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sexta-feira, 27 de novembro de 2009

ORGANIZACIÓN ESTADOUNIDENSE QUE APOYÓ GOLPES DE ESTADO EN HAITÍ Y VENEZUELA ESTARÁ EN HONDURAS

ORGANIZACIÓN ESTADOUNIDENSE QUE APOYÓ GOLPES DE ESTADO EN HAITÍ Y VENEZUELA ESTARÁ EN HONDURAS

Com Comentário de JACOB BLINDER:
Diga com que tu andas que direi quem tu és - é um velho ditado popular que pode ser aplicado na eleição???!!!! que será realizada em Honduras. As piores escórias mundiais ao nível da intolerância política, as mais repugnantes organizações antidemocráticas existentes no mundo serão as supervisoras dessa famigerada eleição????!!!! de Honduras. O artigo abaixo transcrito cita algumas dessas entidades e na leitura o leitor constatará que suas tenebrosas biografias o deixará revoltado e enojado! Nesse momento ao povo de Honduras só restará optar pela abstenção ao pleito eleitoral - renegando assim a farsa que se prepara contra seus interesses democráticos!





Organización estadounidense que apoyó golpes de Estado en Haití y Venezuela observará elecciones en Honduras




Reproducimos un comunicado divulgado por el Centro de Investigación Económica y de Política (CEPR), con sede en Washington.



Washington, D.C. - El Instituto Democrático Nacional (National Democratic Institute, NDI, en inglés) y el Instituto Republicano Internacional (International Republican Institute, IRI, en inglés) planean mandar observadores electorales a Honduras para las elecciones del 29 de Noviembre, dice el Senador Republicano Richard Lugar en un comunicado.


Ambas organizaciones reciben dinero del Departamento de Estado de los Estados Unidos. En los últimos años el IRI ha apoyado golpes de estado contra presidentes elegidos democráticamente en Haití y Venezuela. Al parecer, el NDI y el IRI planean ayudar a las autoridades electorales de Honduras a monitorear el proceso electoral, a pesar que este proceso electoral será efectivamente controlado por las fuerzas armadas y la policía nacional.


Estas son las mismas fuerzas que han cometido innumerables abusos contra los derechos humanos, incluyendo matanzas, violaciones, golpizas y miles de detenciones desde el golpe de estado del 28 de Junio.


Me sorprende ver al NDI uniéndose al Instituto Republicano Internacional en sus esfuerzos para legitimar otro golpe de estado,² dijo el Codirector del Centro de Investigación Económica y de Política, Mark Weisbrot.

En comparación a su homologo Republicano, el NDI normalmente no ha apoyado golpes de estado ni regimenes antidemocráticos.²

Weisbrot apuntó que el NDI no apoyo el golpe de estado contra el Presidente Jean-Bertrand Aristide en 2004, como sí lo hizo el IRI. La participación del IRI en el golpe contra Aristide fue el tema de controversia después de la publicación de una importante investigación en el New York Times en 2006. El NDI se mantuvo en silencio cuando el IRI celebro públicamente el golpe de estado contra el Presidente de Venezuela, Hugo Chávez, en un comunicado de prensa. El National Endowment for Democracy (NED) - el mayor financiador de ambas organizaciones - expreso su desacuerdo con el IRI por apoyar acciones ³inconstitucionales² .

Los planes de mandar observadores a Honduras del NDI son sorprendentes porque líderes Demócratas en el Congreso, incluyendo al Senador John Kerry y Representante Howard Berman han expresado su oposición al golpe de estado. Además, otros Demócratas en el Congreso le han pedido al Presidente Obama que no reconozca elecciones celebradas bajo el régimen golpista.

Richard Trumka, el Presidente de la AFL-CIO, ha comentado que es imposible celebrar elecciones libres y justas debido a la continua represión contra miembros de sindicatos obreros. En una carta a la Secretaria de Estado Hillary Clinton, Trumka hizo un llamamiento al gobierno de los Estados Unidos a desconocer el resultado de elecciones nacionales en Honduras sin la previa restitución del Presidente Zelaya.


Una editorial en el importante diario Hondureño, El Tiempo, comento que el proceso electoral será controlado por el régimen golpista: ³12,000 efectivos militares, 14,000 efectivos policiales y 5,000 reservistas están de lleno en el control directo de los centros de votación, de las maletas electorales y de los votantes,² dice la editorial opinando que celebrar elecciones libres y justas es imposible debido al clima actual de violaciones a los derechos humanos. ³Hasta este momento, el ambiente es totalmente contrario al desarrollo democrático del proceso electoral, y lo que prevalece es un clima de opresión política,² dice la editorial.


El IRI tiene infamia en Latinoamérica por sus acciones rebeldes que han amenazado con dañar seriamente las relaciones diplomáticas entre los Estados Unidos y Latinoamérica,² dijo Weisbrot. ³El NDI debería tener cuidado al seguirle la corriente al IRI en Honduras.²

Weisbrot destaco que el IRI también organizo una conferencia en Brasil en 2005 para promover reformas políticas que dañarían al Partido dos Trabalhadores, el partido político del Presidente Lula da Silva.


Cuando la creación de la NED, IRI y NDI fue objeto de debate, en 1983, el Washington Post informó que: ³muchas de las actividades previstas para el plan del NED antes las realizaba la CIA clandestinamente, incluyendo la publicación de libros y artículos Œconsistentes¹ con ideales democráticos. Muchas de estas actividades fueron suspendidas en 1967 tras revelarse públicamente algunas operaciones de la CIA.²



Fonte : Partido Comunista da Colombia
Carta aberta de Bernard-Henri Lévy ao presidente Lula sobre Battisti
por Bernard-Henri Lévy*, publicada na Folha de São Paulo em 25/11/2009



PREZADO presidente Lula, Sei bem que o debate sobre o caso Cesare Battisti, antigo militante dos Proletários Armados pelo Comunismo, acusado de atos de terrorismo na Itália dos anos 70, tem despertado paixões no seu país.

Também sei que o jogo das instituições brasileiras, o esgotamento dos procedimentos previstos na sua democracia e a decisão apertada a favor da extradição, tomada pelo Supremo Tribunal Federal após longo julgamento, fazem com que agora caiba ao senhor, e ao senhor apenas, o poder de decidir se esse antigo militante, que se tornou um escritor de sucesso, deve ou não ser entregue à Itália.

Senhor presidente, inicialmente gostaria de lhe dizer que ninguém mais do que eu tem horror ao terrorismo. E desejo deixar claro que a luta contra esse terrorismo, a luta contra o direito que alguns se atribuem, nas democracias, de fazerem a lei eles próprios e de recorrerem às armas para fazer com que suas vozes sejam ouvidas é uma das constantes, senão a constante, de toda a minha vida de homem e de intelectual.

No entanto, se me dirijo a Vossa Excelência, é exatamente porque não está provado que Cesare seja esse terrorista que uma parte da imprensa italiana descreve e que, se tivesse cometido tais crimes, não mereceria nenhuma indulgência.

Ele foi condenado como tal, eu bem o sei, por um tribunal legalmente instituído, num país cujo caráter democrático não imagino, em nenhum momento, colocar em dúvida. Mas até as melhores democracias (a França sabe disso, pois, durante a guerra da Argélia, tomou liberdades com a liberdade, e os EUA de Bush, após o 11 de Setembro…) podem incorrer em erros e cometer injustiças.

O processo de Cesare Battisti, esse processo que o reconheceu culpado há 21 anos pelas mortes de Santoro e Campagna, levanta, nessa circunstância, ao menos três questões às quais um homem imbuído de justiça e de direito não pode ficar insensível.

A primeira diz respeito ao testemunho e às provas produzidas pela acusação e a partir do que Battisti foi condenado: trata-se, essencialmente, do testemunho de um arrependido, quer dizer, de um verdadeiro criminoso que trocou, à época, sua própria condenação pela denúncia premiada de alguns de seus camaradas.

Battisti havia fugido para o México e, depois, para a França quando o arrependido Pietro Mutti imputou-lhe a totalidades dos crimes da organização em que militavam. Todos os observadores que tiveram conhecimento do caso não acreditam ser possível nem verossímil que um jovem de 20 anos tenha cometido tais crimes.

A segunda questão diz respeito a um principio da Justiça italiana e ao fato de que, diferentemente do que se passa em vosso país ou no meu, os condenados à revelia não têm, mesmo se forem capturados, se se entregarem ou se forem extraditados, direito a um novo processo no qual possam se defender.

Assim, se Vossa Excelência decidir recusar a Battisti o status de refugiado e deixar, então, que ocorra o procedimento de extradição, ele irá, logo que voltar à Itália, direto para a prisão (perpétua, já que tal é a pena a que foi condenado, sem apelação, no processo à sua revelia) e será o único condenado à prisão perpétua que jamais terá tido a possibilidade de se encontrar com seus juízes para confrontá-los e responder, pessoalmente, cara a cara, a respeito dos crimes que lhe são imputados.

E acrescento, finalmente, esse detalhe sobre o qual o mínimo que se pode dizer é que não é apenas um detalhe: Battisti nega os crimes que lhe são imputados. Numerosos são os seus colegas escritores e numerosos são os juristas que, após o exame do processo, acreditam ser plausível sua inocência. De sorte que corremos o risco de ver terminar seus dias na prisão um homem cujo único crime seria, nesse caso, ter acreditado, durante sua juventude, nas teorias da violência revolucionária.

Eu amo o Brasil, sr. presidente. Amo o exemplo que ele dá ao mundo de uma política fiel aos ideais progressistas e, ao mesmo tempo, aos princípios de equilíbrio e sabedoria. Eu ficaria consternado -somos muitos que ficaríamos consternados- de ver “nosso” Lula macular a tradição de acolher os refugiados, que é um dos orgulhos de seu país.

Extraditar Battisti criaria um perigoso precedente. Não extraditá-lo mostraria ao mundo, que tem os olhos voltados para o Brasil e para Vossa Excelência, que existem princípios que nem a razão de Estado nem a lógica dos monstros sem emoção podem suplantar. Eu peço a Vossa Excelência que aceite, senhor presidente, a expressão de minha simpatia, de minha admiração e de minha esperança. Atenciosamente,


*Bernard-Henri Lévy, escritor e filósofo francês, é fundador da revista “La Règle du Jeu” e colunista da revista “Le Point” e de diversos jornais em diferentes países.


fontes:
http://leituraglobal.com/647/
http://clipping.tse.gov.br/noticias/2009/Nov/25/carta-aberta-ao-presidente-lula-sobre-battisti

 
Enviado para a REDE CASTOR por Alípio Freire
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O GOVERNADOR E O ARCEBISPO - (CORRUPÇÃO DO ESTADO E IGREJA - para onde vai SEU DINHEIRO?)

