Como participar da campanha pela DEMOCRATIZAÇÃO DA MÍDIA?

Como participar da campanha pela DEMOCRATIZAÇÃO DA MÍDIA?
LEI DA MÍDIA DEMOCRÁTICA KIT COLETA Todo cidadão/cidadã pode buscar voluntariamente as assinaturas para o projeto. Disponibilizamos abaixo um kit com o material necessário para o diálogo nas ruas.

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“ES BLOG 2015 | INTERNET - TRINCHEIRA DE LUTAS”

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INSCRIÇÕES - Dê 1 Click. O ES abrirá o ano dos encontros. Dias 06 e 07 de março , na UFES, com uma programação que trará Altamiro Borges, Aparecido Araujo Lima, Tereza Briggs, Marcelo Saldanha entre outros blogueiros. Falaremos de Trincheira de lutas, democratização da mídia, banda larga , Teatro do Oprimido como ferramenta de empoderamento popular . Tudo isto em meio a oficinas e eventos culturais.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Aluizio Palmar: Midia Golpista - resgate Histórico em forma de poema


Quando vejo este movimento contra Dilma,
a quem respeito e em quem confio,
busco na minha memória
algo que me ensine
o que fazer agora.
Não confio nos meios de comunicação
que não explicitam a que interesses defendem...
A campanha que hoje é feita
por grandes meios de comunicação
me faz mal, me sinto, eu próprio atacado...
Lembro, pra refletir...
804 – Perguntas, perguntas, perguntas
Quem lembra?
Quanto era o salário mínimo antes da era Lula?
60 dólares?
E em 2014, 12 anos depois,
300 e quantos dólares?
E governar, é mole?
Considerar o judiciário, o legislativo?
Administrar quem executa?
Eu mesmo, dos governos que vivi,
não lembro de época melhor.
Nunca vivi em tanta liberdade
de ir, de vir, falar, fazer...
De Getúlio, lembrança vaga,
tostões, contos de réis...
De Juscelino, o Aerowillys,
o Peixe Vivo, 50 anos em 5...
De Jânio, a vassoura mágica,
o português formal...
De Jango, a movimentação popular,
o clima de animação, festa...
De Castelo Branco,
a ausência de alegria...
De Costa e Silva, os soldados,
como animais presos,
a baterem, baterem, baterem...
De uma trinca militar, o silêncio,
a proibição das conversas,
a desconfiança...
De Médici, as mortes e mortes,
as torturas, as prisões, a bestialidade...
De Geisel,
a continuação da dureza...
De Figueiredo, os cavalos,
as besteiras, a boçalidade...
De Tancredo,
a esperança...
De Sarney,
a falsidade...
De Collor, as mentiras,
o trincado dos dentes...
De Itamar, o bem fazer inesperado,
a coragem do real...
De Fernando Henrique,
a novidade do professor...
De Lula, a linguagem, a novidade,
gente que se parece comigo...
De Dilma, a mãe
boa e firme...
E as mortes dos presidentes,
lembra?
Não sei como morreu Getúlio,
tenho dúvidas.
Não sei como morreu Juscelino,
desastre armado?
Não sei como morreu Jango,
morto a remédios?
Não sei como morreu Castelo Branco,
armado desastre?
Não sei como morreu Costa e Silva,
um morto falsamente vivo?
Não sei como morreu Tancredo,
assassinado a queima roupa,
à porta da Catedral?
Não sei como morreu...?
E agora,
eu penso e falo,
eu falo e faço,
eu sinto e não tenho medo de sentir...
E eu, conserto rapidamente
a torneira que pinga na minha cozinha?
Faço o meu dever de casa,
aquele que me permite criticar
a quem imagino não faz
porque não quer?
E as variáveis que me fazem adiar
o conserto da torneira?
E os desconhecidos fatos e possibilidades,
que fazem com que alguém
tome decisões diferentes do que desejo?
O que há embaixo
dos caracóis dos meus cabelos?
E lá dentro do formigueiro,
o que de fato há,
diferente do que imagino?
Ah! Perguntas, perguntas, perguntas...
Mas, ah! Isto acredito,
o filósofo, lembra?,
tem razão:
o que vale é a boa vontade...
Descurtir · 

Tucanos golpistas abandonados! PMDB anuncia apoio ao governo e pede intervenção de Lula |...

