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quarta-feira, 17 de setembro de 2014

A CALLES convida - Estreia do Cine Clube EL CARACOL - Filme: "A Estratégia do Caracol"


NAO EXISTE VITÓRIA SEM LUTAS - ...

Amigos e amigas, nosso Cineclube El Caracol estará iniciando suas atividades no próximo dia 27 de Setembro, às 18h30, em um dos lugares de maior representatividade para o áudio-visual do Espírito Santo, o bairro São Pedro. Todas e todos estão convocados a participar deste projeto que visa reduzir a má distribuição do acesso à cultura e arte cinematográfica.
O filme exibido será a comédia dramática colombiana "A Estratégia do Caracol" do cineasta Sérgio Cabrera. Filme de 1993, com dezenas de prêmios em festivais nacionais e internacionais.
Vamos juntos, pela liberdade e integração dos povos latinoamericanos!
Grande abraço!
 

Vitor Buaiz – entre o médico e o governador

http://leiase.com.br/especial-vitor-buaiz-entre-o-medico-e-o-governador/



Especial: Vitor Buaiz – entre o médico e o governador

POR FLÁVIO BORGNETH / FBORGNETH@LEIASE.COM
Marcamos um encontro com o ex-governador Vitor Buaiz. Encontramos o doutor e professor Vitor Buaiz. Com 71 anos, teve uma vida que foi duas. Na atividade pública teve ascensão meteórica. Elegeu-se deputado federal constituinte, prefeito de Vitória e governador do Estado em menos de 10 anos. Apesar disso, deixou a política assim que seu governo acabou. Desde então atua como médico e docente. Foi o médico que nos esperava e, de pergunta em pergunta, o político foi voltando.
Não titubeou ou se esquivou de nenhuma pergunta. Em nenhum momento escondeu o jogo. Falou os nomes e detalhes das decepções que o fizeram abandonar o partido que ajudou a fundar. Admitiu que foi muito mais feliz como prefeito do que governador e disse que a política não é seu ambiente. “Quando eles veem que você está na pior, te abandonam”, comenta o ex-governador.
Vitor Buaiz é o quarto perfilado na série especial de Leia-se sobre a vida e a rotina dos ex-governadores do Espírito Santo. Seu mandato (1995-1999) foi um dos cernes do diálogo, mas não o único. Vitor também fala de passagens da infância e adolescência que jogam luz na sua trajetória. Revela detalhes de quando foi preso pelos militares e avalia a condução do contrato da Rodosol, assinado no final de seu governo.
O homem:
O cumprimento é dos velhos tempos. Mãos nos antebraços. Código revolucionário. Vitor fala escrevendo em um papel. Se a frase é de efeito, joga levemente a caneta sobre os rabiscos. Diz tudo isso olhando nos olhos. Mantem a dianteira do rumo da prosa até finalizar o raciocínio.
Tem 71 anos e espera a chegada dos quatro netos. Se cuida não é de hoje. Mesmo quando governador mantinha os hábitos saudáveis. O sono sagrado e a alimentação macrobiótica foram mantidos mesmo nos dias difíceis de governo. O hábito de remar também. Até hoje acorda mais cedo três vezes por semana e segue para praia. É timoneiro que não se deixa navegar pelo mar. “Remo contra maré”, brinca.
Vitor nasceu em uma casa vizinha ao Palácio Anchieta, rua Comandante Pedro Palácios. Cresceu na cidade alta e ouvia os deputados falarem na antiga sede da Assembleia Legislativa. “Eu não entendia nada”, lembra. Os festejos oficiais na Praça João Clímaco também enfeitaram suas lembranças de menino. Apesar dessa infância cercada de política, ele queria mesmo era ser motorista de ambulância quando crescesse. “Eu ouvia aquela sirena aberte da viuvinha passando [imita a sirene]… Daí pra medicina foi um pulo”, avalia .
Cartaz usado em sua campanha. Foto: Arquivo GSA.
Cartaz usado em sua campanha. Foto: Arquivo GSA.
O médico:
Fomos recebidos no Centro de Estudos e Pesquisas sobre Álcool e outras Drogas (Cepad) da Ufes. O prédio de dois andares data de 1940. Era um sanatório antes de começar a ser usado no curso de medicina. Os corredores cobertos de rostos de estudantes formados. Vitor está em muitas fotos preto e branco. De bigode, de barbicha, de costeleta. Fez parte da segunda turma formada pela universidade. Hoje é professor aposentado do curso, mas continua na ativa.
Não é simples achar uma brecha na sua agenda. Deve ser por isso que mantem a pontualidade. Participa de dissertações, núcleos de pesquisa, além de continuar em sala de aula e ter um consultório ativo. Vida de médico. Voltou para sua profissão tão logo deixou o Palácio Anchieta e está até hoje. Quem o vê atuando não imagina que durante 20 anos ele trocou as roupas brancas pelo terno e gravata.
O curioso é que a mesma medicina que o recebeu depois da vida pública foi quem o levou até ela. A carreira política de Vitor começou graças a seu engajamento nas causas de sua profissão de formação. Primeiro foi um estudante ativo para conseguir que seu curso tivesse a estrutura necessária para que ele pudesse se formar. Foi para o Rio fazer especialização bem no ano que não terminou:1968. Não era raro sair da residência da Santa Casa e se deparar com os cavalos correndo atrás dos estudantes no centro da cidade. Voltou para Vitória em 1969. Dois anos depois acabou se deparando com o ano que deixou para trás no Rio de Janeiro.
Prisão:
Foi preso pela ditadura. Ficou recolhido no 38° Batalhão de Infantaria, em Vila Velha. Vitor fazia um trabalho na comunidade de Itacibá (Cariacica) junto com os estudantes. Muitos deles ligados ao Partido Comunista do Brasil. Quando as células do PCdoB foram extintas no Estado com a passagem da Operação Bandeirantes, seu nome apareceu na boca de alguns alunos interrogados. O motivo: de vez em quando ele mandava alguns remédios para ser enviado para os companheiros da Guerrilha do Araguaia. Para completar, os policiais foram na sua casa e encontraram um livro interessante: “O Capital”. “Eu era professor dos dez estudantes de medicina, inclusive de Marcelo Neto, marido de Míriam Leitão. Fiquei lá 46 dias. Eu era casado, minha esposa esperava nosso primeiro filho e teve um aborto”, relata.
O político:
Em 1979 ganhou notoriedade ao participar da comissão pela recriação do Sindicato dos Médicos. Ao não ser recebido pelo governador da época, Eurico Rezende, suas declarações ganharam notoriedade nos jornais. Foi assim que o doutor começou a ser visto como político. No mesmo ano foi convidado por Frei Beto para uma reunião de Sindicalistas na cidade de Itabira (Minas Gerais). Foi lá que viu Lula pela primeira vez. “O entusiasmo do movimento sindical contagiou a todos”, avalia ele, que conta que decidiu se filiar ao PT logo que ele nasceu por um compromisso de geração. Em 1982 se candidatou a deputado federal. Não venceu.  Em 1985 foi candidato a prefeito de Vitória. Ficou em segundo lugar. No ano seguinte é eleito deputado federal constituinte e, em 1988, se elege prefeito da capital em sua segunda tentativa. Em 1994 vence Cabo Camata na disputa pelo governo do Estado.
O governador e a governabilidade:
Vitor considera que teve um bom mandato a frente da prefeitura. No município e no Estado ressalta a implementação do orçamento participativo. Revitalizou regiões degradadas da capital, como São Pedro. Porém, admite que não teve a mesma sorte como governador. Integrou a primeira safra de candidatos de seu partido que conseguiram assumir governos estaduais. Acabou com uma faca de vários gumes. Tinha que dialogar com o governo federal tucano de Fernando Henrique Cardoso. Ao mesmo tempo, tinha origem vermelha. O pendulo lhe custou caro. Os petistas o acusavam de neoliberal. Os tucanos de ser petista. Para completar, apostou junto com o PT que o Plano Real teria vida curta.
Buaiz aumentou o salário dos funcionários públicos. Em maio de 1995 deu aumento de 25,32%. A aposta era de que haveria aumento da arrecadação puxada pela alta inflação. Porém, o Plano Real estabilizou a inflação e deu um nó nas finanças. Não havia dinheiro para fazer os pagamentos. O funcionalismo entrou em greve. Resultado: no final do mandato, dos 70 mil servidores do Poder Executivo, 40 mil estavam em greve.
Vitor privatizou estatais, liberou concessões e fez alianças com outros partidos. Coisa que desagradou os petistas. As greves eram, em sua maioria, lideradas por sindicalistas e lideres do próprio PT. Por isso o então governador se desvinculou do partido que fundou no meio do mandato. Se filiou ao PV no dia 11 de agosto de 1997. “Havia uma imaturidade politica do PT de entender que eu tinha que ter bom relacionamento com outros atores políticos. Principalmente com o governo federal. Eu disse: ‘Que isso! Eu sou governador do Estado e não do partido’. Já nesse tempo decidi que não queria mais [a política]. Foi uma pressão muito grande. Você não tinha apoio do governo federal. E as forças estaduais contra”, revela.
Rodosol:
O governador Vítor Buaiz também ficou marcado por algumas privatizações e concessões públicas. A Escelsa foi a leilão em julho de 1995. Já a concessão pública da Rodosol e da Terceira Ponte foram privatizadas no último ano de seu governo, em dezembro de 1998. Em 2014, dezesseis anos depois, o Tribunal de Contas do ES questiona a validade do contrato. O resultado foi a abertura do pedágio da ponte decretada pelo atual governador Renato Casagrande.
Vitor analisa o tema, que voltou a ser pungente depois dos recentes acontecimentos. “Quem fiscaliza o Executivo? O Legislativo. O Judiciário entra só quando necessário. Por que não fiscalizaram antes? Ano a ano? Para saber o que está entrando e saindo? A concessão foi concluída no governo Jose Ignácio (PSDB). Mas ninguém questionou a sua importância, muito menos o fato de ter feito a licitação”, defende.
Entre o joio e o trigo:
Sem amparo político, Vitor acabou sendo vítima dos dois lados do país. Sua mobilidade ainda foi dificultada pela situação econômica do Estado. O desgaste provocado foi traumático para ele e sua família. Partiu daí a decisão de deixar a cadeira de governador e reencontrar sua carreira de médico e docente. Não se arrepende de nada. Se considera um homem feliz. Mas, admite, que se decepcionou com seus pares.
“O ambiente não era pra mim. O oportunismo, o golpe na calada da noite, a traição. Tudo isso faz parte da pratica política brasileira. Muito que sofri no governo foi desse oportunismo. Todo mundo botando pressão em cima. Querendo isso, aquilo. Todo mundo quer tudo. Mas trabalhar mesmo pra ver as coisas melhores, não. E quando eles veem que você está na pior te abandonam. Não há lealdade”, avalia.
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terça-feira, 16 de setembro de 2014

