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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Revoluções Brasileiras


Programa Luz para Todos tira 11 milhões da escuridão
Em maio de 2009, o Programa Luz para Todos atingiu a meta de levar energia elétrica gratuitamente a 2 milhões de famílias em todo o Brasil. Desde então, o programa do governo federal, criado em 2003, continuou a beneficiar outras famílias do meio rural. Hoje, o total de brasileiros que saíram da escuridão já chega a mais de 11,1 milhões de pessoas.  Estima-se que as obras do programa geraram cerca de 335 mil empregos diretos e indiretos. Foram instalados 824 mil transformadores, 5,6 milhões de postes e 1,1 milhão de km de cabos elétricos - o equivalente a mais de 26 voltas ao redor da Terra. O programa beneficiou tanto o meio rural quanto as empresas e trabalhadores das grandes cidades.
De acordo com uma pesquisa realizada pelo Ministério de Minas e Energia (MME) no início de 2009, 79,3% das famílias atendidas pelo programa compraram televisão e 73,3% adquiriram geladeira. No total, foram comercializados 1,7 milhão de televisores e 1,6 milhão de geladeiras, além de liquidificadores, ventiladores, bomba d’ água, entre outros.
Outra constatação foi o aumento do número de pessoas que passaram a morar no campo depois que a eletricidade chegou. “Eu pensei em sair da minha terra, na Praia do Sono, por não poder dar a menor condição de conforto para a minha família. Agora não. A energia chegou e eu posso ter tudo que o morador da cidade tem”, afirma o pescador Rosenildo Albino, morador de Paraty (RJ). “Antes era tudo muito difícil e caro. Vela é uma despesa cara, diesel muito mais e o pior é que conservar o peixe era praticamente impossível”, afirma. No total 540 mil pessoas saíram dos grandes centros urbanos no período.
Comunidades Isoladas – Com o programa avançando pelo Brasil, o foco agora é atender comunidades isoladas da Amazônia e ilhas fluviais e marítimas. Hoje, no estado do Maranhão, na Ilha de Lençóis, município de Cururupu, os 500 moradores não precisam mais das velas nem de motor a diesel como companhia noturna. A população tem energia 24 horas por dia, o ano inteiro. Graças ao sol e ao vento abundante, as placas de captação da luz do sol e as hélices dos geradores eólicos produzem energia limpa. O projeto, que faz parte de um convênio firmado entre o MME e a Universidade Federal do Maranhão (UFMA), é utilizado como modelo e poderá ser replicado em outras ilhas do Brasil.
Programa brasileiro de cisternas ganha prêmio da ONU
O Programa Um Milhão de Cisternas (P1MC), da Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA), com recursos do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) recebeu reconhecimento internacional. A ação ganhou o Prêmio Sementes 2009, da Organização das Nações Unidas (ONU), concedido a projetos de países em desenvolvimento feitos em parceria entre organizações não-governamentais, comunidades e governos.
O Programa das cisternas garante o acesso à água a famílias de baixa renda da zona rural de cidades do Semiárido brasileiro, que enfrenta secas prolongadas de até oito meses por ano. Até abril de 2009, o MDS já havia investido em cerca de 226 mil cisternas, que beneficiaram mais de um milhão de famílias. O investimento total previsto para 2009 é de 107,5 milhões de reais.
Para a diretora da Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, Neila Batista, o prêmio significa o reconhecimento de uma ação que melhora a qualidade de vida de famílias do sertão nordestino. “Nossa metodologia atende àqueles que têm maior necessidade. Estabelecemos diretrizes de execução e monitoramento, beneficiando famílias do Cadastro Único, quilombolas e indígenas”.
O coordenador da ASA e membro do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), Naidison Baptista, diz que o prêmio da ONU é um sinal de que o trabalho deve continuar. “É um incentivo muito grande a todos os envolvidos, que fazem o projeto acontecer. Não só para a ASA, as famílias, os pedreiros, mas também para o MDS, que apoia bravamente o programa, transformando-o em uma política pública”.
Cisternas - Dentro do programa apoiado pelo MDS, há as cisternas menores, que abastecem água para o consumo das famílias, e as maiores, usadas para armazenar água para a produção de alimentos. As cisternas menores, ou de primeira água, fornecem o líquido para beber e preparar os alimentos. Construídas com placas de concreto ao lado da casa, armazenam cerca de 16 mil litros de água, coletada por calhas no telhado. As famílias colaboram na construção das cisternas, recebem capacitação sobre manejo da água e cuidados com a cisterna e são selecionadas e mobilizadas por meio de comissão ou conselho municipal.
Já as cisternas maiores são chamadas de segunda água ou cisternas para produção porque armazenam uma quantidade maior, que pode passar dos 50 mil litros. A água é usada na agricultura familiar, na produção de alimentos para consumo das famílias beneficiadas. No projeto, há seis tipos de cisternas para a produção, algumas delas suficientes para até 12 famílias. A água pode ser captada da chuva ou de poços subterrâneos.  
 
Outros Prêmios – Esta não é a primeira premiação recebida pelo Programa. A iniciativa já havia sido reconhecida, anteriormente, com o Prêmio Josué de Castro de Boas Práticas em Gestão de Projetos de Segurança Alimentar e Nutricional, na categoria Sociedade Civil, em 2008; o Prêmio ANA 2006, da Agência Nacional de Águas, na categoria Uso Racional de Recursos Hídricos; e o Prêmio ODM 2005, organizado pelo governo federal, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD Brasil) e Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade.

Enviado Por Fernando RF - Via Rede Castor

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