Marcos Rebello compartilhou um link na sua linha do tempo.
1 h · 
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, nesta quinta-feira (26), durante encontro realizado com a bancada do PMDB no Senado, que o governo federal...
BRASIL29.COM.BR

Boechat: Aécio Neves (PSDB-MG) seria o principal nome na lista da Lava Jato


Agora esta' explicado por que Aecio anda fazendo tanta agitacao: 
e' para despistar e encurralar o governo, impedindo que cheguem
 nele as investigacoes.
Boechat: Aécio Neves (PSDB-MG) seria o principal nome na lista da Lava Jato
JORNALI9.COM

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Papa consulta Boff para escrever nova encíclica

Marcos Rebello compartilhou um link.
7 h · 
O papa Francisco consultou o teólogo e escritor brasileiro Leonardo Boff para escrever sua nova encíclica, a qual terá o meio ambiente como tema principal....
NOTICIAS.UOL.COM.BR

Chile contra a impunidade

Chile contra a impunidade

Por onde se começa a procurar por alguém que desaparece? Por uma pessoa que não voltou mais para casa. Um cidadão que, dizem os vizinhos, foi levado aos tapas e colocado em um caminhão lotado de militares armados. Por onde começar essa busca, se é justamente o Estado, aquele que deve proteger, o maior suspeito do desaparecimento? Esta angústia foi tema do filme Missing, que relata a história real da busca do pai e da mulher de Charles Horman, cidadão norte-americano desaparecido em Santiago dias após o golpe de 1973. O drama acompanha cada passo da procura do pai e da mulher: pedido de ajuda à Embaixada, procura em delegacias e hospitais. Mostra que qualquer cidadão, estrangeiro ou chileno, estava sujeito a ser preso arbitrariamente, torturado, vigiado e a desaparecer no Chile pós-golpe. Também deixa clara a participação do governo dos Estados Unidos na queda do então presidente Salvador Allende.
Cena de Missing (Reprodução)
Cena de Missing (Reprodução)
Não havia registros de Horman em delegacias ou hospitais. Ainda assim, depois de muito procurar, seu pai e sua mulher tiveram um privilégio que muitos familiares de vítimas das ditaduras, inclusive no Brasil, não tiveram. Souberam que ele, de fato, fora preso clandestinamente, levado para um estádio-prisão, brutalmente torturado e depois assassinado. Foi enterrado em uma parede do Estádio Nacional. A justificativa: sabia demais. Depois de pagar as devidas taxas, a família conseguiu levar o corpo a Nova York.
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O anseio do pai, Edmund, de processar os responsáveis pelo sequestro, tortura e morte de seu filho não foi possível de sanar. Para começar, os processos burocráticos do governo chileno impediram que o corpo chegasse nos EUA em tempo de fazer um exame necroscópico capaz de determinar a causa da morte ou quais lesões a vítima havia sofrido. Além disso, como a ditadura de Augusto Pinochet terminou apenas em 1990, a família teve acesso aos documentos do caso somente em 1999. (Para acessá-los, cliqueaqui ) Edmund morreu em 1993, aos 87 anos.
Finalmente, em 2 de fevereiro de 2015, um juiz chileno condena a sete anos de prisão o brigadeiro reformado Pedro Espinoza pela morte de Horman e também de Frank Teruggi, outro cidadão norte-americano que desapareceu entre 21 e 22 de setembro de 1973. Teruggi – outro personagem do filme — era um estudante de 24 anos, amigo de Horman, que escrevia o boletim de esquerda FIN (Fonte de Informação Norte-americana).
Apesar de a lei de anistia ainda estar vigente no Chile, Espinoza está detido no presídio especial para militares de Punta Peuco, em Santiago, cumprindo penas por violação de direitos humanos. Junto dele, foi condenado a dois anos de prisão o ex-funcionário civil da Força Aérea chilena Rafael González. As duas penas são de primeira instância e é possível recorrer.
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O filme é de 1982 e foi dirigido por Costa-Gavras. Na ocasião, Nathaniel Davis, embaixador norte-americano no Chile de 1971 a 1973, entrou com um processo contra o diretor e a Universal Studios, mas seu pedido de indenização de 150 milhões de dólares foi negado pela Justiça. Para proteger as pessoas, a narrativa mudou o nome de alguns personagens, como a que representou a mulher de Horman, Joyce. No filme, ela se chamava Beth. O enredo é baseado na obra de Thomas Hauser, The Execution of Charles Horman: An American Sacrifice.
A ditadura de Pinochet deixou pelo menos 3.000 mortos e 38.000 torturados, segundo estimativas oficiais. Acabar com a lei de anistia é uma das promessas da campanha da presidenta Michele Bachelet, também vítima da ditadura. O texto foi aprovado em 1978 para garantir impunidade àqueles que cometeram violações de direitos humanos durante os cinco primeiros anos da ditadura, que se estendeu até 1990.

