Como participar da campanha pela DEMOCRATIZAÇÃO DA MÍDIA?

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sábado, 5 de dezembro de 2009

Cultura...

- Vc já foi feliz hoje?
- Sozinha?
- n.
-E amanhã?
- É, a felicidade precoce...nossos tempos de gozo desertaram...estamos sós...
-ingênua...
-tolinho...
-te amo.
- e seus monólogos e decassílabos aos sábados?
- e tinha o ritual do vinho, lembra?
- seus fantasmas e duendes ainda te perseguem?
- é...altruísmo depois de um jogo de futebol...
- ontem eu desapareci, amor...foi fugaz, instantes, mas gostoso...
- vc ainda me quer?
-quero.
- k bom!
Poema Árabe

’Que as areias penetrem
em tuas botas e sejam como
os escorpiões vermelhos de
minha choça camponesa.
(...) Que ao reencontrar tua
mulher na tenda de seda
a memória dos estupros
que cometeste
congele tua virilidade.
Que os historiadores abandonem
a fala de notários para descrever-te
e adotem adjetivos selvagens
com um riso mordaz no
canto da boca.
Que ao mastigar o grão de
milho cozido por tua mãe
tu sintas o gosto do mamilo
que cortaste de Karin.
(...) Que teu sangue se
transmude em petróleo.
E que ele te seja pesado.
Que o profeta tenha
piedade de tua alma,
pois teu corpo será o pasto
dos meus bisnetos.
(...) Que não possas beber água e
nem amar, nem ouvir som de
cítara, nay, ud ou qanoun.
E nem lembrar o rosto
de tua primeira paixão.
(...) Que todos tenham medo
de ti e por isso
queiram matar-te.
Que os espectros das crianças
que assassinaste sejam teus
únicos companheiros na
noite sem fim da velhice.
Que tudo isso te aconteça
porque me fizeste esquecer
a gentileza de cantar minha
gazela -- habiba -- para
dizer-te, sereno e singelo:
-- Basta.
Que tudo isso te aconteça
até que possas renascer
homem e dizer sem soluço
aos mais altos generais
do Ocidente e do Oriente:
-- Não luto, não luto e
não luto.” *
Não, a culpa não é só do governo norte-americano. Existem soldados por trás de cada morte. Eu ainda acredito em pequenas revoluções, que partam de um sentimento individual de justiça.

O Futuro...

Em breve, com as mudanças e inovações nesse blog, chegaremos a marca das 100000 visitas diárias....
e, se conseguirmos patrocínio da petrobrás e/ou da caixa, e começarmos a ter um boletim diário, superaremos isso!
mas p isso estamos reformulando, agilizando nosso blog...ele está agora + leve, + eclético, abordando n apenas política, mas ideologia, filosofia, comportamentos...o q pintar!

Lula

FHC, o farol, o sociólogo, entende tanto de sociologia quanto o governador de São Paulo, José Serra, entende de economia. Lula, que não entende de sociologia, levou 32 milhões de miseráveis e pobres à condição de consumidores; que não entende de economia, pagou as contas de FHC, zerou a dívida com o FMI e ainda empresta algum aos ricos.



Lula, o “analfabeto”, que não entende de educação, criou mais escolas e universidades que seus antecessores juntos, e ainda criou
o PRÓ-UNI, que leva o filho do pobre à universidade.



Lula, que não entende de finanças nem de contas públicas, elevou o salário mínimo de 64 para mais de 200 dólares, e não quebrou a previdência como queria FHC.



Lula, que não entende de psicologia, levantou o moral da nação e disse que o Brasil está melhor que o mundo. Embora o PIG - Partido da Imprensa Golpista, que entende de tudo, diga que não.



Lula, que não entende de engenharia, nem de mecânica, nem de nada, reabilitou o Proálcool, acreditou no biodiesel e levou o país à liderança mundial de combustíveis renováveis.



Lula, que não entende de política, mudou os paradigmas mundiais e colocou o Brasil na liderança dos países emergentes, passou a ser respeitado e enterrou
o G-8.

Lula, que não entende de política externa nem de conciliação, pois foi sindicalista brucutu, mandou às favas a ALCA, olhou para os parceiros do sul, especialmente para os vizinhos da América Latina, onde exerce liderança absoluta sem ser imperialista.. Tem fácil trânsito junto a Chaves, Fidel, Obama, Evo etc. Bobo que é, cedeu a tudo e a todos.



Lula, que não entende de mulher nem de negro, colocou o primeiro negro no Supremo (desmoralizado por brancos), uma mulher no cargo de primeira ministra, e pode fazê-la sua sucessora.



Lula, que não entende de etiqueta, sentou ao lado da rainha (a convite dela) e
afrontou nossa fidalguia branca de lentes azuis.



Lula, que não entende de desenvolvimento, nunca ouviu falar de Keynes, criou o PAC, antes mesmo que o mundo inteiro dissesse que é hora de o Estado investir, e hoje o PAC é um amortecedor da crise.



Lula, que não entende de crise, mandou baixar o IPI e levou a indústria automobilística a bater recorde no trimestre.



Lula, que não entende de português nem de outra língua, tem fluência entre os líderes mundiais, é respeitado e citado entre as pessoas mais poderosas e influentes no
mundo atual.

Lula, que não entende de respeito a seus pares, pois é um brucutu, já tinha empatia e relação direta com Bush - notada até pela imprensa americana - e agora tem a mesma empatia com Obama.



Lula, que não entende nada de sindicato, pois era apenas um agitador, é amigo do tal John Sweeny e entra na Casa Branca com credencial de negociador, lá, nos "States".



Lula, que não entende de geografia, pois não sabe interpretar um mapa, é ator da mudança geopolítica das Américas.



Lula, que não entende nada de diplomacia internacional, pois nunca estará preparado, age com
sabedoria em todas as frentes e se torna interlocutor universal.



Lula, que não entende nada de história, pois é apenas um locutor de bravatas, faz história e será lembrado por um grande legado, dentro e fora do Brasil.



Lula, que não entende nada de conflitos armados nem de guerra, pois é um pacifista ingênuo, já é cotado pelos palestinos para dialogar com Israel.



Lula, que não entende nada de nada, é melhor que todos os outros.



Pedro R. Lima, professor
UERJ Enonomia
Redator
VEJA ABRIL

LULA - O FILHO DO BRASIL - Oscar e patrocinadores

.


LULA - O FILHO DO BRASIL

NÃO VI E NÃO GOSTEI


Raul Longo

Amiga minha assistiu ao aguardado filme Lula – O Filho do Brasil e, maravilhada, elogiou tudo: atores, música, cenários, roteiro, montagem, fotografia. Tudo! Mas, estupefata, disse não entender a tamanha “poeira” levantada pela mídia e pela oposição ao acusar a obra de eleitoreira, garantindo que “... pasmem, não tem sequer uma estrelinha do PT. Aliás, o filme acaba antes da formação do PT”.

Como assim? Que história é essa? Não paguei, mas já quero o dinheiro de meu ingresso de volta!

Então, por que raios fizeram esse filme?

Não Sr. Barreto! Não é só isso, não! Não é só mostrar o Brasil de fundo! Tem de mostrar também a sobra. O que transborda! O que sempre esteve demais, o desnecessário, o que tem de ser banido da vida política do país!

Parabéns ao Barreto por mostrar a força, a inteligência, a superação de preconceitos e dificuldades de Luís Ignácio Lula da Silva. Parabéns por demonstrar, de forma brilhante segundo a abalizada opinião da amiga, a determinação deste sertanejo que confirma Euclides da Cunha, sendo antes de tudo um forte, e não apenas mais um letrado covarde.

Doutores covardes temos demais na história, e só serviram para acumular pó em bordas de molduras e pros pombos terem onde defecar. Mas jamais dariam roteiro que prestasse sequer pra comercial de 30 segundos. E o Fábio, com experiência herdada de família de cineastas, teve o bom senso e a perspicácia de escolher um personagem grandioso, de projeção internacional. Um temperamento que bem reflete a fibra de todo um povo que, apesar de desprestigiado por aqueles que se diziam seus representantes políticos, construiu o gigantismo desse país com uma obstinação impressionante.

Por tudo isso, devo cumprimentá-lo e concordar com todos os comentários e elogios à sua obra. Li e ouvi muitos desses elogios, inclusive de oposicionistas políticos do Lula, e não tenho dúvidas de que tenha produzido um excelente filme. Mas não se anime, pois, assim mesmo e ainda que não o tenha visto, não gostei.

Como é que o sujeito me faz um filme desses e não aproveita para fazer propaganda política? Não digo que devia demonstrar que precisamos da continuidade do atual governo através da Dilma Rousseff. Isso não é necessário, pois se trata mesmo de conclusão lógica, própria ao raciocínio e à inteligência humana. Mas parar a história quando ainda éramos uma das maiores vergonhas mundiais em dependência econômica, em concentração de renda, em subserviência às potências estrangeiras, sem contar que foi o Filho do Brasil que reverteu isso tudo é, no mínimo, um desperdício da atenção do público!

De que serve esse filme então? Como Fábio Barreto não aproveitou a oportunidade de conscientizar a platéia para de forma alguma permitir que nossa história volte atrás? Em nenhuma circunstância! Sequer em uma única cadeira da Câmara e do Senado! Em nenhum governo de Estado!

Como o senhor me deixa de demonstrar isso no filme, Seu Fábio? Apenas para a mídia não lhe acusar, ainda mais, de ter composto uma peça eleitoreira?

Pois o senhor devia ter mostrado também, que essa mesma mídia apoiou abertamente as torturas e assassinatos da ditadura, enquanto aprofundavam nossa dependência econômica e promoviam nossa degradação cultural.

Tinha de ter mostrado no seu filme, Senhor Fábio, que na época, essa mídia se referia ao Lula da Silva, então líder trabalhista, como a um marginal. Porque pra eles, até hoje, trabalhadores, filhos do Brasil, são marginais. Sub-raça!

O Senhor tinha de ter mostrado que essa mídia nos fez acreditar e eleger Collor de Mello e apoiou, como ainda apóia, as privatizações dos potenciais brasileiros, promovidas por Fernando Henrique Cardoso, que sucateou o país inteiro e nos transformou em uma das nações economicamente menos recomendáveis do planeta.

Tinha de ter demonstrado em seu filme, Senhor Fábio, que por três eleições essa mídia nos ludibriou com mentiras sobre Luís Ignácio Lula da Silva, fazendo-nos acreditar que seus oponentes é que eram honestos e capazes. Assim nos impediram de eleger Lula há muito mais tempo, para há mais tempo estarmos livres de crises, desvalorização de moeda, aumento de juros, inflação, constantes aumentos de combustível, desemprego, e todos os apertos que vivenciamos até 2003.

E em seu filme o senhor só conta até o Lula sindicalista?! E o Lula que nos resgata de uma das maiores dívidas externas do mundo? E o Lula que promove a maior aceleração de distribuição de renda da história, resgatando milhões de filhos do Brasil da miséria e da pobreza?

E o Lula que transforma nossa vergonha em orgulho perante o mundo? O Lula que nos devolveu o orgulho de sermos filhos do Brasil.

Esse o senhor não conta, Seu Fábio? Mas que decepção!

Claro que irei ver seu filme. Não há quem deixará de ver seu filme! Mas, imitando o Glauber Rocha, já vou avisando que, mesmo não o tendo visto, não gostei.

Raul Longo
pousopoesia@gmail.com
www.sambaqui.com.br/pousodapoesia
Ponta do Sambaqui, 2886
Floripa/SC

Raul Longo, jornalista, escritor e pousadeiro, colabora com esta nossa Agência Assaz Atroz

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PressAA

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BOLETIM DIÀRIO...

depois de muito pesar e considerar estamos pensando seriamente em enviar boletins diários aos milhões de internautas q nos prestigiam. uns 752 já solicitaram esse serviço. mas tudo depende de grana, claro...
nossos colaboradores, Deus, p. ex. , encontra-se c 5 filhos de colo passando fome, seus 3 filhos de casamentos espúrios sofrem...as respectivas mulheres só querem grana, sexo e carros...os maridões estão ávidos do sangue e do dinheiro de nosso amigo...
estamos pleiteando patrocíno da petrobrás e da caixa. torçam por nós!

