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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

O que não estamos a ouvir acerca do Haiti: petróleo por Pakalert [*]

O que não estamos a ouvir acerca do Haiti: petróleo
por Pakalert [*]

"Há prova de que os Estados Unidos descobriram petróleo no Haiti déca=as atrás e que devido a circunstâncias geopolíticas e a interesses d= big business foi tomada a decisão de manter o petróleo haitiano na re=erva para quando o do Médio Oriente escasseasse. Isto é pormenorizado =elo dr. Georges Michel num artigo datado de 27/Março/2004 em que esboç= a história das explorações e das reservas de petróleo no Haiti, b=m como na investigação do dr. Ginette e Daniel Mathurin.

Também há boa evidência de que estas mesmas grandes companhias de pet=óleo estado-unidenses e seus monopólios inter-relacionados de engenhar=a e empreiteiros da defesa fez planos, décadas atrás, para utilizar po=tos de águas profundas do Haiti tanto para refinarias de petróleo como=para desenvolver parques de tancagem ou reservatórios onde o petróleo =ruto pudesse ser armazenado e posteriormente transferido para pequenos pet=oleiros a fim de atender portos dos EUA e do Caribe. Isto é pormenorizad= num documento acerca da Dunn Plantation em Fort Liberté , no Haiti.

A HLLN de Ezili [1] sublinha este documentos sobre recursos petrolíferos =o Haiti e os trabalhos do dr. Ginette e Daniel Mathurin a fim de proporcio=ar uma visão não encontrável nos media "de referência" nem tão p=uco se encontra em qualquer outro lugar as razões económicas e estrat=E9gicas porque os EUA construíram a sua quinta maior embaixada do mundo =97 a quinta, após a embaixada dos EUA na China, no Iraque, no Irão e n= Alemanha - no minúsculo Haiti, após a mudança do regime haitiano =elo governo Bush.

Os factos esboçados na Dunn Plantation e nos documentos de Georges Michel= considerados em conjunto, desvelam razoavelmente parte das razões ocult=s porque os Enviado Especial da ONU ao Haiti, Bill Clinton , está à oc=pação da ONU o aspecto de que as suas tropas permanecerão no Haiti p=r longo período.

A HLLN de Ezili tem afirmado reiteradamente, desde o princípio da mudan=E7a de regime do Haiti em 2004 pelo regime Bush, que a invasão do país=pelos EUA em 2004 utilizou tropas da ONU como suas procuradoras militares =ara esvaziar a acusação de imperialismo e racismo. Também temos afir=ado reiteradamente que a invasão e ocupação do Haiti pela ONU/EUA n=E3o se refere à protecção dos direitos haitianos, a sua segurança,=estabilidade e desenvolvimento interno a longo prazo mas sim acerca do ret=rno dos Washington Chimeres [gangters] - os tradicionais oligarcas haiti=nos - ao poder, o estabelecimento de comércio livre injusto, o plano m=rtal dos Chicago boys, políticas neoliberais, manutenção do salári= mínimo a níveis de trabalho escravo , pilhagem dos recursos naturais = riquezas do Haiti , para não mencionar o benefício da localização=pois o Haiti está entre Cuba e a Venezuela. Dois países em que, sem =EAxito, os EUA têm orquestrado mudanças de regime mas continuam a tent=r. Na Dunn Plantation e nos documentos Georges Michel, descobrimos e novos=pormenores como a razão porque os EUA estão no Haiti com esta tentativ= de Bill Clinton para que as ocupações da ONU continuem.

 Não importam os disfarces ou a desinformação dos media, trata-se tam=ém das reservas de petróleo do Haiti e de assegurar portos de águas =rofundas no Haiti como local de transbordo (transshipment) para petróleo=ou para armazenagem de petróleo bruto sem a interferência de um govern= democrático obrigado para com o bem-estar da sua população. (Ver Re=nold's deep water port in Miragoane / NIPDEVCO property .)

No Haiti, entre 1994 e 2004, quando o povo tinha voz no governo, havia um i=tenso movimento das bases para conceber como explorar os recursos do paí=. Havia um plano, explicitado no livro "Investir no povo: Livro Branco de =avalas sob a direcção de Jean-Bertrand Aristide" (Investir dans l'huma=n), onde a maioria dos haitianos "foi não só informada onde estavam os=recursos, mas que não tinham as qualificações e tecnologia para real=ente extrair o ouro, extrair o petróleo".