A ESQUERDA SAZONAL E SUAS CEREJAS RETÓRICAS

Finalmente alguém encontrou a melhor definição para o PT dos dias de hoje: esquerda sazonal.

Parabéns ao filósofo Vladimir Safatle! Ele conseguiu dar o tratamento adequado ao fenômeno que, talvez por conta da profunda decepção que causa nos que um dia compartilhamos o sonho e depois o vimos transformar-se em pesadelo, invariavelmente nos faz resvalar para as diatribes.

O humor, contudo, convence mais do que o rancor, ainda que justificado.

Abaixo, em vermelho, está  a biopsia que Safatle faz (o texto integral pode ser acessado aqui) do partido que se propunha a mudar o Brasil mas hoje, mudado pelo Brasil, só empunha as velhas bandeiras no período eleitoral, não mais para libertar os explorados, mas sim para os iludir e, com isto, conquistar mandatos que continuarão não indo à raiz dos nossos problemas, qual seja a velha, sempre presente e por enquanto inabalável exploração do homem pelo homem.

Depois, tais bandeiras são devolvidas ao depósito das velharias, até que surja nova necessidade de brandi-las demagogicamente, sempre com o objetivo único da perpetuação no poder.

"De quatro em quatro anos, ocorre no Brasil um fenômeno interessante. Ele poderia ser chamado de: 'estação das cerejas vermelhas'.

Por volta no mês de agosto dos períodos pré-eleição presidencial, aparecem cerejas muito vermelhas, quase proto-revolucionárias, vindas de árvores governistas que pareciam há muito dar apenas os conhecidos frutos amargos da austeridade.

Então, quase que em um passe de mágica, começamos a ouvir na campanha eleitoral discursos com sabores proibidos de luta de classe, diatribes contra o sistema financeiro, promessas de investimento massivo em educação pública.

Mutações incríveis ocorrem, como governos que permitiram os mais fantásticos lucros bancários da história, alimentando o sistema financeiro com títulos da dívida pública e juros exorbitantes, apresentarem os bancos como inimigos do povo.

Tudo muito bonito.