A República do Paraná e a contrarrevolução conservadora

A República do Paraná e a contrarrevolução conservadora
Três fatos gravíssimos ocorridos no Paraná antecipam a contrarrevolução conservadora que se anuncia no Brasil.
Leonardo Avritzer*
Nesta conjuntura política confusa na qual com menos de dois meses de governo, alguns atores políticos falam em impeachment e outros em derrubada judicial do governo, alguns acontecimentos ocorridos nas últimas semanas no Paraná nos dão uma boa ideia do que ocorrerá no Brasil se as forças progressistas não reagirem a altura dos desafios colocados pela conjuntura.
Três fatos gravíssimos ocorridos no Paraná antecipam a contrarrevolução conservadora que se anuncia no Brasil: o assalto aos trabalhadores do setor público pelo governador Beto Richa; a tentativa de partidarizar as delações da operação "Lava Jato" e a absoluta imobilidade da polícia federal em investigar os vazamentos seletivos durante o processo eleitoral. Analisemos cada um deles.
O Paraná como quase todos os estados da federação se encontra em uma situação financeira difícil provocada seja por um processo de reeleição bastante custoso, como também pela situação mais geral da economia que tem reduzido a capacidade de arrecadação dos estados. 
Mas, apenas no Paraná, o governador dirigiu um assalto ao funcionalismo e ao setor público.