O GOVERNADOR E O ARCEBISPO

Laerte Braga


A Igreja Católica Apostólica Romana resistiu dois mil anos, mas não vai sobreviver a João Paulo II e Bento XVI. Não tem como. Dois predadores conscientes do papel que cumpriu o primeiro e cumpre o segundo. E toda a equipe montada pacientemente desde a ascensão de Wojtila e seu braço capitalista, o cardeal Marcinkus.

Dom Geraldo Lyrio Rocha, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) demitiu parte do conselho editorial do JORNAL PASTORAL e mandou retirar de circulação exemplares da edição de setembro. A denúncia foi feita pelo jornalista Danilo Augusto, no jornal BRASIL DE FATO. A tiragem do JORNAL PASTORAL é de dois mil exemplares, circulando em pelo menos 70 municípios da região.

Pensar que o arcebispo de Mariana era Dom Luciano Mendes de Almeida.

Dom Geraldo Lyrio não gostou de criticas feitas ao governador de Minas Aécio Neves e a prefeitos tucanos de cidades da região da sua arquidiocese. Para ser ter uma idéia de uma das mutretas abençoadas pela decisão do arcebispo, o prefeito de Piranga gastou 375 mil reais em obras numa praça da cidade, pelo menos 225 mil acima dos custos reais. O prefeito é Eduardo Sérgio Guimarães, do PSDB.

O jornal publicou ainda parte de trabalho do ESTADO DE MINAS que denuncia (deve ter escapado e o jornalista já deve ter sido demitido) que 81 dos 85 municípios da região com menor índice de desenvolvimento (renda, emprego, saúde e educação), no que diz respeito ao governo Aécio, a “pobreza caminha de mãos dadas com a corrupção”.

D. Geraldo Lyrio não gostou, tomou a decisão em caráter pessoal, bem ao estilo truculento do esquema montado desde o papado de João Paulo II. O JORNAL PASTORAL mostra também que as verbas públicas estavam e estão sendo empregadas em empresas privadas. “O governo Aécio, sob a diligência da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, canalizou recursos da ordem de 15 bilhões de reais para quatro empresas”

Vallourec, Sumitomo, CSN e Gerdau. São os tais que defendem a iniciativa privada, o deus mercado (que orienta D. Lyrio), mas tudo com dinheiro público. Esse valor, na denúncia formulada pelo jornal daria para a construção de 700 mil casas populares ao preço de 20 mil reais cada uma, quatro vezes mais que os bilhões reservados pelo governo federal para programas de moradia em todo o Brasil.

Em compensação as obras de caridade do arcebispo devem estar bem fornidas, o palácio episcopal deve ter a despensa sortida de caridade empresarial, tanto quanto a caixinha do governador de Minas para sua campanha presidencial.

E mais. “Se esse recurso fosse distribuído para as três cidades Congonhas Ouro Branco e Jeceaba, onde as empresas sortudas estão instaladas, a totalidade dos 70 mil habitantes teria em programas de saúde, educação, moradia, 219 mil reais por pessoa, cerca de um milhão por família”.

Os demitidos pelo gesto inquisitório de Dom Lyrio consideram que a decisão do arcebispo foi política e não religiosa. O santo homem não gostou de ver o governador de Minas exposto assim de público como corrupto e pilantra, naturalmente, movido por piedade cristã.

Não deve ser por outra razão que quando as máfias foram criadas na Itália (Marcinkus tinha ligações com mafiosos e foi pedida sua prisão por esse motivo) decidiram que os chefões seriam chamados de Dom.

O jornal apontou também que terras em áreas privilegiadas foram desapropriadas e entregues de mão beijada a essas empresas, com toda certeza para gerar “progresso”, “emprego”, etc, etc, essa pilantragem Aécio fez semana passada em Juiz de Fora, Minas, onde prefeita o corrupto tucano Custódio Matos.

Preocupado e com medo de perder os convescotes no Palácio em BH, o arcebispo Dom Lyrio, na edição de outubro diz que não concorda com as críticas.

A eminência vai de encontro, na visão correta dos demitidos à campanha de candidatos ficha limpa. A de Aécio é branquinha, mas de outra coisa. E não é pinga não.

Fica fácil explicar o motivo da queda do número de católicos no País nos últimos anos. Da ordem de 11% revela pesquisa do DATA FOLHA, feita em 2007.

Se já não recebeu a medalha Tiradentes, em Ouro Preto, com toda certeza Dom Lyrio vai recebê-la e mais muitas coisas. Um convite para uma semana em Honduras, onde o cardeal de lá apóia o golpe militar (prendeu, torturou, estuprou e matou mais de mil resistentes), com direito a estadia na base militar dos EUA, um fim de semana na CERVEJARIA/TRAMBIQUETERIA CASA BRANCA e se bobear ainda ganha de Obama o direito de abençoar os 40 mil homens que “vão completar o serviço no Afeganistão”.

Breve no Vaticano e em todas as dioceses e arquidioceses, a bandeira ornada com a suástica e Bento XVI de bigodinho, relembrando seus velhos tempos de juventude hitlerista.

O jornal BRASILDE FATO, que denuncia o esquema D. Lyrio/Aécio (Gerson Camata deve ter alguma participação no batismo imagino) tentou ouvir o Dom, mas não obteve resposta a seus pedidos.

Já já vira cardeal.

ONG Italiana escreve carta ao Presidente Lula

AS CONDIÇÕES NAS PRISÕES ITALIANAS

"NUNCA FORAM TÃO RUINS", AFIRMA ONG



Celso Lungaretti (*)



O incansável companheiro Carlos Lungarzo, da Anistia Internacional dos EUA, traduziu e divulgou a carta aberta enviada no último dia 23 por Patrizio Gonnella, que preside a Antigone, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, externando-lhe sua apreensão face à possibilidade de o escritor Cesare Battisti ser extraditado para a Itália.




A Antígone, explicou Lungarzo, é uma entidade de defesa dos direitos humanos que opera no território italiano, sendo tida como uma das ONGS mais eficientes, sérias e devotadas de toda Europa. Tem enorme credibilidade.



Atua, principalmente, na investigação e denúncia das ameaças aos DH de pessoas detidas sob a custódia do Estado.



Vale esclarecer que, no trecho em que Gonnella se refere aos 62 presos que se suicidaram nos cárceres italianos apenas em 2009, alude a detentos submetidos aos rigores das seções especiais de isolamento, alguns dos quais são antigos integrantes da ultraesquerda.



Eis a íntegra da carta:



Exmo. Sr. Presidente do Brasil

Luiz Ignácio Lula da Silva

Secretaria de Direitos Humanos



Presidente Lula,



a Antigone é uma ONG italiana que trabalha há 30 anos pelos direitos humanos das pessoas prisioneiras.



Gostaríamos dar nossa contribuição para tornar V. Exa. consciente dos riscos que Cesare Battisti correrá, se ele for extraditado a Itália.



As condições de vida nas prisões italianas nunca foram tão ruins como são agora. A superlotação priva os prisioneiros de toda dignidade e coloca suas vidas no limite.



Mais de 60 detentos cometeram suicídio durante 2009, um número nunca visto antes. Muitas pessoas têm morrido em circunstâncias que ainda não foram investigadas, dentre as quais estão a violência e a falta de cuidados médicos.



O regime prisional regido pelo artigo 41 bis da Lei Penitenciária Italiana é tristemente conhecido por ter sido várias vezes criticado pela Corte Européia dos Direitos Humanos.



As sentenças de prisão perpétua são quase sempre cumpridas integralmente, apesar de a Constituição Italiana dizer que as sentenças devem servir para a reintegração social. Brasil, com um profundo sentido de alta justiça, abandonou a prisão perpétua.



Nós consideramos, realmente, que a vida de Battisti – que hoje é uma pessoa perfeitamente integrada na sociedade, tendo se passado várias décadas desde a época em lhe foram imputados aqueles crimes - seria colocada em risco se ele fosse extraditado ao nosso país.



Esperando que V. Exa. considere as circunstâncias às quais aqui referidas, eu me despeço,



Atenciosamente,



Patrizio Gonnella







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* Jornalista e escritor, mantém os blogues

http://naufrago-da-utopia.blogspot.com/

http://celsolungaretti-orebate.blogspot.com/

MALUF E TUMA processados por OCULTAR CADAVERES na DITADURA

Ação contra Tuma e Maluf por ocultação de cadáveres na ditadura


da Folha Online



O Ministério Público Federal em São Paulo ajuizou hoje duas ações na Justiça Federal pedindo a responsabilização do deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) e do senador Romeu Tuma (PTB-SP) pela ocultação de cadáveres de desaparecidos políticos no período da ditadura, nos cemitérios de Perus e Vila Formosa. Veja íntegra da ação



De acordo com a Procuradoria, a ação inclui autoridades e agentes públicos civis e da União, Estado e município de São Paulo.



Maluf, por exemplo, foi prefeito de São Paulo de 1969 a 1971. Tuma foi chefe do Dops (Departamento Estadual de Ordem Política e Social) entre 1966 e 1983.



A ação também pede a responsabilização pessoal do ex-prefeito de São Paulo Miguel Colasuonno (1973-1975), do ex-chefe do necrotério do IML (Instituto Médico Legal) Harry Shibata e do ex-diretor do serviço funerário municipal Fabio Barreto (1970-1974).





Na ação, a Procuradoria pede que os cinco sejam punidos com a perda das funções públicas ou das aposentadorias. Pede ainda que eles sejam condenados a pagar uma indenização de 10% do patrimônio pessoal para reparação de danos morais coletivos.



De acordo com o Ministério Público, desaparecidos políticos foram sepultados nos cemitérios de Perus e Vila Formosa de forma totalmente ilegal e clandestina, com a participação do IML, do Dops e da prefeitura.



Na segunda ação civil (leia íntegra) proposta hoje, o Ministério Público Federal pede a responsabilização das pessoas físicas e jurídicas que contribuíram para que as ossadas de mortos e desaparecidos políticos localizadas no cemitério de Perus permanecessem sem identificação.



São demandados na ação a União, o Estado, a Unicamp, a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de São Paulo e mais cinco pessoas, a maioria legistas.