Lula (minha amiha Aninha - te adoro, aninha! quer casar comigo?)

xChegar à Alemanha “dando a honra de sua visita”, como saiu na imprensa alemã, e depois fazer declarações que vão contra os interesses imperialistas dos EUA seria “causar constrangimento” ou incomodar? Incomodar aos acomodados é, sem dúvida, uma das maiores ousadias do ser humano.
Por Ana Helena Tavares
Um líder mundial foi recebido esta semana na Alemanha como superstar. Não foram os “sins” que o levaram a tal nível – foram os “nãos”. Os nãos que deu à vida, quando esta tantas vezes parecia querer fadar-lhe ao fracasso. Os nãos que tem dado aos outros, quando estes tentam ganhar no grito. Os nãos que nunca imaginou que precisaria impor a si mesmo, provando que a política é a arte da flexibilidade – e apanhando por isso. Para quem não se deixa constranger pela vida, ousadia é o caminho natural.
Esse líder não é um negro com duas faculdades. Nem tampouco é branco. Tem a cor – e a dor – da miscigenação de seu país.
Luís Inácio Lula da Silva é o nome do cara. O mesmo que avisou que no Congresso há “300 picaretas com anel de doutor” é o mesmo que hoje diz que “imagens não falam por si”. “Uma mudança inaceitável”, alegam muitos. Só que dizer que “imagens não falam por si” não significa defender ninguém. Será que é possível governar considerando-os todos “picaretas” sem lhes conceder o benefício da dúvida? Não seria este benefício parte da democracia? Será que é possível governar sem o apoio de pelo menos uma parcela deles? Talvez tenha sido isso que Lula quis dizer quando afirmou que “Jesus teria que fazer aliança com Judas para governar este país”. A diferença é que Jesus sabia quem era seu Judas e nenhum de nós tem como prever com precisão quem serão os nossos.
A mudança é a lei da vida. “Eu mudo para continuar o mesmo”, dizia Sartre. Se hoje “a estrela vermelha na lapela está menor”, como afirma a matéria alemã “Lula superstar”, não quer dizer que – naquele que, um dia, inflamou multidões de metalúrgicos – os ideais progressistas tenham morrido (e a matéria deixa isso claro). Às vezes penso que, quem o via naquela época, imaginava que, quando eleito presidente, Lula transformaria Brasília em Sierra Maestra. Duvido que algum dia tenha tido este objetivo e, nem que tivesse, num contexto social como o nosso, jamais conseguiria governar sem o mercado internacional. O que não significa governar para o mercado, menos ainda por ele. Visitando-se alguns dos grotões mais pobres deste país é fácil se constatar para e por quem Lula governa.
Nas últimas décadas do século XX, o Brasil acostumou-se a governos totalmente submissos não só aos interesses do mercado como aos interesses das grandes potências. Durante anos, os “vira-latas”, de que falava o grande dramaturgo Nelson Rodrigues, não passaram de gatinhos assustados aceitando migalhas de Washington. Assim nos via a Alemanha, assim nos via o resto do mundo. Curiosamente, para a grande imprensa brasileira foram anos de festa. Freud há de explicar o amor pela submissão.
Dias Gomes, outro saudoso dramaturgo brasileiro que de vira-lata nada tinha, dizia: “Quem não nasceu para incomodar não merecia ter nascido”. Chegar à Alemanha “dando a honra de sua visita”, como saiu na imprensa alemã na matéria citada, e depois fazer declarações que vão contra os interesses imperialistas dos EUA seria “causar constrangimento” ou incomodar? Incomodar aos acomodados é, sem dúvida, uma das maiores ousadias do ser humano.
Que moral têm aqueles que recriminam Lula por ele manter relações diplomáticas com Ahmadinejad, que nega o Holocausto e precisa sim ser repudiado por isso, mas não o recriminam por manter relações semelhantes com o Estado de Israel, que há vários anos promove uma limpeza étnica entre os Palestinos? Não trata-se de uma pergunta anti-semita, mas sim anti-sionista, em repúdio àquela parcela de Israel que parece também ter se esquecido do Holocausto, utilizando as mesmas práticas que quase dizimaram seu povo.
O fato é: um país que se quer em destaque na cena mundial precisa e deve dialogar com todos. Dialogar é uma coisa, concordar é outra bem diferente. Submeter-se é outra mais diferente ainda. Lula é pessoa que não vive sem o diálogo. Foi o diálogo – sem submissão – o que fez dele um líder admirado por Bush, Clinton, Obama e All Gore; por Shimon Peres e Mahmoud Abbas; pelo banqueiro do ar condicionado e pelo trabalhador de sol e suor. Foi a arte do diálogo que fez com que hoje o Brasil seja ouvido pelo mundo.
Por que será que, como mostram os 80% de aprovação popular, grande parte dos trabalhadores deste país continua admirando tanto Lula? Porque é possível fazer política internacional sem se esquecer da interna.
É tênue a linha entre constrangimento e ousadia. Ousar é correr o risco de constranger a quem quer tudo como sempre esteve. Mas, por mais que parte da mídia nativa continue querendo impor rótulos ao presidente Lula, como aquele que “nos constrange frente ao mundo”, a arrebatadora aprovação interna e externa teima em querer provar que para quem ousa nessa vida, o sucesso é o caminho natural.
04 de Dezembro de 2009,
Ana Helena Tavares

Deus (Geraldo Vasconcelos) e suas diatribes:

Outro filme Cult pornô!
Deus, como cinéfilo e amante das belas artes está atento! A beleza e a literatura invadem o pornô!
São, inicialmente 3 japonesinhas, colegiais...como sempre o velho estereótipo das japonesinhas e colegiais...(há tb das adolescentes inocentes, das virgens...)
Uma delas galga lentamente (o tempo aqui é senhor!) uma imensa escadaria de um velho prédio abandonado – o som ao fundo é de Wagner! – ao tempo em q vai se despindo..,.(o tempo apagado, a inexistência, o n-viver, Bergman redivivo!)
Alcança o topo onde encontra um velho escritório de advocacia...(as alusões ao viver burguês permanecem...o filme é todo um libelo contra o neoliberalismo!)
A seguir relaciona-se sexualmente com um até inanimado e inexistente ser humano....(n há orgasmo..e o falo do homem sugere, sem querer, o desmatamento da Amazônia e a vagina da mulher, lembrando Bergman e Sartre, a solidão inerente aos q pensam)
(en passant, surge um telefone desconectado, lembrando o nosso passado de herbívoros...e uma alusão inesperada a Godard e a Antonioni)
O macho come a mulher mas nega-se a relação anal, pois isso contrairia os ditames de mainha (mainha, certa vez, orientou-lhe a comer só cenouras e legumes crus...)
Corta e reaparece a fêmea sendo surpreendida seminua...(é quando lembramos o nosso Glauber...e a lembrança do Milton Santos e de Saramago reaparecem...)ela começa a agredir o seu macho e depois, surpresa!, deixa-se ao sexo oral...(sua vagina aparenta um certo desprezo ao viver...aliás, toda a película é um elenco ao desviver, a impotência...um vídeo deveras existencialista...embora, cumpre dizer, com passagens do realismo mágico...)
Segue...
Ela, depois de agredir o homem, empunha um imenso falo plástico e o enraba. Ele gosta pois goza ao final! Ei! Esse filme eu já vi! É uma reedição!
E finaliza c a mesma adolescente sendo bolinada por outro macho imbecil...
Em tempo! Há continuações! E Deus recusa-se a resenhar essas novas películas!(Há outras prioridades...como, p. ex. , dizer ‘Adeus’ sem relembrar Casablanca, reler ‘Nuestra vida em Sierra...’jogar ao lixo, c desdém, um exemplar de ‘ o ser e o nada’...)

...o fato é q estar em si mesmo equivale a estar em conluio com o ‘outro’. ..a existência existe tb independente de nós mesmos...seriamos dependentes de nossa própria carência ante o ‘outro’...pois ‘ela’ seria visceralmente contra o pudor feminino..mas, ao reviver-se, ‘ela’ destruiria seus imensos castelos e poderes (e n saberia-se poderosa e tênue: apenas mulher...)
Madre, me apena verte así
el quebrado mirar de tus ojos azul cielo
en silencio implorando que no parta.


Madre, no te apenes si no vuelvo
me encontrarás en cada muchacha de pueblo
de este pueblo, de aquel, de aquel otro
del más acá, del más allá
talvez cruce los mares, las sierras
las cárceles, los cielos
pero, Madre, yo te aseguro,
que sí me encontrarás!
en la mirada de un niño feliz
de un joven que estudia
del campesino en su tierra
del obrero en su fábrica
del traidor en la horca
del guerrillero en su puesto
siempre, siempre me encontrarás!

Mamá, no te pongas triste,
Tu hija te quiere.
Soledad Barrett


Traduzo em minhas palavras, e se você quiser pode apresentar para todos. Este poema diz muito sobre ela, monta a sua personalidade.

Mãe, me entristece te ver assim
o olhar quebrado dos teus olhos azul céu
em silêncio implorando que eu não parta.


Mãe, não sofras se não volto
me encontrarás em cada moça do povo
deste povo, daquele, daquele outro
do mais próximo, do mais longínquo
talvez cruze os mares, as montanhas
os cárceres, os céus
mas, Mãe, eu te asseguro,
que, sim, me encontrarás!
no olhar de uma criança feliz
de um jovem que estuda
de um camponês em sua terra
de um operário em sua fábrica
do traidor na forca
do guerrilheiro em seu posto
sempre, sempre me encontrarás!

Mãe, não fiques triste,
tua filha te quer.

Soledad Barrett”

Lula é "superstar" , diz mídia alemã

03/12/2009 - 22h05

Imprensa alemã diz que Lula é "superstar"
da BBC Brasil


No primeiro dia de sua viagem à Alemanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi tratado como estrela da política internacional em reportagens na imprensa local.
O prestigioso jornal "Süddeutsche Zeitung" se referiu a Lula como "superstar" em uma reportagem que afirma que o Brasil é festejado sob seu governo, como se só agora o país tivesse sido descoberto pelo resto do mundo.
O texto diz ainda que o presidente brasileiro tem um alto índice de aceitação não somente entre os próprios brasileiros, mas também por parte de políticos de outros países.
O jornal econômico Handelsblatt disse que Lula chega à Alemanha para conversar com a chanceler Angela Merkel "de igual para igual".
No artigo intitulado Lula não vem como pedinte, o periódico afirma que o Brasil é um país desejado pelos investidores, e que a líder alemã corteja, por isso, o país em nome do setor econômico alemão
.

'Milagre econômico'

o conservador "Frankfurter Allgemeine Zeitung" (FAZ) diz que Lula chega à Alemanha como representante de uma "nova terra do milagre econômico"
que "ultrapassou os tremores da crise global com uma velocidade impressionante".
Na reportagem intitulada
"Um visitante autoconfiante", o "FAZ" lembra que as empresas brasileiras estão, em muitos setores, na ponta do que há de melhor internacionalmente e que o "capital estrangeiro tem entrado no Brasil como nunca antes", o que faz do real "uma das moedas mais fortes do mundo".
O jornal diz ainda que o Brasil subirá em breve ao grupo das dez maiores economias do planeta.
"Daqui a dez ou 15 anos, deverá ultrapassar países como França e Reino Unido, chegando no quinto lugar."


Enviado por Vilemar Costa
(85) 9937 2697 - 3067 3767 INFORMATICA
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EUA Agora Discutem "Como Enterrar Doha"


A Estatua do Terror

Valor: EUA Agora Discutem "Como Enterrar Doha"
Amorim, frustrado, fica pouco na conferência da OMC
VALOR ONLINE

GENEBRA - Nem Celso Amorim, ministro brasileiro das Relações Exteriores e um dos mais ativos em sete anos para avançar a Rodada Doha, aguentou. Ele chegou às 10h30, deu entrevistas, foi cumprimentado por vários ministros no hall, entrou na sala de conferência por alguns minutos e resolveu voltar para a residência brasileira.

"Sinceramente, para ouvir dizer que é preciso ter mais reunião de altos funcionários, mais engajamento, aí não dá, né?", comentou, enquanto saía a pé, fazendo o que provavelmente a maioria dos presentes gostaria de ter feito.

Na conferência ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), que termina hoje(03/12), uma questão entre negociadores americanos, informalmente, tem sido como enterrar a Rodada Doha de maneira decente.