No dia 04 de fevereiro, o governador do Paraná - utilizando a supermaioria que ele tem na Assembleia Legislativa no estado - apresentou em regime de urgência urgentíssima um projeto de lei (06/2015) que, entre outras coisas, extinguiu o Fundo Previdenciário dos Funcionários Públicos do estado incorporando-o ao orçamento do setor público. Além disso, o governo do Paraná extinguiu os quinquênios e tornou as licenças dos servidores inviáveis, uma vez que sua concessão passou a depender dos secretários de estado.
Ou seja, na ânsia de equilibrar o orçamento estadual, o governo retirou direitos que o funcionalismo tem há décadas. Pior, ele ameaça fechar ou desativar quatro universidades estaduais que estão, juntamente com as universidades estaduais paulistas e cariocas, entre as melhores do país. Apenas, a mobilização social impediu o pior, mas aqui já se anunciou o projeto socialmente regressivo através do qual o PSDB pretende equilibrar o orçamento público no Brasil.
O segundo pilar da república do Paraná é um judiciário politizado e partidarizado.
Evidentemente que a inciativa de deslanchar a operação Lava Jato foi extremamente bem vinda, já que a população brasileira não aguenta mais as formas ilegais de financiamento do sistema político. Também foram extremamente exitosas os acordos para a recuperação de ativos desviados da Petrobrás.
Mas, rapidamente, a operação Lava Jato foi politizada com o vazamento de informações que tinham como objetivo criminalizar o partido do governo e interferir no processo eleitoral.
Acusações que chegaram a ser feitas à própria presidente na fase final da corrida eleitoral não tiveram a sua origem devidamente explicitadas e comprometeram fortemente a ideia de uma investigação republicana sem objetivos políticos.
Pior, as delações premiadas passaram a transformar bandidos em heróis desde que apontassem na direção de um partido. Tal fato coloca mais uma vez o judiciário brasileiro em questão na sua capacidade de punir malfeitos e a corrupção utilizando as regras do estado de direito.
No caso da república do Paraná e de seu maior expoente judicial, o juiz Moro, a situação é bem pior. Deturpa-se o estado de direito, coagindo física e moralmente os suspeitos como é o caso das condições degradantes que os donos de empreiteiras estão sendo submetidos, para coagí-los a assinar delações sou confissões para as quais o estado não tem prova.
Esse instituto parece ser uma enorme deturpação do estado de direito e sugere uma completa politização e partidarização das investigações judiciais que ao que parece dispensam a apresentação de provas empíricas. O único objetivo parece ser obter uma informação que possa ser vazada à imprensa e aproveitada por atores políticos perdedores da última eleição presidencial.
Por fim, cabe aqui mencionar o papel da Polícia Federal. O Paraná apresenta a situação lamentável de uma polícia que não tem mais comando centralizado, que abandonou os princípios republicanos básicos e no qual os delegados podem se dar ao luxo de se expressar politicamente contra o governo ou de não investigar aquilo que não lhes interessa investigar.
O melhor exemplo vem de artigo na Folha de São Paulo desta semana no qual a advogada de um dos investigados pela Lava Jato expressa sua perplexidade em relação a não investigação de vazamentos pela polícia federal do Paraná. Amplamente ignorado pela grande imprensa, ela afirma que foi ao Ministério da Justiça informar ao ministro que o inquérito que apura vazamentos ouviu quatro jornalistas que não quiseram informar as suas fontes, direito este consagrado pela Constituição.
Nenhuma outra estratégia investigativa foi tentada porque nada se procurou investigar. Ou seja, a mesma polícia federal que pula muros para aparecer na TV, constrange empreiteiros no cárcere e não investiga vazamentos que tiveram como objetivo desestabilizar o processo eleitoral de uma eleição para presidente. Ou seja, não parece existir o crime de lesão a soberania popular para a República do Paraná.
O Paraná representa muito bem o projeto regressivo da direita brasileira expresso pelo mote “desempoderamento da democracia e partidarização do Estado de Direito”.
Esse projeto, que despreza a vontade popular expressa no pleito do dia 26 de Outubro, parece ter igual desprezo pelo estado de direito e os métodos que ele consagrou para punir delitos. A justiça é confundida com a vingança e não se legitima em nenhum processo público.
Esse projeto que se apresenta como alternativa de poder em um momento em que o poder não está ou não devia estar em disputa, deve ser respondido a altura pelos brasileiros que continuam acreditando que os problemas do país podem ser resolvidos com mais democracia e mais Estado de Direito.
_________

Leonardo Avritzer é doutor em sociologia pela New School for Social Research (1993) e pós-doutor pelo Massachusetts Institute Of Technology (MIT), é professor adjunto da Universidade Federal de Minas Gerais.

