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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

- OAB apoia plano de Direitos Humanos e sugere demissão do ministro Jobim

Enviado por Meireles: "MVM==News"
- OAB apoia plano de Direitos Humanos e sugere demissão do ministro Jobim

 
 
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10/01/2010
Brasília Confidencial 
 
OAB apoia plano de Direitos Humanos e sugere demissão do ministro Jobim
 
 
A direção nacional e a seção do Rio de Janeiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) divulgaram notas, neste domingo, em que criticam a reação dos militares a diretrizes incluídas no terceiro Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH3)  e apoiam o secretário nacional de Direitos Humanos, Paulo Vannucchi. As notas sucederam anúncio de Vannucchi, ao jornal Folha de São Paulo, de que deixará o cargo se as propostas para o plano forem alteradas. A seção fluminense da OAB afirma que, “se é para haver demissões no governo, que sejam as primeiras a do ministro da Defesa, Nelson Jobim, e dos chefes militares”.
 
As duas representações dos advogados brasileiros repelem, em suas notas, a resistência dos militares à investigação e à punição de quem praticou crime de tortura durante a ditadura (1964-1985).
   
”Quem censurou, quem prendeu sem ordem judicial, quem cassou mandatos e quem apoiou a ditadura militar estão anistiados. No entanto, quem torturou cometeu crime de lesa-humanidade e deve ser punido pelo Estado como quer a nossa Constituição”, escreveu o presidente nacional da OAB, Cezar Britto, após telefonar ao secretário de Direitos Humanos na manhã deste domingo.
 
”Todo brasileiro tem o direito de saber que um presidente da República constitucionalmente eleito foi afastado por força de um golpe militar. Da mesma forma, não se pode esquecer que no Brasil o Congresso Nacional foi fechado por força de tanques e que juízes e ministros do Supremo Tribunal Federal foram afastados dosseus cargos por atos de força, e que havia censura, tortura e castração de todo o tipo de liberdade”.
  
Cézar Britto assinala também que “o regime do medo que sustentava o passado não pode servir  de desculpa no presente democrático”. E acrescenta: ”Um país que tem medo de sua história, não pode ser considerado um país sério”.

Já o presidente do diretório da OAB no Rio, Wadih Damous, qualifica como “inaceitável que a sociedade brasileira volte a ser tutelada por chefes militares” e considera que o conteúdo do Plano Nacional de Direitos Humanos está sendo distorcido deliberadamente por setores historicamente ligados ao golpe de 1964, com o objetivo de criar uma crise artificial no país.

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