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A Primeira condição para se mudar a realidade é conhece-la - Eduardo Galeano. -' Só a Participação Cidada é Capaz de Mudar o paí'. Betinho . Não fique fora desta, participe, UM OUTRO MUNDO É POSSIVEL e Juntos Somos Fortes. Este PPS faz parte do PROJETO COMPAIXÃO E Cidadania que agora abraçamos e divulgamos sugerindo a todos repetir o feito.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

CRIANÇAS QUE SONHAM de Carlos Pronzato

(para as crianças massacradas pelo exército israelense)
CRIANÇAS QUE SONHAM
de Carlos Pronzato

Há crianças dormidas
que sonham
quando voam as bombas
não acordam

Há céus de mil cores
e pássaros
há areias distantes
e oásis
embaixo dos cabelinhos
de petróleo
brilhante

Não escutam
nem olham
as noites terríveis
as luzes que os mísseis
explodem
nos prédios
nas pontes

Não sentem
o cheiro de pólvora
a chuva das cinzas
desabando na noite
no balanço
perfeito
da morte

Não sabem
que amanhã
não haverá mais
uma escola
uma casa
um pudim
colegas de rua
e os pais no jardim

Não sabem
que amanhã
já não vão acordar

Na aurora
esquecidos
sob um monte de pó
dormirão

Há crianças dormidas
que sonham
quando voam as bombas
não acordam.

Carlos Pronzato
Foto: (para as crianças massacradas pelo exército israelense)
CRIANÇAS QUE SONHAM
de Carlos Pronzato

Há crianças dormidas
que sonham
quando voam as bombas
não acordam

Há céus de mil cores
e pássaros
há areias distantes
e oásis
embaixo dos cabelinhos
de petróleo
brilhante

Não escutam
nem olham
as noites terríveis
as luzes que os mísseis
explodem
nos prédios
nas pontes

Não sentem
o cheiro de pólvora
a chuva das cinzas
desabando na noite
no balanço 
perfeito
da morte

Não sabem
que amanhã
não haverá mais
uma escola
uma casa
um pudim
colegas de rua
e os pais no jardim

Não sabem
que amanhã
já não vão acordar

Na aurora
esquecidos
sob um monte de pó
dormirão

Há crianças dormidas
que sonham
quando voam as bombas
não acordam.

Carlos Pronzato

quem é roberto freire


Foto

Bolivia renuncia al acuerdo de visas con Israel en protesta al genocidio contra Palestina

VIVA EL GOBIERNO DEL PRESIDENTE EVO MORALES AYMA
 compartilhou afoto de Bolivia Como Va.Enviada por Mônica Simões
“El Estado boliviano, como país y como pueblo hemos tomado la firme decisión de renunciar al acuerdo sobre visas con Israel de 17 de agosto de 1972 que se firmó bajo un régimen de las dictaduras en Bolivia y que permitía a los ciudadanos israelíes ingresar a Bolivia libremente, sin siquiera tener visa de ingreso”, manifestó el presidente del Estado Plurinacional de Bolivia, Evo Morales Ayma.
Bolivia renuncia al acuerdo de visas con Israel en protesta al genocidio contra Palestina

“El Estado boliviano, como país y como pueblo hemos tomado la firme decisión de renunciar al acuerdo sobre visas con Israel de 17 de agosto de 1972 que se firmó bajo un régimen de las dictaduras en Bolivia y que permitía a los ciudadanos israelíes ingresar a Bolivia libremente, sin siquiera tener visa de ingreso”, manifestó el presidente del Estado Plurinacional de Bolivia, Evo Morales Ayma.

GENOCIDAS DE ISRAEL CONTINUAM EXTERMINANDO CRIANÇAS

"Não há palavras para expressar adequadamente minha raiva e indignação", disse um comissário da ONU, a respeito de mais um ataque do exército israelense contra escola palestina.

Nem a minha. Nada que eu pudesse escrever superaria o impacto da simples leitura dos dois textos que transcrevo abaixo.

A presidenta Dilma Rousseff foi cautelosa, disse que estamos diante de massacres, não de um genocídio.

Decidam os leitores se trata-se ou não do "extermínio sistemático de pessoas tendo como principal motivação as diferenças de nacionalidade, raça, religião e, principalmente, diferenças étnicas".

Eu não hesito um segundo para afirmar: É GENOCÍDIO, SIM. DOS MAIS BESTIAIS!

"CRIANÇAS FORAM MORTAS ENQUANTO DORMIAM AO LADO DE SEUS PAIS"

O chefe da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNWRA) classificou de "vergonha universal" o ataque israelense nesta quarta-feira (30) contra uma escola mantida pelo organismo no campo de refugiados Jabaliya, na faixa de Gaza, onde centenas de palestinos haviam se refugiado. Ao menos 19 morreram e 90 ficaram feridos no ataque. 