Nota do PT sobre a situação na Venezuela


Nota do PT sobre a situação na Venezuela
O Partido dos Trabalhadores tem acompanhado com atenção a situação política
 venezuelana e expressa sua preocupação sobre fatos recentes que atentam contra
 a vontade popular. Diante dos fatos noticiados, reafirma seu repúdio a quaisquer
 planos de golpe contra o governo legitimamente eleito de Nicolás Maduro.
Apoiamos a manifestação do Governo brasileiro, que, em nota pública, assumiu o
 compromisso de “contribuir, sempre que solicitado, para a retomada do diálogo político 
amplo e construtivo”, e também apoiamos o papel da UNASUL buscando intermediar
um diálogo através da atuação dos Chanceleres do Brasil, Colômbia e Equador.
Esperamos que as partes possam chegar a um acordo pacífico que confirme a escolha 
feita pelo povo venezuelano nas últimas eleições, quando deixou clara a opção pelo 
aprofundamento das políticas sociais iniciadas no governo de Hugo Chávez.
Rui Falcão
Presidente Nacional
Mônica Valente
Secretária de Relações Internacionais


Frente Amplio expresa apoyo a ‪#‎Venezuela‬ ante agresión de EEUU
http://tlsur.net/1w4G3Gb
* Fuente: teleSUR TV @teleSURtv 8 shace 8 segundos

El Frente Amplio de Uruguay se solidarizó con el Gobierno venezolano ante cualquier ataque que pretenda sembrar la inestabilidad en esa nación 
suramericana
TELESURTV.NET|POR TELESUR/FRENTE AMPLIO/CF-JR


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Juiz que mandou apreender dirige Porsche de Eike


Isso não existeee! Isso é mentiraaaa! Me tirem daquiiii!!!
É cada paulada hoje em dia que não dá pra acreditar.
Até o riso sai tôrto!
Responsável por ordenar apreensão de todos os 11 carros de Eike Batista, o juiz federal Flávio Roberto de Souza foi visto na manhã de hoje (24) dirigindo o Porsche Cayenne branco do empresário; o juiz chegou com o veículo à sede da...
BRASIL247.COM|POR BRASIL 24/7

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

ESBLOG - Programação, Inscrição , Oficinas e continuação via Projeto Extensão UFES





O ES abrirá o ano dos encontros.

https://esblog2015.wordpress.com/inscricoes/ vagas limitadas. Participe.

ES BLOG Arte Final : Organização e apoios
Programação:https://esblog2015.wordpress.com/programacao/ ( ACESSE O FORMULARIO no link acima e faça sua INSCRIÇAO

Dia 06 de março
18:30 - Conferência: “Democratizar é preciso - Internet trincheira de lutas”, com Altamiro Borges
19:30 - Plenária: Debate de construção da ação (Aparecido Araújo, Fabio Malini, Orlando Lopes e Tereza Briggs)
20h30 - Teleconferência (Skype) - “Democracy now“ , com Andrés Thomas Conteres
22:00 - Noite Cultural
Estacionamento CCHN e Adufes:
Festa: Latinoameric@ - Cultura também é política!
Sarau Cultural (a atualização será feita à medida em que forem confirmadas atrações. Em breve será divulgado o link para inscrição de interessad@s em se apresentar no Sarau Cultural.)
Música ao vivo
DJ

07/03 - SÁBADO
08:00 - Café CULT
09:00 - Oficina Teatro do Oprimido, com Tereza Briggs
12:00 - Almoço
13:00 - Internet Banda Larga Cidadã - Liberdade e independência - Nós podemos ter a nossa propria Internet, com Marcelo Saldanha
OFICINAS em DESTAQUE ( Para Escolha de uma oficina cada participante)
14:00 - Grupos de Trabalho e Oficinas
1- Do Pasquim ao Midia Livre: Oficinas de Linguagem Formas diversas de comunicação (Coletivo Levante)
2 - Oficina de Midia ativismo para os Movimentos Sociais (Fábio Malini)
3 - Software livre: Oficina de Criptografia - aprendendo a evitar e a identificar grampos (Oficineir@)
4 - CUT / Centrais Sindicais - Movimentos sindicais (Oficineir@ - ALEX - Sao Paulo)
17:00 - Plenária final e eleição do representante dos Blogueiros no ES
E a novidade?

