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sábado, 17 de abril de 2010

ALI BABA ( FHC) e os 45 ... 171 neles, são golpistas

 A Foto estava no Orkut do tucano candidato ao governo do ES ( putz. o POVO capixaba e brasileiro não merece, isso). Os comparsas: FHC, Roberto Freire, Serra
PSDB esquece FHC. Nós vamos lembrá-lo
Publicado em 17-Abr-2010
Na primeira semana de pré-campanha... Na primeira semana de pré-campanha encerrada hoje, José Serra, o candidato a presidente pela oposição (PSDB-DEM-PPS) priorizou o Nordeste esmerando-se na tática de esconder a maior liderança de seu partido, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Esteve em Salvador e Maceió, concentrando-se na região, já que ainda está ganhando no Sul e Sudeste do país apesar dos problemas de palanque que tem no Rio (a coligação PV-DEM-PPS-PSDB não fecha) e em Minas, onde o ex-governador tucano Aécio Neves faz corpo mole para dizer o mínimo.

OK, esquecer, esconder e não querer comparação dos governos Lula com os de FHC é a tática de disputa deles esse ano, não a nossa. Não vai dar certo para eles, portanto, porque a nossa é comparar e trazer FHC para o centro da campanha porque ele (nos) ajuda muito.

Serra foge dessas comparações como o diabo da cruz - e a mídia não analisa o porque disso, as vezes sequer registra - porque tem culpa no cartório. Ele sempre apostou contra o Nordeste. Foi o algoz da região quando ministro do Planejamento do governo FHC e como parlamentar sempre bloqueou medidas para apoiar o Nordeste e o Norte do país.

São conhecidas suas posições contra a Zona Franca da Manaus e a reforma tributária - que altera a forma de cobrança do ICMS. Esta última ele bloqueou pessoalmente atuando junto aos parlamentares da oposição (especialmente os do PSDB) porque é uma reforma que beneficia especialmente o Norte e o Nordeste ao cobrar o ICMS no destino.

Assim, dá para entender seu esforço imenso e permamente de esconder FHC e seu próprio passado. Ele quer discutir apenas sua história e a de nossa candidata, Dilma Rousseff, evitando comparar os governos Lula e FHC (tranquilizem-se, nós vamos fazêlo), que ele integrou e nada fez pelo Nordeste e o Norte do país. Não tinham, sequer uma política regional para a área.
o artigo enviado por paulo Avila está 

http://www.zedirceu.com.br/index.php?option=com_content&task=view&&id=8870&Itemid=2

SP vai ter que restituir para União verba desviada da Saúde, diz MP


SP vai ter que restituir para União verba desviada da Saúde, diz MP  
Ministérios públicos, Federal e Estadual, deram prazo para governo do Estado devolver o dinheiro, sob pena de sofrer processo judicial e extrajudicial
As procuradoras Rose Santa Rosa e Sônia Maria Curvello e o promotor de Justiça Arthur Pinto Filho, do Ministério Público Federal (MPF/SP) e do Ministério Público do Estado de São Paulo, respectivamente, exigiram do governo estadual, em recomendação assinada no dia 17 de março passado, que os recursos desviados irregularmente do SUS Sistema Único de Saúde) para aplicações financeiras sejam devolvidos ao Fundo Estadual de Saúde.
O documento fixou prazo de cinco dias, a contar do momento da notificação, para que os secretários estaduais de Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata, e da Fazenda, Mauro Ricardo Machado Costa, cumprissem a recomendação. Os representantes do Ministério Público também concederam 20 dias úteis para o governo comprovar o cumprimento das medidas, sob pena da “adoção das medidas judiciais e extrajudiciais aplicáveis ao caso”.
Segundo os autores, a recomendação visa “assegurar à população do Estado de São Paulo a aplicação da integralidade dos recursos do SUS em ações e serviços de saúde, bem como a fiscalização da movimentação desses recursos pelo órgão de controle social”.
As irregularidades na aplicação e gestão de recursos do SUS na administração do tucano José Serra, detectados por auditoria do Denasus (Departamento Nacional de Auditoria do SUS), estão sendo investigadas nos procedimentos 1.34.001.001736/2010-31 e 117/2010, que tramitam no 5º Ofício Tutela Coletiva da Procuradoria da República em São Paulo e na Promotoria de Justiça de Direitos Humanos, área de saúde pública.
Segundo matéria publicada na revista Carta Capital, no final de fevereiro, os dados da auditoria do Denasus revelam que, dos 77,8 milhões de reais do SUS aplicados no mercado financeiro, 39,1 milhões deveriam ter sido destinados a programas de assistência farmacêutica, 12,2 milhões a programas de gestão, 15,7 milhões à vigilância epidemiológica e 7,7 milhões ao combate a DST/Aids, entre outros programas. O governo paulista teria deixado de aplicar na saúde, no período analisado, um total de 2,1 bilhões de reais – sendo 1 bilhão, em 2006, e 1,1 bilhão, em 2007.
Iniciada em março de 2009 em todos os estados e no Distrito Federal, para verificar o cumprimento da Emenda Constitucional nº 29/2000 – que obriga a aplicação em saúde de 12% da receita líquida de todos os impostos estaduais, a auditoria identificou casos de manipulação irregular de recursos federais do SUS no mercado financeiro, por longos períodos, em detrimento da sua aplicação nas ações de saúde a que se destinavam.
A recomendação Ministério Público destacou que os auditores verificaram que o governo tucano de São Paulo “não aplica o mínimo constitucional em ações e serviços de saúde, além de movimentar recursos do SUS em desacordo com a legislação vigente”. “Os recursos do SUS repassados pelo Ministério da Saúde como os relativos à EC nº 29/2000, são movimentados na conta única do Estado, mantida no Banco Nossa Caixa S/A e controlada pela Secretaria do Estado da Fazenda”, assinalou o texto.
Os autores da recomendação narraram que, em relação aos recursos repassados pela União, o Fundo Nacional de Saúde credita o montante relativo à assistência farmacêutica básica na conta 6718-0, agência 1897-X, do Banco do Brasil; o destinado a medicamentos excepcionais na conta 6907-8; e alta complexidade, na conta 48.351-6, sendo que a Secretaria de Saúde transfere os recursos para a conta única 13.100014-9, na Nossa Caixa.
“O valor do TED (Transferência Eletrônica Disponível) coincide com o valor do crédito efetuado pelo Fundo Nacional de Saúde, ou seja, a transferência para a conta única não é feita com base no valor a ser pago aos prestadores e fornecedores e sim no mesmo valor da ordem bancária creditada pelo FNS”, explicitaram.
Os membros do Ministério Público observaram que consta, ainda, do relatório do Denasus que o responsável pela saúde no Estado “confessa que realmente todos os recursos são movimentados pela conta única do Estado”, o que apenas confirma a constatação de que os recursos destinados à saúde “são gerenciados pelo secretário de Estado da Fazenda e não pelo secretário de Estado da Saúde”.
A legislação em vigor estabelece que cada área do SUS deve ter uma conta específica, fiscalizada pelos Conselhos Estaduais de Saúde, sob gestão da Secretaria da Saúde. Eles enfatizaram ainda que a situação descrita “torna irreal o Balanço Anual do Fundo Estadual de Saúde, uma vez que os dados do Balanço não refletem a realidade das receitas e despesas destinadas as ações e serviços públicos de saúde e tiram do Conselho Estadual de Saúde a oportunidade de acompanhar e fiscalizar a totalidade dos recursos do SUS”.
WALTER FÉLIX

 Enviado por EVALDO CHAVES

Fausto Wolff, Bukowski e a imprensa livre...


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Fernando Soares Campos

“As coisas não apareciam na televisão porque aconteciam. Elas aconteciam porque seriam mostradas na televisão.” (...) “Trabalhei na direção de programação da TV Globo em 1965 e depois de seis meses descobri que estava trabalhando contra o Brasil. Nunca mais passei na frente da loura platinada. A Globo, mais do que uma emissora virou um clube, um partido político, e a maioria dos profissionais concorda que não fazer parte da sua equipe é quase um suicídio.” (Fausto Wolff, em “Vai começar a verdadeira novela da Globo”, do seu livro “A imprensa livre de Fausto Wolff”, L&PM, 2004.)

Antes de o Fausto Wolff largar a carcaça e partir para o Além, falei pra ele que o título desse seu livro tinha duas explícitas interpretações: a imprensa que ele imaginava livre e a imprensa que se sentia livre dele. Certa ocasião eu lhe falei: “Fausto, o título desse livro vai ter um significado especial quando você bater as botas. Aí, essa cambada que faz a nossa imprensa hoje dirá: ‘Finalmente a imprensa está livre do Fausto Wolff’ ”.

O grande Fausto respondeu: “Como eles estarão livres de mim?! Deixo uma obra”.

É verdade, e, além do reconhecimento dos amigos, trata-se de um trabalho apreciado por milhões de pessoas de toda parte do mundo.