"Ontem à noite, crianças foram mortas enquanto dormiam ao lado de seus pais no chão de uma sala de aula em um abrigo da ONU em Gaza. Crianças mortas enquanto dormiam; isso é uma afronta para todos nós, uma fonte de vergonha. Hoje o mundo está em desgraça", afirmou em nota Pierre Krähenbühl, comissário-geral da UNRWA.

"Não há palavras para expressar adequadamente minha raiva e indignação", afirmou.

Segundo Krähenbühl, este ataque foi o sexto contra uma escola mantida pela UNRWA em Gaza. "Nossos funcionários estão sendo mortos. É um ponto de ruptura."

O Exército de Israel não confirma o ataque contra a escola da ONU -- e diz que militantes estavam disparando do local.

Mas, na nota, a UNRWA afirma não ter dúvidas de que o ataque foi realizado por Israel.

"Visitamos o local e coletamos evidências. Analisamos fragmentos, examinamos as crateras e outros danos. Nossa avaliação inicial é de que foi a artilharia israelense que atingiu nossa escola, em que 3.300 pessoas haviam se refugiado. Acreditamos que houve ao menos três impactos", afirmou. 

Ainda de acordo com a nota, a localização da escola e a informação de que estava sendo ocupada por refugiados foram comunicadas ao Exército israelense 17 vezes, a última delas horas antes do bombardeio

O Exército israelense, em uma primeira resposta à morte de  20 palestinos em uma escola administrada pela ONU em Gaza nesta quarta-feira (30), disse que militantes próximos à instalação atiraram bombas de morteiro e as forças israelenses foram obrigadas a revidar. (UOL, com despachos das agências internacionais)

"NÓS AINDA ESTAMOS ANALISANDO O INCIDENTE"

"Mais cedo nesta manhã, militantes atiraram projéteis de morteiros contra soldados [israelenses] a partir dos arredores da escola da UNWRA em Jabalya [um campo de refugiados]. Em resposta, os soldados atiraram em direção à origem dos disparos, e nós ainda estamos analisando o incidente (!!!)", disse um porta-voz militar israelense. (Agência Reuters) 

Aecio o clone FHC

Marcos Rebello Dizem comumente que FHC não deve aparecer nos debates atuais. Eu discordo. Porque quando se fala em termos de dar rumos à economia e ao país, temos duas, e apenas duas, avenidas. 

Uma é a atual que está baseada no trazer para o país o motor da economi
a, ou seja, impulsionar o desenvolvimento a partir da educação, da técnica, da tecnologia, do trabalho, do financiamento e da indústria nacional Reparem na ordem evolutiva. A infraestrutura do país em termos gerais é a tônica. Vemos isto pelo que ocorreu no governo Lula e a continuidade nas obras do PAC durante o governo Dilma, muito embora ele tenha sido todo durante a maior recessão mundial dos ultimos tempos. Isto não pode ficar esquecido porque requeriram massivos investimentos quando o capital é escasso, e mesmo assim o país se mantem.

A outra avenida é exatamente o contrário desta. Ela é devolutiva, porque vem de um centro fora do país, fora dos interesses nacionais Porque ao olharmos para o histórico veremos que com esta proposta não se investe em educação, nem em universidades e escolas técnicas, elimina-se os empregos para enxugar a máquina economica, reduz-se os salários para maximizar lucros empresariais e de bolsas que exigem lucros trimestrais e aumenta-se a dívida pública para sanar matrizes financeiras e empresariais no exterior hoje em franca bancarrota. 

Quer dizer, o embrião desta avenida oposicionista é claramente neoliberal que vem a beneficiar os de fora, devolver o controle e a soberania nacional ao capital rentista que escraviza este país desde a independencia, e nega a primeira e única oportunidade de real desenvolvimento autônomo. Ela impede a ruptura com o cartel de dominação mundial. Este é claramente o legado de FHC. É a receita de um sistema que vive às custas do país e que sequer repõe o que retira. Tanto que as privatizações foram em grande parte uma doação daquilo que foi duramente construído por décadas com o dinheiro publico! Foram valores nacionais e poder transferidos para fora do país. E por que esta "venda" do patrimonio publico nacional? Segundo os experts do neoliberalismo, para inserir o Brasil no contexto internacional a fim de moderniza-lo e diversifica-lo. Na verdade isto não é correto, porque mesmo com o aporte de tecnologia o grau de dependencia do capital rentista internacional aumentou perigosamente alem de delapidar completamente a autonomia da indústria nacional que hoje está praticamente toda nas mãos de estrangeiros que, com dólares sem lastro, compraram tudo. Este capital está hoje hiperconcentrado fora do país, resultado das fusões de grandes bancos como medida para conter a crise financeira, e exige um controle politico ainda mais acentuado que antes.

Este é o embrião de FHC personalizado em Aécio Neves porque não há outra possibilidade dentro da realidade economico-financeira e nem ideologica no mundo. 