O ES BLOG não acaba em março! Durante o ano de 2015, um sábado por mês, a mobilização segue em encontros como PROJETO DE EXTENSÃO organizado pelo Prof. Orlando Lopes (DLL/CCHN/UFES), com o título "Democratização da Mídia - Internet trincheira de lutas - mobilização e qualificação de produção de conteúdo engajado no ES", com direito a Certificado (PROEX-UFES) de até 60 horas no total.
Esses encontros serão abertos a estudantes, professores, movimentos sociais, sindicais, comunidades e sociedade Civil em geral (as vagas serão preferenciais para os participantes do Encontro nos dias 06 e 07 de março

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

O RUGIDO DE UMA TEMPESTADE PERFEITA E O MIADO DE UMA PERFEITA NULIDADE

ESTÁ CHEGANDO UMA TEMPESTADE PERFEITA. SOBREVIVERÁ DILMA A ELA?
Tempestade perfeita foi como os serviços de meteorologia dos EUA designaram um fenômeno ocorrido em outubro de 1991, quando condições de tempo incomuns maximizaram a contundência de uma grande tempestade vinda do Atlântico Leste; os ventos superaram a força de furacão, as ondas foram além dos 9 metros de altura. 

O título original do filme que aqui se chamou Mar em Fúria (dirigido por  Wolfgang Petersen e estrelado por George Clooney), The perfect storm, popularizou mundialmente a expressão, significando um evento desastroso resultante da sinergia de uma série de fatores adversos.

Segundo o cientista social Marcus André Melo, PhD pela Universidade britânica de Sussex (cuja entrevista ao repórter Fernando Canzian, da Folha de S. Paulo, pode ser acessada aqui), é algo assim que se desenha para o Brasil em 2015:
"...há três elementos fundamentais em curso: políticas de austeridade, as pessoas indignadas com escândalos e um possível desdobramento disso nas ruas, como nas manifestações pró impeachment marcadas para o próximo dia 15 pelo país.
No caso de Dilma, isso deve se manifestar de forma muito intensa. Vai haver um descontentamento difuso colossal, mas sem um espaço institucional, as eleições, para a demonstração desse descontentamento. Mas existem as ruas. 
Haverá manifestações, e se elas podem ou não levar ao impeachment, isso vai depender de surgirem evidências mais duras de implicação pessoal da presidente nos escândalos... 
...o governo perdeu o controle político das duas casas no Congresso, na Câmara e no Senado. O partido de sustentação do governo, o PMDB, agora é quase um adversário".
Resumindo: "É um cenário de tempestade política perfeita, com políticas de austeridade ceifando empregos, escândalos enormes e gente na rua".

Com exceção da nova postura adotada pelo PMDB a partir da eleição de Eduardo Cunha para a presidência da Câmara, tudo isso era facilmente previsível durante a campanha presidencial do ano passado, daí eu ter vislumbrado uma oportunidade interessante quando Marina Silva despontou com força na corrida eleitoral. 

Era a chance de atravessarmos um período muito difícil com uma cara nova (também pertencente ao campo da esquerda) no Palácio do Planalto, ao invés de uma Dilma Rousseff desgastada pela longa permanência do PT no poder, pelo mau primeiro governo e sem grandes metas  para propor, capazes de incutir esperança nos brasileiros. 

A desconstrução de Marina com jogo sujo e propaganda enganosa, erro crasso do PT que poderá ter consequências terríveis adiante, nos colocou na direção da tempestade perfeita. E, como não adianta chorar sobre o eleito derramado, temos agora é de refletir sobre como sairmos da enrascada.

Até agora não caiu para Dilma e os grãos petistas a ficha de que a política de conciliação de classes, estabelecida por Lula na década passada, só teve sucesso devido a circunstâncias que não existem mais. 

