Como participar da campanha pela DEMOCRATIZAÇÃO DA MÍDIA?

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sábado, 19 de dezembro de 2009

Azril Bacal manda noticias de Copenhagen e conta como foi importante a luta popular em massa:

Llegando a Uppsala...
Después de 3 horas de sueño, partí a las 03.00 desde Copenhagen para Uppsala, en una jornada increíble de retorno, cuyos detalles constituyen un microcosmos revelador del entorno que nos rodea...
Resumiendo, hasta las 03.00 los participantes de la reunión de los "mano puliti" no habían logrado un consenso mínimo para un acuerdo razonable, negociado, para enfrentar y resolver la crisis climática, a pesar de los intentos de presión y manipulación bilateral, tradicionales de los poderes coloniales y neocoloniales para dividirnos y controlarnos ("divide et impera")...
Gracias a la presencia en el Bella Center de unos pocos gobiernos aliados de los Movimientos Sociales - y por lo tanto, de la Madre Tierra y de la Humanidad, ya no es tan fácil doblegar la voluntad del G-77, como estaban acostumbrados los poderosos/privilegiados de todos los tiempos.
No debemos sorprendernos si Obama saca un conejo del sombrero a última hora, para intentar satisfacer a una galería que ya no se deja satisfacer las medidas convencionales de pan, circo, fútbol, porno y/o alguna guerra inventada con un país vecino, para distraer a la opinión pública, manipulando los sentimientos nacionalistas, como estamos acostumbrados en América Latina.
Les contaba que anoche iba camino a escuchar a Evo - y lo logré y valió la pena, compañer@s, camaradas, hij@s, niet@s y amig@s. VALIÓ LA PENA :-)
El lenguage de Evo es receptivo a nuestras voces. Entre los momentos preciosos de su discurso nos propuso un plebiscito planetario de 6 puntos, terminando con la consulta/pregunta si aceptabamos la creación de un Tribunal Popular para juzgar/condenar a los países y empresas culpables de dañar a la Madre Tierra, agravando y no ayudando a resolver la Crisis Climática :-)
Creo que las palabras sabias y promisoras de Evo coinciden con las reflexiones del 17/12 de ir preparándonos para organizar la Asamblea Planetaria de los Pueblos, por medio de la cual lograr una "Gobernabilidad" al servicio de los Pueblos del Mundo y no de los intereses mezquinos establecidos por las aristocracias, las plutocracias y los gobiernos a su servicio. Algo así como una ONU de nosotros Los Pueblos del Mundo, para lograr, finalmente, construír Estructuras/Culturas sustentables de Justicia, Paz y
Solidaridad/Amor.
Con estas palabras, este veterano se despide por hoy, fatigado, dolido e increíblemente inspirado y esperanzado, para atender asuntos más prosaicos como un poemario y un tratamiento para mis rodillas, dolidas y orgullosas por haber logrado, privilegiadamente, marchar con humildad, por mis hijos, por mis nietos, por las generaciones venideras y por la Madre Tierra y por toda la Humanidad...
Vuestro/Vosso
Azril
 
 
 
AZRIL: Meu carinho e orgulho de ver que a humanidade unida conquista essa importante vitória. 
Receba neu carinho e um grande abraço.
E mais: Está aí ( morando de novo) um grande amigo/companheiro. Ele vai contacta-lo e vai ser importante ve-los daí unidos. Bjao, 
Nanda Tardin

COMO FABRICAR UM NOVO COLLOR – JOSÉ COLLOR SERRA

COMO FABRICAR UM NOVO COLLOR – JOSÉ COLLOR SERRA


Laerte Braga


Há uma diferença fundamental e são poucas as pessoas que percebem. Já foi retratada em várias situações através da literatura, do cinema, do teatro, falo de diferenças entre um bordel desses que os jornais costumam chamar de “zona de baixo meretrício” e o complexo PSDB/DEM/GLOBO/FIESP/DASLU.

Numa “zona de baixo meretrício” há regras básicas de comportamento que se não são obedecidas implicam num convite discreto, mas firme ao infrator, para que se retire do local. É proibido cuspir no chão, por exemplo, ou avançar sobre mulher alheia no momento que essa alheia estiver ocupada, digamos assim. E é preciso um respeito absoluto pelas crianças que brincam ao redor, filhos das trabalhadoras do local.

Quase sempre estão rodando aros de metal, velhas rodas de bicicleta, ou caminhões de madeira quebrados e sem rodas, quase todas desdentadas e muitas arredias num canto qualquer, na expectativa de um pastel, um copo de caldo de cana, coisas assim, para matar a fome de todo dia.

O governador de São Paulo José Collor Serra disse em 2002, quando perdeu as eleições presidenciais para Lula, que nunca havia visto uma vaca ao vivo até aquele momento. Fez essa declaração diante de uma espécie bovina, entre surpreso e risonho, olhos fixos nas câmeras e deixando a entender aos jornalistas que sua vida sempre foi de sacrifícios, trabalho e dedicação à causa pública. E quando sorri, José Collor Serra apenas exibe um esgar de desprezo pelas pessoas. 

José Collor Serra sabia apesar disso o significado e o poder da chantagem na política, principalmente no meio que escolheu para os seus “sacrifícios”, seu “trabalho” e sua “dedicação”. O complexo PSDB/DEM/GLOBO/FIESP/DASLU e alguns adereços, como o PPS de Roberto Freire.

Um ano antes das eleições presidenciais de 1989 o grande temor das elites brasileiras, expresso de todas as formas possíveis pela GLOBO, era a eleição de Leonel Brizola para a presidência da República. As primeiras pesquisas de intenções de votos mostravam que as chances de Brizola eram reais.

Uma edição especial do programa GLOBO REPÓRTER foi montada mostrando os feitos do então governador de Alagoas Fernando Collor de Mello, filho de Arnon de Mello (ex-senador da UDN), amigo da família Marinho e resposta encontrada pelos marqueteiros da GLOBO e do complexo de interesses que representava e representa a organização. Organização aí tem de fato o sentido de máfia, quadrilha, plêiade de criminosos. Súcia, malta, etc.

Foi nessa edição que deram partida ao mito do “caçador de marajás”. Não importa que fosse ele Collor um marajá, ou um tresloucado. Importa que era alguém capaz de executar o programa político e econômico traçado pelo chamado Consenso de Washington, essa tal de globalização – “globalitarização” o termo real e da lavra do antropólogo Milton Santos –. O “caçador de marajás” era o slogan do sabão em pó a ser vendido aos brasileiros, em contrapartida aos “riscos” Brizola, Lula àquela época não era ainda um perigo para esses interesses.

De lá até as eleições um arrastão só. O frenesi Collor de Mello “desfechando potentes golpes” contra a inflação, contra o desemprego, contra o atraso (disse que a indústria automobilística brasileira não fabricava carros, mas “carroças”), falou em “nova abertura dos portos”, o que foi concretizado anos mais tarde por Fernando Henrique Cardoso, outra versão do “caçador de marajás”, já que o dito cujo jogou tudo para o alto e trapalhadas que não conseguiram abafar. Era só um sabão em pó a mais criado pelo marketing das elites via GLOBO, mas o mesmo sabão de antes. Embalagem e nova “fórmula milagrosa” para a mesma coisa.    