Mas podem argumentar que Aécio não seguiria a linha de FHC. Ora, isso é impossivel! Porque nenhum politico consegue operar no vácuo economico-financeiro e não existe terceira via ideológica. Aécio obrigatóriamente teria que renunciar às propostas do BRICS assim que entrasse no governo porque as alianças que o sustenta vêm do embrião do PSDB-DEM que todos sabem qual é. Repudiar o BRICS é si ne qua non para a sua sobrevivencia politica no governo. Outra exigência seria juntar o Brasil às sanções contra a Russia para derrubar Putin. Ora, como poderia o Brasil ir contra um membro do BRICS em politica de reconstrução nacional e que depende desta parceria para implementar medidas geopoliticas já tomadas a nivel bi e multilateral? Esta é apenas uma amostra da Politica Externa que Aécio seria obrigado a seguir. O resto seria ladeira abaixo. O resultado seria o Brasil sendo novamente apenas uma escora de um sistema em franca decadência.

Aécio não tem proposta na mesa. Ele foge de respostas concretas e de compromissos porque sabe que não pode colocar qualquer coisa na mesa para ser analisada. Então ele faz finta nas entrevistas sobre programa de governo e faz pose para fotos de efeito.

Ou voce ruma por uma avenida ou voce ruma por outra.

Qual é o rumo para o Brasil? O que acaba de acontecer em Fortaleza! 

Com o lançamento do Banco do BRICS e a criação do fundo de reserva de contingencia para sanar quaisquer turbulencias nos mercados e no governo mostramos que esta é a única proposta viável para o Brasil para não permitir um relapso de caída nas amarras do capital rentista. Esta proposta é da Dilma!

terça-feira, 29 de julho de 2014

Solange Pacheco, Candidata SIONISTA do PSOL -

Quem usa uma linguagem  como se fosse de esquerda e trai, tem que ser exposto mesmo:

Solange Pacheco, militante e candidata do PSOl APOIANDO O SIONISMO 
                             TRAIDORA


via Monica Simões -
Solange Pacheco, militante e candidata do P$$$OL, apoiando o sionismo! Vergonha!

Foto: Solange Pacheco, militante e candidata do P$$$OL, apoiando o sionismo! Vergonha!

Lula discursar na abertura da XIV Plenária Nacional da CUT/SP,

Acordei pensando no ontem e passado o momento, posso pensar
 com mais clareza e sem os arroubos que a profunda emoção provoca.
Ver e ouvir o ex presidenteLula
  discursar na abertura da
 XIV Plenária Nacional da CUT/SP,
 com sua fala carregada de emoção e convicção, suas analogias bem
 humoradas e sua decisão em seguir lutando em prol de um mundo onde 
as pessoas tenham direitos constituídos e respeitados, causou uma
comoção coletiva nos delegados e delegadas presentes ao evento.
Ouvi-lo e já comungar dos mesmos ideais nos fortalece e impulsiona a
 continuar nossa luta pelo bem comum, com ética e determinação, mas 
sem falsos moralismos e vaidades toscas. A vida nos é dada para grandes
 coisas e uma delas é acreditar que nossos melhores sonhos e desejos não 
são só nossos. Tem sempre alguém por perto, ou mesmo distante, que os 
têm também. Podemos contribuir para torná-los reais! Podem contribuir 
conosco para que os nossos se tornem reais!nAssim, vamos construindo 
uma teia forte e resistentes àqueles e àquelas que não interessam os sonhos 
e desejos alheios e tentam não deixar que se realizem e até os matam.
Ouvir o Lula reafirma uma grande verdade:sonhemos e busquemos nossos sonhos! 
Principalmente aqueles que nós realizam nosso mais profundo desejo de solidariedade, 
cumplicidade e possibilidades na construção de um mundo melhor!
Junt@s somos fortes!
Façamos do nosso dia um bom dia.

Foto: Acordei pensando no ontem e passado o momento, posso pensar com mais clareza e sem os arroubos que a profunda emoção provoca.
Ver e ouvir o ex presidente Lula discursar na abertura da XIV Plenária Nacional da CUT/SP, com sua fala carregada de emoção e convicção, suas analogias bem humoradas e sua decisão em seguir lutando em prol de um mundo onde as pessoas tenham direitos constituídos e respeitados, causou uma comoção coletiva nos delegados e delegadas presentes ao evento.
Ouvi-lo e já comungar dos mesmos ideais nos fortalece e impulsiona a continuar nossa luta pelo bem comum, com ética e determinação, mas sem falsos moralismos e vaidades toscas. A vida nos é dada para grandes coisas e uma delas é acreditar que nossos melhores sonhos e desejos não são só nossos. Tem sempre alguém por perto, ou mesmo distante, que os têm também. Podemos contribuir para torná-los reais! Podem contribuir conosco para que os nossos se tornem reais!nAssim, vamos construindo uma teia forte e resistentes àqueles e àquelas que não interessam os sonhos e desejos alheios e tentam não deixar que se realizem e até os matam. 
Ouvir o Lula reafirma uma grande verdade:sonhemos e busquemos nossos sonhos! Principalmente aqueles que nós realizam nosso mais profundo desejo de solidariedade, cumplicidade e possibilidades na construção de um mundo melhor!
Junt@s somos fortes!
Façamos do nosso dia um bom dia.