“Nas esquinas escusas, bares escuros e becos-sem-saída da existência conheci semi-aventureiros, para-aventureiros e falsos-aventureiros. Dos que conheci, Fausto Wolff é o único verdadeiro. Mistura de Bukowski, Miller, macho gaúcho, criança grande (1,92) e desespero. Viajou o mundo – da Escandinávia ao Vietnam, do Oriente Médio às Ilhas Canárias. Com dinheiro, sem dinheiro, com ou sem documentos, falando as línguas com que nasceu, alemão e português, as que aprendeu, inglês, italiano, francês e espanhol, e as que adivinhou – sueco e dinamarquês. Em toda parte procurou os de sua estirpe – escritores, cineastas, poetas e grã-finas. E com os de sua laia – bêbados, putas e brigões.”

Isso aí foi o que disse Millôr Fernandes sobre aquele que me honrou com a sua amizade. Só não sei em que categoria, segundo o Millôr, eu me enquadraria entre as amizades do Fausto. Ele não me adotou como amigo por eu ser o escritor que nunca fui nem o cineasta que nunca serei; não nos aproximamos pela poesia que não escrevi. Quando nos conhecemos, eu já bebia bem menos que em outras épocas. Puto? Não, ninguém pagaria pra transar comigo. E nada tenho de grã-fino(a). Só resta o brigão. É, talvez tenha sido isso que o Fausto identificou em mim como um dos seus pares.

Veja essa que o Jaguar nos conta:

“Fausto Wolff escreve tão bem quanto Bukowski, é tão iconoclasta quanto Bukowski, mas daria a minha cara a tapa se Bukowski agüentasse tanta bebida quanto ele, sem cair. Então sou mais o Fausto. Numa viagem que fizemos juntos ao sul nos anos oitenta, ganhei dinheiro apostando nele contra os campeões locais de birita e queda-de-braço. Não perdeu uma. Num boteco em Curitiba, depois de incontáveis rodadas de cerveja e steinheger, deixou um enorme polaco desmaiado em coma alcoólico. Enquanto seus desolados torcedores o arrastavam para fora, Fausto pegou a grana das apostas. ‘Agora vamos beber socialmente’, disse."

Outro dia escrevi para o Millôr e falei que estava com saudades do Fausto Wolff. O Millôr respondeu que também estava saudoso. Quem, entre seus amigos e admiradores, não está?

Só os que fazem esse jornalismo estúpido que os conglomerados midiáticos veiculam nos dias de hoje podem desabafar: “Finalmente, temos A IMPRENSA LIVRE DE FAUSTO WOLFF”.

Estão redondamente enganados. Nós que somos seus leitores, amigos e admiradores, estamos aqui para, inspirados em sua obra, manter a busca constante, a luta incansável, por uma imprensa livre desses canalhas.

E o Bukowski?

O alemão, filho de um soldado do exército norte-americano, foi para os Estados Unidos quando ainda era criança. Tomou muita pancada do pai, um sujeito que bebia para afogar as frustrações e espancava o filho. Na escola, Bukowski foi aquele garoto escanteado, sempre o último a ser escolhido para uma pelada (tinha mais sorte que eu, que nunca era escalado; exceto quando a bola era minha).

E aí vão algumas tiradas do Bukowski:

“O amor é uma espécie de preconceito. A gente ama o que precisa, ama o que faz sentir bem, ama o que é conveniente. Como pode dizer que ama uma pessoa quando há dez mil outras no mundo que você amaria mais se conhecesse? Mas a gente nunca conhece.”

“As pessoas apaixonadas, em geral, se tornam impacientes, perigosas. Perdem o senso de perspectiva. Perdem o senso de humor. Ficam nervosas, tornam-se chatas, psicóticas. Podem virar assassinas.”

“Me sinto bem em não participar de nada. Me alegra não estar apaixonado e não estar de bem com o mundo. Gosto de me sentir estranho a tudo.”

"Nunca me senti só. Gosto de estar comigo mesmo. Sou a melhor forma de entretenimento que posso encontrar.”

“Não, eu não odeio as pessoas. Só prefiro quando elas não estão por perto.”

“Se vai tentar
siga em frente.

Senão, nem começe!
Isso pode significar perder namoradas
esposas, família, trabalho...e talvez a cabeça.

Pode significar ficar sem comer por dias,
Pode significar congelar em um parque,
Pode significar cadeia,
Pode significar caçoadas, desolação...

A desolação é o presente
O resto é uma prova de sua paciência,
do quanto realmente quis fazer
E farei, apesar do menosprezo
E será melhor que qualquer coisa que possa imaginar.

Se vai tentar,
Vá em frente.
Não há outro sentimento como este
Ficará sozinho com os deuses
E as noites serão quentes
Levará a vida com um sorriso perfeito
É a única coisa que vale a pena.”

Esse Bukowski sabia das coisas!

E o Fausto Wolff?

Este sabia um pouco mais.

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Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons

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PressAA

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http://assazatroz.blogspot.com/



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DE CABRAL À FOLHA DE SÃO PAULO - VEJA - GLOBO - A INVASÃO DO BRASIL

DE CABRAL À FOLHA DE SÃO PAULO - VEJA – GLOBO – A INVASÃO DO BRASIL


Laerte Braga


O almirante português Pedro Álvares Cabral partiu de Lisboa no dia nove março de 1500 com treze embarcações, a maior das armadas portuguesas à época e em tese com destino às Índias. A História, implacável em seu processo, mostra que os portugueses, como de resto os europeus, tinham conhecimento da existência de terras à leste da linha do Tratado de Tordesilhas.

Como no mundo em que vivemos o Tratado de Tordesilhas definia que terra era de quem, mesmo que não fosse conhecida, ou tivesse sido descoberta, ou a ela se tivesse chegado. Hoje, qualquer reserva de petróleo, água, ou minerais estratégicos é da democracia cristã e ocidental dos Estados Unidos em nome da paz.

O conhecimento em si, de terras a leste da linha do Tratado, não significa necessariamente que essas terras pudessem ou não de fato existir, mas apenas reservados os direitos sobre a “sombra” das grandes potências do século XVI.

Millôr Fernandes afirma que o primeiro a cercar a sombra de uma árvore, foi também o inventor da propriedade privada.

A última grande armada que se tem notícia na América como um todo e na América do Sul especificamente, foi a do Reino Unido para garantir a “propriedade” das Ilhas Malvinas, parte do território argentino ocupado pelos britânicos. Em 1982 o general Leopoldo Galtieri, sem sustentação popular e após um golpe dentro do golpe (sai ditador entra ditador) tentou segurar-se no patriotismo inconseqüente de uma guerra para a qual não estava preparado. Aproveitou-se do sentimento popular de revolta contra a ocupação de parte do território argentino, mandou tropas despreparadas às Malvinas, mero golpe de publicidade de general de carreirinha (temos aos montes aqui) e acabou levando o regime ditatorial ao seu fim. Entregou aos argentinos uma conta de vidas e dores sem tamanho, frustrando esperanças e direitos legítimos, já que na prática, sabia que não seria possível sustentar a posse das Ilhas Malvinas.

O Brasil era governado pelo ditador João Batista Figueiredo. No dilema ou dá ou desce, Reagan – então presidente dos EUA – apoiava a Grã Bretanha e sustentava a ditadura no Brasil (eram os principais acionistas dos governos militares), silenciou sobre o assunto, mas permitiu que navios e aviões ingleses se reabastecessem em território brasileiro. Uma típica covardia típica de ditadores e generais de fancaria.

As invasões hoje se dão de forma diversa em se tratando de América Latina. Compram presidentes, compram senadores, deputados, governadores, associam-se a empresários e assumem o controle dos negócios, disfarçam a ocupação militar com bases destinadas ao combate às drogas, mas se apóiam no traficante governando a Colômbia – Álvaro Uribe – e chamam tudo isso de mundo globalizado, que, via de regra, materializam através de tratados de livre comércio (com isso tomam conta da economia e da política do país, caso do México, mera colônia), o fim, segundo eles, é a paz, a democracia, o progresso, não importa que a fome esteja devastando a África ou que o velho método de invasão seja aplicado no Iraque, no Afeganistão.

O golpe principal, no entanto, numa realidade diferente, estamos no século XXI, em breve não haverá necessidade de cultivar rosas, japoneses já produzem com tecnologia de ponta rosas idênticas às naturais, até no perfume, é o controle da mídia, os chamados veículos de comunicação.

A nação, qualquer nação, é formada pelo território, o povo, os costumes, a tradição, a língua, a cultura e se organiza assim através do Estado. A palavra de ordem contemporânea é “estado mínimo”, já que o deus dos tempos atuais é o mercado. Onipotente, onipresente, onilucrativo, onibárbaro, oninuclear. “Eu posso ter  a bomba e posso destruir o mundo cem vezes, mas em nome da paz você não”

Quem quer que divirja desse modelo, dessa verdade única, recebe o rótulo de terrorista.

Torturam, matam, saqueiam a torto e a direito em todo o mundo. Matam palestinos, afegãos, iraquianos, colombianos, paquistaneses, matam africanos de fome, rotulam-nos a todos de “piratas”, “terroristas”. 

