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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Israel: qual a arquitetura do muro?

DEBATE ABERTO




Israel: qual a arquitetura do muro?



Enquanto não for destruído o muro erguido na Cisjordânia para anexar ilegalmente terras, e não forem garantidos aos palestinos os direitos de propriedade, de ir e vir, e de buscar saúde, educação e emprego, qualquer enunciado sobre a paz será apenas uma ironia semântica.



Gilson Caroni Filho



Em encontro com o líder da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, o presidente Lula foi econômico nas palavras e preciso na análise. Quanto mais tempo o governo de Israel persistir com as violações da lei humanitária internacional, mais distante fica a possibilidade de uma solução negociada para o conflito no Oriente Médio. Enquanto não for destruído o muro erguido na Cisjordânia para anexar ilegalmente terras, e não forem garantidos aos palestinos os direitos de propriedade, de ir e vir, e de buscar saúde, educação e emprego, qualquer enunciado sobre a paz será apenas uma ironia semântica. Um discurso que admite a realidade do que é virtual, mas que não pode ser colocado no plano lógico daquilo que já tenha adquirido existência concreta.



É necessário, mais uma vez, reconhecer que, respaldado pelo imperialismo norte-americano na região, a construção incessante de assentamentos em território ocupado obedece a uma lógica clara. O governo israelense joga todo o seu peso em uma solução definitiva para o “problema palestino”: uma solução que vem contemplando o massacre e o apartheid.



Como declarou, há cinco anos, a jornalista judia Amira Hass, "Israel se considera forte o bastante, até para desrespeitar decisões internacionais, porque tem um poderoso apoio dos americanos que, na prática, não demonstram o mínimo interesse quanto ao destino de um povo que vive isolado atrás de barricadas."



Apesar de ter participado de todas as negociações de paz nos últimos 30 anos, envolvendo-se em articulações secretas que levaram a acordos como o de Oslo, sabotado pela extrema-direita de Israel, o presidente Shimon Peres, tem um ponto em comum com as forças mais reacionárias de seu país: a não aceitação de qualquer saída que preserve um mínimo de organização do movimento palestino, que mantenha intactas as possibilidades de unificação com o vigoroso movimento anti-imperialista que ainda existe nas vielas de Gaza e da Cisjordânia. Peres sabe que desestruturação organizativa das forças de resistência resulta em tratativas diplomáticas destinadas a ganhar tempo. Uma manobra que se repete sem apresentar qualquer sinal de inteligência.



Apesar da mudança de tom de Obama, o governo estadunidense adota a abordagem preconizada por Israel. Trabalha com a possibilidade de uma reforma política que assegure a proteção das colônias e dos interesses sionistas na Palestina Ocupada. Para tanto, exclui atores legítimos como o Hamas, e as bases sociais que representa, estabelecendo, por conseqüência, um simulacro de negociação diplomática.



Em “A Paz ou Apartheid”, o escritor Marwan Bihara, assinala que "a melhora desesperadamente necessária das condições de vida dos palestinos se tornou impossível com o plano de bantustões de Sharon. Enquanto, continuarem taxando de terroristas todos os partidos políticos palestinos, a formação de um processo político democrático continuará sendo uma farsa. A maioria das lideranças foram assassinados ou presos. Muitos estão foragidos, escondendo-se para a sua própria segurança."



Lula foi preciso. ”Se continuar construindo na capital palestina, Israel está complicando a paz, quer que nos distanciemos da paz. Pedimos não apenas a retirada das 900 casas, mas de todas as atividades de construção nos territórios ocupados. Essas palavras não são nossas. Foram ditas pelo presidente Obama."



A única ressalva a ser feita na fala presidencial solicita um acréscimo. É preciso ir bem além das “palavras de Obama". É fundamental reafirmar nosso discurso. O que deve ser dito é que a coalizão de colonos, fundamentalistas e generais reacionários que domina o plano político israelense não tem o menor interesse em implementar acordos que possam prejudicar a expansão de assentamentos ilegais. Enquanto a comunidade internacional, liderada pelos Estados Unidos, não fizer a inflexão necessária, a muralha, que tem 80% de extensão em território cisjordaniano, continuará edificada como uma solução final da barbárie. A arquitetura perfeita da destruição.




DEBATE SEGUE no link: http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=4477


Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Jornal do Brasil

Doi-Codi: Rubens Paiva foi esquartejado

Doi-Codi: Rubens Paiva foi esquartejado


Ex-agente do Doi-Codi diz que Rubens Paiva foi esquartejado



Publicada em 18/11/2009 às 00h00m



José Meirelles Passos



RIO - Um documentário inédito, a ser exibido na quinta-feira à noite no Festival de Cinema de Brasília, contém uma revelação macabra feita por um ex-agente do DOI-Codi, o órgão de inteligência e repressão da ditadura militar: a de que vários de seus inimigos, que se tornaram presos políticos - e cujos nomes passaram a figurar na lista de desaparecidos do regime - tiveram os corpos esquartejados. Um deles, segundo um ex-agente, era o deputado Rubens Paiva.



A afirmação, como antecipou nesta terça-feira Ancelmo Gois em sua coluna no GLOBO, foi feita por Marival Chaves, ex-agente do DOI-Codi, em depoimento ao cineasta Jorge Oliveira para o filme "Perdão, Mister Fiel", de 95 minutos, cujo tema principal é a morte sob tortura do operário Manoel Fiel Filho, em São Paulo.



- O que me surpreendeu foi que o sujeito contou várias atrocidades de cara limpa, com a maior tranquilidade. Ele disse que havia inclusive uma espécie de disputa entre os torturadores: a de apostar quantos pedaços iam render os corpos de cada uma das vítimas - disse Oliveira.



Oliveira: "Chaves sabe muito mais do que já contou"



Segundo o cineasta, Marival Chaves revela no filme a identidade de torturadores, inclusive a de um coronel:



(...)



http://oglobo.globo.com/pais/mat/2009/11/17/ex-agente-do-doi-codi-diz-que-rubens-paiva-foi-esquartejado-914811440.asp

A NOVA PALAVRA DE ORDEM É:: "LIBERDADE PARA CESARE BATTISTI - JÁ!"

A NOVA PALAVRA DE ORDEM É:



"LIBERDADE PARA CESARE BATTISTI - JÁ!"



Celso Lungaretti (*)



Vamos esclarecer o que realmente se passou na terceira sessão de julgamento do pedido italiano de extradição de Cesare Battisti.





Como era de esperar-se, alinhou-se com os linchadores o fundador do bloco, o presidente do STF Gilmar Mendes, sem cuja tendenciosidade o caso estaria há muito arquivado.



Por míseros 5x4, o Supremo Tribunal Federal decidiu a extradição de Battisti.



A votação seguinte foi sobre se o Executivo seria automaticamente obrigado a extraditar ou o faria apenas e tão somente no caso de concordar com a medida.



Novamente por 5x4, o STF admitiu que a última palavra cabe ao presidente da República, o qual tomará a decisão que lhe aprouver, respondendo por ela.



Se quiser, poderá até denunciar o tratado de extradição com a Itália. Tem autoridade para tanto.



Então, que fique bem claro: o que o Supremo fez foi apenas dar sinal verde para a extradição, caso Lula queira seguir por tal caminho.



Mas, se decidir o contrário, não estará desobedecendo ao STF, nem o desprestigiando. Pois os próprios togados reconheceram que Lula tem pleno direito de proceder conforme sua consciência ditar.



Para atenuar a inegável derrota, os linchadores tentaram pelo menos atrelar Lula aos termos do tratado de extradição Brasil/Itália. Nem isto conseguiram.



Aliás, neste próprio tratado, conforme notou o ministro Eros Grau, o tópico relativo aos motivos que um governo signatário pode alegar para não entregar o extraditando está redigido de forma deliberadamente imprecisa.



Trocando em miúdos: se o governo não quiser extraditar, encontrará facilmente uma justificativa para sua decisão. E a outra parte terá de engolir.



De resto, a grande imprensa que tudo faz para prejudicar Battisti é a primeira a reconhecer que, no seio do Governo Lula, o partido dos linchadores não tem vez. O desfecho tende a ser mesmo a negativa da extradição por razões humanitárias.



Então, o que está pegando?



O real problema é que o Supremo Tribunal do mais-que-supremo Gilmar Mendes é de uma suprema lerdeza: o acórdão da decisão de um caso menos bombástico costuma ser publicado só depois de uns três meses.



Já para o de Battisti, a previsão é de seis meses - ou mais!



E dependerá de qual for o ministro escolhido para elaboração final do documento.



Cezar Peluso já afirmou que poderá "enfrentar dificuldades para elaborar o acórdão". É um eufemismo para má vontade.



Caso a tarefa seja delegada à ministra Carmem Lúcia, as dificuldades, provavelmente, vão sumir por encanto -- mas o trâmite continuará sendo moroso, pois implica, p. ex., envio para revisão de cada um dos nove ministros participantes do julgamento.



Então, estamos diante de uma situação totalmente kafkiana: é discutível que Cesare Battisti devesse ter sido preso em março/2007, é indiscutível que ele deveria ter sido libertado em janeiro/2009 e é bem possível que a decisão só passe para a alçada do presidente Lula no segundo ou terceiro trimestre de 2010.



No entanto, num país como o nosso, em que os poderes presidenciais são tão amplos, certamente será possível encontrar alguma fundamentação jurídica para a libertação imediata de Battisti, evitando o prolongamento de sua agonia.



Ao contrário do que propôs o excelente jornalista Rui Martins, não seria o indulto, pois este é concedido a condenados, o que Battisti nunca foi no Brasil. Nem mesmo o deferimento final do pedido de extradição equivaleria a uma condenação.



A solução deverá ser encontrada nas decisões que o presidente da República pode tomar movido por clemência e razões humanitárias.



O certo é que existe uma palavra de ordem que preenche todas as necessidades do momento: LIBERDADE PARA CESARE BATTISTI - JÁ!



Ela deverá nortear as mensagens, os abaixo-assinados, os eventos, as manifestações.



Battisti já sofreu demais. Precisamos dar ao presidente Lula a certeza de que, tomando a decisão digna e correta, ele terá o respaldo dos melhores brasileiros.









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* Jornalista e escritor, mantém os blogues

http://naufrago-da-utopia.blogspot.com/

http://celsolungaretti-orebate.blogspot.com/

A Fábrica de Mentiras

A FÁBRICA DE MENTIRAS

Laerte Braga


Para tentar entender a complexa quadrilha que conhecemos como grande mídia é necessário estabelecer as relações de cada um desses veículos de comunicação, sejam as redes de tevê, as rádios ou os jornais e as revistas.

A legislação brasileira não proíbe que um grupo empresarial detenha o controle de emissoras de tevê, de rádios, jornais e revistas a um só tempo. Ao contrário da legislação norte-americana que dispõe, inclusive, de mecanismos para evitar monopólio de audiência em redes de tevê, com a preocupação, em tese, de controle da opinião pública. No Brasil isso permite a concentração de mídias e, óbvio, uma interferência maior junto a opinião pública, a rigor um monopólio, mesmo que tevês e rádios sejam concessões de serviços públicos. À falta de legislação específica, atendem a interesses privados.

Entre nós jornal televisivo vira farsa e espetáculo quando o apresentador do principal deles, o de maior audiência, vai a um programa num canal de tevê por satélite, do mesmo grupo e “permite” que os telespectadores definam a gravata que vai usar à noite, quando da apresentação do show. O pressuposto da participação. Você decide a roupa e ele decide que verdade interessa a quem paga a gravata.