Infelizmente, a estação das cerejas vermelhas termina de forma abrupta no dia 27 de outubro, logo após a consagração do segundo turno das eleições presidenciais. Então as árvores voltam a dar os frutos cinzas que todos conhecem.(Vladimir Safatle)


Qual o motivo dos ataques da imprensa à Petrobras? (por Sandro Ari Andrade de Miranda)

Qual o motivo dos ataques da imprensa à Petrobras? (por Sandro Ari Andrade de Miranda)

Enviado por 

Rennan Martins


Uma pergunta que deve ser feita por qualquer brasileiro é o motivo pelo qual a imprensa, especialmente os grandes meios de comunicação, historicamente vinculados ao poder e à direita, têm direcionado constantes ataques à PETROBRAS.
Será que de fato existe alguma onda de corrupção criada pelo PT, como afirmarão alguns ingênuos, que veem no Jornal Nacional como fonte de informação? Será que um corrupto assumido, como Paulo Roberto da Costa, um mero servidor público que chegou rapidamente às principais capas de jornais e revistas, teve uma crise de consciência ética? Qual é o motivo de tantas denúncias realizadas no picadeiro diário dos nossos meios de comunicação?
Inicialmente, é necessário afastar um mito. Não existe imprensa isenta, sem posição e sem nenhum comprometimento político ou ideológico. Esse discurso é verdadeiro como uma nota de sete reais. Como já afirmara Antônio Gramsci, nos seus Cadernos do Cárcere, com absoluta lucidez, a imprensa também é uma forma de partido.
Aliás, a própria Maria Judith Brito, presidenta da Associação Nacional dos Jornais e executiva do jornal Folha de São Paulo, declarou de forma literal ao Jornal “O Globo”:
Obviamente, esses meios de comunicação estão fazendo de fato a posição oposicionista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada.”
Até aí, nenhuma novidade! O surpreende foi a sinceridade da executiva da Folha de São Paulo, jornal este que foi omisso em relação a todos os crimes praticados pelas forças armadas e pela polícia durante a ditadura militar.
Se fizermos uma leitura rápida apenas das principais revistas semanais de grande circulação chegaremos ao seguinte balanço: a “Revista Época”, vinculada às Organizações Globo é indiscutivelmente tucana; a “Revista Isto É” possui tem relações bastante próximas ao PSB, de Eduardo Campos e Marina Silva, embora às vezes (muito raras) tente assumir uma posição autônoma; a “Veja”, de todas, com certeza a de menor credibilidade, veste qualquer roupa, desde que seja da direita, preferencialmente a mais reacionária ou conservadora – poderíamos classificá-la como uma mistura entre o DEM e o PSDB; a “Caros Amigos” é de esquerda até no nome, algo louvável de tão transparente. Resta-nos a “Carta Capital”, onde o seu editor, o nobre Mino Carta declarou abertamente o voto em Dilma Rousseff (PT), mas ainda acho exagerado vincular a revista ao Partido dos Trabalhadores, pois ainda mantém o senso crítico, algo imperceptível na maioria dos semanários.
Como se observa, todos os veículos de comunicação possuem um lado, alguns com mais transparência, outros com nenhuma. Portanto, é sempre necessário manter o senso crítico em relação ao conteúdo das publicações, para não virar um Homer Simpson ou uma velhinha de Taubaté (personagens que acreditam em tudo que veem e ouvem, no caso do americano Homer, especialmente na televisão).
Daí volta a pergunta, qual é o motivo dos ataques sistemáticos à PETROBRÁS?Uma pista importante poder ser encontrada no dia 08 de setembro de 2014, na bolsa de valores, dois dias depois da Veja publicar uma lista de supostos envolvidos com o astro principal da novela, o “conhecidíssimo” Paulo Roberto da Costa. Após uma semana de relativa alta, as ações caíram 4,91%, mantendo a tendência de queda durante toda a semana.
Mas é a relação entre a manchete de uma revista semanal com editorial esquizofrênico e a queda de ações da PETROBRÁS na Bolsa de Valores? Não é apenas mais um escândalo de corrupção, dentre tantos outros que são publicados para levantar a vendagem deste tipo de revista? Para qualquer incauto, poderia ser, mas se fizermos uma viagem até a década de noventa, será possível ter absoluta certeza de que as coisas não são bem assim.
Naquela época, havia uma onda sem precedentes de venda do patrimônio público, as chamadas privatizações. Foi um período que marcou o final do governo Collor de Mello e toda a gestão de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), hoje o principal responsável pela aproximação política entre Marina Silva e Aécio Neves.
Seus principais personagens hoje ocupam a “respeitável” condição de analistas da Rede Globo, ou são fiadores programáticos de Marina Silva e Aécio Neves: Armínio Fraga, Luiz Carlos Mendonça de Barros, André Lara Resende (um dos principais assessores de Marina), dentre outros.