É através dos meios de comunicação que substituem os costumes, as tradições, a língua e a cultura de um povo, por seus costumes, suas tradições, sua língua e sua cultura, numa invasão aparentemente indolor, recheada do brilho de neons e estrelas. Ao final, o ser brasileiro vira um objeto manipulado e conduzido segundo as vontades desejadas pelos conquistadores.

É todo um complexo que transforma, por exemplo, a maior potência do mundo, os EUA, numa sociedade anônima, controlada por grupos sionistas, os senhores do petróleo, dos grandes negócios, das armas.

Se Obama é um presidente aparentemente negro, que possa pensar aqui ou ali de maneira diversa da de Bush, não importa. Não vai longe e nem consegue enfrentar a assembléia geral de acionistas do império. Se antes eram os barões, condes, marqueses, duques e viscondes que controlavam os reis, hoje são os barões do petróleo, das armas, dos bancos, etc.

Se alguém pegar o mapa da América do Sul e tampar o Brasil com uma das mãos vai perceber que, territorialmente, o que sobra é quase nada diante do tamanho de nosso País. Quem quer que se detenha a dar uma olhada no Brasil e em seu todo, vai, de imediato, sentir que existe nos milhões de quilômetros quadrados de nosso território, todo o potencial para que sejamos não apenas uma grande potência em todos os sentidos, mas uma nação onde impere a democracia lato senso, a justiça social e possamos nos impor ao mundo sem necessidade de nenhum ministro tirar os sapatos e descalço submeter-se a humilhante revista no aeroporto de New York, como o fez Celso Láfer, ministro das Relações Exteriores do governo de FHC.

Em 1962, conscientes que os brasileiros começavam a buscar seus próprios caminhos à revelia de seus interesses, os norte-americanos (entendidos aqui como bancos, empresas, sionistas, os acionistas) compraram empresários (o grupo FIESP/DASLU por exemplo, sempre pronto a bom um negócio), políticos (Carlos Lacerda, Magalhães Pinto, outros menores) e criaram um negócio chamado IBAD – INSTITUTO BRASILEIRO DE AÇÃO DEMOCRÁTICA –.

Financiaram revistas, jornais, campanhas eleitorais, associações de “defesa da democracia”, compraram militares comprometidos com a ideologia dominante, a dos EUA, mas acabaram perdendo no todo e resolveram partir para a solução seguinte. O golpe militar, aconteceu em 1964 e foi comandando por um general deles, Vernon Walthers (ficou aqui até “eleger” Castello Branco presidente da República).

Começou ali também a ofensiva sobre os meios de comunicação. Se já controlavam veículos como o jornal O GLOBO e o ESTADO DE SÃO PAULO (ostensivamente), começava também a história da poderosa REDE GLOBO (financiada por capitais do antigo grupo TIME/LIFE), viria mais tarde o grupo ABRIL (edita VEJA) e grossas verbas disfarçadas de publicidade para jornais como a FOLHA DE SÃO PAULO (a que chama a ditadura de ditabranda, mas emprestava seus caminhões para a desova dos cadáveres dos presos políticos torturados e assassinados no DOI/CODI em São Paulo).

Daí a introduzir o haloween como elemento da cultura brasileira no dia a dia de nossas escolas de ensino básico foi um pulo. Chegar ao estágio do tira manchas que é inteligente e evita que o seu filho vá à escola com a camisa manchada, foi outro pulo.

Fazer com que se pense como eles pensam, isso é o dia a dia da mentira veiculada pela televisão, pelos jornais, pelas revistas.

Mas, como diz a antiga canção – antiga, mas sempre presente – do “subdesenvolvido”, “você pensa como americano, mas não vive como americano”.

Manter governadores, senadores, deputados, militares, empresários sob controle é o de menos. O governo de FHC abriu as portas para a transformação do Brasil num estado da federação norte-americana e a ALCA – ASSOCIAÇÃO DE LIVRE COMÉRCIO DAS AMÉRICAS – só não foi assinado por conta da resistência popular e dos compromissos assumidos pelo atual governo, o do presidente Lula.

Funciona mais ou menos assim. Se eles fabricam chicletes, você tem que comprar deles, não pode fabricar. Pode sim, vender a matéria prima a preço vil.

Se o lixo hospitalar e nuclear deles não pode ser despejado em seu próprio território, sob as penas do tratado de livre comércio, previstas em capítulos próprios, você tem que aceitá-lo em seu território, que o diga o México.

A grande mídia cumpre dois papéis. William Bonner, um dos principais agentes dos EUA no Brasil e atuando na GLOBO, definiu a você como sendo um telespectador idiota, um Homer Simpson (por ironia uma excelente séria norte-americana que mostra exatamente a passividade do povo diante dessa situação) e nem fez questão de esconder isso de ninguém, veicula, diariamente, a mentira da “verdade” única e imposta, num espaço entre novelas e outras coisas mais, que fazem com que cada um creia que o essencial é o sucesso e que sucesso é sinônimo de ser brother, ou sister e que é fundamental amar-se a si próprio acima de todas as coisas. O outro é apenas alguém que circunstancialmente está ali, mas pode ser empurrado ladeira abaixo se virar problema, ou for obstáculo.

Nada pessoal, pessoas estão fadadas a serem extintas, tudo são negócios.

E como o modelo vendido implica que tudo seja assim, é necessário estar sempre com portas e janelas trancadas. A rasteira, o empurrão pode vir do outro.

Mentira e farsa são essenciais à mídia para fazer com que cada brasileiro pense em inglês, se veja em Hollywood, ou passeando e fazendo compras em New York, num dos hotéis recheados de pin ups de Las Vegas, não importa que esteja ralando doze horas por dia num emprego mal remunerado (professor por exemplo) e ainda em caso de reclamação seja enquadrado a cassetadas pela Polícia deles.

Dessa espécie de centro de uma organização que invade mais que o território, invade e corrompe almas e espíritos, consciências, saem irradiadas milhares de seitas a dizer que é preciso dar dez por cento para construir casas no céu e resignar-se à “realidade” daqui, saem deputados, senadores, saem governadores, empresas que fraudam, sonegam, vendem produtos de péssima qualidade, bancos que extorquem, todo o conjunto de máfias contemporâneas que, em relação às máfias originais, apenas varreu compromissos de honra mínimos que ali existiam.

Você é objeto. Joguete de uma mídia mentirosa, venal, corrupta e de jornalistas ávidos de um a mais para o “leite das crianças” (Miriam Leitão, Alexandre Garcia –dedo duro durante a ditadura –. Lúcia Hipólito e outros menores ou mesmo maiores, jornais como FOLHA DE SÃO PAULO, revistas como VEJA, jornais regionais como o ESTADO DE MINAS, ou redes regionais como a RBS (sul do País).

São financiados pelos seu dinheiro, pelo dinheiro público, caso do contrato do governo de São Paulo (José Collor Arruda Serra) com a editora ABRIL (VEJA), ou o escandaloso caso da venda do apoio da GLOBO a Serra nas eleições de 2002 envolvendo Roseana Sarney (usada como isca pela GLOBO), O BNDES, resultando na emenda que abriu as portas para o capital estrangeiro em rádios e tevês do Brasil e tirando a empresa de um estado pré-falimentar.

Nada é de graça nesse tipo de negócio. Há toda uma teia que tem um único objetivo. O controle da jóia da coroa latino-americana, o Brasil.

Um grupo de professores do estado do Pará advertiu o governo estadual que a descoberta de um reservatório subterrâneo de água doce por cientistas brasileiros era o produto do esforço de brasileiros, pois norte-americanos já o conheciam através de recursos tecnológicos através de satélites há anos e se omitiam sobre o assunto, à medida que o propósito é o controle não só da água, mas do petróleo, do País. Têm a defendê-los o patriotismo do general Heleno. A ocupar o território brasileiro a VALE privatizada.

Para isso vendem seu modo de pensar (aquele que mata à porta das escolas, que é racista, que se sustenta na barbárie da guerra e dos campos de concentração como Guantánamo) através de agências chamadas empresas como a GLOBO, FOLHA DE SÃO PAULO, VEJA, e outros, muitos outros.

Associa-se ao latifúndio que depreda a Amazônia (e culpa os índios), serve porcaria nos transgênicos, coopta militares como o fizeram com o general Heleno e muitos outros – a maioria – para eventuais golpes, faz com que cada um de nós se volte para uma Meca doentia, Washington/Wall Street e acredite que sucesso é sair por aí exibindo os escalpos conquistados na caminhada.

Com o fim da ditadura militar tentaram com Collor e conseguiram boa parte de seus objetivos com FHC, funcionário de uma fundação norte-americana a FORD. Sem nenhum escrúpulo, caráter, ou respeito por quem quer que seja, muito menos pelo Brasil e pelos brasileiros.

A eleição de Lula, por críticas que possa fazer ao governo de Lula, interrompeu o avanço, a invasão, mas não o processo de dominação. Estão aí os mesmos veículos vendendo um marginal como José Collor Arruda Serra, político sem qualquer dignidade, sem princípios e sem honra nenhuma para completar a tarefa.