Tancredo Neves todas as vezes que queria enrolar (no bom sentido) Ulisses Guimarães sobre assuntos que entendia de risco para o antigo MDB, isso no período da ditadura, dizia a Ulisses que o fato havia sido noticiado ou no THE GLOBE (a versão editada no Brasil sob o título O GLOBO, ou no JORNAL DO BRASIL, então os dois maiores diários impressos do País.

Sabia que Ulisses lia apenas a FOLHA DE SÃO PAULO e o ESTADO DE SÃO PAULO. Era o suficiente para alcançar seus objetivos. Tanto um quanto outro eram, como são, jornais regionais, com algum alcance nacional (a FOLHA chegou a ser um jornal de ponta em todo o Brasil, hoje não é mais).

O fim do império de Assis Chateaubriand, DIÁRIOS E EMISSORAS ASSOCIADOS, começou com a ascensão da REDE GLOBO DE TELEVISÃO, pouco antes da queda do presidente Goulart. Seja pelos altos investimentos de grupos estrangeiros nas empresas de Roberto Marinho, já dentro do esquema de golpes militares que se estenderiam mais tarde a toda a América Latina, seja pelas características de Chatô, bem definidas por Fernando Moraes num livro do mesmo nome, onde descreve e conta a vida da primeira versão cabocla de Cidadão Kane brasileiro.

A entrada em cena da EDITORA ABRIL se deu a partir da revista REALIDADE, mensal. “O CRUZEIRO” (semanal, edição em três línguas e cinco milhões de exemplares a cada uma das edições) estava indo ladeira abaixo e MANCHETE e MUNDO ILUSTRADO, outras duas revistas de circulação mais ou menos nacional, além de ALTEROSA, restrita a Minas Gerais, não conseguiam ou não conseguiram decolar, limitaram-se a determinados espaços.

O GRUPO ABRIL deliberadamente tratou de temas considerados tabus à época e vendeu através de REALIDADE, a imagem de revista progressista, independente. Chegou a ser retirada das bancas em algumas oportunidades, como quando apresentou uma pesquisa sobre a conduta sexual do jovem brasileiro, isso no final da década de 60, algo então impensável num País governado por generais que se escoravam na tradição, na Pátria, na família. Mas a moda deles e com o lucro para eles.

O tema, comportamento sexual dos jovens, aparentemente polêmico, era uma época de profundas mudanças nos costumes, servia a conquistar público mais tarde a ser iludido nas mentiras de Diogo Mainardi.

Em 1974, com a vitória do MDB em dezessete estados da Federação nas eleições para o Senado, o presidente Ernesto Geisel percebeu que era necessário estabelecer algo mais que censura prévia nos veículos de comunicação. Era preciso modificar todo o processo de comunicação, rádio e televisão principalmente, quebrando redes regionais e unificando a linguagem a ser vendida aos brasileiros, logo, o modo de ser, a idéia, o como vestir, como comer e como ser patriota.

A GLOBO foi o principal agente desse processo. O avanço foi muito além daquele negócio de mudar a legislação eleitoral e transformar o que se pretendia fosse um debate democrático, numa exposição ridícula de retratinhos e currículos.

Começa aí a ganhar vulto o que já vinha sendo desenhado desde o golpe de 1964. Um Brasil que pensa igual, onde os valores culturais de cada região eram violentados e substituídos pela cultura de massas vendida pela GLOBO.

Se alguém tiver dúvidas sobre o caráter da GLOBO, do grupo GLOBO num organismo de uma nação como o Brasil, não tenha dúvida que é um câncer. Que corrói as entranhas do ser, dos sentimentos nacionais, da cultura brasileira e nos transforma a todos em objetos diante de um mundo que desce ladeira abaixo num processo de autofagia a que chamam progresso.

Existem GLOBOS espalhadas por todos os cantos do mundo.

Um bobalhão ávido de sucesso e a veicular mentiras como o faz William Bonner diariamente, esse tipo de figura desprezível existe também em vários cantos e pior, costumam se levar a sério. É padrão estabelecido pelos senhores.

Os antigos donos de grandes impérios de comunicação em seus países, hoje aumentaram o espectro Kane, são senhores de impérios mundiais.

Vendem o modelo político e econômico, vendem o capitalismo. No prodígio da tecnologia você compra um relógio a dez reais num camelô em qualquer rua de qualquer cidade e pode se gabar que a peça tal foi fabricada em Taiwan, a outra na Índia, uma terceira na Indonésia e todo o conjunto foi montado em Manaus.

Essa forma de ser, esse modo de produção, é também o fim da referência do trabalhador consigo e seu trabalho, mesmo na velha e presente luta de classes.

A mídia no Brasil hoje trabalha dentro do esquema do neoliberalismo, da chamada nova ordem econômica (nascida com o fim da União Soviética), vende a idéia que a notícia será ou terá maior importância se William Bonner estiver usando a gravata que você escolhe através de uma eleição democrática, ou por telefone (dando ganho às operadoras), ou pela net, acessando o portal do grupo.

Nessa medida e levando em conta a natureza do capitalismo nos dias atuais, as principais quadrilhas que operam a economia estabeleceram um modus vivendi bem semelhante, ou melhor, semelhante ao das máfias clássicas e criaram regras para manter o controle.

Tudo se baseia no pressuposto que estamos vivendo num estado de direito, onde a ordem democrática é garantida por instituições sólidas e sérias, assim como o STF presidido por uma “dançarina”, o ministro Gilmar Mendes.

A mídia entra aí nesse esquema escorada na aparente seriedade, ou na forma de alerta que faz aos brasileiros para manter intocados os privilégios, os feudos e preservar essa nova Idade Média, a da tecnologia, do fantástico mundo dos robôs, das bonecas e bonecos infláveis, da dança do Faustão. E até aos 43 anos, depois, vai para o almoxarifado de bonecas imprestáveis ao consumo e ao imaginário das pessoas.

E uma grande plantação de abóboras que Bonner chama de Homer Simpson, ávidos de esganarem os Nardoni, sem se perceberem esganados em cada palavra da senadora Kátia Abreu, ou cada crise histérica do governador paulista José Jânio Serra, ou cada cheirada do governador de Minas Aécio Neves, tudo enquanto FHC constrói sua pirâmide e o mundo toma conhecimento que o faraó se deixou seduzir por uma bela cozinheira e lá estão, cozinheira e filho funcionários do Senado Federal.

Mas o grande culpado, o vilão, neste momento no Brasil, é Cesare Battisti. Daniel Dantas é um empreendedor que gera empregos e progresso, Protógenes Queiroz um delegado que teima em atrapalhar tudo com essa mania de não saber distinguir ladrões de galinhas de ladrões de cofres públicos e na abalizada opinião de Dona Miriam Leitão o Brasil não tem competência para cuidar do pré-sal, deveria entregar logo e cuidar de organizar a tabela do próximo campeonato ou voltar suas atenções para a edição do BBB de 2010.

É uma nova categoria, os BB e os ex-BB.

A mídia no Brasil é a soma de umas poucas e fechadas máfias. Controlam o País inteiro, informam o que bem entendem e quando o cordeiro cisma de beber água abaixo do local onde o lobo bebe, coloca a boca no trombone reclamando liberdade de imprensa.

Com gravata escolhida democraticamente pelos telespectadores o apresentador do JORNAL NACIONAL diz sem qualquer escrúpulo, ou peso na consciência que a queda do avião da TAM aconteceu por não existirem ranhuras na pista do aeroporto de Congonhas, cujas obras foram feitas às pressas com finalidade eleitoral.

No meio do caminho surge uma pedra, o reverso e do reverso se descobre que a manutenção é precária, o avião no dia anterior já apresentara problemas num pouso, aí VEJA socorre e transfere a culpa de tudo para o piloto.

Ou com gravata democrática ou não, decide o dito apresentador, que mais importante que o acidente com um avião da GOL é um dossiê falso comprado a um delegado corrupto, tudo montado, para tentar influir no resultado das eleições.

Só nessa gravatada toda somamos pelo menos 300 mortos. E o governo passa a ser culpado. Culpado do mau caratismo da empresa, a TAM, da morosidade e corrupção de alguns setores da justiça nos processos das famílias das vítimas.

Em vias de ir à falência, em 2002, a GLOBO pegou 250 milhões de dólares do BNDES numa das mais torpes chantagens da história da política e das comunicações no Brasil. Jogou Roseana Sarney para o alto nas pesquisas do IBOPE, montadas evidente, para oferecer ao prejudicado imediato, José Jânio Serra a solução, os tais 250 milhões de dólares e a cabeça de Roseana.

E assim em cada estado brasileiro, ou alguém acha que Aécio ganha loas do ESTADO DE MINAS, um dos últimos sobreviventes dos DIÁRIOS E EMISSORAS ASSOCIADOS, por conta dos seus olhos, ou porque tem bons contatos na direção da empresa. É só pegar as contas do governo mineiro e ver quanto se gasta em publicidade direta e indireta e fazer o mesmo com o paulista, nas milhares de assinaturas de revistas da EDITORA ABRIL.

RBS no Sul, jornais estaduais no Norte e Nordeste e os coadjuvantes (estão perdendo espaços, leitores, tiragens bem menores, mas ainda assim perigosos) FOLHA DE SÃO PAULO, ESTADO DE SÃO PAULO, etc, etc. O ESTADO DE SÃO PAULO ainda tem um atenuante, acredita que o Brasil é governado por Pedro II e a escravidão não foi abolida. Não saiu do século XIX. Tem medo de chegar ao XX, que dirá ao XXI, até em termos de conservadorismo.

O jornal FOLHA DE SÃO PAULO edição de 20 de novembro, traz um suposto inquérito existente na Polícia Federal, já desmentido, que liga Cesare Battisti a atividades terroristas no Brasil. Nessa mania de mentir sempre que se torna necessário socorrer uma das máfias, ou abrir espaços para notícias mentirosas, faz pouco tempo que o jornal forjou uma ficha criminal da ministra Dilma Rousssef, desmentida pelo onbudsman da empresa.

Quem ganhou? O onbudsman perdeu, lógico. A verdade não interessa. Esse negócio de onbudsman é igual infográfico, você começa lá do começo e quando chega no fim não tem noção de coisa alguma, exatamente o objetivo desse jornalismo de mentiras, confusões deliberadas.

A decisão de cinco dançarinas do STF entendendo que o Brasil deve entregar Cesare Battisti ao governo da Itália acabou prejudicada quando uma delas entendeu que essa decisão em instância final pertencia ao presidente da República. Como pertence. Imagine a reação da estrela da companhia de danças Gilmar Mendes. Entre outras coisas perde a chance de acrescentar à sua coleção de medalhas a ordem do macarrão. Berlusconi costuma entregá-la em festas nos seus palácios, onde sobram mastros para exibição de dotes artísticos tanto de dançarinas como de que tais.

A campanha para pressionar Lula começa com as declarações da velha cafetina José Sarney, antes alvejado por essa mesma mídia e ganha fôlego, abre o cenário hoje, na tal inquérito que a FOLHA menciona.

Mais ou menos como se um monte de chefes mafiosos decidissem eliminar um perigo, um inimigo, um intocável, se agrupassem num determinado lugar e ficassem aguardando uma senha. Tipo assim, “garotas de Berlusconi”. “filhos de FHC” (não que isso importe, o problema é outro, é esconder e tentar criticar adversários com esse tipo de argumento).

Aí começa o tiroteio.

