistas e o entorno que habita o complexo empresarial e militar daquele país a presença de um traficante na presidência do maior aliado latino-americano.

A denúncia de Uribe sobre a presença de guerrilheiros das FARCs e do ELN em território da Venezuela tem dois aspectos também. Em setembro serão realizadas eleições na Venezuela e as pesquisas indicam vitória do partido do presidente Chávez. É sistemática a ação golpista dos norte-americanos em países que não se curvam (como se curva a Colômbia de Uribe) ao império terrorista de Washington. E segundo, no final do mandato, garantir um lastro de apoio político para evitar qualquer problema futuro com seu envolvimento no tráfico de drogas e assassinatos constantes de lideranças de oposição.

Para levantar a opinião pública colombiana basta apelar para o acendrado e canalha patriotismo dos militares (boa parte ligada ao tráfico de drogas) e contar com o apoio de Washington.

O império terrorista norte-americano vive uma de suas maiores crises e sob a perspectiva da História começa a encarar o declínio. As guerras constantes em sua trajetória se mostram hoje necessárias à sobrevivência de todo o conglomerado terrorista dos EUA.

Num contexto de tempo e espaço diversos se começa a viver a situação de bipolaridade mundial. Se antes era EUA versus UNIÃO SOVIÉTICA, hoje os EUA se defrontam com a China e os chineses descobriram o remédio capitalista para enfrentar o gigante da América.

Esse jogo é do agrado tanto dos EUA, como da China.

Manter o controle sobre países que consideram satélites, caso dos países latino-americanos, é fundamental. Já têm o domínio da totalidade da Europa, um continente falido e cercado de bases militares da farsa OTAN por todos os lados.

Uma guerra no Afeganistão, uma guerra no Iraque, o Oriente Médio sob o tacão nazi/sionista de seu principal aliado, Israel. E agora governos independentes de Washington na América Latina.

Anexaram o México como colônia de segunda categoria (historicamente fazem isso desde a tomada a Califórnia, do Texas e outros territórios mexicanos). Têm o Canadá como colônia de primeira categoria. Promovem golpes em países como Honduras, instalam bases militares na Costa Rica (“sem a polícia sem a milícia...”) e numa realidade sustentada por um arsenal nuclear capaz de destruir o mundo cem vezes, se impõem na chantagem da democracia, da liberdade que pode ser desmontada na versão armas químicas e biológicas de Saddam Hussein. Ao final não passavam de velhos fuzis de um exército brancaleônico de um ditador inventado pelos EUA.

Querem um novo Oriente Médio, recheado de bases militares, com o controle político e econômico da América Latina, um processo de recolonização que se materializa em governantes corruptos como Álvaro Uribe ou Pepe Lobo em Honduras e outros tantos.

Hoje, têm o controle da grande mídia nos países latino-americanos (“não queremos prejudicar os nossos amigos norte-americanos” – William Bonner explicando a alunos e professores de uma universidade paulista porque determinado fato não seria noticiado no JORNAL NACIONAL). Influenciam e comandam a maior parte das forças armadas de países latino-americanos (inclusive as brasileiras) e desnecessário dizer que o grande empresariado, banqueiros e latifundiários em qualquer país dessa parte do mundo é adereço desse modelo.

O que está em jogo é a sobrevivência do império terrorista norte-americano.

Se a América Latina e os povos latino-americanos não se curvarem um novo Oriente Médio está para ser criado. A Colômbia é a porta de entrada dessa barbárie.

A “classificação” de movimento “terrorista” aplicada às FARCs-EP foi uma decisão do presidente George Bush. As Nações Unidas enxergam as FARCs-EP como movimento “insurgente”.

A satanização de alguns países, seus governos e dos movimentos populares em todos os cantos do mundo foi o modo escolhido por um primata que presidiu os EUA por oito anos, Bush, a partir de uma fraude eleitoral, é a velha conversa de criar um fato irreal e a partir dele gerar uma verdade/mentira.

No caso da Colômbia, Enrique F. Chiappa, em “A NOVA DEMOCRACIA”, ano VIII, nº 65, maio de 2010, usa a expressão falso/positivo. Ilustra-a, para esclarecer, com o exemplo de um diagnóstico médico. Uma doença “infectocontagiosa potencialmente letal diagnosticada erroneamente.” O caso de uma pessoa que convive anos com um diagnóstico equivocado e num momento percebe o erro médico.

Falso/positivo é a realidade criada pelos EUA e sustentada pela mídia podre de países latino-americanos, no apoio a governos títeres e terroristas como o de Álvaro Uribe. O ser traficante de drogas é uma espécie de preço que cobra aos EUA, a tolerância silenciosa em função do interesse maior.

Quando o embaixador dos EUA no Brasil, durante o governo terrorista de Garrastazu Medice relatou ao presidente Nixon os horrores da tortura praticada por militares no País, ouviu em resposta – “é uma pena, mas temos que levar em conta que ele é um aliado importante” –.

Num determinado momento da história da Colômbia os movimentos insurgentes depuseram armas e transformaram-se em partidos políticos. Um acordo firmado entre o governo central e as forças rebeldes. Passadas as eleições onde conquistaram várias cadeiras no Congresso, em assembléias departamentais, prefeitos e autoridades outras, mais de três mil eleitos foram assassinados.

Contrariavam os interesses de elites e militares no grande negócio do estado terrorista da Colômbia, o tráfico de drogas.

No bombardeio de um acampamento de estudantes e insurgentes no Equador, em 2008, o governo colombiano afirmou ter encontrado um computador de Raul Reys, chanceler das FARCs-EP, onde estavam as provas das ligações do governo Chávez com a guerrilha.

Um mês depois não se falava no assunto. Peritos de todas as partes do mundo foram unânimes em afirmar que o computador fora alterado por agentes do governo colombiano.

As fotos de guerrilheiros em território venezuelano foram feitas por satélites norte-americanos. A tecnologia da mentira e da destruição permite a eles que, no arsenal que destrói o mundo cem vezes, coloquem os guerrilheiros em qualquer parte do mundo. Na Venezuela, no Brasil, onde quer que os interesses terroristas dos EUA falem mais alto.

Os últimos vagidos do governo Uribe mostram esse desespero em busca da sobrevivência política em seu país e o submundo terrorista dos EUA, que corre por baixo da Casa Branca, com a conivência da Casa Branca.

A Colômbia e um país governado pelo narcotráfico e por terroristas garantidos pelas bases militares dos EUA. Não é nem surpresa, pois militares norte-americanos estão envolvidos em tráfico de drogas e mulheres no Iraque, no Afeganistão e países do Leste Europeu, a denúncia ecoa entre os próprios governos colonizados da Europa, preocupados com eleições futuras.

Um narcotraficante incomoda muito menos que um insurgente. E além do que gera dinheiro para os cofres de banqueiros. Na lógica capitalista de exploração do homem pelo homem, diagnóstico de Marx, gera empregos, expande o comércio, etc, e tal.

O tráfico de drogas não é e nem nunca foi o Morro do Alemão no Brasil, ou qualquer morro colombiano. É o presidente de um país chamado Colômbia criado e gerado por Pablo Escobar e vai por aí afora, nessa dimensão.

Existem muitas “colômbias” nesse sentido.

Pode-se até fazer uso da frase de Paulo Maluf quando candidato a uma das muitas eleições que disputou – “quer estuprar estupra, mas não mata”. Quer traficar, trafica, mas patrioticamente em defesa da democracia e dos “negócios” dos EUA”.

Quando da guerra de invasão, ocupação e saque do petróleo iraquiano, diante da resistência inicial de alguns setores daquele país, o secretário de Defesa de Bush afirmou à imprensa que a “operação militar” mudaria de nome. Ao invés de “justiça e liberdade” passaria naquele momento à fase “choque e pavor”. “Negócios” para os norte-americanos pode ser também uma questão de terminologia.

Isso, para eles, é irrelevante. Soa ao mundo inteiro da mesma forma que soou aos iraquianos. Com a diferença que iraquianos viveram o “choque e pavor” na própria pele, vivem ainda. E o resto do mundo escutou o senso de “justiça e liberdade” dos EUA.

Ou já nos esquecemos das imagens de tortura em prisões do Iraque? Do saque das peças do museu babilônico? As tropas de Hitler tentaram colocar as mãos em várias peças do museu do Louvre, na ocupação durante a 2ª Grande Guerra, para exibi-las no Museu de Berlim. As peças do museu babilônico estão em museus privados de New York.

GUERNICA, o monumental painel de Picasso retratando a barbárie fascista de Franco na Espanha, só chegou aos espanhóis com o fim da ditadura.

Quando um paspalho como Índio da Costa, vice de José Arruda Serra, fala sobre envolvimento do governo brasileiro e seu partido com as FARCs-EP e com o narcotráfico, não o faz por iniciativa própria. É só um avião com diploma de primeiro, segundo e terceiro graus dos donos, tentando criar um debate irreal, mentiroso, dentro de uma lógica colonizadora (“para onde se inclinar o Brasil se inclinará a América Latina” – Richard Nixon) e no momento que os boss mandam.

Por ser um paspalho e empregado desse modelo, é mais cômodo para os de cima que ele fale.

Na Colômbia existe um estado de terror. Lideranças sindicais, camponesas, de partidos de oposição, são sistematicamente assassinadas. Estão dentro do que chamam mundo institucional. Da “ordem e da lei”. Mas não curvam à entrega do país aos colonizadores de Washington e tampouco aos grupos militares e para-militares que sustentam o governo do tráfico.

Felipe Zuleta em um documentários “UM CRIMEM QUE SE PAGA CON LA MUERTE”, mostra a história do terrorismo oficial. Toda a barbárie do governo colombiano contra a população civil indefesa.

Duas mães cujos filhos foram assassinados pelo terrorismo do tráfico de Uribe e que recebem a versão oficial que a guerrilha matou seus filhos. Perdura até que uma vala comum mostra que, ao contrário, o governo assassinou os rapazes. Esse mesmo governo muda a versão. “Os filhos eram guerrilheiros”.

O tráfico continua impune. Isso não vai sair nunca no JORNAL NACIONAL, ou na FOLHA DE SÃO PAULO, ou em VEJA, pois são cúmplices. Um dos papéis que lhes cabe cumprir é exatamente o de esconder fatos assim, corriqueiros na Colômbia e imputar aos resistentes, quaisquer que sejam, os crimes do tráfico.

O fato aconteceu na cidade de Soacha, próxima a Bogotá e com 400 mil habitantes.

Mario Montoya, general e democrata colombiano é um dos implicados em assassinatos de civis, trabalhadores escravos (no tráfico) e acaba tendo que renunciar. Como prêmio, virou embaixador.

