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EMPODERAMENTO POPULAR com autonomia CIDADÃ. Saiba Como e pergunte aqui- DEBATE IMPORTANTE, PARTICIPE: http://juntosomos-fortes.blogspot.com/2010/12/nossa-opiniao-banda-larga-e-telefone.html

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Drogas Uma Guerra Perdida? Para que esta realidade sujeita a todos nós tenha fim ou redução Assista

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A Primeira condição para se mudar a realidade é conhece-la - Eduardo Galeano. -' Só a Participação Cidada é Capaz de Mudar o paí'. Betinho . Não fique fora desta, participe, UM OUTRO MUNDO É POSSIVEL e Juntos Somos Fortes. Este PPS faz parte do PROJETO COMPAIXÃO E Cidadania que agora abraçamos e divulgamos sugerindo a todos repetir o feito.

Casa da América Latina Sub Sede ES

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A Casa da América Latina do Espírito Santo é uma subsede da entidade nacional Casa da América Latina, constituída no Rio de Janeiro em 2007. A subsede foi lançada em 31 de janeiro de 2014 em Vitória.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

La marina de #EEUU sigue aumentando su presencia en el mar Negro

via Twitter por Marta Speroni

La marina de
sigue aumentando su 
presencia en el mar Negro

Iniciamos hoy el ciclo 24 de las conversaciones, que buscan la paz para Colombia, bajo el fuego cruzado de hostilidades guerreristas.

La Habana, Cuba, sede de los diálogos de paz, abril 24 de 2014
Iniciamos hoy el ciclo 24 de las conversaciones,
que buscan la paz para Colombia, 
bajo el fuego cruzado de hostilidades guerreristas.

En actitud que solo puede ser asociada a presión y chantaje injerencista, 
el Departamento de Estado de los Estados Unidos, ofrece millones de
 dólares como recompensa por cualquier información que ayude a 
capturar al comandante de las FARC, Timoleón Jiménez, y a 
plenipotenciarios de paz de la guerrilla, a quienes califica
 mentirosamente, como principales narcotraficantes colombianos.

No puede tener autoridad moral un gobierno que se hace el de la 
vista gorda ante el hecho notorio de que la CIA maneja el negocio 
del narcotráfico mundial, de donde deriva la financiación de 
sus operaciones encubiertas y de desestabilización de gobiernos
 legítimamente constituidos, para eludir por esa vía el tener que
 rendir cuentas al senado y al propio pueblo estadounidense, 
de conductas que contradicen las leyes norteamericanas.

De hecho el Departamento de Estado al descalificar a la guerrilla,
 descalifica al gobierno colombiano que dialoga con la insurgencia política.
 Es contradictorio que mientras el presidente Obama ha expresado 
su apoyo al proceso, voceros del Departamento de Estado actúen a 
contracorriente de ese propósito.

Tanto el Presidente de la República, como sus plenipotenciarios en 
la mesa han afirmado que la guerrilla de las FARC no es una
 organización narcotraficante y que por eso están dialogando con ella.

No ayuda a la reconciliación de Colombia el gobierno de los
 Estados Unidos con sus tergiversaciones de la realidad sobre
 el tema del narcotráfico que hoy se discute en la mesa de 
conversaciones -sobre todo en momentos en que el país espera, 
después de tantas décadas de guerra auspiciada por Washington-,
 por fin un gesto de sensatez que contribuya a encontrar
 los esquivos caminos de la paz.

En medio de estas circunstancias desafortunadas retomamos, 
sin embargo, la discusión del cuarto punto de la agenda con 
toda la decisión de lograr un acuerdo pronto que defina de una 
vez por todas, una política contra las drogas de uso ilícito, que, 
de manera soberana y con énfasis en el respeto a los derechos 
humanos, supere la fracasada política prohibicionista de la llamada 
guerra global a las drogas lanzada por el Presidente de los Estados Unidos,
 Richard Nixon, hace 40 años.

Requeriremos para ello, seguramente, del concurso de las naciones 
del mundo y del especial esfuerzo de nuestras comunidades 
afectadas para, a partir de una conferencia mundial que de
 manera científica y sin sesgos ideológicos aborde el problema,
 mancomunadamente encontremos las vías que conduzcan a 
la solución definitiva del flagelo.

Como plantea el informe de la comisión global de políticas de 
drogas de 2011, puesto que la guerra a las drogas ha fracasado, 
se necesita cambiar la política ya.