O plano Aristide/Lavalas, como articulei na entrevista Riquezas do Haiti , =ra "empenhar-se em alguma espécie de parceria privada/pública. Nesta, =eria considerado tanto o interesse do povo haitiano como naturalmente o do= privados que receberiam os seus lucros. Mas penso que isto foi naquele mo=ento em que tínhamos St. Gevevieve a dizer que não gostavam do governo=haitiano. Obviamente, eles não gostavam deste plano. Eles não gostam q=e o povo haitiano saiba onde estão os recursos. Mas este livro - pela =rimeira vez na história do Haiti - foi escrito em crioulo e em franc=EAs. E houve uma discussão nacional em todas as rádios do Haiti acerca=de todos estes vários recursos do Haiti, onde estavam localizados e como=o governo haitiano tencionava tentar construir desenvolvimento sustentáv=l através daqueles recursos. Era o que acontecia antes de em 2004 Bush m=dar o regime do Haiti através de golpe de estado. Agora, após o golpe =e estado, embora o povo saiba onde estão estes recursos porque o livro e=iste, ele não sabe quem são estas companhias estrangeiras. Nem quais s=E3o as suas margens de lucros. Nem quais as regras de protecção ambien=al e regulamentações irão protegê-los. Muitos, no Norte por exempl=, falam acerca da perda das suas propriedades, tendo vindo pessoas com arm=s e tomado a sua propriedade. É assim que estamos" ( Riquezas do Haiti: =ntrevista com Ezili Dantò sobre mineração no Haiti ).

Os media "de referência", possuídos pelas companhias multinacionais que=espoliam o Haiti, certamente não exibem para consumo público o facto d= que a invasão e ocupação do Haiti pela ONU/EUA é para assegurar o=petróleo do país, posição estratégica, trabalho barato , portos =e águas profundas, recursos minerais (irídio, ouro, cobre, urânio, d=amantes, reservas de gás), terras, zonas costeiras, recursos offshore pa=a privatização ou a utilização exclusiva de oligarcas ricos do mun=o e de grandes monopólios petrolíferos dos EUA. (Ver mapa mostrando al=umas das riquezas mineiras e minerais, inclusive cinco sítios de petró=eo no Haiti; Oil in Haiti pelo dr. Georges Michel ; Excerto do documento D=nn Plantation ; o Haiti está cheio de petróleo , afirma Ginette e Dani=l Mathurin. Há uma conspiração multinacional para tomar ilegalmente =s recursos minerais do povo haitiano : Espaillat Nanita revelou que no Hai=i há enormes recursos de ouro e outros minerais, Is UN proxy occupation =f Haiti masking US securing oil/gas reserves from Haiti ).

De facto, a actual autoridade-haitiana-sob-a-ocupação-EUA/ONU que encar=egada de conceder licenças de exploração e mineração no Haiti n=E3o explica, de qualquer maneira relevante ou sistemática, à maioria h=itiana acerca das companhias a comprarem, após 2004, portos de águas p=ofundas no Haiti, que lucros partilham com o povo do Haiti, não explicam=os efeitos ambientais das escavações maciças nas montanhas do Haiti = sobre as águas neste momento. Ao invés disso, o director de Mineraç=E3o do Haiti alegremente sustenta que "novas investigações serão nec=ssárias para confirmar a existência de petróleo no Haiti" .

Num trecho retirado do artigo postado em 09/Outubro/200 por Bob Perdue, int=tulado "Lonnie Dunn, third owner of the Dauphin plantation" , ficamos a sa=er que: "Em 8 de Novembro de 1973, Martha C. Carbone, da Embaixada America=a em Port-au-Prince, enviou uma carta ao Office of Fuels and Energy, Depar=amento de Estado, na qual declarava que o Governo do Haiti "... tem diante=de si propostas de oito grupos diferentes para estabelecer um porto de tra=sbordo para petróleo em um ou mais portos de águas profundas haitianos= Alguns dos projectos incluem a construção de uma refinaria..." Ela a =eguir comentava que a Embaixada conhecia três firmas: Ingram Corporation=de Nova Orleans, Southern California Gas Company e Williams Chemical Corpo=ation da Florida.. (Segundo John Moseley, a companhia de Nova Orleans prov=velmente chama-se "Ingraham", não Ingram.)