Valas com corpos de desaparecidos são encontradas com freqüência em áreas não controladas pelas FARCs-EP ou pelo ELN. Uribe chegou a admitir que alguns militares estavam envolvidos “nesses assassinatos”. Escolheu os bodes expiatórios e pronto, tudo continua tranqüilo.

Envolver Chávez e gerar uma realidade mentirosa sobre as FARCs-EP e os ELN (última guerrilha criada por Chê Guevara) é uma jogada. Só isso. Nada além disso.

Um passo na sistemática política golpista contra o presidente da Venezuela, uma tentativa de criar um Oriente Médio na América Latina.

Por que? Para que possam, à semelhança do que fazem naquela parte do mundo, ocupar, saquear e controlar a partir de bases militares, governos servis e corruptos, o que fazem também na Europa, Ásia e África.

O complexo terrorista da empresa EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A não tem escrúpulo algum. Suas garras e tentáculos são maiores e bem mais cruéis do que se possa imaginar.

Não importa que um piloto do alto e de dentro da cabine de seu avião imagine que uma cerimônia de casamento no Afeganistão seja um aglomerado de “terroristas do Talibã”. Ele os mata e um pedido de desculpas é emitido em nota fria e insensível de uma organização terrorista – EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A –. Lido em todos os cantos pela mídia dócil e venal.

E enquanto isso, milhões de norte-americanos vivem na linha da miséria, desabrigados, sem educação pública, saúde, mas os grandes conglomerados que controlam a Casa Branca pagam, com dinheiro desses milhões, os tais bônus por desempenho.

O nome desse desempenho é terrorismo, com todas as suas implicações. Assassinatos, seqüestros, estupros, tortura, atentados, muros e campos de concentração, toda a barbárie que é intrínseca aos EUA e ao sionismo.

E no final são só “negócios”. Mas nesse caso nem há a frase clássica da máfia. “Nada pessoal, são só negócios”. Não consideram como seres humanos, pessoas, os de outros cantos que não os dos EUA e Israel e mesmo assim nem todos. Acreditam-se ungidos como povo eleito, superior.

Tudo igualzinho a Hitler.

A luta do povo e do governo venezuelano é a luta dos povos latino-americanos. E não tem essa de o Zorro chegar e salvar. Não.

Exige consciência, organização e capacidade de resistência, sob pena de nos transformamos em adereço da coroa imperial da organização terrorista EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A.

Para quem acha que COLGATE resolve doze problemas bucais, fazer o que?

É o jeito deles de dizer que um desinfetante é mais inteligente que qualquer um de nós. Pode ser o desinfetante Uribe, ou Índio da Costa, Ana Maria Braga, Faustão, ou as “pesquisas” do DATAFOLHA ou IBOPE (GLOBOPE).

AMÉRICA LATINA – O PRÓXIMO ORIENTE MÉDIO DOS EUA – COLÔMBIA, A PORTA DE ENTRADA

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Laerte Braga





O mega traficante Álvaro Uribe encerra seu segundo mandato no dia 7 de agosto. Entrega o cargo ao novo presidente colombiano, seu aliado e de seu partido. Uribe tentou a todo custo um terceiro mandato. Não o conseguiu por duas razões simples. A primeira delas a fratura junto aos colombianos seria de tal ordem que as guerrilhas insurgente das FARCs e do ELN seriam fortalecidas pelo descontentamento popular. E segundo por conta dos documentos liberados por organismos do seu principal aliado, os EUA, ligando-o desde o início de sua carreira política ao tráfico de drogas.



Seria incômodo a qualquer presidente dos EUA ter que explicar aos acionistas e o entorno que habita o complexo empresarial e militar daquele país a presença de um traficante na presidência do maior aliado latino-americano.



A denúncia de Uribe sobre a presença de guerrilheiros das FARCs e do ELN em território da Venezuela tem dois aspectos também. Em setembro serão realizadas eleições na Venezuela e as pesquisas indicam vitória do partido do presidente Chávez. É sistemática a ação golpista dos norte-americanos em países que não se curvam (como se curva a Colômbia de Uribe) ao império terrorista de Washington. E segundo, no final do mandato, garantir um lastro de apoio político para evitar qualquer problema futuro com seu envolvimento no tráfico de drogas e assassinatos constantes de lideranças de oposição.



Para levantar a opinião pública colombiana basta apelar para o acendrado e canalha patriotismo dos militares (boa parte ligada ao tráfico de drogas) e contar com o apoio de Washington.



O império terrorista norte-americano vive uma de suas maiores crises e sob a perspectiva da História começa a encarar o declínio. As guerras constantes em sua trajetória se mostram hoje necessárias à sobrevivência de todo o conglomerado terrorista dos EUA.



Num contexto de tempo e espaço diversos se começa a viver a situação de bipolaridade mundial. Se antes era EUA versus UNIÃO SOVIÉTICA, hoje os EUA se defrontam com a China e os chineses descobriram o remédio capitalista para enfrentar o gigante da América.



Esse jogo é do agrado tanto dos EUA, como da China.



Manter o controle sobre países que consideram satélites, caso dos países latino-americanos, é fundamental. Já têm o domínio da totalidade da Europa, um continente falido e cercado de bases militares da farsa OTAN por todos os lados.



Uma guerra no Afeganistão, uma guerra no Iraque, o Oriente Médio sob o tacão nazi/sionista de seu principal aliado, Israel. E agora governos independentes de Washington na América Latina.



Anexaram o México como colônia de segunda categoria (historicamente fazem isso desde a tomada a Califórnia, do Texas e outros territórios mexicanos). Têm o Canadá como colônia de primeira categoria. Promovem golpes em países como Honduras, instalam bases militares na Costa Rica (“sem a polícia sem a milícia...”) e numa realidade sustentada por um arsenal nuclear capaz de destruir o mundo cem vezes, se impõem na chantagem da democracia, da liberdade que pode ser desmontada na versão armas químicas e biológicas de Saddam Hussein. Ao final não passavam de velhos fuzis de um exército brancaleônico de um ditador inventado pelos EUA.



Querem um novo Oriente Médio, recheado de bases militares, com o controle político e econômico da América Latina, um processo de recolonização que se materializa em governantes corruptos como Álvaro Uribe ou Pepe Lobo em Honduras e outros tantos.



Hoje, têm o controle da grande mídia nos países latino-americanos (“não queremos prejudicar os nossos amigos norte-americanos” – William Bonner explicando a alunos e professores de uma universidade paulista porque determinado fato não seria noticiado no JORNAL NACIONAL). Influenciam e comandam a maior parte das forças armadas de países latino-americanos (inclusive as brasileiras) e desnecessário dizer que o grande empresariado, banqueiros e latifundiários em qualquer país dessa parte do mundo é adereço desse modelo.



O que está em jogo é a sobrevivência do império terrorista norte-americano.



Se a América Latina e os povos latino-americanos não se curvarem um novo Oriente Médio está para ser criado. A Colômbia é a porta de entrada dessa barbárie.



A “classificação” de movimento “terrorista” aplicada às FARCs-EP foi uma decisão do presidente George Bush. As Nações Unidas enxergam as FARCs-EP como movimento “insurgente”.



A satanização de alguns países, seus governos e dos movimentos populares em todos os cantos do mundo foi o modo escolhido por um primata que presidiu os EUA por oito anos, Bush, a partir de uma fraude eleitoral, é a velha conversa de criar um fato irreal e a partir dele gerar uma verdade/mentira.



No caso da Colômbia, Enrique F. Chiappa, em “A NOVA DEMOCRACIA”, ano VIII, nº 65, maio de 2010, usa a expressão falso/positivo. Ilustra-a, para esclarecer, com o exemplo de um diagnóstico médico. Uma doença “infectocontagiosa potencialmente letal diagnosticada erroneamente.” O caso de uma pessoa que convive anos com um diagnóstico equivocado e num momento percebe o erro médico.



Falso/positivo é a realidade criada pelos EUA e sustentada pela mídia podre de países latino-americanos, no apoio a governos títeres e terroristas como o de Álvaro Uribe. O ser traficante de drogas é uma espécie de preço que cobra aos EUA, a tolerância silenciosa em função do interesse maior.



Quando o embaixador dos EUA no Brasil, durante o governo terrorista de Garrastazu Medice relatou ao presidente Nixon os horrores da tortura praticada por militares no País, ouviu em resposta – “é uma pena, mas temos que levar em conta que ele é um aliado importante” –.



Num determinado momento da história da Colômbia os movimentos insurgentes depuseram armas e transformaram-se em partidos políticos. Um acordo firmado entre o governo central e as forças rebeldes. Passadas as eleições onde conquistaram várias cadeiras no Congresso, em assembléias departamentais, prefeitos e autoridades outras, mais de três mil eleitos foram assassinados.



Contrariavam os interesses de elites e militares no grande negócio do estado terrorista da Colômbia, o tráfico de drogas.



No bombardeio de um acampamento de estudantes e insurgentes no Equador, em 2008, o governo colombiano afirmou ter encontrado um computador de Raul Reys, chanceler das FARCs-EP, onde estavam as provas das ligações do governo Chávez com a guerrilha.



Um mês depois não se falava no assunto. Peritos de todas as partes do mundo foram unânimes em afirmar que o computador fora alterado por agentes do governo colombiano.



As fotos de guerrilheiros em território venezuelano foram feitas por satélites norte-americanos. A tecnologia da mentira e da destruição permite a eles que, no arsenal que destrói o mundo cem vezes, coloquem os guerrilheiros em qualquer parte do mundo. Na Venezuela, no Brasil, onde quer que os interesses terroristas dos EUA falem mais alto.



Os últimos vagidos do governo Uribe mostram esse desespero em busca da sobrevivência política em seu país e o submundo terrorista dos EUA, que corre por baixo da Casa Branca, com a conivência da Casa Branca.



A Colômbia e um país governado pelo narcotráfico e por terroristas garantidos pelas bases militares dos EUA. Não é nem surpresa, pois militares norte-americanos estão envolvidos em tráfico de drogas e mulheres no Iraque, no Afeganistão e países do Leste Europeu, a denúncia ecoa entre os próprios governos colonizados da Europa, preocupados com eleições futuras.



Um narcotraficante incomoda muito menos que um insurgente. E além do que gera dinheiro para os cofres de banqueiros. Na lógica capitalista de exploração do homem pelo homem, diagnóstico de Marx, gera empregos, expande o comércio, etc, e tal.



O tráfico de drogas não é e nem nunca foi o Morro do Alemão no Brasil, ou qualquer morro colombiano. É o presidente de um país chamado Colômbia criado e gerado por Pablo Escobar e vai por aí afora, nessa dimensão.



Existem muitas “colômbias” nesse sentido.