Finalmente, para referirnos a la discusión del quinto punto de
 la agenda, el de víctimas, insistimos, como lo planteamos
 hace nueve meses, en que urge la estructuración de la
Comisión para el esclarecimiento de la verdad de la historia del conflicto
Sin proceder con este paso, es difícil comenzar y dar buen rumbo a ese debate.

                 DELEGACIÓN DE PAZ DE LAS FARC-EP

Adenda
Para las FARC-EP los derechos políticos, como el derecho mismo
 a la vida, son tutelables. La tiranía del Procurador y los abusos 
del poder no pueden -como lo pretendieron respecto al futuro de 
la alcaldía de Bogotá-, echar por tierra este principio elemental 
de la convivencia ciudadana. Solo la Constituyente podrá dar 
estabilidad institucional y generar las condiciones que garanticen
 el ejercicio pleno de la democracia.


Esto y mucho más en Pueblo Colombiano: ¡Pa´la Mesa!

Coletivo Negrada - Nota de Repúdio contra linchamento - Assinem

via Mirt's Sants.


NOTA DE REPÚDIO CONTRA O LINCHAMENTO QUE LEVOU A MORTE DO JOVEM ALAILTON FERREIRA, E PELA FALTA DE PRONUNCIAMENTO DO GOVERNO DO ES ACERCA DO OCORRIDO EM 06/04/2014, NA SERRA-ES
Passado quase um mês do fato ocorrido, a Sociedade Capixaba ainda não obteve nenhum posicionamento acerca dos atos de violência praticados em nome da “justiça” e que vitimou um jovem de apenas 17 anos após um linchamento. Tal barbaridade ocorrida em território capixaba, repercutiu na imprensa nacional e internacional, mas sequer houve qualquer pronunciamento oficial do Governo do Estado do ES.
Face ao exposto:
REPUDIAMOS todos atos de violência praticados pela população em nome da “Justiça”, como os que ocorreram no domingo 06/04/2014 e que levou ao linchamento público de um Jovem, Negro, acusado de roubo e estupro no bairro vista da Serra, município da Serra-ES. Alailton Ferreira de apenas 17 anos sofria de “epilepsia”, foi brutalmente espancado por populares “enfurecidos” que  buscaram fazer “justiça com as próprias mãos” eivados de ódio, preconceitos raciais e sociais, o que culminou na morte de Alailton no dia 08/06/2014, após dois dias dos atos de violência sofridos, nenhuma denúncia foi registrada contra o jovem.
Ao analisarmos a forma que a mídia se coloca, reproduzindo discursos preconceituosos e influenciando à violência e agressões, pode-se considerar que durante muitos anos os cursos de Comunicação  foram majoritariamente compostos por brancos, não só pela falta de acesso de negros ao ensino superior, mas por seu caráter deveras elitizado. Isso também ocorre em diversos âmbitos como a literatura, a televisão e outros. A imagem que se tem do negro é estereotipada, com menores índices de relações amorosas, a mulher negra hipersensualizada, o negro revoltado, dentre outras.
A partir desses discursos impostos  pelos meios de comunicação que se constrói a imagem do homem e da mulher negra.O caso ocorrido com o jovem Alailton Ferreira é fruto desses discursos que disseminam o rancor e o ódio contra população negra. Ele não foi o primeiro jovem que veio a sofrer esse tipo de agressão,  principalmente, ao considerar que nos últimos meses o jornalismo brasileiro, especificamente, o jornalismo do SBT propaga a violência como arma da população, considerada “de bem”. Esse pensamento exposto pela jornalista Raquel Sherazade, além de não ter coerência nenhuma,  por não respeitar os direitos humanos, desconsidera o processo histórico brasileiro,  que excluiu e exclui  o negro de diversas práticas sociais, lembrando que o Estado brasileiro em consonância com as políticas racistas da Europa do século XIX estimulou a imigração europeia na tentativa de clarear a população brasileira. Os anos se passaram, no entanto, práticas de dominação sobre a população negra e pobre ocorrem de diversas formas, apenas mudando os mecanismos sociais.
REPUDIAMOS os meios de comunicação  que  estimulam a população fazer justiça com as próprias mãos, deve-se lembrar que antes deste epsódio um outro jovem foi amarrado ao poste, no Rio de Janeiro, foi torturado e espancado por 30 pessoas e outros acontecimentos vindo de “justiceiros” também  ocorreram em diversas cidades do país. A Mídia, por sua vez, tem um papel  fundamental, lembrando que a construção da identidade de uma sociedade se dá a partir de práticas discursivas que permeiam os contextos sociais. Por mais que uma parte da sociedade não assuma e reproduza o discurso preconceituoso, infelizmente grande maioria assume o status quo étnico- social.
Exigimos que todas as medidas sejam tomadas para impedir a reincidência de casos como o que ocorreu com o Alaiton Ferreira, e que vem ocorrendo em todo país, evitando que atos de violência e intolerância sejam torne “Modelo” de atuação de nossa sociedade para garantir “segurança” ou  “justiça”, pois tais atos desprezam, ignoram e desrespeitam por sua vez, o devido processo legal, os valores pela vida e os direitos a dignidade da pessoa humana, tão necessários para o pleno exercício da democracia.
Para tanto, rogamos que o Governo do Estado do Espírito Santo, se pronuncie perante a sociedade capixaba e comprometa-se por meio de seus orgãos competentes no sentido de punir conforme prevê a lei e seus instrumentos e procedimentos legais, todos os responsáveis pela prática de tamanha atrocidade que tirou a vida de Alailton Ferreira. E, que o Estado forneça o mais breve possível o suporte psicossocial à seus familiares para que possam suportar a dor e tamanho sofrimento, além de garantir a indenização nas perdas e danos cabíveis.Assinam esta Nota de Repúdio o Coletivo Negrada – organização de estudantes negros/negras, indígenas e cotistas da UFES, a Juventude APNs/ES, o Coletivo Meninas Black Power, a Casa da América Latina – CAL-ES e demais representantes dos movimentos sociais que abaixo subscrevem…17 de Abril de 2014, Vitória, ESSUBSCREVEM:Coletivo Negrada
Casa da América Latina-CAL-ES
Juventude APNs/ES
Aila Ferreira Felício – Coletivo Negrada
Arielly dos Santos – Coletivo Negrada
Fernanda Tardin – Casa da América Latina-CAL-ES
Inamilé Sanca Djonu Biague – Coletivo Negrada
Josimar Nunes Pereira de Freitas – Coletivo Negrada
Mirtes Aparecida dos Santos – Coletivo Negrada
Noemi Dandara dos Santos – Juventude APNs/ES
Sonia Rodrigues da Penha – Grupo de Mulheres Negras Capixaba
Vitor Taveira – Casa da América Latina – CAL-ES
Wagner Silva Gomes – Universitário e Escritor