A conferência trouxe cerca de 100 ministros e centenas de assessores a Genebra, no que se pode qualificar da manifestação internacional mais inútil dos últimos tempos, porque todos se focam na pressão para os EUA voltarem à mesa de negociação de Doha, mas estes persistem na recusa.

O encontro termina em meio a uma enorme frustração tanto entre os países em desenvolvimento e pobres como no secretariado da OMC.
"Temos pronto o cenário para uma ministerial de verdade"
, comentou um alto funcionário.
"Tudo está aí, mas um país não quer ir adiante", disse referindo-se aos EUA.

Lula e a VERDADE que nem Veja conseguiu esconder



O Brasil de Lula nem a VEJA conseguiu esconder

Fonte: muitas edições de VEJA.

FHC, o farol, o sociólogo, entende tanto de sociologia quanto o governador de São Paulo, José Serra, entende de economia. Lula, que não entende de sociologia, levou 32 milhões de miseráveis e pobres à condição de consumidores; que não entende de economia, pagou as contas de FHC, zerou a dívida com o FMI e ainda empresta algum aos ricos.

Lula, o “analfabeto”, que não entende de educação, criou mais escolas e universidades que seus antecessores juntos, e ainda criou o PRÓ-UNI, que leva o filho do pobre à universidade.

Lula, que não entende de finanças nem de contas públicas, elevou o salário mínimo de 64 para mais de 200 dólares, e não quebrou a previdência como queria FHC.

Lula, que não entende de psicologia, levantou o moral da nação e disse que o Brasil está melhor que o mundo. Embora o PIG - Partido da Imprensa Golpista, que entende de tudo, diga que não.

Lula, que não entende de engenharia, nem de mecânica, nem de nada, reabilitou o Proálcool, acreditou no biodiesel e levou o país à liderança mundial de combustíveis renováveis.

Lula, que não entende de política, mudou os paradigmas mundiais e colocou o Brasil na liderança dos países emergentes, passou a ser respeitado e enterrou o G-8.

Lula, que não entende de política externa nem de conciliação, pois foi sindicalista brucutu, mandou às favas a ALCA, olhou para os parceiros do sul, especialmente para os vizinhos da América Latina, onde exerce liderança absoluta sem ser imperialista.. Tem fácil trânsito junto a Chaves, Fidel, Obama, Evo etc. Bobo que é, cedeu a tudo e a todos.

Lula, que não entende de mulher nem de negro, colocou o primeiro negro no Supremo (desmoralizado por brancos), uma mulher no cargo de primeira ministra, e pode fazê-la sua sucessora.

Lula, que não entende de etiqueta, sentou ao lado da rainha (a convite dela) e afrontou nossa fidalguia branca de lentes azuis.

Lula, que não entende de desenvolvimento, nunca ouviu falar de Keynes, criou o PAC, antes mesmo que o mundo inteiro dissesse que é hora de o Estado investir, e hoje o PAC é um amortecedor da crise.

Lula, que não entende de crise, mandou baixar o IPI e levou a indústria automobilística a bater recorde no trimestre.

Lula, que não entende de português nem de outra língua, tem fluência entre os líderes mundiais, é respeitado e citado entre as pessoas mais poderosas e influentes no mundo atual.

Lula, que não entende de respeito a seus pares, pois é um brucutu, já tinha empatia e relação direta com Bush - notada até pela imprensa americana - e agora tem a mesma empatia com Obama.

Lula, que não entende nada de sindicato, pois era apenas um agitador, é amigo do tal John Sweeny e entra na Casa Branca com credencial de negociador, lá, nos "States".

Lula, que não entende de geografia, pois não sabe interpretar um mapa, é ator da mudança geopolítica das Américas.

Lula, que não entende nada de diplomacia internacional, pois nunca estará preparado, age com sabedoria em todas as frentes e se torna interlocutor universal.

Lula, que não entende nada de história, pois é apenas um locutor de bravatas, faz história e será lembrado por um grande legado, dentro e fora do Brasil.

Lula, que não entende nada de conflitos armados nem de guerra, pois é um pacifista ingênuo, já é cotado pelos palestinos para dialogar com Israel.

Lula, que não entende nada de nada, é melhor que todos os outros.

Pedro R. Lima, professor - UERJ Enonomia
Redator VEJA ABRIL

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Abraço grande,
Paulo Célio Lima

A FOLHA TREMEU





Blogueiro notificado pela Folha: "Intimidação"
Atualizado em 05 de dezembro de 2009 às 09:35 | Publicado em 04 de dezembro de 2009 às 23:48

por Conceição Lemes

Antonio Arles é estudante de História da USP, militante de movimentos sociais, ciberativista e blogueiro. Hoje ele recebeu uma notificação dos advogados da Folha e do Uol. Determinava que retirasse do seu blog, o Arlesophia, as imagens da campanha para cancelamento das assinaturas do jornal e do portal.

Segue integra de Entrevista no Viomundo : http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/blogueiro-notificado-pela-folha-intimidacao/


Nota do Viomundo: Os advogados alegam que "A marca da Folha e do Uol foram indevidamente utilizadas, de vez que não autorizadas, agravando-se tal ato pelo seu denegrimento." Denigrir é um termo racista. Significa tornar negro, em sentido pejorativo. Há outras palavras para expressar o que desejam, mas recorrem a uma com conotação preconceituosa, que associa o tornar-se negro a algo negativo. Denigrir, segundo o Dicionário do Houaiss, quer dizer também diminuir a pureza, o valor de; conspurcar(-se), manchar(-se).

BERLUSCONI PROVA DO PRÓPRIO VENENO -




BERLUSCONI PROVA DO PRÓPRIO VENENO

Celso Lungaretti (*)

Montagem italiana: Berlusconi
é um dos bons companheiros?



O Governo Berlusconi gasta rios de dinheiro e pressiona com extrema prepotência as autoridades de outros países, no afã de fazer cumprir uma sentença contra o escritor Cesare Battisti baseada quase exclusivamente nos depoimentos suspeitíssimos de delatores premiados.

Se a palavra de arrependidos merece tanto crédito quanto a tábua dos dez mandamentos, então o premiê Silvio Berlusconi deve ser imediatamente destituído do cargo e conduzido à prisão.

Motivo: o ex-mafioso Gaspare Spatuzza, que colabora com a Justiça há cerca de um ano, acusou nesta sexta-feira (4) Berlusconi e o senador siciliano Marcello Dell'Utri de terem dado cobertura política ao chefão Giuseppe Graviano na década passada. O depoimento foi prestado em audiência pública na cidade italiana de Turim.

Na condição de capo da Cosa Nostra (a Máfia siciliana), Graviano ordenou o atentado contra o juiz Paolo Borsellino, assassinado juntamente com seus cinco seguranças (1992), bem como ataques a museus e instalações culturais que causaram pânico em Florença, Roma e Milão (1993).

Só na explosão de uma bomba em Florença foram mortas cinco pessoas, inclusive uma criança.
"Eles deixaram a cidade em nossas mãos", teria comentado Graviano em 1994, referindo-se a Berlusconi e Dell'Utri.

O segundo já foi sentenciado a nove anos de prisão por associação mafiosa, mas recorreu.

"Berlusconi bem poderia explicar aos italianos por que (...) manteve a seu lado pessoas como Dell'Utri, condenado por delitos mafiosos em primeira instância", desafiou Antonio di Pietro, dirigente do partido Itália dos Valores. Berlusconi e Dell'Utri são amigos de longa data e cofundadores do partido Forza Italia.

O premiê, entretanto, parece mais preocupado em intimidar artistas cujas obras enfocam o crime organizado: há uma semana jurou estrangular, caso os encontre, o autor de uma série televisiva de grande audiência e os escritores que escrevem livros sobre a Máfia, "dando uma imagem ruim da Itália para o mundo"...


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* Jornalista e escritor, mantém os blogues
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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Lula e "a Alemanha está perdendo a paciência com o Irã"


Menina queimada por um bombardeio de NAPALM (arma quimica usada pelos EUA no VIETNA)- NIXON justificou: UM PREÇO A SER PAGO PELA LIBERDADE . E hoje ainda, Obama usa a PAZ para justificar os ataques constantes dos EUA em diversas partes do mundo

LULA E “A ALEMANHA ESTÁ PERDENDO A PACIÊNCIA COM O IRÔ
Laerte Braga



Angela Merkel, primeira-ministra da Alemanha deve ter pensado um palavrão polissilábico, bem ao estilo alemão, ao ouvir a resposta de Lula na entrevista que ambos concederam por ocasião da visita do presidente brasileiro ao seu país. A Alemanha não é necessariamente uma colônia norte-americana como a Grã Bretanha na Europa, mas e semi. E é um país ocupado por forças militares da OTAN, eufemismo para o controle que os EUA exercem sobre a Europa.

A chefe do governo de Bonn disse, durante a entrevista, que seu país “estava perdendo a paciência com o Irã”. Aludia ao programa nuclear iraniano e buscava criar um constrangimento para o presidente do Brasil. O governo brasileiro se absteve de votar a favor da resolução que impões sanções ao Irã por conta desse programa nuclear.

Como governante subalterna cumpria uma tarefa dentro do contexto internacional. Refletia a advertência feita pelo presidente Barack Obama, dias antes, o descontentamento de Obama com a política externa do Brasil, tudo parte de um jogo, lógico, como hoje o governo terrorista de Tel Aviv faz a mesma revelação – “Israel está perdendo a paciência com o Irã”.

O que Merkel não esperava ouvir, nem Obama, tampouco terroristas de Tel Aviv é que Lula fosse falar o que falou, ao invés de declarações polidas a favor da paz.

O brasileiro foi claro.
Quem pede que o Irã não tenha armas nucleares também não pode ter, não deve ter, deveria destruir as suas, citou expressamente os Estados Unidos e a Rússia.


Foi taxativo como poucas vezes,
“todas as armas nucleares devem ser destruídas”.


Suponha, por um instante que palestinos percam a paciência com a barbárie diária do terrorismo de Tel Aviv contra esse povo sofrido. Vai acontecer o que? O terrorismo sionista vai continuar matando, prendendo, estuprando, torturando e roubando terras, água e riquezas palestinas porque tem armas nucleares, é mais forte militarmente, controla a mídia na maioria dos países ocidentais, sionistas são grandes banqueiros, empresários, fabricantes de armas, latifundiários, senhores absolutos de Wall Street, e um mundo de outras coisas que em tempos atrás se diria impublicáveis em respeito às famílias. Ou que as famílias dos afegãos mortos numa solenidade de casamento, por “erro de um piloto que bombardeou pensando que fossem “terroristas”, resolvessem perder a paciência com sua terra ocupada, dizimada e saqueada por soldados dos EUA?

Nem palestinos e nem afegãos têm armas atômicas.

O único país no mundo a usá-las até hoje foi os Estados Unidos, ao final da Segunda Grande Guerra e já com a situação definida, mas para testar o novo armamento e mostrar ao mundo quem era o novo senhor da situação, o centro do novo REICH.


Hiroshima e Nagazaki, centenas de milhares de mortos na boçalidade costumeira dos EUA.

Armas químicas e biológicas, o famoso agente laranja, foram usadas no Vietnã para desfolhar árvores e permitir que guerrilheiros vietcongs ou soldados do antigo Vietnã do Norte fossem localizados com maior precisão. O NAPALM era derramado sobre terra vietnamita diariamente e em nome da liberdade. Mas quem foi enforcado foi Saddam Hussein, Bush continua cuidando de petróleo e bois no Texas, onde tem um rancho.

E ficou com o petróleo iraquiano. É de companhias do Texas, dos EUA, nessa ordem, de Israel e da Grã Bretanha (o que não muda nada, é possessão na Europa).

Ganhou vários prêmios a foto da menina correndo numa por uma estrada, em pânico, chorando, no desespero de estar sendo queimada pelo NAPALM lançado pelos “libertadores”. Segundo o presidente à época, ou Johnson ou Nixon, não importa, terroristas, um “engano”.

Ou um preço a ser pago pela “liberdade”.

Por detrás dessa perda de paciência de Obama (um cínico), do governo alemão e agora de Israel, existe já um plano de ataque a usinas nucleares do Irã. O temor que, num futuro próximo, o país possa dispor de um arsenal capaz de dissuadir Israel e norte-americanos de continuarem e cometendo genocídio contra palestinos, contra iraquianos, contra afegãos, ou mesmo na América Latina, sustentando golpes como o de Honduras, tentativas contra Chávez e o controle do narco/tráfico na Colômbia através de bases militares para chegar à Amazônia.