Pode-se até fazer uso da frase de Paulo Maluf quando candidato a uma das muitas eleições que disputou – “quer estuprar estupra, mas não mata”. Quer traficar, trafica, mas patrioticamente em defesa da democracia e dos “negócios” dos EUA”.



Quando da guerra de invasão, ocupação e saque do petróleo iraquiano, diante da resistência inicial de alguns setores daquele país, o secretário de Defesa de Bush afirmou à imprensa que a “operação militar” mudaria de nome. Ao invés de “justiça e liberdade” passaria naquele momento à fase “choque e pavor”. “Negócios” para os norte-americanos pode ser também uma questão de terminologia.



Isso, para eles, é irrelevante. Soa ao mundo inteiro da mesma forma que soou aos iraquianos. Com a diferença que iraquianos viveram o “choque e pavor” na própria pele, vivem ainda. E o resto do mundo escutou o senso de “justiça e liberdade” dos EUA.



Ou já nos esquecemos das imagens de tortura em prisões do Iraque? Do saque das peças do museu babilônico? As tropas de Hitler tentaram colocar as mãos em várias peças do museu do Louvre, na ocupação durante a 2ª Grande Guerra, para exibi-las no Museu de Berlim. As peças do museu babilônico estão em museus privados de New York.



GUERNICA, o monumental painel de Picasso retratando a barbárie fascista de Franco na Espanha, só chegou aos espanhóis com o fim da ditadura.



Quando um paspalho como Índio da Costa, vice de José Arruda Serra, fala sobre envolvimento do governo brasileiro e seu partido com as FARCs-EP e com o narcotráfico, não o faz por iniciativa própria. É só um avião com diploma de primeiro, segundo e terceiro graus dos donos, tentando criar um debate irreal, mentiroso, dentro de uma lógica colonizadora (“para onde se inclinar o Brasil se inclinará a América Latina” – Richard Nixon) e no momento que os boss mandam.



Por ser um paspalho e empregado desse modelo, é mais cômodo para os de cima que ele fale.



Na Colômbia existe um estado de terror. Lideranças sindicais, camponesas, de partidos de oposição, são sistematicamente assassinadas. Estão dentro do que chamam mundo institucional. Da “ordem e da lei”. Mas não curvam à entrega do país aos colonizadores de Washington e tampouco aos grupos militares e para-militares que sustentam o governo do tráfico.



Felipe Zuleta em um documentários “UM CRIMEM QUE SE PAGA CON LA MUERTE”, mostra a história do terrorismo oficial. Toda a barbárie do governo colombiano contra a população civil indefesa.



Duas mães cujos filhos foram assassinados pelo terrorismo do tráfico de Uribe e que recebem a versão oficial que a guerrilha matou seus filhos. Perdura até que uma vala comum mostra que, ao contrário, o governo assassinou os rapazes. Esse mesmo governo muda a versão. “Os filhos eram guerrilheiros”.



O tráfico continua impune. Isso não vai sair nunca no JORNAL NACIONAL, ou na FOLHA DE SÃO PAULO, ou em VEJA, pois são cúmplices. Um dos papéis que lhes cabe cumprir é exatamente o de esconder fatos assim, corriqueiros na Colômbia e imputar aos resistentes, quaisquer que sejam, os crimes do tráfico.



O fato aconteceu na cidade de Soacha, próxima a Bogotá e com 400 mil habitantes.



Mario Montoya, general e democrata colombiano é um dos implicados em assassinatos de civis, trabalhadores escravos (no tráfico) e acaba tendo que renunciar. Como prêmio, virou embaixador.



Valas com corpos de desaparecidos são encontradas com freqüência em áreas não controladas pelas FARCs-EP ou pelo ELN. Uribe chegou a admitir que alguns militares estavam envolvidos “nesses assassinatos”. Escolheu os bodes expiatórios e pronto, tudo continua tranqüilo.



Envolver Chávez e gerar uma realidade mentirosa sobre as FARCs-EP e os ELN (última guerrilha criada por Chê Guevara) é uma jogada. Só isso. Nada além disso.



Um passo na sistemática política golpista contra o presidente da Venezuela, uma tentativa de criar um Oriente Médio na América Latina.



Por que? Para que possam, à semelhança do que fazem naquela parte do mundo, ocupar, saquear e controlar a partir de bases militares, governos servis e corruptos, o que fazem também na Europa, Ásia e África.



O complexo terrorista da empresa EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A não tem escrúpulo algum. Suas garras e tentáculos são maiores e bem mais cruéis do que se possa imaginar.



Não importa que um piloto do alto e de dentro da cabine de seu avião imagine que uma cerimônia de casamento no Afeganistão seja um aglomerado de “terroristas do Talibã”. Ele os mata e um pedido de desculpas é emitido em nota fria e insensível de uma organização terrorista – EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A –. Lido em todos os cantos pela mídia dócil e venal.



E enquanto isso, milhões de norte-americanos vivem na linha da miséria, desabrigados, sem educação pública, saúde, mas os grandes conglomerados que controlam a Casa Branca pagam, com dinheiro desses milhões, os tais bônus por desempenho.



O nome desse desempenho é terrorismo, com todas as suas implicações. Assassinatos, seqüestros, estupros, tortura, atentados, muros e campos de concentração, toda a barbárie que é intrínseca aos EUA e ao sionismo.



E no final são só “negócios”. Mas nesse caso nem há a frase clássica da máfia. “Nada pessoal, são só negócios”. Não consideram como seres humanos, pessoas, os de outros cantos que não os dos EUA e Israel e mesmo assim nem todos. Acreditam-se ungidos como povo eleito, superior.



Tudo igualzinho a Hitler.



A luta do povo e do governo venezuelano é a luta dos povos latino-americanos. E não tem essa de o Zorro chegar e salvar. Não.



Exige consciência, organização e capacidade de resistência, sob pena de nos transformamos em adereço da coroa imperial da organização terrorista EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A.



Para quem acha que COLGATE resolve doze problemas bucais, fazer o que?



É o jeito deles de dizer que um desinfetante é mais inteligente que qualquer um de nós. Pode ser o desinfetante Uribe, ou Índio da Costa, Ana Maria Braga, Faustão, ou as “pesquisas” do DATAFOLHA ou IBOPE (GLOBOPE).

Análise e Comentários: Venezuela e o império contrariado - Por Marcos Rebello -


A Perseguição ao 'ditador', a furia do império EEUU, e os Direitos do POVO.

Observando os dois vídeos abaixo


e conhecendo o fato 'sugerido' pelo imperio EEUU ( tirano dos povos de Nuestra America)

UA defendem investigação sobre presença de rebeldes na Venezuela
http://noticias.br.msn.com/mundo/artigo-bbc.aspx?cp-documentid=24972715


Acompanhe a análise da semana, feita por Marcos Rebello - analista e consultor Político, 



Eu encaro essa polemica entre política de governo e política de estado como um desafio da inteligência daqueles que estão na coordenação das políticas, aquelas que não são desviadas por interesses. Esses indivíduos devem saber avançar os interesses da nação aproveitando as características de cada governo. Porque seria inviável para qualquer democracia - seja ela de que viés for - se houvesse (infelizmente há, rs) um governo paralelo ditando (second guessing) e pressionando os governos eleitos.

O próprio Lula acabou de dizer em público essa semana durante entrevista quando falou sobre as mudanças necessárias para o Brasil, aquelas que todos na sociedade e no governo queriam, mas que não aconteceram quando foram colocadas a voto no Congresso.

Na teoria é até mais fácil discutirmos essa diferença. Mas é bem difícil fazermos uma distinção no entrevero da realidade. Porque geralmente o que vemos é um presidente entrar com uma intenção e acontecer uma administração bem diferente daquilo que ele planejava. Basta vermos os desafios de Lula para manter o curso desejado .

Então, nisso que vemos, podemos ter uma noção entre o que foi política de governo e o que foi política de estado.

Ou melhor, essa administração teve sucesso como política de estado, ou ela foi uma política de governo? Ou ambas ?
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Eu diria que esse rompimento de relações com a Colômbia foi uma manobra inteligente de Chávez, para pautar essa administração entrante de Santos no sentido de ter logo de cara o desafio de normalizar as relações com o vizinho.

Ou seja, desde que Santos vem na esteira de Uribe, cabe a ele mostrar as cores e trabalhar com Chávez de imediato nas questões pendentes - com ou sem os EUA? Assim fica bem mais fácil para Chávez desenhar a sua política com a Colômbia de Santos.

Mas não podemos nos esquecer que foi Lula quem "desamarrou" o Itamaraty. Porque ele poderia manter uma política externa autoritária, ou personalista, no sentido de que o MRE deveria seguir à risca caprichos pessoais desde que ele sempre teve um alto índice de aprovação popular. Mas não. Lula preferiu seguir por uma política externa autêntica, de estado. E quem melhor que o pessoal do Itamaraty para tocar essa política?

Mas mesmo assim fica a pergunta daqueles que discutem sobre o que é uma política externa autenticamente brasileira: Seria a política alinhada o interesse do estado? Ou um desprendimento seria a política correta, de estado?

Tente ver a Venezuela pelo prisma dos SEUS interesses de estado. Como seria isso possível com as tradicionais ingerências?

Porque é super interessante quando eu olho pelas duas perspectivas de interesses de um país quando este é tradicionalmente balizado por interesses geopolíticos de potência.

Vejamos que países quando deixados que a SUA política de estado atue, toda a realidade nacional sofre uma mudança radical. É quando eu pergunto: o que é política de estado quando essa política sofre de uma força gravitacional enorme?

Para resolvermos  isso, forçosamente teríamos que colocar todas aquelas qualidades em dúvida porque seriam apenas superficiais: a confiança da comunidade internacional, o sentido de ser um país democrático, pacífico, estável para o investidor externo, que não dá calote, etc. Porque ele pode ter todas as características elencadas acima e ser uma fraude total.

Então, outra maneira que não a de uma revolução (pacífica ou convulsiva), seria impossível distinguir-se uma política de outra.

Portanto, nada melhor que um líder para fazer um contraponto à força gravitacional para termos noção do possível. Porque seria impossível identificarmos o que seria uma política de estado para aquele país.
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Ainda sobre "desprendimento"
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"Então, desprendimento não existe em política externa....os atores estão sempre conectados."

Basta fazermos um paralelo com a tal "independência" do Banco Central: Independência em ralação a quem?

Aos interesses financeiros externos, à corriola que controla as derivativas e que armazena montanhas de dinheiro fictício que fica disponível para empréstimos endividando governos sucessivos e o estado; ao BIS ? Ou ao povo de quem a instituição recolhe os valores do trabalho que constitui a coletividade da nação?

Sem dúvida que "conexões" existem para ambas as partes, interna e externa. Mas o que deve determinar o limite das responsabilidades e obrigações para fazer valer a soberania de um estado?