Neste período foram vendidas dezenas de empresas públicas e o controle acionário de sociedades de economia mistas, tudo financiado com dinheiro público. O BNDES, que hoje financia grandes projetos de infraestrutura, no década de noventa repassava um volumoso aporte de recursos para a compra do patrimônio público pelo capital privado ou, até, por estatais europeias. Vejam as obras de Aloisio Biondi e de Amaury Riberio Júnior, onde tais processos ficarão bem claros.
Tivemos a venda de todo o complexo siderúrgico, especialmente da Companhia Siderúrgica Nacional, fundada por Getúlio Vargas, de todo o sistema de telefonia (não antes de este segmento receber uma grande atualização tecnológica, o criou o falsa impressão de que as privatizações melhoram as telecomunicações), a venda da Rede Ferroviária Federal S. A., de alguns bancos, é várias outras medidas no mesmo sentido.
Além dos financiamentos do BNDES, outros agentes fundamentais na onda de privatizações foram os fundos de pensão dos servidores públicos, sendo que muitos destes trabalhadores foram demitidos na onda de privataria, alimentando o gigantesco quadro de desemprego que vigia na época, dada a ortodoxia financeira.
O índice de desemprego aberto, na década de noventa, batia na casa dos 20%, e o salário mínimo sonhava em atingir o simbólico valor de US$ 100,00 (cem dólares).
Mas de todas as transações da onda de privatizações, a mais escandalosa, com certeza, foi a transferência do controle acionário da Companhia Vale do Rio Doce, a maior produtora de minério do mundo, para o Consórcio Brasil (formado pela CSN privatizada, pelo grupo Bradesco, e pelo Fundo Previ). Na época o leilão estava estimado em R$ 92 bilhões de reais, mas o controle foi repassado ao grupo privado por apenas R$ 3,3 bilhões, ou seja, um valor 28 vezes menor em relação ao previsto inicialmente!
Mas a privatização não ficou restrita ao patrimônio público, também foi realizada uma contenção de investimentos na área de saúde, com o incentivo aos planos de saúde, e uma tortura diária com o risco de privatização das Escolas Técnicas e das Universidades Federais. O ensino técnico foi fragmentado e perdeu toda a sua base de composição humanística.
Quem ler o Plano Diretor de Reforma do Estado no seu formato puro verá que a proposta principal era transformar as universidades, escolas técnicas (hoje Institutos Ferais de Educação Tecnológica) e os hospitais públicos em organizações sociais. Traduzindo, transferir os serviços sociais para a estranha neologia da iniciativa privada de interesse social. Qualquer semelhança com os casos de escassez financeira da USP, UNICAMP e da UNESP, não é mera coincidência, e sim reprodução de modelo FHC em São Paulo.
Com exceção dos três grandes agentes financeiros (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o nosso BNDES), apenas uma grande empresa com controle acionário público foi mantida: a sociedade de economista PETROBRÁS. Só por curiosidade, nesta mesma época o desconhecido empregado público Paulo Roberto da Costa subia na sua carreira, e passava a ocupar espaço no campo das atividades comerciais da empresa.
Tal processo não teve continuidade por dois fatores: 1º) a grande mobilização social em torno da Vale do Rio Doce atrasou o andamento da política de privatizações; 2º) a eleição de Luís Inácio Lula da Silva em 2002.
Antes da campanha eleitoral, a empresa já possuía até um novo nome comercial PETROBRAX, e demonstrando que os caminhos estavam desenhados. Ou seja, numa eventual eleição do ex-ministro do Planejamento de FHC, José Serra, a PETROBRAS seria privatizada.
Hoje, seguindo um caminho contrário, a PETROBRÁS mantém controle público e se constituí não apenas na maior empresa petrolífera da América Latina, mas numa das maiores do mundo, disputando espaço com as gigantes norte-americanas, russas e chinesas.
Além disso, a PETROBRÁS é a principal mola para alavancar os projetos do Pré-sal, de onde teremos recursos para promover uma verdadeira revolução nos campos da saúde e da educação. Logo, não é mais um patrimônio a ser jogado fora, mas uma fiadora do futuro!
Tamanha é a importância da PETROBRÁS para a economia brasileira, que um dos primeiros escândalos fabricados pela imprensa foi a compra da Refinaria de PASADENA nos Estados Unidos. O que ficou escondido na informação repassada pelo cartel Veja-Globo-Folha-Estadão, foi o fato de o Brasil ter fincado as suas bases de atuação no maior mercado consumidor de petróleo e maior economia do planeta, num resenho completo da geopolítica-estratégica proposta nos anos noventa.