Do inferno de Gaza!


Do inferno de Gaza!

Partilho essa carta sofrida, de um cirurgião que está em Gaza, datada de anteontem, 21 de julho.
Email do cirurgião noruegues Mads Gilbert do Hospital Shifa, em Gaza.


Caros amigos,


A última noite foi um estado extremo. A '"invasão de terras" de Gaza deixou dezenas de mutilados, sangrando, tremendo, morrendo - todos os tipos de palestinos feridos, de todas as idades, todos civis, todos inocentes.
Os heróis em ambulâncias e em todos os hospitais em Gaza estão trabalhando em turnos de 12-24 horas, com fadiga e desumanas cargas de trabalho (todos sem pagamento pelo hospital por 4 meses), eles cuidam, fazem triagem de emergência, tentar descobrir algo no caos incompreensível dos ferimentos, dos corpos, órgãos, dimensões... São seres humanos que caminham, que não andam, que respiram, que não respiram, que sangram e que não sangram... São seres humanos!
Agora, mais uma vez tratados como animais pelo "exército mais moral do mundo" (sic).
Meu respeito pelos feridos é infinito, na sua determinação contida no auge da dor, agonia e choque; a minha admiração pela equipe e voluntários é infinita, minha proximidade com o "Sumud" [resiliência] palestinense me dá força, mesmo que pareça que apenas eu quero gritar, ser alguém mais próximo, chorar, sentir o cheiro da pele e do cabelo dos bebês quentes, cobertos de sangue, proteger-nos em um abraço sem fim - mas não podemos permitir isso, nem eles.
Rostos, corpos cinzas... - Oh não! Não outra carga de dezenas de mutilados e ensanguentados, ainda temos poças de sangue no pavimento de emergência, pilhas de bandagens ensangüentadas pingando para varrer - oh – produtos de limpeza, tudo misturado com sangue, tecidos humanos, cabelos... - as sobras de morte – tudo deve ser levado daqui e logo, repete-se como se fosse apenas o começo de tanta dor ... Mais de 100 casos chegaram ao Hospital Shifa nas últimas 24 horas, se fosse grande hospital bem equipado, mas aqui , quase nada - electricidade, água, equipamentos descartáveis, medicamentos ou tabelas, instrumentos, monitores - tudo enferrujado e como se trazido de museus de hospitais antigos. Mas não se queixam esses heróis. Eles continuam, como guerreiros, de cabeça baixa, imensamente resolutos.
E enquanto eu escrevo estas palavras, sozinho, em uma cama, minhas lágrimas estão fluindo, mas inúteis, de dor e tristeza, raiva e medo. Isso não está acontecendo!
E aqui, neste momento, a orquestra da máquina de guerra israelense recomeça a sua sinfonia macabra, agora mesmo: salvas de artilharia dos navios da marinha vêm da praia, o F16 que ruge, drones nauseantes (em Zennanis Árabe ''), e os apaches que criam o caos. Tudo feito e pago pelos Estados Unidos.
Obama - você tem um coração?
Convido-te - passa uma noite - só uma noite – conosco no Hospital Shifa. Disfarçados como funcionários da limpeza, talvez. Estou 100% convencido de que iria mudar a história. Ninguém com um coração e poder poderia ficar longe de uma noite no hospital Shifa, sem determinar o fim ao massacre do povo palestino.
Mas sem coração e sem pidade fizeram seus cálculos e planejaram outro assalto "dahyia" [a doutrina desenvolvida pela israelense Gadi Eizenkot Geral de infligir o maior sofrimento para a população civil como método de dissuasão em Gaza.
Os rios de sangue continuarão a fluir pela noite que vem. Eu posso sentir que estão sintonizados como instrumentos de morte.
Por favor. Faça o que puder. Isso, isso não pode continuar.
Do inferno de Gaza!
Partilho essa carta sofrida, de um cirurgião que está em Gaza, datada de anteontem, 21 de julho. 

Email do cirurgião noruegues Mads Gilbert do Hospital Shifa, em Gaza.

Caros amigos,

A última noite foi um estado extremo.  A '"invasão de terras" de Gaza deixou dezenas de mutilados, sangrando, tremendo, morrendo - todos os tipos de palestinos feridos, de todas as idades, todos civis, todos inocentes.

Os heróis em ambulâncias e em todos os hospitais em Gaza estão trabalhando em turnos de 12-24 horas, com fadiga e desumanas cargas de trabalho (todos sem pagamento pelo hospital por  4 meses), eles cuidam, fazem triagem de emergência, tentar descobrir algo no caos incompreensível dos ferimentos, dos corpos, órgãos, dimensões... São seres humanos que caminham, que não andam, que respiram, que não respiram, que sangram e que não sangram... São seres humanos!