O estado só é estado quando ele é "desprendido" das imposições externas para fazer valer a identidade nacional. Ou não é nem estado e nem nação.
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Por ingerências eu quis dizer aquelas fortes tendências nas politicas interna e externa que são o produto de ações diretas de interesses que atuam nos mecanismos de funcionamento institucional de um país que corrompem a identidade nacional e a própria soberania.

Na Venezuela existia aquela claque que dominava a PDVSA e daí praticamente toda a atividade econômica, midiática e institucional. O semelhante ocorre em vários países.

Quando existe esse punhado de famílias controlando um país e ele tem um comportamento dito "normal" dentro dos padrões internacionais, sem causar qualquer comoção interna ou externa, com a esmagadora maioria da população comendo o pão que o diabo amassou, ela é democrática. Mas basta a sociedade abrir os olhos para essa realidade e aquelas famílias serem destituídas do controle dos governos para de repente esse país ser detonado como antidemocrático.

A Colômbia precisa de bases militares norte-americanas? Qual é a serventia de bases militares de outros países em território nacional alheio? Não seria para garantir interesses naquele país e trampolim para algum outro lugar? A Venezuela por acaso ameaça a Colômbia com alguma coisa? Ou é a Colômbia com o narcotráfico e um aparato paramilitar que assassina sindicalistas (como agora ocorre no Panamá) que ameaça a Venezuela? O golpe em Honduras veio de onde?

É por aí a coisa. O que é normal naquilo que conhecemos da America Latina afinal?

Chávez está correndo atrás do prejuízo daquela doutrina distorcida e defasada.Ele , como chefe de estado , esta agindo errado para com o seu povo? Ou a ação que ele tem, visando o interesse do seu Povo, garantindo o interesse de seu Povo é que irrita os EUA


Marcos Rebello

Por enquanto, de acordo com pesquisa Vox Populi, Dilma teria 11 milhões de votos à frente de Serra

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(Clique na imagem para ampliar)

Dilma: oposição é incapaz de ampliar o Bolsa Família

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, disse hoje que a oposição não é capaz de aumentar o alcance do programa Bolsa Família, como vem prometendo. Segundo ela, isso foi demonstrado na administração de programas sociais de São Paulo.

“Eu disse que é impossível que ele [o candidato da oposição] faça isso [duplicar o Bolsa Família]. Ele tinha três programas sociais em São Paulo no período que foi governador. O Renda Cidadã, que era o principal deles, reduziu-se. Não se ampliou”, disse, durante sabatina do Portal R7.

Segundo ela, o estado de São Paulo tem 1,1 milhão de pessoas que recebem o Bolsa Família, porém esse número deveria alcançar 1,4 milhão. “Nós não conseguimos cadastrar. Eles foram governantes do município e não conseguiram cadastrar 300 mil pessoas.”

Dilma disse que há uma diferença entre dizer e fazer. “Quando eles [a oposição] puderam mais, eles eram governo, fizeram menos. Nós, quando pudemos mais, fizemos mais. E fizemos isso na pior época. Quando a gente fez o [programa] Bolsa Família percebemos que tinha inflação em descontrole, uma dívida com o FMI [Fundo Monetário Internacional] e, além disso, não tínhamos dinheiro para nada.”

Os programas sociais do governo Lula, ressaltou ela, não são um anexo ou plataforma de eleição. Dilma voltou a lamentar as práticas políticas e a falta de propostas da oposição. “Eu espero que não seja uma guerra, espero que seja uma luta democrática”, disse.

Salário mínimo

Dilma assumiu o compromisso de manter a atual política de reajuste do salário mínimo, que já garantiu aos trabalhadores e aposentados aumento real de mais de 70% durante o governo Lula. Segundo ela, a valorização do salário mínimo, a geração recorde de empregos formais e as políticas sociais foram responsáveis pela saída de mais de 24 milhões de brasileiros da linha de pobreza e a ascensão de 31 milhões de pessoas para a classe média.

A candidata do PT elogiou o papel das Forças Armadas no país hoje e disse que em muitos locais são eles que garantem o sentimento de nacionalidade e até são responsáveis pela saúde e a educação de qualidade. Segundo ela, os militares podem cumprir também um papel importante na estratégia e na indústria de defesa.

A petista voltou a afirmar que o aborto deve ser tratado pelo aspecto da saúde pública e que não defende a prática. Segundo ela, o aborto é uma violência contra a mulher e que não conhece nenhuma mulher que defenda o aborto como prática. Segundo ela, nos casos previstos em lei, o Estado tem que garantir um tratamento adequado para as mulheres que precisam passar por esse procedimento. Ela disse novamente que defende que os direitos civis dos casais heterossexuais sejam estendidos para os casais homossexuais.



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AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons

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PressAA

Agência Assaz Atroz

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Aquífero

22/7/2010

Aquífero Alter do Chão tem água suficiente para abastecer população mundial


Uma enorme dimensão física formada por fauna, flora, rios e diversos ecossistemas, componentes fundamentais de manutenção do equilíbrio dinâmico da Terra e de relevância estratégica para toda a humanidade: não é de hoje que a região amazônica atrai olhares do mundo inteiro. A biodiversidade da maior floresta tropical do planeta é tida como uma fonte inestimável de possibilidades econômicas à espera de estudos e descobertas. E é nesse cenário que se localiza o Aquífero Alter do Chão, uma reserva com cerca de 86,4 quatrilhões de litros de água subterrânea, suficiente para abastecer a população mundial em cerca de 100 vezes.
A reportagem é de Jéssica Souza, publicada pelo Jornal Beira Rio Nº 84, UFPA, e reproduzida pelo EcoDebate, 22-07-2010.
É isso mesmo: 86,4 quatrilhões de litros de água potável, localizados em uma formação geológica sob os Estados do Amazonas, Pará e Amapá. Esse número impressionante foi obtido com base em pesquisas realizadas pelo professor André Montenegro Duarte, do Instituto de Tecnologia, da Universidade Federal do Pará, como resultado da sua tese de Doutorado em Geociências, que investigou a potencialidade das águas na Amazônia. A tese, orientada pelo professor Francisco Matos de Abreu, do Instituto de Geociências da UFPA, indicou números preliminares, os quais ainda necessitam de confirmação.
O Grupo de Pesquisa em Recursos Hídricos, integrado por André Montenegro, Francisco Matos e ainda pelos pesquisadores Milton Mata (UFPA), Mário Ribeiro (UFPA) e Itabaraci Nazareno (Universidade Federal do Ceará/UFC), prossegue as investigações, mas necessita de recursos financeiros para confirmar as informações iniciais reunidas com base no cruzamento de dados provenientes da perfuração de poços para a pesquisa petrolífera e poços de extração de água construídos em Santarém, Manaus e outras localidades.
“Os poços da pesquisa de petróleo perfurados pela Petrobras, por exemplo, foram fontes importantes de informação, porque, sendo bastante profundos, fornecem indicações sobre a espessura dos aquíferos. Já com os poços para abastecimento, chegamos a parâmetros hidrogeológicos fundamentais para se ter ideia do volume e da produtividade de água do Alter do Chão”, explica o orientador da pesquisa, professor Francisco Matos. Cerca de 40% do abastecimento de água de Manaus é originário do aquífero Alter do Chão, como também é o caso de Santarém e de outras cidades situadas sobre a Bacia Sedimentar Amazônica.
Protegida da contaminação
O aquífero é um tipo de formação geológica capaz de armazenar e liberar a água. Há outras unidades que podem armazenar, mas não permitem que a água que está dentro delas seja utilizada. Para fazer uma analogia, o aquífero seria como uma esponja, como as que servem para lavar louças em casa. A esponja fica cheia d’água, mas se ela for movimentada ou pressionada, a substância é liberada.
O nome Alter do Chão se dá em referência a uma das mais belas praias do País, situada na região de Santarém. Segundo Francisco Matos, a existência desse aquífero já é conhecida na literatura da área desde a década de 50. “Ainda não temos uma avaliação exata sobre a sua real extensão e a quantidade de água que contém. A novidade da pesquisa de André Montenegro é, justamente, o valor apontado de 86,4 quatrilhões de litros de água, que é, realmente, uma coisa fabulosa em termos de reserva”, ressalta o professor Francisco Matos.
As águas subterrâneas representam a maioria das águas no mundo. “Se você pensar, por exemplo, no caso da Amazônia, as águas visíveis, ou seja, as contidas nos rios, lagos, chuvas, representam 16% do total existente, enquanto 84% correspondem à água subterrânea”, explica o professor. Isso quer dizer que os aquíferos são grandes depósitos de água de qualidade, pois as águas subterrâneas são muito mais protegidas do que as águas superficiais, uma vez que estão menos sujeitas a processos externos de contaminação.
É assim que os aquíferos da Amazônia, na relação que estabelecem com as outras formas de ocorrência de água, dentro do chamado ciclo hidrológico, agregam grande valor ambiental, econômico e estratégico. Além do Alter do Chão, outro aquífero importante na região é o denominado Pirabas, situado em profundidades entre 100 e 120 metros. Ele oferece água de excelente qualidade na Região Metropolitana de Belém e é responsável por, aproximadamente, 20% do abastecimento público.
No Brasil, há outros aquíferos importantes, como é o caso do Guarani, considerado o maior aquífero nacional e com grande valor estratégico, pois está em uma região com grande demanda de água, abrangendo os Estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, estendendo-se à Argentina, ao Paraguai e ao Uruguai. No Nordeste, estão os aquíferos Urucuia (BA), Serra Grande(PI) e Cabeças (MA).
Valor estratégico da reserva
Extrapolando o contexto amazônico e analisando o contexto mundial, a água é um recurso que, em grande parte do planeta, está se tornando escasso. Do total de água existente no mundo, 97,5% são de águas que se encontram nos oceanos, ou seja, água salgada, restando apenas 2,5% de água doce, dos quais, 1,75% se encontra em calotas e geleiras polares. Sobra, portanto, tão somente 0,75% que ainda precisa ser repartido entre cerca de seis bilhões de pessoas (total de habitantes da Terra).
Em se tratando dessa escassez, o pesquisador da UFPA André Montenegro Duarte, com base nas pesquisas realizadas acerca do aquífero Alter do Chão, propõe um conceito que visa a preservação das águas mundiais denominado valor do “não uso”. Esse conceito surgiu há, mais ou menos, 60 anos, mas ainda é muito pouco difundido, tanto no meio econômico como na sociedade em geral. A definição parte do princípio de que os recursos naturais têm um valor de uso, direto ou indireto, como é o caso da água e, o de “não uso”, que é o valor de existência desse bem.
Isso quer dizer que o recurso ganha valor e importância pelo simples fato de ser mantido na natureza. “Para citar um exemplo, pensemos no Rio Amazonas, cuja extensão é imensa. Além dos recursos em fauna e flora que nele podemos encontrar ou mesmo da própria água que contém, o Rio tem um imenso potencial de transporte. Esses aspectos lhe conferem valor econômico. E justamente devido à riqueza que oferece, o Rio Amazonas também tem valor só por existir”, explica André Montenegro. No caso do aquífero Alter do Chão, as dimensões impressionantes que possui permitem que seja utilizado de forma sustentável como recurso econômico e, ao mesmo tempo, como reserva estratégica.
Em outras palavras, o conceito do “não uso” gira em torno da consciência da sociedade de que o recurso natural pode ter uma grande valia por ser preservado. E complementa o pesquisador: “o mundo, e a Amazônia de um modo especial, não pode ser visto apenas como um local do qual se retira o que se precisa ou o que pode gerar lucro, uma vez que é um sistema muito suscetível a danos. É grandioso, mas muito frágil. Nós temos tanta abundância de recursos naturais que o ‘não uso’ deles pode possibilitar uma agregação de valor e uma lógica econômica que privilegie um desenvolvimento mais justo e igualitário”. A UFPA tem trabalhado para gerar essa consciência.
(Inst. Humanitas Unisinos)