Os cadáveres seriam de opositores do regime militar instaurado no País a partir de 1964.







Entre as autoridades, o MPF recomenda a responsabilização do delegado e hoje senador Romeu Tuma e do ex-prefeito da capital paulista Paulo Maluf. Além deles, do médico legista Harry Shibata, ex-chefe do necrotério do Instituto Médico Legal de São Paulo; , atualmente deputado federal, e Miguel Colasuonno (gestão 1973-1975), e de Fábio Pereira Bueno, diretor do Serviço Funerário Municipal entre 1970 e 1974.



A pena recomendada pelo MPF é de perda de suas funções públicas e/ou aposentadorias. Além das medidas administrativas, o MPF pede a indenização de, no mínimo, 10% do patrimônio pessoal de cada um, revertidos em medidas de memória sobre as violações aos Direitos Humanos ocorridos na Ditadura.



Procurada, a assessoria do deputado Paulo Maluf afirmou que consultaria seus advogados antes de se pronunciar. O gabinete do senador Romeu Tuma afirmou ainda não ter sido comunicado.



Segundo o MPF, desaparecidos políticos foram sepultados nos cemitérios de Perus e Vila Formosa em São Paulo, de forma totalmente ilegal e clandestina, com a participação do Instituto Médico Legal, do Departamento de Ordem Política e Social (Dops) e da Prefeitura.



Responsabilidades

Como diretor do Dops, o senador Tuma formalizou prisões feitas ilegalmente pelo Exército brasileiro e fazia inquéritos policiais. No Dops, ocorriam novos interrogatórios, segundo a ação, "em regra sob tortura".



Haveria registros de que pelo menos 36 presos passaram pelo DOPS e há documentos que mostram que Tuma tinha conhecimento de várias mortes ocorridas sob a tutela de policiais, mas não a comunicou a familiares dos mortos, o caso, por exemplo, de Flávio Molina, morto em 1971.



O legista Harry Shibata, por sua vez, teria assinado inúmeros laudos necroscópicos, atestando falsamente causa mortis incompatíveis com os reais motivos dos óbitos de inúmeros militantes políticos, ignorando, muitas vezes, lesões de tortura, casos, por exemplo, dos desaparecidos Vladimir Herzog e Sônia Angel Jones.



A maioria dos laudos de Shibata era feita no nome de guerra dos militantes, apesar de o aparato estatal conhecer suas reais identidades. O legista chegou a ter o registro de médico cassado pelo Conselho Federal de Medicina.



Paulo Maluf foi prefeito de São Paulo durante a fase mais grave da repressão, tendo ordenado a construção do cemitério de Perus, projetado especialmente para indigentes e que tinha quadras marcadas especificamente para "terroristas".



Sob a gestão de Colasuonno, o cemitério de Vila Formosa em 1975 foi reurbanizado, destruindo a quadra de indigentes e "terroristas", o que praticamente impossibilita qualquer identificação de militantes naquele local.







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Enviado por Vilemar Costa
Fotos da Internet

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"Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo." Álvaro de Campos, heterônimo de Fernando Pessoa

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Galeano: "Estamos Tentando Recuperar Nossa Própria Voz"

Estamos tentando recuperar nossa própria voz

Por Fania Rodrigues para CAROS AMIGOS


Um dos mais respeitados escritores e intelectuais da América Latina, Eduardo Hughes Galeano recebeu a Caros Amigos numa tarde de segunda-feira, no Café Brasilero, em Montevidéu. Aos 69 anos fala, em fluente português, sobre sua literatura, o amor pelos cafés e, claro, sobre política. Uruguaio de nascimento (1940), latino-americano
por devoção e cidadão do mundo por paixão, quando criança, sonhava em ser jogador de futebol. “Era uma maravilha jogando, mas só de noite, enquanto dormia”. Melhor assim. Os campos de futebol não perderam nada, porém a literatura ganhou um verdadeiro artesão das palavras. Suas obras combinam elementos da literatura, sensibilidade e observação jornalística, que estão sempre em função de suas paixões. Autor de mais de trinta livros, dezenas de crônicas e artigos, Galeano também é um exímio defensor do socialismo, dos direitos e da dignidade humana. Entre seus livros, pode se destacar As veias abertas da América Latina, a trilogia Memória doFogo, Livro dos Abraços e o último, Espelhos – uma história quase universal, lançado em 2008, em que o autor reescreve, a partir de um outro ponto de vista, episódios que a história oficial camuflou. Galeano “remexe no lixão da história mundial” para dar voz aos “náufragos e humilhados”.

Caros Amigos - Você nasceu em Montevidéu? Gostaria que falasse um pouco da sua infância?
Eduardo Galeano - Sim, nasci em Montevidéu. Minha infância? Eu nem lembro, já faz tanto tempo... Mas acho que foi bastante livre. Eu morava em um bairro quase no limite da Montevidéu, onde havia grandes edifícios. Então tinha espaço verde. Sinto pena das coitadas das criancinhas que vejo agora, prisioneiras na varanda de casa. Meninos ricos são tratados como se fossem dinheiro, meninos pobres são tratados como se fossem lixo. Muitos, pobres e ricos, viram prisioneiros, atados aos computadores, à televisão ou a alguma outra máquina. Mas eu tive uma infância muito livre. Fiz a escola primária, secundária, depois comecei a trabalhar por minha conta. Então, com 15 anos, já era completamente livre.
(...)

Como foi sair do Uruguai, na época da ditadura (1973-1984)?
Quando a ditadura se instalou, eu corri para a Argentina, em 1973. Lá fundei uma revista cultural chamada Crisis. Depois fui obrigado a voar de novo. Não podia voltar para o Uruguai, porque não queria ficar preso, e fui obrigado a sair da Argentina porque não queria ser morto. A morte é uma coisa muito chata. Então fiquei na Argentina até o final de 1976, quando se instala a Ditadura argentina. Aí fui para a Espanha, onde fiquei até o final de 1985. Depois disso voltei para o Uruguai. No começo, minha situação em Barcelona foi muito complicada. Eu não tinha documentos, pois a Ditadura uruguaia se recusava a fornecer. O que possuía era um documento de salvo conduto das Nações Unidas, que não servia para muita coisa. Eu tinha que ir todo mês à polícia renovar o meu visto de permanência e passava o dia inteiro preenchendo formulários de perguntas. Então, um dia, onde dizia profissão, coloquei escritor, entre aspas, de formulários. Mas ninguém percebeu. A polícia achou normal ser escritor de formulários!

Havia duas listas das ditaduras do Cone Sul. Uma, com os nomes das pessoas que estavam marcadas para morrer e outra para a extradição. Em qual você estava?
Nas duas.

Na época da ditadura, muitas pessoas, assim como você, ficaram sem documentos, não podiam sair do país e foram mortas a tiro ou envenenadas...
Eu tive sorte. Não me lembro de ter sido envenenado, nem mesmo pelos críticos literários. Claro que sofri muitas ameaças, mas não vou fazer aqui uma apologia do mártir, do herói da revolução. Mas claro que a vida não era fácil, sobretudo por que a situação dessa revista que fundei na Argentina era difícil, pois chegava muito além das fronteiras tradicionais das revistas culturais. Nós vendíamos entre 30 e 35 mil exemplares. Isso, para uma revista cultural, era uma prova de resistência. Nós pensávamos em fazer era um resgate das mil e uma formas de expressão da sociedade. Não apenas dos profissionais da cultura, mas também das cartas dos presos, da cultura contada pelos operários das fábricas, que raramente viam a luz o sol. Esse tipo de coisa que para nós também era cultura.

O livro As Veias abertas da América Latina foi escrito na década de 1970. Hoje, é possível escrever um novo Veias Abertas?
Para mim esse livro foi um porto de partida, não de chegada. Foi o começo de algo, de muitos anos de vida literária e jornalística tentando redescobrir a realidade, tentando ver o não visto e contar o não contado. Depois de Veias escrevi muitos livros que foram continuações, de um certo modo, e uma tentativa de cavar, cada vez mais profundamente, a realidade. Isso com o objeto de ampliar um pouco as ideias, porque Veias é um livro limitado à economia política latino-americana. Os livros seguintes têm que ser lidos com a vida toda, nas suas múltiplas expressões, sem dar muita bola nem ao mapa, nem ao tempo. Se eu fico apaixonado por uma história, me ponho a contar histórias de qualquer lugar do mundo e de qualquer tempo. Conto a história da história, que podem ter acontecido há 2 mil anos e tento escrever de tal modo que aconteçam de novo, na hora em que são contadas. Aí está o verdadeiro ofício de contar, que aprendi nos cafés de Montevidéu, que inclusive permite a você escutar o som das patas dos cavalos, sentir o cheiro da chuva...

Pode-se dizer que hoje existe uma demanda por governos de esquerda na América Latina? Em sua opinião, esses governos têm contribuído para diminuir a pobreza e a desigualdade social nesses países?
O que existe é um panorama muito complexo e diverso de realidades diferentes. Também vemos respostas sociais e políticas diversas. Isso é o que nossa região do mundo tem de melhor: sua diversidade. Esse encontro de cores, de dores tão diferentes, é a nossa riqueza maior. Os novos movimentos, como esses, que estão brotando por toda parte, que tentam oferecer uma resposta diferente às desigualdades sociais, contra os maus costumes da humilhação e o fatalismo tradicional, também são respostas diversas porque expressam realidades diferentes. Não se pode generalizar. O que existe sim é uma energia de mudança. Uma energia popular que gera diversas realidades, não só política, mas realidades de todo tipo, tentando encontrar respostas, depois de vários séculos de experiências não muito brilhantes em matéria de independência. Agora estamos comemorando, em quase todos os países, o bicentenário de uma independência que ainda é uma tarefa por fazer.

O que falta para a América Latina ser completamente independente?
Romper com o velho hábito da obediência. Em vez de obedecer à história, inventá-la. Ser capaz de imaginar o futuro e não simplesmente aceitá-lo. Para isso é preciso revoltar-se contra a horrenda herança imperial, romper com essa cultura de impotência que diz que você é incapaz de fazer, por isso tem que comprar feito, que diz que você é incapaz de mudar, que aquele que nasceu, como nasceu vai morrer. Porque dessa forma não temos nenhuma possibilidade de inventar a vida. A cultura da impotência te ensina a não vencer com sua própria cabeça, a não caminhar com suas próprias pernas e a não sentir com seu próprio coração. Eu penso que é imprescindível vencer isso para poder gerar uma nova realidade.