A conjuntura econômica internacional favorável permitiu que se aumentasse um tantinho o quinhão do bolo destinado aos mais pobres, sem que, com isto, fossem reduzidos os lucros do grande capital (o caso dos modernos agiotas é emblemático: nunca antes neste país os bancos ganharam tanto como entre 2002 e 2008!).

Agora é a fase das vacas magras, e só não vê quem não quer: por mais agrados e concessões que o governo do PT faça ao poder econômico, nunca serão suficientes para tê-lo como sustentáculo nos instantes dramáticos que se avizinham. Tudo leva a crer que, pelo contrário, verá com bons olhos o impedimento de Dilma, desde que não seja traumático a ponto de prejudicar os negócios.

Daí eu ter proposto, no meu artigo dominical, que o PT reassuma as abandonadas (para dizer o mínimo...) bandeiras de esquerda, pois os que as seguem são os únicos contingentes com os quais poderá contar no momento da decisão. 

Os magnatas que o toleravam em troca da capitulação macroeconômica, os políticos que comprou para "garantir a governabilidade" embora fossem antípodas ideológicos e os coitadezas que nele votavam por causa do Bolsa-Família de nada lhe servirão na hora H. Quem viver, verá.
__________________________ 
O ESTRIDENTE, ESPUMANTE E   SELVAGEM REINALDO AZEVEDO TAMBÉM TROMBETEIA O IMPEACHMENT.
Ele é jornalista, começou na esquerda, percebeu que não tinha consistência intelectual nem carisma para voos maiores, guinou à direita, foi endireitando cada vez mais, até que, finalmente, obteve os sonhados 15 minutos de fama e as sonhadas 30 moedas.

Fez uma opção realista: seus limitados dons eram insuficientes para destacarem-no entre os que travam o bom combate, mas bastavam para que, ao menos, se tornasse rei de um inferno (título brasileiro de um ótimo filme que Bryan Forbes dirigiu há meio século, mas o original cairia igualmente bem: King Rat), embasbacando iletrados com suas catilinárias raivosas, grosseiras e arquitendenciosas; e defender a desumanidade sempre foi e sempre será vantajo$o sob o capitalismo.

Suponho que eu nem precise dizer a quem me refiro. Se fosse brilhante, seria Carlos Lacerda. Como não passa de ouro de tolo, é Reinaldo Azevedo.

O pobre coitado exultou quando a Folha de S. Paulo lhe ofereceu a chance de defender o impeachment da presidenta Dilma Rousseff numa peleja com outro colunista, Ricardo Melo --tanto que fez questão de, ridiculamente, trombetear a grande novidade com quase uma semana de antecedência!

Na hora do vamos ver, não conseguiu bolar nada melhor do que, apostando no primarismo dos cuervos criados pela ultradireita tupiniquim (seus fãs de carteirinha), requentar a defesa que Ives Gandra Martins fez do impedimento de Dilma por negligência e/ou incompetência diante da roubalheira da Petrobrás, mesmo sem comprovação de que ela teria conscientemente favorecido a corrupção e/ou dela conscientemente tirado proveito.

O chato é que o RA havia sido reticente com relação à mesmíssima tese, quando lançada pelo citado porta-voz do Opus Dei. Mas, vale tudo, até plagiar quem pouco antes esnobara, para aparecer com destaque na Folha de S. Paulo, em mais uma vã tentativa de desmentir a avaliação verdadeiramente irrefutável da ombudsman anterior, Suzana Singer, a seu respeito (segundo ela, com mais estridência do que argumentos, mais espuma do que substância, RA trouxe para o jornal "a selvageria que impera no ambiente conflagrado da internet").