No número de 6 de Novembro de 1972 da revista Oil and Gas Journal, Leo B.=Aalund comentava no seu artigo "Vast Flight of Refining Capacity from U.S.=Looms",.: "Finalmente, o Haiti de 'Baby Doc' Duvalier está a participar =om um grupo que quer construir um terminal de transbordo junto a Fort Libe=té, no Haiti". Uma das propostas mencionadas por Carbone estava sem dú=ida submetida aos interesses Dunn.

Além disso, ficamos a saber por este artigo que "a Lonnie Dunn que possu=EDa a plantação Dauphin "planeou rectificar e ampliar a entrada da ba=EDa [Fort Liberté] de modo a que super-petroleiros pudessem nela entrar = a carga ser distribuída para petroleiros mais pequenos para transferê=cia a portos dos EUA e Caribe que não pudessem acomodar navios grandes..=" ( Foto de Fort Liberté, Haiti).

Inserimos no sítio web HLLN as outras partes relevantes deste documento q=e se referem ao interesse que corporações dos EUA têm tido, durante =écadas, em Fort Liberté como porto de águas profundas ideal para mul=inacionais instalarem uma refinaria de petróleo.

Nas décadas de 50 e 60 havia pouca necessidade dos portos ou do petróle= do Haiti pois do Médio Oriente jorravam dólares em abundância. Para=os monopólios que ali actuavam não havia necessidade de enfraquecerem-=e a si próprios colocando mais petróleo no mercado e cortarem os seus =ucros. Escassez manipulada, teu nome é lucro! Ou, o que equivale dizer, =apitalismo.

Mas o embargo petrolífero da década de 70, o advento da OPEP, a ascens=E3o do factor venezuelano, a Crise do Golfo seguida pela guerra pelo petr=F3leo do Iraque, tudo isso tornou o Haiti uma aposta melhor para o fato de=três peças e os mercenários militares chamados "governos ocidentais"= sim, um meio mais fácil de colocar a pilhagem e o saqueio sob a cobertu=a pública do "levar a democracia" ou da "ajuda humanitária".

Por acaso, após a mudança de regime de 2004 promovida por Bush filho, a=seguir ao golpe militar de 1991 de Bush pai, descobrimos torrentes de "dis=ussões" no Congresso acerca de perfurações off-shore em preparaç=E3o, com a "revelação" final, tal como escrito há anos no documento =unn, de que "é necessário para os super-petroleiros que precisam porto= de águas profundas os quais não estão prontamente disponíveis ao =ongo da Costa Leste dos EUA - assim como por considerações ambientai= e outras que não permitem a construção de refinarias internas na es=ala em que serão necessárias".

Enfatizamos que o Haiti é um local de despejo ideal para os EUA/Canadá/=rança e agora o Brasil , pois questões ambientais, de direitos humanos= de saúde e outras nos EU e nestes outros países provavelmente não p=rmitiriam a construção de capacidade de refinação interna na escal= em que as novas explorações de petróleo neste hemisfério exigir=E3o. Assim, por que não escolher o país mais militarmente indefeso do =emisfério Ocidental e salpicá-lo com iniciativas de desestabilizaç=E3o por trás da máscara "humanitária" da ONU e os paternais cabelos =rancos de Bill Clinton com uma cara sorridente?

É relevante notar aqui que a maior parte dos principais portos de águas=profundas do Haiti foram privatizados a partir da mudança de regime prom=vida por Bush em 2004. Também é relevante notar que no ano passado esc=evi um artigo intitulado Is the UN military proxy occupation of Haiti mask=ng US securing oil/gas reserves from Haiti : "Se há reservas significati=as de petróleo e gás no Haiti, o genocídio e os crimes dos EUA/Europ= contra a população haitiana ainda não começaram. Ayisyen leve zye=nou anwo, kenbe red. Nou fèk komanse goumen. (Reler Is there oil in Hait= , de John Maxwell.)

As revelações do dr. Georges Michel e dos documentos Dunn Plantation pa=ecem responder afirmativamente à questão de que há reservas substanc=ais de petróleo no Haiti. E a nossa informação no Ezili Dantò Witn=ss Project é que na verdade está a ser aproveitada, mas não para o b=nefício dos haitianos ou do desenvolvimento autêntico do Haiti. Eis po=que havia a necessidade de marginalizar as massas haitianas através do d=rrube do governo democraticamente elite de Aristide e de colocar as armas = a ocupação da ONU que hoje mascaram os EUA/europeus (com uma peça p=ra o novo poder que é o Brasil) assegurando as reservas de petróleo e =ás do Haiti e outras riquezas minerais tais como ouro, cobre, diamantes = tesouros submarinos. ( Majescor and SACG Discover a New Copper-Gold in Ha=ti , Oct. 6, 2009; Ver Haiti's Riches e There is a multinational conspirac= to illegally take the mineral resources of the Haitian people : Espaillat=Nanita revelou que no Haiti há enormes recursos de ouro e outros minerai=.)