A América Latina copiou um modelo de desenvolvimento que não foi feito para ela. É possível inventar um modelo próprio de desenvolvimento?
Não vou entrar em detalhes porque se fosse falar da quantidade de cópias erradas seria uma lista infinita. O desafio é pensar no que queremos ser: originais ou cópias? Uma voz ou eco? Agora estamos tentando recuperar nossa própria voz, em diferentes países, de diversas maneiras.

A implantação das bases dos Estados Unidos na Colômbia fere a dignidade do povo latinoamericano e compromete a independência e a liberdade da América do Sul?
Sim. É a continuação de uma tradição humilhante. Também há o perigo da intervenção direta dos Estados Unidos nos países latino-americanos. Meu mestre, Ambroce Bierce, um escritor norte-americano maravilhoso, quando se iniciou a expansão imperial dos Estados Unidos, no século 19, dizia que a guerra é um presente divino enviada por Deus para ensinar geografia. Porque assim eles (estadunidenses) Aprendiam geografia. E é verdade. Os EUA têm uma tradição de invadir países sem saber onde estão localizados e como são esses países. Tenho até a suspeita de que (George W.) Bush achasse que as Escrituras tinham sido inventadas no Texas e não no Iraque, país que ele exterminou. Então, esse perigo militar latente é muito concreto. Atualmente os EUA possuem 850 bases militares em quarenta países. A metade do gasto militar mundial corresponde aos gastos de guerras dos EUA. Esse é um país em que o orçamento militar se chama orçamento de defesa por motivos, para mim, misteriosos e inexplicáveis. Porque a última invasão sofrida pelos EUA foi em 1812 e já faz quase dois séculos. O ministério se chama de defesa, mas é de guerra, mas como que se chama de defesa? O que tem a ver com a defesa? A mesma coisa se aplica às bases na Colômbia, que também são “defensivas”. Todas as guerras dizem ser “defensivas”. Nenhuma guerra tem a honestidade de dizer “eu mato para roubar”. Nenhuma, na história da humanidade. Hitler invadiu a Polônia porque, segundo ele, a Polônia iria invadir a Alemanha. Os pretextos invocados para a instalação dessa base dos EUA na Colômbia não são só ofensivas contra a dignidade nacional dos nossos países, como também ofensivas contra a inteligência humana. Por que dizer que serão colocadas lá para combater o tráfico de drogas e o terrorismo? Tráfico de drogas, muito bem... 80% da heroína que se consome no mundo inteiro vem do Afeganistão. 80%! Afeganistão é um país ocupado pelos EUA. Segundo a legislação internacional, os países ocupantes têm a responsabilidade sobre o que acontece nos países ocupados. Se os EUA têm interesse de verdade de lutar contra o narcotráfico, têm que começar pela própria casa, não pela Colômbia e sim pelo Afeganistão, que faz parte da sua estrutura de poder, e que é o grande abastecedor de heroína, a pior das drogas. O outro pretexto invocado é o terrorismo. Mas não é sério. Não é sério, por favor. A grande fábrica do terrorismo é essa potência mundial que invade países, gera desespero, ódio, angústia. Sabe quem esteve sessenta anos na lista oficial dos terroristas dos EUA? Nelson Mandela, Prêmio Nobel, presidente da África do Sul. Cada vez que viajava aos EUA, ele precisa de um visto especial do presidente dos Estados Unidos, porque era considerado um terrorista perigoso durante sessenta anos. Até 2008.
 É desse terrorismo que estão falando? Imagina se eu fosse incorporado agora na lista dos terroristas dos EUA e tivesse que esperar sessenta anos para ser tirado. Acho que daqui há sessenta anos vou estar um poquitito mortito.


Para ler a entrevista completa e outras reportagens confira a edição de novembro da revista Caros Amigos, já nas bancas, ou clique aqui e compre a versão digital da Caros Amigos.

Enviado por deus - Geraldo Vasconcelos

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Um "raio de Sol" nos dá uma luz:“cantos de sereia” são "ouros de Tolos"

“Os passos estão se tornando mais nítidos. Um pouco mais próximos. Agora soam quase perto. Ainda mais. Agora mais perto do que já poderiam estar de mim. No entanto continuam a se aproximar. Agora não estão mais perto, estão em mim. Vão me ultrapassar ou prosseguir? É a minha esperança. Não sei mais com que sentido percebo distâncias. É que os passos agora não estão apenas próximos e pesados. Já estão apenas em mim. Eu marcho com eles”.

(Clarice Linspector)

Lembrar, falar, repetir, enfatizar este pequeno texto de Clarice é para o GTNM/RJ um modo de não perceber apenas as celas, muros, grades visíveis – que crescem assustadoramente – mas também estar atento às celas, muros e grades invisíveis que hoje, mais do que nunca, se fortalecem, nos atravessando e nos constituindo. Daí, nosso propósito em tentar visibilizar cada vez mais a perversidade e letalidade desta política de insegurança pública que incentiva, apóia e respalda os extermínios, os desaparecimentos. Política que pretende manter, em especial no Rio de Janeiro, através do chamado choque de ordem, um constante e cada vez maior controle sobre todos através da produção incessante do medo. E, a grande justificativa desta política de extermínio e controle é a “segurança do cidadão”.


Pensar sobre tal gestão é também pensar as massivas produções de subjetividades presentes em todas essas práticas, ou seja, as competentes produções de determinado modo de ver, perceber, sentir, pensar e agir no mundo considerado como o melhor.


Hoje, nesta sociedade de controle globalizado, entender tais produções torna-se fundamental para que não sejamos capturados por estes “cantos de sereia” neoliberais.


Enviado por Rayo de Sol - Grupo Tortura Nunca Mais RJ
MINHAS DESCULPAS HOMER SIMPSON – ABÓBORA É BONNER E OS “ELEITORES DAS GRAVATAS”


Laerte Braga


Um desses amigos que você guarda no coração a vida inteira, não importa quanto tempo fique sem vê-lo, no caso até porque amizade é cimentada também por ser pai de duas lindas pequetitas, me alerta para o “twitter” de William Bonner.


Lá o robô coloca todos os dias a cor do terno que vai usar à noite no JORNAL NACIONAL e pede sugestões sobre a gravata. Perto de 250 mil abóboras sugerem um monte de combinações. Não raro o robô, claro a equipe, manda a pergunta “quem quer um bom dia responda eu”. Chovem as respostas, os “eus”.


Homer Simpson me perdoe tê-lo comparado a esse monte de abóboras. No máximo você bebe cerveja (mas, por favor não beba as da cervejaria Casa Branca) e assiste umas partidas de futebol (também gosto e hoje me ufano de ser tricolor). Não perca tempo com “twitter” dizendo que quer um bom dia, o tal “eu” e, a bem da verdade, a série onde você é o personagem principal, resta sendo uma crítica bem humorada e inteligente ao american way life.

E eu, fosse você como nós, sugeriria um processo numa corte distrital contra Bonner por tê-lo comparado aos abóboras que dizem “eu”.

Bonner não é a bem dizer um abóbora. É um mau caráter só isso. Um sujeito que se presta ao papel de mentir sem piscar os olhos e faturar em cima exatamente desse monte de abóboras, além, lógico, do que lhe pagam os patrões, os donos.

Eu cheguei, arrependido e chateado de ter comparado plantações de abóboras humanas (humanas?) a pensar em Aldous Huxley e seu conceito que enxerga o ser humano, pelo menos dito assim, como escravo de seus desejos e morto na ausência de valores imateriais e perenes.

Tenho certeza agora que está certa a OMS (ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE) quando afirma que a depressão será a segunda maior causa de morte a partir do ano 2020, superada só pelas doenças cárdio/vasculares, que não deixam de ser parte desse processo.

Em caso de crise existencial corra ao “twitter” de Bonner, escolha a cor da gravata e proclame “eu”. Não precisa colocar o nome porque não existe esse eu como indivíduo, ser, sujeito de si próprio, tão somente uma abóbora transgênica. Se a crise persistir corra a um shopping e se não tiver jeito, espere a dose da noite, a edição do JORNAL NACIONAL.

Imagino que abóboras do “eu” iam entrar em desespero suicida se lessem Hegel, olhe o contrário de Marx, ou vice versa é mais correto dizer assim, que ”a consciência de si existe em si e para si quando e porque ela existe em si, e para si diante de uma outra consciência de si, isto é, ela só existe como ser reconhecido”.

Gilbert Bécaud, Et maintenant”, num dado momento, “dans le miroir ... Joguem os espelhos fora, quer dizer, deixem apenas os de FHC e Bonner, do contrário vão viver de que?

JORNAL NACIONAL é uma ficção? Um programa de entretenimento? Que tal sortear ou rifar as gravatas de Bonner para instituições de caridade? Com direito a autógrafo. Boninho, o tal que gosta de jogar água suja em “vadias” (que nem os caras do condomínio que assaltaram uma doméstica porque negra e parecia vadia), levar gravatas para o BBB e promover uma tarde de “quem quer um bom dia”.

Respostas pela net e por telefones celulares de qualquer operadora a um custo de tanto, mais comissões, lógico e impostos.

Milhões de abóboras com certeza. Num sei o que é pior se o aleluia de Edir Macedo ou o “eu” do pastor Bonner.

É um espetáculo, onde as pistas têm ranhuras como convém aos mais modernos aeroportos e onde o dinheiro, os “negócios” ficam sendo “a vida do que está morto se movendo em si mesma”, Hegel mais uma vez.

Não sei se você vai entender Homer, mas de qualquer forma, desculpe. Conhece Gabel? Estabelece que essa correlação entre ideologia do espetáculo e a esquizofrenia andam de mãos dadas.

Estão lá no “twitter” do Bonner, num monte de “eus”.

A “falha da faculdade do encontro”. Um fato alucinatório, a falsa consciência do encontro, a “ilusão do encontro”. E aí Debort – “numa sociedade que ninguém consegue se reconhecido pelos outros, cada individuo torna-se incapaz de reconhecer sua própria realidade. A ideologia está em casa; a separação construiu seu próprio mundo”.

“O espetáculo é a imagem do espelho”, o “pagamento dos limites do eu e do mundo do esmagamento do eu”.

E por fim, tudo isso é pedido de desculpas a você Homer, até por ter acreditado em Obama, “a necessidade anormal de representação compensa aqui o sentimento torturante de estar à margem da existência”.