Será que alguém faz idéia do número de jornalistas demitidos ao longo da história por terem se mantido íntegros? Não precisa ir longe, no ESTADO DE MINAS, em Belo Horizonte, a pedido de Aécio ou da irmã querida do governador? Ou em São Paulo, a pedido de José Jânio Serra?

De profissionais humilhados por se recusarem a mentir?

Bonner não está nesse meio. É mentiroso por vocação, aceita e cumpre o papel e ainda deixa que você, que ele chama de Homer Simpson, trata como abóbora, escolha a gravata do dia.

E um monte deles. Jabor, Miriam Leitão, Alexandre Garcia, Délia Ortiz, Lúcia Hippolito, Eliane Catanhede, todo um exército de pistoleiros à disposição de Capones de maior ou menor porte, seja Marinho, seja Frias, seja Mesquita, seja Civita.

A grande mídia não é uma fábrica de chocolates como no filme. É uma fábrica de mentiras, montadas na estrutura de uma sociedade de espetáculos em que somos aqueles que entramos com as cabeças cobertas por abóboras nas receitas da especialista em flora e fauna Ana Maria Braga, a conservada senhora em formal e que nos brinda com um louro mecânico sempre pronto para salvá-la de cada mancada, cada barbárie.

A mídia é isso. Um braço de interesses maiores.

E Cesare Battisti é só um bode expiatório dessa gente.

A Lanterna Mágica - de Urda para o Assaz. Pq. Juntos Somos Fortes

Sexta-feira, 20 de novembro de 2009



A lanterna mágica
http://assazatroz.blogspot.com/2009/11/lanterna-magica.html


Urda Alice Klueger



Era uma noite fria de 2004, um pouco antes de chegar o frio brabo, no planalto catarinense, lugar onde até neve cai, e era uma noite de grandes acontecimentos, onde 500 famílias ocupavam e tomavam posse da terra do maior latifúndio deste meu estado, que um dia fora uma fazenda dedicada ao reflorestamento, mas que agora, em tempos de neoliberalismo, não passava de terra arrasada. O lugar ficara tão abandonado depois que seus indefinidos proprietários internacionais o esqueceram, que a pequena cidade de São Cristóvão do Sul praticamente falira: as pessoas tinham ido embora, a escola tinha fechado, A IGREJA TINHA FECHADO, e era a primeira vez na minha vida que eu ouvia que uma igreja fechara, daí o meu espanto! Daí, também, a grande receptividade no escuro da madrugada , com as autoridades regionais de braços abertos, esperando aquela ocupação que vinha trazer gente para salvar aquele lugar do mundo que até o Capital esquecera – e eu tinha o privilégio de estar lá, apoiando aquela gente, e penso que nem em toda a vida irei lembrar do tanto que há para contar sobre aquela noite!



Pelas três, quatro da madrugada, deu-se a grande ocupação – era inverno, amanhecia tarde, faltava muito, ainda, para o dia chegar, e aquela gente que tinha como rumo único a solidariedade e o sonho de uma terra para plantar, acostumada que era a viver sem coisas como luz elétrica tratava de se organizar, e por todos os lados surgiam lanternas que começaram a iluminar o imenso campo devastado. Como os demais, eu vagava por ali, esperando a chegada do dia e vendo os vultos escuros. As lanternas que estavam com as pessoas tinham os mais diversos modelos e formatos: iam desde as mais sofisticadas, aquelas que se usam em luxuosas barracas de grandes famílias, no verão dos campings, alimentadas não-sei-a-que, até... bem, até aquela como nunca vira na minha vida, a não ser parecidas, existentes em desenhos ilustrativos de histórias infantis que se passavam antigamente em países cheios de neve. É melhor explicar logo: alguém pegara uma lata dessas de conserva de pepinos ou de pêssegos, cortara um quadradinho na parede da lata, fizera uma alça de arame, e lá dentro da lata acendera uma vela. Era um homem que a segurava – as paredes de lata impediam que a vela fosse apagada pelo vento, e aquele pequeno quadrado era uma janelinha de luz que liberava sua luminosidade quase que em forma de cone, ampliando-a – e o dono da lanterna sabia manejá-la muito bem, direcionando a luz para onde bem lhe aprouvesse.



Fazia um frio danado e a manhã tardava a chegar. Zanzando por ali tudo, acabei me aproximando do homem da rusticíssima lanterna, curiosa com o funcionamento dela. Na pouca luminosidade daquela madrugada, o homem me mostrou a praticidade dela, falou do baixo custo para mantê-la, essas coisas que costumam ser faladas por quem está acostumado a viver com quase nada.



A mulher do homem se juntara a nós, e eram ambos seres muito maltratados pela vida, envelhecidos – imaginei que tivessem já seus quarenta anos.



- Quer ver nossas crianças? – o homem perguntou, direcionando sua luz precária para um colchãozinho infantil que descansava na grama, escondido sob um cobertor de lã. Com muito cuidado, ele e a mulher levantaram parte da lã... e sob ela dormiam SEIS criancinhas, uma escadinha que ia de zero a sete anos.



- Perdemos uma... – o homem se emocionava, iluminando seus tesouros com aquela lanterna mágica que me atraíra.



- Que aconteceu?



- Ficou doente. A gente não tinha como tratar. Morreu – e tanto ele quanto a mulher ficaram ali, inclinados e tristes, chorando um no ombro do outro. Tinham seis anjinhos ali dormindo naquele colchãozinho, mas sentiam falta daquele outro que partira – já não eram completos; uma parte deles lhes fora tirada pela pobreza, ficara no meio do caminho, quebrara-se a sua cadeia da vida. Estavam tão tristes assim chorando naquela iluminação precária, que procurei desconversar.



- Vocês são de onde?



- Vim do interior de São Paulo, dona. A mulher eu roubei no Paraná, faz sete anos! Ela tinha 14 anos! – a alegria lhes voltara com aquelas lembranças quase que de capa-e- espada, provavelmente a única grande aventura das suas vidas. Agora riam seus risos desdentados e feios de quem só conhecera a dura pobreza extrema, e então fiz a conta, considerando a criança mais velha:



- Mas então tu tens 21 anos...



Sim, aquela mulher maltratada, envelhecida prematuramente, só tinha 21 anos, um marido decerto um pouquinho mais velho, e o colar incompleto de seis crianças que eram as suas pérolas. E juntos, os dois tinham aquele colchãozinho infantil, um cobertor, aquela lanterna – e um sentimento enorme que os unia.



Fiquei ali, parva, pensando como poderiam sobreviver aquelas oito criaturas se não tivessem se amparando uns aos outros dentro daquele movimento que clamava pela justiça do fim das capitanias hereditárias.



Nunca me esqueci daquela família com sua lanterna mágica, seu amor tão grande até por aquele anjinho que voara embora, aquele anjinho que fazia falta no colchãozinho onde dormiam outros seis.



Penso que se passaram uns três ou quatro anos até encontrar aquele homem de novo. Era de dia, mas o reconheci. Desta vez, como eu, ele estava de apoiador para um povo inteiro em risco de vida por conta de um fazendeiro pestilencialmente mau. Rimos um para o outro, e perguntei por sua mulher, pelas crianças. Todos estavam bem, e agora TINHAM A SUA TERRA! Ele me disse o nome do assentamento onde moravam, e eu sabia que aquele era um lugar bom, onde as pessoas estavam conseguindo viver felizes.



- Dona, lá dá de tudo! Tem feijão, tem milho, tem melancia... e as vacas, dona, eu estou criando vacas! É a coisa mais linda! Já tem leite para vender, e nunca mais que as crianças ficaram sem leite!



Foi a maior alegria encontrar de novo aquele homem que possuía uma lanterna mágica, agora seguro e bem alimentado! Decerto sua mulher rejuvenescera também, no novo regime de leite, manteiga e tantas melancias, “olha dona, precisava ver cada melancia!”.



De vez em quando eu fico lembrando do homem que tinha aquela lanterna única. E então penso também no punhado de bobões que acredita na imprensa que se curva diante do Capital e se posiciona ao lado dela, falando as maiores barbaridades contra quem procura seu direito à terra, sem ter nenhum conhecimento sobre o que seja verdade ou não. Daí eu sei que sempre vou poder contar com aquele homem e a sua família. Há uma lanterna mágica a nos unir para sempre.



Blumenau, 09 de Novembro de 2009.



Urda Alice Klueger, escritora e historiadora, colabora com esta nossa Agência Assaz Atroz



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Para retomar a ideologia, vote certo na PED

Petistas afiam discurso de guinada para a esquerda

 http://www.youtube.com/watch?v=yntnSPruH9c


Seg, 16 Nov, 08h30



Com a pré-campanha eleitoral na rua, o PT afia, em discursos e documentos, uma linguagem que estava aposentada e não encaixava no figurino de um governo cada vez mais politicamente centrista. Com inflexão esquerdista, os petistas ressuscitaram o velho Consenso de Washington e até a ideia de um "projeto democrático, popular, nacionalista e internacionalista, de inclusão e participação popular". A ampliação do papel do Estado virou lugar comum nas declarações dos ministros.

Na semana passada, essa guinada deu o tom no debate em torno do apagão de energia, ocorrido na última terça-feira, quando foi feita comparação com a crise do setor durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. "Aves de rapina não se aguentam de alegria pelo blecaute de ontem. Confundem o incidente com a falta de energia que parou o Brasil em 2001", rebateu o presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), no dia 11 em seu twitter, classificando como "incidente" a falta de luz que atingiu 18 Estados.

Antes desse problema, a comparação sobre os modelos de governo Luiz Inácio Lula da Silva e FHC já vinha sendo promovida pelos petistas em outras áreas. Considerado como um dos pontos centrais da campanha presidencial de 2010, o tema pré-sal é tratado como assunto de máximo interesse estratégico. Por conta disso, tornou-se simbólico para exemplificar a nova visão de fortalecimento do Estado pregada por governistas e pelo presidente Lula.

Em resolução aprovada por uma comissão da Executiva Nacional do PT, no dia 3 de setembro, o partido faz a defesa dessa linha de ação e provoca nova comparação com os rivais de campanha. "O lançamento do marco regulatório do pré-sal repõe o debate essencial: as opções estratégicas colocadas para o Brasil e o papel do Estado", diz o texto. "Decorridos quase sete anos de governo Lula, depois dos 12 anos de neoliberalismo, o confronto entre projetos tem contornos compreensíveis para largas parcelas do povo brasileiro." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. taqui o link


http://br.noticias.yahoo.com/s/16112009/25/politica-petistas-afiam-discurso-guinada-esquerda.html




ESQUERDAAAA...VOLVER!
 
Por causa da infeliz realidade do ES, meu estado, não posso deixar de me colocar aqui.








Sou petista de Útero, ou desde o útero.



Filha de resistente, de presa política ( minha mãe , presa pela primeira vez em 1964, após invadir uma delegacia no interior do ES e deixar o delegado preso, ), perdeu a primeira filha em março de 1968, quando aos seis/sete meses de gravidez ,foi mais uma vez presa e torturada. Ficou poucos dias em cárcere, pois sobrinha de senador, contou com auxilio para seguir em liberdade, mas lutando. Menos de um ano após, nasci.



Entre idas e vindas, muito se perdeu na minha memória, bloqueada, ainda hoje. Mas não me sai a imagem de tantas vezes fui álibi de articulações, estratégias e encontros , alem de manifestações com movimentos sociais, culturais e sindicais.