Como há dias o Instituto Sensus, que pesquisa para sindicatos de trabalhadores e de patrões, divulgou pesquisa mostrando empate técnico entre a candidata Dilma Roussef e o marginal José Collor Arruda Serra, o DATA FOLHA, instituto de pesquisas da FOLHA DE SÃO PAULO, tratou de forjar uma pesquisa onde Serra aparece como vencedor e um jornalista do esquema, Fernando Rodrigues, como quem não quer nada, trata de “adiantar” em sua coluna que o bandido pode vencer já no primeiro turno.

Em 1985 a lei proibia a divulgação de pesquisas três ou cinco dias antes das eleições para evitar manipulações. A última pesquisa dos institutos ditos sérios dava a vitória nas eleições para a prefeitura de São Paulo ao criminoso Fernando Henrique Cardoso. Seu principal adversário era Jânio Quadros. Um especialista em pesquisas previu a vitória de Jânio e disse o seguinte – “me digam onde pesquisaram e encontraram a vitória de Fernando Henrique que eu vou pesquiso e trago a vitória de Jânio” – Manipulação pura, deliberada, covarde e muito bem remunerada. São bandidos e Jânio ganhou de FHC.   

Daqui até outubro, os brasileiros terão tempo para pensar se querem permanecer brasileiros, senhores do Brasil, ou se vão cair de quatro definitivamente e passar à condição de colonos dos norte-americanos.

Não contem com nossas elites, são podres, são pútridas, fétidas e se vendem por um fim de semana na Ilha de Caras. Tipo trocar um pirulito pela honra, pela dignidade pessoal.

Não se invade com esquadras como a de Cabral, mas com redes de tevê, jornais, rádios e revistas que consideram garis (como o fez Boris Casoy) “a última categoria na escala de trabalho”. Ou seja, o preconceito em muitos momentos se torna visível.

Se deixa enganar quem quer ser enganado, ou quem se acostumou a ficar de quatro.

No duro mesmo, eu proporia uma sessão diária em três turnos, dos filmes de Oscarito e Grande Otelo, em cada escola. Seria uma forma do brasileiro começar a acordar e perceber que existe vida inteligente para além de Jerry Lewis, ou desses comediantes de quinta categoria de Hollywood e que Bruce Willys não é nem a sombra do que era José Legoy, o nosso grande vilão cinematográfico. Dá de dez a zero em qualquer agente da CIA desses que explodem meio mundo e no fim ficam com a mocinha.

O diretor de AVATAR dizer que vai levar a questão de Belo Monte (sem entrar no mérito) para discutir com senadores americanos? Ora, manda esse cara pastar. Mas antes olha se o general Heleno não está ao lado dele. É bem capaz, junto com o presidente da VALE e a senadora Kátia Abreu, especialista em fraudes com terras na região.   

Situação Penitenciaria é CRIME DE ESTADO, fala Peluzzo

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Presidente nomeado do STF defende penas alternativas

Ministro Cezar Peluso participou do 12º Congresso das Nações Unidas sobre Prevenção ao Crime e Justiça Criminal; ele esteve em painel sobre o tratamento de prisioneiros no sistema de justiça criminal internacional.
Prisões no Brasil
Prisões no Brasil
Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova York.
Os países da América Latina não tem condições de responder às demandas de dignidade humana das condições dos presos.
A afirmação foi feita pelo ministro Cezar Peluso, presidente nomeado do Supremo Tribunal Federal do Brasil, STF, em coletiva de imprensa durante o 12º Congresso das Nações Unidas sobre Prevenção ao Crime e Justiça Criminal, que acontece em Salvador, na Bahia, até 19 de abril.
Soluções Alternativas
Peluso participou de painel sobre o tratamento de prisioneiros no sistema de justiça criminal internacional. A sessão foi moderada pelo relator especial da ONU sobre Tortura, Manfred Nowak, e também teve a presença do ministro da Suprema Corte da Argentina, Eugenio Raul Zaffaroni.
O presidente nomeado do STF disse, durante a coletiva, que é preciso encontrar soluções alternativas à prisão.
"O grande problema é os Estados encontrarem, cada qual dentro das suas características, recursos, necessidades e realidade, soluções alternativas à prisão, que é um fracasso universal. Ela não tem servido para reinserir ninguém em sociedade e particularmente, em alguns casos, é até uma escola de crimes. Quem entra no sistema prisional brasileiro tende a sair muito pior do que entrou", afirmou.
Tratamento
Cezar Peluso disse que há certos casos específicos de tratamento dado a criminosos que envergonham o Brasil. Ele não quis citar exemplos mas afirmou que alguns são crimes do Estado contra o cidadão.
Uma opção em estudo pelo país, segundo o ministro, é o monitoramento eletrônico de presos.
http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/detail/178855.html

Mais alguns pontos para PELUZO mudar na nova STF e reforma penitenciária

Corregedoria obriga ‘prestação de
contas’ dos pedidos de grampo no MPES


Nerter Samora
Foto capa: Nerter Samora  Click na Imagem e conheça o "nistério" dos Grampos no ES

O corregedor-geral do Ministério Público Estadual (MPES), Elias Faissal Júnior, determinou aos promotores de Justiça na área criminal um controle mais rígido sobre os pedidos e uso das escutas telefônicas na instituição. A medida atende a uma decisão do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) que obriga a prestação de contas sobre as escutas. Até então, apenas os magistrados eram obrigados a prestar este tipo de informação.
De acordo com o Aviso nº 001/2010, publicado no Diário Oficial desta quinta-feira (15), os promotores criminais devem enviar mensalmente à Corregedoria do MPES informe descriminado sobre as atividades dos grampos nas investigações. Esses dados deverão ser enviados ao CNMP que irá controlar o uso das escutas em todo o País.
Os relatórios deverão trazer o número total de procedimentos, assim como o status das interceptações telefônicas (iniciadas, em andamento ou encerradas), além do total de investigados e dados sobre investigações em sistemas de informação, isto é, telemática ou informática (histórico de navegação na Internet e conteúdo de e-mails interceptados). segue: http://www.seculodiario.com.br/exibir_not.asp?id=5534


Vendas de Sentenças sob investigação agora também pela nova OAB

ROBERTO FRÉIRE PPS: ALIANÇA SÓ COM OS DA MINHA LAIA.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

ROBERTO FRÉIRE PPS: ALIANÇA SÓ COM OS DA MINHA LAIA. 























O presidente nacional da 3ª malta PPS (todos nós sabemos quem é a 1ª e a 2ª), Roberto Freire, informou hoje 16/04 que a direção do bando não aceitará que os diretórios estaduais formalizem apoio à candidata petista ex-ministra da casa civil, Dilma Rousseff. Em nota, o angustiado Freire, voltou a afirmar que, no plano nacional, o PPS já fechou aliança com a tucanada, ou seja, a 1ª malta. Alianças estaduais só poderão ser fechadas nas convenções, que estão marcadas para junho e de preferência com os peessedebistas e com o DEM, a 2ª malta.


Por Wilson Magno.

Os conteúdos aqui expostos, são do ponto de vista total e completamente do autor do blog militante do PT desde 1989.

QUE ASSIM SEJA , AMÉM!


QUE ASSIM SEJA , AMÉM!

Mercadante diz que "despedida de Lula" terá peso nas eleições
17 de abril de 2010
Marta e Mercadante acenam em evento do PT Foto: 
Ricardo Matsukawa /Terra Marta Suplicy e Aloizio Mercadante serão anunciados
como pré-candidatos na próxima semana
Foto: Ricardo Matsukawa /Terra

Vagner Magalhães
Direto de São Paulo
O senador Aloizio Mercadante (PT-SP), que será anunciado na
próxima semana como pré-candidato de seu partido para a
disputa do governo do Estado de São Paulo, afirmou na noite
desta sexta-feira que o apelo emotivo dos momentos finais
do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva irá impulsionar
a campanha da pré-candidata petista à presidência da República,
Dilma Rousseff, e de seus partidários nos estados.
A declaração foi dada durante a abertura do
1º Congresso das Direções Zonais
promovido pelo Diretório Municipal do PT da cidade de São Paulo

"Na hora que o Lula se despedir do povo brasileiro e convocar
os seus últimos comícios, esse povo vai se levantar,
vai garantir esse projeto, porque sabe que esse governo governou
para eles e com eles. Eu acho que a saída do Lula do governo
vai ser um fator decisivo nessa campanha", disse.
Segundo ele, esses comícios serão chamados na televisão e terão
um grande apelo junto ao eleitorado.

"Venham assistir aos últimos comícios do presidente Lula na zona leste,
na zona sul, como tantos outros que nós fizemos ao longo destes 30 anos.
O Lula vai descer aquela rampa e vai tirar aquela faixa.
E a hora que o Lula disser eu estou indo embora,
quem vai subir aquela rampa é uma mulher.
É Dilma.
E vamos vencer a eleição de São Paulo",
disse Mercadante em seu discurso.

O senador afirmou que a saída de Lula do governo deixará um vazio,
que terá de ser preenchido com uma resposta nas urnas.