Índios

A ORIGEM DA MEDICINA
UMA HISTÓRIA CHEROKEE
Ao muito tempo, animais e pessoas viviam juntos
pacificamente e conversando uns com os outros.
Mas quando a humanidade começou a se multiplicar rapidamente,
Os animais foram mandados para florestas e desertos.

O homem começou a destruir os animais para pegar suas peles
e carnes, não só para a alimentação necessária.
Os animais ficaram irritados com esse tratamento por seus ex -
amigos, e resolveram que deviam punir a humanidade.

A tribo urso se reuniu em conselho, presididos pelo
Velho Urso Branco, seu chefe.
Depois que vários ursos tinha falado contra a humanidade por suas
formas sanguinárias, a guerra foi acordada.
Mas que tipo de armas devem utilizar os ursos?

Velho chefe Urso Branco sugeriu que a arma do homem,
o arco e a flecha, devia ser voltada contra ele.
Todo o Conselho concordou. Embora os ursos trabalhassem as
flechas, elas se perguntaram o que fazer com
arcos. Um dos ursos se sacrificou para fornecer
as cordas, enquanto os outros procuraram por arcos de boa madeira.

Quando o primeiro arco foi concluído e aprovado, as garras do urso
não podiam liberar as cordas para disparar a flecha.
Um urso se ofereceu para cortar as unhas, mas velho chefe Urso Branco
não permitir que ele fizasse isso, porque, sem as garras
ele não poderia subir em árvores para a alimentação e a segurança.
Ele poderia morrer de fome.

A tribo dos cervos reuniu seu conselho liderado por
Chefe Pequeno Gamo. Eles decidiram que os índios caçadores,
que mataram veados sem pedir perdão de forma adequada,
deviam ser atingidos com reumatismo doloroso em suas articulações.

Após esta decisão, Chefe Pequeno Gamo enviou um mensageiro para
seus vizinhos mais próximos, os índios Cherokee.

"De agora em diante, o seu primeiro caçador deve oferecer uma oração ao
veado antes de matá-lo ", disse o mensageiro.
"Você deve pedir-lhe perdão, dizendo que você é forçado apenas pela
fome e a necessidade de sua tribo para matar o veado. De outra maneira,
uma doença terrível virá ao caçador. "

Quando um cervo é morto por um caçador índio, Chefe Pequeno Gamo
irá até o local e perguntará ao espírito do veado morto,
"Você ouviu a oração do caçador de perdão?" ...
A lenda Cherokee da Árvore de Cedro

Por Artes Xamânicas
Há muito tempo atrás, quando o povo Cherokee era novo na terra, eles achavam que a vida seria muito melhor se nunca houvesse nenhuma noite. Eles pediram para o Ouga (criador) que poderia ser dia o tempo todo e que não houvesse escuridão.
O Criador ouviu as suas vozes e fez cessar a noite, sendo dia o tempo todo. Logo, a floresta era densa com o crescimento intenso. Tornou-se difícil a caminhada e encontrar os caminhos. As pessoas trabalhavam nos jardins longas horas tentando manter as ervas daninhas puxado entre as plantas de milho e outros alimentos. Ela ficou quente, muito quente, e continuou dia após dia. As pessoas começaram a ter dificuldade para dormir e se tornaram temperamentais discutindo entre si.

Não passaram muitos dias antes de as pessoas perceberem que tinham cometido um erro e, mais uma vez, eles pediram para o Criador. "Por favor", eles disseram, "nós cometemos um erro em pedir que seja dia o tempo todo. Agora nós achamos que deveria ser a noite o tempo todo." O Criador fez uma pausa neste novo pedido e pensou que talvez o povo poderia estar certo, apesar de todas as coisas serem criadas em pares ... representa para nós dia e noite, vida e morte, bem e mal, os tempos de fartura e os tempos de fome. O Criador amava as pessoas e decidiu fazer a noite o tempo todo como haviam solicitado.

O dia terminou e noite caiu sobre a terra. Logo, as plantações pararam de crescer e tornou-se muito frio. As pessoas passaram grande parte do seu tempo na recolha de madeira para as fogueiras. Eles não podiam ir à caça de carne e, sem cultivo não demorou muito até o povo estar com frio, fraco e com muita fome. Muitas pessoas morreram...
Quem era o Kokopelli?

Por Artes Xamânicas.
Conhecido por alguns como um mago, para outros era um contador de histórias, professor, curador, Malandro, comerciante, ou deus da colheita. Alguns acreditavam mesmo que o Kokopelli era o "original" jornalista.No entanto, foi considerado como um prenúncio da fertilidade, assegurando o sucesso na caça, culturas e concepção humana. Os Anasazi, que foram os primeiros a mencionar o Kokopelli, foram principalmente os agricultores que cultivaram milho, feijão e abóbora no Planalto do Colorado. Eles consideravam o Kokopelli como um símbolo de fertilidade e era sempre bem-vindo durante a época de plantio de milho. A visita de Kokopelli assegurava que uma boa colheita seria fornecida. Segundo a lenda Navajo, Kokopelli era o deus da colheita e da abundância - um deus benigno menor que trouxe chuva em abundância e alimentos para as pessoas. Os Zuni também o consideravam como um Sacerdote da chuva, capaz de fazer chover à vontade.

Outros o consideravam como um sacerdote espiritual com poderes de cura real.Quando as mulheres da tribo Hopi não podiam ter filhos, elas iriam procurá-lo porque ele era capaz de restaurar os seus poderes para engravidar. Segundo a lenda Hopi, Kokopelli passou a maior parte de seu tempo seduzindo as filhas da aldeia, enquanto sua esposa, Kokopelli Mana, correu atrás dos homens! ...



Leia mais em :
http://artesxamanic as.blogspot. com/2006/ 11/origem- da-medicina- uma-historia. html
(Literatura Indígena)

Pensamentando...

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A recém-chegada
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Por Silvio Fernando, de São Paulo


Chegou hesitante, olhando para os lados, assim como quem não quer nada. Não queria admitir, mas estava um pouco assustada. Então aquele era o Céu, o tão aguardado Paraíso a que as pessoas sonhavam chegar após o último suspiro. Não parecia em nada com o que a mãe lhe contara em pequena, ou os padres da região onde morava. De fato, pela brancura e assepsia, lembrava mais um hospital. Da rede particular, felizmente.

Forçando a vista, entre nuvens, divisou um senhor de barbas, num guichê. Foi até lá, pisando o céu com cuidado, temendo cair das nuvens.

- São Pedro?
- Ele está de folga hoje. Estou cobrindo o turno dele. Meu nome é Judas.
- Ah...
- O outro. Não esse que você está pensando.
- Desculpe.

Houve um momento de constrangimento, um silêncio chato entre eles. Por fim, o “em que posso te ajudar?” foi pronunciado. Ela explicou, da melhor maneira que pôde, o que estava fazendo lá. Não era uma tarefa fácil, já que, tirando os suicidas e os neuróticos, ninguém planeja a própria morte. Ainda assim, gaguejando, ela conseguiu colocar os pensamentos no lugar. O homem do guichê a ouvia com uma santa paciência.

- Perfeitamente – disse ele pegando uma ficha de cima do balcão – Preencha aqui, por favor... nome, idade, telefone, antecedentes criminais... Aqui está a caneta. Com licença, estão me invocando. Eu já volto.

De modo servil mas diligente, ela se pôs a preencher a ficha. Quando menos esperava, nem cinco minutos depois, o homem voltou. Disse um “dá licença”, pegou a ficha, conferindo uma a uma as respostas.

- Tudo certo. Mas deixa eu te fazer uma pergunta. Você é virgem?

A moça, antes pálida, corou até a raiz dos cabelos.

- Desculpe, é apenas uma formalidade. Você é virgem?

Rubra como um molho de tomate, ela dirigiu o olhar para a nuvem mais próxima. Ia chover daqui a pouco.

- E então... senhorita?

- Meu nome é B...

Um trovão abafou a primeira metade da frase, o santo só pode ouvir a segunda:

- ... me recuso a responder uma coisa dessas!

Sem se alterar, ele tocou uma sineta:

- Ô, boy!

Apareceu um rapaz loiro de cabelo cacheado e algumas espinhas na cara. Alado. “Gabriel” a recém-chegada leu em seu crachá.

- Leve a moça até o departamento médico para um exame admissional, – e para ela –, não se preocupe, o doutor Lucas é um profissional de extrema competência.

Dito isto, o homem, sempre cofiando a barba, se foi novamente. E agora? Será que fizera mal em não responder a pergunta? Será que o exame era sério mesmo? Mas o homem parecia tão calmo... não parecia ser do tipo que iria sabotá-la apenas por birra.

- Vamlá? - Interrompeu o anjo impaciente.

Foram. Sempre acompanhando o anjo, ela se deparou com um coral misto, com pessoas de todas as idades que cantavam Glória nas Alturas. James Brown era o regente do coro. Estranho. Definitivamente o Céu não era mais o mesmo.

- Nossa... quanta gente!
- Estamos lotados. Houve uma queda de avião hoje.

Após uma meia hora (o céu não é tão grande como se pensa) eles chegaram ao consultório médico. Com a vergonha própria dos pudicos, Gabriel contou o que estava acontecendo. Teve a impressão de que o rosto meigo e claro da moça transformava-se numa brasa viva. Não gostava disso, mas era preciso tomar certos cuidados com quem acabava de morrer e cismava de pedir visto para os Campos Celestes. O Cardeal Richelieu não havia entrado e enganado todo mundo? Desde então, o processo se tornara mais rígido, e as entrevistas, seletivas. Já falavam até em terceirizar os serviços... Seja como for, aquela pobre moça não deveria passar por tudo aquilo, mas...