A diferença entre Collor de Mello e Fernando Henrique Cardoso se bem pesado depõe a favor de Collor. Um filhinho de papai que nunca fez nada vida, louco, alucinado, mas autêntico nessa loucura, nessa avidez com que se lançou ao dinheiro público via PC Farias. A quadrilha alagoana era fraca demais, pequena demais para o papel que lhe foi conferido, superestimaram o bandido.

FHC não. Intelectual, acostumado a traições, a ser comprado sem maiores dificuldades, ardiloso, frio, cínico ao absoluto, dono de uma vaidade sem tamanho (por aí é que foi pego), o ideal para cumprir os desígnios da grande máfia, o Consenso de Washington (lei de patentes, privatizações, a tal abertura dos portos, compra de deputados e senadores para um novo mandato, tudo planejado de forma fria e despudorada por uma quadrilha, os tucanos, à altura do desafio imposto pelos donos).

José Collor Serra é como se fosse um cruzamento de Fernando Collor de Mello no que o alagoano tem de tresloucado, com o cinismo e a podridão absoluta de Fernando Henrique Cardoso, “qualidades” às quais se pode acrescer a ausência plena de qualquer vestígio de humanidade.

É lato senso a figura mais repulsiva da política brasileira.

Acuado pela perspectiva de uma disputa dentro do seu partido com o governador de Minas Aécio Neves no pleito pela indicação para a disputa da presidência da República, chamou um dos seus jornalistas, Juca Kfoury e tornou pública uma atitude do governador de Minas, sugerindo, aí o fato principal, a dependência química de Aécio à cocaína. Foi o próprio Juca quem em meados de 2008 revelou que Mineirão cantara em coro no jogo Brasil e Argentina “o Maradona, por que parou, parou por que, o Aecinho cheira mais que você” (A GLOBO, à época, tirou o som local do estádio, ainda estava indecisa sobre quem seria o ungido por Washington e os acionistas minoritários dessas máfias).

Daí a mandar um recado a Aécio Pirlimpimpim Neves que o assunto viria a tona em notas aos borbotões, desqualificando-o e tirando-o da disputa caso não saísse moto próprio, foi um pulo. É especialista em chantagem. Tem uma equipe que trabalha vinte e quatro horas por dia de joelhos ao seu dispor, inclusive Juca Kfoury.

E mais a GLOBO, FOLHA DE SÃO PAULO, ESTADO DE SÃO PAULO, VEJA, RBS, ÉPOCA, BANDEIRANTES, etc.

Ato contínuo o governador chamou o prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (eleito depois de uma chantagem em cima do rival Geraldo Alckmin), com quem vinha tendo diferenças. A senadora Kátia Abreu, líder do latifúndio no Congresso e corrupta de carteirinha vitalícia, já pressionado pelo governador de Brasília José Roberto Arruda de cair atirando e foram todos para Copenhague na onda da conferência mundial sobre meio-ambiente, despejar o cheiro fétido do que representam, de seus partidos, que exala deles próprios. Levou, de quebra, alguns assessores assim tipo secretário para engraxar sapatos, outros para arrumar as malas, coisas do gênero.

Obrigado a engolir momentaneamente a chantagem de Arruda, deixou tudo acertado aqui com o JORNAL NACIONAL e os outros veículos de comunicação (putz! É o cúmulo, veículos de comunicação), resolveu resolver o problema fora do País, como escrevi anteriormente, longe dos holofotes e das algemas. Num exercício de sabão em pó que lava mais branco. Um encontro com o exterminador do futuro que governa o estado norte-americano da Califórnia, farta matéria publicitária (paga) no JORNAL NACIONAL e na REDE BANDEIRANTES, aí o pulo do gato.



Em companhia de Serra e sua entourage, do prefeito Kassab e sua entourage, de Katia Abreu (levou na mala pistolas com silenciadores para quaisquer eventualidades) levou também, DANIELA SAAD, sua assessora especial para qualquer assunto, (imagem ao lado a esquerda, da nomeação  para o cargo ,retirada do Cloaca News e DOSP)filha do dono da rede BANDEIRANTES de tevê e com cargo e salário no governo do mafioso em São Paulo. Plantão integral vinte e quatro horas por dia sem restrições ou limitações no trabalho. Tipo a GLOBO é maior, mas a primeira dama vai ser da BANDEIRANTES. Nem que seja por trás dos panos. O que isso significa em termos de ´”negócios” e lógico, dinheiro público, é imensurável.  (imagem a direita da publicação da  viagem retirada pelo CLOACA NEWS do Diario Oficial de SP)



Nem na zona de baixo meretrício. E por favor, não confundam meretrício com meritíssimo, não estou falando de Gilmar Mendes, mas de José Collor Serra.

Em Belo Horizonte, no Palácio das Mangabeiras e onde mais o governador de Minas (que mora no Rio, ele e Serra se merecem) possa estar, o quadro é de revolta com a chantagem, de desolação com a chave do cofre fora do alcance da mão, de ódio com o que chamam golpe baixo de Serra. Ciro Gomes havia dito a Aécio, a uns três meses atrás que Serra era capaz de qualquer coisa e o mineiro precisava ser mais agressivo se quisesse, de fato, ser candidato a presidente. Aécio achou que podia comer o mingau pelas beiradas, mas esse não. É frio, gelado, surge do nada e do tudo e dispara.

Como José Collor Serra acertou-se com Arruda em Copenhague, com Kassab, ou se não acertou-se, não sei. Arruda e Kassab são baratos e no caso do prefeito de São Paulo o governador tem armas demolidoras montadas no preconceito que acabou derrotando definitivamente Marta Suplicy nas eleições municipais de 2008.

É só ter memória.

O que isso diz respeito a brasileiros e brasileiras?

Ora, Lula não é necessariamente o ideal, inventou o “capitalismo a brasileira” – definição perfeita de Ivan Pinheiro –, mas há uma quadro, uma realidade bastante diversa do período do atual presidente para o de FHC. E é favorável, em qualquer análise que faça, na lógica do modelo, a Lula.

Todos esses episódios dessa última semana, o ajuste final de contas de José Collor Serra com seus desafetos, mostra que o pode vir a ser um governo de Serra. Se José Collor Serra é a ponta visível desse iceberg de traições, assassinatos pelas costas e a sangue frio, friamente premeditados, é fácil imaginar o que está por trás disso, quem está por trás de todo esse banho de sordidez.

E o que tudo isso significa, o que espera o Brasil.

Está montado um novo Collor. Que soma o original a FHC e é igual a José Collor Serra.

Não existe nada mais repugnante que todo esse processo montado para fazer do Brasil uma colônia de interesses que não dizem respeito a brasileiros.

O risco que corremos é de tal ordem, que lutar para que essa malta não chegue ao poder é questão de sobrevivência da própria dignidade nacional, mesmo levando em conta que esse institucional está falido e não significa absolutamente nada diante dos caminhos reais que irão transformar o Brasil numa nação de fato livre e soberana. Senhor de si e dos seus destinos.

Essa realidade não passa, nem pode passar, por canalhas absolutos como José Collor Serra.