Agora, mais uma vez tratados como animais pelo "exército mais moral do mundo" (sic).
Meu respeito pelos feridos é infinito, na sua determinação contida no auge da dor, agonia e choque; a minha admiração pela equipe e voluntários é infinita, minha proximidade com o "Sumud" [resiliência] palestinense me dá força, mesmo que pareça que apenas eu quero gritar, ser alguém mais próximo, chorar, sentir o cheiro da pele e do cabelo dos bebês quentes, cobertos de sangue, proteger-nos em um abraço sem fim - mas não podemos permitir isso, nem eles.

Rostos, corpos cinzas... - Oh não! Não outra carga de dezenas de mutilados e ensanguentados, ainda temos poças de sangue no pavimento de emergência, pilhas de bandagens ensangüentadas pingando para varrer - oh – produtos de limpeza, tudo misturado com sangue, tecidos humanos, cabelos... - as sobras de morte – tudo deve ser levado daqui e logo, repete-se como se fosse apenas o começo de tanta dor ...  Mais de 100 casos chegaram ao Hospital Shifa nas últimas 24 horas, se fosse grande hospital bem equipado, mas aqui , quase nada -  electricidade, água, equipamentos descartáveis, medicamentos ou tabelas, instrumentos, monitores - tudo enferrujado e como se trazido de museus de hospitais antigos. Mas não se queixam esses heróis. Eles continuam, como guerreiros, de cabeça baixa, imensamente resolutos.

E enquanto eu escrevo estas palavras, sozinho, em uma cama, minhas lágrimas estão fluindo, mas inúteis, de dor e tristeza, raiva e medo. Isso não está acontecendo!

E aqui, neste momento, a orquestra da máquina de guerra israelense recomeça a sua sinfonia macabra, agora mesmo: salvas de artilharia dos navios da marinha vêm da praia, o F16 que ruge, drones nauseantes (em Zennanis Árabe ''), e os apaches que criam o caos. Tudo feito e pago pelos Estados Unidos.

Obama - você tem um coração?

Convido-te  - passa uma noite - só uma noite – conosco no Hospital Shifa. Disfarçados como funcionários da limpeza, talvez. Estou 100% convencido de que iria mudar a história. Ninguém com um coração e poder poderia ficar longe de uma noite no hospital Shifa, sem determinar o fim ao massacre do povo palestino.

Mas sem coração e sem pidade fizeram seus cálculos e planejaram outro assalto "dahyia" [a doutrina desenvolvida pela israelense Gadi Eizenkot Geral de infligir o maior sofrimento para a população civil como método de dissuasão em Gaza.

Os rios de sangue continuarão a fluir pela noite que vem. Eu posso sentir que estão sintonizados como instrumentos de morte.

Por favor. Faça o que puder. Isso, isso não pode continuar.

Convidamos o Dr. Vitor Buaiz, médico, faz parte da comunidade Sírio-Libanesa no ES , Ex governador do ES para fazer um  Comentário sobre a manifestação do porta voz de Israel em relação
ao protesto do governo brasileiro sobre o desproporcional massacre
sobre a população palestina em Gaza.
a) declaração intempestiva, grosseira e anti-ética contra um país
    que foi um dos que apoiou a criação do estado de israel na
    histórica reunião da Assembléia Geral da ONU
b) se é pra falar de futebol, até agora o placar em nº de mortos
    está em 1046 entre palestinos contra apenas 46 entre os judeus
c) será que Israel se esqueceu do holocausto e está querendo
    equiparar o placar ao dos nazistas?
d) lembrando que, alem do muro que isola os palestinos do resto
    do país, seus territórios estão ocupados por soldados israelenses
    desde a 1@ Intifada(greve do comércio árabe) em meados dos anos 80.
e) comida e remédio só entram em Gaza com autorização do governo de israel.
f) queremos a Paz no Oriente Médio e que Israel respeite o direito de
   os palestinos terem seu Estado livre e soberano, sem qualquer restrição no ir e vir, como determina a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

VEJA QUANTOS FUROS HÁ NAS INVENCIONES DO REINALDO AZEVEDO CONTRA A DILMA

Não adianta se desculpar, a pisada na bola foi feia.
O Reinaldo Azevedo está na carreira errada. Deveria partir para a literatura, criando enredos de ficção ligeiramente inspirados em acontecimentos reais. Tem talento para isso, mas o desperdiça como propagandista da extrema-direta, tentando fazer suas invencionices serem levadas a sério e quase sempre resvalando para o mais absoluto ridículo.