Sempre olhando para baixo, a moça entrou no consultório. Do lado de fora, Gabriel ouviu o barulho inconfundível dos aparelhos médicos funcionando. Depois silêncio. Gabriel já ia bater na porta quando o médico abriu.

- Chame o Judas aqui.

# # # # # #

Na presença de seu superior o médico foi categórico:

- Tirei todas as chapas. Não uma, nem duas vezes; mas quatro vezes. Quatro. E ainda não sei bem o que aconteceu.
- Se o senhor não sabe eu...
- Veja você mesmo – e estendeu a chapa de imagem mais nítida ao superior.

O outro a devolveu com um ponto de interrogação:

– Mas e então? O que fazemos?
- Há alguma coisa de errado com ela. Com toda minha experiência jamais vi um caso estranho. Veja só... a membrana do hímen permanece, mas existem sete furos, sete furinhos microscópicos, que o atravessam rumo a... rumo à... à cavidade.
- E agora, Lucas o que eu faço com ela?
- Por que não a encostamos no Purgatório até Deus chegar?
- Não. De jeito nenhum! Da última vez em que Ele descansou você viu o que aprontaram. Quando Ele voltar das férias este lugar tem que estar um brinco. Sem pepino nenhum. Não quero ser transferido pro Inferno. Depois, não ia adiantar. O purgatório já está cheio. O avião transportava uma convenção de advogados. Enfim, Lucas, me responda: ela é virgem ou não é?

O médico encerrou a discussão com um gesto “de quem sabe?” O homem ainda olhou mais uma vez as chapas, desconsolado. Depois suspirando “Seja o que Ele quiser” saiu em direção ao corredor.

- Pronto, minha filha. Tudo em ordem. Desculpe a demora... a máquina enguiçou. Sabe como é... falta de verba. Mas que susto você levou, hein?

A palidez tradicional voltou ao semblante da moça. Pela primeira vez desde que pisara ali, ela estava sorrindo. E era um sorriso lindo de se ver.

O santo fez sinal para que ela o acompanhasse.

- Tome, aqui está outra fichinha. Basta colocar o seu nome e dizer oi para a vida eterna.

Vagarosamente ela preencheu, numa bonita caligrafia, as letras do seu nome. Em seguida, puxando sempre o vestidinho amarelo, ela se despediu do homem e adentrou o corredor iluminado ao som das trombetas e clarins. Ele pegou a ficha, abriu o arquivo e depositou com todo o carinho – mas não sem certa apreensão – a inscrição de Branca de Neve.

17/7/2010

Fonte: ViaPolítica/O autor

Silvio Fernando é jornalista e psicólogo formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo. Formou-se também em roteiro e dramaturgia pelo Núcleo do Teatro de Arena paulista. Entre outros veículos, foi colunista e crítico de cinema do site Bibliaworldnet, repórter da rádio baiana Brasil FM e atualmente é redator e roteirista das rádios Terra AM e Musical FM. No teatro, integrou as companhias Quarteto em Rir Maior e Os Terroristas do Riso. Escreveu e dirigiu peças de cunho educativo encenadas por populações em desvantagem social e jovens em situação de risco.

E-mail: sfernandor@hotmail.com

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Querem novas “celebridades” vindas do lixo eletrônico mixadas a Hollywood. Uma intoxicação de burrice. Qualquer idiota com cara de Barbie pode virar atriz na zona televisiva. O contrário está em Jean-Luc Godard, aos 80 anos, mais vivo e resistente do que nunca.

“Só nos descobrimos abutres/ quando estamos bem próximos/ de nós mesmos.”
J.P Ribeiro

Para Mario Alves Coutinho

Jean-Luc Godard
O que mata não é a velhice propriamente dita, mas o enterro em vida do humano, dos sonhos e do saber. Do outro lado, essa divindade idiota dos que acham que nunca vão envelhecer e morrer. Que se creem deuses da política e das novelinhas. Pior ainda, vão ou já estão na decrepitude sem terem feito nada de substancial para o ensinamento da felicidade. E sequer sabem que sempre foram velhos e idiotas. Nos permitimos achar que no vazio das “divindades” apodrece-se pior, pois não se tem nada para defender ou reconstruir como referência, afeto ou trabalho. Faltaram-lhes sonhos, poesia e beleza. Não à toa estão mortos e apodrecendo na política e na TV.

Talvez aí já seja uma leitura do atestado de óbito desta porca civilização da truculência, da Coca-Cola com pipoca, da fome e da bomba que, no fim, desaparecerá em circunstâncias banais sem significação profunda alguma. A civilização aos poucos vai assumindo e vivendo o seu suicídio entorpecedor. Uma espécie de câncer do olhar o nada: a BBB “Grazi pintou os cabelos de um tom castanho para ser a vilã Deodora de “Bom Dia, Frankestein”. O diretor geral da novela, José Luiz Villamarim, diz que se inspirou em “Kill Bill” para o visual dela.” (Em “Controle Remoto”, O Globo, de 17/10/2009). Duro de roer!

Querem novas “celebridades” vindas do lixo eletrônico mixadas a Hollywood. Uma intoxicação de burrice. Qualquer idiota com cara de Barbie e boa de bunda pode virar atriz na zona televisiva. É preciso que se reconsuma a própria m... como encenação do fascismo, como afirmação da produção e do consumo, nunca do saber e do humano. Como bem afirmava Artaud: “O corpo nunca tocou no corpo, a não ser através do ódio e não do amor.” Pois o verdadeiro desejo exacerba uma superação, tanto de Deus como do Diabo.

“Aquilo que os homens têm mais dificuldade em compreender (segundo Nietzsche), desde os tempos mais remotos até o presente, é a sua ignorância acerca deles mesmos!” Ora, envelhecer é parte de um processo destituído de sonhos, pois para frente teme-se só a morte. Só a arte não envelhece, porque está sempre recomeçando do zero. Celebrá-la de algum modo é não envelhecer, pois permite compartilhar de um longo aprendizado imunizado contra os malefícios do que a nocividade da TV julga ser a comunicação. Já a arte é um canto de poesia e liberdade. Fundamentalmente de linguagem, em seu imenso poder de perpetuar o saber, a memória e a revolução em benefício da coletividade.

Prénom Carmen, por Marushka Detmers
Sem nenhum tipo de recalque, sempre sonhamos com o fim da burocracia que prospera no universo do cinema. Caducos e decrépitos burocratas reinando entre leis, safadezas e papelotes malhados. E claro, ancorados no poder. Isso já é a morte em vida de seres enfermos e apodrecidos, oportunistas vagabundeando e sangrando o processo criativo. E ninguém se atreve a enfrentar essa decrepitude do Estado cônscio do seu fascismo. Estado impregnado de horrores com os fantasmas deixados pela ditadura. Ditadura que ainda desfruta de um certo bem-estar. Apodreceu, mas segue sendo alimentada pela política favorável, ou mesmo contra.

Ora, como admitir o fim do fascismo na velha Europa, com a direita conservadora ganhando em todos os espaços? Como, aqui, dissociá-lo de nossos muitos burocratas de plantão? Recém nascidos da nossa ditadura, estão incumbidos de prestar serviço e obediência às distribuidoras estrangeiras, às redes de televisão e aos exibidores. Usam suas forças para isso. E o cinema também se reduz a isso: lixo!

De certa forma, Prénom Carmen (Jean-Luc Godard, 1983) dialoga com os nossos demônios, e vai além nos deslumbrando com o caráter sagrado do lado sublime de uma jovem Carmen, lindíssima e sedutora. Uma personagem meio criança, mas múltipla de riquezas na imensidão de sua juventude. Claro que tem de ser desejada pelo tio cineasta enfermo, ou talvez saudável demais, num asilo a pensar um novo filme. Talvez o processo de criação hoje passe mais pelas dúvidas que pelas certezas de “filmes” televisivos como Chico Xavier, Segurança Nacional ou os Tropas das Elites, que estão chegando para estabelecer não opções, mas hierarquias militarizadas a serem aceitas como única opção possível da “verdade”. Ou seja, lixo como exaltação do dinheiro pelo dinheiro e da prostituição das ideias.

Godard, aos 80 anos, segue mais vivo que todos esses “jovens” televisivos vindos da escolinha do fascismo. A velhice para Godard não significa o fim ou o medo, e sim sua surpreendente vitalidade criativa. Fazendo de seu Carmen uma autópsia bem humorada não da velhice, mas do fascismo de bancos, empresas e religiões. No seu genial filme, ele ridiculariza o que gira em volta do cinema: a loucura! Jean-Luc já a havia mostrado em O Desprezo, e no ousadíssimo Paixão. Pelo amor de Deus, não confundir com o deus dará televisivo de “Passione”, que isenta de responsabilidade e profundidade objetiva, nos converte à decrepitude de um ancião ressentido com o cinema. Não à toa acabou o autor na TV a defender seus papagaios ineficazes a algum tipo de saber. Já o li falando que na sua videoteca não tinha nenhum Bergman, Godard ou Antonioni. Possivelmente seu processo “evolutivo” passa ou é alimentado pela m... Claro que tem de escrever novelinhas para a TV.

Já Godard se recusa a declinar e continua sem ressentimento contra os que chegam raivosos, ainda obscurecidos pela má formação familiar, religiosa e escolar. Em seu fortíssimo Prénom Carmen interpreta o seu próprio personagem, compartilha do desejo pela linda sobrinha envolvida em paixões e assaltos, além da inútil representação aristocrática de bancos, jantares, luxo e ciúmes. Sem dúvida é um dos mais belos trabalhos de Godard, que lembra os versos de Sófocles em Os Persas: “Quando se é velho, extingue-se a razão, a ação se torna inútil e vão cuidados nos ocupam.” O corpo envelhecido deixa de ser nosso para ser usado por médicos-vampiros, multinacionais, asilos e hospitais. Se queixar a quem? Quão penoso é o fim dos desejos proibidos.

Lá no passado, no velho Egito, 2500 anos antes de Cristo, o filósofo e poeta Ptah-hotep já afirmava: “Quão penoso é o fim de um ancião! Vai dia a dia enfraquecendo: a vista baixa, as orelhas se tornam surdas; a força declina; o corpo não encontra repouso, a boca se torna silenciosa e já não fala. Suas faculdades intelectuais se reduzem e torna-se impossível recordar hoje o que foi ontem. Doem-lhe todos os ossos. As ocupações a que outrora se entregava com prazer só as realiza agora com dificuldade, e desaparece o sentido do gosto. A velhice é a pior desgraça que pode acometer um homem. O nariz se obstrui e nada mais pode cheirar.”