"Por tudo o que nós fizemos e pelo sacrifício que nós
tivemos para chegar onde nós chegamos, eu acho que só
tem uma coisa que pode aliviar o vazio que vai ficar com
a saída do Lula da nossa cédula, da nossa campanha
e do cenário nacional.
Só tem uma resposta que a gente pode dar.
É é pouco tempo que a gente tem para se convencer disso.
Vai ser uma disputa duríssima, aqui e lá. Não se iludam", disse.

Segundo o Mercadante, o maior trunfo do PT nesta campanha
é justamente a popularidade do presidente Lula.

"Nós temos um trunfo que eu diria que é o mais importante nesta disputa.
Nós temos o governo mais bem avaliado da história do Brasil.
O Brasil tem hoje estabilidade, crescimento, distribuição de renda
tem liderança internacional. Ele (Lula) vai voltar de cabeça erguida,
como ele disse que sairia um dia do poder,
podendo andar na rua e vai ser aplaudido por onde passar
nos próximos anos por tudo que ele construiu na história desse Brasil".

A ex-prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, que será indicada pelo PT
para concorrer ao senado, disse que está animadíssima para a disputa e
confiante no desempenho de Dilma Roussef na eleição presidencial e conta
com o apoio do eleitorado feminino.

"Se nós acertarmos o prumo, vamos ter um peso muito grande nessa eleição.
Temos duas mulheres muito competentes na disputa
presidencial - Dilma e Marina Silva (PV).
A Dilma acompanhou o presidente em todos os
projetos importantes de governo.
Pouca gente conhece o País como ela.
Não há projeto neste Pais que ela não conheça", afirmou.
Redação Terra


Marti em filme

Entrevistar a Fernando Pérez, aun sin un minuto a solas para pensar en preguntas atractivas o revisar encuentros pasados, es siempre una provocación. Y si te alcanza la suerte, no temas: basta haber visto la película José Martí: el ojo del canario, haberla sentido y sentarse frente a él con la última mirada en presidio aún latiendo, para que agradezcamos los obstáculos que a veces frustran serenidad y oficio. Mejor así: te colocarás frente a esta figura estrecha, de mirada tierna y significante —¿otra casualidad?—, las preguntas vendrán solas y luego partirás por la puerta delineada con cintas de video, convencido de que regresas al cruzarla a la realidad filmable. Como él, cada mañana.
¿Se imaginó alguna vez una película sobre Martí?
Jamás. Martí es una figura demasiado grande, de una dimensión que sigo pensando que es intocable. El Martí adulto es intocable en una película… Es mi caso, estoy seguro de que vendrán cineastas que lograrán hacerlo, pero yo aún no me siento capaz de asumirlo.
Por eso, cuando me propusieron hacer esta película, que forma parte de la serie Libertadores de la Televisión Española y Wanda Visión, no tardé mucho en decidir que sería una película sobre su infancia y adolescencia. Primero, porque pienso que en la infancia es donde está todo el embrión. Pensé así que podría llegar a algo de lo que fue el Martí adulto, mostrando cómo eso se fue formando, potenciando.
La película trata de expresar o de narrar la formación de un carácter, de un niño con una sensibilidad muy especial, pero que se desarrolló en un medio común y que pudo ser un medio similar al de cualquier otro niño; pero un niño que con el tiempo tuvo que irse sobreponiendo a ese medio y a su familia. Esos son, digamos, los puntos de partida. El cine ha sido siempre para mí una imagen poética, como el espejo transparente de los versos de mi hija.

Filmación de la película José Martí: el ojo del canario
¿Cuándo llegó la confianza en que sí podía ser?
En mi caso, cada película surge de manera distinta. Nunca el nacimiento de una es igual al de otra. El momento de inspiración vino esta vez cuando me dije: “tengo que escribir este guión solo”. Me ocurrió cuando me encontré con Eliseo Altunaga, un guionista que respeto muchísimo. Nos vimos por la calle y hablamos de esa idea, le dije que aún no la veía y me dijo: “escríbela desde ti mismo”. Eso fue para mí una revelación, me puso a pensar. Realmente le agradezco a Eliseo el espaldarazo. Me gusta realmente escribir el guión con la colaboración de un guionista, aun cuando yo haga la versión final, porque es un trabajo muy solitario. Aquí dije: tengo que enfrentarlo solo.
Y cuando ya se me fue revelando ese Martí que llegaba, claro, de la investigación, pero también de muchos recuerdos personales, de muchas similitudes de la infancia, fui sintiendo de verdad que Martí iba naciendo de mí. Fui sintiendo que era posible. Por eso digo siempre que es mi Martí.
¿Por eso se decidió por Damián y Daniel, aun cuando tenía otras dos parejas?
¿Quieres mi versión? Tenía muchos candidatos, pero no me convencían. Había algo dentro que me decía que esos muchachos tenían posibilidades, pero que faltaba algo. Recuerdo que le decía constantemente al equipo: “para mí, Martí niño es una mirada, es una mirada…” Era un niño observador, de un mundo interior muy fuerte y, por tanto, la caracterización debía ser un tanto melancólica. Fíjate que el Martí niño casi no habla en la película, siempre está observando, asistiendo a momentos o escenas que le van a marcar. Esa mirada tenía que ser profunda. Cuando Damián llegó, casi al final, yo dije: “ese es el que me gusta”. Claro, luego vino un proceso en el que había que conocerlo, ver quién era Damián, cómo pensaba Damián.

Escena de la película José Martí: el ojo del canario
Y sucedió algo curioso: yo no veo mucha televisión, pero hacía unos años, antes de conocer a Damián, vi en televisión un cuento en que actuaba Juan Carlos, el médico de Suite Habana. Recuerdo que me fijé en un niñito que actuaba muy bien. Y cuando Damián me dice en la entrevista que su experiencia anterior había sido en El cohete, le pregunté: “¿Cuál de los dos tú eras?” Me dijo que el más chiquito, precisamente aquel en que yo me había fijado. Eso empezó a darme confianza.
¿Qué pasa con Fernando Pérez y las casualidades? Varios momentos del casting, el comenzar la prefilmación de Martí… el 28 de enero, sin proponérselo…
Creo mucho en la intuición y en las casualidades. Me considero un profesional, claro, trato de ser riguroso y todo, pero hay muchas cosas que vienen porque son así, porque la vida me las da, porque están ahí… no me da pena decirlo. Creo que también se debe a una energía que uno libera, que permite que cosas así ocurran.
Te juro que el día de la prefilmación yo no estaba consciente de la fecha. Llegó el productor y me dijo: “¿sabes qué día es hoy?”. Le dije: “jueves”… Fue todo pura casualidad.
Y con el casting igual. Fíjate que Damián es todo lo contrario al Martí de la pantalla: es hiperquinético, muy extrovertido, inquieto. Muy inteligente, pero muy sensible. Tiene un mundo interior muy fuerte y creo que a base de muchos secretos que compartimos juntos, se fue elaborando el personaje y me fui convenciendo.
Daniel Romero también llegó al final: cuando Gloria fue a hacer el casting en la Escuela Nacional de Arte (ENA), él no estaba, luego hubo una entrevista y llegó tarde… en fin. Pero lo vi y sentí que podía ser. Su único problema era el físico, no porque yo quisiera que fuera idéntico, porque incluso la referencia visual que tenemos del Martí joven son tres foticos. Pero una de esas fotos me llamaba mucho la atención porque era la forma en que yo veía al Martí adolescente. Veía en Daniel al posible Martí, sentía que estaba la fibra, la voz, la mirada, incluso el carácter; pero solo con las pruebas de maquillaje me convencí. Le rizamos el pelo y aquello era increíble. Y a medida que íbamos filmando, el parecido se nos fue haciendo más fuerte… yo creo que ahí pasó algo de magia, no sé.

Filmación de la película José Martí: el ojo del canario
Debe haber sido para ellos una presión enorme…
Sí, por eso lo primero que hice fue sentar a Damián, el más pequeño, y decirle: “tú no eres Martí”. Él no comprendió, me dijo: “¿es que ya no lo voy a hacer?” Le expliqué entonces que para actuar no era necesario que pensara en que estaba interpretando a Martí. Eso pasó con la mayoría de los actores: con Brito y con Broselianda, sobre todo. Tratamos de buscar elementos personales de nuestras vidas que pudieran identificarnos con la historia, emotivamente.
Ese método concuerda con la idea de descongelar a Martí de las estatuas…
Exacto. No queríamos un Martí marmóreo. Eso ha creado en los jóvenes y en los que estudian a Martí un alejamiento, pasa a ser una historia sin vigencia. A mí me ayudó mucho leer periódicos de la época, descubrir la vida tal cual es. En la prensa se refleja mucho más el día a día que en la literatura: hay un lenguaje más directo. Eso me ayudó a dar una Habana reconocible.
También me ayudó mucho un paseo que hice con Alejandro Gutiérrez, el otro asistente, y José Lozano, un historiador. Lozano nos llevó desde la casita de Paula hasta donde estaba el Villanueva, pasando por Industria… Hacer ese recorrido, imaginarme aquella Habana dentro de la Habana de hoy, me sirvió mucho. Establecimos, claro, la distancia de algunas costumbres; pero comprendimos una idiosincrasia que ya era vigente en aquella época y que tiene mucho que ver con nosotros, hoy.
Lo curioso es que esos primeros 16 años de Martí fueron precisamente los que vivió en Cuba, después fueron solo uno o dos años, entre una cosa y otra. El resto lo vivió en el exilio. Fue la etapa en que prendió el amor por Cuba. Por eso era tan importante la escena del Hanábana, donde quisimos dar visual y sonoramente todo lo que lo nutrió en relación con la naturaleza. Eso siguió con él hasta los Versos sencillos, plenos de estas referencias.