Dr. Lula

Foto: Aos brasileiros que apoiam a mídia golpista.

Informe SINDIUPES - A Greve Continua

A Casa da América latina ES em noite de Gravações Rádio -SOY LOCO POR TI -




um bom dia mais que especial: NO AR: SOY LOCO POR TI 
Nuestra America - Casa da América Latina ES na Radio.

Programa semanal - Com estreia dia 05 de maio na Rádio Universitária 104,7 FM

Ontem tivemos a gravação do primeiro que acontecerá toda segunda de 11 às 12 h. Tb. pela Internet. E com sintonia e distribuição com radios comunitárias e rede Sua participação é importante. A idéia é tb. , em programas futuros, fazer uma intercambio breve com outras radios

participe, deixe sua msg, sugestão.

O Programa terá produção de Vitor Taveira e contará com 4 duplas de locutores. A Primeira dupla foi Krysthel Camille - Brasileira e Manuel ( mestrando Colombiano).
Outras 3 duplas ( sempre um brasileiro e outro de nacionalidade de Nuestra america) farão suas estreias ao decorrer do m~es. 

segunda-feira, 21 de abril de 2014

1967 latinoamericano: o Gabo e o Che

Via Raul Longo

Como estás querido?

Y sigue firme su proposición de venir con Mabel?

Te pregunto porque desde que te conozco ninguno de tus compromisos con Sambaqui fueron cumplidos y pelo que mi cuentan los xamanes de este lugar los espíritus no están muy contentos con tu comportamiento.

Ya sé! Comunista que sos, me va a decir que no crees en los espíritus, pero todavía tengo esperanzas de que Mabel pueda salvar tu alma.

Y por eso te escribo. Para te hablar del alma de nuestra Patria Grande. Este alma que existe en la resistencia de nuestros pueblos que, en verdad, é un pueblo único de múltiples orígenes.

Después del pueblo y venidos de él, tenemos los héroes que nada más son que los estrategistas de nuestra resistencia y me acuerdo de ellos para te decir que estoy leyendo “Mi Primera Vida”. Mui buena la proposición de Ramonet y con toda su verve (no conozco la palabra en español para los con muchos conocimientos y facilidad para exponerlos hablando) lo Comandante era persona ideal para este tipo de trabajo

En la jerarquía luego después de nuestros estrategistas vienen, muchas veces también del pueblo, nuestros intérpretes.      