Tudo isso para dizer que Prénom Carmen é um diálogo vivo e criativo com Humberto D, Viver, Morangos Silvestres, Os Dias Estão Contados, O Leopardo, Violência e Paixão e Recordações da Casa Amarela. Todos carregados de força, inventividade e referência rejuvenescedoras para o cinema e o lado humano da vida. Filmes sobre a velhice não como produto para este nosso mercado decrépito e devastador, mas para a fantasia do belo assimilado pelo saber e pelo humano. E se o nosso real tesouro é a vida, devemos levar nossa existência sem mágoas no caminho da luz. Luz a projetar imagens além da velhice, subjugadas pelas dores, doenças e que, de certo modo, vão nos reduzindo ao nada que é a morte. Godard felizmente ainda é um cineasta que não presta a mínima obediência à realeza e à aristocracia, ainda que decadente, dominante de Hollywood.

Godard afasta-se da ideia da morte tanto quanto possível, pois mantém sua crença na imortalidade da criação. Norbert Elias diz que: “A morte é um problema dos vivos, pois os mortos não têm problemas”. Mas para permanecer jovem, aos seus 80 anos, segue confrontando tanto a alienação como o capitalismo burocratizado, aqui deixado pela ditadura que burrificou e atrasou o país. Transcende de maneiras diversas a desumanização da comunicação armazenando e esculpindo saberes e poesia numa reinteriorização permanente de liberdade, para melhor avançar com o seu cinema, transformando-o em filosofia, pintura, poesia, música... Queiram ou não, faz um cinema em contraposição ao de Hollywood, que todos tentam imitar para justificarem a santidade de suas ignorâncias e gratuidades televisivas. Na realidade faz-se bem mais televisão do que cinema. No seu tempo (o nosso tempo), Godard fez com o cinema o que Brecht fez com o teatro: desdramatizou-o para melhor exprimir não lampejos de um saber duvidoso, mas sim um arcabouço de revolta.

Um assalto, um ensaio musical, um filme, um outro filme dentro do filme é o que estamos assistindo. Uma realidade e muitos instantes. Por ser um filme de Godard, possui muita identidade. Como aquilo que podemos definir como felicidade, um instante fora da ordem! E este filme genial é mais do que um sintagma. E por que ordená-lo? O que o filme não responde para ir além, multiplicando respostas com situações, textos, intertextos, subtextos... É a escrita imagética de Godard na superação do que a sua inventividade alcança no encontro do humano. Este ser que inventamos e que, desde então, ficou sem lugar e que pelo desejo e perda de sua identidade nesse turbilhão humano dominado pelos meios de produção,o que vai reprimindo, sucumbindo e exterminando a invenção. Vitória do grupo que animaliza pela seleção, o individualismo e o agrupamento sem identidade, no seguimento da lei e da ordem, simetrias assimétricas que consomem vidas como as inutilidades dos produtos.

Mas Godard é o cineasta da ação que anula o tempo e do antiformalismo. Obedece a um único princípio, o que define o homem em sua incontida aventura de viver: a aventura da criação e do desejo! É quando Carmen revela a que veio, o seu prénom de incontidos desejos, que definem instantes de beleza! Tudo começa quando Carmen, no início do filme, nos diz:

- Sinto ondas de desejo ao planejar algo!

E, ao revelar este princípio que rege o ser humano, o desejo, revela ainda que não deveria se chamar Carmen. Este início é puro Godard, e o começo de um fim imprevisível de mais uma obra prima. Um trabalho de ideias que desenvolvem conceitos de princípio, meio e fim; ou sem eles. Porque o mundo de Godard é o da poesia em forma de filosofia e de um pensar político num espaço sem tempo, sem lei e sem ordem como pecados. Ele estabelece o mundo e o espaço de Prénom Carmen em forma de Godard. Que, aliás, é também um grande personagem neste filme.

Nos filmes de Godard parece haver uma busca de que alguma coisa pode dar certo! E neste sentido até caberia algum paralelo com o atual e delicado filme de Woody Allen, Tudo Pode Dar Certo, porque, nos dois filmes, assistimos a princípios de linguagem e de muitos conhecimentos nessa mesma busca pela união de literatura e cinema, neste escrever com a câmera dos dois cineastas. O narrador/personagem do filme de Allen guarda muito do personagem Godard, em Prénom Carmen. Acima de tudo, conhecimento e um certo rompimento com a banalização que tomou conta do cinema, via Hollywood e a TV. Com os dois cineastas que não temem a demonização e que, com seus filmes, exorcizam-na. Revelam, por outro lado, que estamos afundados num mundo do horror, sem capacidade de reação, até mesmo para o prazer, conformados com políticos e carismáticos de terceira classe.

Prénom Carmen, filme que nos faz refletir hoje, como nunca, sobre as relações com a sociedade, nossas relações com a multidão, com suas lideranças carismáticas políticas e religiosas e com as instituições burocráticas, onde uma desgraçada força niveladora da Democracia e de “todos” impõe um único padrão: de idiotice, estupidez e perplexidade em uma ordem complacente e perigosa. A de precedência de todas as crises: econômicas, políticas, sociais e fascistas! Os exemplos são infindáveis na esquerda e na direita de um mesmo objetivo: chegar ao poder para nada mudar. Nem mesmo de lugar!

Será a humanidade, de uma razão utilitária sem sentido, será esta nossa criação? Com o poder sempre de direita ou da esquerda que responde: “ficha limpa” só interessa à sociedade, a nós não! E assim vamos fazendo política com a sujeira do poder! Nos filmes de Godard, como neste seu Prénom Carmen, o tempo é uma ficção. E temos que inventá-lo todo o tempo, para que os espaços não percam a poesia e não cedam lugar à lógica utilitária invasora até da metafísica. Jean-Luc Godard em cada filme se inova e realiza, para a grandeza do próprio cinema, um modelo de produção diferente e possível, fugindo do controle, sem deixar a história do cinema morrer e longe da história que Hollywood conta.

O cinema não é a democracia racional utilitária que, na Espanha, acaba de ser pontual pelas forças criminosas da história: Opus Dei e outras representações do capital, ao impedirem o som universal de liberdade na voz e saber do juiz Baltasar Garzón pela Espanha do passado e do presente, e que tem na voz de Godard e no corte radical de seus filmes, também um clamor universal, como força da arte.

Ninguém pode calar. E nisso Godard parece ouvir Marx, que fala alguma coisa parecida em um de seus textos. Precisamente numa introdução, ao ainda inédito entre nós, Grundrisse, ao enaltecer o valor da arte justamente pelas suas infindáveis formas de produção, diferentes das do controle que o capitalismo estabeleceu como banalização e utilitarismo. Onde o ser humano poderá ser sempre contemplado com algo novo e em forma de utopia. Quando a realidade estiver ou se encontrar como a nossa: banalizada e tão excludente. E nos levando ao êxtase, à sublimação e à perda da identidade pelo culto assustador à Barbárie!

17/7/2010

Fonte: ViaPolítica/Os autores

Mais sobre Luiz Rosemberg Filho

rosemba1@gmail.com

Veja, em ViaPolítica, o curta metragem “Sem Título”, de Luiz Rosemberg Filho

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sexta-feira, 23 de julho de 2010

URGENTE! Pedido de luta da Frente de Resistencia Hondurenha - Coordenador Geral Manuel Zelaya

URGENTE! Pedido de luta da Frente de Resistencia Hondurenha -

Companheiros, camaradas ,

Solicito especial atenção a solicitação nos enviada por resistentes de Honduras. Corroboro com o pedido e diante deste documento de resgate de vários fatos, pode ser retirado deste apanhado:
http://juntosomos-fortes.blogspot.com/2010/06/honduras-um-ano-de-massacres-torturas.html
Questiono a credibilidade de qualquer governo, gestor, embaixador no mundo, que se manifeste com palavras ou voto pelo GOVERNO GOLPISTA E DITADOR de Honduras hoje.

A luta, companheiros: Pelo direito a Verdade e a Liberdade de NUESTROS HERMANOS


A TODAS LAS ORGANIZACIONES Y PERSONAS PARTICULARES PERTENECIENTES AL FNRP, SE LES INFORMA QUE ES DE URGENTE NECESIDAD ENVIAR NOTAS DE SOLICITUDES A
LAS DIFERENTES DELEGACIONES DE PAÍSES QUE CONFORMAN LA OEA A FIN DE
MANIFESTARLES
NUESTRA POSICIÓN DE QUE NO EXISTA UN RECONOCIMIENTO INCONDICIONAL EN LA OEA ESTE 30 DE JULIO, DE LO CONTRARIO LA SITUACIÓN EN EL PAÍS SE VOLVERÁ MAS COMPLICADA EN VIRTUD DE QUE EL
GOLPE POR FIN HABRÁ SIDO CONSUMADO CON AYUDA DE LOS ESTADOS
UNIDOS.



Para COLABORAR basta encaminhar este post aos destinatários abaixo , escrevendo DE ACORDO COM A Frente de Resistencia de Honduras

PUEDEN ESCRIBIR A ESTAS DIRECCIONES ELECTRÓNICAS



foreigna@sisterisles.kn,minister.foreignaffairs@mail.gov.vc ,
hmfaft@cwjamaica.com,hpmgolding@omp.gov.jm, rbousquet@gosl.gov.lc,
dg@mae.gouv.ht , mimfor@guyana.net.gy,foreignaffairs@gov.gd,
belizemfa@btl.net,belizemfa@btl.net,Barbados@foreign.gov.bb,
brenstymonette@bahamas.gov.bs,foreignaffairs@ab.gov.ag,bendmg@hotmail.com,
minrel.@minrel.cl,casacivil@planalto.gov.br,aireveliz2@yahoo.es,
missionvene@venezuela-oas.org ,uruoea@erols.com,info@ttembwash.com,
esuriname@covad.net,mail@embsvg.com,peru@oas.org,paraguay@oas.org , paraguayoea@comcast.net,
panama@oas.org,nicaragua@oas.org,mexico.oea@sre.gob.mx ,
galbin@sre.gob.mx,jamaica@oas.org; jamaicaoas@earthlink.net,haiti@oas.org,
guyanaembassydc@verizon.net,oea@minex.gob.gt; guatemala@oas.org,grenada.oas@gmail.com,moea@rree.gob.sv,
republicadominicana@oas.org,embdomdc@aol.com,costa-rica@oas.org,colombia@oas.org,mail@minrel.gov.cl,prmoas@international.gc.ca,
Terezay@delbrasupa.org,Missiondebolivia@gmail.com / boliviaoas@oas.org,belize@oas.org,barbados@oas.org,argentin@oas.org,
embantbar@aol.com,Oeawashington@mmrree.gov.ec,stevensonad@state.gov,
stevensonad@state.gov, oeawashington@mmrree.gov.ec, embantbar@aol.com, argentin@oas.org, barbados@oas.org, belize@oas.org, Missiondebolivia@gmail.com, boliviaoas@oas.org, terezay@delbrasupa.org, prmoas@international.gc.ca, mail@minrel.gov.cl, colombia@oas.org, costa-rica@oas.org, embdomdc@aol.com, republicadominicana@oas.org, moea@rree.gob.sv, grenada.oas@gmail.com, oea@minex.gob.gt; guatemala@oas.org, guyanaembassydc@verizon.net, haiti@oas.org, jamaica@oas.org; jamaicaoas@earthlink.net, mexico.oea@sre.gob.mx, galbin@sre.gob.mx, nicaragua@oas.org, panama@oas.org, paraguay@oas.org, paraguayoea@comcast.net, peru@oas.org, mail@embsvg.com, esuriname@covad.net, info@ttembwash.com, uruoea@erols.com, missionvene@venezuela-oas.org