Ainda criança, vi muitos companheiros ( que na época nem sabia quem eram e o por que estavam ali) transitando nas madrugadas por minha casa.







Vi , a luta para constituírem a CEBs. Era o ES o auge do que podemos chamar ENCONTRO de estrategistas,cabeças pensantes, “também tanta gente boa reunida...”. Estavam lá :Frei Beto, Leonardo Boff, padres franceses, religiosos luteranos, Zé Rainha, Iryni, Vitor Buaiz, Perly Cipriano, Rogério Medeiros, Graça Tardin ( essa , minha mãe) e tantos militantes mais.



Vi sangue, torturas, machucados. Mas...vi determinação,ideologia. E isso valeu , vale ainda hoje.



Vi a PRO CUT ser organizada e dali sair a CUT. Vi nascer a idéia do PT e vi cria-lo. Muitas vezes, ainda criança, fui passar domingos num hospital de "loucos", sanatório, acompanhando várias das visitas feita pela Graça e seus companheiros, a fim fiscalizar , combater e denunciar as praticas de tortura a presos políticos, baderneiros e internos comuns. Outras tantas coisas devo ter visto, e sei por narrativas de alguns companheiros,que as vi. Ainda hoje , minha memória bloqueia esses fatos ou muitos desses fatos. Vai saber o pq.



E criada nesse meio, não poderia ter aprendido nada diferente de que:

NAVEGAR É PRECISO, VIVER NÃO.

Hoje, numa época mais dissimulada e “democrática”, sigo vendo, aprendendo e militando. Tudo conforme o que aprendi e valorizo.

Então falo: VALE A PENA, apesar dos pesares , a LUTA IDEOLÓGICA. E aos que são pela fisiologia , ou visam “ o seu lado”, não sou contra e apoio, apoio falando : Tudo bem ... mas então vc. Deverá ser FILIADO ( militante é outro papo) a partidos como PSDB, PMDB,PPS...um “p” de aluguel qualquer. Mas no PT não.





Filiei-me muitos anos depois ao PT, um convite assinado por Perly e Iriny, que reencontrei ao participar, trabalhando, de uma campanha onde o PT era aliado.







Hoje, falo aqui isso, para lembrar ao diretório estadual do PT ( não posso considerar aquilo PT) que muitos tombaram e assim, muitos ficaram testemunhas do suor,do sangue , da luta e da dignidade para se construir o PT . A base da construção do PT, teve no ES um participação de destaque,vanguarda. Porem não se enganem e nem pensem o contrário: Foram muitos os casos como o que expus acima. Muitas Graças para que USURPADFORES, VENDIDOS, cheguem e derrubem uma história de lutas.







COMPANHEIROS, ressuscitemos o espírito de constituição que deu Origem ao PT e vamos eliminar esses usurpadores para que não destruam o que é ser de fato PETISTAS.

Escolham dia 22 de novembro, candidatos que representam de fato uma retomada com o partido.



Eu sou capixaba -ES e para retomar o PT de fato, votarei assim:



Iriny Lopes- AE Presidente Nacional do Partido

Perly Cipriano - Presidente Estadual do PT





E vale colocar aqui que: Pesquisas realizadas no ES apontam 50% de indecisos. ( MALDITAS CAMPANHAS DE FILIAÇÃO EM MASSA, isso não é coisa de PT e maldita o fim de formação partidária no PT)



Também vale lembrar que no ES, a luta é para vencer os "petistas" aliados ao governador fascista e ao DEM/PSD, que para concorrer nas eleições estaduais trocou de migrou pro PMDB( tucano é assim: vai na onda do vento). Dos candidatos a presidencia estadual, dois são petista de fato, de ideologia: Perly e Baioco

E ideologia é isso: Não se deixa vencer por projetos pessoais ou fisiológicos.Em prol do ideal, Baioco renuncia e passa a apoiar Perly. Por essa razão, parabenizo aos candidatos da estadual : Perly e Baioco, que juntaram a candidatura



GRANDE BAIOCO, obrigada pela lição que nos faz sermos cumplices: IDEOLOGIA SIM! Esse é o PT



E que a IDEOLOGIA, SEM MEDO DE SER FELIZ, vença esse PED no Brasil inteiro



A LUTA COMPANHEIROS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!1

As "Farpas" e análises de deus- Geraldo Vasconcelos - 20/11/09

...quem tem uma filha maravilhosa (minha bellzinha!), q, ao telefonar tarde da noite, ela, desempregada, responde q está lendo Dostoievsky e n é ‘ crime e castigo’ e nem ‘irmãos Karamazov’?
...ela, mesmo nessa condição, ainda se preocupa c batistti...ainda lê caros amigos e Le monde diplomatique...é uma dádiva...hum...fraternidade, etc, dísticos burgueses

...ah! Marx n gostava de maionese!...n assisto TV...podem me ligar ou acessar a noite (mas geralmente estou a ‘sonegar’...eu me ligo a noite no mundo, na vida...)...dizem q sou leitor de orelhas (minha filha...)...mas já li tanta coisa, o universo me pertence!...e o infinito é pouco p mim!...ah! um dia sonhei-me Deus...
vou transcrever alguns dos Meus pensamentos:
 “Quer ir embora, perguntei.

Não sei. Você acha melhor eu ir?
Talvez fosse bom.
‘ela’ nesse instante, com o olhar turvo, não resistiu: uma única e furtiva lagrima. Mas tentou resistir:
Tem a mala.
Eu levo.
Nesse caso, prefiro ir logo.
Começou a arrumar ‘suas coisas’, blusas, cosméticos, peças íntimas. ‘Nossas’ cartinhas (ela queria ‘recordar’).
Eu te levo até a porta, disse.
Lá você me arranja uma condução?
Claro.

Nossa despedida há um mês. Parecem milênios. Será que ‘ela’ volta um dia?”

“’Ela’ se foi. Como o poeta cantou um dia, eu também estou sentado num café e choro.”

“Como também diria o poeta ‘saudades ‘daquela’ professorinha que me ensinou o bê-a-bá e todos aqueles ‘truques’...naquele tempo, creio, eu era feliz e não sabia...(pois ‘ela’ também me ‘ensinou’ a viver...só que eu não aprendi). ‘Ela’, jovem, bela, um par de belos seios, pernas lindas, um corpo delicado e frágil, terna e meiga, sempre com uma alegria infantil e inocente, ‘ela’ conquistou-me. O que eu deveria fazer agora? (Mas eu sou Deus!!)”

“...mulher é bom, viver também...(mas eu não vivo, eu existo – e esse é o meu problema!)”...
Mulher é um buraquinho entre as pernas e o homem uma saliência entre as pernas. Só. Para q complicar?

“...pois a minha paixão apagou-se justo num domingo de carnaval (era uma esquina deserta perto ‘daquele’ café engordurado – e nem ao menos chovia)...”

“Pensei em telefonar-lhe. Minha mão avançou, trêmula, receosa, sobre o aparelho mas o orgulho fez-me parar. Afinal, eu sou Deus! (...se, como disse alguém, a ‘nossa’ paixão seria impressionista, a ‘nossa’ saudade seria surrealista?)”

“Voltou. Alegre, esfuziante. Parece uma gazela. Chamou-me do portão “Deeeeuuuusss!”. Creio que estou feliz. (um dia eu quis possuir o seu sentimento, seus ‘amores’, suas ‘paixões’. Invejava-a, confesso. Gostaria de sê-la, na verdade. Mas na verdade apenas amava-a.)”

“...pois ‘minha’ dimensão, ‘meu’ mundo torna-se as vezes denso e cheio (‘lotado’); a cada segundo observo o resultado de milhões e milhões de segundos, são instantes e mais instantes reunidos, agrupados em torno de um único momento, um átimo prenhe de significados...

...pois eu vivo uma realidade condensada, resumida, grávida: o meu dia, por exemplo, eqüivale a mil dias ‘normais’, ‘comuns’ (como se a ‘minha’ hora correspondesse a mil horas corriqueiras)...

...de fato, sinto-me envelhecido (sempre!), idoso a cada momento sobrevivido, como se pressentisse (intuitivamente) que ao viver cada momento, na realidade estaria existindo um grande e imenso (e extraordinário) resumo de bilhões de momentos...

...sei...sei muito bem que há aqueles que alargam e elastecem suas existências em muitos e muitos anos ‘aguados’ e ‘ralos’, vivem uma existência imensa e gigantesca (quantitativamente) repleta de episódios e acontecimentos insignificantes e desprezíveis. Suas vidas, é triste, assemelha-se a uma imensidão oca e branca.”

“E não me iludo, todavia, sou um Deus deste tempo, desta dimensão. Eterno e onipotente sim, mas dentro dos limites desta dimensão. A minha dimensão. É o meu tempo, a minha realidade, a minha conjuntura, nela - e apenas nela - sou tudo, sou o Todo. Minha onipotência restringe-se, portanto, aos limites da minha infinitude. Sou o Todo, sim, mas unicamente dentro do meu Todo, se é que me entendem.”

“....eu, só, no universo e a minha

Ah!...sobre o PC do b...em 71 tentava realizar uma panfletagem num colégio público de salvador...seria numas das alas do Central, tradicional na Bahia... nessa época já havia um certo namoro entre o PC do b e a AP, em q eu militava como massa...no dia marcado dirigimo-nos ao prédio e...o companheiro amarelou!...me abandonou no intervalo de aulas cheio de panfletos!...considero isso um ‘trauma de infância’....em 75, participando do M.E., soube q havia uma tal de guerrilha do Araguaia...eram uns bilhetinhos telegráficos distribuídos clandestinamente pedindo apoio a guerrilha q, desde 72 já havia sido genocidada...pedindo apoio a um morto!...bom, coisas de estudante...

Minha nandinha, minha patroa (sou seu assalariado agora, lembrou? Quero meus direitos trabalhistas!), favor n colocar nesse blog ninguém fascista! Admito até um capitalista inteligente – eles existem, incrível!) mas fascista jamais! ‘no passaron!’

ATT DH: Ditadura no Brasil massacrou mendingos. Esse é o estado de Direito defendido por FHC e Gilmar Mendes.

Filme brasileiro denuncia massacre de mendigos nos anos 60 no país

http://br.noticias.yahoo.com/s/20112009/40/entretenimento-filme-brasileiro-denuncia-massacre-mendigos.html
2 horas, 8 minutos atrás


Viña del Mar (Chile), 20 nov (EFE).- O Festival Internacional de Cinema de Viña del Mar exibiu hoje a estreia mundial de "Topografia de um desnudo", obra prima da brasileira Teresa Aguiar, que denúncia uma operação de extermínio de mendigos pela polícia no Brasil nos anos 60.

Baseado no roteiro homônimo do dramaturgo chileno Jorge Díaz, o filme retrata a "operação mata-mendigos", como foi denominada na época, como um processo de limpeza social às vésperas da visita da rainha Elizabeth II da Inglaterra ao Brasil.


O saldo da operação, prévia ao golpe de estado de 1964 que derrubou o presidente João Goulart, foi de mais de dez indigentes torturados e assassinados, que dias depois apareceram flutuando nos rio Guandu e Guarda.

O encontro da diretora com a obra do chileno ocorreu em 1972, quando Aguiar visitou Manizales, na Colômbia, para fazer um espetáculo teatral, e onde, por sua vez, estava sendo apresentada também a "Topografia de um desnudo".