Perder a uno o a otro siempre nos duele mucho y yo entente, pero no me sale como escribir por este dolor. Pero ahora me llega por Emir Sader lo texto exacto de este grande interprete de nuestra Patria Grande y para aliviarme un poco del dolor tendré de repartir este discurso do Gabo con todos mis correspondientes, pero quiero hacerlo primero a ti.

Después voy a distribuir a los demás exactamente como está, usando que esta charla para que sirva como presentación del discurso do Gabo y de las razones de su divulgación. Y también para que todos sepan que tú tienes un compromiso a ser cumplido. Con Sambaqui y con Mabel.

Besos en los dos y que Gabo los abenzoe!    

P.S. Yo pasé tu dirección a Luis Ramirez, el autor de “Uno de Tantos”. Te escribió?





1967 latinoamericano: o Gabo e o Che

A notícia mais importante da sua vida não foi a dolorosa notícia de ontem, nem tampouco o Premio Nobel de 1982, mas o lançamento de Cem Anos de Solidão, em 1967

por Emir Sader

O Gabo sempre gostava de reiterar que, como jornalista – profissão que ele sempre reivindicou como a sua – a maior frustração que ele teria seria não poder dar a notícia mais importante da sua vida. Mas a verdade é que a notícia mais importante da sua vida não foi a dolorosa notícia de ontem, nem tampouco o glorioso Premio Nobel de 1982, mas o lançamento de Cem Anos de Solidão, em 1967.

O século XX foi o primeiro século em que a América Latina teve um protagonismo mundial. Iniciado, politicamente, com o massacre dos mineiros na Escola de Santa Maria de Iquique, em 1907 e, 3 anos mais tarde, com a Revolução Mexicana, se anunciava que seria um século de revoluções e contrarrevoluções no continente. O marco definitivo dessa trajetória viria com a Revolução Cubana de 1959.

Mas 1967 foi um ano simbolicamente determinante para a história latino-americana e para sua projeção mundial. É o ano da publicação da obra mais importante da nossa literatura, Cem Anos de Solidão, mas também porque é o ano da morte do Che.

Uma, a maior obra prima da literatura latino-americana, outro, o personagem cujo gesto o levou a ser a imagem mais reproduzida no mundo.

Não há ninguém que tenha lido Cem Anos de Solidão e que não se lembre das circunstâncias – onde, quando, com quem, em que edição – leu pela primeira vez o livro. Como não há ninguém que tenha vivido naquele não tão longínquo 1967, que não se lembre quando, onde, com quem, soube da noticia dolorosamente certa da morte do Che.

O discurso do Gabo ao receber o Nobel de Literatura é a mais notável reivindicação da América Latina. Ali, ele afirma que, da mesma forma se reconhece ao nosso continente sua criatividade, sua originalidade e sua criatividade nas artes, se deve deixar de tentar impor-nos  projetos políticos desde fora, deixando-nos exercer, da mesma maneira, nos caminhos da nossa história, essa criatividade, essa genialidade e essa originalidade, que nos reconhecem no campo das artes.

A íntegra do discurso

Segue abaixo a íntegra desse discurso, em espanhol, para homenagear Gabo e a lingua que trabalhou durante toda sua vida:

"Antonio Pigafetta, un navegante florentino que acompañó a Magallanes en el primer viaje alrededor del mundo, escribió a su paso por nuestra América meridional una crónica rigurosa que sin embargo parece una aventura de la imaginación. Contó que había visto cerdos con el ombligo en el lomo, y unos pájaros sin patas cuyas hembras empollaban en las espaldas del macho, y otros como alcatraces sin lengua cuyos picos parecían una cuchara. Contó que había visto un engendro animal con cabeza y orejas de mula, cuerpo de camello, patas de ciervo y relincho de caballo. Contó que al primer nativo que encontraron en la Patagonia le pusieron enfrente un espejo, y que aquel gigante enardecido perdió el uso de la razón por el pavor de su propia imagen.