Quando um presidente cínico, sem nenhum escrúpulo, oportunista, mentiroso como Barack Obama liga uma chave que acende a imensa árvore de Natal da Cervejaria Casa Branca (disfarce criado pela CIA para governos democratas), fala em paz, em amor, em fraternidade, deveria mandar buscar de volta os terroristas (esses sim reais) que matam mundo afora em nome do capitalismo e toda a sua política desumana, cruel, de exploração e barbárie.

Isso não tem nada a ver com Natal uma festa transformada em esplendor para o comércio e seguidores do “quem quer um bom dia diga eu” e todos nas lojas dos shoppings escolhendo gravatas.

Angela Merkel não falou nada sobre o que Lula disse. Remoeu raiva, frustração, falhou o plano de constranger o brasileiro (afinal o chanceler aqui é Celso Amorim, não é Celso Láfer, o que tira os sapatos em reverência aos agentes do FBI para submeter-se a revista física e moral, ou Lampreia, que vende o que for preciso por uns trocados a mais).

O que Lula disse é indesmentível, Não tem como retrucar e de fato expõe o cinismo das chamadas grandes potências ocidentais.

Para se exigir que o Irã suspenda o seu programa nuclear é preciso que sejam destruídas todas as armas nucleares no mundo, inclusive as de Israel.

Numa frase só o brasileiro expôs a farsa democrática, cristã e ocidental do american way life e suas go go girls na Europa.

O cara da cervejaria precisa agora esclarecer direitinho esse negócio sem aquela história padrão Hollywood de acender árvores de Natal matando milhares no Afeganistão. E mandando mais 30 mil homens para “completar o serviço”.

Não só o Irã tem o direito de dispor de armas nucleares, como o próprio Brasil deve rever essa decisão que limita e em muito a nossa soberania num momento favorável para o País como um todo. Jornais europeus, alemães principalmente, estimam que além de ter sido um dos mais competentes no enfrentar a crise (crise do capitalismo e dentro do capitalismo mas enfrentou), em quinze anos seremos a quinta economia do mundo, superando França e a colônia norte-americana Grã Bretanha…

A propósito, o primeiro-ministro Sílvio Berlusconi está atolado até a alma, se é que tem, em escândalos e atentados em parceria com a Máfia. Deveria importar Gilmare Mendes para garantir os habeas corpus. E Cezar Peluzzo para assegurar a impunidade. Jornais da Itália não falam outra coisa e vai ver o culpado é Cesare Battisti.

E que armas nucleares são uma boçalidade ninguém de bom senso tem dúvida, mas enquanto existir é lícito a quem que seja querer ter outra do contrário vai ser sempre esmagado como tem sido, pelo tacão nazistas/sionista do capitalismo.

INSANIDADE a herança de Hitler cultuada pelos EUA

O resultado da guerra imperialista é esse:

Dias passados, uma criança de sete anos de Origem CIGANA, foi queimada em 80¢ de seu corpo por um "ariano".
Homossexuais vivem em constante estado de alerta : Vivem perseguidos pelos nazistas, ou herdeiros dos "acima da moral"
Agora vejam a que ponto chegamos: SIONISTA atropela um palestino e não satisfeito, passa sucessivas vezes com o carro sobre o homem.


GENTEEEEEEEEEEEEEEEEEE que é isso? ONDE VAMOS PARAR?
POR QUE essa guerra entre os povos? Só somos usados pelos USURPADORES.
REFLITAM SOBRE ISSO.


http://www.youtube.com/watch?v=io5SATmnHhQ&feature=related
Vídeo amador que chocou o mundo nessa terça-feira, mostrando um colono judeu em seu carro e um palestino ferido em um posto de gasolina em Hebron, na semana passada, sendo repetidamente atropelado por um colono israelense.




Abraços do
Arnaldo C.

Lukács

A RECEPÇÃO DE LUKÁCS NO BRASIL
24/08/2010, 18:08
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Por mais inacreditável que possa parecer, não há nenhuma tradução – nem ao menos em espanhol – do livro Prolegômenos a uma ontologia do ser social: questões de princípio de uma ontologia hoje tornada possível, obra madura de um maduro Georg Lukács, um dos mais importantes filósofos do século XX. Para corrigir esta lacuna, a Boitempo prepara para a breve o lançamento desta obra, com apresentação de Ester Vaisman e Ronaldo Vielmi Fortes, orelha de José Paulo Netto e posfácio de Nicolas Tertulian. Enqnauto o livro não chega às livrarias, confira o importante artigo de Celso Frederico sobre a recepção ao trabalho do filósofo húngaro no Brasil. A versão original está disponível no site da Herramienta.
A recepção de Lukács no Brasil
Autor: Celso Frederico (USP)
É somente após o XX Congresso do PCUS (Partido Comunista da União Soviética), em 1956, quando se inicia, ainda que parcialmente, o rompimento com a ortodoxia stalinista, que Lukács começa a ser conhecido pelo movimento comunista e, consequentemente, pela esquerda brasileira.
Em 1959, os comunistas brasileiros tomam, pela primeira vez, contato “oficial” com as idéias de Lukács. A revista Problemas da paz e do socialismo (número 4, 1959), órgão movimento comunista internacional, publicou em sua edição para o Brasil, o ensaio de Bela Fogarasi, “As concepções filosóficas de Georg Lukács”, que refletia a animosidade então existente contra o nosso autor devido à sua participação nas ações “contra-revolucionárias” em 1956.
Ainda em 1959, a revista Estudos sociais (número 5), dirigida pelo fundador do PCB, Astrojildo Pereira, publica o primeiro texto de Lukács em língua portuguesa: o prefácio de A destruição da razão, que apareceu com o título “O irracionalismo – fenômeno internacional do período imperialista”.
A revista era então o pólo que aglutinava os intelectuais comunistas preocupados em renovar o marxismo para além das cartilhas stalinistas, com suas inevitáveis três leis da dialética, cinco modos de produção etc. Mas os tempos ainda não eram totalmente favoráveis a maiores ousadias. Por isso, prudentemente, o texto de Lukács fez-se acompanhar do ensaio “Relação entre as idéias políticas e filosóficas de Lukács”, de autoria de Joszef Szigeti, Ministro da Cultura da Hungria. Seguindo uma linha de argumentação idêntica à de Bela Fogarasi, apesar da linguagem menos truculenta, o autor aproveitou para estender a crítica aos discípulos de Lukács na Hungria (István Mészáros, Miklos Almasi e Agnes Heller). Na apresentação dos dois textos, Estudos Sociais incluiu uma cautelosa “nota da redação” informando que a publicação visava a contribuir para o debate sobre o desenvolvimento do pensamento filosófico marxista.
De qualquer modo, as condições favoreciam a renovação. No plano internacional, iniciava-se um debate nos partidos comunistas ainda perplexos com o processo de desestalinização. Internacionalmente, os grupos renovadores já haviam obtido uma importante vitória política com a Declaração de março de 1958, documento aprovado pela direção do PCB, que acenava pela primeira vez para a centralidade da questão democrática na construção do socialismo, rompendo assim, com a estratégia insurrecionalista e com o dogmatismo fomentado pela importação de modelos teóricos (no caso: o modelo de revolução para os países coloniais, elaborado pela Internacional Comunista em 1928 e, desde então, seguido pelo PCB).
Paralelamente, a mais significativa referência a Lukács já havia sido feita em 1960 pelo respeitável intelectual marxista Nelson Werneck Sodré, na edição atualizada de sua História da Literatura Brasileira, pela Editora José Olympio. O conhecido historiador incorporou explicitamente diversas idéias lukacsianas em sua interpretação de nossa história literária. Graças ao pioneirismo e ao prestígio de Nelson Werneck Sodré, Lukács ingressou, em grande estilo, nos estudos da literatura brasileira.
Um dos primeiros intelectuais brasileiros a encampara as idéias de História e consciência de classe foi Michael Löwy. Em 1962, ele publicou um ensaio “Consciência de classe e partido revolucionário”, na Revista Brasiliense (número 41), em que traça um painel das posições teóricas sobre a relação entre partido político e espontaneidade operária. O texto concentra-se na exposição das idéias de Lênin, Rosa, Gramsci e o Lukács de História e consciência de classe, ocupando uma posição de honra (a última parte tem como subtítulo “A síntese teórica de Lukács”).
O mesmo Löwy, em parceria com Sara Chucid, havia realizado na época uma pesquisa empírica sobre a consciência política dos dirigentes sindicais, publicada na Revista brasileira de estudos políticos (“Opiniões e atitudes dos líderes sindicais metalúrgicos”, número 13, 1962). A inspiração do tema, evidentemente, veio de História e consciência de classe, passando a ser, daí para frente, referência teórica para pesquisas sociológicas sobre a consciência dos trabalhadores urbanos.
Assim, aos poucos, Lukács foi sendo conhecido pelo público brasileiro no período anterior ao golpe militar de 1964. O contato com as suas idéias foi também facilitado pelas recentes traduções em italiano e francês que passaram a circular em nossas livrarias. Mas foi somente após o golpe que a obra de Lukács conheceu uma maior divulgação.
A política cultural
Fechando as portas da participação política institucional, o golpe militar de 1964 fez da resistência cultural um pólo de aglutinação dos opositores ao regime.
A efervescência artística do pré-64, expressa no cinema novo, na bossa-nova, nos Centros Populares de Cultura, desdobrou-se, após o golpe, num amplo movimento de resistência cultural contra os novos governantes, a censura e o chamado “terrorismo cultural”. A contestação inicial do regime foi feita basicamente pela intelligentsia radicalizada, num momento dramático em que a classe operária encontrava-se desmobilizada e sofrendo uma repressão que os donos do poder não ousavam estender para a classe média intelectualizada. É este o contexto de onde surgirá o aguerrido movimento estudantil que, a partir de 1966, ocupou as principais cidades do país, desafiando a ditadura. (mais…)
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70 ANOS DO ASSASSINATO DE TROTSKI – TRECHO DE A REVOLUÇÃO DE OUTUBRO
19/08/2010, 18:32
Filed under: Não categorizado Etiquetas: león trotski, revoução russa
No dia 20 de agosto de 1940, era assassinado Leon Troski no México. Morto a golpes de picareta pelo agente Ramón Mercader, enviado por Stálin, Trotski foi um dos protagonistas da Revolução Russa de 1917. Presidente do Soviete de Petrogrado, em1917 foi comissário do povo para Negócios Estrangeiros após a vitória da revolução, além de principal organizador e dirigente do Exército Vermelho na guerra civil.Trotski já se notabilizara na Revolução de 1905, quando dirigiu oSoviete de São Petersburgo e na luta pelos rumos do partido e da União Soviética acabou expulso do partido, em 1927, e da União Soviética, em 1929.
León Trotski (à esquerda), conversa com Diego Rivera (centro) e André Breton
Escrito como esboço aos três volumes que posteriormente comporiam a obra História da Revolução Russa, A Revolução de outubro teve edição da Boitempo lançada em 2007 – na qual há ainda uma cronologia sobre a Revolução Russa e a constituição da república soviética, além de um artigo inédito de John Reed, “Os sovietes em ação”, publicado originalmente em 1918 no The Liberator. Confira abaixo um trecho da obra:
“Sendo marxistas, nunca idolatramos a democracia formal. Em uma sociedade dividida em classes, as instituições democráticas, longe de anular a luta de uma classe contra outra, não fazem mais do que daraos interesses de classe uma forma absolutamente insuficiente de expressão. Sob esse regime, as classes proprietárias têm ainda à sua disposição inúmeros meios de adulterar, perturbar e violentar a vontade das massas populares e operárias.
E as instituições da democracia são ainda mais imperfeitas para expressar a luta de classes quando se vive em tempos de revolução.Karl Marx deu à revolução o nome de “locomotiva da história”.Graças à luta franca e direta pelo poder governamental, as massas operárias acumulam em tempo mínimo um máximo de experiência política e avançam rapidamente pela via do seu desenvolvimento. O pesado mecanismo das instituições democráticas é tanto menos adequado a esse desenvolvimento quanto maior o país e mais imperfeito o seu aparelho técnico.
Na Assembléia Constituinte, a maioria pertencia aos socialistas revolucionários de direita. De acordo com a mecânica parlamentar, o poder governamental deveria pertencer a eles. Mas já durante o período que antecedeu a Revolução de Outubro, o partido dos socialistas revolucionários de direita teve condições de tomar esse poder.
Mas esse partido não tomou o governo, deixando a parte do leão à grande burguesia e, precisamente por isso, no momento mesmo em que a composição numérica da Constituinte o obrigava formalmente a exercer o poder, ele havia perdido o último vestígio de crédito diante dos grupos mais revolucionários do país. A classe operária, e com ela a Guarda Vermelha, era profundamente hostil aos socialistas revolucionários de direita. A esmagadora maioria do Exército apoiava os bolcheviques. Os gruposrevolucionários no campo dividiam suas simpatias entre os socialistas revolucionários de esquerda e os bolcheviques.
Os marinheiros, que durante os acontecimentos da revolução desempenharam um papel tão importante, seguiam quase todos o nosso partido. Os socialistas revolucionários de direita foram obrigados a sair dos sovietes, que desde outubro, ou seja, antes da convocação da Constituinte, haviam tomado o poder.
Sobre quem, portanto, deveria se apoiar um ministério edificado pela maioria da Assembléia Constituinte? Ele poderia contar com os dirigentes da população rural, os intelectuais e os burocratas estatais; e à direita, ele teria, provisoriamente, o apoio da burguesia. Mas comum governo assim, o aparelho governamental teria sido completamente inútil. Nos pontos de concentração da vida política, como Petrogrado, esse governo depararia, desde o primeiro passo, com obstáculos insuperáveis. Nessas condições, se os sovietes – de acordo com a lógica formal das instituições democráticas – deixassem o governo nas mãos do partido de Kerenski e Tchernov, esse governo, comprometido e impotente como era, não teria feito mais que trazer para a vida política do país uma anarquia passageira, para em seguida, ao cabo de algumas semanas, ser derrubado por uma nova revolução. Os sovietes decidiram reduzir ao mínimo essa experiência histórica ultrapassada e decretaram a dissolução da Assembléia Constituinte no mesmo dia em que esta se reuniu.
Isso desencadeou contra o nosso partido as acusações mais violentas. A dissolução da Assembléia Constituinte deu, até mesmo aos meios dirigentes dos partidos socialistas da Europa ocidental, uma impressão desfavorável. Viu-se nesse ato, inevitável e necessário de acordo com a sabedoria política, a arbitrariedade de um partido e uma espécie de tirania. Numa série de estudos, Kautsky1, coma empáfia que o caracteriza, expôs a correlação existente entre a tarefa socialista revolucionária do proletariado e o regime da democracia política. Mostrou que, para a classe operária, a manutenção das bases de uma organização democrática é, em última análise, sempre útil.
É preciso reconhecer que, no geral, isso é perfeitamente exato.Mas Kautsky reduziu essa verdade histórica a uma banalidade professoral. Se, em última análise, é vantajoso para o proletariado praticar a luta de classes, e até a ditadura, dentro do quadro das instituições democráticas, isso não quer dizer que a história torne sempre possível para o proletariado uma combinação semelhante. Não se pode deduzir da teoria marxista que a história realiza sempre as condições “mais favoráveis” ao proletariado.
Hoje é difícil dizer qual teria sido o curso da revolução se a Assembléia Constituinte tivesse sido convocada no segundo ou terceiro mês depois dela. É muito possível que os partidos então dominantes, ou seja, os socialistas revolucionários e os mencheviques, tivessem se comprometido, a si próprios e à Constituinte: isso aos olhos tanto dos grupos mais ativos que apoiavam os sovietes quanto das massas democráticas mais atrasadas, que teriama impressão de que suas esperanças estavam mais na Constituinte do que nos sovietes. Nessas circunstâncias, a dissolução da Constituinte poderia ter conduzido a novas eleições, nas quais o partido da ala esquerda poderia ter conquistado a maioria.
Mas os acontecimentos tomaram outro rumo. As eleições para a Assembléia Constituinte ocorreram no nono mês da revolução, quando a luta de classes havia assumido um caráter tão agudo que, por um impulso vindo do interior, ela derrubou os quadros formais da democracia.
O proletariado tinha o apoio do Exército e das camadas rurais mais pobres. Essas classes se encontravam num estado de luta direta e implacável contra os socialistas revolucionários de direita. Mas, em razão da mecânica grosseira das eleições democráticas, foi esse partido que – imagem fiel do período da revolução anterior aos acontecimentos de outubro – obteve a maioria na Constituinte2. Assim se produziu uma contradição que era absolutamente impossível de solucionar mantendo-se o quadro de democracia formal. E somente os políticos pedantes, que não têm a mais pálida idéia da lógica revolucionária dos antagonismos de classe, podem apresentar ao proletariado representações banais das vantagens e da utilidade da democracia para a causa da luta de classes.
Essa questão foi proposta pela história de uma maneira muito mais concreta e aguda. A Assembléia Constituinte, dada a composição da sua maioria, foi obrigada, portanto, a entregar o poder ao grupo de um Tchernov, de um Kerenski e de um Tseretelli. Mas esse grupo estaria em condições de dirigir a revolução? Ele conseguiria encontrar apoio na classe que é a espinha dorsal da revolução? Não. A classe que constituía o verdadeiro cerne da revolução entrou imediatamente em choque com a sua casca democrática, e isso selou o destino da Constituinte.
Sua dissolução foi o único desfecho possível: a solução cirúrgica, o único meio de sair de uma situação contraditória, que não tinha sido criada por nós, mas por toda uma série de acontecimentos anteriores.”
(blog do Boitempo)