A guerra contra a democracia

http://video.google.com.br/videoplay?docid=-803717900315922061&ei=C1EoS9e0H4LIqQLriaz8Aw&q=war+on+democracy&hl=pt-BR#http://video.google.com.br/videoplay?docid=-803717900315922061&ei=C1EoS9e0H4LIqQLriaz8Aw&q=war+on+democracy&hl=pt-BR#

War on Democracy, (español)
1:33:36 - 2 anos atrás
En este documental John Pilger sugiere que, más allá de llevar la democracia a todo el mundo, como siempre proclama el Gobierno de los EUA, en realidad éste está haciendo todo lo posible para obstaculizar su avance. John Pilger realiza entrevistas exclusivas con oficiales del gobierno americanos, incluyendo agentes que revelan por primera vez como la CIA ha desplegado y está desplegando su guerra particular en Latino América. Pilger argumenta que la verdadera democracia popular se encuentra más bien entre los países más pobres de Latino América, cuyos movimientos y avances son ignorados por los medios. Traducción: Monofunes. Corrección e inserción: http://concienciame.com En colaboración con: http://elproyectomatriz.wordpress.com http://subtitulos.concienciame.com Más información: http://elproyectomatriz.wordpress.com/2007/10/19/the-war-on-democracy-de-john-pilger/

O ESGOTO SE MANIFESTA

CASO BATTISTI
 
O ESGOTO SE MANIFESTA
 
Celso Lungaretti (*)
 
No artigo O Fiasco natalino da Fabbrica Italiana di Buffonatas, ao analisar o fracasso retumbante do último golpe propagandístico com que a Itália e seus serviçais tentaram coagir o presidente Lula a proceder como um vil linchador, constatei: "Nem mesmo a grande imprensa brasileira, tão parcial em tudo que se refere a Battisti, embarcou pra valer nessa canoa furada".

Queimei a língua: a Veja e a CartaCapital não tiveram o comedimento dos jornalões. Em nome de uma causa repulsiva e já perdida, mentiram descaradamente para seus leitores.

A primeira -- que era da marginal do Tietê e agora é também dos marginais da extremadireita -- disse a que veio desde o título: Grazie, Supremo. Deveria colocar o texto também em italiano, tornando total a vassalagem.

Segundo a Veja, ao completar 55 anos nesta 6ª feira (18), Battisti ganhou "uma passagem só de ida a Roma, cortesia do Supremo Tribunal Federal".

E por aí seguiu, entre a grosseria explícita e a desinformação programada:
"Lula não tem alternativa a não ser devolver Battisti ao sistema judicial do país onde ele está condenado pelos assassinatos".

"O terrorista não se encaixa em nenhuma das exceções que poderiam impedir a extradição".

"Se Lula não extraditar Battisti, não só o Brasil poderá ser denunciado pela Itália na Corte de Haia como o STF certamente enquadrará o presidente".
CHANTAGEM E ALARMISMO BARATO

A CartaCapital, em Enfim caiu a discricionaridade, não só fingiu acreditar que o factóide desta semana terá alguma importância real no desfecho do caso, como erigiu novamente o ultradireitista Gilmar Mendes em fonte confiável, chegando ao absurdo de ajudá-lo a chantagear Lula.

Assim, no final do texto que Mino desta vez esquivou-se de assinar, tal o estrago que o último causou na sua reputação, está dito que, em recente entrevista à TV Educativa do Paraná, Mendes "insinuava que, se a decisão final de Lula contrariar o tratado, a Itália poderá ingressar com nova ação no STF".

A CartaCapital aprova entusiasticamente, ao enfatizar que "a decisão do dia 16 não exclui esta possibilidade".

Trocando em miúdos: a revista do Mino Carta ajuda o principal linchador do STF a fazer alarmismo barato, tentando vergar Lula às imposições italianas, em detrimento da soberania nacional. Que cada leitor tire suas conclusões.

Quanto ao fulcro da questão, já foi esgotado por quem tem conhecimentos jurídicos e autoridade moral para o fazer.

Caso de Dalmo de Abreu Dallari, professor emérito da Faculdade de Direito da USP e professor catedrático da Unesco na cadeira de Educação para a Paz, Direitos Humanos e Democracia e Tolerância, que considerou a extradição inconstitucional:
"...o dado essencial é que as próprias autoridades italianas afirmam o caráter político das ações de que Battisti foi acusado, pois subversão é crime político, na Itália e no Brasil. Ora, a Constituição brasileira diz expressamente, no artigo 5º, inciso LII, que 'não será concedida extradição de estrangeiro por crime político ou de opinião'. Só isso já torna inconstitucional a extradição de Cesare Battisti.

"Outro obstáculo constitucional intransponível é o fato de que a Constituição brasileira, pelo mesmo artigo 5º, no inciso XLVII, dispõe que 'não haverá pena de caráter perpétuo'. Ora, o tribunal italiano que julgou Battisti condenou-o à pena de prisão perpétua. Essa decisão transitou em julgado, e o governo italiano não tem competência jurídica para alterá-la, para impor uma pena mais branda, como vem sendo sugerido por membros daquele governo. A Constituição da Itália consagra a separação dos Poderes e assim como o presidente da República do Brasil está obrigado a obedecer a Constituição brasileira o mesmo se aplica ao governo da Itália, em relação à Constituição italiana.

"Em conclusão, no desempenho de sua atribuição constitucional privativa o presidente Lula (...) respeitando as disposições da Constituição brasileira, como é seu dever, deverá negar o atendimento do pedido, pela existência de impedimento constitucional".
Caso também de Carlos Lungarzo, da Anistia Internacional dos EUA, que assim desmistificou o factóide desta semana:
"...não se acrescentou nada novo, porque o caráter discricionário da decisão de Lula não impedia, obviamente, que alguém tentasse depois processá-lo sob qualquer pretexto, como retaliação no caso de que recusara extraditar Battisti. Ou seja, Lula não está obrigado a cumprir a ordem de extradição, mas, se retiver o perseguido em nosso país (com ou sem tratado), pode ser julgado por crime de responsabilidade.

"A única diferença é que hoje, este risco de Lula de ser processado foi colocado pelo Supremo Tribunal numa forma mais escandalosa e despudorada. Agora, pode ser usado com mais força como bandeira pela mídia, pela infame máfia diplomática peninsular, e por todas as forças do terrorismo de estado que se escondem abaixo da democracia aparente da pátria de Berlusconi...".
Parafraseando Camões, cessa tudo o que os corvos linchadores grasnam, pois um valor mais alto se alevanta: a grandeza de Dallari e de Lungarzo é inalcançável para esses senhores da mídia que direcionam insensivelmente Veja e CartaCapital ao esgoto jornalístico.
 
 

CAEFONA E SEUS CARETANOS CAEfona e seus CARETAnos - Incômoda viagem no tempo


nb           NOTÍCIAS DO BRASIL
                                                Edição de fim de ano/2009 – Página 4
 COMPORTAMENTO
                                                          * Raul Longo     


   CAEFONA E SEUS CARETANOS                                                                              
                              Incômoda viagem no tempo                                                              
     