Este libro breve y fascinante, en el cual ya se vislumbran los gérmenes de nuestras novelas de hoy, no es ni mucho menos el testimonio más asombroso de nuestra realidad de aquellos tiempos. Los cronistas de Indias nos legaron otros incontables. Eldorado, nuestro país ilusorio tan codiciado, figuró en mapas numerosos durante largos años, cambiando de lugar y de forma según la fantasía de los cartógrafos. En busca de la fuente de la Eterna Juventud, el mítico Alvar Núñez Cabeza de Vaca exploró durante ocho años el norte de México, en una expedición venática cuyos miembros se comieron unos a otros y sólo llegaron cinco de los 600 que la emprendieron. Uno de los tantos misterios que nunca fueron descifrados, es el de las once mil mulas cargadas con cien libras de oro cada una, que un día salieron del Cuzco para pagar el rescate de Atahualpa y nunca llegaron a su destino. Más tarde, durante la colonia, se vendían en Cartagena de Indias unas gallinas criadas en tierras de aluvión, en cuyas mollejas se encontraban piedrecitas de oro. Este delirio áureo de nuestros fundadores nos persiguió hasta hace poco tiempo. Apenas en el siglo pasado la misión alemana de estudiar la construcción de un ferrocarril interoceánico en el istmo de Panamá, concluyó que el proyecto era viable con la condición de que los rieles no se hicieran de hierro, que era un metal escaso en la región, sino que se hicieran de oro.

La independencia del dominio español no nos puso a salvo de la demencia. El general Antonio López de Santana, que fue tres veces dictador de México, hizo enterrar con funerales magníficos la pierna derecha que había perdido en la llamada Guerra de los Pasteles. El general García Moreno gobernó al Ecuador durante 16 años como un monarca absoluto, y su cadáver fue velado con su uniforme de gala y su coraza de condecoraciones sentado en la silla presidencial. El general Maximiliano Hernández Martínez, el déspota teósofo de El Salvador que hizo exterminar en una matanza bárbara a 30 mil campesinos, había inventado un péndulo para averiguar si los alimentos estaban envenenados, e hizo cubrir con papel rojo el alumbrado público para combatir una epidemia de escarlatina. El monumento al general Francisco Morazán, erigido en la plaza mayor de Tegucigalpa, es en realidad una estatua del mariscal Ney comprada en París en un depósito de esculturas usadas.

Hace once años, uno de los poetas insignes de nuestro tiempo, el chileno Pablo Neruda, iluminó este ámbito con su palabra. En las buenas conciencias de Europa, y a veces también en las malas, han irrumpido desde entonces con más ímpetus que nunca las noticias fantasmales de la América Latina, esa patria inmensa de hombres alucinados y mujeres históricas, cuya terquedad sin fin se confunde con la leyenda. No hemos tenido un instante de sosiego. Un presidente prometeico atrincherado en su palacio en llamas murió peleando solo contra todo un ejército, y dos desastres aéreos sospechosos y nunca esclarecidos segaron la vida de otro de corazón generoso, y la de un militar demócrata que había restaurado la dignidad de su pueblo.

En este lapso ha habido 5 guerras y 17 golpes de estado, y surgió un dictador luciferino que en el nombre de Dios lleva a cabo el primer etnocidio de América Latina en nuestro tiempo. Mientras tanto 20 millones de niños latinoamericanos morían antes de cumplir dos años, que son más de cuantos han nacido en Europa occidental desde 1970. Los desaparecidos por motivos de la represión son casi los 120 mil, que es como si hoy no se supiera dónde están todos los habitantes de la ciudad de Upsala. Numerosas mujeres arrestadas encintas dieron a luz en cárceles argentinas, pero aún se ignora el paradero y la identidad de sus hijos, que fueron dados en adopción clandestina o internados en orfanatos por las autoridades militares. Por no querer que las cosas siguieran así han muerto cerca de 200 mil mujeres y hombres en todo el continente, y más de 100 mil perecieron en tres pequeños y voluntariosos países de la América Central, Nicaragua, El Salvador y Guatemala. Si esto fuera en los Estados Unidos, la cifra proporcional sería de un millón 600 mil muertes violentas en cuatro años.

De Chile, país de tradiciones hospitalarias, ha huido un millón de personas: el 10 por ciento de su población. El Uruguay, una nación minúscula de dos y medio millones de habitantes que se consideraba como el país más civilizado del continente, ha perdido en el destierro a uno de cada cinco ciudadanos. La guerra civil en El Salvador ha causado desde 1979 casi un refugiado cada 20 minutos. El país que se pudiera hacer con todos los exiliados y emigrados forzosos de América Latina, tendría una población más numerosa que Noruega.