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

“O QUE É BOM PARA OS ESTADOS UNIDOS É BOM PARA O BRASIL”

“O QUE É BOM PARA OS ESTADOS UNIDOS
É BOM PARA O BRASIL”


Laerte Braga






Uma das primeiras decisões do governo do marechal Castello Branco, cumprindo o esquema traçado em Washington para o golpe de 1964 (implementado aqui pelo embaixador Lincoln Gordon e comandado pelo general Vernon Whalters) foi nomear um general udenista para o Ministério das Relações Exteriores, Juraci Magalhães. A tarefa era simples. Desmontar e sumir com qualquer vestígio de diplomatas lúcidos, inteligentes e defensores de uma política externa independente, cabe até a expressão brasileira, como vinha acontecendo no governo do presidente João Goulart.


E uma das primeiras falas de Juraci Magalhães foi mais ou menos como aquelas chamadas feitas em quartel. “recruta Magalhães? Sim senhor sargento, presente!” Juraci proclamou que “o que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil.


                                              (Imagem: Eua fabricante de conflitos e guerras- Busac na NET)


Um jornal norte-americano divulga hoje que o presidente Barack Obama está descontente com a política externa do governo do presidente Lula. Obama esperava apoio para o golpe militar que seu “governo” patrocinou em Honduras, depondo o presidente constitucional Manuel Zelaya e ações concretas do Brasil contra governos que contrariam interesses norte-americanos, caso da Venezuela, da Bolívia e do Equador, mais explicitamente e de Cuba (Cuba é como se vivêssemos hoje a situação do herói celta Asterix, enfrentando as legiões de César).



Os EUA têm o controle acionário do empresariado brasileiro, do PSDB, do DEM e do tal partido socialista de Roberto Freire, o PPS, parte do PSB, comandam o latifúndio e o agronegócio, boa parte das forças armadas e Obama imaginava que chamando Lula de “o cara”, ai ser a maior moleza naquele negócio de servir cerveja na Cervejaria Casa Branca.


A princípio Lula até caiu na esparrela, mas num dado momento parece ter percebido que o tal “o cara” tinha um sentido diverso e para isso contribuiu, com certeza, a lucidez de Celso Amorim, de longe o maior chanceler da história de nossa diplomacia. Não tira o sapato como os chanceleres de FHC quando chegam no aeroporto em New York e aceitam ser revistados para que se saiba ao certo se são “terroristas” ou “confiáveis”.

Se carrega bomba nas meias. Assim como o DEM José Roberto Arruda, governador de Brasília e ex quase vice de José Jânio Serra, carrega dinheiro de propina.


Se os brasileiros não percebermos a enorme importância do nosso País para o imperialismo norte-americano, para o capitalismo, certamente seremos colônia de novo.


Interesses norte-americanos podem ser definidos como o controle total da economia no País, da política (tem um monte de deputados e senadores no bolso, assim tipo Eduardo Azeredo – começam comprando os mais baratos, depois vão aos mais caros – e de tudo que diga respeito a emascular qualquer perspectiva de desenvolvimento do Brasil, ou construção de um modelo político e econômico diverso desse que aí está.


Obtiveram avanços extraordinários no governo de FHC (empregado da Fundação Ford) com as privatizações (privatização igual apagão) e deitam olhos gulosos e colonizadores sobre o petróleo do pré-sal, a PETROBRAS, a região Amazônica e a chamada área da tríplice fronteira.






O sonho dourado de Obama era colocar bases militares no Brasil e a partir daí ter o controle de todo o esquema, de todos os negócios, melhor ainda se o próximo presidente for um tucano José Jânio Serra ou Aécio Pirlimpimpim Neves.


Aí é correr para o abraço e celebrar a conquista do campeonato.

Juiz para isso não falta, estão Gilmare Mendes e Cezar Peluzzo que não me deixam mentir. Marcam pênalti se preciso for tantas quantas vezes necessário for. E têm até bandeirinhas como Ellen Gracie para definir impedimentos inexistentes.


A política externa do governo Lula é um dos pontos altos do atual presidente. Lula que inventou o capitalismo a brasileira (definição de Ivan Pinheiro), parece estar buscando, neste final de governo, alguns acertos consigo mesmo, com sua história, ainda que insuficientes para resgatar os compromissos não cumpridos.

Mas, sem dúvidas, bem diferente, bota diferente nisso, no caráter principalmente, de FHC e sua quadrilha.


A era de que “o que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil” acabou, pelo menos até o fim do governo Lula. Esse negócio de colocar um “sargento“ travestido de general no Itamaraty, Juraci Magalhães não existe mais.


O que de fato é bom para o Brasil é ruim para os EUA. Os EUA se sustentam numa economia falida e num poder militar único, capaz de destruir o mundo mais de cem vezes, com o qual sugam o sangue de nações como a nossa.

Ou vamos entender isso, ou breve, tudo igual a Barra da Tijuca. Pode ter certeza, o Morro do Alemão é melhor. Muito melhor, o pessoal lá é mais confiável.

E não tem aquele negócio de “quem quer bom dia diga eu”, para em seguida escolher a gravata do novo Superman, versão brasileira.

Está mais para doutor Silvana.

Síndrome de Estocolmo ou colaboracionismo?





http://assazatroz.blogspot.com/2009/12/sindrome-de-estocolmo-ou.html
Na entrevista à Folha, que durou cerca de 40 minutos, Santos, 60 anos, mudou a versão e afirmou que era o único integrante do MEP entre os homens presos na cela do Dops em que também estava Lula. Disse que continua filiado ao PT, mas abandonou a militância após se mudar para o litoral." [João Batista dos Santos, ex-militante do MEP (Movimento pela Emancipação do Proletariado, indicado por César Benjamin como o jovem que Lula teria tentado subjugar]

Como alguém que tivesse sido vítima de um tarado, numa cela onde ambos estivessem presos por motivos políticos, tempos depois, no momento em que o país inicia seu processo de redemocratização, esse alguém se filiaria ao partido em que seu agressor era presidente?

Só se o sujeito fosse doente.

César Benjamin foi colocado em celas de presos comuns, os seus carcereiros sabiam o que estavam fazendo, sabiam que ele não seria molestado. Quando carcereiros colocam jovens em celas de bandidos para serem "estuprados", eles mesmos estimulam os estupradores. E estes obedecem. César Benjamin era querido dos carcereiros. César Benjamin era colaborador. César Benjamin não sofreu tortura física, foi tratado como colaborador. A própria repressão afirma isso. Veja no texto abaixo.