“Eu”

Não precisa se preocupar com nada disso, beba sua cerveja, veja seu futebol, mas por favor, não assista ao tal JORNAL NACIONAL, do contrário você perde o que de idiota íntegro.

Começa a escolher cor de gravata e a gritar “eu”.

Vou mudar, trocar o número do telefone, vou olhar o mar, de repente me deu uma baita vontade de ouvir Chopin, Bécaud canta tudo isso.

Desculpe Homer Simpson, Bonner no duro é mau caráter, abóboras não têm nada a ver com você que tem nome e identidade e ainda usa crachá. Abóboras gritam ávidos apenas “eu”, sem saber que estão mortos.

Nem tente entender essas coisas, muito menos vá atrás de mescalina para encontrar as “portas da percepção”. Conforme-se com o admirável mundo novo”

E quando encontrar Bonner, faça como um dos seus fez, ou você mesmo, não me lembro, fez com Pelé. Logo em seguida ao anúncio das verdades sobre colgate, coloque sobre a mesa o monte de dinheiro/ração.

Pronto, está feito o serviço. Aí é só esvaziar e guardar na caixa até o bom dia seguinte.

Aposto que Bonner usa aquele spray que você coloca no carro e a mulher do caixa do pedágio larga tudo para segui-lo vida que segue. Ou aquele que “é tão inteligente quanto você” e a aproximação de “humanos” solta aromas da natureza. Não adianta ficar fazendo papagaiadas à frente do dito, ele é bem mais inteligente tenha a certeza, vai liberar aromas a cada trinta minutos ou a um toque.

No banheiro então! Diga apenas “eu”. É um monte com cara e cheiro de Bonner.

Muito cuidado com Arnaldo Jabor e Miriam Leitão, o Butantã ainda não conseguiu um antiofídico capaz de eliminar o veneno, é fatal. São anencéfalos e propagam a doença.

A igreja cúmplice de roubalheiras: Bispo de Mariana demite os que noticiaram contra AECIO

DE VOLTA A IDADE MÉDIA: A DITADURA DA IGREJA a SERVIÇO DO ESTADO

Brasil de Fato
por Michelle Amaral da Silva última modificação 25/11/2009 16:21


Decisão é motivada por conteúdo que faz duras críticas a prefeitos da região e ao governador Aécio Neves
25/11/2009
Danilo Augusto
de São Paulo (SP)

Dom Geraldo Lyrio Rocha, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e arcebispo de Mariana (MG), demitiu parte do conselho editorial do Jornal Pastoral e mandou recolher os exemplares da edição do mês de setembro, proibindo assim sua circulação. O periódico, com tiragem de aproximadamente 2 mil exemplares, é de responsabilidade da diocese de Mariana e tem circulação garantida em aproximadamente 70 municípios da região.

Segundo religiosos envolvidos no caso, entrevistados pelo Brasil de Fato e que não se identificaram temendo perseguições, o que levou dom Geraldo a adotar tal medida foi o conteúdo do editorial da edição de setembro. Intitulado “Do toma lá dá cá ao projeto popular”, o texto faz duras críticas a prefeitos da região e ao governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB). De acordo com um dos religiosos, o texto estava totalmente pautado no pensamento da Igreja. “O editorial condiz com o que pensa a Igreja voltada para o compromisso social. Por isso, avaliamos que esta é uma posição pessoal do bispo”, completa.

Segue mo link: http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/nacional/arcebispo-de-mariana-demite-e-manda-recolher-jornal

Um mentiroso de verdade?! -

Um mentiroso de verdade?!

Fernando Soares Campos





Fui informado de que, se fizesse uma pesquisa no Google digitando a palavra "mentiroso", a página "Luiz Inácio Lula da Silva - Wikipédia, a enciclopédia livre" encabeçaria a lista de alguns milhões de resultados.

Fui testar, conferi, comprovei, copiei e aí está a prova.

Em contrapartida, tente encontrar fotos da queda das vigas do Rodoanel. Sumiram, evaporaram-se no fogo do ódio que a oposição e a imprensa nutrem contra o governo Lula.

Mas encontrei uma charge interessante. Veja:




Na mesma página em que relacionam os primeiros 10 resultados da pesquisa sobre a palavra "mentiroso", aparece também "Como identificar um Mentiroso" e "COMO RECONHECER UMA MENTIRA E DESMASCARAR MENTIROSOS".

Bom, essa é fácil. No caso de um político candidato a presidente da República, basta analisar o seu passado.

Observe esse caso:

1- Ele se elege prefeito da maior cidade do país, prometendo cumprir todo o mandato, mas renuncia, coloca um apadrinhado no lugar e se candidata a governador.

2- Garante que não é privateiro, mas o seu ex-chefe diz que ele foi o maior incentivador das privatizações da Companhia Vale do Rio Doce a da Light.

Faça o teste:

Digite "José Serra", aí você vai encontrar a biografia de um MENTIROSO DE VERDADE.

Tá lá:

José Serra - Wikipédia, a enciclopédia livre

Em 2004, disputou a Prefeitura de São Paulo, sendo eleito no segundo turno com 3,3 milhões de votos (55% dos votos válidos).




No dia 1º de janeiro de 2005 tomou posse do cargo de prefeito com mandato para até 1º de janeiro de 2009. Deixou, um ano depois, a prefeitura de São Paulo nas mãos do seu vice Gilberto Kassab para concorrer às eleições para governador do estado de São Paulo, mesmo tendo assinado um documento dizendo que não o faria quando candidato à prefeitura[31][32]. Na mesma época José Serra recomendou a seus eleitores que não votassem mais nele caso deixasse a prefeitura antes do fim de seu mandato[33]. Foi eleito governador em primeiro turno.

Quanto a ser privateiro, quem o entrega é o seu próprio ex-chefe e atual cabo eleitoral, FHC:

Confira:

Em entrevista exclusiva concedida ao jornalista Augusto Nunes, colunista da revista Veja, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) revisa os aspectos mais importantes de seus dois mandatos (1995-2003) e da transição para o governo petista comandado por Luis Inácio Lula da Silva.

A entrevista é dividida em 15 partes (vídeos).

No vídeo 5/15, que pode ser encontrado mais facilmente logo abaixo do Share Playlist, quando FHC fala das privatizações, ele dedura José Serra como privatista, numa inconfidência prestada ao jornalista:

"Serra foi um dos que mais incentivou a privatização da Vale (do Rio Doce) e da Light (do Rio)"

Assista e comprove.

http://br.noticias.yahoo.com/s/24112009/48/manchetes-fernando-henrique-cardoso-concede-entrevista.html

Claro que não estamos recomendando que você assista aos 15 vídeos da entrevista! Seria uma verdadeira tortura. Mas não perca o de número 5. Ele revela um mentiroso de verdade.



.PressAA
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terça-feira, 24 de novembro de 2009

JÁ NÃO EXISTE MOTIVO PARA SE MANTER BATTISTI PRESO

JÁ NÃO EXISTE MOTIVO PARA SE MANTER BATTISTI PRESO
Celso Lungaretti (*)

O inusitado desfecho do julgamento do pedido de extradição italiano no Supremo Tribunal Federal obriga os personagens deste drama a reavaliarem todos os seus planos e linhas de ação. O passado passou. Há uma nova realidade:

- quem decidirá se Cesare Battisti vai ser ou não extraditado é o presidente Luiz Inácio Lula da Silva;

- mas, o presidente Lula só poderá fazê-lo quando receber o acórdão publicado do STF, em 2010;

- o interesse de todos -- e dos brasileiros em geral, por causa da imagem do País perante o mundo -- é o de que Battisti esteja vivo e tão saudável quanto possível no momento em que Lula tomar sua decisão.

Battisti acaba de encerrar uma greve de fome de 10 dias, mas sua estabilidade física e emocional foi muito afetada pelas amargas e sucessivas decepções dos últimos anos, que lhe vêm causando seguidas crises depressivas.

A França lhe concedeu a solene garantia de que viveria em paz até o fim dos seus dias, mas o compromisso foi revogado com a troca de presidente.

No Brasil, todos lhe disseram que ele seria libertado caso o Governo Federal lhe concedesse refúgio, pois era o que determinava a Lei e o que balizava a jurisprudência.

Já estava a planejar sua nova vida quando foi surpreendido pela notícia de que o STF o manteria preso. Desde então, a depressão o acompanha.

Agora, sabe de que a decisão do seu caso está na dependência da publicação de um texto legal em prazo indeterminado.

Ora, a experiência anterior lhe adverte que isto poderá demorar muito -- afinal, a marcação do julgamento do seu caso vinha sendo prometida por Gilmar Mendes desde fevereiro e acabou ocorrendo só em setembro, depois do jurista Dalmo de Abreu Dallari haver acusado o presidente do STF de estar impondo ao extraditando uma pena independente de condenação.

Cabe uma pergunta: é justo submeter-se um ser humano a tal via crucis? Preso sem condenação e sem dia certo para ter sua sorte decidida, Battisti abre os olhos cada manhã para constatar que continua encarcerado, embora devesse estar livre.

LINCHAMENTO MIDIÁTICO - Para quem acompanha o caso pela grande imprensa, não há motivo para compaixão: o terrorista italiano matou quatro cidadãos angelicais e agora está sendo protegido pelos terroristas do Governo Lula. Fim de papo.

Só que a mídia, extremamente tendenciosa, deixa de informar a seus leitores que, na sentença de 1979, Battisti (então réu presente) não foi condenado por nada disso, apenas por subversão contra o Estado.

Que o processo foi reaberto em 1987, a partir das delações premiadas do chefe do grupúsculo a que Battisti pertenceu, o Proletários Armados para o Comunismo.

Que o tal Pietro Mutti atirou sobre Battisti a culpa por crimes que ele próprio praticou, uma prática quase sempre impugnada pela Justiça.

Que só corroboraram as acusações de Mutti outros réus interessados nos favores da Justiça italiana.

Que os promotores, dando total crédito às fantasias interesseiras de Mutti (o qual, noutro processo, seria repreendido nas atas por um magistrado, pelas sucessivas mentiras desmascaradas), passaram pelo vexame de serem confrontados com a impossibilidade física de Battisti ser responsável por duas mortes a ele atribuídas, já que ocorreram com intervalo de duas horas em localidades que distavam 500 quilômetros. Então, simplesmente reescreveram a acusação, mantendo-o como autor direto de um dos homicídios e atribuindo-lhe autoria intelectual do outro (o do joalheiro Torregiani).