"Para nós foi uma surpresa. Não conhecíamos esses casos. Falei várias vezes com Jorge Díaz por telefone e perguntei a ele: como o senhor ficou sabendo disso? Ele só encolheu os ombros", relatou Aguiar em entrevista à Agência Efe antes de partir a São Paulo, onde nesta mesma sexta-feira estreia o filme no Brasil.

"Quando chegamos ao Brasil, o traduzimos. O texto foi retido pela censura durante 15 anos. Depois começou a luta contra a censura econômica, que é a que nos impede fazer tudo na vida", explicou Aguiar, quem demorou 25 anos para levar a obra à telona.

Diante dos preparativos para a realização do Mundial de Futebol e das Olimpíadas no Brasil, Aguiar criticou que está ocorrendo uma situação parecida nas ruas, de onde, segundo conta, "a Polícia recolhe os mendigos quando os responsáveis internacionais por estes eventos circulam pelas capitais".

Nosso grito de guerra é o seguinte: com mendigos na rua não há Olimpíadas nem Mundial de Futebol. Falarei em 22 de dezembro, em um ato em que fui convidada e em que estará Lula (o presidente Luiz Inácio Lula da Silva) assinará um documento para que os direitos das pessoas que vivem na rua sejam preservados", assinalou a cineasta.

"Não sei qual será meu futuro depois disto, mas eu direi bem claro", acrescentou.

Como professora de arte dramática, a diretora levou inicialmente a obra aos palcos teatrais de São Paulo, mas finalmente decidiu transferi-la para o cinema com uma "grande motivação": "discutir esse problema com mais pessoas".

É protagonista no filme o ator Lima Duarte, que após a projeção do filme destacou a necessidade de divulgar fatos como estes para que não voltem a ser repetidos.

Na introdução do texto de Díaz, homenageado no Chile com o Prêmio Nacional de Artes Audiovisuais e da Representação em 1993, o dramaturgo assinala que "a obra está baseada em um fato real ocorrido no Brasil na década de 60, e que os jornais informaram na época".

"É um testemunho livremente concebido que não pretende reproduzir rigorosamente os personagens nem os detalhes do ocorrido, mas os fatos poderiam ocorrer em qualquer país onde se encontre injustiça, repressão e violência", adverte o também autor de "El cepillo de Dientes (A escova de dentes, em livre tradução)". EFE

O NASCEDOR - Para refexão e luta


O Nascedor




Por que será que o Che

tem esse perigoso costume

de seguir sempre

renascendo?

Quanto mais o insultam,

o manipulam

o atraiçoam, mais renasce.

Ele é o mais renascedor de todos!

Não será porque o Che

dizia o que pensava,

e fazia o que dizia?

Não será por isso, que segue

sendo tão extraordinário,

num mundo em que

as palavras e os fatos

raramente se encontram?

E quando se encontram,

raramente se saúdam,

porque não se

reconhecem?



Eduardo Galeno (Uruguai)
Enviado Por Ev. Chavez

DANÇARINAS E JURISTAS

DANÇARINAS E JURISTAS
Laerte Braga

“Não me parece que o Brasil seja conhecido por seus juristas, mas sim por suas dançarinas. Portanto, antes de pretender nos dar lições de Direito, o ministro da Justiça faria bem se pensasse nisso não uma, mas mil vezes”. A afirmação foi feita pelo deputado italiano Ettore Pirovano, da Liga Norte, partido de extrema direita Referia-se à decisão do ministro da Justiça Tarso Genro de conceder a Cesare Battisti o status de refugiado político.

Um dos pontos chaves da plataforma do partido desse deputado é a divisão da Itália. O norte, mais rico e o sul, mais pobre.

A primeira dançarina que o embaixador italiano contratou no Brasil foi Gilmar Mendes, funcionário de Daniel Dantas e posto por conta da irresponsabilidade do chamado estado democrático, na função de presidente do que deveria ser a corte suprema de justiça.

Michele Valensise ao retornar ao Brasil, havia sido chamado pelo governo (governo ou filme pornô?) de Sílvio Berlusconi em atitude de protesto contra a decisão de Tarso Genro, visitou Gilmar Mendes. Como convém a esse tipo de “visita”, entrou pela porta dos fundos do camarim da dançarina preferida de Daniel Dantas.

Levou flores, perfumes e uma garrafa de bom vinho italiano com certeza. E outros mimos, lógico, dançarinas como Gilmar adoram aquele negócio de dançar agarradas a um mastro (epa!) e ir juntando os dólares que são jogados pela platéia. Guardam estrategicamente no sutiã ou na parte debaixo, digamos assim, pudicamente, do modelo duas peças que usam.

Daí a somar outras dançarinas e complicar a situação tentando subverter a constituição, não foi tão difícil assim. As luzes e neon italianos, naturalmente tudo acrescido de presunto de Parma e queijos os mais variados, fizeram com que todos terminassem no reservado do gabinete e uma grande farsa fosse montada para justificar aquela noite de excessos e libações.

Lembra as casas de banho dos imperadores romanos.

Desde os dois habeas corpus concedidos a Daniel Dantas, a impunidade em torno de suas negociatas com o tal instituto que montou para vender diplomas, empregar outras dançarinas, inclusive supostos repórteres de tevê (da GLOBO lógico, Eraldo Pereira e receber verbas públicas em convênios fajutos, Gilmar se acha a primeira dançarina da companhia e acredita que suas curvas lhe dão o direito de submeter o Brasil ao regime podre e fétido do tucanato DEMocrata. É muito silicone.

Boa parte de culpa nesse strip tease é do governo Lula que aceitou passivo as falsas denúncias feitas pela mídia corrompida (VEJA) no caso de gravações inexistentes no gabinete da dançarina em epígrafe, desmontando um trabalho extraordinário do delegado Protógenes Queiroz e por extensão, todo um processo posto em marcha na Polícia Federal contra esse tipo de prostituição, a pior de todas.

A frase do deputado Ettore Pirovano, por exemplo, jamais foi citada pela REDE GLOBO, ou qualquer veículo do grupo, sabidamente uma agência estrangeira em ação no País.

Em contrapartida William Bonner, porta-voz da boate BBB, uma espécie de conglomerado FIESP/DASLU, PSDB, DEM, latifundiários, grandes empresários e banqueiros, compareceu ao programa de Maria Beltrão para discorrer sobre como mentir e formar Homer Simpsons em série, abóboras, permitindo que os telespectadores escolhessem a cor da gravata que a ser usada na edição do JORNAL NACIONAL (NACIONAL deles, nunca é demais lembrar).

Você escolhe a gravata de Bonner, especialistas tecem comentários em torno das gravatas oferecidas como opção e Bonner fala as mentiras de todo o dia, secundado por figuras como Miriam Leitão, engravatado e enfarpelado pelo próprio “abóbora”. O falecido Jô Soares costumava dizer quando vivo que “homem de gravata eu respeito”. Deve ser por aí.

Cesare Battisti é só o bode expiatório de um processo bem mais amplo. A face visível de um jogo sórdido transformado em espetáculo, como convém aos dias atuais. Gilmar no mastro principal, tudo a média luz e Cezar Peluzo em performances de acrobacia jurídico/dançarina.

Não contavam com Marco Aurélio Mello no tipo batida policial desmontando toda a jogatina e toda a prostituição que rolava na aparente agência funerária, quer dizer, corte suprema.

Nem por isso Gilmar se deu por vencido. Já anunciou que o caso pode ter novos desdobramentos, ou seja, mantém a disposição de continuar dançando e se for o caso ir tirando os adereços até a nudez total, sem o menor constrangimento, está lá para isso.

Na Vila Mimosa tem mais respeito, é proibido cuspir no chão, que dirá travestir-se de ministro do que deveria ser uma corte suprema.

O presidente da República só tem uma opção. Conceder o status de refugiado a Battisti, ou se for o caso, até de exilado, já que demonstrado à larga que por trás de todo esse tango Fernando Henrique Cardoso andou na cozinha e colocou a cozinheira no Senado em troca do silêncio.

Do contrário deixa claro que foi seduzido pela dançarina Gilmar Mendes e a bota vai lhe ser aplicada da forma mais vergonhosa possível, como tacão fascista, no lugar mais humilhante já imaginado.

A sentença que condenou Battisti na Itália usa trinta e quatro vezes, o ministro Marco Aurélio citou isso em seu voto, a expressão “crime político”. A presença acintosa do embaixador da Itália na primeira mesa do salão principal da boate fere a soberania brasileira, tanto quanto a declaração estúpida do deputado Ettore Pirovano.

As declarações do presidente do Senado José Sarney “recomendando” a Lula que cumpra a decisão do STF fazem jus a uma velha mundana, já desdentada e ornada por bigodes imorais, que montou praça na política e vendeu tudo o que podia, como se deixou comprar todas as vezes que a relação custo despesa lhe era favorável.


Existem determinados momentos na vida que ou você passa batido e nem olha para o lado, do contrário vira estátua de sal. Não é o dilema de Lula.

É só ser Lula, nada além disso.

A empreiteira responsável pela parte que desabou do Rodoanel em São Paulo, obra superfaturada e contribuinte da caixinha tucana, havia sido desqualificada de mentirinha no primeiro lance da licitação. Associou-se a uma das ganhadoras e segundo um engenheiro disse hoje, empregado da firma, não usou sequer material de segunda, mas de quinta. Não vai dar na GLOBO.

O destaque vai ser a gravata de Bonner. E a culpa é da falta de ranhuras nas pistas do aeroporto de Congonhas.

Dizer que as instituições ditas democráticas estão virando um circo é ser injusto com o circo e os que ali trabalham. Um prostíbulo, é faltar com respeito a mulheres que são pegas em condições desfavoráveis de trabalho.

Mas dizer que está uma bagunça não ofende ninguém. E que a boate da dançarina Gilmar Mendes está fora de qualquer padrão que se possa imaginar como mínimo de justificativa, é só estar constatando uma realidade.

Cinco dançarinas e quatro ministros.

Velhos tempos de Adauto Lúcio Cardoso, Hermes Lima, Evandro Lins e Silva, Vitor Nunes Leal, Ribeiro da Costa, Aliomar Baleeiros, Bilac Pinto que, a despeito de estarem à esquerda ou à direita sabiam que o STF não é lugar para dançarinas com todo respeito e toda reverencia a todas as dançarinas.

Só se espera que Lula não caia no conto dessas sereias falsificadas e com perfume italiano de quinta categoria.

Pela dignidade do Brasil.

Quem sabe na próxima Gilmar não permite aos brasileiros escolher a cor do biquíni a ser usado no show?

E antes que me esqueça, o novo filho de FHC também virou empregado do Senado.

Quem sabe?

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Cópia do documento da Força Aérea dos Estados Unidos




Cópia do documento da Força Aérea dos Estados Unidos




Recebido da amiga Aline e divulgando



"Caros



Ontem a tarde o Deputado Jose Genoino apresentou ao plenario da Camara Federal denuncia quanto a base aérea americana na Colombia.

Trata-se de documentos relativos ao orçamento da força aérea americana, por ela produzidos, onde se demonstra claramente não apenas o carater belicoso do empreendimento contra países "anti-americanos" da America do Sul, como também o risco que oferece a todos os países da America do Sul (chamado por eles sub-continente), por possibilitar operações militares de ataque imediato e invasão do espaço aéreo em todos os rincões do continente salvo Cabo Horn.

Os documentos falam por si.

Em anexo Original e Tradução Livre

Se possível e, caso o senhor concorde, favor divulgue para seus amigos, pois a midia não ofereceu espaço significativo para a divulgação


Abraços,

Aline Presot."