Escena de la película José Martí: el ojo del canario
Se trata de una película histórica, género cuya tradición en Cuba incluye algunos desaciertos, pero también obras excepcionales. ¿Cómo dialogó con esta tradición?
Vimos todo o casi toda la filmografía histórica producida por el cine cubano. Y las películas que se han hecho sobre Martí: primero La rosa blanca, de 1953, un empeño cuidadoso, en coproducción con México, pero una película totalmente equivocada. Trató de abarcar todo Martí en una hora y media, se nota la superficialidad y el empeño de dar un Martí heroico, con el cual uno no se identifica.
Un galán engominado…
¡Creerás que no, pero incluso ese Martí adulto está interpretado por un galán mexicano, fornido, que habla como los galanes de telenovelas! Eso te aleja. Pero nos sirvió para reafirmar lo que no queríamos hacer.
Y luego dos proyectos para mí muy interesantes, de Pepe Massip: el primero, Los tiempos del joven Martí, un documental hecho casi sin nada, que recoge la época a base de documentos, grabados, muy bien organizados. Es un material que como documental didáctico y educativo está muy bien. Es un punto de referencia. Y Páginas del diario de José Martí, que yo había visto de joven y no había entendido, no me había gustado. Me doy cuenta ahora de que fue una película muy audaz para su época, una película de vanguardia. Vista hoy, sigue siendo polémica, su audacia me atrajo muchísimo. Me hubiera gustado tener esa audacia estética, no de la mirada, que tuvo Massip. Es una película que hay que revisitar y revalorar.
Para las atmósferas y la reconstrucción de la época, vimos casi todas las películas históricas del cine cubano. Entre ellas, algunas que son motivos de inspiración, legados, como la obra de Solás. Sobre todo el primer cuento de Lucía. Lucía lo inspira a uno en todo. No obstante, no queríamos que fuera igual, queríamos otra mirada.

Filmación de la película José Martí: el ojo del canario
¿A qué responde la división en capítulos?
Sentía que debían ser momentos de ese período, contar un itinerario espiritual, de formación de un carácter. Sentía que la continuidad debía venir por momentos que fueran los que para mí permitieran componer la imagen que queríamos. Por eso, el primero, “Abejas”, está dedicado a ese Martí en la ciudad y luego en el campo, cuando va con el padre y descubre la esclavitud y la campiña cubana. En el segundo empieza a descubrir la literatura, la poesía, el teatro, la música y el sentimiento de cubanía, en el enfrentamiento entre el español y el cubano, hasta que termina con el drama familiar que significa la pérdida de Pilar. Termina así una infancia con los elementos que luego desarrolla en la adolescencia. “Cumpleaños” empieza ya a moldear su actividad política y poética. Y cierra la película con un Martí que lo ha perdido todo.
Termina la película en un punto de giro en la vida de Martí, en el justo momento en que toda esa acumulación hierve, completa espacios en blanco y se prepara a estallar. ¿Sintió alguna vez ganas de acompañarlo un poco más?
[Silencio]
No.
[Silencio]
Me quedé ahí. Pero me quedé ahí con mucha fuerza, te lo digo a ti nada más. Me quedé ahí con el Martí que mira y siente en su pecho el mundo…
¿Cuánto necesitamos hoy de un Martí humano?
Me sentiría muy feliz si el espectador cubano y sobre todo los jóvenes, viendo esta película y reflejándose en este hombre, se preguntaran: ¿por qué amo a Cuba, qué hago por Cuba?
¿Se lo preguntó usted?
Todo el tiempo.

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FOTOGRAMAS DE LA PELÍCULA JOSÉ MARTÍ: EL OJO DEL CANARIO






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:: ENTRAR AL DOSSIER




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© La Jiribilla. Revista de Cultura Cubana
La Habana, Cuba. 2010.
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sexta-feira, 16 de abril de 2010

Pedofilia

Vinde a eles as criancinhas?
Escrito por Frei Betto
13-Abr-2010

As sucessivas denúncias de pedofilia e abuso sexual cometidos por sacerdotes e acobertados por bispos e cardeais envergonham a Igreja Católica e abalam a fé de inúmeros fiéis.

No caso da Irlanda, onde mais de 2 mil crianças entregues aos cuidados de internatos religiosos foram vítimas da prática criminosa de assédio sexual, o papa Bento XVI divulgou documento em que pede perdão em nome da Igreja, repudia como abominável o que ocorreu e exige indenização às vítimas.

Faltou ao pontífice determinar punições da Igreja aos culpados, ainda que tenha consentido em submetê-los às leis civis. O clamor das vítimas e de suas famílias exige que a Santa Sé aja com rigor: suspensão imediata do ministério sacerdotal, afastamento das atividades pastorais e sujeição às leis civis que punem tais práticas hediondas.

A crescente laicização da sociedade européia reduz drasticamente o número de fiéis católicos e a freqüência à igreja. O catolicismo europeu, atrelado a uma espiritualidade moralista e a uma teologia acadêmica, afastado do mundo dos pobres e imbuído de um saudosismo ultramontano que o faz ignorar o Concilio Vaticano II, perde sempre mais o entusiasmo evangélico e a ousadia profética.

Dominado por movimentos fundamentalistas que cultivam a fé em Jesus, mas não a fé de Jesus, o catolicismo europeu cheira a heresia ao incensar a papolatria e encarar o mundo, não mais como "vale de lágrimas", e sim como refém de um relativismo que corrói as noções de autoridade, pecado e culpa.

Ao olvidar a dimensão social do pecado, como a injustiça, a opressão, o latifúndio improdutivo ou a apologia à desigualdade, o catolicismo liberal centrou sua pregação na obsessão sexual. Como se Deus tivesse incorrido em erro ao tornar a sexualidade prazerosa.

Como o Espírito Santo se vale de vias transversas para renovar a Igreja, tomara que as denúncias de pedofilia eclesiástica sirvam para pôr fim ao celibato obrigatório do clero diocesano, permitir a ordenação sacerdotal de homens e mulheres casados e ultrapassar o princípio doutrinário, ainda vigente, de que, no matrimônio, as relações sexuais são admissíveis apenas quando visam à procriação.

Ora, tivesse Deus de acordo com tal princípio, não teria feito do gênero humano uma exceção na espécie animal e, portanto, destituiria o homem e a mulher da capacidade de amar e expressar o amor através de carícias, e incutiria neles o cio próprio dos períodos procriatórios dos bichos, o que os faz se acasalar.

Jesus foi celibatário, mas é uma falácia deduzir que pretendeu impor sua opção aos apóstolos. Tanto que, segundo o evangelho de Marcos, curou a sogra de Pedro (1, 29-31). Ora, se tinha sogra, Pedro tinha mulher. E ainda foi escolhido como primeiro cabeça da Igreja.

Os evangelhos citam as mulheres que integravam o grupo de discípulos de Jesus: Suzana, Joana etc. (Lucas 8, 1-3). E deixam claro que a primeira pessoa a anunciar Jesus como Deus entre nós foi uma apóstola, a samaritana (João 4, 39).

Nos seminários e casas de formação do clero e de religiosos é preciso avaliar se o que se pretende é formar padres ou cristãos, uma casta sacerdotal ou evangelizadores, pessoas submissas ao figurino romano ou homens e mulheres dotados de profunda espiritualidade evangélica, afeitos à vida de oração e comprometidos com os direitos dos pobres.

No tempo de Jesus, as crianças eram desprezadas por sua ignorância e repudiadas pelos mestres espirituais. Jesus agiu na contramão dos preceitos vigentes ao permitir que as crianças dele se aproximassem e ao citá-las como exemplo de fidelidade a Deus. Porém, deixou claro que seria preferível amarrar uma pedra no pescoço e se atirar na água do que escandalizar uma delas (Marcos 9, 42).

As seqüelas psíquicas e espirituais daqueles que confiaram em sacerdotes tarados são indeléveis e de alto custo no tratamento terapêutico prolongado. As vítimas fazem muito bem ao exigir indenização. Resta à Igreja punir os culpados e cuidar para que tais aberrações não se repitam.

Frei Betto é escritor, autor de "Um homem chamado Jesus" (Rocco), entre outros livros.
(Correio da Cidadania)
(Um adendo: Frei Betto ainda é dominicano! – Deus)

M. da C. Tavares

Colunistas| 25/03/2010 | Copyleft
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Memória do Presente
À mestra, com carinho
Hoje, olhando em perspectiva, se pode ver com claridade o papel decisivo de Maria da Conceição Tavares. Poucos professores no mundo, ao chegar aos 80 anos, poderão assistir - como ela - a uma eleição como a que ocorrerá no Brasil, em 2010, e saber que os dois principais candidatos à presidência da República foram seus alunos e se consideram, até hoje, seus discípulos. Parabéns e obrigado, Maria da Conceição.
José Luís Fiori
“Eu pessoalmente já fui para a cadeia, sem nem saber porque, dado que sou apenas uma rebelde, pelo que escrevo, pelo que esbravejo.. Mas a voces quero dizer o seguinte: já estou velha e cansada, mas não desisti. Não desiti ! Eu acho que tem que estudar mais, aprofundar, aprofundar a análise, batalhar”.