Que a acusação ousou apresentar testemunhas menores de idade e uma que evidenciava problemas mentais. Mesmo assim, foram acolhidas.

Que não foram feitas ou não foram apresentadas ao tribunal perícias obrigatórias num caso desses.

Que os defensores de Battisti já comprovaram, de forma irrefutável (laudo de respeitadíssima perita francesa), ter sido ele representado nesse julgamento por advogado que utilizou procuração adulterada e com quem ele tinha conflito de interesses.

Que, portanto, seu direito de defesa foi escamoteado, pois, foragido, não há prova real nenhuma de que Battisti tenha sequer tomado conhecimento da realização desse julgamento (a que foi aceita pelo tribunal, comprovou-se depois não passar de uma tosca falsificação).

Que, no julgamento de 1987, Battisti foi enquadrado numa lei instituída para combater a subversão contra o Estado e por ela condenado, o que a sentença cita nada menos do que 34 vezes, não havendo a mais remota alusão a crimes comuns (aliás, se fosse este o caso, cada um dos homicídios atribuídos a Battisti deveria julgado à parte, não os quatro de uma vez).

Que a Itália não combateu nem julgou de forma democrática os grupos de ultraesquerda, pois as torturas e as distorções jurídicas estão fartamente documentadas, inclusive em sucessivos relatórios da Anistia internacional.

Que a pena cujo cumprimento a Itália reclama já prescreveu, o que o ministro Marco Aurélio de Mello, em seu voto no STF, estabeleceu de forma definitiva.

Que os serviços secretos italianos tramaram o sequestro de Battisti em 2004, buscando mercenários para executarem a tarefa, mas estes acabaram recusando-a por discordarem do preço do "serviço" (e tudo acabou vazando para a imprensa);

Que membros de associação de carcereiros prometeram retaliar Battisti caso ele caia nas suas garras.

Que o ministro italiano da Defesa, Ignazio La Russa, neofascista notório (chegou a discursar em homenagem aos fascistas da República de Saló que enfrentaram as tropas aliadas), é inimigo pessoal de Battisti, pois se enfrentaram cara a cara em conflitos de rua da década de 1970, e agora dá declarações dúbias, insinuando, também, retaliações.

Tudo isto foi omitido dos leitores da grande imprensa, ou apresentado com ínfimo destaque.

Da mesma forma, a mídia esconde que, entre os juristas brasileiros (inclusive os luminares do Direito), a tendência predominante é favorável a Battisti.

Que a Lei do Refúgio brasileira é essenciamente humanitária, daí conter vários preceitos que impunham o reconhecimento de Battisti como tal, o que obrigou o ministro Cezar Peluso, em seu criticadíssimo relatório inquisitorial, a incorrer em grotescas distorções factuais e malabarismos jurídicos para negar seu enquadramento em cada uma das situações que o beneficiavam.

Que as comissões respectivas da Câmara Federal e do Senado são contrárias à extradição.

Que, longe de serem apenas uma "ruidosa minoria", os defensores de Battisti são maioria entre quem tem acesso às versões dos dois lados - caso, p. ex., dos internautas.

O OUTRO LADO, TÃO OMITIDO - Então, tudo isso considerado, olhemos o caso pelo ângulo alternativo: e se Battisti não passou de um integrante secundário dos PAC, que já se desligara desse agrupamento quando os crimes foram cometidos?

Aí, sua culpa terá sido apenas a de subversão contra o Estado -- exatamente a sentença que recebeu no primeiro julgamento.

Tal condenação justificaria a sanha vingativa com que o perseguem, três décadas depois?

Mais: respaldaria sua manutenção no Centro Penitenciário da Papuda enquanto a burocracia judicial leva meses e meses para relatar o que todos vimos ao vivo e em cores na TV Justiça?

Como Battisti não teve prisão preventiva decretada por delito cometido no Brasil, o único pretexto para sua prisão era garantir a entrega à Itália, caso a extradição fosse deferida.

Ao negar cerca de meia dúzia de pedidos de liberdade apresentados pela defesa de Battisti, o relator Cezar Peluso, em última análise, implicitou sua desconfiança na capacidade do Governo Federal de vigiar um cinquentão franzino.

Agora, no entanto, o próprio STF decidiu depositar o destino de Battisti nas mãos do presidente Lula. Tão desacorçoado Peluso ficou que até se disse impossibilitado de redigir a parte do acórdão relativa à decisão em que foi voto vencido, preferindo delegá-la a representante da posição vencedora.

Seria um ato de elementar coerência se o STF também abrisse mão da prisão de Battisti, deixando a Lula o cuidado de garantir que o escritor possa ser entregue à Itália - ou seja, a responsabilidade de evitar que fuja ou que sofra atentado.

É impensável que a Polícia Federal não possa cumprir uma tarefa tão simples como esta.

Como os serviços secretos italianos chegaram a entabular negociações com mercenários para o sequestro de Battisti em 2004, a evasão seria simplesmente impensável para Battisti neste instante. Quem trocaria uma boa chance de adquirir a proteção de um país como o Brasil pela vulnerável situação de fugitivo?

O Brasil lucraria com o esvaziamento de uma situação potencialmente muito danosa. Neste momento, responde por qualquer agravamento das condições físicas e psicológicas de Battisti. Como os que costumam sobrevir a quem passa o Natal numa cela de prisão - ainda mais se, como é o caso, considera-se injustiçado.

O benefício final seria o de que o Caso Battisti, colocado finalmente nos eixos, iria perdendo essa importância desmesurada que adquiriu em função de seu mau encaminhamento.

Já houve estragos demais, então chegou a hora de apagarmos os incêndios. Com flexibilidade e bom senso.

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* Jornalista e escritor, mantém os blogues

http://naufrago-da-utopia.blogspot.com/

http://celsolungaretti-orebate.blogspot.com/

E deus, hoje, só lamenta as "VOZES DE 60/80" - Maldita ditadura

Em 71 eu só escutava os meus silêncios, longos e tristes, em 72 eu desaprendi-me e tb escutava os muitos silêncios vindos do Araguaia...


E o cabo Anselmo?

Soledad? Tenho muitas Soledad em mim...incontáveis...

Lembra da Dina geógrafa?

É...perdeu-se no Pará tb...

Hoje é um lembrete na parede...e dói!...

Em 85 tentei desabrochar...

O Gabeira impediu...

(mas havia tb o Tancredo...)

FDP!

Quem?

Tudo, a humanidade, a vida...

Beijos...

AS VOZES DOS ANOS 60/70 - DITADURA HONDURENHA e AL









AS VOZES DOS ANOS 60/70




Por vezes escuto Beatles, mas as vozes que queria ter esquecido lá nos anos 60/70 são as que mais me assombram e metem medo.



Vejam trechos de alguns diálogos que ainda me corrompem a tranqüilidade do sono, lembrando as comunicações que conseguíamos com amigos da Argentina, do Uruguai ou do Chile:



hondurenho: buen dia, te envie un par de emails de la red FIAN.



brasileira: hola, como vai?



hondurenho: la cosa se esta poniendo mas dificil. Represion anoche, se especula sobre un muerto, sujeto a confirmacion, pero si reprimieron un sector popular de Tegucigalpa.



outro:



brasileira: Cuidado HERMANO muito cuidado



hondurenho: exacto, el temor es que hagan una emulacion de esos dias del golpe fascista en Chile, en los dias que viene y nosotros estamos tan indefensos como los chilenos de entonces



e mais outro:



hondurenho: ahora voy a viajar a Nacaome, donde anoche hubo represion y un secuestrado de la resistencia. Regreso a las 2:00 pm hora local, entonces escribire



brasileira: não vou colocar seu nome na informação, ok?






hondurenho: si, lo se. Ok, lo hago ahora mismo.



Hoje as comunicações são muito mais fáceis, mas vozes continuam as mesmas, repetindo o lamento das mães que na Plaza de Mayo reivindicavam seus filhos e netos desaparecidos, seqüestrados. As mesmas crianças que choravam por seus pais levados na calada da noite. Os mesmos gritos das masmorras e delegacias, os mesmos estampidos dos executores dos Esquadrões da Morte. O mesmo baque cavo de um corpo tombado.



Era um jovem: talvez meu amigo. Uma jovem: talvez minha namorada. Era ninguém. Era eu. Éramos todos nós.



E as vozes me perseguindo no silêncio do continente. O silêncio da mídia que rodava, rodava, rodava, mas nunca avisava da minha morte, do seqüestro do filho que não tive, do amigo que nunca mais vi, da namorada que nunca mais pode me amar.



Novamente busco na TV, nas páginas dos jornais, e o mesmo barulho, o mesmo ruído de engodo da mídia, encobrindo o grito e a dor dos hondurenhos.



A dor dos hondurenhos de hoje, dos guatemaltecos de amanhã, dos nicaragüenses, venezuelanos, paraguaios, brasileiros, chilenos e depois... Depois, quem sabe quem mais? Certamente: todos nós.



Enquanto nos anos 80 as ditaduras se estabeleceram sobre os destroços de democracias arrasadas, essas vozes foram se silenciando em minha enorme solidão. E me senti irremediavelmente derrotado. Não mais acreditei em um continente possível para os que tivessem alguma boa vontade com a multidão de humanos.



Enquanto governos corruptos nos espoliaram ao longo dos anos 90, vi crescer a miséria e a degradação dos filhos que não tive: marginalização, drogas, amontoamento, promiscuidade, degradação.



Vivi a fome enquanto se entregava as poucas bananas que restaram de nossas repúblicas, para o repasto dos meninos gordos do hemisfério norte. Mas então as vozes calaram definitivamente e pensei ter ficado surdo.



Havia a vantagem de não mais acordar com os vozes do passado, é verdade. Mas também me era impossível sonhar com o futuro.



Então veio o novo século e daqui e dali, de várias partes do continente, começo a ouvir um novo canto falando em soberania e determinação dos povos, em inclusão e justiça, resgate dos excluídos. Vou me encantando, imaginando rever o saudoso cinturão cósmico da Violeta Parra a cingir o continente.



Quando começo a dançar por este novo canto, nessa nova voz, a me embriagar no perfume dessas novas flores e no sumo desses novos vinhos, imaginando a possibilidade de novos amigos e namoradas, a pensar em possíveis filhos; de Honduras os fantasmas voltam a murmurar assombrando minhas noites.