Posicionamiento da FRENTE DE RESISTENCIA HONDURENHA


Ante las acciones ejecutadas y pendientes aún por la Comisión de la OEA creada para dar seguimiento al "Caso Honduras", por petición del Departamento de Estado de los Estados Unidos ante la Asamblea
General en su reunión de Lima, Perú a comienzos del mes de junio pasado, el
Frente Nacional de Resistencia Popular
(FNRP) fija su posición en los siguientes
términos:

1. El FNRP NO ha reconocido el régimen de facto de Porfirio Lobo Sosa en concordancia con los hechos graves que persisten desde el 28 de junio de 2009, y ante su propio testimonio de llamar golpe al golpe en
comparecencia pública realizada en Madrid, en la última cumbre Europa – América
Latina.

2. Tomando aquella declaración en su total contexto, la tarea principal de la Comisión de la OEA, antes de hacer cualquier recomendación de apresurado reconocimiento legal del Estado Hondureño, es acompañar el desmontaje de la
estructura golpista que obstaculiza la lucha democrática del pueblo, crear las
condiciones suficientes para el retorno de Manuel Zelaya
Rosales y las personas expatriadas tras el golpe de Estado y,
también, acompañar el proceso hacia la instalación de la Asamblea Nacional
Constituyente que defina un nuevo Pacto Político en Honduras.

3. El 28 de Junio de 2009 el orden constitucional y democrático del país fue roto por una conspiración civil - militar, que violentó totalmente la jurisprudencia nacional y las normas del derecho internacional,
como consta en las resoluciones de la Asamblea General de la OEA y de la ONU,
que exigieron la reinstalación inmediata e incondicional del régimen
democrático. Estas resoluciones no fueron revertidas por los Estados parte pero
tampoco cumplidas por el régimen de facto que asumió el poder en
Honduras.

4. Los derechos humanos fueron violados en forma sistemática a partir de la expatriación violenta del Presidente Constitucional de la Republica, José Manuel
Zelaya Rosales, quien todavía a esta fecha no goza de condiciones mínimas
de seguridad personal, jurídica y política para retornar a Honduras desde su
exilio forzado en República Dominicana; del mismo modo, cerca de 200 hombres y
mujeres no pueden hacer lo mismo por la persistencia de las condiciones de
amenaza, persecución e intimidación en su contra, que impiden un retorno
incondicional y seguro.

5. El régimen de Porfirio Lobo Sosa, resultante de un proceso ilegal e ilegitimo, de elecciones generales militarizadas, sin libertad de expresión para la oposición, sin observación internacional calificada de la OEA,
ONU y UE, únicamente con supervisión de individuos y asociaciones regionales
implicadas en la conspiración local, con claras motivaciones políticas e
ideológicas para producirle legitimación al Golpe de Estado, ha burlado la buena
fe de los países del mundo y de los organismos
multilaterales.

6. Fue un grave crimen político haber impuesto elecciones en las condiciones descritas y más grave todavía es mantener la estructura golpista en la Corte Suprema de Justicia, Fiscalía del Estado y el propio Poder
Legislativo.

7. El Señor Porfirio Lobo Sosa en su condición de presidente de facto ha reconocido que en Honduras hubo un golpe de Estado el 28 de junio 2009 y, en consecuencia, admite que las elecciones del 29 de noviembre de 2009
no procedían, que su situación presidencial es de hecho y lo que es conducente,
entonces, es una Asamblea Nacional Constituyente para refundar de forma pacífica
la institucionalidad del país.

8. No haber actuado en coherencia agravó más la situación política, económica y social hasta nuestros días, pues no fueron relegados del gobierno los militares corresponsables del rompimiento institucional, más bien
el régimen continuador del golpe les amplió sus poderes instalando a los jefes
de la Junta de Comandantes en la Dirección General de Aeronáutica Civil,
Dirección de Marina Mercante, Dirección General de Migración y Extranjería,
Instituto de Mercadeo Agrícola y Empresa Hondureña de Telecomunicaciones,
garantizando con ello la impunidad en crímenes de lesa humanidad y violaciones
graves de derechos humanos.

9. El carácter sistemático de las violaciones de los derechos humanos desde junio 2009 hasta la fecha está documentado ampliamente por el Comité de Familiares de Detenidos –
Desaparecidos en Honduras (COFADEH), otras organizaciones de la
Plataforma de Organizaciones de Derechos Humanos, la Comisión Interamericana de
Derechos Humanos (CIDH), grupos especializados de trabajo de la ONU y
organizaciones internacionales europeas y de América. Persisten las prácticas de
eliminación física selectiva, detenciones arbitrarias, vigilancia y seguimiento,
intimidación y amenazas contra integrantes del FNRP.

10. En este contexto, la estructura de facto que conduce el país pretende imponer la unidad nacional y la reconciliación con personas de todos los partidos que participaron en apoyo al golpe de Estado en
el proceso
electoral y, por ejemplo, el portavoz de Porfirio Lobo Sosa ante la
Comisión de la OEA es el señor Arturo Corrales Álvarez, quien es uno de los
principales promotores del Golpe de Estado y sirvió, al mismo tiempo, como
emisario y representante del régimen espurio de Micheletti.

11. La Comisión oficial de la Verdad integrada para el esclarecimiento de los hechos ocurridos antes, durante y después del 28 de junio de 2009 NO es reconocida por el FNRP, porque tampoco fue reconocido el Acuerdo
San José – Tegucigalpa del que pretenden derivarla. La única que el Frente
reconoce es la Comisión de Verdad, constituida por la Plataforma de
Organizaciones de Derechos Humanos, para dar voz a las víctimas del golpe de
Estado.

12. La Corte Suprema de Justicia golpista, no conforme con el zarpazo a la democracia en nuestro país, despidió arbitraria e ilegalmente a magistrados y jueces por el solo hecho de manifestar su oposición a las
actuaciones irregulares, manipulaciones, y malas acciones de los mismos
magistrados que emitieron orden de captura contra el presidente constitucional a
la 1:00 a.m. del 28 de Junio.

En consecuencia, expresamos lo siguiente:

a) Exigimos a la Comisión de la OEA que admita el presente posicionamiento y que antes de emitir juicios sobre la situación en Honduras y hacer recomendaciones a la Asamblea General, escuche a todos los actores
relevantes para su investigación, entre ellos el Frente Nacional de Resistencia
Popular, con el fin de que existan todos los elementos de juicio sobre este
crimen del golpe de Estado y que los asesinatos no queden impunes.

b) Nos oponemos por principios éticos y políticos al reconocimiento del régimen de facto de Porfirio Lobo Sosa para su reincorporación a la Asamblea General como lo exige el Departamento de Estado de
Estados Unidos,
que es promotor del golpe de Estado, por persistir todos los hechos condenables
referidos en este posicionamiento y, además, por permitir este régimen la
instalación de dos nuevas bases militares estadounidenses en nuestro territorio
para lanzar su estrategia geopolítica imperialista contra países de la
región.

c) Demandamos que la Organización de Estados Americanos, en el espíritu de su Carta Democrática y los fundamentos que la llevaron a suspender a Honduras de su seno el 4 de julio de
2009, exija como condición previa el pleno cumplimiento de la resolución que
manda la restauración de la democracia en el país y evite tomar resolución sobre
Honduras bajo presión de las mismas fuerzas que planificaron, ejecutaron y
gerenciaron el golpe de Estado.

d) Rechazamos cualquier manipulación mediática, religiosa, diplomática o militar que tienda a ocultar el estado de indefensión en que vivimos los hondureños, y condenamos a aquellos países cuyos gobiernos o
agencias de cooperación oficiales ejercen presiones para el reconocimiento legal
del régimen represor y anti democrático, sin ocuparse de enmendar las
condiciones que lo definen como tal.

e) Solicitamos, con todo respeto, que entre las recomendaciones que emanen de esta Comisión de la OEA , se incluya el desmantelamiento del aparato militar-policiaco-paramilitar que hoy asesina,
desaparece, tortura, intimida y coacciona a los ciudadanos de este país; al
mismo tiempo, que establezca como condición de obligatorio cumplimiento el
regreso de Manuel Zelaya Rosales y todos los expatriados con garantías para su
seguridad física y moral, en procesos que sean vigilados al menos durante un año
por la comunidad internacional.

f) Al mismo tiempo, pedimos que la Comisión recomiende a la Asamblea General el respeto a todas las organizaciones y movimientos que conforman el Frente Nacional de Resistencia Popular, que cese la persecución por
motivos políticos contra sus dirigentes y militantes, y que se ponga fin a la
persecución judicial de los miembros del Gabinete de Gobierno de José
Manuel Zelaya Rosales.

g) Nos oponemos rotundamente a que este gobierno, continuación del régimen de facto, sea reincorporado a ningún organismo internacional o multilateral, especialmente
aquellos continentales y regionales, hasta que se haya cumplido con las
resoluciones citadas en párrafos anteriores de este documento.

h) Pedimos a la OEA que denuncié sin temor y con toda claridad todas las presiones que está recibiendo, así como su procedencia, para legitimar al régimen continuador del
Golpe de Estado, recordando que este organismo nunca puso en duda
la naturaleza del acto de fuerza que cercenó la posibilidad del pueblo de
Honduras de participar libremente en la construcción de su historia.

Comité Ejecutivo del Frente Nacional de Resistencia Popular

Tegucigalpa, M.D.C. 19 de julio de 2010

Ricardo Arturo Salgado Bonilla


Por estes crimes, violações,  será vergonhoso a OEA e a qualquer governo no mundo,  insistir neste reconhecimento.
Nanda Tardin