Hoje, os EUA e os europeus dizem estar felizes com os "ganhos de seguranç=" do Haiti e com o seu governo "estável". Quer dizer: as últimas elei=E7ões presididas pelos EUA/ONU no Haiti excluíram o partido maioritá=io de qualquer participação. As prisões do Haiti estão cheias, des=e 2004, com milhares de organizadores comunitários, civis pobres e dissi=entes políticos que os EUA/ONU etiqueta como "gangsters", detidos indefi=idamente sem julgamento ou audiências. A Cité Soleil foi "pacificada".=Desde 2004 há mais ONGs e organizações caritativas no Haiti - cerc= de 10 mil - do que em qualquer outro lugar do mundo e o povo haitiano e=tá muitíssimo pior do que antes desta civilização EUA/ONU (també= conhecida como "Comunidade Internacional") e seus bandidos, ladrões e e=quadrões da morte corporativos que cassam os direitos de nove milhões =e negros. Os preços dos alimentos estão demasiado altos, alguns recorr=m ao pão que o diabo amassou na forma de biscoitos Clorox para aliviar a=fome.

Lovinsky Pierre Antoine , o dirigente da maior organização de direitos =umanos do Haiti, foi desaparecido em 2007 no Haiti ocupado pela ONU sem qu= qualquer investigação fosse efectuada. Entre 2004 e 2006, sob a ocupa=E7ão ocidental, primeiro pelos Marines dos EUA e a seguir pelas tropas m=ltinacionais encabeçadas pelo Brasil, de 14 mil a 20 mil haitianos, prin=ipalmente quem se opunha à ocupação e à mudança de regime, foram=chacinados com impunidade total. Mais crianças haitianas estão fora da=escola hoje em 2009 do que antes de vir a "civilização" EUA/ONG após=2004. Sob o regime imposto pelos EUA em Boca Raton, o Supremo Tribunal do =aiti foi despedido e outro completamente novo, sem qualquer autoridade con=titucional emanada de mandato do povo do Haiti, substituiu os juízes leg=EDtimos e os funcionários judiciais sob a tutela da ocupação da ONU = da comunidade internacional.

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[1] Ezili: Marguerite Laurent/Ezili Dantò é dramaturga, poeta, comentad=ra política e social, escritora e promotora de direitos humanos. Nasceu =m Port-au-Prince e foi educada nos EUA. Para mais informação ver http:=/www.ezilidanto.com

O original encontra-se em http://pakalert.wordpress.com/

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/a_central/haiti_oil.html .=20


Essa informação chegou também por 3 fontes de credibilidade e profissionalismo inquestionáveis. São elas:

O que não estamos a ouvir acerca do Haiti: PETRÓLEO

Segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010 10:09
De:
socioeconomista e educador, Doutor em Educação pela Universidade Federal Fluminense, Mestre em Economia do Desenvolvimento, pela The American University, Washington DC. É co-fundador, coordenador geral e socioeconomista do PACS – Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul, consultor em economia do desenvolvimento e educação junto a governos municipais e professor visitante e universitário em diversas Universidades no Brasil e no exterior (Estados Unidos, Canadá, Suíça, México, Áustria, Irlanda, França). É docente de seminários em diversas UNIPAZ e facilitador de seminários junto á Rede de Ecovilas e ao programa Gaia Education.
Peter José Schweizer - Doutor em Engenharia de Produção (COPPE/UFRJ), Master in Science (M.Sc.) em Engenharia de Produção (COPPE/UFRJ), Pós-graduado em Planejamento Urbano e Regional (MIT/E.U.A.), Arquiteto (FAU/UFRJ) 
Vanderley Caixe - 
Bacharel em Direito,criou o 1º Centro de Defesa dos Direitos Humanos do Brasil,  
fundou a Associação Nacional de Advogados dos Trabalhadores Rurais,Fundou (criou) e dirigiu o Jornal “O Berro”, órgão de resistência e denúncia da ditadura militar e do  imperialismo e o mantem ainda hoje.

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