Como participar da campanha pela DEMOCRATIZAÇÃO DA MÍDIA?

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LEI DA MÍDIA DEMOCRÁTICA KIT COLETA Todo cidadão/cidadã pode buscar voluntariamente as assinaturas para o projeto. Disponibilizamos abaixo um kit com o material necessário para o diálogo nas ruas.

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sexta-feira, 31 de outubro de 2014

PMDB PREPARA FARSA CONTRA REFORMA POLÍTICA

PMDB PREPARA FARSA CONTRA REFORMA POLÍTICA

http://operamundi.uol.com.br/brenoaltman/2014/10/31/pmdb-prepara-farsa
-contra-reforma-politica/
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O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), mal esperou o final de sua reunião com o chefe da Casa Civil, Aloisio Mercadante, para anunciar compromisso com a mais importante proposta presidencial.
“Reforma política é um consenso”, disse a jornalistas após encontro com o ministro. “E tem que ter realmente a participação popular.” Suspiros de alívio puderam ser ouvidos entre os que se esmeram por construir pontes no Congresso.
Mas a declaração do parlamentar não passa de uma farsa.
A Proposta de Emenda Constitucional 352/2013, enviada à Comissão de Constituição e Justiça no dia 28 de outubro, reafirma os piores aspectos do sistema político-eleitoral. Trata-se de documento que reforça o poder econômico, limita a participação popular e fragiliza os partidos políticos.
Apesar do PT ter se oposto frontalmente aos termos desta proposta, um parlamentar da legenda foi seu relator. O deputado paulista Cândido Vaccarezza, derrotado nas últimas eleições, é quem se prestou a esse papel.
A tal PEC traz sete medidas fundamentais:
– Introduz o voto facultativo, que deixa de ser obrigação constitucional. Analfabetos, maiores de setenta anos e jovens entre 16 e 18 anos nem sequer precisarão se alistar.
– Acaba com a reeleição para todos os cargos executivos, determinando que seus mandatários somente poderão se recandidatar no período subsequente.
– Unifica o calendário eleitoral, fixando que o povo brasileiro somente irá às urnas a cada quatro anos.
– Mantém o financiamento privado das campanhas, tanto individual quanto empresarial, normatizando que apenas partidos políticos poderão receber doações.
– Adota o formato de circunscrição distrital, reduzindo a base eleitoral para áreas menores, que escolherão de quatro a sete parlamentares para a Câmara dos Deputados. O sistema de voto uninominal é mantido.
– Estabelece cláusula de barreira, a ser válida de forma progressiva, pela qual apenas agremiações com um mínimo de 5% dos votos válidos poderão ter funcionamento parlamentar, acesso ao fundo partidário e direito a horários gratuitos no rádio e na televisão.
– Mantém as coligações proporcionais e a possibilidade de descasamento das alianças nas diversas jurisdições eleitorais, além de reduzir o prazo de filiação partidária obrigatória para seis meses.
Vamos ao resumo da ópera.
O projeto costurado pelo PMDB preserva os pilares do modelo eleitoral herdado da ditadura.
Ao consolidar o financiamento empresarial, salvaguarda a influência do capital sobre a representação política. Além de contaminar o processo democrático, conserva uma das principais causas de corrupção no Estado brasileiro.
A continuidade do voto uninominal intensifica a desidratação das agremiações como expressão de projetos nacionais. Chancela-se a reconfiguração partidária em agências gelatinosas para a alavancagem de indivíduos ou grupos ávidos por espaço institucional.
A introdução do voto distrital, se supostamente barateia campanhas, por outro lado reduz ainda mais a densidade programática das disputas. Financiados por máquinas eleitorais irrigadas de recursos privados, candidatos poderão aprofundar laços clientelistas e almejar um posto legislativo federal pela lógica que orienta competições para vereador.
Aprovada a PEC 352, os partidos serão induzidos a reforçar seu caráter de legendas com pouca identidade, conformadas por interesses corporativos e fisiológicos. A clausula de barreira, nessas condições, serve apenas para impulsionar a monopolização dos partidos-empresa ou obstruir atividades de partidos ideológicos minoritários.
Ao contrário de inventar novos mecanismos para a participação popular – como a criação de referendos revogatórios ou consultas populares impositivas -, a PEC dobra o intervalo para a manifestação das urnas.
O comparecimento facultativo somente piora a situação: estimula a ampliação de ofertas materiais ou de ameaças para atrair votantes,  expandindo em nosso território o pior das práticas eleitorais, além de reduzir a base de legitimação do poder público.
Não há como esconder, no núcleo fundamental da proposta, o desejo de despolitizar o país.
São medidas, entre outras, para alargar a influência de correntes centristas, a mais importante delas o PMDB. O ambiente de baixa intensidade programática, afinal, é imprescindível para a existência de blocos que perseguem nacos do eleitorado à sombra da polarização entre os campos conservador e de esquerda.
Esta apresenta-se como opção dominante, ainda que muitas lideranças peemedebistas e dos demais partidos que ocupam espaço ao centro rezem por outra cartilha, eventualmente alinhando-se às forças progressistas ou abrindo-se ao diálogo nessa direção.
O fato é que está emergindo, com ímpeto crescente, uma aliança entre os partidos da direita e o centro oligárquico, mudando o cenário parlamentar dos últimos anos.
A farsa encarnada pela PEC 352 é passo estratégico para esta coalizão antipopular.
Se for aprovada, irá a referendo. Vitoriosa, terá barrado o esforço pela democratização do Estado, principal batalha para que as demais reformas possam ser aceleradas e aprofundadas.
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Como frustrar um coxinha