Escrevendo sobre a sabatina presidencial, ele cravou no título que houve "três momentos patéticos" (vide íntegra aqui). Eis o segundo deles, com meus comentários de testemunha ocular da História em maiúsculas vermelhas:
"Dilma, sob o codinome Estella, foi a mentora de um roubo milionário. Em julho de 1969, três carros com 11 guerrilheiros da VAR-Palmares estacionam em frente à casa no bairro carioca de Santa Teresa, onde morava um irmão de Ana Capriglioni, notória amante do ex-governador de São Paulo Adhemar de Barros. Lá, executando uma operação minuciosamente planejada por 'Estella', que não tomou parte na ação, a VAR-Palmares roubou um cofre de chumbo pesando 300kg, recheado com uma bolada de US$ 2,16 milhões.
DILMA NÃO FOI "MENTORA" NEM "MINUCIOSA PLANEJADORA", POIS TAL PAPEL COUBE AO JUAREZ GUIMARÃES DE BRITO, O MAIOR PLANEJADOR DE OPERAÇÕES DESTE TIPO DURANTE A LUTA ARMADA. ELE TINHA SIDO O CÉREBRO DO GRUPO TÁTICO DO COLINA E CONTINUOU SENDO-O DEPOIS QUE O COLINA SE FUNDIU À VPR, DANDO ORIGEM À VAR-PALMARES. 
Eis o real "mentor"
DILMA NÃO PARTICIPOU DA AÇÃO SIMPLESMENTE PORQUE SUAS FUNÇÕES NA ORGANIZAÇÃO ERAM POLÍTICAS, NADA TENDO A VER COM AS OPERAÇÕES ARMADAS (DAS QUAIS, POR QUESTÕES DE SEGURANÇA E ESPECIALIZAÇÃO, DESINCUMBIAM-SE OUTROS MILITANTES, SEMPRE OS MESMOS), AO CONTRÁRIO DO QUE CONSTA NA FICHA POLICIAL FAJUTA QUE A EXTREMA-DIREITA DISSEMINOU NA INTERNET PARA A CARACTERIZAR COMO "TERRORISTA/ASSALTANTE DE BANCOS". 
AS FANTASIAS MIRABOLANTES DO REINALDO AZEVEDO SÃO IDÊNTICAS ÀS DO TERNUMA: UTILITÁRIAS, E NÃO HISTÓRICAS.
"Pouco tempo depois, a VAR-Palmares se desintegra, por desentendimentos entre 'Estella' e Carlos Lamarca. A maior parte do grupo seguiu a agora presidente — na época, Cláudio, seu primeiro marido, partira para Cuba a bordo de um avião sequestrado, e Dilma já se enamorava de Carlos, o gaúcho da VAR-Palmares — com quem veio a se casar e com quem teve Paula, a única filha, hoje juíza do Trabalho em Porto Alegre — de quem se separou já depois da redemocratização.
A VAR-PALMARES RACHOU NO CONGRESSO DE TERESÓPOLIS (OUTUBRO DE 1969) COMO CONSEQUÊNCIA DO DESCONTAMENTO DOS CHAMADOS MILITARISTAS COM O QUE ACREDITAVAM SER UM DESVIO MASSISTA DOS MILITANTES ORIGINÁRIOS DO COLINA: NÃO ESTARIAM PRIORIZANDO DEVIDAMENTE A MONTAGEM DA COLUNA MÓVEL ESTRATÉGICA NEM AS AÇÕES DE PROPAGANDA ARMADA NAS CIDADES, POR ENTENDEREM SER NECESSÁRIA A MANUTENÇÃO DE ALGUNS ELOS COM OS MOVIMENTOS OPERÁRIO E ESTUDANTIL. 
OU SEJA, OS PRIMEIROS TINHAM EM MENTE UMA VANGUARDA QUE CUMPRIRIA ESTRITAMENTE AS AÇÕES ARMADAS DA RESISTÊNCIA, DEIXANDO AS OUTRAS TAREFAS PARA OUTROS GRUPOS, ENQUANTO OS SEGUNDOS QUERIAM UMA ORGANIZAÇÃO QUE MANTIVESSE ALGUM ENRAIZAMENTO NAS MASSAS.  
 Falsificações pululam 
A IDEIA DE DESFAZER A FUSÃO E RECRIAR A VPR PARTIU DE DOIS COMANDANTES ESTADUAIS DE SÃO PAULO, O JOSÉ RAIMUNDO DA COSTA E EU, TENDO COMO PLATAFORMA TEÓRICA UM DOCUMENTO-PROPOSTA DO LADISLAU DOWBOR INTITULADO "TESES DO JAMIL". 
NO CONGRESSO DE TERESÓPOLIS, OS VERDADEIROS PROTAGONISTAS DA RUPTURA FORAM O LAMARCA, PELO LADO DOS MILITARISTAS; E O CARLOS FRANKLIN PAIXÃO DE ARAÚJO E O ANTÔNIO ROBERTO ESPINOSA, PELOS MASSISTAS. OS TRÊS ERAM COMANDANTES NACIONAIS. O CASAL JUAREZ GUIMARÃES E MARIA DO CARMO BRITO, IGUALMENTE DE PRIMEIRO ESCALÃO, TENTAVA APAZIGUAR OS ÂNIMOS E MANTER A ORGANIZAÇÃO UNIDA. DILMA SECUNDAVA OS LÍDERES MASSISTAS E FOI NESTA CONDIÇÃO QUE CONTESTOU EM ALGUNS MOMENTOS O LAMARCA. 
NO FINAL, A VPR RECRIADA TEVE A ADESÃO DE ALGUNS QUADROS DE ORIGEM COLINA (COMO O CASAL BRITO) E NA VAR-PALMARES PERMANECERAM MILITANTES DE ORIGEM VPR (COMO O ESPINOSA). FOI ENTÃO QUE SE ABRIRAM VAGAS NO COMANDO NACIONAL DA VAR E A DILMA A ELE ASCENDEU.
"Parte do dinheiro — US$ 1 milhão — teria sido doada aos rebeldes argelinos. O resto teria sido usado para financiar a guerrilha. Seja como for, uma das guardiãs da grana era… Dilma! Virá daí a sua fixação por dinheiro em moeda sonante?."
PURO SAMBA DO CRIOULO DOIDO. TUDO LEVA A CRER QUE REINALDO AZEVEDO TENHA SE LEMBRADO VAGAMENTE DESTA ENTREVISTA DE MARIA DO CARMO BRITO, PUBLICADA EM O ESTADO DE S. PAULO.
TÃO OBCECADO ESTAVA EM ATACAR DILMA QUE TROCOU AS BOLAS, ATRIBUINDO-LHE O PAPEL QUE MARIA DO CARMO BRITO AFIRMA TER DESEMPENHADO (HÁ QUEM FAÇA RESTRIÇÕES À SUA VERSÃO), RELATIVO À PARTE DO DINHEIRO QUE FICOU COM A VPR, NÃO À PARTE DA VAR. O REINALDO AZEVEDO OUVIU O GALO CANTAR, MAS NÃO SABE ONDE...
FINALMENTE, O US$ 1 MILHÃO NÃO FOI DOADO AOS REBELDES ARGELINOS, MAS SIM COLOCADO SOB A GUARDA DELES, PARA DEVOLUÇÃO QUANDO FOSSE NECESSÁRIA.
Resumo da opereta: creio ter escancarado a tendenciosidade e absoluta falta de rigor histórico do Reinaldo Azevedo. Que continue acreditando nele quem quiser... ser manipulado!