Fernando Soares Campos

O principal objetivo do infamante texto encomendado ao César "Anselmo" Benjamin, acusando o presidente Lula de ter tentado "subjugar" um jovem companheiro de cela, quando ambos estavam presos e coagidos nos porões da ditadura, foi exatamente esse: exigir que o presidente da República "processasse" o autor das "denúncias", com isso o caso ganharia as telas de TV, teria grandes desdobramentos, entrevistas e entrevistados a postos, editoração das falas, e a manada "homer-simpsoniana" "estarrecida" dizendo que não votaria em quem Lula indicasse, principalmente numa "guerrilheira".

Nunca antes neste país a direita exigiu tanto que um adversário seu processasse um dos seus próprios aliados. (Ou alguém aí ainda tem dúvida e, por isso, imagina que "talvez" César Benjamin seja um homem de esquerda? A sua fala até pode ser, e isso é fácil de exteriorizar; mas claro mesmo está que ele é um sujeito a serviço da direita golpista.)

Eles estão gritando a pleno pulmões: "PROCESSEM O CESÁR BENJAMIN e a FOLHA (tão petista), CASO CONTRÁRIO, O CASO É VERDADEIRO!!!" [Para este, a Folha é "petista", putz!]

Tenho recebido alguns textos com esse tipo de cobrança. Um grupelho bombardeia minha caixa de correspondência eletrônica, repete a postagem, insiste no mesmo "argumento": "Se não processar, então é verdade".

Mas o que recebo mesmo são muitas matérias em defesa do presidente que um dia disse que, se o governo dele não desse certo, aí dificilmente outro trabalhador teria chance de ser eleito presidente da República.

Erundina foi queimada com esse propósito, o de evitar que outra nordestina(o), ou um "baiano" qualquer, voltasse a ocupar a prefeitura da capital paulista. Foi massacrada. Qual a nordestina que, mesmo apresentando elevado nível de instrução formal, vai ser eleita prefeita de São Paulo tão cedo?

Celso Pitta podia até ser corrupto (é o que dizem, e a Justiça o pegou pelo pé), mas, além de corrupto, ele tinha a "agravante" de ser negro. Claro! Pois tantos outros foram pegos com a mão na cumbuca e nada ocorreu, nunca passaram das ondas de "escândalo". Maluf foi preso e voltou "nos braços do povo". Pitta ainda tentou.

Veja o caso do Roberto Arruda. Renunciou em meio a um escãndalo, mas rapidinho voltou a ocupar um importante cargo político. E, se hoje for condenado, a esperança dele é que seus amigos voltem ao Planalto, reassumam o verdadeiro poder: o institucional associado ao poder maior, o da grana, das grandes fortunas. Estaria salvo. Tudo fariam para apagar a mancha do sujeito.

ACABAR COM LULA A QUALQUER PREÇO



Pesquisadora inglesa revela: o Coisa Ruim sempre foi um entreguista de carteirinha

Vocês conhecem o livro da pesquisadora inglesa Frances Stonor Saunders? Ela desmascara de uma vez por todas FHC, o Coisa Ruim! O sujeito, como cabo Anselmo, sempre foi um entreguista de carteirinha. O tio dele, general Felicíssimo Cardoso, costumava alertar: “Esse meu sobrinho não é de confiança”.

http://assazatroz.blogspot.com/2009/09/pesquisadora-inglesa-revela-o-coisa.html

Essa cambada de golpista está pouco se importando que suas empresas "jornalísticas" percam a credibilidade. O importante é resgatar o poder institucional e, com ele, as chaves dos cofres da União; de lambuja, desfrutar o glamour que para eles é estar com o rabo sentado no trono, promovendo as orgias da corte.

Idealismo? Humanismo? Pra essa gente, isso é coisa de pobre; no máximo, válvula de escape da classe média "autopunitiva", "autofágica", como eles a consideram.

Vejamos um pouco do que já se falou sobre o caso da sujeira do Benjamin:

“Nem todos os prisioneiros eram deveras "políticos" (os militares e policiais torturadores, mal-instruídos pelas cartilhas franco-argelinas e estadunidenses - não entendiam lá muito de idiomas estrangeiros -, revelavam ignorância abissal). Cobro sempre aos pesquisadores, por outro lado, pesquisa sobre os infiltrados nos movimentos da luta armada [grifo nosso], sem resultado, mas aí o departamento é outro. Não há "Esquerda sem Povo", porque a ESQUERDA ESTÁ NA MULTIDÃO, o resto é conversa fiada. Numa "Faca só lâmina", João Cabral poetou o significado e significante elíptico de "afiada", viu, Seu PHA? Já houve gente que pensava fundo nesse País, como um Antonio Candido ou um Alfredo Bosi podem testemunhá-lo, por escrito e oralmente” (embaixador Arnaldo Carrilho, comentando, por e-mail, o artigo “A patética esquerda sem povo”, do Vi o Mundo.

http://www.viomundo.com.br/opiniao/a-patetica-esquerda-sem-povo/ 
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“Agora, só vejo um César: aquele que adorna sua prosa e monta um discurso eloqüente para cair como um raio na cabeça do leitor. Mas é justamente aqui que mora o perigo: pois a eloqüência, destituída de um fundo de verdade, virá um panfleto ruim, e a história pessoal, sincera ou não, de luta e sacrifício, em breve se transformará em farsa.” - César Benjamin e o rei do Senegal, Por Antonio Pereira, do Portal Luis Nassif

http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&pid=1412

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“O eletricista João Batista dos Santos, ex-militante do MEP (Movimento pela Emancipação do Proletariado) e um dos homens que estiveram presos com o então sindicalista Luiz Inácio Lula da Silva em 1980, durante a ditadura militar (1964-1985), chamou de "um horror" o artigo do colunista César Benjamin, publicado pela Folha na semana passada. (...) “Santos escreveu ainda no e-mail que não tinha nada a dizer sobre o episódio narrado por Benjamin e que estava "convertido em uma religião que não me permite mentir". Finalizou o texto dizendo que ficou "muito emocionado" com os relatos de Benjamin sobre o tempo em que ficou preso na ditadura, "sendo que aqueles mais ferozes da prisão foram amigáveis para com ele”. - FÁBIO AMATO DA AGÊNCIA FOLHA, EM CARAGUATATUBA

http://tudo-em-cima.blogspot.com/2009/12/mentira-tem-perna-curta-ex-preso-do-mep.html

[João Batista foi claro, diz que os mais ferozes torturadores foram “amigáveis” para com César Benjamin, “...para com ele”, declaração aspeada no texto jornalístico, fala do entrevistado, apesar de o repórter tentar passar como se os torturadores tivessem sido amigáveis com o próprio João Batista. O leitor menos atento lê e entende isso. ]
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“Cesar Benjamin é uma mente doentia. Alguém que inventa histórias e constrói tramas para desqualificar aqueles com os quais por muitas vezes teve longo relacionamento.
Para quem não se lembra, esse é o sujeito que “denunciou” Emir Sader quando a editora dele não foi escolhida para fazer um trabalho que o sociólogo coordenava.

Era amigo de Sader por muito tempo, mas como seus interesses comerciais não foram atendidos, decidiu acusá-lo publicamente de corrupto.[Ficou comprovado que Benjamin distorceu a história]

Este Cesar Benjamin também é o mesmo que trabalhou no programa de governo de Garotinho quando imaginava que aquele poderia ser o candidato do PMDB à presidência da República.

Era um dos “cérebros” do ex-governador na construção de um programa nacionalista.
Mas como a candidatura do ex-governador não emplacou pelo PMDB, este mesmo Cesar Benjamin se filiou ao PSol e saiu candidato à vice-presidência da República na chapa de Heloísa Helena.

Provavelmente porque passou a achar que Garotinho não era mais o caminho a verdade e a vida. Mas sim HH.

Não foi só do PT, partido ao qual foi filiado, que saiu atirando. Também tretou com Garotinho e com o PSol. Benjamin não é só craque em produzir inimigos. É especialista em delação pública sem provas.” –

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“Na tarde de 06 de agosto, encontraram-se, no centro de Salvador, César de Queiroz Benjamin ("Menininho") e José Carlos de Souza. Como assunto principal, estabeleceram que Iara seguiria para Feira de Santana, onde havia melhores condições de segurança, e ele, José Carlos, incorporar-se-ia ao trabalho de campo, em Brotas. Há algum tempo na vigilância, policiais deram voz de prisão aos dois militantes. O "Menininho" atracou-se com os agentes, chegou a atirar e conseguiu fugir (pela 2ª vez) ao cerco, dirigindo-se para a então Guanabara. Menos feliz, José Carlos foi preso e começou a denunciar diversos companheiros. [Ele escapou, mas o companheiro ficou grampeado]

(...)

“No dia seguinte, um sábado, às 1900 horas, logo depois de passar um telegrama do Rio de Janeiro para Iara (sem saber que ela já estava morta), o "Menininho", num Volks com Ney Roitman, Alberto Jak Schprejer ("Souza", "Beto") e sua amante Teresa Cristina de Moura Peixoto ("Tetê"), é detido por uma "Operação Pára-Pedro", na Avenida Vieira Souto, na altura do Jardim de Alá. Ao serem solicitados os documentos, o "Menininho" saiu rapidamente do carro, fugindo correndo entre os transeuntes. Pela 3ª vez, conseguia escapar de um cerco policial. No veículo, ficaram o diário de Lamarca e cartas para Iara, escritas de 29 de junho a 16 de agosto, que forneceram, aos órgãos de segurança, a certeza de onde deveriam procurar e concentrar esforços a fim de capturá-lo. [Ele escapou, mas os companheiros ficaram grampeados, além do farto material que caiu nas mãos da repressão]

Sem saber do acontecido e sentindo-se "queimado" no Rio de Janeiro, César de Queiroz Benjamin retornou a Salvador, sendo preso em 30 de agosto, num "ponto" delatado por Jaileno, no Rio Vermelho. Após longa série de assaltos e ter escapado de três choques com a polícia, o "terrível Menininho", com apenas 17 anos, mostrou-se extremamente dócil nos interrogatórios. Suas extensas declarações, todas de próprio punho, desvendaram a linha política e as ações do MR-8. Muitos militantes foram, então, identificados. Chegou, inclusive, a fazer uma análise dos métodos de interrogatório aplicados, declarando-se surpreso com o bom tratamento recebido e com o nível de seus interlocutores.

Com essa nova e importante fonte, os órgãos de segurança, que já haviam retirado boa parte de seus efetivos da região de Brotas de Macaúbas, retornaram ao local, iniciando-se nova caçada a Lamarca e a Zequinha.

No meio da tarde de 17 de setembro de 1971, uma equipe de agentes, integrantes da Operação Pajussara, localizou os dois militantes, que descansavam à sombra de uma árvore, perto do arruado de Pintada, município de Oliveira dos Brejinhos. À voz de prisão, tentaram sacar de suas armas. Uma série de tiros pôs fim ao ex-Capitão comunista - que deixara um rastro de sangue atrás de si - e a José Campos Barreto.” –

Site Ternuma (algozes do César Benjamin) 07. A MORTE NO SERTÃO DA BAHIA

http://www.ternuma.com.br/lamarca.htm

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Autor de polêmica sobre Lula é diretor da TVE [no Paraná] e vive no Rio

Publicado em 01/12/2009 Euclides Lucas Garcia e Marcos Gouvea, do Jornal de Londrina

Arq. enviado por "Esquerdopata"
O cientista político e editor carioca César Benjamin, envolvido em recente polêmica com o presidente Lula, é funcionário comissionado do governo do Paraná. Apesar de viver na cidade no Rio de Janeiro, Benjamin ocupa o cargo de diretor-presidente da Rádio e Televisão Paraná Educativa (RTVE), com salário de cerca de R$ 5 mil, de acordo com lista dos servidores estaduais divulgada no site da Secretaria Estadual da Administração. Já Marcos Batista, que é quem responde formalmente pela direção da emissora, figura como secretário de Estado.

Benjamin ganhou destaque no noticiário nacional depois da publicação, na última sexta-feira, de um artigo no jornal Folha de S.Paulo no qual afirmou que, em uma co nversa durante os preparativos para a eleição presidencial de 1994, Lula teria revelado que tentou “subjugar” sexualmente um colega de cela quando esteve preso em 1980. O presidente classificou o artigo como “loucura”. Pessoas que estiveram presas junto com Lula ne­­­garam a veracidade das de­­­clarações de Benjamin.

O atual diretor-presidente da RTVE ajudou a fundar o PT, mas se afastou do partido em 1995. Na última eleição presidencial, Benjamin foi candidato a vice na chapa de Heloísa Helena (PSol).