Eu não queria falar de Caetano Veloso nem dos alunos da Uniban. Tem coisas que são tão vergonhosas que  parece melhor esquecer, fazer de conta que não aconteceu.
 Tenho muita vergonha dessa juventude da Uniban, porque quando éramos ainda mais jovens do que aqueles alunos, foi afastado o diretor de nossa escola. Era um homem inteligente e, como nós todos, também indignado com as prepotências da época. Em nossas conversas, nos ajudava a compreender o que se passava no país e no mundo.
 Certamente por isso tudo, um dia o professor e diretor daquele colégio público, desapareceu. Nunca soubemos se recolhido às masmorras da ditadura ou se conseguiu se exilar. Mas as mudanças foram drásticas. O novo diretor, um professor inexpressivo, incapaz de nos transmitir qualquer conhecimento, já entrou baixando lei repressiva: estava proibida a entrada de rapazes cabeludos e moças de saia acima do joelho.
 Aquilo era uma afronta! Queríamos o direito de expressar descontentamento a um mundo que mascarava ausência de conteúdo através de estéticas vazias e desprovidas de substancialidade. Um mundo militaresco, hostil às liberdades e naturais expressões humanas. Uma cultura e moralismo impostos por elites que nos enfiavam a gramática do fátuo, para calar nossas bocas e impossibilitar nossa compreensão de uma realidade demais de evidente, por mais que tentassem escondê-la sob abjeta hipocrisia.
Reunimo-nos e chegamos à conclusão de que teríamos de reagir evocando a dignidade e a bravura de Che Guevara e dos vietcongues, clamando pelos fundamentos existencialistas de Jean Paul Sartre, pela indignação de Bertand Russel e a consciência de Bertolt Brecht! Éramos mesmo assim: em nós, cabia o mundo.
Fomos à UBES, à UNE. Que poderiam fazer UNE e UBES em meio à feroz repressão da ditadura nazistóide? Que os desculpassem nossos cabelos e minissaias, mas apenas poderiam nos indicar um jornalista que, talvez, se interessasse por nossa causa.
O mundo pegava fogo, o Brasil cremava livros, triturava ideais e exilava inteligências.
Certamente o jornalista não se sensibilizaria com reivindicações tão ínfimas em comparação a violência diária nas prisões e nas ruas.
(Continua na página 5)



nb           NOTÍCIAS DO BRASIL
                                          Edição de fim de ano/2009 – Página 5
COMPORTAMENTO              
                                                                          * Raul Longo
                                                “CAEFONA E SEUS CARETANOS”


Mas para nossa surpresa o profissional (na época nem todos tinham diploma, mas eram profissionais de fato) considerou que por menor que pareça, toda intolerância, toda intransigência e arrogância deve ser combatida.
Ensinando que as pequenas prepotências também constroem grandes retrocessos, como aconteceu quando da barbárie nazista;  acompanhou-nos ao colégio e fotografou os serventes, sob as ordens do diretor, nos portões da escola barrando nossos cabelos e pernas.
No dia seguinte, se expunha nas bancas de jornal a manchete:


"Em colégio do Jabaquara, Roberto Carlos não entra!"
Não gostamos daquilo e reclamamos. Explicou a importância da referência pelo apelo popular do cantor famoso.
Não nos importava a fama! Preferíamos que houvesse usado a imagem de rebeldia e clara contraposição aos preconceitos das pessoas das salas de jantar, apenas "ocupadas em nascer e morrer". Preferiríamos muito mais alguém que condenasse a incapacidade de percepção da realidade de “uma criança suja e morta”
 e na mão direita "uma roseira autenticado eterna primavera" para o fim do gélido inverno da soberba. 
Queríamos aquele que ridicularizava as vozes mortas de pés tortos dos – coitados! - que "querem salvar as glórias nacionais" através de anacrônico paternalismo.
Queríamos aquele que nos convocava a "derrubar as prateleiras, as estantes, as estátuas" da falsa cultura e do falso moralismo, alertando que é "proibido proibir".
Queríamos o que enfrentava vaias para ridicularizar os padrões do bom gosto e as hipocrisias das boas maneiras.
O que negava. O que assumia a preguiça de ler tanta notícia vazia e, “caminhando contra o vento”, exalava o cheiro forte das falas brasileiras transcendendo de sob o forro de puídas e gastas fantasias.
Rotas fantasias de um ridículo baile de máscaras que não queríamos. Além do que, a manchete excluía o problema de nossas colegas. O jornalista ao menos deveria ter incluído: "Em colégio do Jabaquara, Roberto Carlos e Vanderléa não entram", ainda que preferíssemos Nara Leão cantando:
"Policiais vigiando e as frutas sangrando! Ah! Esta solidão vai me matar, vai me matar..."


                                                   (Continua na página 6)

nb           NOTÍCIAS DO BRASIL
                                          Edição de fim de ano/2009 – Página 6
COMPORTAMENTO       

                                                                          Raul Longo

                                         “CAEFONA E SEUS CARETANOS”  (FINAL)



 Isso tudo foi nos desaparecidos anos 60. Na década seguinte, Belchior andou dizendo que "ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais". E Caetano já tem idade pra ser avô.
É verdade que Dona Canô, de 102 anos, se demonstrou mais jovem e despojada de preconceitos do que o filho, mas o artista e os alunos da UNIBAN confirmam que Cazuza errou. Para alguns, o tempo não só parou como voltaram a antes dos anos 60.


Bem triste e lamentável aquilo de heróis morrerem de overdose nas décadas seguintes, mas nos será ainda mais vergonhoso se, nas próximas, os demais heróis de minha geração se amesquinharem aos preconceitos dos vilãos que eles mesmo combateram.
E quanto preconceito sofreu Caetano!
Será também o caso de se esquecer tudo o que cantou? Ou pretenderá novo nicho de consumidores para suas novas composições? Outro público, talvez?
Nesse caso, essa tal Uniban deve ser a maior universidade do Brasil.
Assustador, porque como alertava Jards Macalé, também tropicalista daqueles  tempos: "Há um morcego na porta principal!". Na medida em que os morcegos saem das cavernas para se masturbar nos banheiros das escolas, a involução nos rouba possibilidades de juventude, o país envelhece, anacroniza-se.
 Vergonhosamente somos obrigados a assistir o definhar de um ídolo da vanguarda cultural dos anos 60, contemporizando-se aos  preconceitos dos jovens da Uniban deste início de século 21.
Juntos, talvez se justificassem lançando um grupo musical: "Caquéticos Bárbaros". 
Ou, recordando antigas brincadeiras de quando o poeta ainda valorizava as palavras e falas populares ridicularizando grosseiros oficialismos: "Caefona e seus Caretanos".
Mas isso tudo é de quando a língua do povo era a pátria de Caetano. E dizia não ter "pátria, tenho mátria, quero fátria!".
Hoje, Caetano exilou-se no avesso do espelho como Lindonéia, a desaparecida.
Não conheci o poeta, mas temo que venha a sofrer o mesmo fim de sua personagem, pois se igualar aos preconceitos dos alunos da Uniban é de matar de dor.
 Ou morrer de vergonha.

* Raul Longo é jornalista, poeta e escritor –      pousopoesia@ig.com.brpousopoesia@gmail.com

Filha do Dono da BAND é dama de companhia ou de compania iLTDA?