O cientista político Alberto Carlos Almeida foi convidado do
programa Manhattan Connection da Globo News (que mais
 parece display de padaria) e rebateu sistematicamente as
tentativas ignóbeis de relacionar a eleição de Dilma a uma
 suposta ignorância do nordestino e de querer classificar a
 vitória do PT como uma tentativa de dominação do estado, 
com argumentos e profundo conhecimento do assunto.
A surra teve que ser interrompida bruscamente com Caio Blinder
 gritando: "corta a cabeça desses caras aí"...
Livio Maynard carregou um novo vídeo: Como frustrar um coxinha...
O cientista político Alberto Carlos Almeida foi convidado do programa
 Manhattan Connection da Globo News (que mais parece display de padaria) 
e rebateu sistemat...
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1ª Reunião Plano Nacional de Participação Social Vitória ES

A SOCIEDADE SE ORGANIZANDO. Ousar Lutar, Ousar Vencer. Bora lá gente


quinta-feira, 30 de outubro de 2014

A APOSTA DO MOMENTO - FINAL DO QE3

Seria pela inabilidade da economia mundial em absorver títulos do governo e liquidez ou a economia dos EUA está mesmo melhorando? Que sinais estamos vendo de que a segunda hipótese é verdadeira? A taxa de juro a quase zero, a de desemprego não é confiável pela maquiagem no processamento, ou seja, aquelas pessoas que estouraram o limite da ajuda do governo em "unemployment benefits" não contam, o que representa um número de dois dígitos, segundo se comenta, deve estar ao redor de 15%. Assim mesmo os bancos estão com um estoque de US$2,3 trilhões em excesso de reserva parada! Os numeros da indústria não estão lá essas coisas, o comércio mundial vai mal e não anda, mas os conflitos e as sanções economicas proliferam.

Aonde está o problema? Nos fundamentos politico-economicos! Na política!

Quanto tempo até o QE4? O dólar aguentaria tamanha pressão?

Os EUA não conseguem exportar o suficiente para uma Europa estagnada, e o sonho da ALCA para desafogar evaporou com a derrota de Aécio. Final do tunel!

Segura, Dilma!
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FED SET TO END QE3 CONCEPT

BOND BUYING WILL REMAIN A TOOL IN THE CENTRAL BANK’S MONETARY-POLICY ARSENAL



Federal Reserve Chairwoman Janet Yellen, shown last week, has said she wouldn’t rule out more bond buying if needed to spur growth.


WALL STREET JOURNAL

By
Pedro Nicolaci da Costa http://twitter.com/pdacosta

Updated Oct. 28, 2014 4:03 p.m. ET


Federal Reserve officials meeting Tuesday and Wednesday are virtually certain to end their latest bond-buying program, but they won’t be retiring the policy for good.

Their recent comments show bond purchases are now an established part of the Fed’s policy tool kit that they could employ again in times of deep economic trouble. The central bank has employed three rounds of bond-buying programs since the 2008 crisis, first to stabilize the financial system and later to spur stronger growth.

Several Fed policy makers say they think the latest round of Treasury and mortgage-bond purchases, begun in late 2012, helped lower long-term interest rates, boosting hiring and growth. But they also see a high bar to launching more bond buying—known as quantitative easing, or QE—seeing it as a last resort to use only if very low interest rates and communications efforts were to fail to reverse a sharply worsening economic outlook.

“I think QE is quite effective,” Boston Fed President Eric Rosengren said in a recent interview with The Wall Street Journal, describing the approach as an option for dealing with an adverse shock to the economy.

John Williams, president of the San Francisco Fed, said in a recent Journal interview that he would consider more bond buying in a “worst-case scenario,” in which the forecasts for growth and inflation were very poor and officials had already exhausted other tools to spur the economy.

Supporters of QE note the unemployment rate has dropped to 5.9% in September from above 8% when they launched the current and third round of bond purchases. The economy has grown for most of the past five years, though modestly and erratically. And while inflation has been running below the Fed’s 2% target for more than two years, it has risen a bit and stabilized in recent months.

Fed Chairwoman Janet Yellen has said she wouldn’t rule out more bond buying if needed, and Fed Vice Chairman Stanley Fischer deemed the program “largely successful.”