Antes da nomeação para a direção da RTVE, Benjamin já havia sido contratado, de acordo com o Diário Oficial de 8 de dezembro de 2005, para prestar “serviços profissionais especializados” ao governo estadual. Ele foi contratado para a produção de dez documentários de “caráter histórico-cultural e educativo sobre o Brasil”. Pro­­curado pela reportagem durante toda a tarde de ontem, ele não retornou as ligações.

Em Londrina, o governador Roberto Requião (PMDB) disse que Benjamin é funcionário da RTVE. “Ele é funcionário, um comentarista político da emissora”, disse.

Marcos Batista confirmou as declarações de Requião. Segundo ele, Benjamin trabalha como comentarista de política, economia e história na RTVE, e atua em projetos de programas especiais. Em relação ao cargo ocupado por Benjamin, Batista alegou que a única vaga disponível era a de diretor-presidente, já que o próprio (Batista) exerce a presidência da emissora, mas está nomeado como secretário.

Repúdio

Apesar das explicações sobre o cargo de Benjamin, o governo do estado, por meio de sua assessoria de imprensa, declarou o “total repúdio e indignação

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César Benjamin publicou hoje na Folha um cínico pedido de desculpas, quase invisível no texto, e voltou a atacar um suposto endeusamento do presidente Lula, além de se fazer de vítima, como se tivesse feito uma auto-imolação. Patético, pois se prestou a um serviço sujo e faz de conta que não. (sergio ribeiro , são paulo-SP – bancário, comentário postado na coluna de Carlos Brickmann, no Observatório da Imprensa, em 2/12/2009)
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Leia, nesta Agência Assaz Atroz, o comentário de Celso Lungaretti, ex-preso político, torturado nos porões da ditadura, nenhum vínculo com o governo Lula, até bate em sua administração de vez em quando, argumentando decentemente, como cidadão respeitável que é.

BENJAMIN AGORA INSINUA QUE LULA CONDUZ O BRASIL AO FASCISMO

http://santanadoipanema.blogspot.com/2009/12/benjamin-agora-insinua-que-lula-conduz.html
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Hoje César Benjamin é colunista de um jornal que participou ativamente do golpe de estado de 1964, uma empresa que emprestou seus veículos para transportar jovens idealistas até os porões da ditadura, onde foram torturados e assassinados.

Masmorras onde, eventualmente, César Benjamin esteve. Na verdade ele ficou a maior parte do tempo em celas especiais, nos quartéis e em instituição para menores, nesta, isolado dos demais reeducandos. Quando foi colocado, por curto período, entre outros presos (políticos ou não), foi com que objetivo? Colher informações e repassá-las?

Quem é esse cara: César "Anselmo" ou cabo "Benjamin?

O que está ocorrendo com ele: Síndrome de Estocolmo ou apenas um descarado colaboracionismo?

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PressAA

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O Massacre do Vestibular

O MASSACRE DO VESTIBULAR




Recife (PE) - Por que não acabam de vez com o vestibular no Brasil?

Nos últimos dias me invadiu um sentimento de solidariedade pelos jovens que sofrem a prova de português do vestibular. Que miséria! Como é que se mata dessa maneira a maior aventura e gozo do conhecimento? Como é que se mata a luta para expressar o conhecimento e o prazer que é a sua leitura? As provas exigem a interpretação de textos, ou melhor, uma “interpretação”. Pois interpretar é mesmo o quê? Deveria ser um livre reflexo de um conteúdo. No entanto, a liberdade passou a ser a do gabarito da prova, expressa nas opções do Certo e do Errado. Vale dizer, a interpretação continuou livre, desde que presa a limitadíssimas opções. O problema, e o diabo, e o pior, é que o Certo e o Errado são absolutamente estúpidos.

Com isso alcançam-se situações francamente absurdas. Por exemplo, o autor de uma crônica, aproveitada para o vestibular, não consegue responder as questões dirigidas ao que ele próprio escreveu. O escritor Mário Prata já escreveu página exemplar onde se confessava incapaz de responder o que perguntaram numa prova sobre o que ele, Mário Prata, escrevera! O que dizer então de jovens de 17, 18 anos, à procura do Certo e do Errado, perdidos na selva escura, como se houvesse um, e somente um caminho até o Paraíso? Para quem não está na sua pele, é uma Comédia, de erros.

Triste é ver o papel de professores que não erguem sua voz contra semelhante estreiteza. Triste é vê-los elogiar semelhantes provas sob argumentos de que “o vestibulando está sendo avaliado em sua capacidade de compreender e interpretar textos sob o ponto de vista semântico, estrutural, estilístico e gramatical”: referendam o status quo. Ou seja, diante do rei nu, afirmam que ele está vestido pomposamente de seda. Por Deus, se um crítico calejado, experiente, seria incapaz de resolver todas essas possibilidades diante de um fragmento, como é que jovens estudantes podem encontrar convergências, identidades, por exemplo, entre um poema, um excerto de uma página filosófica e uma reles divulgação publicitária, tudo num só quesito? Responder pelo menos absurdo? Mas o que é absurdo diante de tal mistura, se não a própria, irresponsável e leviana mistura?

Como aceitação do status, triste ainda é ver professores recomendarem, atenção, o leitor segure por favor o engulho, 10 Mandamentos para Análise de Textos. Por que não 20, 30, N mandamentos? Por que não, simplesmente, nenhum? Entre esses mandamentos, encontra-se a norma “Sublinhar, em cada parágrafo, a idéia mais importante”, que tem nome, “tópico frasal”. Outro dos mandamentos: “Escrever, ao lado de cada parágrafo, ou de cada estrofe, a idéia mais importante contida neles”. E mais este: “Não levar em consideração o que o autor quis dizer, mas o que ele disse, escreveu”. (Essas coisas deveriam vir escritas em gótico.) Ora, contestar qualquer um desses mandamentos seria o mesmo que bater em bêbado que desce a ladeira. Ainda assim, não nos furtamos. Vejamos uma estrofe do poema O Cão sem Plumas, de João Cabral de Melo Neto:

“O rio ora lembrava

a língua mansa de um cão,

ora o ventre triste de um cão,

ora o outro rio

de aquoso pano sujo

dos olhos de um cão.”

O que o estudante anotaria ao lado, a língua mansa de um cão, o ventre triste de um cão, ou o pano sujo dos olhos de um cão, mas sem perder nunca de vista que se trata de um rio? O que mais releva, o rio mesmo, ou a sua metáfora, que lhe dá substância? E que coisa mais esdrúxula um rio que lembra ora uma, ora outra parte do miserável de um cachorro! Como sair desse empobrecimento? O bom senso nos recomenda, como um décimo primeiro mandamento, que ninguém consegue responder, marcar “certo”, a todas perguntas da interpretação de um poema sem estar razoavelmente burro. Ou treinado, estupidamente treinado, vale dizer, tornado absolutamente inútil para a compreensão da riqueza que a literatura nos presenteia da vida.

Por que não acabam de vez com o vestibular no Brasil?

Visite o Blog do autor em: Sapoti da Japaranduba

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Con Lobo, ni reconocimiento ni diálogo, afirma Lula

Con Lobo, ni reconocimiento ni diálogo, afirma Lula


Afp y Reuters



Periódico La Jornada

Miércoles 2 de diciembre de 2009, p. 26

Estoril, Portugal, 1º de diciembre. El presidente Luiz Inacio Lula da Silva reafirmó ayer que Brasil no reconocerá las elecciones de Honduras y ni siquiera conversará con el ganador, Porfirio Lobo, al partir de Estoril, 25 kilómetros al oeste de Lisboa, con destino a Kiev.



Interrogado sobre si Brasil va a reconocer a Lobo como presidente de Honduras, Lula respondió negativamente.



No da para hacer concesión al golpista. Punto, dijo Lula sobre la intención de Lobo de buscar reconocimiento de Brasil.



Ese ciudadano tiene el derecho de hacer las gestiones que considere necesarias. Si se produce algo nuevo, veremos, vamos a esperar. El problema ahora es mucho más de Honduras que de Brasil.



Sobre la advertencia lanzada el lunes por el presidente de Costa Rica, Óscar Arias, contra la doble moral de reconocer las elecciones iraníes y no reconocer las hondureñas, en una clara alusión a Brasil, Lula respondió que se trata de dos cosas diferentes.



No habrá pacto con el vandalismo político de AL



“El presidente de Irán participó en las elecciones y obtuvo 62 por ciento de los votos, no fue violada la Constitución. Es diferente a una persona que dio un golpe repudiado por todos los países, por la OEA, a esas personas se le habían fijado condiciones establecidas por el propio presidente de Costa Rica, y una de ellas era la vuelta al poder del presidente Zelaya.



Es un asunto de sentido común, una cuestión de principios, no podemos pactar con el vandalismo político en América Latina, dijo Lula.



Al preguntarle qué ocurrirá con Zelaya, quien se encuentra refugiado en la embajada de Brasil desde septiembre pasado, Lula expresó su deseo de que Honduras tome la decisión de permitir que Zelaya vuelva a la normalidad.



En cuanto al hecho de que los presidentes que asistieron a la Cumbre Iberoamericana no pudieron ponerse de acuerdo en una declaración común sobre Honduras, Lula dijo que no es necesaria una posición común.

è UM EScandalo

É UM ESCÂNDALO ...
http://meupernambuco.blogspot.com




ONDE HÁ FUMAÇA, HÁ FOGO ...

Deputados da oposição ao governo de Eduardo Campos (PE) lançaram dúvidas quanto à administração do Secretário de Turismo, Silvio Costa Filho, denunciando superfaturamento e emissão de notas frias na contratação de grupos artísticos para apresentação no interior do estado. Essas denúncias levaram o secretário a entregar seu cargo juntamente com o presidente da Empetur, José Ricardo Diniz e o secretário executivo de Turismo, Tomé Franca.

Silvio Costa Filho volta a assumir sua cadeira na Assembléia Legislativa e disse que irá assinar uma CPI para que essas denúncias sejam investigadas e devidamente apuradas.

Será que mais esse escândalo terminará em pizza?

ESCÂNDALO DAS NOTAS FRIAS

Em agosto de 2008 o então deputado estadual, Silvio Costa Filho teve seu nome incluído na lista do TCE sobre notas fiscais clonadas, frias, adulteradas ou ainda emitidas por empresas fantasma, por 26 dos 36 vereadores de Recife.. Os acusados foram obrigados a devolver o dinheiro e a pagar uma multa, após o término do processo.

Esse escândalo terminou em pizza ...

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MENSALÃO DE BRASILIA

Assistir diariamente as noticias sobre o escândalo do mensalão em Brasília sem vomitar, faz-se necessário tomar um anti-ácido antes.

Não é fácil assistir as cenas mostradas e ter que ouvir os repórteres e apresentadores se referir ao “suposto” envolvimento dos “ digníssimos senhores”, mesmo quando as imagens mostram a EFETIVA participação dos mesmos no esquema.

Suposto envolvimento uma ova, contra imagens não há argumentos. São eles recebendo dinheiro, são eles colocando o dinheiro nas cuecas, nas meias, nos bolsos, nas sacolas, nas bolsas. São eles falando, brigando e até mesmo orando ... São donos de jornais, de construtoras, políticos de todos os escalões e é o governador José Roberto Arruda sim.

Será que esses senhores terão o mesmo tratamento que tiveram os envolvidos no mensalão do governo? Tenho minhas dúvidas, mas enquanto isso não acontece haja estomazil ...

OPERAÇÃO CAIXA DE PANDORA = MENSALÃO DE BRASILIA

No inquérito da operação 'Caixa de Pandora', da Polícia Federal, o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), e seu vice, Paulo Octávio (DEM), são acusados de envolvimento em um esquema de pagamento de propina a deputados distritais e aliados. As propinas eram pagas por empresas que prestam serviço ao governo do DF. Arruda é apontado como o mentor do esquema, desbaratado por meio de gravações que mostram o próprio governador recebendo um maço de dinheiro, quando ainda era candidato ao governo do DF, nas eleições de 2006.

http://meupernambuco.blogspot.com

Enviado Por Ana Acevedo

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

DEUS (Geraldo Vasconcelos), fala:

É interessante comparar o Brasil governado pelo operário "analfabeto e burro" com o que que foi comandado pelo sociólogo "letrado e intelectual".
Isso tudo na visão do The Economist...
Segundo o The Economist

Situação do Brasil antes e depois.