Me atrevo a pensar que es esta realidad descomunal, y no sólo su expresión literaria, la que este año ha merecido la atención de la Academia Sueca de las Letras. Una realidad que no es la del papel, sino que vive con nosotros y determina cada instante de nuestras incontables muertes cotidianas, y que sustenta un manantial de creación insaciable, pleno de desdicha y de belleza, del cual éste colombiano errante y nostálgico no es más que una cifra más señalada por la suerte. Poetas y mendigos, músicos y profetas, guerreros y malandrines, todas las criaturas de aquella realidad desaforada hemos tenido que pedirle muy poco a la imaginación, porque el desafío mayor para nosotros ha sido la insuficiencia de los recursos convencionales para hacer creíble nuestra vida. Este es, amigos, el nudo de nuestra soledad.

Pues si estas dificultades nos entorpecen a nosotros, que somos de su esencia, no es difícil entender que los talentos racionales de este lado del mundo, extasiados en la contemplación de sus propias culturas, se hayan quedado sin un método válido para interpretarnos. Es comprensible que insistan en medirnos con la misma vara con que se miden a sí mismos, sin recordar que los estragos de la vida no son iguales para todos, y que la búsqueda de la identidad propia es tan ardua y sangrienta para nosotros como lo fue para ellos. La interpretación de nuestra realidad con esquemas ajenos sólo contribuye a hacernos cada vez más desconocidos, cada vez menos libres, cada vez más solitarios. Tal vez la Europa venerable sería más comprensiva si tratara de vernos en su propio pasado.

Si recordara que Londres necesitó 300 años para construir su primera muralla y otros 300 para tener un obispo, que Roma se debatió en las tinieblas de incertidumbre durante 20 siglos antes de que un rey etrusco la implantara en la historia, y que aún en el siglo XVI los pacíficos suizos de hoy, que nos deleitan con sus quesos mansos y sus relojes impávidos, ensangrentaron a Europa con soldados de fortuna. Aún en el apogeo del Renacimiento, 12 mil lansquenetes a sueldo de los ejércitos imperiales saquearon y devastaron a Roma, y pasaron a cuchillo a ocho mil de sus habitantes.

No pretendo encarnar las ilusiones de Tonio Kröger, cuyos sueños de unión entre un norte casto y un sur apasionado exaltaba Thomas Mann hace 53 años en este lugar. Pero creo que los europeos de espíritu clarificador, los que luchan también aquí por una patria grande más humana y más justa, podrían ayudarnos mejor si revisaran a fondo su manera de vernos. La solidaridad con nuestros sueños no nos haría sentir menos solos, mientras no se concrete con actos de respaldo legítimo a los pueblos que asuman la ilusión de tener una vida propia en el reparto del mundo.

América Latina no quiere ni tiene por qué ser un alfil sin albedrío, ni tiene nada de quimérico que sus designios de independencia y originalidad se conviertan en una aspiración occidental.

No obstante, los progresos de la navegación que han reducido tantas distancias entre nuestras Américas y Europa, parecen haber aumentado en cambio nuestra distancia cultural. ¿Por qué la originalidad que se nos admite sin reservas en la literatura se nos niega con toda clase de suspicacias en nuestras tentativas tan difíciles de cambio social? ¿Por qué pensar que la justicia social que los europeos de avanzada tratan de imponer en sus países no puede ser también un objetivo latinoamericano con métodos distintos en condiciones diferentes? No: la violencia y el dolor desmesurados de nuestra historia son el resultado de injusticias seculares y amarguras sin cuento, y no una confabulación urdida a 3 mil leguas de nuestra casa. Pero muchos dirigentes y pensadores europeos lo han creído, con el infantilismo de los abuelos que olvidaron las locuras fructíferas de su juventud, como si no fuera posible otro destino que vivir a merced de los dos grandes dueños del mundo. Este es, amigos, el tamaño de nuestra soledad.

Sin embargo, frente a la opresión, el saqueo y el abandono, nuestra respuesta es la vida. Ni los diluvios ni las pestes, ni las hambrunas ni los cataclismos, ni siquiera las guerras eternas a través de los siglos y los siglos han conseguido reducir la ventaja tenaz de la vida sobre la muerte. Una ventaja que aumenta y se acelera: cada año hay 74 millones más de nacimientos que de defunciones, una cantidad de vivos nuevos como para aumentar siete veces cada año la población de Nueva York. La mayoría de ellos nacen en los países con menos recursos, y entre éstos, por supuesto, los de América Latina. En cambio, los países más prósperos han logrado acumular suficiente poder de destrucción como para aniquilar cien veces no sólo a todos los seres humanos que han existido hasta hoy, sino la totalidad de los seres vivos que han pasado por este planeta de infortunios.