Sua tediosa algaravia acabou apenas bisando as tediosas elucubrações direitistas baseadas na teoria do domínio do fato. Cita, p. ex., o art. 85 da Constituição Federal, pretendendo que Dilma teria cometido o crime de "atentar" contra "a probidade na administração". Mas, uma rápida consulta a qualquer dicionário bastaria para RA constatar que tal verbo, neste sentido negativo, é sempre empregado para designar ações praticadas com um propósito intencional. Se Dilma ignorava a gatunagem petrolífera, não se pode imputar-lhe atentado.
Não decolou: só 1,9 milhão de adesões em 20 meses.

Manipulador primário, RA tenta fazer crer que o impeachment seria obrigatório no caso de Dilma, ao afirmar que "a nossa Constituição é eloquente sobre (quase) qualquer assunto". Eloquente pode ser, mas inequívoca nem de longe é. 

Juristas encontram argumentos legais para defender posições diametralmente opostas sobre (quase) qualquer assunto e, ademais, o entendimento dos tribunais muda com o transcurso do tempo.

Daí a importância geralmente dada à jurisprudência (as decisões anteriores sobre a mesma questão) --a qual, contudo, pode ser desconsiderada num dado processo, fincando nova tendência. 

P. ex., a jurisprudência brasileira sobre refúgio humanitário era toda no sentido de que, quando o ministro da Justiça o concedesse, qualquer processo de extradição seria sustado. No entanto, os ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso conseguiram convencer o Supremo Tribunal Federal a anular a decisão de Tarso Genro no Caso Battisti, praticamente esvaziando a Lei de refúgio.

NÃO BASTA O PRESIDENTE SER DESASTROSO, É 
PRECISO EXIBIR SUAS DIGITAIS EM ILEGALIDADES.

Noves fora, o que decidiu a parada foi a voz das ruas.
O impeachment do ex-presidente Fernando Collor, único até hoje, foi aprovado pelo Congresso, mas o Supremo Tribunal Federal depois concluiu pela inexistência de provas aceitáveis (legalmente obtidas) de que ele houvesse incidido em corrupção passiva, bem como de comprovação de que ele tivesse antecipado, omitido ou retardado algum ato funcional em virtude de vantagem recebida. 

Ou seja,  consagrou-se, ainda que a posteriori, o entendimento de que para anular-se uma escolha tão importante dos eleitores não basta um presidente da República ser desastroso, é preciso exibir suas digitais em  graves ilegalidades cometidas no seu governo.

Noves fora, o fator decisivo no impedimento de Collor foi a voz das ruas, o sentimento amplamente majoritário de que ele era mesmo corrupto e precisava mesmo ser afastado; justificativas legais foram produzidas, atenderam às necessidades daquele momento e não subsistiram quando deixaram de ser necessárias. 

Como inexiste tal sentimento a respeito de Dilma, o mais provável é que a direita, por meio de seus estridentesespumantes e selvagens abre-alas, esteja apenas lançando balões de ensaio e tentando fazer o povo acostumar-se à ideia do impeachment. A tentativa pra valer ocorrerá adiante, quando  o fruto estiver maduro para ser colhido.

O que Dilma tem verdadeiramente a temer, portanto, é um aumento acentuado de sua rejeição à medida que a recessão se aprofunde e o escândalo da Petrobrás produza mais estragos. Se a voz das ruas chegar a execrá-la tanto quanto execrou Collor, acabarão aparecendo os acontecimentos e/ou argumentos que justifiquem sua derrubada do poder. É simples assim. 

Como evitar tal desfecho?

Cumprir as promessas de campanha, deixando de fazer o que prometeu não fazer, seria um bom começo.

Afastar Joaquim Levy, Katia Abreu, Gilberto Kassab, George Hilton e outros ministros sinistros, idem.

Ou, o tiro na mosca, resgatar o ideário do Manifesto de Fundação do PT, principalmente o compromisso de, ao lado do povo, lutar pelo advento de "uma sociedade igualitária, onde não haja explorados nem exploradores". 

Pois aí voltaria a esperança e os melhores seres humanos teriam motivos de primeira grandeza para defender o governo atual, ao invés de estarem apenas tentando evitar um mal maior.

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