Pensei exorcizá-los encarando de frente minhas lembranças de guerra. Até iniciei um série de resumos da história de nossas repúblicas. Os escreveria de uma a uma, desde Guatemala. Cada golpe, cada genocídio: pela United Fruit, pela ITT, pela Chiquita Brands, por todos os criminosos do capitalismo norte-americano e seus embaixadores, agentes da CIA, senhores do medo e da morte. Aliciadores do crime organizado internacional.



Um dia ouvi o presidente da OEA chamando de "mequetrefe" ao golpista de Honduras. Miguel Insulza afirmou que não seria diplomático indicá-lo pela palavra que sufocava sua garganta, como não seria diplomático esmurrar a mesa, mas "hasta cuando este mequetrefe nos dará tapas en la cara?"



Então, pensei comigo que não deveria continuar resgatando a memória do que melhor se esquecido para não soterrar este pretendido mundo novo sob os escombros da indignidade e do assassínio. Achei não haver porque fazer medo aos mais jovens, pois se amadurecera o mundo, a América Latina. Insulza me fez acreditar na determinação dos novos líderes de um novo mundo. Mais viável e humano.



Quis acreditar em instituições mais valorosas, uma humanidade mais civilizada, uma OEA capaz de conter os fascistas do continente, os interesses dos manipuladores de anacrônicos títeres e tiranetes de "mierda", como diria Insulza se não coibido pela diplomacia.



Mas insistem as vozes dos anos 60/70. Exatamente as mesmas vozes que me assombram a memória e calam a boa vontade dos novos líderes.



Hasta cuando? Até quando seremos tão fracos? Tão impotentes?





Raul Longo

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Fantástico: Olha Israel aí , gente ! O SAMBA DO CRIOULO DOIDO

agência assaz atroz (pressaa) - redação




Olha Israel aí, gente!




SAMBA DO CRIOULO ASSAZ ATROZ



Foi lá na Terra Santa

Onde nasceu Jota Kristo

Que a galera palestina

Arresolveu se assentar

Mas Adolfo Hitler

Tinha outros pretendentes

E obrigou os sionistas

A acabar

Com com aquela gente



Lá! Iá! Lá Iá! Lá Iá!

O bode que deu

Vou te contar...(bis)



Oooo... Netanyahu

Que também é

Um desses Zé Mané

Queria ser dono do mundo

E se elegeu Bush Segundo



Das estradas do Egito

Seguiu pra Bahia

E falou com Caetano

No programa do Jô

Declarou seu amor

E aliou-se ao baiano

Da união deles dois

Ficou resolvida a questão

E foi proclamada

A escrotidão...

E foi proclamada

A escrotidão...



Assim se conta

Essa história

Que é dos dos

A maior glória

Shiiiimon Peres virou bomba

E Obama

É uma explosão também...



Oh Oh! Oh Oh Oh Oh!

O pau tá levantado

Ou já baixou...(bis)

Fernando Soares
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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Conclusiones I Encuentro Internacional de Partidos de Izquierda. Convocan para abril 2010 en Caracas la V Internacional Socialista

Prezados (as)



Se as esquerdas associadas com todos os partidos comunistas ainda existentes no mundo brigarem entre si – ou tentarem disputar o título de saber quem é mais real do que o rei – jamais o mundo terá a necessária luta unitária contra o imperialismo e o capitalismo. Enquanto o capitalismo encontra maneira de somar forças (geralmente heterogêneas) permitindo assim sua sobrevivência por mais tempo (ou até mesmo sua perpetuação) as forças de esquerda devem também encontrar maneiras de construir a unidade (mesmo dentro da diversidade). Não estamos mais na Rússia de 1917 e fatos revolucionários que lá ocorreram não mais se repetirão. O momento é AGORA e as oportunidades não podem ser desperdiçadas! Os bilhões de seres humanos que serão beneficiados com o somatório de esforços revolucionários não podem (e não agüentam) mais esperar! UNIDADE JÁ! Que a iniciativa promovida por Hugo Chávez convocando a V Internacional Socialista tenha sucesso!


Saudações

PS: É dentro da heterogeneidade e com muitos debates coletivos é que se poderá construir a unidade, seja para a luta anti-imperialista, para a luta anti-capitalista e/ou no processo de construção do socialismo. Quem isoladamente ter a formula mágica para a construção do socialismo em nosso século XXI que atire a primeira pedra!





(mídia vinculada ao partido Comunista Venezuelano)

Conclusiones I Encuentro Internacional de Partidos de Izquierda. Convocan para abril 2010 en Caracas la V Internacional Socialista


Noviembre 21, 2009 - VTV Venezuela


120 representantes de 55 partidos de izquierda de todo el mundo suscribieron en Caracas el compromiso de construir el Socialismo del Siglo 21 / Desconocerán elecciones bajo dictadura en Honduras / Exigen cese del Bloqueo a Cuba y libertad de los 5 héroes / Decretan movilizaciones contra Bases en ColombiaCon la convocatoria a un segundo Encuentro Mundial en Caracas, en abril de 2010, para iniciar la conformación de la V Internacional Socialista, tal como lo propuso el Presidente del Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV) y Jefe de Estado de la República Bolivariana , Hugo Chávez Frías, además de la suscripción de varios compromisos geopolíticos para la construcción del Socialismo del Siglo 21, concluyó este sábado el I Encuentro Internacional de Partidos de Izquierda.




Tras la firma del "Compromiso de Caracas", documento final de los tres días de debate que reunió a los delegados y delegadas de 55 partidos y organizaciones de izquierda de todo el mundo, realizado en el Hotel Alba-Caracas, la corriente Socialista anunció diversas actividades en todo el planeta que conducirán a la convocatoria para crear en la capital venezolana una instancia mundial que enfrentará al capitalismo.


Así lo informaron en rueda de prensa los voceros de este Encuentro Internacional de Partidos de Izquierda, entre otros Cilia Flores, Vicepresidenta del PSUV; Ricardo Patiño, ministro de Ecuador y vocero del Partido Alianza País; Piedad Córdoba, senadora por el partido Liberal de Colombia; Miguel D´Escoto, representante del Frente Sandinista de Nicaragua y el canciller venezolano Nicolás Maduro.




"Cuando se cumplirán 200 años del derrocamiento del gobierno imperial español, van a venir a Caracas los Socialistas del mundo, los pensadores, los gobernantes, presidentes, alcaldes, diputados: nos encontraremos en Caracas con una agenda que nos toca organizar a partir de ahora", dijo el canciller venezolano, al calificar como un gran primer paso esta convocatoria para abril de 2010.




"Los socialistas del mundo levantaremos la banderas múltiples de la esperanza por una sociedad distinta y solidaria", manifestó el canciller bolivariano.


Ricardo Patiño, por Ecuador, dijo que con este compromiso se ha decidido retomar la organización internacional de movimientos políticos para la construcción de una nueva sociedad.




"Es una tarea que no está definida, que requiere debatir ideológicamente", advirtió, al tiempo de informar que se crea una Secretaría Técnica Ejecutiva temporal que coordinará una agenda común de trabajo y hacer seguimiento de la convocatoria hecha para abril de 2010.


Dijo Patiño que ese debate ideológico comenzará a hacerse desde ahora mismo, especialmente sobre lo que significa la construcción del Socialismo del Siglo 21 y la acción colectiva para una sociedad distinta frente al desastre de la lógica del capitalismo.




"El mundo avanza, la historia no se ha terminado...", dijo en relación a la tesis capitalista que surgió después de la caída de la Unión Soviética. "La fama efímera de aquel insidioso libro que decía que el capitalismo había superado todo, se demostró con la realidad del mundo de hoy que esto no es así".


"El fin de la historia terminó, y continúa el Socialismo como una realidad", acotó el ministro ecuatoriano.


Puntualizó que el trabajo en unidad de los partidos de izquierda y movimientos sociales del mundo, para la construcción del Socialismo, permitirá acompañar a aquellos pueblos y países donde se está luchando por crear una sociedad justa y solidaria, de manera que se fortalezcan sus avances, enfrentando la resistencia de la derecha y la oligarquía internas.











Compromiso de Caracas:


La Vicepresidenta del PSUV, Cilia Flores, leyó el resumen del Compromiso de Caracas, el principal documento que compromete a los representantes de los partidos y organizaciones socialistas en el relanzamiento de esta corriente mundial.


Flores dijo que los partidos y organizaciones políticas de América Latina, el Caribe, Europa, África, Asia y Oceanía celebran y festejan la unidad y solidaridad que los convocó por primera vez a Caracas, que calificaron como ciudad libertaria donde se ha expresado la rebeldía revolucionaria del mundo.




Manifestó que los asistentes al encuentro internacional rubricaron el Compromiso de Caracas como una guía Revolucionaria de los retos y desafíos a enfrentar para la Construcción del Socialismo del Siglo 21 y unificar los criterios de acción.




Comentó que ese documento pretende dar respuesta concreta a la defensa de la soberanía, las conquistas sociales y la libertad, ante la crisis generalizada del capitalismo mundial y las nuevas amenazas. Además se rechaza la pretensión militar del imperio norteamericano que ha bombardeado y ocupado el medio oriente, ha invadido y atacado a Ecuador y desarrolla una estrategia golpista en Honduras, tal como lo hizo en Haití, con el secuestro del presidente Jean Bertrand Aristide.




Asimismo, dijo que "el capitalismo atraviesa una crisis severa que ha traído consecuencias para la supervivencia de la humanidad (...) La lógica del capital destruye el ambiente y ha provocado el cambio climático y el calentamiento global".










Compromisos Suscritos:


Tras señalar que el Documento suscrito es extenso y recoge los debates de tres días de trabajo, Flores leyó las conclusiones más importantes y los acuerdos a desarrollar:





1.- Movilización de repudio mundial a las Bases Militares de EEUU en Colombia. Para este punto, se plantearán actividades que serán ejecutadas por cada delegación en sus países de origen.





2.- Consolidación y desarrollo de una plataforma de acción conjunta entre los partidos, con una serie de tareas con tiempo establecido para el seguimiento y su cumplimiento.


3.- Organización de un movimiento mundial de militantes por la cultura de la paz.


4.- Artillería de la comunicación internacional para la emancipación de la Conciencia Revolucionaria.


5.- Movilizar a todas las organizaciones populares en apoyo irrestricto al pueblo de Honduras y la restitución del Presidente Constitucional Manuel Zelaya.


6.- Solidaridad con los pueblos del mundo que luchan por la libertad.