Un día como el de hoy, mi maestro William Faulkner dijo en este lugar: «Me niego a admitir el fin del hombre». No me sentiría digno de ocupar este sitio que fue suyo si no tuviera la conciencia plena de que por primera vez desde los orígenes de la humanidad, el desastre colosal que él se negaba a admitir hace 32 años es ahora nada más que una simple posibilidad científica. Ante esta realidad sobrecogedora que a través de todo el tiempo humano debió de parecer una utopía, los inventores de fábulas que todo lo creemos, nos sentimos con el derecho de creer que todavía no es demasiado tarde para emprender la creación de la utopía contraria. Una nueva y arrasadora utopía de la vida, donde nadie pueda decidir por otros hasta la forma de morir, donde de veras sea cierto el amor y sea posible la felicidad, y donde las estirpes condenadas a cien años de soledad tengan por fin y para siempre una segunda oportunidad sobre la tierra.

Agradezco a la Academia de Letras de Suecia el que me haya distinguido con un premio que me coloca junto a muchos de quienes orientaron y enriquecieron mis años de lector y de cotidiano celebrante de ese delirio sin apelación que es el oficio de escribir. Sus nombres y sus obras se me presentan hoy como sombras tutelares, pero también como el compromiso, a menudo agobiante, que se adquiere con este honor. Un duro honor que en ellos me pareció de simple justicia, pero que en mí entiendo como una más de esas lecciones con las que suele sorprendernos el destino, y que hacen más evidente nuestra condición de juguetes de un azar indescifrable, cuya única y desoladora recompensa, suelen ser, la mayoría de las veces, la incomprensión y el olvido.

Es por ello apenas natural que me interrogara, allá en ese trasfondo secreto en donde solemos trasegar con las verdades más esenciales que conforman nuestra identidad, cuál ha sido el sustento constante de mi obra, qué pudo haber llamado la atención de una manera tan comprometedora a este tribunal de árbitros tan severos. Confieso sin falsas modestias que no me ha sido fácil encontrar la razón, pero quiero creer que ha sido la misma que yo hubiera deseado. Quiero creer, amigos, que este es, una vez más, un homenaje que se rinde a la poesía. A la poesía por cuya virtud el inventario abrumador de las naves que numeró en su Iliada el viejo Homero está visitado por un viento que las empuja a navegar con su presteza intemporal y alucinada. La poesía que sostiene, en el delgado andamiaje de los tercetos del Dante, toda la fábrica densa y colosal de la Edad Media. La poesía que con tan milagrosa totalidad rescata a nuestra América en las Alturas de Machu Pichu de Pablo Neruda el grande, el más grande, y donde destilan su tristeza milenaria nuestros mejores sueños sin salida. La poesía, en fin, esa energía secreta de la vida cotidiana, que cuece los garbanzos en la cocina, y contagia el amor y repite las imágenes en los espejos.

En cada línea que escribo trato siempre, con mayor o menor fortuna, de invocar los espíritus esquivos de la poesía, y trato de dejar en cada palabra el testimonio de mi devoción por sus virtudes de adivinación, y por su permanente victoria contra los sordos poderes de la muerte. El premio que acabo de recibir lo entiendo, con toda humildad, como la consoladora revelación de que mi intento no ha sido en vano. Es por eso que invito a todos ustedes a brindar por lo que un gran poeta de nuestras Américas, Luis Cardoza y Aragón, ha definido como la única prueba concreta de la existencia del hombre: la poesía.

Muchas gracias.

PERLY CIPRIANO FALA NO EVENTO DE NAMY CHEQUER NA CÂMARA DE VITÓRIA.



 
PRELY FALA NO EVENTO DE NAMY CHEQUER EOREPRESENTANDO A CASA DA AMÉRICA LATINA, JUCA ALVES FALA DA IMPORTÂNCIA DO EVENTO DE NAMY CHEQUER SOBRE OS 50 ANOS DO GOLPE MILITAR E SUAS CONSEQUENCIAS PARA A AMÉRICA LATINA E SEU DESENVOLVIMENTO

POR QUE TIRADENTES?

Quando menino, compartilhava o enfado de meus colegas de classe diante da obrigação de escrever, ano após ano, qualquer bobagem sobre o Mártir da Independência, mera repetição, com outras palavras, do que estava nos manuais escolares.

De quebra, tínhamos de enfeitar esses trabalhos com bandeirinhas brasileiras que desenhávamos ou decalcomanias adquiridas nas papelarias; às vezes, fitinhas verde-amarelas. Mais brega e mais tedioso, impossível.

Então, Tiradentes caía naquela vala comum a que intimamente relegávamos tudo que fosse oficialesco. Fingíamos respeitá-lo, porque era esta a reação que os adultos de nós esperavam. Nada significava para nós.