segunda-feira, 28 de julho de 2014

A TRAGÉDIA DO ORIENTE MÉDIO

Era uma vez o Oestemocinho de branco e bandido de preto.
Os folhetins, o cinema e a TV nos acostumaram a observar os complexos dramas das pessoas, povos e nações a partir de uma ótica simplista: heróis-vilões-vítimas.

Ou, simplificando mais ainda, a acreditarmos que quem causa sofrimento às vítimas são os bandidos e quem as defende, os mocinhos.

No fundo, trata-se do velho e obtuso maniqueísmo, a que os pensadores marxistas contrapuseram a dialética: Bem e Mal não existem como instâncias metafísicas que, desde os píncaros do paraíso celestial ou das profundezas do inferno, teleguiam a práxis humana, mas sim como resultado das decisões e ações adotadas pelos homens em cada situação.

No primeiro caso, alguns encarnam o Bem absoluto e o Mal absoluto, sem nuances: os mocinhos são sempre mocinhos e os bandidos, eternamente bandidos.

Na análise marxista, os papéis vão sendo assumidos a cada instante, de forma que o mocinho de ontem poderá ser o bandido de hoje, e vice-versa.

A esquerda mundial até hoje não se recuperou do pesadelo stalinista, que, como Isaac Deutscher bem assinalou, foi um amálgama do pensamento sofisticado dos revolucionários europeus com a religiosidade primitiva da Santa Mãe Rússia.

A esquerda retrocedeu ao maniqueísmo
E a História, infelizmente, favoreceu essa perda de densidade crítica por parte da esquerda. O nazifascismo parecia mesmo encarnar o Mal absoluto, colocando os que o combatiam na condição de cruzados do Bem absoluto.

Veio a guerra fria e a estreiteza de visão se consolidou definitivamente, de ambos os lados. A política mundial se tornou um mero western daqueles tempos em que os mocinhos se vestiam sempre de branco e os bandidos só usavam trajes negros.

Então, desde a década de 1950, quando os EUA se colocaram como protetores de Israel e os soviéticos se compuseram com o líder egípcio Gamal Abdel Nasser, ficou estabelecido que a única forma progressista de encararmos os conflitos do Oriente Médio era beatificando os árabes e satanizando os judeus.

A questão no Oriente Médio é muito mais complexa.

Em primeiro lugar, temos um povo (o judeu) milenarmente perseguido, não só devido à maldade intrínseca dos poderosos de todos os tempos, mas também a uma certa vocação para o martírio: nunca quis misturar-se aos outros povos e conviver harmoniosamente com eles, fazendo, pelo contrário, questão de preservar sua identidade cultural/religiosa e de ostentá-la aos olhos de todos.

Então, mais do que a outros povos, fazia-lhe imensa falta um território próprio. Constituindo uma colônia minoritária em outros países e segregando-se rigidamente dos naturais desses países, neles despertava previsível hostilidade.