Yet opponents in academia, on Capitol Hill and even at the Fed cite a number of concerns. Many point to the weak economic growth of recent years and see little benefit to bond buying and many risks.

Fed officials such as Philadelphia Fed President Charles Plosser and Richmond Fed President Jeffrey Lacker worry the new money the Fed created to buy bonds—more than $3 trillion through the three programs—could fuel excessive inflation when growth picks up or asset bubbles that could cause financial instability and potentially another crisis.

Mr. Lacker is among those particularly unhappy with the Fed’s purchases of mortgage-backed bonds in the latest program, saying it “tilts the playing field against borrowers in other economic sectors, such as businesses and renters.”

The Fed’s bond buying has generated plenty of research, with differing conclusions about its effectiveness. Many of the studies agree the programs worked very well to stabilize the financial system during the 2008 crisis, but disagree about how effective the programs have been in boosting growth since then.

In a 2012 speech, then-Fed Chairman Ben Bernanke cited a Fed study estimating the first two rounds of Fed bond purchases in 2008 and 2010 “may have raised the level of output by almost 3% and increased private payroll employment by more than 2 million jobs, relative to what otherwise would have occurred.”
But some studies have found much smaller or unclear benefits.

Mr. Williams wrote a paper this year concluding the Fed’s bond-buying programs “have proven a potent but blunt tool, with uncertain effects on financial markets and the economy.”

Arvind Krishnamurthy, a professor at Stanford University, said his research suggests the bond purchases helped through their direct effect on asset values—for example, by lowering bond yields and pushing up stock prices—and also through the strong signal they sent about the Fed’s intention to keep interest rates down for some time to bolster the economy.

Central Bank Watch

Here is how the central banks in four major advanced economies have moved two key levers of monetary policy in recent years, and how two important economic indicators have responded. Select buttons to show or hide central bank data. Figures updated: October 29, 2014.


Notes: The Bank of Japan does not currently set an interest rate target. Beginning April 4, 2013, the central bank announced it would instead target the yen's monetary base by increasing government bond purchases.
Assets are calculated as percentages of quarterly GDP; generally there is a one quarter lag between assets and GDP.
Unemployment rates are for civilians 15 (Euro zone) or 16 (all others) and older.
Inflation is the change from a year earlier in the price index for personal-consumption expenditures (U.S.) or consumer-price indexes (all others).
Changes in the European Central Bank's interest rate target are shown on the effective dates, not the dates of announcement.
Sources: National statistical agencies and central banks via the Federal Reserve Bank of St. Louis, Bank of England, U.K. Office of National Statistics, European Central Bank, Statistics Bureau of Japan (Ministry of Internal Affairs and Communications)
Interactive by Pat Minczeski, Sarah Slobin, Lakshmi Ketineni, Martin Burch and Tynan DeBold/The Wall Street Journal

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James Bullard , president of the St. Louis Fed, said in a recent interview with Bloomberg TV the Fed could consider continuing the bond purchases beyond this month to keep its options open amid falling U.S. inflation expectations. But no other Fed official has shown support for the idea.

Policy makers have been winding down the bond-buying program all year and decided at their September meeting to end it after this month if the economy continued to improve as expected.

Mr. Rosengren, an advocate for aggressive policies to bring down unemployment, said the Fed’s criteria for ending the bond program have been met. Reaching “5.9% [unemployment] relative to where we were when we started the program is a substantial improvement,” he said.

He said even if his forecast for continued employment gains deteriorated dramatically, he wouldn’t turn to more bond purchases as the first line of defense. “There are other tools that we can use,” he said, such as holding interest rates very low for longer than anticipated and communicating that intent publicly.

Many investors expect the Fed to start raising its benchmark short-term rate from near zero in the middle of next year, a view some top officials have encouraged.
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Write to Pedro Nicolaci da Costa at pedro.dacosta@wsj.com
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http://online.wsj.com/articles/fed-set-to-end-qe3-but-not-the-qe-concept-1414512881
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AÉCIO DEIXARIA BRASIL SEM SAPATOS

20/10/2014      por Breno Altman

O diplomata Celso Lafer, chanceler durante o governo Fernando Henrique Cardoso, teve seus minutos de fama em 2002. Diante de exigências das autoridades de segurança, ao chegar nos Estados Unidos em missão oficial, o ministro tucano tirou os sapatos. De meias, aceitou o ultraje colonial contra o pais que deveria representar com altivez.

Este episódio virou símbolo de uma época.

A política internacional brasileira funcionava como apêndice dos interesses norte-americanos,
submetida à estratégia econômica do governo tucano.

A dinâmica do desenvolvimento não era determinada pela expansão do mercado interno, mas pela atração incondicional de capitais internacionais.

Privatizações e juros estratosféricos eram os principais elementos financeiros de sedução. Uma diplomacia submissa, sem sapatos, o instrumento político para conquistar o favorecimento das potências ocidentais.