Foi a peça Arena Conta Tiradentes que me reconciliou com a figura do herói, quando eu tinha 17 anos e já me interessava pela política de esquerda.

Porque ela fez a tragédia histórica ganhar vida diante dos meus olhos. E também me levou a perceber Tiradentes como o único conspirador que falava a linguagem do povo e tentou engajá-lo na trama urdida pelos notáveis da capitania.

Foi com o fervor revolucionário de Tiradentes que me identifiquei, não com seu martírio. Pois, ao falar aos quatro ventos aquilo que os demais inconfidentes só cochichavam, ele se parecia muito conosco, jovens secundaristas que, com idêntico entusiasmo, começávamos a trilhar os caminhos das lutas sociais.

Também nós sentíamos imenso prazer ao proclamar em alto e bom som nossos ideais, ao invés de calá-los por motivo de segurança (as precauções viriam mais tarde!).

E, em nosso otimismo ingênuo, eu e meus companheiros nos entusiasmávamos mesmo era com a primeira parte da peça, em que a conspiração vai sendo engendrada, até culminar numa reunião apoteótica na qual cada um relata o papel que desempenhará no dia do levante.

Nosso 1968 foi mesmo assim, esperançoso e apoteótico.

Mas, a segunda parte de Arena Conta Tiradentes -- a da delação, prisão, inquérito e punição -- também estava inscrita em nosso futuro, sem que o percebêssemos ou quiséssemos perceber.

Foi quando alguns sentimo-nos, como Tiradentes, os  patinhos feios  de um movimento capitaneado por pessoas mais importantes do que nós.

Pois, cada vez mais, a historiografia tende a interpretar Tiradentes da maneira magnificamente sintetizada pelo jornalista e professor Sílvio Anaz:
"Mestiço, pobre, falastrão, com o perfil adequado a bode expiatório, Tiradentes foi o único dos inconfidentes condenado e executado. (...) Já os principais mentores da Inconfidência Mineira, membros das castas mais altas da época, acabaram morrendo na prisão ou exilados na África. Como o levante fracassou, Tiradentes virou líder e mártir. Caso tivesse dado certo, ele provavelmente não ficaria com as principais benesses do novo regime, conforme comentou Machado de Assis".
Hoje, entretanto, essa identificação com quem viveu dramas semelhantes, bem como as mágoas por injustiças reais ou supostas, já não determinam minhas opções; ficaram para trás, dissipadas pelo amadurecimento que os anos trazem.

A minha decisão de enaltecer Tiradentes se deveu a uma avaliação racional: a de que a situação hoje é a mesma (ou pior ainda!) que levou Augusto Boal a escrever seu antológico ensaio Quixotes e Heróis, sobre o processo de manipulação de consciências por parte dos interesses dominantes.

Então, como ponto de chegada desta digressão, nada melhor do que repetir a lúcida argumentação de Boal, que reproduzo seletivamente, mas subscrevo inteiramente:
"...as classes dominantes têm por hábito a adaptação dos heróis de outras classes. A mitificação, nestes casos, é sempre mistificadora. E sempre é o mesmo processo: eliminar ou esbater, como se fosse apenas circunstância, o fato essencial, promovendo, por outro lado, características circunstancias à condição de essência.
Assim foi com Tiradentes. Nele, a importância maior dos atos que praticou reside no seu conteúdo revolucionário. Episodicamente, foi ele também um estoico.

Tiradentes foi revolucionário no seu momento como o seria em outros momentos, inclusive no nosso. Pretendia, ainda que romanticamente, a derrubada de um regime de opressão e desejava substitui-lo por outro, mais capaz de promover a felicidade do seu povo.
Isto ele pretendeu em nosso país, como certamente teria pretendido em qualquer outro.
No entanto, este comportamento essencial ao herói é esbatido e, em seu lugar, prioritariamente, surge o sofrimento na forca, a aceitação da culpa, a singeleza com que beijava o crucifixo na caminhada pelas ruas com baraço e pregação.

Hoje, costuma-se pensar em Tiradentes como o Mártir da Independência, e esquece-se de pensá-lo como herói revolucionário, transformador da sua realidade. O mito está mistificado.

Não é o mito que deve ser destruído, é a mistificação.

Não é o herói que deve ser empequenecido; é a sua luta que deve ser magnificada.

Brecht cantou: 'Feliz o povo que não tem heróis'. Concordo. Porém, nós não somos um povo feliz. Por isso precisamos de heróis. Precisamos de Tiradentes".