Igualmente, se aprobaron dos Declaraciones Especiales:




La primera contra el Bloqueo Criminal que mantiene EEUU contra Cuba, y presionar para que sea respetada la decisión de 189 países de la ONU que reclaman el cese de esta política genocida, así como la convicción de los partidos de Izquierda en este Encuentro Internacional de Caracas en pronunciarse por la inmediata liberación de los 5 héroes cubanos presos ilegalmente en EEUU.


















La segunda Declaración Especial es contra el Golpe de Micheletti en Honduras, la exigencia para la restitución del presidente constitucional Manuel Zelaya, y el rechazo a la realización de cualquier tipo de elecciones bajo la dictadura actual. En este punto, se ratificó que se desconocerán los resultados de estos comicios, y se realizará una Vigilia Mundial el 29 de noviembre, fecha de las elecciones prevista por la dictadura hondureña, para repudiar esta pretensión ilegal.















Finalmente, con el Compromiso de Caracas se aprobó la propuesta del Presidente Hugo Chávez de convocar a una V Internacional Socialista, como instancia de las corrientes sociales, de izquierda y antiimperialistas, ara lo cual se aprueba concretar en corto plazo la creación de un grupo de trabajo conformado por partidos y movimientos que suscriben esta iniciativa.














"Se preparará una agenda de objetivos y mecanismos de instancia mundial revolucionaria...", dijo Flores, con lo cual trabajarán en el evento constitutivo previsto para abril de 2010 en Caracas.
(VTV)































REFLEXÕES SOBRE A 5ª INTERNACIONAL - Lungaretti Informa e Forma, imperdível

REFLEXÕES SOBRE A 5ª INTERNACIONAL

Celso Lungaretti (*)

Num encontro que reuniu, na semana passada em Caracas, representantes de partidos de esquerda de 40 paises da África, América Latina, Ásia, Europa e Oceania, foi aprovada a proposta do presidente venezuelano Hugo Chávez, de constituição da 5ª Internacional Socialista.

Segundo o jornalista Jacob Blinder, "Hugo Chávez sugeriu a Venezuela para ser sede dessa Internacional, que ela deveria vir acoplada com a criação de uma escola de formação de quadros, e que os participantes não deveriam apenas se ater a questões teóricas – mas sim partirem para ações práticas de construir (ou reconstruir) o socialismo no mundo e para que ele tenha vigência no Século XXI".

Para melhor situarmos a iniciativa de Chávez, vale uma recapitulação história.

A 1ª Internacional Socialista foi criada em 1864 por sindicalistas ingleses, proudhonistas franceses, republicanos italianos e marxistas alemães, tendo sido marcada por agudas divergências entre Karl Marx e o anarquista Mikhail Bakunin.

O primeiro defendia um modelo mais centralizador, com um comitê central procurando calibrar o avanço do movimento revolucionário em escala mundial, enquanto Bakunin a via como uma espécie de federação de unidades autônomas, que tomariam suas grandes decisões a partir das circunstâncias locais e não de uma coordenação da luta com a de outros países.

Em 1871, quando a heróica Comuna de Paris foi destruída pela ação conjunta dos reacionários franceses e alemães, o marxismo saiu teoricamente fortalecido no movimento proletário internacional, pois se constatou que fez muita falta um apoio mais efetivo dos revolucionários de outros países.

A burguesia internacional se apresentou unida no campo de batalha e venceu. Com seu brilhantismo habitual, Marx fez desta derrota uma arma contra o autonomismo dos anarquistas: se as nações capitalistas conjugariam suas forças para sufocar qualquer governo operário que fosse instalado, então os movimentos revolucionários precisariam também transpor fronteiras, para terem alguma chance de êxito.

Mas, ao anunciar como tarefa da 1ª Internacional estimular a eclosão de novas Comunas como a de Paris, Marx assustou os governos europeus, que passaram a perseguir a associação, forçando-a a realizar secretamente seus congressos seguintes.

Além disto, os ramos mais moderados do trabalhismo (começando pelos ingleses) dela se dissociaram, assustados. Até que, enfraquecida pelas cisões (os blanquistas franceses também debandaram), optou pela autodissolução, em 1876.

REFORMISTAS E "SOCIAISPATRIOTAS" - A semente plantada frutificou, entretanto, na poderosa 2ª Internacional, convocada por Friedrich Engeles, que aglutinou em 1889 os grandes partidos socialistas consolidados nesse ínterim.

A bonança, entretanto, não fez bem a esses partidos. Muitos dirigentes, deslumbrados com os aparelhos conquistados, passaram a querer mantê-los a qualquer preço, lutando por melhoras para a classe operária do seu próprio país, em detrimento da solidariedade internacional. E teorizaram que o socialismo poderia surgir a partir das reformas realizadas pacificamente e do crescimento numérico da classe média, sem necessidade de uma revolução.

A deflagração da 1ª Guerra Mundial cindiu definitivamente o movimento revolucionário: os reformistas acabaram alinhados com os governos de seus respectivos países no esforço guerreiro, enquanto os marxistas conclamaram os proletários a não dispararem contra seus irmãos de outras nações.

Lênin, Trotsky e Rosa Luxemburgo encabeçaram a reação contra os (por eles designados pejorativamente como) sociaispatriotas e os trâmites para a fundação da 3ª Internacional, contraponto àquela que perdera sua razão de ser.

Em 1917, surgiu a primeira oportunidade de tomada de poder pelos revolucionários desde a Comuna de Paris. E os bolcheviques discutiram apaixonadamente se seria válida uma revolução em país tão atrasado como a Rússia – uma verdadeira heresia à luz dos ensinamentos marxistas.

Para Marx, o socialismo viria distribuir de forma equânime as riquezas geradas sob o capitalismo, de forma que beneficiassem o conjunto da população e não apenas uma minoria privilegiada. Então, ele sempre augurara que a revolução mundial começaria nos países capitalistas mais avançados, como a Inglaterra, a França e a Alemanha.

Um governo revolucionário na Rússia seria obrigado a cumprir tarefas características da fase da acumulação primitiva do capital, como a criação de infraestrutura básica e a industrialização do país. O justificado temor de alguns dirigentes bolcheviques era de que, assumindo tais encargos, a revolução acabasse se desvirtuando irremediavelmente.

Prevaleceu, entretanto, a posição de que a revolução russa seria o estopim da revolução mundial, começando pela tomada de poder na Alemanha. Então, alavancada e apoiada pelos países socialistas mais prósperos, a construção do socialismo na Rússia se tornaria viável.

SOCIALISMO NUM SÓ PAÍS - Os bolcheviques venceram, mas seus congêneres alemães foram derrotados em 1918. A maré revolucionária acabou sendo contida no mundo inteiro e, como era previsível, várias nações capitalistas se coligaram para combater pelas armas o nascente governo revolucionário. Mesmo assim, o gênio militar de Trotsky acabou garantindo, apesar da enorme disparidade de forças, a sobrevivência da URSS.

Quando ficou evidente que a revolução mundial não ocorreria tão cedo, a União Soviética tratou de sair sozinha da armadilha em que se colocara. Devastada e isolada, precisou criar uma economia moderna a partir do nada.

Nenhum ardor revolucionário seria capaz de levar as massas a empreenderem esforços titânicos e a suportarem privações dia após dia, indefinidamente. Só mesmo a força bruta garantiria essa mobilização permanente, sobrehumana, de energias para o desenvolvimento econômico. A tirania stalinista cumpriu esse papel.

A revolução saiu dos trilhos marxistas, deixando de conduzir ao "reino da liberdade, para além da necessidade". Como único país dito socialista, a URSS passou a projetar mundialmente seu modelo despótico, que encontrou viva rejeição nas nações avançadas.

Avaliando que Stalin sacrificava os movimentos revolucionários de países como a Espanha, França e Alemanha aos interesses egoístas da URSS, Trotsky convocou em 1938 a 4ª Internacional, comprometida com os ideais revolucionários puros, inclusive o de que a revolução proletária é mundial e somente assim poderá ser vitoriosa.

Nunca conseguiu ser uma força política verdadeiramente influente, por mais que tivesse razão na maioria das questões. Durante a guerra fria, os revolucionários tendiam a alinhar-se com os polos do socialismo real, mesmo discordando de suas políticas. Quantos não se horrorizavam intimamente com as repressões desencadeadas na Hungria (1956) e Checoslovaquia (1968) mas, mesmo assim, as defendiam em público?!

Então, o papel da 4ª Internacional acabou sendo apenas moral: representava a melhor tradição do pensamento revolucionário, mas pouco conseguia realizar de concreto, além de ser minada por intermináveis disputas internas.

E, com a queda do muro de Berlim, a 4ª Internacional não conseguiu oferecer alternativa ao refluxo revolucionário em escala mundial.

No entanto, continua agrupando trotskistas do mundo inteiro e deverá realizar seu 16ª congresso mundial em 2010.

Olhando as coisas de forma realista, a 4ª Internacional tem existência apenas vegetativa, não cumprindo seu papel de unir as forças revolucionárias do mundo inteiro para uma nova ofensiva global contra o capitalismo.



CRÉDITO PARA A NOVA TENTATIVA - Poderá fazê-lo a 5ª Internacional de Chávez?

Neste momento, os bolivarianos têm a proposta internacionalista mais influente e pujante, daí não ser descabida a proposta de Chávez e nem mesmo o papel que ele pessoalmente assumiu, ao lançar o movimento.

Mas, o grande desafio será fazer dessa associação uma verdadeira Internacional, reunificando o movimento revolucionário. Ou seja, com presença marcante também nos países do 1º mundo, onde a aguda contestação das décadas de 1960 e 1970 cedeu lugar à insossa hegemonia direitista, às vezes reforçada pela coopção de partidos outrora comunistas.

O que Marx dizia em 1848 continua valendo: é nas nações de economia avançada que se decide o destino do mundo.

Atacar a corrente capitalista no elo mais fraco, os países periféricos, serve para a sobrevivência e acumulação de forças dos movimentos revolucionários. Mas, não se deve perder de vista que o objetivo maior continua sendo o de colocar a imensa riqueza e potencial produtivo das nações prósperas a serviço da humanidade.

Devemos, sim, dar um crédito de confiança a esta 5ª Internacional, pois é um passo na direção certa.

Só o futuro dirá se vai ou não cumprir seu papel... mas, aos revolucionários cabe sempre arregaçarem as mangas e tentarem direcionar os acontecimentos para o futuro almejado, não ficarem apenas criticando à distância, como sábios no topo da montanha
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* Jornalista e escritor, mantém os blogues

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