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

MORENA QUE ACOMPANHA SERRA NA DINAMARCA É HERDEIRA DA BAND - E TEM CARGO DE CONFIANÇA NO GOVERNO TUCANO

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As imagens acima foram recortadas do Diário Oficial paulista (aqui e aqui, respectivamente). Daniela Ferraz Saad foi nomeada para um cargo comissionado na Secretaria de Comunicação do governo Zé Chirico. Neste momento, ela e seu "chefe" fazem turismo em Copenhague, na Dinamarca, a pretexto de participar da Conferência do Clima.
Daniela é filha de João Carlos Saad, vulgo Johnny, proprietário da Rede Bandalha de Comunicação (clique aqui para conferir). Significa que, pela ordem natural, um dia tudo aquilo será dela. É verdade que Dani até já se arriscou como apresentadora de um programa de notícias rurais, fruto de uma parceria entre os Saad e uma produtora americana - a RFD-TV. Veja:
 
http://www.youtube.com/watch?v=SiqSVHPF7gQ&feature=player_embedded
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Com tanto charme, simpatia e dinheiro, o que levaria uma moça tão distinta e fina a dar expediente, em tempo integral, em uma repartição pública envolvida diretamente no ramo de atividade de sua família?
Se você quiser fazer mais perguntas, clique aqui para ir ao NaMaria News e conhecer os demais membros da comitiva demotucana que está se esbaldando na capital dinamarquesa.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

LONGE DOS HOLOFOTES (E DAS ALGEMAS) SERRA E ARRUDA EM COPENHAGUE

LONGE DOS HOLOFOTES (E DAS ALGEMAS)
SERRA E ARRUDA EM COPENHAGUE


Laerte Braga


É visível o esforço que o governador de Minas Aécio Pirlimpimpim Neves está fazendo para dissimular o ódio (ódio sim) ao governador de São Paulo José Jânio Serra. As notícias de explosões de raiva em ambientes palacianos ultrapassaram esses ambientes. Aécio foi posto, literalmente, na parede por Serra. Ou desistia de disputar a indicação presidencial com Serra, ou notas “jornalísticas” dos muitos Juca Kfoury que existem por aí iriam mostrar a dependência do governador mineiro em relação à cocaína.

Minas inteira sabe disso e o Mineirão cantou isso em coro num jogo Brasil e Argentina em meados do ano que passado. O que menos importa neste momento é se Aécio como disse o Mineirão “cheira mais que Maradona”.O que mais importa, neste momento, é o caráter chantagista de um dos políticos mais perversos e perigosos de toda a história recente do País, José Jânio Serra.

Corrupto, autoritário, paga o preço que for preciso, qualquer preço, para ser o próximo presidente da República. Não tem um pingo de escrúpulos, ou respeito por qualquer coisa que seja, por quem quer seja, que não ele próprio.

Do jeito dos grandes chefes mafiosos José Serra embarcou para Copenhague com a senadora do DEM Kátia Abreu e um único objetivo real. O de enquadrar o governador de Brasília José Roberto Arruda, uma espécie de pulga que havia se atrevido a chantageá-lo, como fez ele Serra com Aécio. Arruda mandou avisar a Serra que se continuasse a sistemática campanha para o seu impedimento, principalmente no JORNAL NACIONAL, cairia, mas levaria todo mundo com ele.

Copenhague foi o centro das atenções do mundo nessa semana que termina. Serra não tinha, nem tem o que dizer a Copenhague, ao mundo ou ao Brasil e aos brasileiros. É um FHC que não dissimula raiva e atira pelas costas sem a menor preocupação de remorso, nem sabe o que é isso.

Foi lá para exibir-se e liquidar a fatura Arruda. Kátia Abreu, senadora que responde a processos por corrupção, é do DEM, partido de Arruda, foi como pistoleira para o acerto de contas, devida e antecipadamente paga.

Sem saída, pelo menos até que se descubra o que de fato aconteceu em Copenhague e deve ter acontecido um acerto, Arruda é ladrão de galinhas perto de Serra, o governador de São Paulo adicionou um “extra” ao JORNAL NACIONAL (já está comprado desde que começou, há quarenta anos) e acertou pequenos extras com outras empresas, pequenas empresas, para deixar o assunto Arruda morrer. Não interessa a ele nem que se fale tanto no caso e nem que o governador caia atirando.

O acerto com Arruda em Copenhague é para que ele caia e não atire. Leve uma compensação qualquer, para ficar quieto. Dinheiro não falta. Essa gente representa o que há de pior no País (a elites paulista FIESP/DASLU), o latifúndio, os banqueiros, os interesses dos Estados Unidos na Amazônia, no pré-sal e em instalar bases militares no nosso País. Não se trata de mala propriamente dita, mas de imensos baús repletos de dólares para comprar o que for preciso e eliminar obstáculos à chegada do mafioso tucano à presidência da República.

Se Arruda resolver ou resolveu dar uma de herói, azar dele. Vai ser jogado às feras, devorado em seu próprio partido e sair de mãos abanando, quer dizer, só com o que já levou.

O próximo passo de Serra é tentar mostrar a Aécio, através de terceiros, que é um bom negócio ser senador e pode até, quem sabe, virar vice do algoz e esperar um pouco mais. Vice e nada nesse caso é a mesma coisa. Se Aécio vai engolir isso ou não é outra história. Aécio é do tipo também que não tem nem princípios e muito menos condições de decidir assuntos dessa relevância já que vive em Alfa. Quem escolhe a gravata dele é a irmã, não há necessidade de perguntar no twitter como fez o venal William Bonner se alguém quer bom dia.

O risco de Serra é Aécio fazer corpo mole em Minas, deixar a coisa rolar livre e Minas é o segundo colégio eleitoral do Brasil, decisivo para as pretensões criminosas de José Jânio Serra. Mas como há muitos interesses cruzados, muito dinheiro em jogo e tucano vive disso, trapaça, corrupção, chantagem, Aécio é só um cadáver político insepulto.

Virou um Eduardo Azeredo da vida.

De quebra ainda carrega um mala sem alça, Itamar Franco. Pode vir a ser a saída do governador para enfrentar o ministro Hélio Costa, uma espécie de vingança contra Serra e contra a GLOBO, já que o Costa (que ganhou a convenção do PMDB em Minas) é ministro da GLOBO.

É o que chamam de jogo político, de manobras. É só um monte de fatos repugnantes que mostram o estado pútrido do chamado institucional. Gilmar Mendes presidindo o que chamam de Corte Suprema (há ministros dignos). Temer (doublé de tucano/PMDB com laivos petistas e o resultado disso é quero-o-meu) que já foi encurralado por Serra em pequenas denúncias que podem virar grandes manchetes escandalosas de jornais e redes de tevê compradas pelo tucano (GLOBO, BANDEIRANTES, VEJA, FOLHA DE SÃO PAULO, etc).

Por pior que possa parecer e por mais ofensivo que isso possa soar, ou baixo, Serra, como FHC, ou qualquer tucano, repito qualquer tucano, privatiza mãe ou terceiriza se por trás do negócio estiver uma gratificação de pelo menos 20%.

Não é um partido, o PSDB, é uma quadrilha que traz a reboque o que há de mais atrasado na política brasileira, o DEM, antigo PFL, antigo PDS, antiga ARENA dos tempos da ditadura militar.

O golpe em Aécio, o acerto de contas com Arruda em Copenhague, as manchetes obtidas em noticiários de tevê, JORNAL NACIONAL principalmente, foi como se tivéssemos com métodos diversos, mas efeitos semelhantes (você pode achar que está morto e está vivo e pode estar vivo, mas estar morto, caso de Aécio), foi como se tivéssemos o episódio da Noite de São Valentin, onde numa garagem, Al Capone eliminou seus concorrentes de uma só feita.

Resta saber se os brasileiros vão cair no conto do governador “eficiente” de São Paulo alagada, de obras superfaturadas, de uma elite fantasmagórica e fétida que pretende numa simples assinatura de “escritura” mudar a grafia da palavra BRASIL para BRAZIL.

Foi o que FHC começou a fazer é o que Serra quer terminar…

E foi fazer o acerto final longe dos holofotes (e das algemas), numa conferência onde se buscava uma solução, ou um caminho para salvar o planeta da devastação do “progresso” capitalista.