Enviado Por Mario Marsilac
http://www.ousarlutar.blogspot.com/



Entrevista exclusiva de Amorim ao Yahoo: Brasil: o líder regional quer agora jogar entre as potências

Brasil: o líder regional quer agora jogar entre as potências

http://br.noticias.yahoo.com/s/19112009/48/manchetes-brasil-lider-regional-quer-agora.html
Qui, 19 Nov, 02h26
Por Danilo Almeida, especial para o Yahoo! Brasil

Quando o presidente do Irã desembarcar por aqui na próxima semana - a primeira visita oficial de um chefe de Estado daquele país ao Brasil nos últimos 50 anos -, muita gente vai se perguntar sobre os motivos ou protestar contra o estreitamento de laços com uma das figuras mais polêmicas no cenário mundial.




Afinal, Mahmoud Ahmadinejad quer consolidar seu país como líder regional mesmo que isso implique projetos obscuros como o desenvolvimento de tecnologia nuclear, acusações de desrespeito aos direitos humanos e bravatas como o questionamento do holocausto judeu, uma forma de se capitalizar politicamente com a simpatia dos palestinos e a unidade religiosa. Mas, apesar de controvertida, essa pauta tem importância singular. E é aí que a diplomacia brasileira tenta abrir mais uma frente para se projetar entre as grandes potências, afirma o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, com exclusividade ao Yahoo! Brasil.


"Qualquer pretensão de mediação [entre as potências ocidentais e o Irã] seria excessiva, é um processo lento e que envolve vários países, mas estes são aspectos que estarão presentes na conversa sim", diz o chanceler. "O Brasil tem um intercâmbio representativo com o Irã e tem interesse em aumentá-lo. É só quando se tem relações bilaterais bem estabelecidas que se gera uma confiança recíproca, e a partir daí se pode ajudar com alguma facilitação."

Para quem tem acompanhado os últimos anos da política externa brasileira, as boas-vindas ao iraniano representam uma atitude ousada, mas de resultados incertos: podem gerar bons dividendos ou ser um tiro no pé. Certo é que a visita da semana que vem reforça o foco do Itamaraty no multilateralismo e no diálogo.

Assim como recebe Ahmadinejad, o presidente Lula também abriu as portas recentemente ao presidente Shimon Peres, de Israel, país também controvertido, principalmente se for levada em conta a questão palestina (em tempo: o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, também está de visita ao Brasil).


"A base de Guantánamo é criticada mesmo dentro dos EUA, e o Brasil foi contra o ataque no Iraque. Nem por causa disso deixamos de receber ou visitar o presidente George W. Bush", observou Celso Amorim.

Nos encontros com os representantes israelense e palestino, de acordo com fontes diplomáticas, o presidente Lula quer mostrar que o governo brasileiro pode ser uma fonte confiável na busca à solução ao histórico conflito na região. Quanto ao Irã, além do aumento do comércio bilateral, o desafio é parecido, mas tem atores diferentes: investir na relação para se apresentar, no futuro, como um dos possíveis mediadores nas tensões que envolvem as potências ocidentais e Teerã, essencialmente no que diz respeito ao programa nuclear iraniano.

Segundo o secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores, Antonio Patriota, o próprio presidente Barack Obama disse que "parece bom que o Brasil dialogue com o Irã", pois não seria acertado isolar o governo de Ahmadinejad.

'Hardpower'

A proposta de intermediar conflitos e tensões é mais uma ação de um governo que nunca escondeu de ninguém o objetivo de conquistar um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU. "Está mais perto do que há quinze anos, quando se discutiam vagas para Alemanha e Japão no Conselho. Hoje se fala muito mais numa entrada de Brasil ou Índia. É muito complexo mexer na questão da segurança dos Estados, mas as coisas mudam. Estamos caminhando, mas não tenho uma bola de cristal para dizer quando isso (a conquista do assento permanente) pode ocorrer", afirma Celso Amorim.




A favor, ainda, o carisma do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, celebrado internacionalmente - só neste ano, homenageado pela Unesco e por um respeitado instituto de assuntos estrangeiros do Reino Unido em função de iniciativas pela "paz, justiça social e política econômica".

"O Brasil tem muito o que em geopolítica se chama de 'softpower', que é a capacidade de dialogar. Mas essa ação é pequena, tem poder limitado", analisa o embaixador e ex-ministro da Fazenda Rubens Ricupero. "Ainda faz a diferença o 'hardpower', que é a capacidade militar ou o uso de meios econômicos para se alterar uma conjuntura."

Para mostrar sua força mais "hard", o Brasil chefia desde 2004 a missão da ONU para estabilizar politicamente o Haiti, chamada de Minustah, que envolve quase 10 mil homens de diversas nações. Também surpreendeu o mundo, em setembro último, ao oferecer abrigo ao presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, na embaixada brasileira em Tegucigalpa, 'comprando a briga' com o governo que o derrubou.


"É preciso discernir, no entanto, uma ação de outra", observa Ricupero. "No Haiti, é louvável, faz parte desse ativismo em nome da cadeira no Conselho de Segurança da ONU. Mas a diplomacia brasileira sofre de um excesso de protagonismo em outras situações. É fora do nosso alcance querer assumir uma posição de mediação em Honduras, o Brasil sempre teve pouca presença nos acontecimentos da América Central. Poderia sim apoiar o presidente Zeyala, mas deveria ser de um modo mais discreto. A mesma coisa em relação a uma suposta pretensão em mediar diálogos entre as potências ocidentais e o Irã: o Brasil não tem cacife para isso."

Para o ministro Celso Amorim, críticas são um "ótimo" sinal, "pois há pouco tempo a política externa brasileira sequer era percebida". "Muitas [críticas] têm a ver com uma visão pequena do Brasil. Mas não é o que se tem lido nos jornais anglo-saxões [uma referência a recentes reportagens elogiosas no inglês Financial Times e na norte-americana Foreign Policy], que é o que esses críticos leem."

Críticos que também acusam algumas contradições: ao passo que a diplomacia brasileira tenta se projetar em assuntos globais, não dispensa a mesma atenção a questões regionais como a animosidade entre Venezuela e Colômbia ou o impasse entre Uruguai e Argentina em torno da construção de uma fábrica de celulose na fronteira entre os países.

"Problemas entre países são normais, algo comum, e nem tudo se consegue resolver ou evitar", pondera Amorim. "Mas em relação a Colômbia e Venezuela, você tem de distinguir a existência das bases militares dos EUA, algo preocupante para toda a região. A presença de forças estrangeiras é o mais grave, pois, entre outras coisas, agrava tensões já existentes."

Comércio exterior

O aumento do poder de barganha brasileiro no cenário internacional tem muito a ver com a retomada econômica de um país hoje capaz de sair de uma crise mundial sem sofrer muitos abalos, como ficou recentemente comprovado. Diversos fatores explicam esse conforto, e um deles é a diversificação comercial. Um país que, até pouco tempo, via nos Estados Unidos o único grande parceiro percebeu ricas fontes de intercâmbio com os próprios vizinhos de continente e também com países em desenvolvimento como Rússia, Índia, China e África do Sul. Antes, encampou a briga para que não fosse estabelecida a Alca (Área de Livre Comércio para as Américas), acordo que previa polpudas vantagens aos norte-americanos.

Com a economia norte-americana quase em colapso por causa da turbulência, não exige muito esforço imaginar quais consequências teria o Brasil caso insistisse nos EUA como a grande referência para se fazer comércio. "Mesmo os críticos reconhecem que o fato de o Brasil ter diversificado os parceiros foi importante para superar a crise", aponta o ministro Amorim. Dados do Ministério do Desenvolvimento mostram que a opção foi acertada: o Brasil movimentou em 2008 - ano em que a crise se acentuou - US$ 371 bilhões em importação e exportação, um recorde.

Na avaliação do economista e ex-presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) Carlos Lessa, "trata-se de uma política externa que procura reforçar a soberania nacional". Diz ele: "Com a crescente concorrência internacional, a diversificação de parceiros econômicos é um sonho assemelhável ao desejo de todos os outros países do planeta. A melhor chance brasileira está na parceria com os países do Sul, porém a melhor credencial brasileira não é a política externa e sim uma retomada do desenvolvimento brasileiro, o que animaria parceiros potenciais. É necessário não esquecer que soberania exige Forças Armadas bem equipadas. O mundo sabe que o recado da política externa brasileira sempre foi na direção da paz e da harmonia".





ENTÃO: BEM-VINDO PRESIDENTE!

As farpas e análises de deus. - Geraldo Vasconcelos - 19/11/2009

As Farpas e análises de deus - Geraldo Vasconcelos(FOTO)
Paulo Francis...saudades do Pasquim, o Pasquim da ditadura...p. Francis e suas idiossincrasias...ex-trotskista, depois comentarista da globo...morreu pobre, massacrado por um processo da Petrobras...lembra-me a esquerda brasileira...assino com amigos e Le monde diplomatique, 2 revistas de esquerda...mas a esquerda não pode querer-se duradoura!...com amigos já dura anos, o Le monde, surgido de uma cisão do velho e burguês Le monde, tb já dura muito...a esquerda não pode se institucionalizar! (vide o PT...)...e o velho e irreverente jaguar? (lembram do ratinho SIG?)...’intelectual não vai a praia, intelectual lê’...essa frase é fruto de uma ‘osmose’ de i. Lessa, p. Francis e Jaguar, criação coletiva...Maria José, ex-deputada do PT baiano, ex-atriz amadora, época da ditadura, fugiu para o pt de Brasília, do Buarque, namoramos fugazmente...onde andas, Maria?...um velho retrato na parede (e dói muito!)...as mulheres da minha vida...Dilminha, q surgiu com um filho, até hoje n sei de quem é, do maridão ou n (n quis fazer DNA)...lembra-me a Dilma, ministra, ex-guerrilheira, agora mulher de grife...mulheres...libido, amor e razão se equivalem?...quase...a depender do momento e do caso a razão ganha...um excerto de uma futura peça (gosto do termo futura, vivo de futuros, de utopias...quimeras...): “O Cabelo

Deve-se lavar o cabelo toda semana, indaga repentina e inusitadamente o professor.

E acrescento, continuou, já emocionado, PODE-SE lavar? Vou + além: TODOS os cabelos? Mais: filosoficamente qual a prioridade desta ação? E seria uma opção ou compulsão?