Maria da C. Tavares, Jornal dos Economistas, Corecon RJ, n
181, p: 8 e 11

Maria da Conceição Tavares completa 80 anos no dia 24 de abril de 2010. Matemática, economista, intelectual com vasta formação histórica, filosófica e literária, professora, militante, deputada federal, torcedora fanática do Vasco da Gama e da Mangueira, Maria da Conceição se transformou nos últimos 50 anos, numa figura publica emblemática, e numa referencia decisiva dentro da vida cultural e intelectual brasileira. Conceição nasceu num povoado, no interior de Portugal, perto de Anádia, na região de Aveiro. A familia de sua mãe era católica e monarquista, mas seu pai era anarquista, e esta divisão familiar, ideológica e política, marcou toda a sua infancia, vivida em plena ditadura salazarista, e durante a Guerra Civil espanhola.

Em 1953, Maria da Conceição se graduou em Matemática, na Univesidade de Lisboa, e pouco depois se mudou para o Brasil, aos 23 anos de idade, alguns meses antes do suicídio de Getulio Vargas. Em vários depoimentos sobre sua própria vida, Conceição confessa que se de deixou envolver imediatamente pelo “otimismo brasileiro da década de 50”, e pela intelectualidade carioca, apaixonada pelo sonho de Brasilia, do Plano de Metas, da Bossa Nova, e do Desenvolvimentismo, cantado em verso e prosa nos salões intelectuais do Rio de Janeiro, liderados pela geração de Darcy Ribeiro, Mario Pedrosa e Anibal Machado. Ao lado dos nacional-desenvolvimentistas do ISEB, e da geração de cientistas que começava a se reunir, naquela época, em torno da SBPC.

Em 1960, Maria da Conceição Tavares se formou em Economia, na Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde foi aluna e assistente de Otavio Gouveia de Bulhões, ao mesmo tempo em que trabalhava com Inácio Rangel e com os economistas heterodoxos do BNDE. Um pouco depois, já no escritório da CEPAL, no Rio de Janeiro, Conceição estabeleceu relações pessoais e intelectuais definitivas com Celso Furtado, Anibal Pinto, e Raul Prebish. E foi assim, com um pé na ortodoxia neoclássica, o outro na heterodoxia estruturalista, e com uma forte formação marxista e keynesiana, que Maria da Conceição ingressou no debate economico latino-americano, ao publicar, em 1963, um artigo clássico, sobre o “auge e o declínio do processo de substituição de importações”, onde ela explicava, de forma pioneira, os limites estruturais da estrategia de industrialização que era preconizada - naquele momento – por quase todos os economistas desenvolvimentistas.

A partir daí, e nas décadas seguintes, Conceição participou de quase todas as grandes polemicas econômicas, do Brasil e do continente: ainda nos anos 60, ela criticou a “tese estagnacionista” de Celso Furtado, e dos “teóricos da dependencia”; nos anos 70, denunciou os limites financeiros do modelo de crescimento adotado pelo governo militar brasileiro; no início dos anos 80, participou intensamente da discussão sobre a origem e a natureza da crise economico e da hiper-inflação, no Brasil; e durante a década de 90, escreveu inúmeros artigos e livros criticando as políticas e reformas neoliberais associadas à ideologia da globalização.

Por fim, Maria da Conceição escreveu dois trabalhos de longo fôlego, sobre o “movimento cíclico da economia brasileira”, que se transformaram, nas suas teses de doutoramento, em 1974, na UNICAMP, e de Livre Docencia, na UFRJ, em 1977. Além disto, nas décadas de 80 e 90, Conceição participou do debate internacional sobre a “crise da hegemonia americana”, inaugurando o campo da economia política internacional, no Brasil. Neste período, Maria da Conceição foi professora, sucessivamente, da UFRJ, da FGV-RJ, da CEPAL, da Universidade do Chile, da Universidade Nacional do Mexico, e da Universidade de Campinas, onde teve papel decisivo, na formação da sua escola de economia.

Depois do Golpe Militar, de 1964, Maria Conceição viveu no Chile, no México, e na França, antes de voltar ao Rio de Janeiro, e ser presa, em 1974. No Chile, Conceição participou da equipe economica do governo de Salvador Allende, e depois, já de volta ao Rio, militou na luta pela redemocratização brasileira, dentro do PMDB, onde ajudou a formular o seu primeiro programa de governo, que se chamou de “Mudança e Esperança”, e foi escrito em 1982. Uma década depois, Maria da Conceição Tavares ingressou no Partido dos Trabalhadores, e foi eleita deputada federal, pelo Rio de Janeiro, em 1994.

Hoje, olhando em perspectiva, se pode ver com claridade o papel decisivo que as suas idéias tiveram na formação do “pensamento econômico da UNICAMP”, que hoje é hegemônico dentro do Segundo Governo Lula; e também, na inflexão tardia e “desenvolvimentista” do PT, partido que se formou no início dos anos 80, sem nenhuma concepção econômica própria, e sob forte influencia das idéias anti-estatistas, anti-nacionalistas e anti-getulistas de quase toda a intelectualidade paulista, liberal e marxista, desde os anos 50.

Somando e subtraindo, Maria da Conceição Tavares, em toda a sua vida, foi sobretudo uma professora e uma humanista que ensinou várias gerações - dentro e fora do Brasil - a pensarem o mundo com paixão, mas com absoluto rigor analítico; com coragem, mas com total lucidez; com espírito critico, mas com grande otimismo histórico; com rebeldia anárquica, mas com um profundo sentido de compromisso com o seu povo e com as angustias do seu tempo. Além disto, em todos os lugares onde esteve, Conceição foi sempre uma mente provocadora e incapaz de acovardar-se ou de negar o seu próprio passado Poucos professores no mundo, ao chegar aos 80 anos, poderão assistir- como ela - uma eleição da importância da que ocorrerá no Brasil, em 2010, e saber que os dois principais candidatos à presidência da República foram seus alunos e se consideram, até hoje, seus discípulos. Parabéns e obrigado, Maria da Conceição.

José Luís Fiori, cientista político, é professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

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Religião

O Papa Bento XVI e a igualdade perante a lei
Richard Dawkins e Christopher Hitchens pediram a advogados que analisassem a viabilidade de uma ação contra o Papa Bento XVI por ter acobertado casos de pedofilia. Pela primeira vez na história moderna a crença subjacente à vida política – aquela segundo a qual quem exerce o poder sobre nós não será julgado pelas mesmas regras legais e morais que regem os cidadãos comuns – pode estar começando a ruir. Imagine o Papa aguardando julgamento numa prisão britânica, e comece a estabelecer as implicações da idéia radical que nunca foi aplicada: igualdade perante a lei. O artigo é de George Monbiot. Há uma promessa implícita no direito internacional: o fim da era de exceções.
George Monbiot
A confissão e o arrependimento não estão entre as virtudes católicas praticadas pelo papa. Ele pediu desculpa pelo estupro de crianças cometido por padres católicos na Irlanda, mas este é um dos poucos escândalos de pedofilia que estão sacudindo a Igreja Católica no qual nem ele nem os membros do seu círculo próximo estiveram envolvidos. Ele condenou os bispos irlandeses por “graves erros de avaliação” e pelo “fracasso como líderes”; porém, de seus graves erros e fracassos – em Munique, no Wisconsin e na Califórnia – ele não disse uma palavra, exceto para desviar o assunto como “fofoca insignificante”. Sua resposta a esse escândalo lembra as origens do verbo pontificar.

Trancadas em seu mundo fechado e auto-controlado, as vítimas do estupro por sacerdotes poderiam apenas enraivecer frustradas. Até agora.

Ao longo do fim de semana passado, Richard Dawkins e Christopher Hitchens anunciaram que pediram a advogados que analisassem a viabilidade de uma ação contra o papa. Recentemente, no Guardian, Geoffrey Robertson, o advogado da banca que eles contrataram, explicou que o líder máximo da igreja que protege padres pedófilos condenava suas vítimas ao silêncio e concedia permissão aos criminosos para perpetrarem trabalhando com crianças, cometendo o insulto de ajudar e ser cúmplice do sexo com menores. Praticado em larga escala, esse ato torna-se crime contra a humanidade, reconhecido pelo Tribunal Penal Internacional. Esta é a política geral do Vaticano desde que Ratzinger era cardeal. Quando Bento veio ao Reino Unido em setembro passado ele poderia, se Dawkins e Hitchens tivessem obtido deferimento de sua demanda, ter sido preso.

Ao menos estamos acordando para o que o direito internacional significa. Pela primeira vez na história moderna a crença subjacente à vida política – aquela segundo a qual quem exerce o poder sobre nós não será julgado pelas mesmas regras legais e morais que regem os cidadãos comuns – está começando a ruir.