A empresa estatal, que no período FHC era considerada como deficitária e desprezível, símbolo do atraso, hoje é a principal fiadora do nosso desenvolvimento energético e ponta de lança na expansão da influência econômica do país no mercado internacional.
Logo, há algo mais na divulgação seletiva de nomes da lista da figura “altamente confiável” de Paulo Roberto da Costa! Diga-se de passagem, sem nenhuma base material que dê sustentação à onda de denuncismo.
Pergunto, se o novo astro da mídia de direita já atuava na área comercial da PETROBRÁS desde o governo de Fernando Henrique Cardoso, porque não tivemos listado o nome de nenhum parlamentar do PSDB ou do DEM? Será que o personagem em questão se tornou desonesto e constituiu a sua fortuna no exterior de uma hora para a outra? Será que não teve nenhuma participação na onda de privatizações da década de noventa?
Bom, se para José Serra a formação de cartel é uma medida comum no mercado, para a Veja, a Globo, a Folha e o Jornal Estado de São Paulo, não há necessidade de demonstrar provas concretas das suas denúncias. A liberdade de imprensa e o direito ao sigilo da fonte são considerados alvará de irresponsabilidade, especialmente quando o alvo forem os quadros, partidos e movimentos de esquerda.
A verdade é que não estamos apenas diante de uma tentativa de desgastar o Governo, o que já se mostrou ineficaz em outras oportunidades, pois sempre que defrontado com problemas de corrupção, a atual gestão nunca jogou a lama para debaixo do tapete, mas ao contrário, sempre puniu os responsáveis. O alvo de todas as denúncias é a própria estatal petrolíferaO governo é um dos alvos, mas o que a imprensa de direita pretende é criar um pânico internacional como a fracassada tentativa pré Copa do Mundo. As consequências pretendidas são a eleição dos seus candidatos, e uma onda de quebradeira econômica.
Não é por acaso que mesmo com uma elevação de 1,5% no último trimestre, e significativos indicadores positivos de alta da economia, tanto os grandes meios de comunicação de direita, quanto os asseclas do mercados financeiro tentam diariamente apresentar um quadro de pânico. Não mais absurdo do que a preocupação da Globo com as tarifas de luz, quando em 2015 teremos o ingresso pesado da energia diversos pólos eólicos. Há uma indústria do terror para forçar a elevação da taxa de juros, reduzir os investimentos e paralisar a economia.
Felizmente, a economia brasileira segue insistindo na resistência aos prognósticos alarmistas, e mostrando um vigor muito superior aos centros do capitalismo avançado. Isso não quer dizer que a nossa estratégia econômica não precise de ajustes, mas isso não deve ser feito pelo afastamento do estado, mas pelo aprofundamento do seu papel de investidor. O aumento do gasto público, e não o corte, é essencial para a garantia de um mercado consumidor estável.
Mas, todas as vezes que as ações da PETROBRÁS são derrubadas na Bolsa, perde-se uma fortuna muitas vezes maior do que os desvios da patética figura de Paulo Roberto da Costa. A empresa também perde credibilidade e, principalmente, capacidade de investimento.
Na onda do quanto pior melhor, típico de quem não a menor responsabilidade com o desenvolvimento do país, o alvo de determinados grupos de imprensa é a possibilidade de o Brasil avançar social e economicamente com a utilização dos recursos do Pré-sal.
Então, estes ataques constantes realizados por determinados grupos midiáticos não são direcionados apenas ao governo, como atestou a presidenta da Associação Nacional dos Jornais, mas à nossa economia, ou melhor, ao nosso modelo econômico.
Será muito mais fácil vender uma empresa com capital reduzido, do que uma potência econômica como hoje a PETROBRÁS se apresenta. O processo eleitoral não envolve apenas uma disputa pelo poder central do Estado, mas de diretrizes econômicas e da nossa própria soberania como nação.
Assim como Aécio e Marina Silva defendem o tripé do arrocho econômico e a independência do Banco Central, também acenam para uma nova onda privatista.Dar um tempo no pré-sal e focar o ódio político na PETROBRÁS, é apenas mais um passo para vender a rentável empresa estatal a preço de bananas ao capital internacional.
A experiência da Vale do Rio Doce já comprovou que esta não é uma medida difícil para os defensores da lógica do privatismo, pois a PETROBRÁS é uma sociedade de economia mista. Basta apenas a vendas de algumas ações, para derrubar toda a onda progressista dos últimos doze anos, e jogar pela janela o nosso futuro político, social e econômico!
.oOo.
Sandro Ari Andrade de Miranda é advogado em Brasília/DF, Mestre em Ciências Sociais.
Via Sul 21