Os circunstantes, perplexos, quedam os tocos de

velas ainda apagadas e entreolham-se curiosos e

risonhos. Um robusto bebê míope, ainda com olheiras (

pois, coitado, era filho bastardo do burgo mestre; além disso

ele não “conseguia” assobiar alto sem demonstrar

angústia), ensaia um choro muito sentido (pois chovia

forte naquele momento; além disso, curioso, esquecera

os “seus” óculos; mais: esquecera-se!) . um senhor eslovaco, ( c ascendência em Touros!) em grande

dificuldade com a sua única e preciosa gravata lilás (era um triste:

fora, tristeza, injustamente condenado a sorrir

candidamente a sua jovem sobrinha – uma austro-húngara ! –

sempre que ela abrisse com suavidade e delicadeza a

sua sombrinha cor rosa. Revoltado, apela ao tribunal e

perde: deveria agora também sorrir de forma enigmática

e nebulosa todo dia santo as 10:35 horas ao guarda de

trânsito mais próximo, um tal de sargento Silas, subordinado ao tenente Ezequias), o

senhor anuncia, solene e um pouco circunspecto (era

meados de novembro, vê-se; mais:

‘incompreensivelmente’ ainda estava aprendendo a

tossir com discrição e a dissimular suas ilusões), que estava muito , muito

gripado e poderia ir ao médico mas só depois de

decidir se o universo está ou não em expansão (...e

como ‘aquele’ buraco negro seria uma realidade

inexorável, Deus, coitado, sofria solitário: já não

havia querubins para assesorá-lo, bajulá-lo...via-se

perdido, e, estranhamente, alegre...mas, registre-se,

deuses não gargalham, sorriem; e Deuses jamais engasgam! e ‘aquele’ Deus, um

infeliz, um iracundo e ‘erudito’, pois nem sombra tinha (claro, é proibido aos deuses ter sombra...). E se,

lógico, a eternidade (....sempre ‘ela’...)também não

poderia existir durante o fim de semana e aos

feriados e após as 19 horas, perguntavam-se, risonhos, ‘certos’

convidados ( e o odontólogo, presente, aquiesceu, a

contragosto, pois afinal, ‘aquela’ rosa não era a sua;

aliás, as ‘flores’ jamais seriam suas, pensou, com um

suspiro e um riso irônico: era o passado que

retornava, eram as ‘suas’ rosas do deserto, era o seu

verdadeiro amor...; aliás, adiante-se, jamais gostara

de anjos buliçosos ao seu redor, muito menos em dias

de névoa e sem a sua caipirinha). Há, decerto, uma certa opressão no ambiente

(explicável: ninguém ali sabia fitar a felicidade bem

nos olhos ou realizar súplicas em tailandês), uma agonia indefinida e etérea (um pouco

rósea, é verdade e com discreta flagrância de

almíscar e odor de ‘baleia morta’), um gosto pesado de chumbo na boca...basta, por hoje...

Por : Geraldo Vasconcelos - Ex- preso político, crítico do Blog Juntos |Somos Fortes

Um HOMOFOBIA é CRIME. TEM QUE SER PUNIDO o CRIMINOSO, mas... " Adiada votação de proposta que criminaliza a homofobia"

COMISSÕES / Legislação Participativa


18/11/2009 - 18h38

Adiada votação de proposta que criminaliza a homofobia

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) decidiu nesta quarta-feira (18) adiar a decisão sobre o substitutivo da senadora Fátima Cleide (PT-RO) a projeto da Câmara dos Deputados, que pune com pena de um a três anos de prisão a discriminação contra pessoa idosa ou com deficiência e ainda em razão da orientação sexual. O acerto foi para que o texto (PLC 122/06) só seja votado depois da realização de audiência pública.



O debate será mais uma tentativa para se chegar a um consenso em torno do conteúdo da proposta, motivo de controvérsia nos últimos dias, tendo sido inclusive objeto de fortes discursos em Plenário. O presidente da CDH, senador Cristovam Buarque (PDT-DF), concedeu pedido de vista coletiva, para abrir espaço para o debate.



Os críticos do projeto argumentam que, se ele for aprovado, pais e líderes religiosos podem até ser presos por dizer que a homossexualidade é pecado. Na reunião, com grande presença dos membros da comissão, a relatora sustentou que as reações ao projeto levam em conta o texto que saiu da Câmara dos Deputados, e não o seu substitutivo, segundo ela com redação mais simples e objetiva e que atende às diferentes demandas.



A relatora reafirmou, no entanto, a necessidade de medidas para punir condutas que apresentam a intenção explícita, motivada por preconceito, de vitimar pessoas. Segundo ela, essa situação ainda permeia o dia-a-dia de milhões de brasileiros, atingidos em seus direitos básicos, até no direito à vida. Em relação aos homossexuais, ela afirmou que a intolerância é evidente e deixou como saldo, somente no último ano, de 122 assassinatos.



- Se essas vidas não importam, nós poderemos dizer que não existe homofobia no país - declarou a relatora.



Pelo texto do substitutivo, a lei que define e pune atos de preconceito de raça ou de cor (Lei 7.716, de 1989), e que também aborda a intolerância em razão da etnia, religião ou origem, passa a também tratar da discriminação contra pessoa idosa ou com deficiência, por orientação sexual, sexo ou identidade de gênero. Em relação ao projeto da Câmara, houve a inclusão dos idosos e das pessoas com deficiência.



Um dos artigos prevê pena, de um a três anos, para quem impedir, a pessoas desses grupos, o acesso ou recusar atendimento em restaurantes, bares ou locais semelhantes abertos ao público. Outro dispositivo fixa a mesma pena a quem impedir ou restringir a expressão e a manifestação de afetividade em locais públicos e privados abertos ao público entre pessoas desses mesmos grupos.



O dispositivo que mais preocupa os parlamentares opositores ao projeto é o que define pena de até três anos de prisão para quem praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceitos semelhantes. Depois de observar que os livros sagrados de diversos credos condenam o homossexualismo, o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) avaliou que, nos termos previstos no projeto, os religiosos estariam impedidos de fazer qualquer menção a isso.



- Eu não posso ensinar o que está na Bíblia a alguém de minha igreja? Serei proibido? O texto diz que o homossexualismo é uma abominação, mas estarei incitando o ódio se fizer tal menção? - indagou Crivella.



Clareza em questão



Já no início da reunião, o senador Magno Malta (PR-ES) afirmou que o substitutivo havia sido aprovado antes na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) de maneira "inexplicável", tendo sido colocado em votação sem divulgação e acordo prévio, o que foi negado pela senadora Fátima Cleide. Tanto ele quanto Crivella fizeram questão de assinalar que são contrários à discriminação contra os homossexuais. A discordância seria apenas com relação à falta de clareza da proposta, que daria margem a interpretações e punições exageradas.



- Não adianta tentarem passar o recado de que somos homofóbicos, pois não somos - reagiu Magno Malta.



Serys Slhessarenko (PT-MT) concordou com o novo debate, contanto que depois disso o projeto não permaneça engavetado. Conforme a senadora, o país precisa avançar no combate à intolerância e à violência contra os homossexuais. Na defesa do substitutivo, Patrícia Saboya (PDT-CE) leu artigo assinado pelo ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), em que ele destaca que o Brasil está no quinto lugar no ranking da homofobia, com os mais de cem assassinatos de homossexuais. De acordo com o ministro, os homossexuais pagam impostos, votam, sujeitam-se a normas legais, mas, ainda são "vítimas de preconceitos, discriminações, insultos e chacotas".



O senador Valter Pereira (PMDB-MS) condenou a discriminação e apontou avanços no substitutivo, mas considerou que ainda há pontos muito subjetivos, que demandam ajustes. Para Mão Santa (PSC-PI), o projeto em exame é desnecessário, pois a Constituição e a legislação penal já oferecem recursos para a defesa jurídica das pessoas que se sintam ofendidas por atos de discriminação.



Gorette Brandão / Agência Senado

(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

97517


Dados REVOLTANTES:

- Crimes de homofobia no Brasil crescem 30% em 2007
De acordo com pesquisa realizada por Grupo Gay da Bahia, 122 homossexuais foram mortos em 2007
http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/nacional/crimes-de-homofobia-no-brasil-crescem-30-em-2007

-Relatório aponta que 63 crimes de homofobia seguem impunes em Alagoas

http://diariotlover.com/denuncias/
-A armadilha totalitária nos "crimes de homofobia"
http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=9969
Resumo: Em 17 de maio, foi comemorado o "Dia Internacional contra Homofobia", que pretende combater o preconceito e a discriminação contra os homossexuais. Porém, o termo "homofobia" é enganoso, pois classifica, implicitamente, como doente mental, toda pessoa contrária à ideologia gay. No Brasil, a principal bandeira do movimento é a aprovação do Projeto de Lei da Câmara 122/2006, que, a pretexto de garantir a tolerância ao homossexualismo, proíbe a divergência, em um dispositivo de cunho nitidamente totalitário
-Violência Policial
http://www.ggb.org.br/violencia%20da%20policia%20militar%20na%20parada%20gay%20de%20santo%20andre.html

Advogado da CADS em São Paulo agredido por Policia Militar em Parada Gay de Santo André
Magistrado emvia carta de protesto as redações pedindo providências a PM paulista



-Apresentador da TV Salvador é assassinado a facadas em hotel
http://www.ggb.org.br/jorge%20pedra.html

"...Um funcionário, que não quis se identificar, disse que a vítima teria matido relações sexuais com um homem ainda não identificado pela polícia. ..."

-HOMOFOBIA DE NOVO
http://www.noghetto.caixadepandora.com.br/2009/01/14/homofobia-de-novo/ 
"...Nesta semana que passou tive um amigo que foi barbaramente agredido por uma gangue de skin reads. Não é a primeira ocorrência desse tipo na ilha de Florianópolis. Na verdade, parece que está se tornando um ato comum, que não vira mais notícia e passa despercebido pelo restante da população.

Hoje ainda, li no site ACapa que o policial militar Jairo Francisco Franco, principal suspeito de ter assassinado 12 homossexuais no Parque dos Paturis, em Carapicuíba, está solto desde quinta-feira passada (07/01). A liberdade do suspeito aconteceu após a justiça negar prisão preventiva, mesmo após duas testemunhas terem reconhecido o acusado. A liberação ocorreu mesmo que a juíza tenha acatado a denúncia formulada pelo ministério público. Ou seja, ele além de suspeito já é réu… e nesse momento está solto...."

ESSES são alguns dos VARIOS E DIARIOS CRIMES HOMOFOBICOS.

SERÁ O CONGRESSO NAZISTA?
Essa lei tem que ser aprovada.

Dia do "FICO": Lula deverá manter refugio humanitário. Battisti ficará.

A ESPERANÇA VENCE O MEDO. Da-lhe Lula, que orgulho do "barbudinho" fomentador da Paz.




TODOS apoiamos vc.





http://br.noticias.yahoo.com/s/19112009/25/politica-lula-deve-contrariar-stf-manter.html

hora, 42 minutos atrás

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve manter o ex-ativista italiano Cesare Battisti no Brasil. O governo pretende alegar "razões humanitárias" para não extraditar Battisti, argumentando que o ex-integrante do movimento Proletários Armados pelo Comunismo (PAC) está doente. A mesma justificativa foi adotada pelo governo francês para não entregar à Itália a militante de esquerda Marina Petrella.





Além disso, Battisti responde a processo penal no Brasil por falsificação de documento e uso de passaporte falso e deve ficar no País até que seja julgado. "A lei é clara nesse sentido e não há o que discutir", afirmou o ministro da Justiça, Tarso Genro, que disse ter ficado "surpreso" com o voto, ontem, do presidente do Supremo Tribunal Federal(STF), Gilmar Mendes, favorável à extradição.

Mendes criticou o refúgio concedido por Tarso a Battisti, sob a alegação de que não se pode atribuir motivação política a "crimes de sangue". Foi enfático, ainda, ao defender a tese de que o italiano - em greve de fome para pressionar a Justiça a absolvê-lo - deveria ser condenado pelos delitos, independentemente de seus objetivos. "Estou surpreso com esse sentimento dúbio", provocou Tarso.

Para o ministro, o endosso à extradição de Battisti contraria a jurisprudência do Supremo, uma vez que outros julgamentos da Corte decidiram pela concessão de refúgio a estrangeiros acusados de crimes políticos. Na Itália, Battisti foi condenado à prisão perpétua por quatro assassinatos nos anos 70.

Lula sempre apoiou a decisão do Ministério da Justiça de abrigar Battisti. O presidente foi convencido por amigos de que, se o ex-militante de extrema-esquerda retornar à Itália, corre risco de vida. De qualquer forma, na conversa mantida com o primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi, no fim de semana, Lula prometeu respeitar a decisão do STF.