O direito internacional é a resposta atrasada a um dos mais antigos aforismos na língua inglesa. Há deles uma meia dúzia de versões, mas os mais conhecidos são estes: “Eles enforcam o homem e açoitam a mulher que roubam os gansos dos outros, mas deixam os grandes vilões soltos, esses que roubam os outros do ganso”. Esta é a maneira como pensamos que seria o desfecho da coisa. Os poderosos são autorizados por nossas expectativas para perpetrarem no cometimento de grandes crimes, enquanto seus súditos são punidos por ofensas muito menores. Não mais. Imagine o papa aguardando julgamento numa prisão britânica, e comece a estabelecer as implicações da idéia radical que ainda não foi jamais aplicada: igualdade perante a lei.

Ao mesmo tempo em que Dawkins e Hitchens põem em marcha sua ação, a advogada Polly Higgins desafiou nossa percepção do que a igualdade legal significa. Na última sexta, ela lançou a campanha pela inclusão de um quinto crime contra a paz no Tribunal Penal Internacional. O crime é o de ecocídio: a destruição do mundo natural.

O direito da maioria das nações protege furiosamente a propriedade, caprichosamente o indivíduo e a sociedade, escassamente. Um homicídio é denunciado e julgado, homicídio em massa é negócio legitimado pelos estados. Só quando se dão nomes a esses atos – genocídio, crimes contra a humanidade, crimes de guerra, crimes de agressão – começamos a entender seu significado moral.

O mesmo se aplica à natureza. O Anexo II da Convenção de Berna criminaliza quem quer que “arranque intencionalmente” uma só flor de uma planta protegida legalmente. Mas você pode consumir quantas vezes quiser, por quanto tempo quiser, como “uma consequência incidental de uma operação plenamente legal”. Arranque a flor de uma lapela e você está no banco dos réus; desmate todo o habitat e a lei não pode tocar em você.

Higgens dá alguns exemplos de ecocídio: a extração de petróleo nas tar sands, em Alberta, Canadá; o imenso pedaço de lixo no Pacífico Norte, a poluição do Delta do Niger por companhias de petróleo. Ela sustenta que o ecocídio raramente é um crime intencional; na maioria dos casos é consequência de outras políticas.

Executivos das corporações ou políticos poderiam ser individualmente processados mas, em vez de multados, deveriam ser condenados a restaurar sistemas naturais que danificaram. O propósito de criminalizar o ecocídio é aumentar os custos do emporcalhamento do planeta ao ponto em que não valha mais à pena destruí-lo. Essa é a conquista óbvia de um entendimento mais amplo da igualdade legal: por que a propriedade privada deveria ser protegida enquanto a riqueza comum da humanidade não o é?

O modo como o direito internacional vigora hoje é frequentemente descrito como a justiça dos vencedores; as únicas pessoas condenadas são aquelas que perderam guerras em que lutaram contra estados poderosos. E não é nem mesmo isso. Na semana passada ficamos sabendo que em torno de 50 suspeitos de crimes de guerra ou de violações dos direitos humanos estão vivendo no Reino Unido. Dentre eles, há supostos torturadores que trabalharam para o governo de Saddam Hussein, outro, que foi escudeiro de Robert Mugabe (era membro da milícia sudanesa Janjaweed) e uma coleção medonha de senhores da guerra afegãos. Mas a polícia não tem tido dotação orçamentária para investigá-los e o Crown Prosecution Service [Ministério Público Britânico] não tem recursos para processá-los. Então, enquanto os ladrões de galinha estão sendo presos, os suspeitos de assassinatos em massa andam livremente entre nós.

É bem a cara das promessas do Primeiro Ministro. Um mês atrás, depois da visita de Tzipi Livni, a ex-ministra de relações exteriores de Israel ao Reino Unido ter sido cancelada por causa do seu temor de ser presa devido a uma ordem de prisão obtida por militantes dos direitos humanos, Gordon Brown escreveu um artigo para o Telegrafh, no qual propõe que se pare com os processos privados por crimes contra a humanidade. Brown disse que a ordem de prisão sustentou-se em “evidências ligeiras”, e que aqueles que visam a prender Livni tinham “agido só para aparecer nas manchetes”. Mas a evidência de crime contra a humanidade ao qual Livni tem sido vinculada – baseada no Relatório Goldstone, entre outros – é maciça, detalhada e difícil de ser questionada.

Brown foi além e fez mais uma declaração plenamente falsa: “O Reino Unido sempre honrará seu compromisso com a justiça internacional. A polícia aqui permanece pronta para investigar os casos, o Ministério Público, para processá-los, as cortes de justiça, para escutá-los”. Seu governo recusou-se a atender aos pedidos para a criação de uma unidade especializada em crimes de guerra e fracassou em investir uma moeda sequer na investigação e no processo legal dos suspeitos de crimes de guerra.

Então, ele explicou seu verdadeiro objetivo na busca da prevenção desse tipo de ação penal privada. Pessoas como Livni, disse, representam “países e interesses com os quais o Reino Unido deve se engajar, se é para defender não apenas nosso interesse nacional, mas para manter e estender uma influência pelo bem pelo planeta”. A Grã Bretanha, em outras palavras, não investigará nem acusará seus aliados. Seu artigo demonstrou o oposto do que ele se dedicou a mostrar: que, se é o caso processar dignatários estrangeiros em visita neste país, as autoridades cuidarão deles. Sem ações penais privadas do tipo das que Dawkins e Hitchens esperam mover, a igualdade perante a lei permanecerá uma ameaça vazia.

O contorcionismo desesperado de Brown no caso Livni sugere que os governos estão começando a temer as implicações escandalosas daquilo de que são signatários. Chegou o momento de fazermos o mesmo. Há uma promessa implícita no direito internacional: o fim da era de exceções.

George Monbiot é jornalista e escritor. Escreve em inúmeros veículos, tem uma coluna do The Guardian e mantém a página pessoal www.monbiot.com

Tradução: Katarina Peixoto

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(Carta Maior)

Drummond

Aspiração

Tão imperfeitas, nossas maneiras
de amar.
Quando alcançaremos
o limite, o ápice
de perfeição
que é nunca mais morrer,
nunca mais viver
duas vidas em uma,
e só o amor governe
todo além, todo fora de nós mesmos?
O absoluto amor,
revel à condição de carne e alma.

Carlos Drummond de Andrade
(1902-1987)
(Poemblog)

O Tamanho do Bicho

O Tamanho do Bicho

Estado Mínimo x Estado de Todos - Há uma diferença que não foi percebida nestas discussões todas de Estado
Mínimo ou Obeso, ou de quaisquer sinônimos do bando dos neo.

A Transformação não podería ser feita de fora pra dentro sem um alto
custo social.

O impacto de um Estado Frouxo, é confundido com uma gordura que não
existe.Serviu e serve para um discurso típido dos mal-informados.

A complexidade e eventual inoperância da máquina pública é debitada sumáriamente
nos ombros dos funcionários,que a mais das vezes aplenas replicam os modelos mal
pensados.

É preciso que se entenda o Estado como indutor de
desenvolvimento,antecipando metas que são construídas pela própria
sociedade.

Contudo,resumir a capacidade criativa desta mesma sociedade às consultas
abertas,ocasionais é sinônimo miopia.

Coloque-se a disposição amplos mecanismos de consultas e teremos um
Estado capaz de fazer andar o Brasil 30 anos em 5 anos.

Mas,aí vem aquela sombra do jogo.Aquele sorrisinho amarelo.

Nosso empresariado esta querendo este desenvolvimento, ou esta
confortável,satisfeito com o tamanho do próprio brexó?

Acontece,que temos uma população que cresce e que precisará de postos de
trabalho.

Então, como recurso malicioso, joga-se a culpa nas costas do Estado, como
se este fosse o “empata”. E,não é.
Queriam a globalização.
Quem dizesse um aí contra isto, era de troglodita pra baixo.

Esta aí…o mundo esta globalizado,inclusive o Brasil…aí...este mesmo
empresariado, chora por reservas de mercado, entrava a liberdade de
concorrência e, com a mesma boca cobra do Estado por uma operacionalidade
que ele não tem….e,…nem quer…

E,durma-se com este penico fedorento à altura do nariz!

A reorganização do Estado, antes das tais definições de ocasião, passa
pelo famoso e inadiável “cada macaco no seu galho”.

Aí,constataremos todos,surpresos,que o tamanho do bicho…bem
provávelmente…deva ser este mesmo que esta aí.

Só,que funcionando….

Então,que não se venha com este discursinho cachorro de gastos públicos elevados e outras sarnas.

Aí esta,pelo governo Lula, os amplos mercados que Elles reivindicavam.
Aí esta,pelo governo Lula,os empregos de que precisamos.

Que parem de choramingar feito crianças cagadas e se mexam!

O Brasil de Dilma vem aí e quem tiver competência que se apresente!

Bom fim de semana a todos
ronan
http://www.mobilizacaobr.com.br/profiles/blogs/o-tamanho-do-bicho