O Brasil, naquela época, tinha como principal projeto a integração na Área de Livre Comércio das Américas, a ALCA. Proposto pela Casa Branca, esse bloco eliminaria todas as barreiras alfandegárias e extra-alfandegárias nos mercados ao sul do Rio Grande, com exceção de Cuba.

A indústria norte-americana, beneficiada pela capacidade tecnológica e o poderio financeiro, ganharia um novo mercado com 500 milhões de consumidores potenciais, além de acesso mais fácil a matérias-primas e mão-de-obra barata. As demais nações consolidariam um perfil extrativista e agroexportador.

Tal modelo, calcado no aprofundamento dos laços de dependência, era de interesse do agronegócio e do capital financeiro local. O primeiro grupo lucraria com a abertura comercial. O segundo, com a intermediação de negócios, o crédito ao consumo e o financiamento das trocas internacionais. Estas eram, e continuam sendo, as frações de classe mais vinculadas ao PSDB.

Alguns setores industriais conseguiriam sobreviver, mas o Brasil estaria condenado a perder sua cadeia produtiva, vítima da desnacionalização, com a exportação de empregos industriais para o norte do continente. Mesmo a agricultura de alimentos, menos competitiva que a de grãos, estaria sob perigo de sucumbir às grandes corporações.

Iniciativas regionais

Este processo foi bloqueado com a eleição de Hugo Chávez e Lula, logo seguida por novas vitórias progressistas na América Latina. A ALCA foi fulminada no novo cenário. Abriu-se espaço para uma outra estratégia de crescimento, na qual o Brasil tornou-se peça decisiva.

Talvez em nenhuma outra questão foi tão profunda a mudança conduzida pelas administrações petistas. O centro da política internacional passou a ser o esforço para a integração autônoma da América Latina, como espaço prioritário para a consolidação da própria economia brasileira.

Nos últimos doze anos, além da expansão do Mercosul, assistimos a criação da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) e da Comunidade dos Estados Latinoamericanos e Caribenhos (Celac). O comércio e o investimento dentro do bloco subcontinental cresceram fortemente, abrindo fronteiras para um caminho de desenvolvimento através do qual os países sulistas preservem e ampliem sua soberania industrial, alimentar e financeira.

As iniciativas regionais foram complementadas pela construção de pontes com a África e a Ásia, além do fortalecimento de relações com as demais nações emergentes.

A principal conquista dessa ofensiva foi a consolidação do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) como aliança geopolítica. A criação de um banco comum dessa coalizão, decidida na Cúpula de Fortaleza, em julho deste ano, pode ajudar a romper com a hegemonia das potências ocidentais sobre instituições financeiras que controlam o crédito mundial.

Ao longo dos últimos doze anos, o Brasil multiplicou por quatro suas exportações e quintuplicou seu intercâmbio comercial. Diversificou parceiros e encontrou novos mercados. Apesar das enormes dificuldades internacionais, começou a lenta transição entre o predomínio da venda de bens e serviços para a centralidade da exportação de capitais e tecnologia.

Os avanços não foram apenas econômicos ou regionais. O país vem desempenhando papel de relevo na luta pela superação do mundo unipolar que emergiu do colapso soviético.

Ganhou destaque o empenho pelo direito dos povos à autodeterminação, contra as guerras de agressão, pela democratização das instituições internacionais, contra o neocolonialismo e pela defesa ambiental.

Propósito restauracionista

Infelizmente este temário pouco foi discutido na atual campanha presidencial. Mas o PSDB não deixa dúvidas que gostaria de dar um cavalo de pau na política internacional estabelecida pelo PT.

Seu principal porta-voz para esta agenda, o diplomata Rubens Barbosa, tem deixado claro os fundamentos da orientação que gostaria de implantar. Vale a pena ler sua entrevista recente para o Opera Mundi.

Alegando defender “uma política externa pragmática, fugindo das ideologias”, o ex-embaixador brasileiro em Washington sustenta que o país não deve mais “ficar amarrado ao Mercosul”. A opção seria estabelecer unilateralmente acordos de livre-comércio com a União Europeia, o Japão e os Estados Unidos.

Também critica a relação dos governos petistas com Cuba e seu afastamento da abordagem norte-americana sobre direitos humanos, sempre funcional para deslegitimar processos nacionais que fogem do controle da Casa Branca e se chocam contra seus interesses.

A linguagem melíflua mal esconde o propósito restauracionista. A verdade é que o programa tucano representa alternativa antagônica ao curso seguido por Lula e Dilma em política internacional.

A eventual eleição de Aécio Neves teria fortes consequências regionais, provavelmente abalando o atual desenho geopolítico latino-americano e enfraquecendo o diálogo sul-sul. Não é à toa a torcida descarada e pró-tucano das elites financeiras internacionais e seus meios de comunicação.

Os centros imperialistas de poder não querem outra coisa: o Brasil, novamente sem sapatos, facilitaria enormemente a manutenção de sua hegemonia planetária.
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E ai Aécio... Bora lá conversar? Denuncia de “Overdoses de Aécio” e a “Morte de Modelo” geram retaliação

DELATOR DO MENSALÃO TUCANO ENTRE AÉCIO NEVES E ALOYSIO NUNES - NILTON MONTEIRO


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Xeque - Marcelo Bancalero

Vejam só... E ele ainda quer conversar?

