...quem tem uma filha maravilhosa (minha bellzinha!), q, ao telefonar tarde da noite, ela, desempregada, responde q está lendo Dostoievsky e n é ‘ crime e castigo’ e nem ‘irmãos Karamazov’?
...ela, mesmo nessa condição, ainda se preocupa c batistti...ainda lê caros amigos e Le monde diplomatique...é uma dádiva...hum...fraternidade, etc, dísticos burgueses
...ah! Marx n gostava de maionese!...n assisto TV...podem me ligar ou acessar a noite (mas geralmente estou a ‘sonegar’...eu me ligo a noite no mundo, na vida...)...dizem q sou leitor de orelhas (minha filha...)...mas já li tanta coisa, o universo me pertence!...e o infinito é pouco p mim!...ah! um dia sonhei-me Deus...
vou transcrever alguns dos Meus pensamentos:
“Quer ir embora, perguntei.
Não sei. Você acha melhor eu ir?
Talvez fosse bom.
‘ela’ nesse instante, com o olhar turvo, não resistiu: uma única e furtiva lagrima. Mas tentou resistir:
Tem a mala.
Eu levo.
Nesse caso, prefiro ir logo.
Começou a arrumar ‘suas coisas’, blusas, cosméticos, peças íntimas. ‘Nossas’ cartinhas (ela queria ‘recordar’).
Eu te levo até a porta, disse.
Lá você me arranja uma condução?
Claro.
Nossa despedida há um mês. Parecem milênios. Será que ‘ela’ volta um dia?”
“’Ela’ se foi. Como o poeta cantou um dia, eu também estou sentado num café e choro.”
“Como também diria o poeta ‘saudades ‘daquela’ professorinha que me ensinou o bê-a-bá e todos aqueles ‘truques’...naquele tempo, creio, eu era feliz e não sabia...(pois ‘ela’ também me ‘ensinou’ a viver...só que eu não aprendi). ‘Ela’, jovem, bela, um par de belos seios, pernas lindas, um corpo delicado e frágil, terna e meiga, sempre com uma alegria infantil e inocente, ‘ela’ conquistou-me. O que eu deveria fazer agora? (Mas eu sou Deus!!)”
“...mulher é bom, viver também...(mas eu não vivo, eu existo – e esse é o meu problema!)”...
Mulher é um buraquinho entre as pernas e o homem uma saliência entre as pernas. Só. Para q complicar?
“...pois a minha paixão apagou-se justo num domingo de carnaval (era uma esquina deserta perto ‘daquele’ café engordurado – e nem ao menos chovia)...”
“Pensei em telefonar-lhe. Minha mão avançou, trêmula, receosa, sobre o aparelho mas o orgulho fez-me parar. Afinal, eu sou Deus! (...se, como disse alguém, a ‘nossa’ paixão seria impressionista, a ‘nossa’ saudade seria surrealista?)”
“Voltou. Alegre, esfuziante. Parece uma gazela. Chamou-me do portão “Deeeeuuuusss!”. Creio que estou feliz. (um dia eu quis possuir o seu sentimento, seus ‘amores’, suas ‘paixões’. Invejava-a, confesso. Gostaria de sê-la, na verdade. Mas na verdade apenas amava-a.)”
“...pois ‘minha’ dimensão, ‘meu’ mundo torna-se as vezes denso e cheio (‘lotado’); a cada segundo observo o resultado de milhões e milhões de segundos, são instantes e mais instantes reunidos, agrupados em torno de um único momento, um átimo prenhe de significados...
...pois eu vivo uma realidade condensada, resumida, grávida: o meu dia, por exemplo, eqüivale a mil dias ‘normais’, ‘comuns’ (como se a ‘minha’ hora correspondesse a mil horas corriqueiras)...
...de fato, sinto-me envelhecido (sempre!), idoso a cada momento sobrevivido, como se pressentisse (intuitivamente) que ao viver cada momento, na realidade estaria existindo um grande e imenso (e extraordinário) resumo de bilhões de momentos...
...sei...sei muito bem que há aqueles que alargam e elastecem suas existências em muitos e muitos anos ‘aguados’ e ‘ralos’, vivem uma existência imensa e gigantesca (quantitativamente) repleta de episódios e acontecimentos insignificantes e desprezíveis. Suas vidas, é triste, assemelha-se a uma imensidão oca e branca.”
“E não me iludo, todavia, sou um Deus deste tempo, desta dimensão. Eterno e onipotente sim, mas dentro dos limites desta dimensão. A minha dimensão. É o meu tempo, a minha realidade, a minha conjuntura, nela - e apenas nela - sou tudo, sou o Todo. Minha onipotência restringe-se, portanto, aos limites da minha infinitude. Sou o Todo, sim, mas unicamente dentro do meu Todo, se é que me entendem.”
“....eu, só, no universo e a minha
Ah!...sobre o PC do b...em 71 tentava realizar uma panfletagem num colégio público de salvador...seria numas das alas do Central, tradicional na Bahia... nessa época já havia um certo namoro entre o PC do b e a AP, em q eu militava como massa...no dia marcado dirigimo-nos ao prédio e...o companheiro amarelou!...me abandonou no intervalo de aulas cheio de panfletos!...considero isso um ‘trauma de infância’....em 75, participando do M.E., soube q havia uma tal de guerrilha do Araguaia...eram uns bilhetinhos telegráficos distribuídos clandestinamente pedindo apoio a guerrilha q, desde 72 já havia sido genocidada...pedindo apoio a um morto!...bom, coisas de estudante...
Minha nandinha, minha patroa (sou seu assalariado agora, lembrou? Quero meus direitos trabalhistas!), favor n colocar nesse blog ninguém fascista! Admito até um capitalista inteligente – eles existem, incrível!) mas fascista jamais! ‘no passaron!’
BLOG VOLTADO PARA A INTEGRAÇÃO LATINO AMERICANA, A DISCUSSÃO E O DEBATE SOBRE O BRASIL QUE QUEREMOS, ARTIGOS, COMENTÁRIOS DIÁRIOS SOBRE ESSES ASSUNTOS. A IMPORTÂNCIA DA PARTICIPAÇÃO POPULAR NO PROCESSO POLÍTICO, A LUTA POR TRANSFORMAÇÕES ESTRUTURAIS. SE SOMOS A BASE DA PIRÂMIDE NOS CABE O DIREITO LEGÍTIMO DE DEFINIR O QUE VAMOS CARREGAR. VAMOS DISCUTIR E DEBATER, POIS JUNTOS SOMOS FORTES
Drogas Uma Guerra Perdida? Para que esta realidade sujeita a todos nós tenha fim ou redução Assista
A Primeira condição para se mudar a realidade é conhece-la - Eduardo Galeano. -' Só a Participação Cidada é Capaz de Mudar o paí'. Betinho . Não fique fora desta, participe, UM OUTRO MUNDO É POSSIVEL e Juntos Somos Fortes. Este PPS faz parte do PROJETO COMPAIXÃO E Cidadania que agora abraçamos e divulgamos sugerindo a todos repetir o feito.
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