É o jeito deles, passam um filme bonitinho, mas são ordinários. Cínicos à perfeição.


O FIASCO NATALINO DA FABBRICA ITALIANA DI BUFFONATAS

Sexta-feira, Dezembro 18, 2009

O FIASCO NATALINO DA FABBRICA ITALIANA DI BUFFONATAS

A Fábrica Italiana de Farsas não cumpriu sua meta natalina e vai fechar 2009 no vermelho.

Depois do fracasso da tentativa de tornar obrigatória a extradição do escritor Cesare Battisti -- que não cabe e jamais coube ao Supremo Tribunal Federal decidir, mas, tão somente, autorizar --, a Itália contra-atacou com um golpe propagandístico... que deu totalmente com os burros n'água.

Primeiramente, o advogado brasileiro que lhe presta serviços na empreitada de detonar a soberania brasileira deu entrada numa questão de ordem que não tinha mais razão de ser, já que o julgamento do Caso Battisti estava encerrado.

Pressurosamente, o relator Cezar Peluso acolheu mais essa indevida e inaceitável interferência estrangeira num processo brasileiro.

De alguma maneira, convenceu-se o ministro Eros Grau a retificar seu voto num detalhe insignificante. Decerto ele cedeu por por saber que nada, realmente, mudaria.

Aí, o presidente Gilmar Mendes correu a fazer nova proclamação do resultado do julgamento, quando o certo seria apenas esclarecer tal ponto no acórdão, quando o publicassem em 2010.

Para azar da Fabbrica Italiana di Buffonatas e de sua ativa sucursal brasileira, o ministro Marco Aurélio de Mello desmistificou prontamente o embuste, denunciando-o como uma "virada de mesa".

Mesmo assim, a banda de música italobrasileira fez o possível para aproveitar a munição de má qualidade que Mendes e Peluso lhe forneceram.

o advogado brasileiro que fala orgulhosamente em nome da Itália deu declarações que colocam o presidente do Brasil na condição de cocô do cavalo do bandido, sem poder para decidir coisa nenhuma:
"A Itália está confiante que o presidente vai cumprir o tratado. Na minha visão, o presidente está obrigado a entregar Battisti. Ele [Lula] pode até adiar a entrega porque ele [Battisti] responde a processo [no Brasil], mas terá que entregar".
O ministro da Justiça italiano evitou desta vez desincumbir-se pessoalmente da tarefa de exercer pressões descabidas sobre o governo de um país soberano, delegando o serviço sujo ao seu chefe do departamento de assuntos jurídicos, Italo Ormanni.

Sem atentar para o singelo fato de que seu real interlocutor é o assessor congênere de Tarso Genro, o tal Ormanni se dirigiu pretensiosamente ao presidente Lula para pedir-lhe que cumpra a "decisão" do STF e extradite o "terrorista" Battisti.

Espera-se que o chefe da consultoria jurídica do nosso Ministério da Justiça, Rafael Thomaz Favetti, também dê declarações aos jornais brasileiros sobre como Berlusconi deverá proceder em assuntos internos italianos, como o da perseguição brutal que move contra os imigrantes.

Só que, certamente, os serviços noticiosos da Itália jamais distribuiriam a seus clientes uma bobagem dessas, como fez a Folha On Line com as ridículas declarações de Ormanni.

[Por falar na Folha On Line, vale registrar que, fiel às diretrizes do jornal da ditabranda, ela continua se referindo a Battisti como o terrorista que teria sido três décadas atrás, e não como o escritor que é hoje, com 17 livros publicados.]

STF = LOJA DE CONVENIÊNCIA?

O certo é que a repercussão do factóide jurídico e das declarações lobbistas foi das mais inexpressivas. Nem mesmo a grande imprensa brasileira, tão parcial em tudo que se refere a Battisti, embarcou pra valer nessa canoa furada.

O tiro pela culatra, como sempre, deu força a quem queria atingir. O ministro da Justiça Tarso Genro deitou e rolou em cima dessa vacilada, dando declarações contundentes e irrefutáveis:
"O STF não é loja de conveniência para ficar mudando de decisão na calada da noite".

"É um profundo equívoco achar que a Suprema Corte adotou posição diferente da estabelecida no julgamento do dia 18 de novembro. Nem poderia, pelo fato de o julgamento já estar encerrado".

"Nada mais fez o ministro Eros Grau do que salientar o óbvio, ao observar que o presidente tem de agir nos termos do tratado de extradição entre Brasil e Itália"

"o advogado da Itália no processo, depois da sessão do STF, divulgou informação fantasiosa e falaciosa com o objetivo de pressionar e constranger o presidente Lula".
A palavra final coube ao maior jurista brasileiro vivo, Dalmo de Abreu Dallari, que pontificou:

"Essa tentativa de fazer prevalecer a vontade do governo italiano sobre a vontade do povo brasileiro, consagrada na Constituição, já foi externada e repelida várias vezes e agora tomou novo alento porque o ministro Eros Grau, dando maior precisão ao voto proferido no julgamento do pedido de extradição de Battisti, esclareceu o que quis dizer quando falou em decisão discricionária do presidente.

"Externando o que, para as pessoas bem informadas e de boa-fé, era óbvio, disse agora o eminente ministro que jamais teve a intenção de afirmar que o presidente da República poderá decidir arbitrariamente, mas deverá fundar-se na Constituição. Assim, pois, o ministro Eros Grau não modificou o seu voto, mas apenas explicitou o óbvio: na decisão sobre o pedido de extradição, que é de sua competência privativa, como diz a Constituição e foi reafirmado pelo Supremo Tribunal Federal, o presidente da República deverá ter em conta o que determina a Constituição brasileira".

Finda a comédia, os bufões saem do palco não sob aplausos, mas sim debaixo de vaias e ovos podres.

A Pressão esquenta o clima em COPENHAGUE. Mais de 14 milhoes de assinaturas

Caros amigos,

Incrível. Ontem a imprensa estava dizendo que Copenhague já começou errado.

Mas 24 horas depois, com milhões de assinaturas na petição, centenas de milhares de telefonemas e apelos massivos de todo o planeta, temos a chance de conseguir um acordo!

A pressão está funcionando - governantes estão freneticamente fazendo em horas o que eles falharam em fazer por anos, mas ainda estão divididos sobre o pacto que deverá impedir o aquecimento catastrófico de 2 graus. Especialistas dizem que o Presidente Lula é uma das melhores promessas de fechar a brecha e unir os líderes do norte e sul -- porém, ele terá que começar com compromissos audaciosos por parte do Brasil. Clique abaixo para assinar esta petição de emergência para o Lula Salvar Copenhague, depois encaminhe este alerta para todo mundo!

http://www.avaaz.org/po/lula_salve_copenhague

A petição se tornou o centro de uma revolta global contra o fracasso de Copenhague. Os nomes da petição estão sento lidos por jovens que tomaram os espaços da conferência e em prédios de governos ao redor do mundo, incluindo o Departamento de Estado dos EUA e o escritório do Primeiro Ministro do Canadá.