As mazelas de Aécio são compreensíveis, pois é um doente mental assumido, que tem problemas com dependência química.
Mas gente que apoia esse fulano para ser presidente do Brasil...
em problemas muito maiores!


“Overdoses de Aécio” e a “Morte de Modelo” geram retaliação


Matéria sobre a omissão na apuração das overdoses de Aécio e reabertura do caso da morte da modelo une Polícia Civil e MPMG contra Novojornal

Era previsível a retaliação por parte de integrantes do MPMG e da Polícia Civil, que após a tramitação irregular de uma denúncia apócrifa, tenta envolver o Portal jornalístico por defender o denunciante da Lista de Furnas e do Mensalão, Nilton Monteiro. Tudo ocorreu após a recusa pelo diretor responsável do Novojornal a um interlocutor do Governo de Minas em retirar de pauta duas matérias envolvendo três ex-governadores, um ex-vice-governador de Minas e o presidente da CEMIG.

Sabe-se hoje que a retaliação contra o Portal jornalístico foi conduzida pelo Procurador André Estevão Ubaldino Pereira, chefe do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Combate ao Crime Organizado e de Investigação Criminal (CAO Crimo) e Coordenadorias Regionais de Combate às Organizações Criminosas (CRCOCs), todos os órgãos ligados ao MPMG.

A primeira matéria ainda não publicada narrará o que vem ocorrendo na Coordenadoria de Combate e Repressão ao Tráfico Ilícito de Entorpecentes, mais conhecida como Coordenadoria Antidrogas, que além de sua inércia em apurar, desapareceu com o procedimento instaurado em função das overdoses que quase levaram a óbito Aécio Neves, quando o mesmo exercia o Governo de Minas Gerais.

É necessário destacar que tais overdoses ocorreram dentro do Palácio das Mangabeiras, residência oficial do governador de Minas guarnecido pela Polícia Militar, 24 horas por dia. Corporação Militar que cumpriu sua obrigação entregando através de seu serviço reservado um detalhado relato do ocorrido a Coordenadoria Antidrogas, inclusive, sobre a transferência de Aécio Neves em helicóptero operado pela Polícia Militar para o Hospital Mater Dei em Belo Horizonte.

A matéria do Novojornal não tem como destaque o fato de Aécio Neves ser um dependente químico, pois além de não ser novidade, trata-se de uma doença tratável. O objetivo é demonstrar que em função de seu vício, houve a tomada do Poder por setores da área criminal do MPMG, assim como, ligada à defesa na justiça de grandes traficantes, culminando com a nomeação do ex-secretário de Defesa Social o advogado Mauricio Campos.

Refém de seu vício, o ex-governador Aécio Neves viu-se envolvido, mesmo que para alguns involuntariamente, na defesa de um afrouxamento por parte das autoridades públicas na repressão e combate ao tráfico de drogas, com a justificativa da introdução de uma política pública no Estado visando à descriminalização das drogas, mesmo antes da aprovação de leis neste sentido.

A matéria mostrará ainda que tal política pública visava manter uma Apartheid do vício. Enquanto para as classes sociais mais elevadas, onde o preço da droga chega a ser três vezes maior, o consumo é considerado “recreativo”, nas classes menos favorecidas, onde predomina a droga de baixo custo desta maneira com pequeno lucro, é tratado com prisão. Evidente que independente do mérito da legalização ou não das drogas, o que será abordado é a necessidade de combate a quem fornece a droga, o traficante e as organizações criminosas a que pertencem.

Mostraremos que nos últimos 10 anos não houve em Minas Gerais através da Coordenadoria de Combate e Repressão ao Tráfico Ilícito de Entorpecentes, qualquer operação de destaque com a desarticulação de grandes quadrilhas e apreensão proporcional, fruto de um trabalho de inteligência que merecesse o mesmo cuidado obtido no combate a crimes fiscais.

O Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Combate ao Crime Organizado e de Investigação Criminal, foi transformado em um braço auxiliar e arrecadatório do Executivo através da Secretaria da Fazenda, que mesmo ao arrepio da Lei, forneceu e mantém os equipamentos de escuta telefônica e outras tecnologias utilizadas de maneira irregular, conforme denunciado por Novojornal na matéria; PGJ-MG serve apenas de fachada para “Central de Grampo Clandestino”. Fato reconhecido em relatório pelo CNMP- Conselho Nacional do Ministério Público.

A segunda matéria, esta já publicada, foi; “Juíza do “Mensalão Mineiro” manda investigar morte de modelo” diz respeito à morte da modelo Cristiane Aparecida Ferreira. Após sua publicação acompanhada dos documentos exibidos na reportagem do “Mensalão Tucano” comprovando que modelo assassinada recebera R$ 1.800.000,00 de Walfrido dos Mares Guia, obrigou a Juíza Neide da Silva Martins e o Promotor João de Medeiro à abrirem nova linha de investigações para analisar nova vertente criminal.