Itens Nos tempos de FHC Nos tempos de LULA

-Risco Brasil 2.700 pontos 200 pontos
-Salário Mínimo 78 dólares 210 dólares
-Dólar Rs$ 3,00 Rs$ 1,78
-Dívida FMI Não mexeu Pagou
-Indústria naval Não mexeu Reconstruiu
-Universidades Federais Novas Nenhuma 10
-Extensões Universitárias Nenhuma 45
-Escolas Técnicas Nenhuma 214
-Valores e Reservas do 185 Bilhões de Dólares 160 Bilhões de Dólares
Tesouro Nacional Negativos Positivos
Créditos para o povo/PIB 14% 34%
Estradas de Ferro Nenhuma 3 em andamento
Estradas Rodoviárias 90% danificadas 70% recuperadas
Industria Automobilística Em baixa, 20% Em alta, 30%
Crises internacionais 4, arrasando o país Nenhuma,
pelas reservas acumuladas

Mobilidade Social 2 milhões de pessoas saíram da linha de pobreza 23 milhões de pessoas saíram da linha de pobreza
Empregos 780 mil 11 milhões
Investimentos em infraestrutura Nenhum 504 Bilhões de reais previstos até 2010
Mercado internacional Brasil sem crédito Brasil reconhecido como investment grade

Bem-vindo ao eixo Luladinejad





Assaz Atroz
Terça-feira, 1 de dezembro de 2009
http://assazatroz.blogspot.com/2009/12/bem-vindo-ao-eixo-luladinejad.html


Bem-vindo ao eixo Luladinejad
Texto recebido por e-mail da Rede Castorphoto

Traduzido e comentado por Caia Fittipaldi (*)

Achei esse artigo, no Asia Times Online. Traduzi, porque acho que aí está perfeita peça para produzir o tal "efeito-demonstração":

-- ISSO que aí vai é o que o mundo diz sobre Lula, sobre nossa diplomacia etc. ISSO, exatamente, é o que o DES-jornalismo brasileiro omite, des-noticia, des-informa e coisa e tal.

Seria muuuuuuito pedagógico ler isso aí e, depois, reler as 'colunas' indecentes dos Augustos Nunes (na revista NÃO-Veja) ou dos Fernandos Barros e Silva (na FSP), da D. Danuza Kramer ou da Dona Dora Leão e coisa-e-tal, dessa gentinha.

É ler tudo e ver: Augustos Nunes e Fernandos Barros e Silvas e as Danuzas e Doras são a vergonha do jornalismo universal. Merecem cadeia, xilindró, cana-dura. Ou, então, merecem, mesmo, que a gente ria deles, na cara deles. Eita gentinha, sô!

Leiam aí.


Bate-bola política a sério

Bem vindo ao eixo Luladinejad

27/11/2009, Pepe Escobar, Asia Times Online

Pepe Escobar é autor de Globalism: How the Globalized World is Dissolving into Liquid War (Nimble Books, 2007) e Red Zone Blues: a snapshot of Baghdad during the surge. Acaba de lançar Obama does Globalistan (Nimble Books, 2009).
Recebe e-mails em pepeasia@yahoo.com .

Os presidentes são Luiz Inácio Lula da Silva do Brasil e Mahmud Ahmadinejad do Irã. O que é isso? Será algum neo-eixo do mal? Claro que não: Luladinejad é um novo eixo de negócios planetários.

Ahmadinejad estava para chegar, em visita ao Parlamento brasileiro, na 2ª-feira; à sua espera, praticamente sozinho, só o presidente Lula. O abraço de Lula foi inesperado, espontâneo, caloroso; bem se pode supor que Ahmadinejad não esperasse aquele tipo de manifestação. Para quem assistiu ao abraço, a coisa foi clara como sinal gráfico.

Ahmadinejad viajou a negócios; levou comitiva de 200 empresários iranianos. No longo prazo, o Brasil deseja exportar para o Irã, não só carne e grãos e açúcar, mas também caminhões e ônibus. E o Irã quer investir pesadamente na indústria do petróleo, petroquímica, agro-business, minério e construções. Em março ou abril de 2010, o presidente Lula visitará o Irã, levando também sua importante caravana de empresários.

Lula e Ahmadinejad assinaram tratados de energia, comércio e pesquisa agrícola, no mais recente desdobramento do que se está convertendo em cálido abraço entre a América Latina e o Oriente Médio.

O xis da questão, é claro, foi a energia nuclear. O presidente Barack Obama dos EUA admitiu, na reunião do G20 em Londres, este ano, que Lula “é o homem” –, opinião que as pesquisas de opinião confirmam. O presidente do Brasil é hoje o líder político mais popular entre os seus eleitores, com índices de aprovação de 79%; Obama já caiu para menos de 50%. Portanto... O que “o homem” pensa e diz? “O homem” já disse que o Brasil apóia “o direito do Irã de pleno acesso à energia nuclear para fins pacíficos.”

Hoje, quando Lula fala, os líderes mundiais ouvem atentamente; e o presidente brasileiro não economizou palavras: “aconselhou” claramente quem o ouvissem, sobre como agir em relação ao Irã.

“Eu disse a Obama, disse a Sarkozy, disse à Angela Merkel que nada ganharemos com empurrar o Irã para as cordas. É preciso abrir espaços de conversação.” Aí, não fala só o presidente do Brasil. Nessas palavras falam os BRICs (Brasil, Rússia, Índia, China). Sempre medindo cuidadosamente cada passo, Lula, em seguida, defendeu o direito “de Israel, que precisa viver com segurança, em Estado estável”.

A fórmula-chave do discurso de Lula sobre o dossiê nuclear iraniano é “a não-proliferação nuclear e o desarmamento nuclear devem andar lado a lado”. Para o Brasil e para os demais BRICs – cabe à Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA) avaliar e decidir sobre a questão nuclear iraniana; não ao Conselho de Segurança da ONU.

O Brasil, que possui a sétima maior reserva de urânio do mundo, enriquece seu próprio urânio para seu próprio programa nuclear; e ninguém acusa o Brasil de estar construindo bombas atômicas. A política externa brasileira sempre foi ativamente contra a ideia de imporem-se sanções unilaterais contra o Irã. Nas palavras de Lula: “É simples: os direitos que defendemos para nós, defendemos para todos.”

Ahmadinejad, que várias vezes referiu-se a Lula como “meu amigo”, adotou o mesmo tom. Admitiu, em programa de televisão, que Irã e Brasil “podem formar parcerias para construir usinas nucleares.” Ou, como estampava manchete de jornal iraniano, dia seguinte: “Possível cooperação nuclear com o Brasil”.

O jogo continua

O rápido tour de Ahmadinejad por cinco países de África e América do Sul – com a Venezuela de Hugo Chávez e a Bolívia de Evo Morales incluídas no circuito – significa que Teerã está vendo a América Latina como importante via comercial e de negócios, que poderá servir como importante linha de fuga, no caso de mais sanções comerciais ocidentais. Para a liderança política iraniana – o Guia Supremo, o Corpo dos Guardas Revolucionários e o partido político de Ahmadinejad –, o Brasil passou a ser visto como parceiro comercial e parceiro estratégico.

Aí se vê em ação o diálogo sul-sul, ao estilo do mundo multipolar. Do ponto de vista do Irã, o Brasil é mediador possível e aceitável, nas duras negociações de vários problemas intratáveis com os EUA e Europa. O Brasil, por sua vez, aspira a ter assento permanente no Conselho de Segurança (aspiração que conta com o apoio do Irã); quanto maior a influência do “soft Power” no Oriente Médio, melhor, também, para o Brasil.

O Irã absolutamente não está ‘isolado’ – como a propaganda ocidental vive a repetir. Por exemplo, o Irã está ativamente empenhado em preservar seus direitos no Mar Cáspio, tem negócios de compra e venda de energia com a China e, já há algum tempo, está trocando seus dólares por euros.

No centro de incansável campanha para demonizar Ahmadinejad como “o novo Hitler” – depois de os EUA terem demitido Saddam Hussein –, seria ingenuidade esperar que a mídia ocidental empresarial-corporativa prestasse atenção ao que Ahmadinejad realmente disse no Brasil: que o Irã está realmente interessado em comprar no exterior o urânio enriquecido de que necessita; mas que o Irã não admitirá que o fornecedor imponha qualquer tipo de restrição ou determine os termos do negócio. Comentando o mais recente ‘plano’ da IAEA, segundo o qual o Irã enviaria seu urânio para ser enriquecido na Rússia e França, para que, depois, o mesmo urânio possa ser usado num reator para finalidades médico-terapêuticas, em Teerã, o que Ahmadinejad realmente disse foi “nenhum país independente jamais aceitaria tal proposta”.

Contudo, a questão-chave a ser debatida nos termos do acordo pensado pelo diretor-geral da IAEA, Mohamed ElBaradei e os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança plus Alemanha, e o Iran, ainda é o volume do urânio enriquecido que seria mandado à Rússia, depois à França e afinal seria devolvido ao Irã, para ser usado como combustível nuclear. O Irã não aceitou esses termos e suspeita de que esse não seja, nem negócio equitativo para todos os envolvidos, nem negócio seguro para o Irã.

No Brasil, Ahmadinejad falou muito claramente, na conferência de imprensa. Disse ele: “Temos meios para enriquecer urânio a 20% e temos o direito legal de fazê-lo. Mas, para criar uma atmosfera de cooperação, estamos dispostos a discutir a possibilidade de comprar combustível nuclear.”

Ainda antes de o eixo Luladinejad ser fotografado, a mídia empresarial corporativa norte-americana já operava em modo “histeria máxima”. O Los Angeles Times ‘advertiu’ o presidente Lula de que bastaria conversar com Ahmadinejad, e o Brasil correria o risco de “perder prestígio na arena global”. O New York Times ‘noticiou’ que o encontro “esfriaria as relações entre Brasil e EUA, e comprometeria a reputação do Brasil como potência global.” Esse pessoal não entende o espírito da coisa.

Obama, por sua vez, escreveu carta a Lula lembrando-o da profunda desconfiança que o Irã inspira a Washington. Lula anunciou que telefonará a Obama Lula receber lições de moral de Washington seria completo absurdo, se se sabe que, no início do ano passado, os EUA reativaram a 4ª Frota (a marinha de guerra dos EUA que cobre as águas do Caribe, da América Central e da América do Sul), que planejam erguer novas bases na Colômbia e que não condenaram com a ênfase que se deveria esperar o golpe militar de junho em Honduras.

Fato é que todo o Oriente Médio está buscando a mediação do Brasil. O ex-corretor moldoviano, Avigdor Lieberman, atual ministro dos Negócios Exteriores de Israel, esteve há quatro meses no Brasil e na Argentina. Semana passada, foi o presidente de Israel, Shimon Peres. E Abbas, da Autoridade Palestina, também lá esteve. Tradução: o Brasil, como um dos atores-chave que emergem hoje no sul global ao lado de outros BRICs, está sendo visto como país que tem a oferecer diplomacia global muito mais equilibrada do que a velha diplomacia dos velhos pesos-pesados EUA e Europa.

Trabalhar à maneira eficiente do Brasil exige competência e swing. Por exemplo, em sua fala semanal pelo rádio, semana passada, o presidente Lula propôs que se organize um jogo de futebol entre a equipe do Brasil (favorita para vencer a próxima Copa do Mundo) e um combinado de jogadores israelenses e palestinos. Boa ideia. E se a ONU aproveitasse a ideia do presidente do Brasil e patrocinasse um torneio de futebol entre os cinco da ONU (EUA, Rússia, China, França e Inglaterra)... plus Alemanha, plus Brasil e plus Iran?

Lembram-se da Guerra Fria, quando se promoviam torneios de ping-pong para começar a quebrar o gelo entre EUA e China? Em outras palavras: o presidente Lula acertou outra vez: parece que, sim, é chegada a hora de batermos bola política realmente a sério.

O artigo original, em inglês, pode ser lido em:

http://www.atimes.com/atimes/Middle_East/KK26Ak02.html

(*) Caia Fittipaldi reside em São Paulo, é formada em Linguística, pela USP, e trabalha como tradutora e editora de texto.