UMA correção ao REUTERS: "De qualquer forma, na conversa mantida com o primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi, no fim de semana, Lula prometeu respeitar a decisão do STF."

A decisão do stf foi de autorizar a extradição , o stf, sábio , sabe que pode causar o tumulto ( como fez), confundir o POVO, mas sabe, que não pode se opor a CF Brasileira e nem muito menos ao acordo internacional de DH. Até o hoje imoral stf , não se atreveria a fazer isso.
(NT do blog)

OBAMA E O IMPERADOR

OBAMA E O IMPERADOR
Laerte Braga


Parte da mídia norte-americana caiu de pau em cima do presidente Barack Obama por conta da reverência ao imperador Akihito no encontro entre os dois, em Tóquio. Jornais, revistas, redes de tevê mostraram o ex-vice-presidente Dick Chaney, em 2007, cumprimentando o japonês com um “forte aperto de mão”.

A rede terrorista FOXNEWS, através do jornalista William Cristol foi enfática “não sei por que o presidente Obama achou que isso era apropriado. Talvez ele tenha pensado que ficaria bem no Japão. Mas não é apropriado para um presidente americano se curvar diante de um estrangeiro”.

O Departamento de Estado dos EUA tratou de defender Obama. Porta-voz da senhora Hilary Clinton divulgou nota afirmando que o presidente apenas respeitou costumes e tradições locais, no caso japonesas, e quis ser gentil com o imperador.

As imagens de Obama reverenciando o imperador foram divulgadas em todo o território dos EUA, ganharam a internet e chocaram conservadores. Para eles o presidente norte-americano não deve ser curvar diante de governantes de outros países, mas apenas cumprimentá-los de igual para igual.

Bill Bennett, da rede CNN (que controla boa parte da GLOBO brasileira) foi claro. “É feio. Eu não quero ver isso... Nós não reverenciamos imperadores”.

Há dois aspectos na reverência de Obama ao imperador do Japão.

O primeiro deles o impacto causado em seu país, os EUA, acostumados a fazer com que os povos do mundo se curvem a Washington, mais especificamente ao Pentágono. Reverenciem bombas, foguetes e mariners norte-americanos.

Obama e qualquer presidente dos EUA equivale a ser o homem mais poderoso do mundo e portanto passível, ele sim, de ser reverenciado pelos outros. Quem não entende assim ou é enforcado como Saddam Hussein, ou vira “terrorista”. Essa prática era comum no império romano, principalmente entre imperadores malucos como Nero e Calígula.

O segundo ponto é que curvar-se não é problema para Obama. Curva-se com tranqüilidade, tem se curvado, aos principais acionistas de seu país. Associações sionistas (extrema-direita judia), responsáveis por sustentar o genocídio contra o povo palestino. Curva-se para indústrias automobilísticas, bancos, seguradoras e grandes empresas de um modo geral e neste momento caiu de quatro diante do Pentágono ao aceitar a exigência de mais 40 mil homens no Afeganistão.

Japoneses não querem a base de Okinawa. Obama afirma que sem a base o Japão ficará vulnerável e sem segurança. Vulnerável a quem?

A palhaçada de reverenciar o imperador é só isso mesmo, palhaçada. No duro mantém todo o processo de ocupação militar do país. A diferença para Chaney é que o ex-vice de Bush não fala, grunhe e Obama leva um tubo de vaselina no bolso.

Nos últimos anos os norte-americanos acostumaram-se a sentir senhores do mundo e dos povos e entendem que toda as vezes que o avião presidencial levanta vôo as pessoas devem olhar para o céu e perguntar se é um pássaro, para em seguida responder que não que é o Superman.

Aí, é de bom tom dar um adeusinho e agradecer a liberdade, a democracia, o catchup, o sanduíche Mcdonalds e ter a certeza que a Coca Cola liberta o mundo.

Não importa que Bush tenha fugido do serviço militar para não ir lutar no Vietnã, importa que Bush vista o blusão de couro dos aviadores norte-americanos e pouse ao lado de aviões carregados de ogivas nucleares, prontas para garantir a liberdade.

Se ele vai tropeçar e cair depois, pois cheio de cerveja e pretzel não tem problema, as câmeras não vão mostrar. Se ele não tem uma Lois Lane azar dele. Ou sorte, sei lá, é uma chata com aquele negócio de suco de laranja sem açúcar.

A sensação que Obama causa é do cara que entrou em cena sem saber que papel representar, está no velório errado, o defunto a ser velado está em outra capela e toda essa pantomima de abrir a cervejaria Casa Branca e oferecer as mais variadas marcas de cerveja ao distinto freguês, esconde apenas o tacão nazista no golpe de militares igualmente nazistas em Honduras, ou as bases na Colômbia para garantir a Uribe que pode traficar a vontade que o mundo ocidental está a salvo.

O diretor do filme Obama ainda não achou, pelo menos depois das eleições, o toque certo para o ator alcançar e enlevar as multidões.

É possível que o excesso de maquiagem para transformá-lo em negro esteja pesando e tal e qual Nixon no debate de 1960, quando perdeu para Kennedy, o suor esteja atrapalhando e incomodando.

Norte-americanos não gostam de reverenciar coisa alguma. Apreciam rifles e espingardas de última geração capazes de permitir a uma só pessoa matar dezenas numa base militar, ou outro tanto num escritório, ou mais um tanto numa escola.

Depois é só pedir a Deus que guie e ilumine os Estados Unidos, guardião dos valores tradicionais, ocidentais e democráticos do mundo inteiro, com a benção de herr Bento XVI e, por precaução, pagar o dízimo de Edir Macedo e sua corja. Está no dólar, “in God we trust”.

No mais, não são necessárias maiores preocupações, pois no caso do Brasil, por exemplo, o JORNAL NACIONAL vai se encarregar de deixar milhões de “abóboras fabricados” e pacientemente cultivados em estufas de alienação, fascinados com a corte japonesa.

E nessa brincadeira levam a Amazônia, o pré-sal (até um carniceiro como Shimon Peres, presidente terrorista de Israel deu palpites), o resto todo, contando com o aval da agência norte-americana para o Brasil, tucanos e DEM.

O resto a FOLHA explica num infográfico sobre como portar-se diante do imperador japonês, ou da rainha da Inglaterra.

Não duvide se em breve tivermos especialistas falando em regras de etiquetas diante de monarcas, imperadores, reis, o que for.

É que na prática norte-americanos querem a todos de quatro, sem qualquer concessão, nem que seja de gentileza, ou trapalhada política, ou hábito de submissão, caso de Obama, típico ato falho.

Termina a farsa no STF. A Decisão é de Lula

CASO BATTISTI


O STF DECIDE QUE DESPERDIÇOU DEZ MESES



Celso Lungaretti



No primeiro julgamento, o Supremo Tribunal Federal decidiu não respeitar a decisão do Governo Federal, que já concedera refúgio humanitário a Cesare Battisti.



Ao invés de arquivar o processo de extradição italiano, como mandava a Lei do Refúgio e balizava a jurisprudência, resolveu mandar ambas para o espaço e meter o bedelho em prerrogativa do Executivo.



No segundo julgamento, também por 5x4, aprovou o pedido de extradição formulado pelo Governo da Itália.



No terceiro julgamente, ainda por 5x4, decidiu que lhe cabe apenas verificar se há empecilhos para a extradição, cabendo a decisão final ao presidente da República.



Ou seja, o STF dá sinal verde para a extradição, mas quem bate ou não o martelo é o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.



No meio de tanto blablablá empolado, parece ter escapado aos ministros do Supremo que, na prática, a terceira decisão anulou a primeira.



Pois, se é Lula quem decide, ele já decidiu, ao respaldar a decisão do ministro da Justiça Tarso Genro.



Tudo que aconteceu depois foi inútil. E um perseguido político ficou mais dez meses na prisão à toa, por obra e graça de alguns ministros do Supremo, justiceiros no mau sentido.



Isto, claro, supondo-se que Lula se mantenha coerente com a posição assumida em janeiro, quando defendeu seu ministro da devastadora pressão da Itália e da imprensa entreguista brasileira (que escreveu, neste episódio, uma de suas páginas mais infames, tudo fazendo para colocar o Brasil na condição de capacho da Itália).



Em boa hora Anita Leocádia, com sua dignidade exemplar, enviou mensagem a Lula, "na qualidade de filha de Olga Benário Prestes, extraditada pelo Governo Vargas para a Alemanha nazista, para ser sacrificada numa câmera de gás".



Ela subscreveu a carta de Carlos Lungarzo, membro da Anistia Internacional dos EUA, qualificando de "linchamento" a perseguição rancorosa a Battisti em dois continentes, mobilizando recursos astronômicos e, no caso brasileiro, com ostensivo desrespeito à nossa soberania.



E é mesmo linchamento o único termo cabível nessas circunstâncias.



No julgamento desta quarta-feira (18), os linchadores não se conformaram com a derrota final e tudo fizeram para virar a mesa e embaralhar as cartas. Queriam porque queriam atrelar Lula ao tratado de extradição com a Itália.



Mas, a firmeza dos ministros Eros Grau e Marco Aurélio de Mello (principalmente) frustrou a chiadeira típica de maus perdedores.



O primeiro, inclusive, desabafou: o presidente pode até descumprir ou denunciar o tratado, se assim decidir. Responderá por seus atos.



O que não pode é o STF querer aprisionar Lula numa camisa de força, pois isto transformaria o Judiciário num Super-Poder, acima do próprio Executivo.



De resto, fica a esperança de que o voto do ministro Carlos Ayres de Britto tenha feito desabar toda a estratégia dos linchadores.



Pois a decisão apertadíssima dá todo direito a Lula de não seguir uma maioria formada unica e tão somente por causa de puslimanidade do ministro Dias Toffoli.



Vale abrir um parêntesis.



Na véspera do segundo julgamento, os senadores Eduardo Suplicy e Inácio Arruda, o Carlos Lungarzo e eu estivemos no STF para entregar a cada ministro um memorial do Lungarzo, comprovando com fartura de provas que a Itália praticara torturas e incidira em aberrações jurídicas nos anos de chumbo.



No caso dos demais ministros, preferi ficar quieto. Não tinha afinidade com eles, no máximo simpatia pessoal pelo Joaquim Barbosa e o Marco Aurélio.



Quando chegou a vez de Toffoli, resolvi falar-lhe como companheiro, dizendo que, na luta contra a ditadura, aprendera a conhecer processos como o de Battisti, meras montagens que as autoridades elaboravam e faziam presos políticos corroborarem.



Percebendo a expressão de tédio do Toffoli, conclui que não era companheiro nem cultuava os valores de um companheiro. Não passava de um carreirista em busca do sucesso.



Não deu outra.



E agora, graças à sua omissão, o presidente Lula será obrigado a desagradar um dos lados, com evidente prejuízo político.



Mas, dando o merecido chute no traseiro italiano, apenas repetirá o que Sarkozy fez, sem que o mundo desabasse sobre ele.



Se resolver sacrificar um injustiçado à razão de Estado, vai provocar uma cisão no seu partido, que poderá ser fatal para quem tem como candidata à sucessão uma ex-militante da luta armada.



Além de ver voltada contra si a metáfora que recentemente fez sobre Judas.



Prefiro acreditar que ele tomará a única decisão digna neste caso.







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* Jornalista e escritor, mantém os blogues

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