Depoimentos informam que Cristiane Aparecida Ferreira atuou transportando valores milionários a serviço do esquema do “Mensalão Tucano”.

No entender de diversos criminalistas que se dedicam ao caso, a morte da modelo não foi um crime passional em relação ao seu namorado, Cristiane estaria jurada de morte por esposas de diversos figurões da sociedade mineira. Segundo um dos criminalistas que atua no caso, o assassinato da modelo realmente foi cometido por Reinaldo Pacífico, conforme sua condenação, porém, provas e evidências demonstram que houve um ou mais mandantes, porque Cristiane tornara-se “perigosa”, para o esquema, pois além de conhecer toda operação mantinha relação amorosa com os principais operadores do esquema, desta forma, no entendimento destes criminalistas, a morte da modelo foi uma queima de arquivo.

Como narrado anteriormente, diante das provas existentes nos autos, a Juíza da 9ª Vara Criminal de Belo Horizonte determinou a abertura de um novo inquérito para apurar exclusivamente a participação de Cristiane no esquema conhecido como “Mensalão Tucano”.

O processo tramita em Belo Horizonte por decisão do ministro Joaquim Barbosa. Segundo os criminalistas, comprovadamente Cristiane mantinha um caso amoroso com o atual presidente da Cemig Dijalma Moraes, com o ex-ministro e ex-vice-governador Walfrido dos Mares Guia e com o ex-governador Newton Cardoso e Itamar Franco.

“Com a abertura deste novo inquérito, quebra-se a resistência do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Combate ao Crime Organizado e de Investigação Criminal dirigido pelo Procurador Andre Estevão Ubaldino Pereira, que recusava reabrir o caso da morte da modelo”, conclui um dos criminalistas ouvidos por Novojornal.

A matéria noticiava ainda que o inquérito que apurou o crime ocorrido no San Francisco Flat, um aparte hotel de luxo da capital mineira, teve várias de suas páginas arrancadas se transformando em ação penal com a condenação do despachante Reinaldo Pacifico, que até hoje continua solto sem qualquer explicação das diversas autoridades envolvidas.

Infelizmente, fazer jornalismo em Minas Gerais onde o Estado foi capitulado pelo pior lado da classe política do Ministério Público e da Polícia Civil, tornou-se profissão de alto risco. A matéria relativa às overdoses de Aécio Neves será publicada simultaneamente com o lançamento de um livro que abordará seu comportamento desde que veio para Belo Horizonte em 1983 da Cidade do Rio de Janeiro até sua gestão frente o Governo de Minas Gerais.

A reportagem do Novojornal procurou em Janeiro de 2013 o ex-governador e atual senador Aécio Neves e o Hospital Mater Dei por duas vezes e os mesmos recusaram-se a comentar as internações ocorridas. O Procurador Andre Estevão Ubaldino Pereira, chefe do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Combate ao Crime Organizado e de Investigação Criminal (CAO Crimo), foi consultado sobre possíveis ocorrências de overdose do ex-governador e até o fechamento desta matéria nada respondeu.
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terça-feira, 28 de outubro de 2014

BOFF: Para entender a vitória de Dilma Rousseff 27/10/2014

Para entender a vitória de Dilma Rousseff

Nestas eleições presidenciais, os brasileiros e brasileiras se confrontaram com uma cena bíblica, testemunhada no salmo número um: tinha que escolher entre dois caminhos: um que representa o acerto e a felicidade possível e outro, o desacerto e infelicidade evitável.
Criaram-se todas as condições para uma tempestade perfeita com distorções e difamações, difundidas na grande imprensa e nas redes sociais, especialmente uma revista que ofendeu gravemente a ética jornalística, social e pesssoal publicando falsidades para prejudicar a candidata Dilma Rousseff. Atrás dela se albergam as elites mais atrasadas que se empenham antes em defender seus privilégios que universalizar os direitos pessoais e sociais.