O mais impressionante é que os próprios governantes estão apelando para as pessoas agirem. O Primeiro Ministro do Reino Unido Gordon Brown fez um apelo para 3000 membros da Avaaz em uma conferência por telefone na quarta-feira, pedindo uma campanha histórica pela Internet de 48 horas de cidadãos ao redor do mundo. Ele disse que o nosso impact é fundamental. O Prêmio Nobel da Paz Desmond Tutu fez um apelo em uma das 3000 vigílias organizadas pelo nosso movimento proclamando “Marchamos na África do Sul e o apartheid caiu, marchamos em Berlim e o muro caiu, marchamos em Copenhague e VAMOS conseguir um acordo pra valer”.

A história está sendo escrita em Copenhague, mas não pelos governantes e sim por nós, milhões de pessoas ao redor do mundo que estão engagados diretamente, minuto a minuto, como nunca antes, na luta para salvar o planeta. A pressão está funcionando, vamos dar tudo de nós.

http://www.avaaz.org/po/lula_salve_copenhague

Com esperança e determinação,

Ricken, Alice, Ben, Paul, Luis, Iain, Veronique, Graziela, Pascal, Paula, Benjamin, Raj, Raluca, Taren, David, Josh e toda a equipe Avaaz

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

FOGOS DE ARTIFICIO – Os olhos do menino

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Urda Alice Klueger

(Para Evo Morales Ayma)


Aquilo era tão fascinante que eu nem tinha coragem de espiar os fogos de artifício que cobriam a praça como se fosse noite de ano novo. Mal e mal dei uma espiadinha com o rabo dos olhos, só para ter certeza de que não me enganava, bobagem minha, pois não precisava me certificar de nada, era só olhar para o deslumbramento daqueles olhos de menino que espiavam para a maravilha!

Decerto um dia, nos longos anos da infância de pouca comida, ele tinha sonhado com coisas magníficas, como naquele ano em que só houve parco milho na mesa da sua casinha de adobe, de manhã, de tarde e de noite. Que teria sido magnífico então? Talvez sonhasse com um pouco de leite, ou de manteiga, quem sabe com um pedacinho de carne… talvez sonhasse com tais maravilhas não só para sua mesa de menino que tinha muita fome – talvez pensasse que tais maravilhas poderiam acontecer a todos os meninos das terras do seu campo, do seu cerro, quiçá de toda a sua província… Era muito pequeno e faminto o seu mundo, então, para que pudesse imaginar que talvez pudesse haver carne, e leite, e batatas nas mesas de todo o país…

Eu penso que ele não tinha, ainda, o entendimento do que era país…

Por fora, aquele menino cresceu em tamanho e sabedoria, e se agarrou a todas as oportunidades de aprender e de se alimentar, e criou dentro de si um coração enorme que passou a pensar em termos de país, e de sonhar em termos de país, e de se maravilhar com as possibilidades de fazer muitas coisas por cada pessoa, por cada mesa, por cada coisa do seu país, até que chegou um dia em que o país entendeu que aquele homem adulto poderia ser mesmo o mago de que precisava e, corajosamente, elevou-o autoridade máxima, e ele foi sagrado em Tiauanaco como o Grande Chefe, e depois tomou posse do seu cargo também na Plaza de Armas, como tantos antes dele o tinham feito, no tempo em que sua gente era sacrificada por fome e maus-tratos até a morte nas minas de prata de Potosi, aos milhões, aos muitos milhões…

Aquele homem empunhou seu cetro ferreamente, e lutou contra todas as forcas que não aceitavam que um índio que um dia que passara tanta fome na infância, ou mesmo não o aceitavam simplesmente porque era um índio, pois por mais de três séculos tinham dito ao invasor que índio sequer tinha alma – como entender um índio no poder agora, mandando no pais inteiro? Pois aquele índio segurou seu cetro com tal força, sabedoria e habilidade que ninguém diria que um dia fora um menino que comera cascas de laranja jogadas pela janela de um ônibus que passava como se fosse uma iguaria preciosa, tamanha a sua fome, que muito mais gente se somou a gente que um dia já o elegera para presidente do país, e a sua segunda vitoria nacional foi estrondosa!

Eu estava lá, por horas e horas em pé naquela Plaza de Armas que se chama Murillo, espremida dentro de uma imensa multidão que o esperava, por tantas horas que os meus pés formigavam de dormência, mas enfim ele veio com o seu séquito, e era inegavelmente o séquito de um rei, e como um rei ele falou uma fala de concórdia e de bem para o seu pais e a sua gente, e eu achei que era mesmo um rei adulto, como aqueles velhos reis das historias infantis – mas então começaram os fogos de artifício, e ele fitou a beleza deles explodindo no céu, e então foi que pude ver, dentro dele, através dos seus olhos de adulto, os seus olhos de menino, e um menino inteiro que havia dentro dele, um menino maravilhado com a beleza daqueles fogos, e tanto o homem de fora quanto o menino de dentro sorriam de tanta beleza e encantamento, e pensei, por um momento, como alguém podia não entender que ele era o mago e o príncipe que era! Mas pensei só um pouquinho, pois a mim também os fogos me encantavam – só que não me virei para vê-los. Bastava-me olhá-los refletidos nos olhos daquele menino que estava por dentro do Príncipe, e se os fogos eram lindos, a maravilha dos olhos do menino o eram muito mais!

Os minutos se emendavam e o homem que tinha o menino por dentro sorria e luzia os olhares de criança e de adulto, a ponto de eu já não saber quem ele era, se o adulto ou a criança - só sabia que aquilo era uma das coisas mais bonitas que eu já tinha presenciado na minha vida!

Então, como que para me aclarar, o menino fez o que só meninos fazem quando vivem maravilhas: enquanto os fogos de artifício iam para o final, com naturalidade ele bocejou como os meninos bocejam quando está na hora de ir dormir, e então meu encanto aumentou, pois me certifiquei que o menino de um dia sobrevivera dentro do Príncipe e estava ali, atento, para depois de um soninho de nada, acordar refeito e sonhar com a sua gente todos os sonhos que ela merecia. Um dia talvez seus sonhos tivessem sido o de algumas batatas e de um pedacinho de carne – agora seus sonhos são enormes, de uma dignidade que esta transformando todo um país e o amor- próprio do seu povo.

Evo Mago, Evo menino, como valeu a pena vir até aqui te ver!

Cochabamba/Bolivia, 09 de dezembro de 2009.

Urda Alice Klueger
Escritora e historiadora
Colabora com esta nossa Agência Assaz Atroz

http://assazatroz.blogspot.com/

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PressAA

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Ô, Aecinho, por que parou?! Parou por quê?!

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“QUEM QUER UM BOM DIA DIGA EU” – GANHA UMA BANANA

A MALA DE SERRA, O PÓ DE AÉCIO E O “AVISO” DE ARRUDA

O EXTERMINADOR DO FUTURO

Laerte Braga

O governador de São Paulo José Jânio Serra movimentou toda a sua equipe de propaganda, com dinheiro público evidente, convidou a senadora do DEM Kátia Abreu, envolvida em desvio de verbas para o fomento da agricultura em proveito próprio (sua campanha política) e rumou para Copenhague, onde num roteiro previamente traçado posou de autoridade, de especialista no assunto e encontrou-se com o governador da Califórnia Arnold Schwarzenegger .

Serra e o ator, conhecido pelo seu desempenho em O EXTERMINADOR DO FUTURO, afirmaram que a conferência de Copenhague “já é um sucesso”. Contrariam a opinião de milhões de pessoas em todo o mundo que já assinaram petição cobrando atitudes dos governantes das chamadas nações ricas e consideram Copenhague um mero embuste para ganhar tempo.