Ademais, os judeus eram invejados pelos gênios da cultura e da ciência que produziam (Marx, Freud, Einstein e tantos outros) e por seu êxito nas finanças, além de despertarem a hostilidade dos governos pela participação marcante que tinham em movimentos libertários/revolucionários.

É sintomático, aliás, que a esquerda hoje esqueça ou omita a importantíssima contribuição do Bund (União Judaica Trabalhista da Lituânia, Polônia e Rússia) para a gestação do movimento revolucionário russo, no início do século passado.

Gueto de Varsóvia: vítimas ontem, algozes hoje em Gaza. 
HOLOCAUSTO – Ao buscar um inimigo comum contra o qual unir a nação alemã, Hitler não precisou pensar muito: os judeus eram a opção óbvia.

Finda a II Guerra Mundial, a indignação que o Holocausto provocou na consciência civilizada fez com que a ideia de um lar para os judeus passasse a ser vista com simpatia generalizada.

Foi quando estes cometeram seu maior erro de todos os tempos: aceitando a liderança espúria de fundamentalistas religiosos/terroristas sanguinários, implantaram seu estado nacional numa região em que se chocariam necessariamente com outros fundamentalistas religiosos/terroristas sanguinários.

A Inglaterra, império decadente, bem que tentou impedir este desvario, em vão. E as pombas desnorteadas, judeus imbuídos dos melhores ideais, acabaram aderindo em massa ao projeto sinistro dos falcões.

Então, uma das experiências socialistas mais avançadas que a humanidade conheceu, a dos kibbutzim (comunidades coletivas voluntárias israelenses), acabou sendo tentada num país que logo viraria campo minado – e, melancolicamente, foi definhando, até quase nada diferir hoje em dia das cooperativas dos países capitalistas.

As nações árabes só não exterminaram até agora o estado judeu porque jamais o enfrentaram juntas e disciplinadas, sob um verdadeiro comando militar. Mesmo quando vários exércitos combateram Israel, como na guerra dos seis dias, atuaram praticamente como unidades independentes, em função das querelas e disputas de poder entre os reis, sheiks, sultões, califas, emires, etc., de países cuja organização política e social ainda é feudal.

Kibbutzim: os belos ideais se foram, o militarismo ficou.
Os israelenses, por enquanto, têm compensado sua inferioridade numérica com a superioridade de seus quadros e equipamentos militares, bem como com a repulsiva prática de promover massacres intimidatórios, reagindo de forma desproporcional e freqüentemente genocida aos ataques que sofre.

Os movimentos fundamentalistas/terroristas árabes agem como provocadores: sabem que jamais conseguirão enfrentar de igual para igual Israel, mas atraem retaliações contra seus povos, na esperança de que isto acabe trazendo as nações para o campo de batalha. Querem ser o estopim de uma guerra santa e não hesitam em sacrificar os seus em nome dos desígnios de Alá.

Os governantes feudais árabes, entretanto, têm mais medo de serem desalojados dos seus palácios do que ódio por Israel. Sabem que, da mobilização contra o inimigo externo, as massas podem evoluir para o questionamento da desigualdade gritante e dos privilégios odiosos dos tiranetes de seus países. Preferem preservar o status quo, ao preço de fecharem os olhos a atrocidades como as cometidas contra os palestinos em Gaza.

Não se trata de nenhum filme de mocinho-e-bandido, pois só há vilões entre os atores políticos; ninguém que mereça nossa simpatia e aplauso.

Hoje, é esta a 'contribuição' de Israel à humanidade...
Quanto às vítimas, estas sim são indiscutíveis: os civis que, desde 1948, têm sido abatidos como moscas, devido à cegueira e (sejamos francos) imoralidade monstruosa desses atores políticos.

No fundo, a solução sensata seria o estabelecimento dos judeus noutro território qualquer – quantos países paupérrimos não lhes cederiam terras e autonomia administrativa, em troca de recursos e cooperação para seu desenvolvimento?

Mas não é a sensatez que rege o mundo e sim, como Edgar Allan Poe notou, o horror e a fatalidade.

Então, os Hamas da vida seguirão semeando ventos e os israelenses desencadeando tempestades. E os civis que não estão em guerra com ninguém, inclusive velhos, mulheres e crianças, deverão continuar sendo os mais atingidos, para horror do mundo civilizado, até que surja um novo T. E. Lawrence e consiga levar à vitória a guerra santa sonhada pelos fundamentalistas/terroristas árabes.

Em sua arrogância míope, cada vez mais desumanizados, os israelenses esquecem a frase lapidar de Napoleão Bonaparte: "Com as baionetas pode-se fazer tudo, menos uma coisa: sentar-se sobre elas". Ao tornarem o estado judeu um bunker, predispuseram-no ao destino habitual dos bunkers. Mais dia, menos dia, acabam sendo tomados pelos inimigos. Quantos morrerão até lá?

O que temos no Oriente Médio é, portanto, uma tragédia: os acontecimentos marcham insensivelmente para o pior desfecho e nada podemos fazer, exceto atenuar, tanto quanto possível, os banhos de sangue.