Face a estas adversidades, a Presidenta Dilma ao ter passado pelas torturas nos porões dos órgãos de repressão da ditadura militar, fortaleceu sua identidade, cresceu em determinação e acumulou energias para enfrentar qualquer embate. Mostrou-se como é: uma mulher corajosa e valente. Ela transmite confiança, virtude fundamental para um político. Mostra inteireza e não tolera malfeitos. Isso gera no eleitor ou eleitora o sentimento de “sentir firmeza”.
Sua vitória se deve em grande parte à militância que saiu às ruas e organizou grandes manifestações. O povo mostrou que amadureceu na sua consciência política e soube, biblicamente, escolher o caminho que lhe parecia mais acertado votando em Dilma. Ela saiu vitoriosa com mais de 51% dos votos.
Ele já conhecia os dois caminhos. Um, ensaiado por oito anos, fez crescer economicamente o Brasil mas transferiu a maior parte dos benefícios aos já beneficiados à custa do arrocho salarial, do desemprego e da pobreza das grandes maiorias. Fazia políticas ricas para os ricos e pobres para os pobres. O Brasil fez-se um sócio menor e subalterno ao grande projeto global, hegemonizado pelos países opulentos e militaristas. Esse não era o projeto de um país soberano, ciente de suas riquezas humanas, culturais, ecológicas e digno de um povo que se orgulha de sua mestiçagem e que se enriquece com todas as diferenças.
O povo percorreu também o outro caminho, o do acerto e da felicidade posssível. Neste ele teve centralidade. Um de seus filhos, sobrevivente da grande tribulação, Luiz Inácio Lula da Silva, conseguiu com políticas públicas, voltadas aos humilhados e ofendidos de nossa história, que uma Argentina inteira fosse incluída na sociedade moderna. Dilma Rousseff levou avante, aprofundou e expandiu estas políticas com medidas democratizantes como o Pronatec, o Pro-Uni, as cotas nas universidades para os estudantes vindos da escola pública e não dos colégios particulares; as cotas para aqueles cujos avós vieram dos porões da escravidão assim como todos os programas sociais do Bolsa Família, o Luz para Todos, a Minha Casa, minha Vida, o Mais Médicos entre outros.
A questão de fundo de nosso país está sendo equacionada: garantir a todos mas principalmente aos pobres o acesso aos bens da vida, superar a espantosa desigualdade e criar mediante a educação oportunidades aos pequenos para que possam crescer, se desenvolver e se humanizar como cidadãos ativos.
Esse projeto despertou o senso de soberania do Brasil, projetou-o no cenário mundial como uma posição independente, cobrando uma nova ordem mundial, na qual a humanidade se descobrisse como humanidade, habitando a mesma Casa Comum.
O desafio para a Presidenta Dilma não é só consolidar o que já deu certo e corrigir defeitos mas inaugurar um novo ciclo de exercício do poder que signifique um salto de qualidade em todas as esferas da vida social. Pouco se conseguirá se não houver uma reforma política que elimine de vez as bases da corrupção e que permita um avanço da democracia representativa com a incorporação da democracia participativa, com conselhos, audiências públicas, com a consulta aos movimentos sociais e outras instituições da sociedade civil. É urgente uma reforma tributária para que tenha mais equidade e ajude a suplantar a abissal desigualdade social. Fundamentalmente a educação e a saúde estarão no centro das preocupações desse novo ciclo. Um povo ignorante e doente não pode dar nunca um salto rumo a um patamar mais alto de vida. A questão do saneamente básico, da mobilidade urbana (85% de população vive nas cidades) com transporte minimamente digno, a segurança e o combate à criminalidade são imperativos impostos pela sociedade e que a Presidenta se obrigará a atender.
Ela nos debates apresentou um leque signficativo de transformações a que se propôs. Pela seridade e sentido de eficácia que sempre mostrou, podemos confiar que acontecerão.
Há questões que mal foram acenadas nos debates: a importância da reforma agrária moderna que fixa o camponês no campo com todas as vantagens que a ciência propiciou. Importa ainda demarcar e homologar as terras indígenas, muitas ameaçadas pelo avanço do agro-negócio.
Por último e talvez o maior dos desafios nos vem do campo da ecologia. Severas ameaças pairam sobre o futuro da vida e de nossa civilização, seja pela máquina de morte já criada que pode eliminar por várias vezes toda a vida e as consequências desastrosas do aquecimento global. Se chegar o aquecimento abrupto, como inteiras sociedades científicas alertam, a vida que conhecemos talvez não possa subsistir e grande parte da humanidade será letalmente afetada. O Brasil por sua riqueza ecológica é fundamental para o equiíbrio do planeta crucificado. Um novo governo Dilma não poderá obviar esta questão que é de vida ou morte para a nossa espécie humana.
Que o Espírito de sabedoria e de cuidado oriente as decisões difíceis que a Presidenta Dilma Rousseff deverá tomar.

FEMOPOVI- Exemplo de Movimento comunitário - A luta por mudanças , o registro da campanha MUDA MAIS DILMA




Quando conheci o trabalho da Femopovi foi em um momento triste em nosso estado, eram as chuvas de dezembro. Juntamente com alguns companheiros da UFES e outros que vieram apenas com intuito de ajudar um irmão de nossa terra e que naquele instante necessitava de nosso socorro, agora me emociono em lembrar daqueles que perderam o pouco que tinham, mas tinham em pessoas como vocês a esperança de um recomeço, hoje quando vejo o céu escurecer e a chuva cair vem a lembrança de momentos que jamais se apagarão de minha mente e coração. Mas tenho a certeza que o povo organizado, que lutam em prol do melhor para a sua comunidade jamais serão esquecidos, tive feliz oportunidade de conhecer um movimento de moradores atuante e guerreiro, mesmo em momento de tristeza que foi nas chuvas de verão.
Hoje temos no poder um partido que busca olhar para aqueles que nunca foram vistos e sim visitados em época de eleição, atrás de seus valiosos votos. Passamos por problemas que qualquer governante ou partido enfrenta, mas muitos entenderam aquilo que Dilma e Lula fizeram e tentam fazer por aqueles que a muito não foram sequer lembrados e por isso hoje são taxados de ignorantes e analfabetos. Não pensamos em um país para uns poucos, mas em uma nação no qual todos possam viver dignamente e com igualdade, pode ser uma utopia, mas lutemos para isso.
Talvez não tenha transmitido aquilo que gostaria, mas as palavras são de coração.
Obrigado pela sua luta!