Assentamento da Reforma Agrária conquista reconhecimento da ONU

 

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MST - Movimento dos Trabalhadores Sem Terra
Organização política · 123.299 curtidas
 · Ontem às 10:54 · 
Assista ao Vídeo!
Assentamento da Reforma Agrária conquista reconhecimento da ONU
O assentamento Conquista no Litoral, Garuva (SC), conquistou o reconhecimento da ONU (Organização das Nações Unidas) por causa de um projeto desenvolvido com escolas da região. Os ingredientes da merenda são fornecidos pelos assentados, que criaram uma cooperativa de produção de hortaliças. A iniciativa busca desenvolver a agricultura com uma alimentação saudável para os estudantes.

Vídeos mostram o porque o Brasil agradece aos Médicos Cubanos






via Marcos Rebello
IS MÉDICOS E O PORQUE DOS MÉDICOS ESTAREM COM TANTO ÓDIO
 DESSE PROGRAMA QUE ACIMA DE TUDO É HUMANITÁRIO. VEJA O
 VIDEO DIZ TUDO, COMPARTILHEM.
OS MÉDICOS BRASILEIROS ESTÃO QUASE TODOS MILION´RIOS 
POR QUE SE APROVEITAM DOS POBRES DO INERIOR DO BRASIL 
QUE NÃO TINHAM MÉDICOS PARA LHES ATENDEREM E PASSAVAM 
O ANO JUNTANDO ALGUMA MISERIA PA
RA VIR A CIDADE GRANDE E DEIXAR TUDO NUMA CLINICA MÉDICA 
PARTICULAR, CONSULTA, EXAMES, E DEPOIS O PROPIO MEDICO 
ENCAMINHA O MESMO APOS RECEBER TODO O DINHEIRO DO 
POBRE PARA UM HOSPITAL DO SUS NA CAPITAL. COM O ESPETACULAR 
PROGRAMA MAIS MÉDICOS, ISSO ACABOU, OS MÉDICOS CONVENIADOS
 NO PROGRAMA ESTÃO ATENDENDO ESSES POBRES NO INTERIOR DAS 
CIDADES BRASILEIRAS E OS MEDICO MILIONARIOS ESTÃO PERDENDO ESSA 
CLIENTELA E ESTÃO FURIOSOS COM ISSO. NÃO SE ENGANE QUANDO UM
 MÉDICO RICO PEDIR PARA NÃO VOTAR EM DILMA OUÇA O QUE ELE DIZ, 
BATA NO PEITO E DIGA , DILMA ME DEU A CHANCE DE SER ATENDIDA PELOS 
MELHORES MÉDICOS DO MUNDO E DE GRAÇA, É PRA LA QUE EU VOU.. 
MUDE SUA POSTURA, MUDE SUA MENTE. QUANDO A GENTE MUDA O MUNDO
 MUDA COM A GENTE...

Olhem o sistema como funciona!
EXCLUSIVO!! O Rio de Janeiro parou para ver a farra dos médicos. 
E agora você confere a segunda matéria especial mostrando mais absurdos. 
Na reportagem de hoje, você vai conhecer um vereador que só aparece no hospital 
pra marcar o ponto e ir embora. E na campanha eleitoral, ele se dizia ser
 "o médico do povo". Um médico que se diz "do povo" pode bater o ponto e
 ir embora? A população da cidade está revoltada! 
E se você não viu a primeira matéria que chocou o Rio de Janeiro, 
confira nesse link:

E porque médicos 'tradicionais' detestam os Cubanos?