Serra é candidato a presidente do Brasil, está envolvido em grossa corrupção, chantagem (como autor e vítima), e o californiano administra um estado falido que tenta, desesperadamente, arranjar algum, em meio à crise, com o presidente Barack Obama.

A viagem de José Jânio Serra foi precedida de algumas “providências” para por fim à disputa pela indicação presidencial em seu partido, entre elas a de deixar uma recheada mala de dinheiro para a cobertura de sua presença em Copenhague na edição de terça-feira, dia 15, no JORNAL NACIONAL. O noticiário sobre a conferência deu maior destaque ao governador paulista (lógico, tudo pago) que ao encontro em si e a governantes de países como a China, a Rússia, etc, etc.

Uma das “providências” tomadas pelo governador paulista foi fechar o cerco ao governador de Minas Aécio Pirlimpimpim Neves, seu rival dentro da quadrilha PSDB na disputa pela indicação para 2010. A ofensiva começou com a nota plantada na coluna do jornalista Juca Kfoury (parceiro de Serra nos jogos do Palmeiras), relatando um fato e sugerindo que Aécio usa cocaína (já havia sugerido antes, quando o Mineirão cantou em coro em 2008: “Ô, Maradona, por que parou? Parou por quê? O Aecinho cheira mais do que você”).

O mineiro foi advertido que, se continuasse a peitar o paulista dentro do PSDB, outras notas e alguns escândalos viriam à tona, colocando-o em situação insustentável, motivo pelo qual deveria contentar-se com uma candidatura ao Senado. Aécio, que mora Rio e governa Minas, vai tentar e conseguir, lógico, exceto por um grande acidente de percurso, eleger-se senador.

Quando tudo parecia resolvido, Aécio afastado de cena, eis que surge o governador de Brasília, José Roberto Arruda, corrupto de carteirinha, parceiro de FHC no processo de privatizações, beneficiário de “contribuições” várias, todas devidamente agradecidas em oração, e que, até o fato, era o favorito para ser o vice do tucano paulista.

Arruda mandou um recado curto e grosso. Se a GLOBO e todo o esquema do grupo, VEJA, FOLHA e outros mais continuassem a bater duro iria abrir o bico, e aí não iria sobrar nem pena de tucano e nem terra grilada ou roubada de DEM.

Vai tudo para o espaço.

Sem poder torcer o pescoço de Arruda, até porque o governador de Brasília disse na última visita de Serra à capital que “copia as boas ações de Serra”, e Serra respondeu que “o que é bom é para ser copiado”, engoliu em seco, entrou em contato com o homem do “quem quer bom dia diga eu” e, ao invés de poder escolher a gravata do moço, o telespectador ganha uma banana. O noticiário sobre a roubalheira em Brasília vai para um cantinho qualquer, poucos segundos. Na edição de hoje do jornal O GLOBO, versão brasileira do THE GLOBE, já está nas páginas de dentro, do fundo. A idéia é ganhar tempo, é ganhar tempo e permitir que os “abóboras” que Bonner chama de Homer Simpson se esqueçam de Arruda e enxerguem em Serra um novo Arnold Schwarzenegger.

Mais ou menos como aquele negócio do cara gordo não andar com o cara magro para não parecer tão gordo, ou a feia com a bonita, para não parecer tão feia. No caso de Serra, questão de exterminar qualquer possibilidade de futuro para o Brasil caso venha a ser o próximo presidente.
A ida da senadora Kátia Abreu, com dinheiro público, para discutir proteção ambiental do planeta (imagine ela, ladra, latifundiária, escravagista) tem o objetivo de encontrar uma saída que permita torcer o pescoço de José Roberto Arruda, por fim à chantagem do governador de Brasília e seguir impávido financiado pelas grandes máfias brasileiras e internacionais, rumo ao Planalto.

Se, neste momento, deixou Aécio diante do dilema de enfrentar ou não a sua realidade, por outro lado, foi obrigado a engolir o veneno de José Roberto Arruda, pelo menos até achar uma saída.

Como ali, entre tucanos e DEM, vale tudo, o feio é perder, e a grande mídia está aí é para isso mesmo, ávida para faturar um extra, ainda mais no mês do Natal e para o reveillon, não foi tão difícil assim a Serra encontrar um ponto para atravessar essa ponte complicada nessa hora.

O mais caro dessa operação é mesmo a GLOBO. Na BANDEIRANTES o governador paulista está acostumado a chegar e dar berros com quem o desafia, demitir, colocar os donos de joelho no beija mão. FOLHA, VEJA, etc, não têm tanto problema assim, não são tão caras como a GLOBO e além do mais são paulistas, integram a máfia FIESP/DASLU.

A notícia que Aécio Pirlimpimpim tirou o time de campo começou a circular ontem, embora a assessoria do governador mineiro esteja procurando um jeito de dar o troco e tentar recuperar pelo menos o pé nesse jogo sórdido de tucanos e DEMocratas, tudo pela chave do cofre e o direito de transformar o BRASIL em BRAZIL.

O próximo passo de José Jânio Serra é promover um grande encontro dos chefes mafiosos tucanos e DEMocratas e apelar a Aécio para entender que não é nada pessoal, que tudo “são negócios”, para evitar que o mineiro faça corpo mole no segundo colégio eleitoral do País, Minas Gerais. Isso seria ruim, pode vir a ser desastroso para Serra.

Deve levar um bolo gigante para o encontro, e de dentro do bolo deve sair a miss qualquer coisa, ou o arcebispo de Mariana (que não admite que se fale de Aécio), e presentear o governador de Minas com a cobertura especial do dito bolo, um pó mágico que tanto pode levar a uma viagem para a vice-presidência, ou a promessas de galáxias nunca dantes vistas, nem mesmo pelo Hublle.

Vai depender de Aécio aceitar ficar de quatro ou não, isso depende do quanto, dinheiro e pó mágico; enfim, o Brasil está diante da ameaça de chantagistas travestidos de políticos; e nesse poleiro Serra é especialista. Tem prática nessa história de dossiê (o de Roseana Sarney, custou 250 milhões de dólares do BNDES para a GLOBO a fundo perdido), ou aquele às vésperas das eleições de 2006, quando a GLOBO ignorou o fato jornalístico principal, um acidente aéreo com um avião da companhia GOL e mais de cento e cinquenta mortos, para mostrar um dossiê fajuto contra Lula.

Serra extermina qualquer possibilidade de futuro para o Brasil e os brasileiros. Até pelo próprio nome. Chega a ser tamanho o seu mau caráter e a sua absoluta falta de princípios que não os que signifiquem ganhos, lucros, pior que FHC.

Semana passada morreu Jamil Haddad. Foi ministro da Saúde do governo Itamar Franco, responsável pela lei que criou os medicamentos genéricos e pela implantação do programa no Brasil. Sem qualquer vestígio de respeito pelo que quer que seja, exceto seus interesses, sem nenhuma dignidade, ou laivo de caráter positivo, José Serra apropriou-se da lei, do projeto, tudo com fins eleitorais. Pode existir um canalha igual na política brasileira hoje, existem muitos, mas nenhum maior que ele.

A decisão em 2010 vai ser entre permanecer BRASIL, ou virar BRAZIL. Obama pode até não ajudar o governador da Califórnia, mas vai jogar uma grana pesada para eleger Serra.


Laerte Braga, jornalista, colabora com esta nossa Agência Assaz Atroz

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