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Faço minhas as palavras de Luiz Reis e rendo a vcs. , exemplo de que é possível um movimento comunitário não se prestar a servir a políticos
 ou partidos.

Eu os admiro demais e é um prazer caminhar junto a vcs.
SIGAMOS

E parabéns
, Viana é 80% Dilma Rousseff, as urnas revelaram

E muitas lutas nos manterão unidos. Hasta siempre

PS: Viana é um municipio da Grande Vitória, antes do Mais médico, era o municipio campeao mundial de violência. A Femopovi, os médicos cubanos e a crescente participação cultural social fez reduzida a tx.fundamental o engajamento da sub secretaria de Saúde: Stela Dias.

MUDA MAIS DILMA, coração valente, foco em Viana, ... Juntos somos fortes
Fernanda Tardin

Os 3 pontos fundamentais para tocarmos a luta : O Brasil de Hoje está muito além das grades partidárias.

Marcos Rebello 

O Brasil de Hoje está muito além das grades partidárias.

Acho que a maioria ainda não entendeu a situação. Três pontos essenciais que estão interconectos. Não adianta escolher um e tentar esquecer os outros para tentar justificar QUALQUER coisa . Vamos lá: 

1- O Brasil das classes mais baixas consiste na esmagadora maioria da sociedade. Esta enorme maioria não era enxergada por todos os governos antes de Lula. Ou seja, este era, e continua sendo, o Brasil de fato por razões ÓBVIAS. Porque o que manda são os números, e números grandes, multiplicando-se, mandam em qualquer equação. Neste caso a equação é a SOCIAL que pressiona e exige da ECONOMIA. Ou seja, mais cedo ou mais tarde essa multidão estaria arrebentando os portões das metrópoles para entrar nas mansões e casas da classe média. Hoje este comportamento já pode ser visto em menor escala e é POR ESTE MOTIVO que os que votaram em Aécio gritam desesperados por uma VOLTA ao país das maravilhas. Gritam EM VÃO! Porque a nescessidade maior de criar condições de sobrevivência e desenvolvimento para esta esmagadora maioria é um imperativo moral e economico. 

2- O modelo do Estado Republicano atual sustentado pela democracia representativa está completamente falido! Ele foi desenhado há mais de dois séculos e não corresponde às demandas da sociedade moderna que desenvolveu culturalmente, possui novos modos de comunicação e é dotada de tecnologia ultra sofisticada. Alem disto, os grupos de interesse econômico através dos séculos conseguiram aparelhar a máquina do estado e tem assim controle quase total sobre as instituições que dirigem sucessivos governos. Ou seja, a sociedade no sistema politico atual, que pelo processo eleitoral coloca nos governos seus representantes, não consegue que representem porque há um enorme espaço  entre o representante e o representado. É neste espaço, que sempre cresce, onde se inserem os poderes econômicos com interesses particulares, razão porque a máquina do governo não consegue governar para a sociedade, mas apenas para os grandes interesses.

3- A corrupção do estado através dos sucessivos governos ocorre pela compra de favores e de indivíduos nas diversas  instituições do estado. Inteiros partidos políticos são comprados e feitos reféns por ideologias que corrompem o interesse da maior parte da sociedade. Este interesse é a vida em comum, pacífica e ordeira para que haja desenvolvimento e manutenção da cultura. Sem equilíbrio econômico e identidade cultural não há sociedade e não há vida em comum. O resultado é o individualismo doentio que corrompe todos os valores reais do ser humano. Resulta que a sêde pelo poder corrompe toda a sociedade desde que o aparelhamento e o controle das instituições do estado é o alvo maior que representa o sucesso. 

Este modelo de Estado, que obriga governos a serem corrompidos por grandes interesses, não serve para manter uma sociedade sadia. Isto tem que mudar.

Agora, fazer uma Reforma para simplesmente redistribuir o mesmo processo de formação de forças políticas para manter o mesmo modelo de Estado é improdutivo porque resultará nas mesmas forças agindo da mesma maneira para aparelhar as mesmas instituições do Estado. Isso desde que os mesmos interesses estarão agrupados agindo da mesma maneira.

O que é preciso fazer é uma reforma na formação das forças politicas e isso só será possível com uma mudança nos conceitos sobre valor na sociedade.